VIOMUNDO

Diário da Resistência

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Opinião do blog

Para destravar debates interditados


26/02/2012 - 00h02

por Luiz Carlos Azenha

Eu não sei o que seria da minha vida profissional se, na metade dos anos 2000, eu não tivesse “descoberto” a internet. Como as coisas mudaram desde então! Primeiro, foi o brotar de 1.000 flores na blogosfera. Depois, de um milhão nas redes sociais, notadamente o twitter e o facebook. Milhão, eu disse milhão? Milhões.

Um exemplo: certa vez confessei que não sabia nada além do genérico sobre Posada Carriles, o terrorista acusado de organizar a derrubada de um avião da Cubana de Aviación. A leitora-militante gritou: como é que um jornalista não sabe tudo sobre Posada Carriles? Bem, para compensar a vergonha publiquei no You Tube um dos documentários sobre Posada Carriles que comprei pela internet. Curiosamente, nesta época eu morava em Washington e comecei a receber mailings sobre uma campanha para libertar “the cuban five”, que agora se tornaram conhecidos dos brasileiros por conta do livro de Fernando Morais. Fiquei desconfiado que era coisa da CIA.

O mais interessante de ler sobre o Posada foi ver quanto os Estados Unidos usaram o serviço de inteligência da Venezuela, a DISIP, como proxy para monitorar e fazer ações clandestinas na América Latina. Graças a uma comentarista da internet, portanto, eu entendi muito melhor o contexto em que surgiu Hugo Chávez, que tirou proveito da implosão neoliberal pós-Caracazo, enterrou o acordo de Punto Fijo e afastou a Venezuela do papel de protetorado de Washington, via DISIP.

Hoje, todos aqueles que têm acesso a uma conexão razoável podem nos ajudar. Perdemos a exclusividade, mas ganhamos centenas de milhares de experts.

Os 140 caracteres do twitter aumentaram a velocidade da disseminação de textos e informação, mas também diminuiram o tempo de reflexão. Hoje, um punhado de pessoas é capaz de detonar um efeito manada que é mais adequado aos linchamentos digitais — baseados em bits de informação descontextualizada — do que ao debate político ou ao esclarecimento. O potencial para mil ciclos simultâneos de Escolas Base, de 24/48 horas de duração, está diante de nós. Felizmente, a capacidade para enfrentar estes ciclos está embutida no processo.

Há outros riscos. Os militantes mais afoitos correm o risco de desfavorecer as próprias causas, ao disseminar informação falsa, distorcida ou exagerada. Da segunda vez que você gritar “fogo”, menos gente vai te ouvir.

Temo pelos incautos, que ainda não se deram conta de quanto e quão rapidamente anda uma opinião, uma informação ou um desabafo feito no calor da hora, no que ele, incauto, acredita ser um espaço privado. Caiu na rede, é peixe, e poderá ser usado contra você eternamente, dentro ou fora do contexto, graças ao efeito Google.

Curioso, este processo. Ao mesmo tempo que cobra opiniões e certezas absolutas no calor daquele segundo, potencializa ao infinito os danos a quem disse o que não gostaria/não queria/não poderia ter dito.

Paradoxalmente, pertencer à multidão digital pode acabar nos empurrando de volta ao conforto do isolamento relaxado. Há quem anteveja um processo pelo qual as pessoas vão se desligar voluntariamente das redes sociais por conta disso.

Existem dados conflitantes sobre a queda do número de usuários do Facebook e do Twitter em mercados “maduros”, como o dos Estados Unidos. Seria uma espécie de “cansaço digital”, quando o prazer de conhecer gente, ler opiniões diferentes e ter acesso a informação deixa de compensar o tempo gasto ou o aborrecimento com as grossuras alheias.

Duvido que o mesmo aconteça no Brasil, pelo menos a curto prazo. Os brasileiros amam gente. São gregários. Adoram saber da vida alheia. O Brasil talvez seja o único país do mundo em que dois “amigos” digitais, apresentados por um terceiro, têm chance de se tornarem amigos de verdade, em carne e osso.

Para os jornalistas e blogueiros, há outro risco nas redes sociais. O de que acabem promovendo a fulanização da notícia.

Fulano atacou fulano no Facebook. Vira “notícia”. Fulana disse isso e aquilo da fulana no twitter, vira “notícia”. Essa fulanização empobrece o debate político, de ideias. Vira um jogo de egos, raso. E acaba alimentando a indústria da fofoca, da maledicência e das polêmicas inúteis que floresceu como grande geradora de tráfego em todos os portais; e alimentando o jornalismo raso dos que dizem que fazem jornalismo para jornalistas.

Dá vergonha alheia ver gente usando o twitter e o facebook atrás de notoriedade fugaz, polemizando para compensar algum tipo de déficit de atenção. Confesso que para poupar gente de passar vergonha em público, já apaguei comentários “definitivos” feitos no meu Facebook, de gente que veio me desancar e foi desmentida em seguida pelos fatos.

Se todos fossem assim, ficaríamos à mercê do quem grita mais pode mais. Felizmente, ainda é apenas uma notável minoria.

Lá no primeiro encontro de blogueiros, a única proposta que apresentei foi no sentido de que os blogueiros se organizassem para produzir conteúdo próprio, talvez numa cooperativa. Desde então eu já achava que a crítica da mídia pela crítica da mídia não tinha futuro. O Brasil é um país enorme, de enorme diversidade. Mas o rolodex da mídia (eu sou do tempo do rolodex) só tem espaço para um determinado número de “especialistas”. Em geral os especialistas que apenas confirmam as teses engendradas nas redações. Eu achava desde então que nossa maior tarefa, dos blogueiros, era trazer gente nova para o debate. Gente que tem muito a dizer mas fica “escondida”, por acaso ou não, por barreiras políticas, geográficas, ideológicas, de classe, etc.

Ainda acho que é o melhor caminho para destravar debates interditados e aumentar o número de participantes na discussão de políticas públicas no Brasil. Mas é apenas uma opinião e estou certo de que vocês, logo aí nos comentários, vão me instruir sobre tudo o que não li, não vi e desconheci sobre o tema. Nisso, aliás, se resume a graça de fazer o blog.

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64 comentários

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Cibele

03 de abril de 2012 às 21h30

Azenha, escreva, meu fio!! Cadê você, na guerrilha? Tô vendo que só a mulherada "trabaia memo" neste sítio, uai! Aumento pra Conceição, hein?
Desculpe a brincadeirinha, mas é que a gente sente falta mesmo dos seus textos. Abração.

Responder

angelo

14 de março de 2012 às 12h40

Mais de 90%, segundo enquete realizada pela Google, favorável ao fim da guerra às drogas.
http://hempadao.blogspot.com/2012/03/google-promo

Responder

    Pitagoras

    01 de abril de 2012 às 21h33

    tô dentro, embora não pretenda usá-las.

angelo

13 de março de 2012 às 19h07

Google estima que quase um bilhão de pessoas tenha ciência do debate realizado hoje, 13/03/12, sobre política de drogas.
http://coletivodar.org/2012/03/debate-sobre-droga

Responder

Morvan

27 de fevereiro de 2012 às 21h23

Boa noite.

Azenha, obrigado pelo espaço, a cada dia se mostrando mais essencial para o verdadeiro debate. Obrigado também ao Wilder pela pesquisa pronta sobre o Rolodex (não sabia do que se tratava, só sei que não era o HoloDeck, da Enterprise).
Quanto ao debate puro, pode contar comigo; estarei sempre a defender ideias e preparado para aprender. Lugar de gente bacana e solidária.

<img src="http://www.lcarscom.net/holodeck1.gif"&gt;
Fonte: http://www.lcarscom.net/holodeck.htm

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Joe

27 de fevereiro de 2012 às 20h52

É, realmente acabou aquela onda dos 90, de jornalista que sabia inglês e fazia matérias """exclusivas""", copiadas da Melody Maker, NME ou sei lá…. aquele xaveco do "informadão". O cara que conhecia a banda( ou filme ou sei lá…) obscura do fim do mundo que ninguem conhecia, e era a salvação do rock!!
Com a internet a informação não é mais uma exclusividade, e isso dói, dói na carne, como o PróUni ou Bolsa familia…..

Responder

    Felipe

    28 de fevereiro de 2012 às 19h24

    PROUNI, aquele que usa de verba Pública para financiar conglomerados educacionais – com qualidade contestável -, ao invés de expandir o ensino público superior com qualidade?

    Joe

    29 de fevereiro de 2012 às 17h47

    Falo do monopólio de informação, de uma época em que havia poucas fontes de pesquisa, e dos picaretas que se aproveitaram disso. Lobinhos do jornalismo que construiram carreira em cima de realeses e matérias de fora…
    Você tem razão quanto ao PROUNI, que programa muito bom, mas que está gerando exatamente o problema que você cita, há ""universidades"" vivendo do PROUNI ( ninguém fiscalisa..) oferecendo um ensino(?!) de péssima qualidade. Aliás, deixar a educação na mão da iciative privada que procura lucro acima de tudo, só podia dar nisso…

    Felipe

    29 de fevereiro de 2012 às 21h22

    Lucro e Educação são palavras antagonicas, concordo contigo

    Pitagoras

    01 de abril de 2012 às 21h34

    bem como saúde, transporte público, media, telecomunicações, etc, etc…

    Felipe

    10 de abril de 2012 às 04h22

    assim como civilização, etc, etc… Rs.
    Lucro só combina com barbárie!

    Renato

    11 de abril de 2012 às 15h10

    Felipe, vá viver em Cuba.
    Quero o Lucro. (Acumulo possibilidades de realizar os meus sonhos) Socialista e sonhos são antagônicos.

    Felipe

    15 de abril de 2012 às 18h33

    Renato, na sua sociedade eu não posso viver junto contigo e seus sonhos?
    Te incomoda…
    Eu gosto do Brasil, ficarei por aqui mesmo. Cuba fica pra um passei num futuro próximo.
    Desejo o lucro para você e que ele seja tão grande quanto a sua intolerância com as idéias alheias e a ganância de Midas juntos, quem sabe todo o seu acúmulo te faça satisfeito e feliz, mas não se aperreie comigo não… apenas quero sonhar com a não barbárie

Para destravar debates interditados | #rnblogprog

27 de fevereiro de 2012 às 12h05

[…] Por Luiz Carlos Azenha NO VI O MUNDO […]

Responder

Geysa Guimarães

27 de fevereiro de 2012 às 12h00

Assim como o Márcio Silva, também não sei o que é rolodex (e fiz FIAM).
Explica esse "rolo", Azenha!
Suas reflexões são tão pertinentes que não resisto a fulanizar:

"Azenha, vc é ótimo. Igual que nem ocê, só ocê".

Responder

Hans Bintje

27 de fevereiro de 2012 às 11h32

Azenha:

Jamais li o que você escreve no Facebook ou no Twitter.

Falta espaço nesses sites para você fazer o que é craque: relatos de viagem.

O material que a gente encontra em outros sites, como canta a Maria Bethania, "só faz fazer de Nova Iorque algo assim como Paris".

Já houve tempo em que eu ficava bravo com isso, mas agora entro no espírito dos confrades do nobre professor Hariovaldo.

Para todo o resto, sempre vale uma visita ao Viomundo.

Responder

Substantivo Plural » Blog Archive » Para destravar debates interditados

27 de fevereiro de 2012 às 11h25

[…] Por Luiz Carlos Azenha NO VI O MUNDO […]

Responder

Marcelo de Matos

27 de fevereiro de 2012 às 10h06

“Ainda acho que é o melhor caminho para destravar debates interditados e aumentar o número de participantes na discussão de políticas públicas no Brasil”. Eu também estou encantado com esse maravilhoso mundo novo dos blogs. Há assuntos, porém, em que o debate é limitado. Se você chamar o agrotóxico de defensivo agrícola corre o risco de perder de vista o seu comentário. Nessas situações não podemos ficar nervosos – afinal, os blogs têm dono. Podemos, no máximo, perguntar – vocês por acaso viram um comentário meu por aí? Uma estratégia para não ter comentários vetados é fazer transcrições de textos. Ontem transcrevi um texto da Eliane Cantanhêde e outro do Josias de Souza. Os autores não receberam nenhum ponto positivo, mas, pelo menos tiveram o texto publicado. Outra estratégia é ficar vendo os comerciais. Já comprei alguns produtos anunciados aí e aproveito o ensejo para parabenizar o blog pelo sucesso nessa área.

Responder

    Marcelo de Matos

    27 de fevereiro de 2012 às 10h12

    Já que esse comentário tem um quê de desabafo, vou acrescentar: como faço para postar um texto mais extenso, como os postados acima pelo CDM e o Glécio_Tavares? Democracia já na blogosfera!

virginia langley

27 de fevereiro de 2012 às 07h23

Gonzaguinha
Glauber Rocha
Henfil
Raul Seixas
Paulo Francis
Betinho
Darcy Ribeiro
Leonel Brizola
Cassia Eller..
E mais uma lista imensa que qualquer um pode lembrar…

O que tem em comum? Bons brasileiros, inteligentes e interessados, morreram antes da hora, (as causas imediatas escritas no atestado de óbito é bobagem, não interessa) em lancinante agonia moral, alguns enlouqueceram antes, jovens, brilhantes… pegaram uma doença fatal em comum…foram mortos por uma imensa a diabolica entidade chamada Brasil e brasileiros, com que se preocuparam a vida inteira, procuraram entender e achar solução:
Não tem como entender e não tem solução..então se vc é jovem e inteligente vai fazer outra coisa…deixa pra lá esse negocio de querer saber pq o Brasil e os brasileiros são como são…é caminho certo para a loucura e a morte.
(Já sei que logo aparece alguma objeção dizendo, por exemplo, que a lista ta errada pq a idade de alguns não condiz com “jovem” e coisas assim..quando isso acontecer darei um suspiro de…alivio: as coisas ainda não mudaram…continuam extamente como eu disse)

Responder

Julio_De_Bem

27 de fevereiro de 2012 às 03h40

Sei que não tem muito a ver com o post, mas viram o Casoy culpando o Lula pela morte da dona da daslu?

Comédia, chega a ser patético. Se Lula tem cancer é pq eh bebado, se a dazelite tem cancer foi por causa do mensalão kkkk.

[youtube gzh3xzDeNn0&feature=g-logo&context=G215c683FOAAAAAAAFAA http://www.youtube.com/watch?v=gzh3xzDeNn0&feature=g-logo&context=G215c683FOAAAAAAAFAA youtube]

Responder

    Pitagoras

    01 de abril de 2012 às 21h36

    Essa caixinha com a seta aí em cima é para o cara parar de falar bobagem e ganhar os tubos?

Polengo

27 de fevereiro de 2012 às 02h00

Eu também tenho vergonha quando todo mundo por aqui sabe de um tema que eu não conheço ou nunca ouvi falar. Todos aprendemos. Vida longa ao seu trabalho!

Responder

Beto Mafra

26 de fevereiro de 2012 às 22h43

"…Os brasileiros amam gente. São gregários. Adoram saber da vida alheia. O Brasil talvez seja o único país do mundo em que dois “amigos” digitais, apresentados por um terceiro, têm chance de se tornarem amigos de verdade, em carne e osso."

O indício é dado no texto.
Somos afetuosos, passionais, impulsivos.
Nos blogs temos a chance de elaborar as ideias enquanto elaboramos um texto e, por isso, o nível melhora no quesito racionalidade.

Nas comunidades "rápidas" como o twitter, fico com o comentário da Dilma ao entrar: "…isto aqui é a nova Ágora, a praça republicana onde todos se manifestam."
Por ser praça, precisamos sempre contar com os vendedores de quinquilharias, de flores, verduras, pastel e cds piratas.
Essa mistura me encanta e vejo amplificadas as mínimas mensagens, incluindo "boas tardes" e "ois".

É aprendizado.
Um comentarista acima citou a Argentina, onde o sentimento coletivo ainda sobrevive e atua. Tivemos nossos momentos também, progressivamente destruídos desde a implantação da ditadura. Nossas lideranças foram então dizimadas fisicamente ou moralmente, muitos desistiram diante da passividade cúmplice da maioria calada.

Reaprendendo.

Responder

Claudia Cardoso

26 de fevereiro de 2012 às 21h24

Azenha, eu comentava com o Geraldo Canali, no Conexões Globais 2.0, sobre as antigas gerações de jornalistas. OK, peguei pesado no "antigas", mas um texto como o teu, só poderia vir de quem tem formação, tem estofo. Parabéns pelo editorial! Podes ter certeza, que, quando alavancamos o Dialógico, foi seguindo inspiração tua para contribuirmos com o trabalho por ti iniciado, lá em 2006. Abração!

Responder

lulipe

26 de fevereiro de 2012 às 21h12

Infelizmente, caro Azenha, na Cuba tão defendida por você, milhões de pessoas não podem ter acesso a essa maravilha que conhecemos como internet.

Responder

    Geysa Guimarães

    27 de fevereiro de 2012 às 11h49

    A Yoani mora onde?

Marcello Salles

26 de fevereiro de 2012 às 20h44

Infelizmente caro Azenha, hoje e creio que pelo menos por alguns anos, o trio Globo, Folha e Estado vão dominar a criação desse efeito manada que se reproduz hoje cada vez mais. O que a blogosfera fez nas eleições 2010 não vai se repetir de novo, infelizmente. Percebo hoje com ENORME facilidade como as grandes empresas crescem a cada dia e como o Gov. tem medo de enfrentá-los ditarão os rumos do país por um bom tempo. Todos meus amigos, familiares ou simplesmente na padaria o que prevalece foi o que apenas leram nas "manchetes" do UOL ou do G1 – lamentável, mas é a pura e dura realidade. Hoje amigos meus que votaram duas vezes em Lula me dizem que nunca mais votarão nele ! O que mudou, pergunto eu ? Foram vencidos já pela mídia dominadora que o respnsabiliza por todos os males do país.

Responder

beattrice

26 de fevereiro de 2012 às 20h16

Azenha,
texto excelente, reflexão importantíssima.
Faço um reparo quanto ao TWITTER,
ferramenta que muitos consideram falha, até nos próprios comentários ao seu texto.
Considero o twitter fantástico.
Não há outra ferramenta que permita que vc acompanhe on time
o que ocorre em Paris, Atenas e Roma
ouvindo, ou lendo, daqueles que esperamos que sejam os verdadeiros protagonistas da cena: o povo.

Responder

genital lacerda

26 de fevereiro de 2012 às 20h15

como sempre digo…sobre essa questão de "desenvolver um pensamento critico" o melhor ainda é o conto do Monteiro Lobato sobre o padre e a beata…o padre escreve um texto para a beata explicando que ela nao devia repetir as formulas da liturgia sem reflexão como um papagaio…logo ela vem correndo feliz dizendo que decorou tudinho e pode recitar tudo que leu…a babação de ovo aqui quando o blogueiro chama todos os leitores de, sejamos benevolentes como o cara do jornal nacional, Homer Simpsons…é de lascar.

Responder

ricardo silveira

26 de fevereiro de 2012 às 20h14

Belo texto. Gosto do blog, me informo e aprendo muito com os textos e com os comentários.

Responder

assalariado.

26 de fevereiro de 2012 às 20h02

Conceição/ Azenha, cade meu comentario das 17: 38 hs.

Abraços Fraternos.

Responder

Rasec

26 de fevereiro de 2012 às 19h29

Uma das melhores reflexões já vistas por aqui, além de texto delicioso de ler! Parabéns ao autor!
Também não sei qual o motivo, mas também os comentários postados por aqui são os mais bem escritos, concorde-se com eles ou não! Seleção perfeita!
Além das opiniões, dos debates e da diversidade, muitas vezes acordamos querendo apenas ler um texto bem escrito!
Este blog é um porto seguro nesse sentido!
Um show!

Responder

Fernando

26 de fevereiro de 2012 às 19h10

Isso tudo é muito legal, mas eu prefiro as calles, os barrios.

Responder

    Felipe

    26 de fevereiro de 2012 às 20h12

    Nada melhor que um ponto de busão, uma fila de posto de saúde, um café na padoca e uma breja no buteco pra gente saber o que o povo pauta… rs

JoseIvanAquino

26 de fevereiro de 2012 às 18h25

Viomundo é um canal onde posso me expressar com vários conteúdos construtivos. Aprendo muito aqui e desejo vitalidade longeva. Continuo a acreditar, desde o primeiro encontro da blogosfera que uma cooperativa seria um forte instrumento de coletivização produtiva e existencial dos importantes atores que navegam na dobradura da Boa Esperança moderna. Força-Suave Azenha! Força-Suave Conceição! Sabedoria Companheiros e Companheiras da Blogosfera.
José Ivan Mayer de Aquino-DF
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida

Responder

kruguer

26 de fevereiro de 2012 às 17h41

Dur é quando pinta uns trolls da vida como o "EUNAOSABIA" que não sabe discutir políticas, que so sabe desrespeitar quem comenta e desrespeita as regras do blog de manter o nível alto de bons debates e boa convivência. Trolls assim deveriam ficar lá nos chiqueiros dos Tios Reis da vida ; onde a falta de respeito ,
o preconceito, a raiva, o ódio, as ofensas, as calúnias, as difamações , o debate baixo e raso as mentiras e manipulações são o cardápio principal dia e noite.

Responder

assalariado.

26 de fevereiro de 2012 às 17h35

"Destravar debates interditados." Sim, este tema é bem sugestivo, e vou um pouco além do seu texto. Viomundo se diferencia, principalmente, quando, se coloca um "PS" no fim dos textos em questão. Nesta hora, os aburguesados social democratas e afins, inundam o blog com suas defesas personalistas, e não de idéias. O que ira solucionar (de fato) os problemas de interdição dos blogs de "esquerda", é o seguinte: Eles, os "blogs de esquerda", não fogem a lógica de discutirem dentro da linha capitalista para soluções da crises provocadas pelo capital, que é uma idéia de direita, logo, limitada que, coloca os nossos cerebros a um simples reducionismo das "ideias" e do egocentrismo ideologico burgues. Ou seja, querem consertar as crises do capital sugerindo como unica solução, mais capitalismo. Portanto, saida tão limitada, quanto seus próprio pensadores.

Sugiro ao viomundo, construir uma faixa de posts para discussão, com o Titulo: Caindo pela esquerda.

Saudações Socialistas.

Responder

    Dito

    26 de fevereiro de 2012 às 20h18

    Daqui a pouco tão revisitando Friedrich Hayek como alternativa para a crise… rs

tiago tobias

26 de fevereiro de 2012 às 17h27

Ótimo texto Azenha. Na minha humilde opinião, o Viomundo é o melhor dos blogs progressistas. Comecei com o Conversa Afiada, depois no Rodrigo Vianna, Carta Maior, Viomundo…e aí, pronto…uma nova janela para o mundo se abriu. Não existe coisa mais importante na vida da gente do que sair da Matrix.

Digo que a maior virtude do Viomundo é a pluralidade de opiniões (dentro do espectro ideológico de esquerda) expressa nos textos. Não se bate só no pig, não se considera o governo do PT como infalível. Aqui se discute desde os lances perdidos do Deivid do Flamengo ao imperialismo. O blog não é monolítico, é dinâmico e, ao menos para mim, é parada obrigatória, todo santo dia. É a fonte de informação mais importante que conheci nos últimos tempos.

Tem outro ponto que gostaria de ressaltar: os comentários dos leitores são de alto nível. Tenho a paciência de ler um por um, pois dou risada com os "EU NÃO SABIA" da vida e ao mesmo tempo, me admiro e aprendo com a maioria dos comentadores.

Vida longa aos blogs progressistas. Podemos não pautar (ainda) a agenda do pig, mas o nosso poder de neutralizar suas mentiras é crucial na batalha das ideias.

Responder

_Rorschach_

26 de fevereiro de 2012 às 16h03

Azenha

MInha primeira impressão sobre os blogs progessivos foi péssima, pois comecei a parti do blog do Paulo Henrique Amorin.

É que em 2008 participei, in loco, da sua contratação, como mestre de cerimônias, para um evento numa das empresas mais elitistas, "piguentas" e desrespeitadoras de direitos dos trabalhadores da Chuíca.

Ele não fez NADA DE ILEGAL: recebeu por meio de uma empresa de comunicação sua, deve ter declarado o recebido e tudo o mais.

Mas vi ao vivo o PHA, naquele palco, todo sorridente, celebrando com Dom Perignon ao lado de empresários cuja ficha corrida não é pequena. A FIESP junto e tudo o mais…

Por isso quando descobri o blog dele, metendo o pau na elite paulistana, na FIESP, nos empresários golpistas de São Paulo, pensei, isso não é sério…

Depois decobri o SEU blog. Muito diferente.

Não é panfletário. Traz opiniões ponderadas. Percebe-se que vocë acredita realmente em tudo o que escreve e que o faz com muita dedicação.

Parabéns pelo seu blog e por permitir que aqui expressemos nossas opinões, ainda que contrárias a sua.

Você tem meu respeito (não sou de colocar mão no fogo por ninguém, mas duvido que você ganhe para apresentar convescotes de empresas paulistas).

Abraços.

Responder

    EUNAOSABIA

    26 de fevereiro de 2012 às 18h24

    Tenha paciência velho, comparar Luiz Carlos Azenha com Paulo Henrique Amorim? anos luz de diferença.

    Rodrigo

    27 de fevereiro de 2012 às 00h09

    Insabível? Tá querendo semear a cizânia agora?

FrancoAtirador

26 de fevereiro de 2012 às 15h05

.
.
O Twitter é apenas um estopim.

A bomba explode na blogosfera.

E os estilhaços na realidade.

Se a bomba não estilhaça

Vira fogo de palha.

Que a CPI da Privataria

Não acabe assim.
.
.

Responder

Thiago M Silva

26 de fevereiro de 2012 às 13h32

Ótimo artigo, Azenha!! Bom saber que tem gente na blogosfera que tb acha triste esses conflitos de egos.

Ninguém merece briga por twitter!! É a coisa mais insana que eu já vi. Sem reflexão, sem esclarecimento. Só ego! absurdo. Mas muito boa sua manifestação sobre o assunto!

Grande Abraço!

Responder

Lu_Witovisk

26 de fevereiro de 2012 às 13h28

Azenha, parabens pelo blog e texto. Eu não sou entendida como muitos aqui e aprendo muitooo!! valeu!!

Responder

CDM

26 de fevereiro de 2012 às 09h56

Excelente o texto Azenha. Parabéns.
Sobre o destravamento do debate a partir da produção de conteúdo próprio pela blogsfera, é preciso encontrar formas de financiar esse trabalho. Todos os blogueiros importantes, jornalistas ou não, o fazem como segunda atividade, hobby, militância. Mas ninguém vive disso porque ó sistema não gera recursos para isso (coisas tipo Adwords não geram receita para financiar um blog bem sucedido, até porque o Google fica com a maior parte do dinheiro).
Mas nenhuma vanguarda cultural começou gerando receitas suficientes para bancar sua existência, todas elas tiveram financiamento externo. Veja a literatura, os jornais, a pintura etc, todos eles passaram por um momento inicial em que os mecenas tiveram papel essencial. Somente depois de algum tempo criaram-se formas de financiar adequadamente o sistema, seja pela venda de livros na literatura, pelos anúncios e classificados nos jornais ou pela criação do mercado de obras na pintura.
E possível pensar em mecenas na blogsfera? Por exemplo ter uma instituição que se encarregue de arrecadar doações e desenvolva um programa de financiamento regular da nova mídia, por exemplo com bolsas mensais? Será que pessoas como uma Lili Safra, que doou para o instituto de neurociência de Natal alguns milhões, não poderia fazer doações para uma instituição séria que se organizasse em torno da promoção da nova mídia, que atuasse em nome da diversidade, do pluralismo e do conhecimento? (um exemplo: com R$ 1,5 milhão dá para financiar por um ano 50 blogs com uma bolsa mensal de R$ 2,5 mil)

Essa mesma instituição poderia organizar mecanismos de financiamento e divulgação de jornalismo investigativo, matérias de fôlego, que custam caro e que tem cada vez menos espaço na mídia. Já há um debate enorme sobre isso e, em geral, o mecanismo e financiamento é baseado em doações e, em alguma medida, em venda de conteúdo para publicações tradicionais, até mesmo em nível internacional.

Outro ponto que pode ser explorado é a criação de sub-produtos comercializáveis com o conteúdo da blogsfera, como forma de gerar receitas. Por exemplo: pense em pegar os melhores debates do Vi o Mundo no ano, selecionar os posts (ou a série de posts), e também os melhores comentários, e faça um livro com edição bem feita. Algo do Tipo "Vi o Mundo 2011 – Retrospectiva do ano". Para vários blogs eu acho que esse modelo seria viável como fonte de algum recurso, poderia ser ao menos tentado. Mas não lembro de ninguém que tenha testado isso. Penso que valeria pelo menos testar esse tipo de proposta. Uma parcela dos seus leitores fiéis certamente compraria.

Outro aspecto é a criação de canais adequados de publicidade. Se houvessem mecanismos que viabilizassem o patrocínio/publicidade de forma adequada, isso poderia alcançar um número significativo de blogs. Por exemplo uma rede de publicidade baseada em banners ou links administrada pela instituição acima, ou em parceria com alguma empresa (existem várias), uma espécie de Adwords específico, que pudesse receber anunciantes qualificados e ajudar na monetização dos blogs.

Eu penso também que algo como um Project Syndicate (http://www.project-syndicate.org). Muitos posts superam enormemente em qualidade os artigos e colunas de jornal e revistas e os veículos já sabem disso. Esse material poderia perfeitamente ser publicado na mídia impressa. Eu acho que dá para criar mecanismos de fazer com que o conteúdo gerado na blogsfera vá parar nos impressos, e as empresas podem remunerar esse conteúdo.

Outra questão são as ações do governo:
1.É possível pensar em editais para financiar a produção na blogsfera, tipo com bolsas mensais? Tem edital para cinema, para curtas, para literatura, para artigos científicos, para eventos culturais etc, poderia ter um para conteúdo de blogs? eu acho que poderia.
2.É possível também pensar na publicidade. O governo desconcentrou a publicidade dos meios de comunicação e isso pode chegar à blogsfera, desde que sejam criados mecanismos adequados para receber os anúncios. Hoje isso somente chega de maneira muito pontual e específica, e normalmente via estatais. Se a plataforma citada anteriormente funcionar, o governo pode se tornar um grande anunciante.

Enfim, são apenas algumas idéias ainda muito verdes, que precisam ser melhor pensadas. Mas se era para destravar o debate, aí fica minha colaboração.
Saudações,
CDM

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roger

26 de fevereiro de 2012 às 09h44

"(…) o melhor caminho para destravar debates interditados e aumentar o número de participantes na discussão (…) "

Esse trecho me fez lembrar um estudo que vi, há alguns anos, que teria envolvido uma ferramenta na internet utilizada para acolher opiniões em decisões críticas – algo como em que ações investir, insights sobre o futuro, etc. Foi nos EUA. A tese comprovou que a inteligência coletiva acertou em todos os casos.

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Francisco niteroi

26 de fevereiro de 2012 às 08h04

Azenha. O twitter e o Facebook me assustam e por isso passo longe. Mas, voltando à linha central do Post, a blogosfera é pautada pela mídia, raras vezes produzindo a sua pauta. Porém, quando produz, o diferencial é enorme e realmente demonstra a interdiçao ao debate imposto pela imprensa. Acredito que a questão de conteúdo próprio passa pela assimetria de recursos em relação à mídia-empresa. Tal fato poderia ser compensado pela colaboração, mas aí entra a vaidade e " ótras cositas más". Ou, conforme o chavão, a " esquerda só se une na prisão". Por fim, a blogosfera esta crescendo e seus problemas aparecendo. Neste fim de semana vi um blog, entre os que eu mais admiro, criando a categoria BLOGPIG, ou seja opinião no lugar de informação, sem esquecer, claro, que opinião em cima da informação faz parte do contraditório. E pra que? Talvez manipulação e fogo amigo. Triste.

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José X.

26 de fevereiro de 2012 às 07h24

Lá no primeiro encontro de blogueiros, a única proposta que apresentei foi no sentido de que os blogueiros se organizassem para produzir conteúdo próprio, talvez numa cooperativa. Desde então eu já achava que a crítica da mídia pela crítica da mídia não tinha futuro.

Ainda hoje os blogs "progressistas" são, na prática, pautados pelo PIG. Eu não aguento mais ouvir falar do Serra e do FHC, mas eles estão sempre no PIG, e sempre acabam aparecendo nos "nossos" blogs, especialmente no do Nassif.

Na área internacional a coisa melhora um pouco, pelo menos temos sempre os artigos do Pepe Escobar (ex-crítico de música pop da Folha!) pra contrabalançar a incrível máquina de propaganda americana, que agora, depois do serviço feito na Líbia, promove a lavagem cerebral sobre o que ocorre na Síria.

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Bonifa

26 de fevereiro de 2012 às 07h09

Sinto-me encarapuçado quando você chama a atenção para comentários sem reflexão em profundidade, já que os tenho cometido algumas vezes, prezado Azenha. Mas foram cometidos por pura incorformação diante de outros comentários que são de fazer um frade de pedra perder sua santa paciência. Agora, sinto falta das notícias internacionais, às quais seu blog tem renunciado de maneira notória. Esta renúncia deve-se a quê? Sabe-se que no Brasil há tal controle de notícias internacionais que mesmo aquilo que a grande imprensa mundial veicula, aqui parece ser não apenas proibido, mas verdadeiro tabu. Sem os blogs para nos darem um panorama mais preciso dos acontecimentos internacionais relevantes, ficaremos prejudicados.

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Mari

26 de fevereiro de 2012 às 06h21

Azenha, ufa o horário de verão acaou, mas meu relógio bioilógico vai demorar acertar o passo. Mas foi bom acordar cedo e ter a oportunidade de ler um texto como o seu. Eu parei nos blogs e nas listas de discussão de internet, que já participei de muitas, mas hoje só frequento duas. Não tive vontade ainda de encarar o twitter e nem o faceboock e acho que não chegarei lá. Não sou contra, só não quero essas coisas em minha vida, tenho certeza que não preciso delas. Gosto de ler, mas prefiro escolher o que vou ler.

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Felipe

26 de fevereiro de 2012 às 04h35

Respeito ao debate – e aos debatedores -, reflexão madura e ética na divulgação de comentários, de opiniões ou das fontes é uma boa base “moral” pra esse nosso Fórum Permanente que é blogosfera.

“Por mais que o discurso seja aparentemente bem pouca coisa, as interdições que o atingem revelam logo, rapidamente, sua ligação com o desejo e com o poder. Nisto não há nada de espantoso, visto que o discurso – como a psicanálise nos mostrou – não é simplesmente aquilo que manifesta (ou oculta) o desejo; é, também, aquilo que é o objeto do desejo; e visto que – isto a historia não cessa de nos ensinar – o discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo que, pelo que se luta, o poder do qual nos queremos apoderar.” – FOUCALT, Michel, A Ordem do Discurso, aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.

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Marcio H Silva

26 de fevereiro de 2012 às 02h01

Azenha, confesso que não sei o que é rolodex, poderia dar uma explicada?
Quanto as redes sociais comecei no orkut, mas depois que conheci o facebook, quase não acesso meu orkut. O facebook é muito mais dinâmico e permite voce agrupar os membros, desta forma participo de inúmeros grupos. Como ferramenta o face já nos permitiu grandes discussões a respeito da política. permitiu-nos esclarecer muitos assuntos distorcidos pela mida tradicional. Taí a força da ferramenta, bem usada faz muita gente pensar.
Minha filha está começando a se interessar por política graças as redes sociais.
No facebook faço parte de um grupo de aposentados do RGPS com 1234 membros que emitem informações relevantes diariamente. Grupo serio e revoltadíssimo com o governo atual.
O face também serve para difundir os posts do vários blogs progressistas…..
e vamu que vamu…..

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Rodrigo

26 de fevereiro de 2012 às 02h00

Azenhão!
'Descurpa a intimidade e a puxação, mas o Viomundo funciona como uma espécie de catarse desde que era hospedado naquele outro portal lá.
Só tenho a agradecer o espaço, pois apesar do monte de idéias diferentes à concepção de ativismo que tenho dentro de mim, acabo sempre tendo que lembrar que na luta pela dignidade humana não existem adversários a não ser a própria raiva, o próprio medo, o próprio engano. A luta pela dignidade do homem comum é muito maior do que qualquer sectarismo, partidarismo ou ideologia. É uma luta por nós mesmos.
Ainda mais nesses dias de plutocracia escancarada.
Valeu!

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João-PR

26 de fevereiro de 2012 às 01h06

Azenha, achei fantástica a ideia (agora é sem acento, eu acho) da criação de uma agência de notícias dos blogueiros. Acho que as notícias já existem, o que falta é organizar as mesmas em um portal de uso dos blogueiros.

Outra "fala" sua que gostei foi a "fulanização da notícia". Realmente, o twitter (que não uso, pois acho pobre demais) e outras ferramentas da internet (orkut, facebook, entre outros) podem fazer acontecer o que você escreveu:

"Fulano atacou fulano no Facebook. Vira “notícia”. Fulana disse isso e aquilo da fulana no twitter, vira “notícia”. Essa fulanização empobrece o debate político, de ideias. Vira um jogo de egos, raso. E acaba alimentando a indústria da fofoca, da maledicência e das polêmicas inúteis que floresceu como grande geradora de tráfego em todos os portais; e alimentando o jornalismo raso dos que dizem que fazem jornalismo para jornalistas".

Esse empobrecimento é preocupante. Passa-se a discutir pessoas, e não ideias. Daí o risco de se cair no maniqueísmo.

Grande abraço, e obrigado pela existência do viomundo, sem o qual a internet não seria mais a mesma para mim.

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George A.F. Gessário

26 de fevereiro de 2012 às 00h40

Um bom conselho pra se evitar que vc mesmo poste bizarrices ou o q não deveria postar é ler três vezes ao mínimo o q vc escreveu, se depois disso a pessoa ainda publicar uma idiotice é sinal q ele deve ser uma completa idiota.

Infelizmente o tipo agressivo de comentário q fiz acima é o padrão nas discussões em redes sociais brasileiras hj, por isso, ao menos q tenhamos nos tornado um povo instintivamente agressivo, creio q esse movimento q tu citou de "recessão" das redes sociais é sim possível de ocorrer aqui.

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Mário Gomes

26 de fevereiro de 2012 às 00h36

Corretíssimo o texto. Assino embaixo. No último parágrafo vc disse tudo. Abraços Azenha

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Glecio_Tavares

26 de fevereiro de 2012 às 00h57

Eita, Azenha, eu acho que o facebook contribui para o usuário maduro aprender a entrar nas discussões que valem a pena. Quando não existe uma atitude de menosprezo podemos crescer. No twitter fica mais dificil, pois la parece coisa de grupo escolar. Fica rolando ataque a torto e a direito. Outro dia, no twitter, eu assumi minha posição em relação a construção de Belo Monte, mas percebi que não importa se voce é a favor ou contra, pois um monte de gente sai te chamando de débil mental, ridicularizando seu nome, dizendo cobras e lagartos.

Os anos que passamos nos blogues nos ajudam a perceber quando o interlocutor quer apenas cartaz. Pior mesmo são aqueles que acreditam cegamente em "verdades" completamente diferente das suas. Não existe e não irá existir consenso, essa é a graça do ser humano. O importante é não considerar quem diverge de sua opinião um inimigo, a não ser que ele esteja violentando alguém, fisica ou mentalmente.

Tem aqueles que por não ter outro argumento continuam repetindo o mesmo argumento do comentário que voce respondeu, como papagaios. 140 , 105, bando de ladrões, corja que se beneficia do desmando dos juros que o governo pratica. Ora se a nota do Brasil subir, claro que os juros cairão, pois quem investe com mais segurança tem menos rentabilidade e quem investe com mais risco precisa ter um ganho maior para compensar, portanto a medida de reajustar o orçamento é benéfica justamente para diminuir o que pagamos de juros. Mas quando as pessoas apenas querem desqualificar as outras, não existe argumento lógico que as faça cair na razão. Posso estar completamente enganado, mas ja faz 6 anos que não utilizo cheque especial ou cartão de crédito, apenas gastando o que tenho, nunca o que não tenho. Ainda não consigo fazer poupança, mas com 4 filhos e sem pai rico, quem consegue? O Brasil mudou muito durante minha vida, nasci no ano da ditadura, minha infancia foi durante os anos de chumbo, minha adolescencia terminou justamente quando houve a epidemia de aids, o País era considerado excelente, mas a piada corrente é que não tinhamos catastrofes como terremotos, furacões, vulcões e outros, porém o povinho… Isso mesmo, a viralatice do brasileiro era sempre em relação aos outros brasileiros, não percebendo que nós mesmos eramos brasileiros. Em 1984 fui morar na Argentina e orgulho do povo, sua politização me causaram espanto e inveja. Ver mulheres aportarem nos açougues quando a carne subia de preço, não deixando os outros comprarem enquanto não baixasse, não tinha paralelo com o que viviamos aqui. Dava risada lembrando dos fiscais do Sarney, de 1982 durante o plano cruzado, que rápido foram vencidos pelos investidores no Boi Gordo e suas exportações.
Mas voltando ao Brasil, a politização do povo é nossa obrigação. Vamos disseminar os blogs, vamos acordar o povo, precisamos de discussões do que pode ser mudado, e cobrar isso apenas dos politicos não vai mudar nada. Ofender a Dilma ou os parlamentares não mudará nada. Chamar os ministros por apelidos apenas criará anedotas para as gerações futuras, mas de nada adiantará se não formos sérios em nossos debates pelo que achamos certo. A marcha contra a corrupção é prova clara que bradar aos quatro ventos que não aceitamos mais, nada mudará para melhor. Precisamos de projetos de leis e assinaturas. Por exemplo, tornar o recolhimento de lixo obrigatoriamente separado, financiar os partidos politicos com recursos públicos e com controle da população, diminuir as benesses que os cargos eletivos, pois seus respectivos salários, suas aposentadorias e verbas de auxilio de custo, fazem com que os eleitos deixem de ser brasileiros e se tornem barões.

PS. Voces poderiam fazer algum post sobre precatórios e sua correlação com a frase do Alckmin que decisão da justiça é para ser cumprida? Gostaria muito de postar isso no facebook, no twitter, no orkut. e até no mural da empresa. hahahaha.

PS2 Tomará que o Serra venha a ser candidato, ai quem sabe a mídia desiste de vez de colocar o Kassab no palanque do Haddad.

Responder

ZePovinho

26 de fevereiro de 2012 às 00h32

Eu não vim para explicar,mizifio Azenha.Meu ídolo é o Chacrinha.Olha o bacalhau!!!!!!!!! Ih!!!!!O EUNAOSABIA empurrou a velhinha da frente e,em nome do egoísmo individual,pisou no pescoço dela e tascou o pescado!!!

Responder

Marat

25 de fevereiro de 2012 às 23h17

Muito bom o texto. Muito sábio.
Temos que tomar cuidado com as falas no calor do momento, isso é verdade.
Outro ponto importante: Disseminação de mentiras. Quanto a isso, preciso dizer que recebo centenas de e-mails, especialmente próximo de épocas eleitorais, com mentiras grotescas sobre o PT ou as esquerdas. A nossa direita quatrocentona paulista é eficientíssima no quesito presepada. Tinha que fazer esse comentário!
Voltando ao ponto: temos de ser éticos e críticos, e temos de lutar contra os embustes, muito fáceis de se criar no mundo virtual, mas, como vocês mesmo disse, há muitos e muitos antídotos para esses males.
Parabéns pelo texto!

Responder

    julio

    26 de fevereiro de 2012 às 01h24

    Quanto a receber emails em época de eleições recebi um texto imenso falando sobre a "Revolução" de 64 e seus herois, os militares, desancando os "terroristas" e tátátá um absurdo esquizofrênico mas muito bem escritinho capaz de convencer muita gente por aí que deve receber esses emails aos milhões e assinam com um nome estrangeiro e dizem ser de Curitiba PR.
    Azenha e comentaristas, voces não acharam muito estranho que a base da marinha na Antartida tenha sido destruída por um incendio depois de quase 3 décadas de funcionamento seguro sem nenhum acidente? É perfeitamente possível que tenha sido sabotagem como em Alcantara não acham?


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