VIOMUNDO

Diário da Resistência


Suspeito de ser o Pavão, Carlos Bolsonaro usa Greenwald para unir base contra golpe de Mourão
O general Santos Cruz perdeu a queda de braço com Carlos Bolsonaro; fotomontagem Fórum
Opinião do blog

Suspeito de ser o Pavão, Carlos Bolsonaro usa Greenwald para unir base contra golpe de Mourão


17/06/2019 - 22h47

Da Redação

Quem tem tempo a perder acompanhou nas redes sociais a mais recente manifestação de sociopatia do bolsonarismo.

Resumo da mentirada: Glenn Greenwald e seu marido pagaram a Jean Wyllys para que abandonasse o mandato, permitindo a ascensão de David Miranda ao cargo de deputado federal.

Além disso, Greenwald teria pago a um hacker russo cerca de U$ 300 mil pela informação que agora dissemina no Intercept Brasil, ou seja, pelas mensagens trocadas entre o então juiz federal Sérgio Moro e os procuradores da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba, notadamente Deltan Dallagnol.

Mentiras no estilo mamadeira de piroca e kit gay, disseminadas por robôs em altíssima velocidade.

Quem tiver paciência assista à excelente explicação dada por Henry Bugalho (no vídeo acima) sobre a mais nova mega fake news bolsonarista.

Existe a suspeita de que o tal Pavão Misterioso, que bombou a teoria conspiratória da extrema-direita, seja Carlos Bolsonaro — que cuidou das redes sociais do pai durante a campanha eleitoral de 2018 e aparentemente continua no controle delas.

O problema de Carlos não é apenas a denúncia do Intercept contra um dos pilares do governo de seu pai, Sérgio Moro.

O problema real parece ser a possibilidade de que tenha havido algum tipo de vazamento interno para enfraquecer Jair Bolsonaro e abrir caminho para seu vice, Hamilton Mourão.

Como especulou um internauta hoje: “Os militares já estão fora [do governo]. Perderam a queda de braço pro Aiatolavo e algum oficial de inteligência, a pedido do comando militar, divulgou o conluio golpista da lava-jato ao @TheInterceptBr. Mourão está nas coxias. Falta os meios sublinharem que o vazamento é crise interna”.

Trata-se apenas de uma hipótese: a de que Carlos Bolsonaro fez de Glenn Greenwald o “inimigo” de que precisa neste momento para consolidar a base do pai não apenas para salvar Moro, mas para mantê-la, a base, unida contra Mourão e aliados.

Greenwald é um “inimigo perfeito” do ponto-de-vista do bolsonarismo: gay e estrangeiro.

Um sinal de que a suspeição sobre Mourão ainda está em efervescência nos bastidores do governo foi o fato de que Carlos Bolsonaro não compareceu à homenagem prestada ao vice-presidente da República na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, justamente onde cumpre mandato!

Isso também fortalece a ideia de que Bolsonaro, o pai, aposta abertamente no quanto pior, melhor, em busca de uma saída autoritária que resulte em carta branca para seus principais ministros, Sérgio Moro e Paulo Guedes, derrotados diariamente no Congresso:

Carlos Bolsonaro deixa sessão antes de homenagem a Mourão

Alvo de ataques do filho de Bolsonaro, vice recebe medalha na Câmara Municipal do RJ

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

RIO – Sem a presença do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), de quem recebeu críticas e acusações pelas redes sociais, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, recebeu nesta segunda-feira, 17, a Medalha Pedro Ernesto, principal homenagem conferida pela Câmara Municipal do Rio a quem é de fora da cidade e se destaca de alguma forma na sociedade local.

Carlos chegou a apoiar a iniciativa de conceder a medalha a Mourão, em fevereiro, mas, nesta segunda, fez questão de deixar o prédio logo após a chegada do general.

Cercado de seguranças e sem dar entrevistas, Carlos saiu rapidamente da Câmara em direção ao carro que já o esperava do lado de fora.

Mourão chegou à Casa também sob um forte esquema de segurança. Não permitiu a presença de repórteres na cerimônia nem conversou com a imprensa no fim do evento.

Em um discurso de menos de dez minutos, o vice-presidente recordou a época em que morou no Rio “e saía com o dinheiro na sunga para jogar um futebol na praia”.

Nascido no Rio Grande do Sul, Mourão chegou ao Rio em 1958 e anos depois foi estudar no Colégio Militar, “para realizar um dos meus maiores sonhos, que era me tornar paraquedista”.

A homenagem ocorreu um dia após o vice receber o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre.

Sem citar temas atuais do governo, o general se limitou a mandar uma mensagem de otimismo para a cidade, que enfrenta grave crise financeira e altos índices de violência.

“O Rio é a nossa capital cultural, e eu tenho certeza de que, com a melhora da situação do nosso país, o Rio irá ocupar o lugar que merece”, afirmou ele.

Desde que ajudou a aprovar a homenagem, em sessão realizada em 15 de fevereiro, muita coisa mudou na relação com Mourão.

O filho “02” do presidente da República entrou em guerra pelo Twitter com o vice, a quem acusou, entre outras coisas, de tentar assumir um lugar de protagonismo no governo e, assim, colocar em xeque a autoridade do presidente.

Após insinuações de que Mourão queria o lugar de Bolsonaro – na época, se recuperando em São Paulo de uma facada sofrida durante a campanha, em Juiz de Fora (MG) –, o confronto entre os dois se intensificou quando Mourão reagiu a críticas feitas pelo escritor Olavo de Carvalho, considerado “guru” da família Bolsonaro, aos militares.

Carlos chegou a disparar 17 mensagens em rede social com críticas ao general em um único dia.

Outro ataque contra Mourão teve como pretexto a decisão do vice de aceitar participar de uma palestra nos Estados Unidos, organizado pelo instituto Wilson Center.

À época, o texto do convite criticava o que a entidade via como paralisia do governo Bolsonaro, ao mesmo tempo em que elogiava o desempenho de Mourão.

“Se não visse não acreditaria que aceitou (o convite) com tais termos”, disse Carlos em uma publicação no Twitter no dia 23 de abril.

A crise social e econômica na Venezuela foi outro ponto de atrito entre os dois, depois que o vice fez comentários para que o País não se envolvesse a ponto de estimular uma guerra civil no vizinho.

Outra divergência ficou explícita, publicamente, quando o ex-deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) anunciou sua saída do Brasil, alegando ter recebido ameaças contra sua vida. Mourão afirmou que o País poderia protegê-lo.

“Nosso governo não tem política para perseguir minorias, esse não é o jeito que nós nos comportamos”, afirmou o vice à época.

Em reação, Carlos considerou a declaração uma demonstração de alinhamento do vice-presidente ao ex-parlamentar do PSOL. Wyllys mora agora na Europa.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



13 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Jader Oliveira

19 de junho de 2019 às 09h34

Nao sei prq o comportamento do Carluxo me faz lembrar um colega gay que tive no seminario. Ele coava até um graosinho de areia, era o bicho nao deixava padsar nada. Hoje é Padre da elite aqui na cidade, os bonzinhos” hoje estão na pior.rsrs

Responder

Ney Dias

18 de junho de 2019 às 19h43

Estamos vivificando uma verdadeira revolução, muitos criticando e poucos realmente fazendo algo pelo Brasil, bons tempos em que das,
onde havia disciplina, hoje só vemos discórdia, jogo de interesses de políticos que só olham seu umbigo.

Responder

Laércio

18 de junho de 2019 às 16h24

As mesmas idiotices de sempre, as mesmas opiniões retardadas, o mesmo estilo circense de se fazer críticas.

Responder

Renata

18 de junho de 2019 às 13h49

Villas Boas postou foto no twitter ao lado do demitido Santos Cruz, sem uma palavra, só a foto. A hipótese do internauta faz sentido, mas outras também. Estamos no meio dessa guerra onde o que menos importa é o brasileiro e o desemprego. Estava na cara que o golpe de 2016 destrambelharia o país. E viva o PSDB e sua ponte para o abismo! E a guerra híbrida que chegou aqui aperfeiçoada via Farsa a Jato!

Responder

Fábio da Silva Luz

18 de junho de 2019 às 11h33

Brasil do vexame e da vergonha (amiúde dos sonhos de seu povo).

Responder

Irlao

18 de junho de 2019 às 10h17

Achei o texto engraçado 😁

Responder

Raimundo Manoel de Carvalho

18 de junho de 2019 às 09h13

Fora fascista.

Responder

Ailton

18 de junho de 2019 às 09h04

A família desastre contra fatos não existe argumento verdade nunca deixará de ser verdade independente de como as informação verdadeira foram subtraídas e verdade e preciso se ligados os que fizeram parte desta organização para prejudica A ou B a justiça tem que ser feitas

Responder

MICHEL MARTINS DA SILVA

18 de junho de 2019 às 08h42

Vocês vivem no mundo da Lua,deixa conta uma coisa para vocês.O tal pavão misterioso faz parte da direita vaporwave,anterior a carluxo,essa direita participou de um ataque coordenado a isentões que tinham como alvo o Danilo Gentili – o mesmo sujeito reclamou desse ataque e do apelido dado “pica sonsa” – curiosamente,eles revelaram que tinha muita gente recebendo pixuleco do mundo da direita light e durante essa piada Carluxo entrou no jogo e começou a falar da “operação pavão”,como vocês são histéricos e vivem a base de rivotril,nem sequer quiseram checar as fontes viram o primeiro twitter e disseram “marmelada”,mas a verdade é se querem saber quem talvez esteja por de trás disso, vá atrás do Korak e de outros membros que compõem a direita vaporwave.
Sinceramente acharam mesmo que iriam manter em segredo transações com Bitcoins?isso de “moeda sem lastro” é mentira, principalmente quando souberem que ela deixa rasto na sua crypcarteira.
Gleen “terrorista”well foi ingênuo por subestimar a direita e vocês seguem esse mesmo caminho.

Responder

Carlos Alberto

18 de junho de 2019 às 07h01

Cadê o Queiroz?

Responder

    Kid bengala

    18 de junho de 2019 às 13h58

    Tá procurando o assassino do Celso Daniel!

Zé Maria

18 de junho de 2019 às 03h43

Os Bolsonaro estão eliminando qualquer resquício de racionalidade no Poder.
O desgoverno do Mitomaníaco tá virando a Gaiola das Loucas.

Responder

    Kid bengala

    18 de junho de 2019 às 14h05

    O seu raciocínio a esquerda já apodreceu faz tempo!


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.