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A Datena, Bolsonaro diz que “houve abuso da Lava Jato”, critica Fachin, mas afirma que também foi vítima de Moro
Foto: Reprodução de rede social
Política

A Datena, Bolsonaro diz que “houve abuso da Lava Jato”, critica Fachin, mas afirma que também foi vítima de Moro


08/03/2021 - 19h55

A íntegra

Da Redação

O presidente Jair Bolsonaro disse esta tarde, ao apresentador José Luiz Datena, da Band, que as mensagens capturadas pela Operação Spoofing comprovam que “houve abuso” da Lava Jato.

Bolsonaro afirmou que, ao assumir o Ministério da Justiça, o ex-juiz federal Sergio Moro “sabia dessas covardias”.

O presidente criticou especificamente a decisão de Edson Fachin de anular os processos contra Lula, que causariam descrédito da Justiça.

De acordo com o ocupante do Planalto, antes do primeiro turno de 2018 havia um dispositivo “anti-Bolsonaro” na Lava Jato e que, entre o primeiro e o segundo turnos, procuradores da Força Tarefa de Curitiba aderiram ao “Ele Não”.

Na conversa com Datena, Bolsonaro tentou se colocar como vítima de investigadores que abusaram do poder.

Já o presidente da Câmara, Artur Lira, disse que o ex-presidente Lula pode merecer a anulação das sentenças, mas Moro não pode escapar ileso de sua atuação como juiz.

A Band noticiou assim:

“Senhor Dellagnol procurando o pastor da minha esposa no Rio de Janeiro, e é verdade porque eu sei que na época aconteceu, para tentar influenciar junto à minha esposa quem eu iria indicar para a Procuradoria-Geral da República”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro em entrevista a José Luiz Datena, no Brasil Urgente.

O presidente diz que tem recebido “informalmente” os dados roubados dos procuradores da Lava Jato.

“O meu nome está citado dezenas de vezes naqueles dados roubados pelos hackers”, disse ele.

Bolsonaro também disse que há troca de mensagens dos procuradores falando sobre supostos vazamentos de movimentações financeiras.

“Identificamos quem vaza os dados financeiros da família Bolsonaro”, teria dito Deltan Dallagnol, o então chefe da Lava Jato, segundo o presidente.

“Ele bota lá Coaf e MP Federal e dois procuradores dão risada. Isso foi em janeiro de 2019 e eu já era presidente da República”, contou.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, liberou acesso ao arquivo roubado por hackers à defesa de Lula e a parte das conversas que não incluem o nome de Bolsonaro.

Durante a entrevista, o presidente afirma que as informações foram conseguidas de maneira informal, ou seja, alguma das partes — STF, PGR ou a defesa de Lula, vazou os dados para Bolsonaro.





2 comentários

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Francisco de Assis

08 de março de 2021 às 21h07

Porque arquivo roubado, no máximo arquivo acessado indevidamente. Algo roubado precisa-se usar de violência, o que não houve.

Responder

Rui

08 de março de 2021 às 21h04

Todos esses caras (juiz, procurador, general, etc) deveriam ter a CORAGEM de se submeter as urnas nas eleições.
Inclusive o mestre dos magos.
Aécio iA ganhar, mas não quis esperar. Virou o boi louco de piranha.
Avião não tem marcha a ré.
Não tem mais como consertar o estrago irreversível na vida de todo mundo, principalmente na vida do povo mais pobre.
São erros de condução do país que não tem mais volta. Isso atrasa bastante a vida dos mais pobres, a ponto de um cara que não é médico prescrever remédios por LIVE. Teleconsulta.
O Sr Brasil é a piada da piada.
Podem roubar desde que o ladrão seja rico.
Moro que tava bem escanteado volta a baila a moda Bolsonaro. Que país seríssimo !!!

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