VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

A polêmica sobre a chapa Eduardo Campos-Marina Silva


07/10/2013 - 04h23

do Jair de Souza, em comentário no blog

Acho muito estranha a lógica da análise de nosso L. C Azenha. Assim como a de Rodrigo Vianna. Eles querem que entendamos que a candidatura de Eduardo Campos-Marina Silva representa algo de essencialmente novo na política brasileira atual. Em meu entender, há aí um grande equívoco.

A emplacação de Eduardo Campos-Marina Silva vai depender fundamentalmente (em condições sine qua non) do apoio que sua campanha venha ter do verdadeiro partido político do grande capital neoliberal globalizado: as máfias midiáticas.

Como críticos severos desses conglomerados máfio-midiáticos, tanto Rodrigo Vianna como L. C. Azenha deveriam se lembrar da “novidade” que representava em seu momento a candidatura do “caçador de marajás” Fernando Collor.

A rede Globo e o restante das máfias midiáticas sabiam perfeitamente que se tratava de uma candidatura inexpressiva, sem substância, mas que, em vista da podridão total que imperava nas hostes de suas agremiações historicamente mais confiáveis, seria a única possibilidade real com que contavam para derrotar a ameaça concreta da eleição de Lula naquele momento.

Ou será que tanto Rodrigo Vianna como L. C. Azenha passaram a acreditar que com a “genialidade” e “carisma” da dupla Eduardo Campos-Marina Silva, eles seriam capazes de representar uma verdadeira alternativa à atual polarização, da qual eles se queixam.

A verdade é que para tentar tornar-se palatável à máfias midiáticas e aos setores sociais que elas influenciam, Marina Silva já mostrou a que veio: sua missão é explorar ao máximo o ódio preconceituoso que permeia por grande parte das camadas médias.

Não é à toa que seu lançamento se tenha dado com a divulgação de seu comprometimento de combater os aspectos chavistas do atual governo. O que quer dizer isto?

Mais que nada, condenar o uso do Estado para toda e qualquer ação de ajuda aos setores mais humildes da sociedade. O que as camadas médias neo-udenistas (de direita declarada, ou de retórica de extrema esquerda) não aceitam de modo algum é que o Estado se dedique a apoiar pobres.

Se for para respaldar grandes grupos capitalistas, tudo bem, eles nada têm a questionar. Mas, jogar dinheiro “fora” para sustentar “vagabundos” (como eles gostam de chamar os mais necessitados), isto, sim, é intolerável.

Que pode haver de novo (fora as caras dos representantes) em uma candidatura que só será viável se as máfias midiáticas decidirem assumi-la?

PS do Viomundo: Caro Jair, a premissa de seu comentário é equivocada. “Eles [Azenha e Rodrigo Vianna] querem que entendamos que a candidatura de Eduardo Campos-Marina Silva representa algo de novo na política”, escreve você. De minha parte, nunca escrevi isso.

Eduardo Campos e Marina Silva — especialmente esta, que se propunha a reinventar a política e agora vai fazê-lo coligada ao Jorge Bornhausen — mantém a tradição personalista da política brasileira e a lógica das alianças regionais espúrias com quem sobrou, independentemente de posição ideológica.

O que eu disse em relação à chapa é que ela tem potencial eleitoral, já que se apresentará como novidade diante de tudo o que está aí e da polarização PT-PSDB que é um fato de nossa política desde 1994, ou seja, 20 anos!

As manifestações de junho/julho deixaram clara a insatisfação de uma parcela razoável do eleitorado brasileiro com as instituições.

Além disso, a metralhadora giratória da mídia corporativa em relação ao mensalão petista vai continuar ativa: havendo ou não prisão dos condenados pelo STF este será um tema eleitoral importante.

Lembre-se que em 2010 a vitória de Dilma sobre José Serra no segundo turno foi mais apertada do que se imaginava (56 a 44%).

Não posso enfiar minha inclinação ideológica na análise do quadro eleitoral.

Acredito que o antipetismo chega fortalecido a 2014. No frigir dos ovos, a ele se juntou o PSB, que até recentemente estava na base do governo. Parece haver a perspectiva de uma aliança eleitoral entre Eduardo Campos e Aécio Neves para um eventual segundo turno.

Se antes parecia possível uma vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno, esta possibilidade, no meu entender, ficou um pouquinho mais distante porque Marina Silva reforça a chapa de Eduardo Campos, que agora tem alcance nacional.

Combinada com a força eleitoral dos tucanos, especialmente no Sudeste, me parece possível um segundo turno com o antipetismo unido.

Coloque na equação, também, a fraqueza da ligação ideológica — se é que ela existe — entre os que ascenderam socialmente sob Lula-Dilma e o projeto petista. O que me leva a acreditar que tudo, mais uma vez, vai ser decidido pelo estado da economia, num plebiscito: mais quatro anos ou mudança de rumo.

Também aí, Eduardo Campos tem vantagem sobre o José Serra de 2010. Por mais que ele seja um nepotista provinciano e oportunista, até recentemente era da base do governo e poderá dizer que é a “mudança na qual se pode confiar”.

Infelizmente, o baixo nível de politização do eleitorado e o domínio de meia dúzia de famílias sobre a mídia — este segundo fenômeno, aliás, responsável pelo primeiro — nos levam a um quadro dominado pelos marqueteiros, em que Eduardo Campos e Marina Silva, agora engajados no antipetismo light, serão capazes de se apresentar como “novidade”.

Se a candidatura de Aécio Neves desabar, a dupla se tornará veículo para o sonho da oposição — inclusive de direita — de retomar o poder. Por ironia, em roupagem “socialista”.

Leia também:

Eduardo Campos-Marina Silva formam chapa competitiva para 2014





41 comentários

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Julio Silveira

09 de outubro de 2013 às 10h02

O autor do texto fala com a voz do coração, o pensamento do Azenha e do Rodrigo vieram com a racionalidade.

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Luiz Rogerio

08 de outubro de 2013 às 18h27

Só tem um problema, se o Aécio/Serra se juntarem a Campos/Marina no 2º turno (se tiver), vai ser a pá de cal no PSDB. O PSDB sairá da 2ª força política para 3ª, 4ª, virará um novo PPS.

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Donizeti

08 de outubro de 2013 às 13h32

Uma boa pancada na Folha de São Paulo

08/10/2013 – 03h00

Márcio Chaer: A era da vingança

Na Roma antiga, o povo apreciava furiosamente duelos sangrentos, gentes devoradas por leões. Ainda hoje, multidões lotam estádios para ver mulheres acusadas de adultério serem apedrejadas até a morte.

No Brasil, sem lapidação nem duelos –quando não há jogos importantes na TV–, a mesma torcida excita-se com casos como o do mensalão.

Vive-se a era da vingança. Quem um dia se sentiu chicoteado agora quer chicotear. Não importa de que campo se fale: sexual, ideológico, econômico, social ou racial.

O Judiciário, algumas vezes, entra de estraga-prazeres na festa, com o formalismo de exigir provas, o que adia ou inviabiliza os encarceramentos dos sonhos da galera.

Esta Folha distinguiu-se por ter parado para repensar a condenação antecipada dos mensaleiros. Mais ainda por sustentar a valente e explosiva tese, contrária ao senso comum, de que cadeia não reduz criminalidade nem resolve problemas sociais.

Mas foi mal ao atacar, em editorial, o ministro Celso de Mello, que reclamou, em entrevista à própria Folha, da publicidade opressiva usada para obrigá-lo a votar como queria a opinião pública. A pressão da qual o ministro reclamou foi concreta, factual e generalizada, como depois indicou Janio de Freitas. Mas o texto gerou ainda o artigo equivocado do professor da Fundação Getulio Vargas Diego Arguelhes.

Escorado no fato de que ministros atendem a imprensa quando procurados (e por que não?), partiu para a ficção. Disse que o ministro atuou com vedetismo e distribuiu pela internet trechos de voto não proferido e disponibilizou para a mídia, antes do fim da sessão, manifestação que acabara de fazer.

Os jornalistas que cercam os gabinetes do Supremo Tribunal Federal (STF) têm algo a dizer ao professor: o ministro não fez circular coisa alguma pela internet e a divulgação de votos apresentados é dever, não ato de vaidade do juiz.

A pedrada mais torta contra o decano do STF, porém, foi a ressurreição, por jornalistas da Folha, de uma fantasia criada pelo ex-ministro da Justiça Saulo Ramos, morto em abril. Na autobiografia, escrita de memória, vingou-se de quem o magoou em vida (vide a resenha “Lorotas a granel” na internet). Para “provar” que Celso de Mello não era imune à pressão da imprensa, citou caso em que o ministro teria mudado voto para ficar bem na foto.

Discutia-se a validade do novo domicílio eleitoral do ex-presidente José Sarney, que foi quem levou o ministro ao STF. Diz Saulo que Celso, “o último a votar no julgamento”, telefonou-lhe para justificar por que seria contrário ao pedido: como a Folha anunciara que ele votaria a favor e a questão já fora decidida pelos outros dez ministros, sua posição não faria diferença. Inconformado, o memorialista escreve que disse um palavrão, bateu o telefone e jamais voltou a trocar palavra com o ministro.

Na vida real, Celso de Mello era o segundo mais novo ministro da corte. Portanto, um dos primeiros a votar. Seu voto foi enorme –desses que levam dias para preparar. Os arquivos da Folha não registram a notícia mencionada. E, por fim, o próprio Saulo relata, no mesmo livro, outros diálogos com Celso de Mello. Sete anos depois, no beija-mão do ministro em sua posse na presidência do STF, abraçou-o efusivo após Márcio Thomaz Bastos.

MÁRCIO CHAER, 58, é jornalista e diretor da revista eletrônica “Consultor Jurídico”

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LEANDRO

08 de outubro de 2013 às 09h09

Só esquecem de uma coisa. A piora da economia e a copa do mundo no ano das eleições..já imaginaram os protestos?

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Black Blocs: A origem da tática que causa polêmica na esquerda - Viomundo - O que você não vê na mídia

08 de outubro de 2013 às 09h06

[…] A polêmica sobre a chapa Eduardo Campos-Marina Silva […]

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Jose Mario HRP

08 de outubro de 2013 às 07h06 Responder

francisco.latorre

08 de outubro de 2013 às 03h12

pô azenha.

ajudando a transformar velório em batizado?..

..

pml. foi ao ponto.

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/10/06/pml-e-a-blabla-novo-que-novo-e-esse/

..

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mauricio dos passos

07 de outubro de 2013 às 23h18

marina vai vender natura que da mais certo

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Juarez Apocalipse

07 de outubro de 2013 às 22h53

A ESQUERDA PRECISA VOLTAR A IMPOR A AGENDA POLÍTICA
Não consigo entender essa ojeriza de alguns “analistas” e jornalistas pela polarização PT PSDB. Pelas informações que recebemos, na maioria dos países considerados democráticos sempre existe polarização entre duas forças, uma mais conservadora e outra mais progressista, representadas por partidos políticos. Outros partidos com menor representatividade se agregam a uma dessas duas forças, respeitando sempre a proporcionalidade. Não me lembro de uma terceira via dessas ter conseguido ganhar a eleição e assumir o poder. Qual o problema dessa dita polarização entre PT e PSDB?
Como é mostrado pelos próprios jornalistas (blogueiros, colunistas e afins) essa forças sempre se aglutinam em uma nova sigla, não importando que nome tenha esse partido.
Será que a terceira via tem representatividade numérica suficiente para implementar um programa de governo sem a participação dos representantes desses partidos que “sairiam” de cena?
Será que teria um programa muito diferente do que é apresentado por essas duas vias da cena anterior?
Ademais onde está essa terceira via?
Políticos que conviveram e participaram dos programas dos dois outros partidos saem agora para formar essa terceira via, como podem se apresentar ao eleitor oferecendo uma nova proposta?
Há uma grande participação do sistema de comunicação e informação no estabelecimento de um processo de desinformação e confusão do eleitorado.
Primeiro o próprio sistema apresenta o ungido como uma personagem imaculada, diferente dos demais. Poucos têm a coragem de fazer a desmistificação.
Será que esses escribas acreditam que Osmarina e Dudu Beleza agora terão um comportamento político diferente do que tiveram até aqui?
Quantas vezes vimos críticas acerbadas a esses mesmos quando eles eram aliados do Lulopetismo. Agora viraram santos.
O conservadorismo (reacionarismo) dominante deste País consegue impor a agenda do debate político nesta terra. Não sei dizer a razão, mas o segmento considerado progressista acaba embarcando nessa agenda.
Na minha humilde avaliação a grande e única razão do enorme prestigio e liderança que conseguiu o Presidente Lula foi impor a agenda para o debate, não só no âmbito interno, mas de âmbito mundial.
Por isso é necessário que esse segmento progressista volte a impor a agenda política para o Brasil.
Sem isto não conseguiremos avançar.

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Rafael

07 de outubro de 2013 às 21h40

Belo debate.
O Azenha e o Rodrigo não estão defendendo a aliança Campos/Marina, apenas dizendo que é competitiva. Embora alguns acreditem que mais difícil para o candidato do governo seria a Marina na sua Rede e o Campos com seu PSB. Dividiria mais os votos. Esse é o debate.

Quanto a perspectiva de uma aliança eleitoral entre Eduardo Campos e Aécio Neves para um eventual segundo turno:

Cenário 1. Aécio vai para o 2o. turno. Campos apoia? Melhor seria ter ficado no governo Lulilma. Como vai pedir voto pro Aécio no nordeste contra o Lula?

Cenário 2. Campos vai para o 2o. turno. Aécio apoia. Não tem nada a perder. Ainda mais se o governo Campos não der certo com o PT na oposição e a direita no governo.

Cenário 3. Dilma vence no 1o. turno. Como fica Campos no nordeste, sem o governo do estado, sem ministério. Quem pode se projetar no nordeste é o Ciro.

Para o Campos é tudo ou nada. Vende até a mãe para ganhar, hehehe.
Para a direita também, ressuscita até o Enéas para derrotar o Lula. Por isso eles formam uma bela parceria. Um pacto do…

Tem um lado positivo para a dupla Campos/Marina, não podem recuar.
E um negativo, não podem recuar. Afinal, quem decide é o povo, por isso, não adiante ter nervos de aço, se o povo pender contra, já era…

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pereira

07 de outubro de 2013 às 21h31

Tudo depende só da DILMA, correr atras de números positivos, o povo gosta é de barriga cheia, como diz o povo aqui em minha terra, aqui na minha cidade deve ser uns 90% para DILMA, esse eduardo tem vidraça, o governo dele no Pernambuco é protegido pela mídia, pergunte a um policial pernambucano quem o eduardo ou a um professor, a prova foi que filmou instituição particular par mostrar em seu programa.

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Ronaldo Souza

07 de outubro de 2013 às 20h32

Marina como ela é

Por Ronaldo Souza

Já se conhece a forma como José Serra faz política. Tornou-se um homem ressentido, frustrado, vingativo, que recorre a qualquer expediente para alcançar os seus objetivos. A sua alardeada competência administrativa não se confirmou em nenhum momento e a campanha para presidente da república em 2010 foi um marco de como fazer política da forma mais baixa possível.

Aécio Neves dói. O seu vazio é tão grande que dá pena. A sua capacidade de dizer coisas absolutamente irrelevantes surpreende a cada instante. O PSDB, a mídia, o empresariado, todos sabem que Aécio Neves não tem a menor chance de ser eleito presidente. Mas, digamos que fosse. Por saberem que ele não tem nenhuma condição de exercer a presidência, seria ótimo para eles. Não será surpresa, entretanto, se o candidato do PSDB for Serra.

O mais bem avaliado governador do país nas últimas pesquisas, Eduardo Campos se imaginou com amplas possibilidades de sair como forte concorrente ao Palácio do Planalto. Sem chance. Nenhum pernambucano tem dúvida de que ele é o que é graças a Lula e num segundo plano a Dilma. Lula, literalmente, fez Eduardo Campos. Na hora da campanha talvez não seja muito difícil mostrar que as obras do Governo Eduardo Campos não têm o dedo de Lula e Dilma, têm Lula e Dilma por inteiro. Ver Eduardo Campos “brigando” com os dois talvez seja um momento de difícil compreensão para muitos pernambucanos.

Fora das fronteiras do seu estado é desconhecido e talvez aí haja outro detalhe que tem passado despercebido. O Nordeste tem as suas peculiaridades, assim como as tem o Sudeste. Ou alguém desconhece as dificuldades quase que incontornáveis existentes nas relações políticas entre São Paulo e Minas Gerais?

É possível que muitos, eu me arriscaria a dizer a maioria, não conheçam as dificuldades também quase que incontornáveis existentes no Nordeste. Ou alguém imagina que, por ser nordestino, Eduardo Campos terá grande votação no Nordeste? Quem pensa assim não conhece bem esta região do país.

Aliado a isso, se a condição de nordestino, neste caso específico, não é favorável no próprio nordeste, seria mais complicada ainda no Sul/Sudeste. Ou alguém acredita realmente que seria estendido um tapete vermelho a um eventual Presidente da República do Brasil com “aquele” sotaque? Não vamos dar um tapa na realidade.

Agora, porém, tendo como sua vice Marina Silva, as chances de Eduardo Campos aumentam? É possível. Cabe, porém, uma ressalva.

Inicialmente saudada como uma jogada de mestre de Eduardo Campos, não foi. A partir do momento em que se soube que foi Marina quem fez o contato e se ofereceu para se filiar ao PSB e ser vice dele, fica absolutamente claro que não foi iniciativa dele. A sua própria perplexidade e consequente mudez ao receber a notícia, como foi divulgado por toda a imprensa, deixam mais claro ainda que não foi dele a ideia. Confesso a minha enorme dificuldade em entender como jogada de mestre de alguém quando esse alguém só foi comunicado do que já estava decidido.

Portanto, se, pelas razões expostas, dificuldades podem existir na manutenção da imagem de grande gestor, maiores ainda parecem existir, pelo menos por conta desse episódio, para a criação da imagem de um exímio jogador de xadrez.

Lembremos que já era quase consensual a percepção de Eduardo Campos como alguém que se perdeu na vaidade e ambição ao sair candidato para 2014. Pelas razões conhecidas, vários colunistas, entre os quais nomes como Jânio de Freitas, o chamaram de embusteiro, quando, dando nova interpretação ao “ser ou não ser”, de Hamlet, de Shakespeare, criou o “ser e não ser” candidato em 2014. Uma postura condenável, mesmo se tratando do jogo político.

Ainda que fossem seus os méritos, terá sido, de fato, uma bela jogada de xadrez?

Teria sido então jogada de mestre de Marina? Também não. Foram outros os motivos.

Apesar da inocência dos seus seguidores em imagina-la diferente dos políticos, Marina tem poderosíssimos grupos financeiros por trás, que fizeram enorme pressão nos últimos dias. O Estadão não teve nenhum pudor em dar nome aos bois: Natura e Itaú (ambos autuados pela Receita Federal por sonegação de R$ 628 milhões e R$ 18,7 bilhões, respectivamente). Sem falar da articulação do próprio Roberto Irineu Marinho, presidente das Organizações Globo (segundo a imprensa, também devendo a essa altura mais de R$ 2 bilhões, entre Receita Federal e ECAD), com confesso interesse em formar uma dobradinha Aécio-Marina.

A imprensa divulgou que “a turma do dinheiro estava decidida a manter Marina no páreo de qualquer jeito, e não aceitavam a derrota. A sua presença é fundamental para levar a eleição para o segundo turno”. Ressalve-se que à Globo particularmente interessava desde quando fosse com Aécio, porque não querem o PSDB fora de um eventual segundo turno, que muitos já afirmam que não deverá acontecer.

É difícil acreditar que alguém com o nome e a representatividade política de Marina Silva, com algo em torno de 20% nas pesquisas, vai aceitar ser vice de Eduardo Campos, que o Brasil não conhece, com 4% nas pesquisas.

Ao se filiar e se candidatar à presidência da república pelo PSB, ainda que seja, por enquanto, como vice, Marina viu abrir-se a janela da oportunidade e por ela jogou o sonho de milhões de brasileiros que acreditaram na Rede Sustentabilidade.

Milhões de brasileiros que acreditaram na sua promessa de eliminar a forma de fazer política no Brasil. Milhões de brasileiros que, do alto da sua inocência, acreditaram ser possível fazer política sem ser político. Milhões de brasileiros que acreditaram que a Rede Sustentabilidade não seria um partido político, apesar de lá existirem vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais…, como em qualquer outro.

E agora, como fazer crer a esses milhões de brasileiros que a Rede Sustentabilidade é um projeto sustentável? Filiada e concorrendo à presidência pelo PSB, que tempo dedicará à Rede?

E tendo negado a política e os políticos nesses últimos anos, como Marina vai explicar que agora caminha de braços dados com os Bornhausen, Heráclito Fortes, Ronaldo Caiado e outros tantos?

Ela tomou a decisão de se candidatar não pelo sonho de mudar o Brasil, mas pela pressão dos seus bilionários patrocinadores. E, agora se sabe, também por outra razão: ela afirmou que seu projeto é acabar com a “hegemonia” do PT.

A evangélica e pura Marina, que tudo entrega a Deus, carregou consigo nesses anos todos um projeto pessoal de vingança: acabar com o PT, o partido onde ela foi criada.

Marina se mostrou.

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J Souza

07 de outubro de 2013 às 20h14

O “tucano”, “reacionário”, “nepotista”, entre outras “qualidades” e sua turma…

<>

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    Bonifa

    09 de outubro de 2013 às 05h48

    Deve ter sido um bom anfitrião. Eram da mesma turma, enquanto estavam no mesmo projeto. Campos saiu do projeto. Deixou a turma. Apresenta ao povo um outro projeto absolutamente personalista. Confronta o antigo projeto ao qual pertencia, pedindo a confiança do povo para seu projeto personalista, sem explicitar razões convincentes. Não procura alianças partidárias, “incha” o partido que herdou do avô com filiações reacionárias ao extremo. Com lideranças conservadoras disfarçadas de ambientalistas. Aproveita-se do que foi construido em seu estado pelo projeto a que pertencia, para usar tais construções como se fossem de mérito unicamente seu e não de um projeto como um todo. Faz propaganda política mostrando sub-repticiamente o que não fez como se o tivesse feito. Evidente que não merece a confiança do povo brasileiro.

Rasec

07 de outubro de 2013 às 20h01

Mas a gente nunca ganhou no primeiro turno! Nem com Lula! E se espantar com a vitória de Dilma sobre Serra no segundo turno é demais! Ela nunca tinha concorrido a cargo público. E o coiso dispensa comentários! Pelamô, né Viomundo!

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Fabio Passos

07 de outubro de 2013 às 18h35

A direita sabe que em 2014 o psdb será varrido do mapa.
Campos-Marina podem ser uma alternativa competitiva e sem o ranço preconceituoso e racista que marca as candidaturas da “elite” branca e rica.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

07 de outubro de 2013 às 17h06

COMO ESTÁ, A NOSSA POLÍTICA É UM VERDADEIRO ANGU COM FARINHA DO MESMO SACO!

Leiam os programas dos partidos, antigos e novos.

Não existem programas concretos. Só falam em generalidades.

Essa é uma posição excelente para caciques e líderes!

Discursos bonitos, análises de tudo que ocorreu e está ocorrendo. Tudo de acordo para permanecer no ninho, anos a fio!

Não há projetos concretos para a educação, para a saúde e demais temas! Só encontramos promessas vagas, nada que cause comprometimento! É triste!

Quando digo que sem educação não temos futuro, fica claro que essa é uma condição necessária, porém não suficiente.

Um exemplo pode vir da água. Uma molécula de água é constituída por H2O, dois elementos de hidrogênio e um de oxigênio. Para termos água faz-se necessária a presença do hidrogênio; sem hidrogênio, não temos água.

Sem educação não temos justiça social, não temos desenvolvimento.

O hidrogênio é necessário para termos água, contudo não é suficiente; é preciso haver a combinação com o oxigênio para termos o líquido da vida.

A água é uma molécula simples. Temos, em nossa natureza, moléculas de alta complexidade; formadas de elementos os mais variados.

Uma sociedade justa, desenvolvida, tem como condição necessária, básica, a educação, mas não é suficiente. É um processo complexo!

O que desejo é que concentremos nossos esforços em torno dessa condição básica, necessária!

Em meu tópico, UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL, procuro demonstrar essa necessidade!

Muitos não desejam trilhar por esse caminho, pois dentro das estruturas partidárias atuais; com o financiamento privado, com reeleições em todos os níveis, com o caciquismo generalizado; imperam mais os interesses pessoais que os da transformação da sociedade.

Muitos ficam, assim, esperando por salvadores da pátria.

Sou a favor de ver o povo como ator da história e não mais como uma manada dirigida por salvadores da pátria e até por manipuladores!

Estive lendo vários programas de partidos, dos antigos aos mais novos, e só encontrei generalidades. Alguns não passam de belos textos, mas nada de projeto, nada de
propostas concretas!

Partidos, assim, passam a ser ninhos criados às margens direita e esquerda do rio para dar guarida a diferentes lideranças que neles permanecem por decênios, cada um
com seu canto específico, deleitando e oferecendo esperanças aos marginalizados que sofrem nas constantes enchentes, e nada se transforma.

Tenho, também, o tópico PRECISAMOS DE UM PARTIDO DIFERENTE!

Esse partido não seria construído nas árvores; às margens, pelos costumeiros e eternos caciques, nem atrelados ao financiamento privado; mas pelos verdadeiros marginalizados, injustiçados.

Esse partido tem programa a ser cumprido, explícito, a começar pela proposta de que sejam investidos, pelo menos, 15% do PIB na educação básica.

Toda educação deve ser federalizada!

Responder

Paulo

07 de outubro de 2013 às 17h06

Aposto 2 mariolas e um cigarro Iolanda que Marina será a cabeça de chave na chapa presidencial

Responder

Fabiano Araújo

07 de outubro de 2013 às 17h04

Sempre encaro com desconfiança pessoas que ostentam virtude e/ou honestidade. Por isso, suspeito de certos políticos e ONGs “verdes”. Estes defendem uma espécie de “sagração da natureza” com respeito à Amazônia, mesmo que isso implique em manter, nessa região, bolsões de miséria. Porém, esses mesmos políticos “verdes” e ONGs, nada dizem contra o agronegócio, no centro-oeste do país, que produz para a exportação, logo se lixa para o mercado interno e, desse modo, é responsável pela privação de alimentos à uma parcela de nossa população. Além disso, o agronegócio é recordista mundial no uso de agrotóxicos.
Gostaria de lembrar que: a prática de certas “virtudes” pode ser o verniz que encobre a prática de coisas tenebrosas:
Doris Goodwin em seu livro “Tempos muito estranhos”, que trata do cotidiano na Casa Branca, nos tempos da IIa. Guerra Mundial, Churchill ingeria uma quantidade de bebidas alcoólicas que escandalizou o mordomo; Roosevelt, embora bebesse menos, também o fazia de modo não desprezível (aquele correspondente, ignorante, do “New York Times”, Larry, qualquer coisa, em vez de acusar Lula de beber, deveria estudar a história de seu país). Enquanto isso, Hitler era abstêmio, vegetariano, amava os animais e gostava de se refugiar entre o verde, nas montanhas da Baviera.
Já dizia o almirante Halsey, comandante da esquadra dos EUA, no Pacífico, durante a IIa. Guerra Mundial: “não confie em marinheiro que não beba”, ou seja, cuidado com ostentação de virtude!

Responder

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2013 às 23h17

    Ih! Bem no centro nervoso do falso moralismo que permeia o neoliberalismo que aterroriza o mundo. Bem no centro nervoso do anarcocapitalismo verde. Bem no centro nervoso do neodarwinismo social.
    ___________________________
    E viva toda a análise capaz de jogar por terra a hipocrisia contida no discurso daqueles que se movem por interesses publicamente inconfessáveis.

Mário SF Alves

07 de outubro de 2013 às 16h52

Parabenizo ao Jair de Souza e ao Azenha pelo cuidado e respeito ao tema. No entanto, gostaria de acrescentar que muito mais do que a mesmice dos malabarismos da matemática eleitoral, compete e é urgente pensarmos no nos possíveis impacto socioeconômico de uma possível vitória da oposição. Seja ela qual oposição for, seja o até recentemente aliado PSB, seja o PSDB. O que proponho é isso mesmo: um EIA/RIMA dessas candidaturas.
_________________________________
O que efetivamente move tais candidatos?
O que pretendem? Quem ou quais instituições os financiaria ou apoiaria?
Qual o projeto de país defendem? E por que defendem?
Com que recursos e meios poderiam contar na realização de tal projeto?
Qual a história e significância política de seus partidos?
Caso eleitos, de que modo influenciariam a realidade social?
Que grau de liberdade teriam na realização de tal projeto?
A que poder estariam mais susceptíveis ou sujeitos? Ao poder popular ou ao poder do capital financeiro especulativo ou ao do capital produtivo?
Enfim, quais os limites estariam dispostos a acatar durante e após o processo eleitoral?
__________________________________
Claro que jamais poderíamos realizar um tal estudo se dependêssemos apenas dos debates eleitorais de praxe.

Responder

Aline C. Pavia

07 de outubro de 2013 às 15h33

Também não vejo novidade nenhuma. É a candidatura da elite reacionária, proto-fascista, higienista e xenófoba. É o atestado de que a “oposicinha” precisa de 4 candidatos (Serra, Aécio, Campos e Marina) para combater uma única. Tucanuardo ainda não disse sinceramente oposição “a que” ele faz. Se Pernambuco é campeão de crimes ambientais e se começam a aparecer denúncia sobre denúncia de que o “neo-Collor” é outro santinho com pés de barro. (Ou pés de m****, o horário não me permite expressar exatamente.)
E cai a máscara da Bláblárina definitivamente. Na década de 90 ela virou as costas a Chico Mendes. Ao sair do PT cuspiu no seu cadáver. E agora ao se associar a Heráclito, Bornhausen, Caiado, Malafaia e Feliciano, termina de jogar os despojos dele aos cães da Geena.
Vai ficar pequeno pra tanto traíra, mas o “governador melhor avaliado” perde até mesmo em Recife.

Responder

    lukas

    07 de outubro de 2013 às 20h32

    Sarney, Maluf, Collor ao lado do PT e a Aline vem acusar Campos/Marina de estar ao lado de reacionários.

    Estamos em 2013, não em 1989. Aquele PT acabou.

    Mário SF Alves

    08 de outubro de 2013 às 14h34

    “Estamos em 2013, não em 1989. Aquele PT acabou.”

    __________________________________
    Ah, é? Avisa isso pra direita. Quem sabe a mídia fora-da-lei não suaviza um pouco no jogo do tudo [só] contra o PT, quem sabe?

    ______________________________________________
    Ah, quem sabe, vai ver a direita também acabou, não Lukas?

cesar lopes

07 de outubro de 2013 às 14h38

será que o pessoal que bradou pelas ruas, fora PIG, irá apoiar a Marina, depois desta clara traição aos principios por ela pregados, até então

Responder

Jair de Souza

07 de outubro de 2013 às 13h29

Estimado Azenha, obrigado por ter dado destaque a minha opinião e também por sua resposta. Sei que tanto você como o Rodrigo Vianna fazem parte firmemente do campo popular, por isso a discussão é fraterna. O que eu quero ressaltar é que (diferentemente de Lula e o PT) nem Marina Silva nem Eduardo Campos tem viabilidade eleitoral se as máfias midiáticas não apostarem neles. É por isso que eu questiono a atribuição de qualidades políticas geniais a eles. Eles podem vencer a eleição? Até creio que sim, mas tão somente no caso em que as máfias midiáticas (em nome do conjunto do grande capital) decidirem apostar forte neles. Mas, em tal caso, eles não seriam nenhum terceira via e sim parte da luta que vem sendo travada há um bom tempo entre os que defendemos um Estado que sirva como fator de amparo às camadas mais humildes e aqueles que só veem serventia no Estado quando se trata de reprimir as demandas populares, ou para beneficiar descaradamente o grande capital. Acho que você também pensa assim, pelo menos entendi isto ao ler o que você escrevou acima. Um abraço e obrigado novamente.

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Guerson

07 de outubro de 2013 às 13h09

Caros, estão esquecendo de um fator importante: a força das redes sociais, a internet. Acredito que a oposição, que vive de mentiras, será colocada em seu devido lugar, se não mudarem seus discursos e atos. Hoje, poucos conhecem a verdade dos fatos, mas amanhã, os desonestos serão julgados e punidos pelo povo e, logo depois, esquecidos.

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denis dias ferreira

07 de outubro de 2013 às 12h50

Os petistas estão apavorados com a coligação Marina-Eduardo Campos. Tanto faz essa dupla vencer ou não a estranha coligação PT-Maluf-Casa-Grande-evangélicos. Os dois projetos, o do PT e seus aliados de direita e o da nova dupla, são eminentemente conservadores.

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Bernardino

07 de outubro de 2013 às 11h56

Eduardo Campos tem vantagem sobre o José Serra de 2010. Por mais que ele seja um nepotista provinciano e oportunista, até recentemente era da base do governo e poderá dizer que é a “mudança na qual se pode confiar”.

ESSE parágrafo é a definiçao do sr Eduardo Campos um TRAIRA no melhor EUFEMISMO!!

A bem da VERDADE essa é a uniao da INCOMPETENCIA e do OPORTUNISMO
Incompetencia da D MARINA que não tem capacidade de sequer fundar um Partido,deixando pra ultima hora tal evento!!Imagina essa senhora na chefia da Naçao seria um exercicio de improvisaçoes na conduçao do Governo.

OPortunismo do sr Eduardo,juntando no seu falso PSB,gatos,cachorros e lacraias na tentativa de se viabilizar candidato.Tudo com incentivo da MIDIA Bandida,desesperada por ter perdido tres eleiçoes sucessivas.
O AECIO ainda leva vantagem vem de um forte colegio eleitoral e um partido consolidado na regiao sudeste em que pese a falta de carisma o que tambem falta ao sr DUDU e muito!!Basta o LULA ir ao REcife e dizer tudo que esta aqui feito foi no meu governo:ESTALEIRO,REFINARIA,duplicaçoes de RODOVIAS e porto de SUAPE reformado!!PeRnambuco é fraco colegio eleitoral e ja deu o LULA presidente que se fez em Sao Paulo no auge do sindicalismo.Caso tivesse ficado em Pernambuco Lula nao seria LULA no maximo um lider REGIONAL!!

Arrematando toda essa DISCUSSAO nao passa de hipoteses lançadas ao VENTO e sem consistencia.Quem viver,Verá!!
Aliás o nomE do PSB Deveria ser : PARTIDO SEM BAGAGEM,PEGA Qualquer TAXI!!

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ricardo

07 de outubro de 2013 às 11h53

Azenha, talvez você tenha que se esforçar um pouquinho mais para evitar que suas inclinações ideológicas contaminem sua análise do quadro eleitoral. Já seu interlocutor na “polêmica” é caso completamente perdido. Você desqualifica Campos como “um nepotista provinciano e oportunista” e diz que Marina mantém a “tradição personalista” na política brasileira. Chega a ser rídiculo ouvir essa acusação de “personalismo” de alguém vinculado a um projeto de poder cuja designação mais precisa atende pelo nome de “lulismo”.

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Diegos

07 de outubro de 2013 às 11h02

É muito amor ao a alguém ou algum partido ou alguma convicção para “cegar-se” a ponto de reduzir Marina Silva “A verdade é que para tentar tornar-se palatável à máfias midiáticas e aos setores sociais que elas influenciam, Marina Silva já mostrou a que veio: sua missão é explorar ao máximo o ódio preconceituoso que permeia por grande parte das camadas médias.”
Detalhe ao termo “A verdade é que”, como se quem redigiu fosse um ser extraterreno que tudo sabe. Pedante!

Não é à toa que o blog está virando chacota (felizmente, na minha roda de amigos, mas pode não ser algo geral). Começou muito bem [o blog], e está muito mau.

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    Aline C. Pavia

    08 de outubro de 2013 às 09h41

    Quem falou em “combater o chavismo do PT”, amigo, não foi Serra. Foi Marina.

Taiguara

07 de outubro de 2013 às 11h01

O ódio da marina ao PT acabou por, involuntariamente, colocar o último prego na candidatura presidencial do Aócio. As capas das revistas e jornais, desde o último sábado, estão absolutamente desnorteadas. Tá cômico. Até barra de chocolate andou frequentando o palco principal. Entende-se. O chocolate, dizem os entendidos, é anti-depressivo.

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Raymond

07 de outubro de 2013 às 10h30

Muita água vai rolar por debaixo da ponte. Pra mim a decisão de Marina de se aliar a Campos foi menos ruim para Dilma do que se ela tivesse se candidatada em outra sigla. A Rede tem uma militância que deixou o PT junto com Marina, principalmente, devido as questões ambientais. Ponto fraco dessa união é que os militantes mais politizados da Rede sabem que o PSB votou contra um código florestal que ia de encontro aos seus anseios. Outro ponto importante é que o governo com a máquina pública nas mãos vai amarrar apoios que ainda não se concretizaram. Lembrem-se que tempo de rádio e tv é muito importante. E na hora do voto quanto mais santinho com o nome de determinado candidato pode fazer a diferença. Nessa toada Dilma ainda vem muito forte para vencer no primeiro turno.

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J Tavannes

07 de outubro de 2013 às 10h22

Não acredito em segundo turno. A tendência da economia leva a crer que o pior já passou. Concordo quando diz sobre a despolitização, porém, o tempo de propaganda na TV, favorece em muito o governo Dilma, e isso conta em um universo de maioria despolitizada. Gostaria que fosse diferente, mas infelizmente não é. Sampa é um exemplo dessa despolitização, sempre vence quem tem maior tempo, o mostrengo Kassab com o apoio do PMDB de Quércia, saiu de 2% pra vencer com folga batendo Marta e Alckmin. Além do que, os evangélicos que foram pro colo de Serra, com a mentira de que Dilma era a favor do aborto caiu por terra, e o Papa que era conservador multimídia global e cabo eleitora da direitona, está morto e deu lugar a quem coloca a direita sem argumentos não só no campo material mas também no espiritual.

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Jorge

07 de outubro de 2013 às 10h22

Azenha e leitores do blog. Por que só cobrar coerência do PT? Quando o PT se aliou à grupos que divergiam de seu ideário foi criticado violentamente. Quando Marina e Eduardo fazem o mesmo, são poupados… quanto incoerência. Sábado um reporter perguntou para Marina: como é se aliar a um partido que votou praticamente unânime a favor do novo código florestal e cujo lider maior faz loteamento de cargos para conseguir apoio político em nome da governabilidade? E o apoio dos ruralistas? E a Marina? Somente blá, blá, blá. E a turma que vive criticando o personalismo do Lula? A Marina decide, a Marina faz, a Marina quer, etc. o Rede é um partido ainda mais personalista do que o PT… Enfim, caro Azenha, é hora do seu blog ser coerente e apresentar as incoerências da Marina.

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Mardones

07 de outubro de 2013 às 09h25

Eduardo Campos sai fortalecido com a projeção que Marina confere à campanha dele. Caso aceite ser vice, Marina dar mais oxigênio ao governador de Pernambuco no eixo Rio-São Paulo, sem falar no apoio do PIG.

No entanto, junto ao corrompido até o pescoço PSDB, o quase certo segundo turno em 2014 ainda não representa perigo de derrota ao PT. E sim, a economia será a estrela da festa.

A direita não tem mais tanta bala para atirar contra o PT, pois o mensalão está muito mais ligado ao Dirceu e ao Lula. A Dilma é julgada mais pela economia.

Empregos e educação em destaque salvam a ‘gerentona’.

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J Souza

07 de outubro de 2013 às 09h22

E por falar em “avanços” nos governos do PSDB e do PT…

“Brasil tem o celular mais caro do mundo”

http://blogs.estadao.com.br/jamil-chade/2013/10/07/brasil-tem-o-celular-mais-caro-do-mundo/

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Editor da Caverna

07 de outubro de 2013 às 07h53

“já que se apresentará como novidade diante de tudo o que está aí “, esse é o mantra da classe média despolitizada (apelidada de coxinhas), mas nem por isso é verdade. O fato de Eduardo Campos e Marina não serem do PSDB ou do PT não fazem deles automaticamente uma novidade política. Para tanto basta olhar quem os acompanha. Sigla não representa, necessariamente, ideologia política. Haja visto o apoio dessas pessoas (Heráclitos Fortes, Jorge Bornhausen entre outros). Correto está o Jair, que tenta analisar a política além da sopa de letrinhas. E ele lembra muito bem a “novidade” na política, o Collor do PRN. Desculpe Azenha, mas dizer que só pq. não é nem do PT, nem do PSDB é novidade política não cola mais nesses tempos de mídia globalizada e propaganda eleitoral na TV (que hoje atinge 98% das casas).

Mesmo Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes, dificilmente eu diria que é uma novidade política, mesmo dentro do PSB. Existem claramente dois campos políticos no Brasil: o conservador e o progressista. O pólo conservador muda constantemente de partido, indo do PMDB ao PRN, passando ao PSDB e, agora, caminhando rumo ao PSB. Não é novidades, salvo quiçá em termos alfabéticos. O pólo progressista se agarra ao PT, às vezes vacilante, tenta encampar um PSTU, um PSOL, mas perde espaço quando o pólo conservador utiliza essas legendas como ponta-de-lança contra o PT. Gostaria muito que houvesse uma ‘terceira via’ também, mas se olharmos no mundo, ela não existe. Em alguns países essa dicotomia é mais clara, até na sopa de letrinhas. No Brasil é mais confusa pelo personalismo político que enfraquece os partidos.

Outro ponto, vc disse que “As manifestações de junho/julho deixaram clara a insatisfação de uma parcela razoável do eleitorado brasileiro com as instituições.:, mas que manifestações? Ainda hoje estudiosos tentam decifrar oq houve. Arrisco dizer que essas manifestações, no futuro, serão melhor explicadas do ponto de vista psicológico que político. É claro que há uma insatisfação de parcela da população contra as instituições, mas essa insatisfação existe no Brasil há cerca de 500 anos e, de fato, sozinha não serve para explicar oq houve.

O antipetismo atual, creio, é uma onda formada pela mídia, que atinge apenas a mesma parcela de sempre. Fala-se para o mesmo público, sempre. Esse público, sim, que acaba aumentando o ódio, mas não seu tamanho. A grande massa de brasileiros continua a ignorar o mensalão e todo o circo montado ao seu redor. Essa grande massa continua confiando no PT e no Lula (arrisco, novamente, dizer que se fizer uma pesquisa sobre o partido de preferência da população, que o PT ainda é de longe o maior e, se diminuiu nesses últimos meses, diminuiu muito pouco, a níveis que deixam ainda o PT muito acima do que era quando o Lula chegou à presidência).

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Jr Fidalgo

07 de outubro de 2013 às 07h47

Por essas e por outras, é essencial, fundamental, urgente, desesperadamente urgente que o governo adote (para ontem) uma determinada e ousada estratégia de comunicação. Não para fazer simples propaganda e marketing das realizações das administrações Lula/Dilma (isso já é – mal – feito), mas para realizar um ágil trabalho de contra-informação e, principalmente, abrir um canal confiável de relacionamento com a população. Desmentir boatos, mostrar realizações concretas e, em especial, admitir erros e propor soluções para os mesmos precisa ser a linha mestra dessa estratégia. Isso foi feito com bons resutlados, por exemplo, em algumas administrações petistas, quando o partido assumiu pela primeira vez, em 1989, prefeituras de médias de grandes cidades do país. O exemplo mais bem acabado e exitoso aconteceu na Prefeitura de Santos, durante o governo Telma de Souza, quando essa gestão, rejeitada pela maioria da população da cidade (não havia segundo turno e os outros dois candidatos somados obtiveram muitos mais votos do que a vencedora), terminou o governo com 97% de aprovação. Infelizmente, o PT “esqueceu” de como se faz essa estratégia de comunicação com o eleitorado (cativo ou potencial) e se rendeu ao mero marketing, virando mais do mesmo.

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Altamiro Borges: O cinismo de FHC, o ético príncipe da privataria - Viomundo - O que você não vê na mídia

07 de outubro de 2013 às 05h05

[…] A polêmica sobre a chapa Eduardo Campos-Marina Silva […]

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