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Diário da Resistência


“Tiros” de bolsonarista em Lula turvam a realidade: partido de Bolsonaro é um saco de gatos a caminho da implosão
Opinião do blog

“Tiros” de bolsonarista em Lula turvam a realidade: partido de Bolsonaro é um saco de gatos a caminho da implosão


30/09/2019 - 08h59

Da Redação

Os tiros do inspetor que se apresenta como Alberto e postou as imagens no Instagram (ver vídeo acima) foram repudiados nas redes sociais.

Ele se apresenta como policial civi, assessor parlamentar, cristão, armamentista e olavista.

É de Fortaleza, no Ceará.

Ele atirou numa foto do ex-presidente Lula a propósito de dar um exemplo ao ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, de como se deve fazer para se livrar da frustração.

Janot, como se sabe, pretendia matar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e depois cometer suicídio.

O narcisismo dos bolsonaristas é algo óbvio.

Eles valorizam o choque de maneira calculada.

O ano que vem está aí e é possível que o inspetor esteja pensando em ser candidato a vereador em algum lugar do Ceará.

O microcosmo do PSL em que ele convive é um bom exemplo do partido que serviu de veículo ao presidente Jair Bolsonaro.

É um ajuntamento de antipetistas e outros oportunistas.

Heitor e André brigam para ver quem puxa mais saco do Mito. Reprodução redes sociais

Com pouco mais de 97 mil votos, Heitor Freire foi o único deputado federal eleito pelo PSL no Ceará em 2018.

Ele assumiu a direção estadual do partido e passou a atropelar “aliados”.

Dois deles, os deputados estaduais André Fernandes (o youtuber que causava nas redes sociais e teve mais de 100 mil votos) e Delegado Cavalcante passaram a enfrentá-lo.

Denunciaram Heitor ao Diretório Nacional e pediram a intervenção no PSL estadual.

O atirador do vídeo é assessor de André.

Heitor é acusado, entre outras coisas, de indicar para presidir o PSL de Massapê, uma cidade do interior do Ceará, um homem condenado a usar tornozeleira eletrônica por apropriação indébita.

Em sua defesa, disse que não sabia do fato e mostrou um vídeo em que o homem, Diego Cavan Marques, celebra a eleição ao lado de André Fernandes, em cima de um carro de som.

O deputado estadual se defendeu dizendo que gravou vídeos e tirou fotos com milhares de pessoas e alega ter rompido com o presidente do PSL cearense por outros motivos, todos ligados à corrupção que os bolsonaristas dizem combater.

Um deles é que Heitor Freire usou verba pública para pagar o aluguel mensal de 11 mil reais da loja que está em nome de sua mãe, Josefa Pereira Freire, a Lumen Lights, em Fortaleza.

A terceira acusação é de que Heitor teria promovido a candidatura laranja de Gislani Maia a deputada estadual.

Ela recebeu R$ 143 mil do fundo partidário, mas teve apenas 3.501 votos.

O dinheiro foi repassado dois dias antes da eleição e transferido em seguida para três gráficas.

Gislani e Heitor foram os únicos candidatos do PSL a desfrutar do fundo partidário no Ceará.

Esta é a explicação para a obsessão de Bolsonaro e sua turma por Lula e o PT: o antipetismo ainda tem o poder de tirar uma quantidade razoável de eleitores do mundo real do emprego, do salário e da segurança pública e transportá-lo para o universo onde o procurador-geral da República entra armado na sede do Supremo Tribunal Federal e faz “justiça” com as próprias mãos, feito um zorro de pornochanchada.

Enquanto isso, no mundo real os homens de Bolsonaro se matam pelo poder.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



1 comentário

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Zé Maria

30 de setembro de 2019 às 13h32

FOGO NA BANDA PODRE !!!

“Kodama: a Doleira Que Sabia Demais”

Delegado da PF diz que Lava Jato
tentou destruir provas em inquérito
Defesa de Fanton apresenta mensagens
que sugerem tentativa de substituição
de depoimento de doleira Nelma Kodama,
por ordem do Delegado Igor de Paula.

A defesa de Mario Renato Castanheira Fanton, delegado da Polícia Federal denunciado sob acusação de vazar informações sigilosas, apresentou à Justiça um documento com mensagens que sugerem tentativa de destruição de provas da Lava Jato por colegas que atuaram na operação.

São anexadas capturas de tela de WhatsApp que a defesa diz ser de um conflito a respeito do assunto que ocorreu em 2015 entre Fanton e outro delegado, Maurício Moscardi Grillo.

Nas mensagens atribuídas a Moscardi, ele pede a Fanton que um depoimento da doleira Nelma Kodama não seja anexado em um inquérito que investigava policiais desafetos da operação.
​Moscardi também teria solicitado que esse depoimento
fosse refeito com “pitacos” dele.

As mensagens, diz a defesa, foram submetidas à perícia.

Nas conversas, Moscardi diz para Fanton não juntar
o depoimento que tomou da doleira Nelma Kodama
porque teria desagradado ao delegado Igor Romário de Paula
e prejudicaria o avanço da investigação.
“Ideia era fazermos outro termo (de depoimento) já comigo junto”,
diz mensagem atribuída a Moscardi.

“Ele (Igor) falou que iria prejudicar o avanço e eu também acho.
Daí tive a ideia de fazermos outro comigo junto para confrontá-la (Nelma).”

Igor, atualmente, é diretor da Polícia Federal em Brasília.

Ele foi promovido após o ex-juiz Sergio Moro se tornar
ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro.

Nelma Kodama reconhece, no depoimento que poderia ser engavetado, a foto de um agente que fazia parte do núcleo
de inteligência, que à época era comandado por Daniele
Gossenheimer Rodrigues, esposa de Igor.
O agente negava participação no conluio.

Nas mensagens, diante das negativas de Fanton para substituir
o depoimento, Moscardi diz:
“O problema [de manter o depoimento]
é que a Nelma se tornará uma testemunha falsa.”

“[Eles queriam] que o termo de depoimento que integrava
o reconhecimento fotográfico fosse destruído e outro,
do interesse pessoal de mencionados delegados, fosse feito”,
diz a defesa de Fanton.

“Vale ressaltar que nunca foi praxe na Polícia Federal
a destruição de diligências que não ficassem de acordo
com a vontade pessoal de servidores, pois em casos como estes
o correto é refazer a diligência mantendo-se a anterior e apontar
as incongruências em confrontação com a posterior”, acrescenta.

“Talvez no MPF de Curitiba tal praxe seja permitida,
porque ignoraram a irregularidade e a utilizaram
de forma contrária para denunciar o presidente
da investigação que discordou.”

Após apresentar o documento e buscar a corregedoria
da Polícia Federal em Brasília, Fanton passou a ser alvo
de processos disciplinares e ações civis e penais
por parte da Polícia Federal e do Ministério Público Federal
no Paraná.

https://twitter.com/demori/status/1178685903432306690

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