VIOMUNDO

Diário da Resistência


Opinião do blog

Os (muitos) desafios diante de Dilma


30/12/2010 - 12h12

por Luiz Carlos Azenha

A presidente Dilma Rousseff assume o poder diante de imensas oportunidades. A economia brasileira cresce com inclusão social. O início da exploração comercial do pré-sal dá ao governo a perspectiva de ter mais dinheiro para investimentos. Haverá fila para trazer dinheiro de fora.

Ainda assim, Dilma terá pela frente um desafio enorme: como produzir mudanças transformadoras da sociedade brasileira, que o século 21 requer, com uma base política cuja sobrevivência correrá risco se Dilma fizer as mudanças transformadoras de que o Brasil necessita. É o eterno dilema político dos que não se pretendem conservadores: existe sempre o risco de plantar as sementes da própria destruição.

Erradicar a miséria é um objetivo louvável e, conforme avaliação do presidente do IPEA, Marcio Pochmann, alcançável. Trata-se da mais marcante proposta política feita pela futura presidente na campanha eleitoral. Porém, cumprir este objetivo não basta: o Brasil requer um salto qualitativo na educação, na capacidade de produzir mercadorias de alto valor agregado (com os respectivos empregos de melhor qualidade), na produção de Ciência. Estes objetivos se confundirão se o governo Dilma decidir buscar o caminho de tirar do Brasil, definitivamente,  do papel de produtor e fornecedor de commodities.

Críticos à esquerda do governo Lula sempre miraram no que pareceu, a eles, a reedição brasileira das famosas veias abertas da América Latina: projetos de infraestrutura (ferrovias, hidrelétricas, a transposição do rio São Francisco) que visam facilitar a produção e o escoamento de matérias primas e a adição de terras aos projetos do agronegócio, com a formação “técnica” de mão-de-obra como paradigma educacional. Trocando em miúdos, nessa equação bilionária o “povo” entraria com os baixos salários. O avanço é que os baixos salários estariam registrados em carteira.

Para que Dilma de fato representasse uma mudança qualitativa, seria necessário ir além da regionalização e da interiorização que marcaram o governo Lula. Seriam necessários fortes investimentos em Ciência e Tecnologia que priorizassem as vantagens comparativas brasileiras em relação a outros países (biotecnologia, por exemplo). O neurocientista Miguel Nicolelis já apresentou aqui no Viomundo uma detalhada proposta sobre um dos caminhos para fazer isso.

Mas, acima de tudo, um governo transformador exigiria que Dilma lidasse com questões politicamente espinhosas, sem as quais não haverá a possibilidade de incorporar toda a capacidade intelectual e criativa dos brasileiros que o momento exige: reforma agrária, reforma urbana e a livre circulação de ideias, sem o controle monopolístico de algumas famílias sobre os meios de comunicação.

O caráter conservador do governo Dilma, representado na escolha do ministério, deixa claro que dificilmente teremos avanços significativos nestas três áreas, a não ser por conta de um empenho improvável da própria presidente. Isso se deve não só aos compromissos de Dilma com a coalizão, mas ao avanço, dentro do PT, das correntes identificadas com a modernização conservadora, dirigida de cima, sem “sustos”.

Tão significativo quanto termos tido uma Conferência Nacional de Comunicação é o fato de que as resoluções da conferência não foram adotadas. O diabo mora, sempre, nos detalhes. E os detalhes da escolha ministerial de Dilma revelam que o perfil do futuro governo será de um certo “mudar, para não mudar muito”.





63 comentários

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Blogueiros sujos brindam ao jornalismo cidadão | Maria Frô

31 de dezembro de 2010 às 13h02

[…] Com bem apontou Rodrigo Vianna no Escrevinhador, o ano de 2010 foi de muito trabalho, mas também de muitas conquistas, e como não nos deixa esquecer Azenha, no Viomundo: 2011 será um ano de muitos desafios. […]

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joseph

31 de dezembro de 2010 às 12h30

Parece que a doença que ataca a Miriam Leitão, especialista
em vaticínios ruins, está se espalhando até para os Blogs
sujos; gente vamos deixar pra lá isso de fazer oráculos lendo
em vísceras de animais. Os desafios são muitos, pois o país
avançou, mas ainda não se livrou dos desmandos do passado.
A era FHC, apesar de ele alardear aos quatro ventos que preparou
o país para Lula, é uma falácia daquele que foi amante de subserviência,
do sucateamento, da dilapidação do bem público, dentre outros. Muito
tempo se levará ainda para a recuperação. Fé em Dilma e vamos
ajudá-la nesta luta, principalmente contra o PIG. Sem precisar criar
outro de esquerda.

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Armando do Prado

31 de dezembro de 2010 às 11h42

Ela governa e nós podemos e devemos exercer a pressão pela esquerda para ampliar "certas mudanças". É assim que se desenvolve a luta política. É certo que a direita dentro do próprio PT avançou, mas não o suficiente para ter hegemonia.

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Marat

31 de dezembro de 2010 às 11h18

Azenha, mais um ótimo texto.
Concordo plenamente no aspecto de se regularizar a defesa dos atacados pela imprensa, porém acrescento que nosso país deve ter uma polícia federal isenta e forte, para pegar os malandros de colarinho branco. Creio também que nossas forças armadas devem ser muito fortes e eficientes, para rechaçar as prováveis aventuras da OTAN.
Me preocupa muito o perfil atual do comando das Forças Armadas e da PF.
Outro aspecto que me preocupa enormemente é a carestia (ao menos aqui em SP): os preços de tudo estão aumentando dramaticamente. Não sei se é especulação ou o que, mas já está me prejudicando minhas parcas finanças.

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Aline

31 de dezembro de 2010 às 10h42

Agora é hora de dar todo o apoio à nossa Presidente, que com sua inteligência e bravura há de saber contornar os obstáculos que as poderosas forças econômicas imperiais insistem em colocar entravando os caminhos da paz e da construção do nosso socialismo moreno.
A hora é de comemoração intensa pela plena Vitória Popular conquistada, onde o Povo Brasileiro magistralmente soube votar com lucidez, apesar de toda a violenta Guerra de Quarta Geração montada contra a nossa Primeira Mulher Presidente, Dilma Vana Rousseff.
O povo tem direito a um momento de imenso orgulho e felicidade no dia da posse de Dilma Rousseff!
Não tem mas que mas! É hora de festa e só esperanças e muita fé em nossa Presidente. Temos direito pleno a esse sentimento e saberemos vivê-lo com coragem, lucidez e senso de realidade.
É a Comandante Dilma Rousseff tomando em suas mãos cuidadosas o destino de nosso Povo!
Viva Dilma Rousseff e todos os nossos heróis da liberdade que deram suas vidas para que esse dia chegasse! Nela confio, como Lula e 54 % dos brasileiros confiaram. Hoje o número dos que nela confiam já subiu muito. Ela já sobe a rampa com quase 70% dos brasileiros botando a maior fé!
Muitos vivas à nossa Presidente, valorosa Mulher Brasileira! Que receba nosso entusiasmo e profundo afeto nesse dia em que vai redimir toda uma geração de brasileiros e latinoamericanos! Que a emoção desse momento seja plena e orgulhosa de si mesma!

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Os (muitos) desafios diante de Dilma « Blog do EASON

31 de dezembro de 2010 às 09h02

[…] Blog Vi O Mundo – por Luiz Carlos Azenha […]

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Messias Macedo

31 de dezembro de 2010 às 08h46

Sobre o Ano Novo de Cesare Battisti! Boas Novas!

Qual a moral que a Itália do tempo do fascismo tem para exigir “a pele” do escritor Cesare Battisti?! Qual a condenação que a Justiça italiana deferiu para o promíscuo [e terrorista] Berlusconi, suas orgias coletivas, seus bacanais, suas MALversações, sua (des)governança?!…
A imprensa noticia hoje: “O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse nesta quinta que classificará como "inaceitável" uma possível decisão pela permanência [de Cesare Battisti no Brasil].”
Pois muito bem: Silvio Berlusconi terá que aceitar que no governo do presidente Lula, os Direitos Humanos são respeitados! E se a Itália emitir chiliques diplomáticos e comerciais… Alvíssaras! Muitas das nossas jovens se livrarão do roteiro desairoso que as leva para as alcovas imundas – e inaceitáveis (sic) – dos prostíbulos e dos cafetões italianos!…
Quanto ao Poder Judiciário brasileiro, tem-se, segundo a mesma imprensa: A decisão de Lula precisará passar por nova análise do STF, e isso só deve ocorrer em fevereiro, após as férias do Judiciário.
Pois muito bem II – um recado ao ministro Cezar Peluso: o grampo sem áudio do seu antecessor no cargo, Gilmar Mendes, exige uma punição severa e exemplar! Este, sim, um delito que não se fundamenta em delações premiadas sob a batuta da tortura!
CONCLUI MATUTO ‘BANANIENSE’: [Após as férias] com muito dinheiro no bolso, esperemos que o ministro Cesar Peluso retorne com saúde [mental] para dar e vender! Mesmo porque a presidente Dilma Brasileira Rousseff e o povo brasileiro não aceitarão que o senhor e os seus pares maculem uma decisão ‘Suprema’ do ínclito, democrata, progressista e humanista presidente Luiz Inácio Brasileiro Lula da Silva!

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, Brasil Nação

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    sergio

    31 de dezembro de 2010 às 12h09

    Exelente análise!

SôniaG.

31 de dezembro de 2010 às 01h35

Tome posse depois de amanhã, Dilma.Vivas! Governe o Brasil, tem o apoio de milhões de brasileiros atentos e solidários.
No andar da carruagem veremos o quanto mudou o país, e quanto nossa esperança e nossa luta valeu. Prefiro não ser 'mais realista o que o rei', aguardar um pouco e avaliar. Até porque sabíamos que não apareceria/haveria uma súbita trupe de 'iluminados' para os ministérios, por razões sabidas.
Viva a primeira Presidenta do Brasil!

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sadaki yama

31 de dezembro de 2010 às 00h19

Prezado AZENHA. Creio que todos estao de acordo quanto a necessidade de mudança qualitativa na educaçao, e terminar definitivamente com caça niqueis que se auto denominam faculdade ou universidade. Porem isso deve estar dentro do grande projeto BRASIL QUE QUEREMOS onde sem duvida Ciencia e Tecnologia seria o fio condutor para alcançar metas. Ate agora, tanto no discurso de agradecimento feito pela Dilma, quanto em outros , na area de ciencia e tecnologia ou de educacao especificamente, ela nada explicitou. Unico sinal positivo foi a manutençao do atual ministro Hadad. Para por fim a esse atual embuste dos ruralistas, o que ha de mais retrogrado, desumano, e vergonhoso nao so no Brasil, mas no Mundo, so mesmo atraves de ciencia e tecnologia. A nossa alimentacao e garantida como todo mundo sabe , e produzido por agricultores com menos de 400 hectares ( que ja e muito se comparado com outros paises), e nao por esses vergonhosos, dois mil, dez mil, cem mil ou ate 200 mil hectares dos ruralistas. Em poucos anos essas exportacoes de soja , milho, suco de laranja, carnes , enfim todos produtos da monocultura mantida a custa de muita poluiçao, grilagem, suborno, assassinato para posse de terras, etc, serao superadas por produtos de ciencia e tecnologia se implementadas com participacao de toda populacao brasileira.
Para levar adiante mudanças, qualquer governante, inclusive Dilma, tera necessidade de forte apoio popular. E para isso a populacao deve participar dos debates de grandes temas que ela pretende implementar politicamente. Nunca devemos esquecer que a elite conservadora que quer o Estado so para beneficio da classe esta ai para eternamente continuar tentando golpes. E conta como sempre com apoio da classe media que sem ser elite economica, acha bonito pensar como elite, agir como elite sabendo que longe da presença a elite a despreza.

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Maria Lucia

30 de dezembro de 2010 às 23h31

Soube hoje que a Presidente Dilma Rousseff convidou para a sua posse as onze companheiras de cela, da prisão da ditadura, onde ela esteve presa por três anos e onde foi barbaramente torturada. Como soube, na semana passada que ela foi para a ceia de Natal com os catadores de papel, junto com o Lula.
Esses dois comportamentos são o verdadeiro símbolo do que vai ser o governo da Brava ex- insurgente guerrilheira Dilma Vana Rousseff, hoje uma Presidente diplomada graças a força da lucidez de um povo que não se deixou ludibriar e que não abriu mão de pagar pra ver.
Estamos diante de uma Presidente de altíssimo valor ético e político. E já despertamos para a realidade que o que vai se passar no Brasil nos próximos anos vai depender muito mais da força do povo latinoamericano do que daquelas forças antes tão poderosas que nos dominavam há séculos.
A eleição de Dilma Rousseff tem o mesmo significado profundo que a de Pepe Mujica no Uruguai. E do que a futura reeleição de Cristina Kirchner na Argentina.
Deter um processo político , uma vez que ele se ponha em movimento é impossível. O máximo que se pode fazer é retardá-lo. Aqui já houve um longo retardo, com os tenebrosos anos da ditadura e a tríde Collor, Itamar e FHC. Agora, pegamos no tranco com o Lula e ganhamos força e velocidade. Vamos que vamos! Na paz e na democracia, para os avanços urgentes e necessários já iniciados no Governo Lula e aos quais Dilma Rousseff dará continuidade. Com a força do povo!

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Regina

30 de dezembro de 2010 às 23h20

Teremos avanços significativos na Saúde e Educaçaõ…Mas qto aos meios de Comunicaçaõ…? As conquistas do Franklin já foram ameaçadas pelo Ministro Bernardo( da turma do Palocci-Colunista da Falsa)…A Lei de Anistia,mesmo pós-condenaçaõ pela ONU,acho pouco provável que seja revista(até pela tranquilidade da Entrevista do Torturador da Presidente)…Tenho muitos questionamentos em relaçaõ a PF e o Ministério da Justiça( se queremos ética-precisamos ser éticos)…Mas,acredito que vamos Investir em Ciência e Tecnologia…A Presidente tem Capacidade de fazer um Governo Muito Bom,se tiver Coragem para quebrar alguns elos da Corrente.Vou torcer muito.

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Sagarana

30 de dezembro de 2010 às 22h44

Que desafios que nada, temos uma herança bendita…

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pperez

30 de dezembro de 2010 às 21h46

O que de fato virá a ser o governo Dilma Roussef?
Seria uma proposta autentica e diferente, caso o sistema que aí está implantado por um ex-torneiro mecanico, após 8 anos, não tivesse arrebentado com todas as estimativas mais pessimistas, catapultando o Pais e sua sociedade à alturas inimigináveis.
Lula sai do governo com 87% de aprovação, índice inédito mundial ameaçado somente por Nelson Mandela e Michelle Bachellet.
Dilma começará com creditos da maioria do povo brasileiro, mas precisará de muita fibra para afastar os feudos que já se instalaram no governo como Johnbim e Cardozo.

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Tolentino

30 de dezembro de 2010 às 21h38

Dilma tem que governar com o que ela tem na mão e a realidade está aí.

Tem que dividir o poder com os que deram apoio.

Ainda vai chegar o dia em que o povo elegerá melhor seus deputados e senadores.

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Ana Maria

30 de dezembro de 2010 às 21h31

Azenha
Estou feliz por ter ajudado eleger a Dilma sou otimista, mas não me iludo ou fico fantasiando , estou consciente das dificuldade de governar um país como o Brasil tão longe ainda de ter politicos na maioria honestos, e com interesses que não sejam os seus próprios .Mas espero sinceramente que Dilma tenha a inteligencia a sensibilidade para lutar pelos interesses e bem estar do povo brasileiro. Que Deus te proteja Dilma e a todos nós também.

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LULA VESCOVI

30 de dezembro de 2010 às 21h20

A realidade é que o Lula.com todo capital político que tinha,nunca apostou na mobilização popular.Pelo contrário,cooptou os movimentos sociais,que hoje não mobilizam ninguém.Imaginem as transformações efetivas que esse país poderia ter feito se tivesse de fato uma união politizada do povo com o governo que sempre se disse popular.Mas não,temos um governo de incontáveis concessões,com um pé engessado sempre no pior tipo de pragmatismo.

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Claudio Ribeiro

30 de dezembro de 2010 às 20h49

Lula também enfrentou dilemas, desafios e tornou-se o maior presidente da história do país…
http://palavras-diversas.blogspot.com/2010/08/qua

Dilma poderá seguir, com novos desafios e dilemas a frente, o receituário do Novo Brasil que ajudou a construir…

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Fernando

30 de dezembro de 2010 às 20h43

Ou a Dilma aprofunda as mudanças superficiais iniciadas por Lula ou o PIG vai empurrar o xerife Sérgio Cabral goela abaixo em 2014.

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Roberto Locatelli

30 de dezembro de 2010 às 20h36

A única saída é a organização popular.

As mudanças mais ousadas que o Brasil necessita só virão com a pressão popular. Movimentos como o MST e outros, centrais sindicais, a Blogosfera e todos os movimentos sociais terão que pressionar o Governo Dilma para que o Brasil avance com agilidade.

Dilma deu a senha numa entrevista, há um ano atrás, na qual ela disse que o governo dela seria não um governo DOS movimentos sociais, mas um governo que DIALOGA COM os movimentos sociais. Tecla SAP: sem pressão popular não há avanço.

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assalariado.

30 de dezembro de 2010 às 20h18

Azenha,o complexo de vira latas está falando alto por aqui.Basta um post mais a esquerda e os aloprados petistas logo mostram o seu lado reaçionário/conservador,típico da velha classe média,vamos explorar o povo mas,nem tanto.Estes aloprados,são estrategistas da social democracia petista que,adotou em 2002 a teoria da burguesia capitalista,avançar mas,não além das cercas do capital.Adotou o choque de capitalismo desenvolvimentista que a outra social democracia neoliberal(psdb),não teve coragem de colocar em pratica. Entendi o seu recado que,não fica na mera questão economica e parte para cima com propostas politicas que,compreende-se em dividir a riqueza produzida pelos debaixo,que as elites subtraem dos assalariados em geral,estes os verdadeiros construtores da riqueza nacional.Aposto que nenhum destes aloprados trabalham em fabricas/escritórios 44 horas semanais.Por isso a sensatez desta pequena burguesia não vai além da questão economicista em prejuizo da questão politica,são porta vozes das elites,travestidos de socialistas,me engana que eu gosto…

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Marco Ferreira

30 de dezembro de 2010 às 20h12

Parabéns Azenha, é bom saber que ainda existem de fato blogueiros progressistas, que fazem uma análise real da situação, sem paixões partidárias, a mudança (se houver) vai ser pouca mesmo, por conta da colcha de retalhos que foi a coligação que elegeu Dilma. Melhorar a Educação? Temos cerca de 43 milhões de alunos e o orçamento de 2011 destina 54 bilhoes, o que dá R$ 1260 por aluno/ANO, os únicos setores da Educação que tiveram aumento de investimentos foi o Ensino Superior e Ensino Técnico, as outras modalidades tiveram redução de investimentos para 2011, por outro lado os serviços da dívida pública vão consumir R$ 678 milhoes, em 2010 foram 588 bilhões ( a diferença é mais de 90 bilhões, maior que o orçamento da educação) e tem blogueiro "progressista" achando natural aumentar a taxa selic em 2011, mesmo havendo outros mecanismos pra inibir o consumo. Que raio de governo de esquerda é esse em que o Capital tem prioridade máxima em relação as questões sociais básicas?

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mariazinha

30 de dezembro de 2010 às 20h10

Querido AZENHA:
ando pensando o mesmo que Vc
Gostaria que D. DILMA pusesse sangue novo ao seu redor, quero dizer: gostaria de ver perto dela, gente que inovou, que tentou ser criativo. Esse trio: Card ozo, Palocci, Jobeem, causa-me calafrios, com suas carinhas e jeitinhos de psdb….. Mas depois lembrei-me que LULA disse que ela iria nos surpreender; então, espero…

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José Maia

30 de dezembro de 2010 às 20h04

Azenha, compartilho com a sua visão do problema, mas não com a sua visão da solução. Como assim? Não é uma tarefa apenas do governo alavancar essas mudanças sobre as quais concordamos. Para que tudo aconteça, é divida também, até mais do que ao governo, a participação e a pressão sobre o congresso, da sociedade barsileira. Você apontou muito bem as limitações que este governo terá. Então, se ele fizer os significativos avanços em educação, na erradicação da pobreza, na infraestrutura, na inclusão social, mantendo o cerscimento e sem inflação, já estará de bom tamanho. Só isso em mais 8 anos fará nova transformação no Brasil. Só a participação da sociedade poderá alavancar os outros vetores.

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André Oliveira

30 de dezembro de 2010 às 20h04

Não deixam nem a mulher sentar na cadeira de presidente e já estão apostando no seu fracasso.. Antes quem achava que ela era um poste era a direita. Agora a esquerda é que acha isso, aliás, passa recibo disso.. Daqui a pouco vai me dar a impressão que tem gente que gostaria que o Serra tivesse sido eleito, principalmente na chamada "blogosfera progressista"…Se a Dilma fosse homem o sentimento seria o mesmo ??? Estou me decepcionando cada vez mais com as "certezas absolutas" deste pessoal…

Responder

Luiz Fortaleza

30 de dezembro de 2010 às 19h37

"O tempo é o limite do homem" (digo eu). Não dá pra esperar um espetáculo administrativo do capitalismo brasileiro pelo seu Estado burguês, sob o comando da ex-guerrilheira, Dilma Roussef. O Brasil não é um capitalismo isolado do mundo e depende deste para se dar bem, também. A trégua da mídia e da direita é calculada. Mas não pensem que será um governo fácil, sobretudo, se a conjuntura internacional não favorecer. O que Dilma pode fazer em 4 anos? Muito pouco, pq 4 anos não é muito pra quem pretende fazer a erradicação da miséria, do analfabetismo, da fome e de tantas outras coisas. 4 anos é quase 4 horas pra história da humanidade. Claro que é a continuidade ou o complemento de 8 anos do ponta pé inicial do governo Lula. Mas não se iludam com um capitalismo a la humanizado, pq sua essência é mesmo desumanizar, concentrar renda, aumentar lucros e baixar salários ao mínimo possível (lei econômica de Marx – ler o Capital). A luta tem q tomar outro viés político além desse socialdemocrata a la sueco. Somos país capitalista periferíco, com uma população ainda muito pobre e não é só materialmente não, é intelectualmente,moralmente, politicamente, (oligarquias políticas ainda existem) etc. A pobreza vai para além da material. Claro que o reino da liberdade depende da construção de um bom reino da necessidade, como fala Marx. Um é a condição do outro. Pensar para além da barriga (vazia), da satisfação das necessidades físicas é qdo essas são satisfeitas mesmas, pois aí podemos usar a razão, a imaginação, a fantasia e a ficção humana. Ópios fundamentais para neutralização de nossa loucura inata. FHC – LULA – DILMA são um trio que pode finalizar seus governos sem intervenções de ocasiões. Mas a política superior está para além do capitalismo, da sociedade ainda de classes desiguais. Se os abolicionistas lutaram contra o trabalho escravo, precisamos lutar contra o trabalho escravo assalariado. Só lendo o velho Marx para entender essa antropologia humanista.

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    Magno Sena

    30 de dezembro de 2010 às 20h26

    Assino embaixo , camarada

Beto Crispim - BH

30 de dezembro de 2010 às 18h55

Sei não Azenha, achei sua analise muito pessimista. Creio que este Ministério será meio que tampão. Alguns ministros ficam pouco mais de um ano.Dilma está sendo cautelosa e não se desmancha completamente uma equipe com mais de 80% de aprovação. Aos poucos ela vai da sua cara ao governo, muitas mudanças virão e não só a direita, também nós ficaremos surpresos.

Responder

Euler Conrado

30 de dezembro de 2010 às 18h19

Azenha, ajudei a eleger a Dilma por dois motivos básicos: a) para derrotar a direita golpista representada pela candidatura Serra, e b) pela promessa feita pela candidata de investir na Educação básica de qualidade, especialmente com a valorização dos professores.

A primeira condição esgotou-se com a vitória da Dilma, vitória importante, para evitar a ascensão ao governo federal da tropa demotucana. A segunda condição, ao que tudo indica, será mais difícil, com a infeliz indicação do atual ministro da Educação, que nada fez em oito anos para alterar a realidade de tragédia da Educação básica, que atende a 50 milhões de jovens e adultos de famílias de baixa renda. E não confundam os investimentos, importantes, por sinal, nas escolas técnicas federais, que atendem a percentual ínfimo da população pobre, com toda a Educação básica, que é aquela que incluiu de forma sacana a maioria dos pobres do Brasil. Professores mal pagos, falta de equipamentos adequados, de cursos de formação continuada, de condições de trabalho, etc.

Mas, como um ingênuo crente nas palavras, quero depositar a expectativa de que a presidenta Dilma cumpra o que prometeu na área da Educação, apesar do ministro falastrão que indicou – que por sinal, era elogiadíssimo no Senado pela direita demotucana.

Outras áreas importantes, como: moradia popular para os sem-teto em larga escala, reforma agrária para os sem-terra com recursos adequados para a produção e escoamento; revisão da política lesa-pátria e lesa-humanidade dos juros altos que beneficiam a meia dúzia de banqueiros e agiotas; a abertura dos arquivos da ditadura militar revelando as reais condições e locais em que dezenas de combates foram executados, torturados e desaparecidos; aumentos reais no salário mínimo e na bolsa-família, a fim de realizar uma veradeira redução na desigualdade social existente; o fim do monopólio da mídia golpista, com a ampla liberação para que as comunidades de baixa renda assumam de forma autônoma os meios de comunicação – TVs, rádios, banda larga a preço poluar ou gratuita, etc.; além do controle social efetivo do orçamento público, hoje apropriado pelos interesses de grupos de rapina.

São pontos que certamente não dependem unicamente da presidente Dilma, e menos ainda da sua base de apoio no Congresso Nacional, claramente conservadora. Será preciso que os movimentos sociais ganhem vida e assumam as ruas, de forma autônoma, a cobrar as mudanças e a apoiar a presidenta quando ela caminhar ao lado do povo. São essas as expectativas que tenho para os próximos anos.

Responder

    Beto Crispim - BH

    31 de dezembro de 2010 às 09h47

    Euler, você deve tá louco ou então é retardado. Fernando Haddad não foi ministro da educação durante os 8 anos. Primeiro foi o Cristovão Buarque e depois o Tarso Genro e terceiro o Haddad. Não se esqueça que o governo Lula criou o piso nacioonal para professores e que muitos governadores se negam a pagar, inclusive ingressaram com uma ADIN n STF contra o piso. Também parece que você não sabe do programa de formação para professores desenvolvido pelo Minsitério da Educação. Portanto meu caro, se informe, porque todo critica é válida, mas deve está sustentada em fatos e não em bobagens como as que voce escreveu.

Humberto

30 de dezembro de 2010 às 18h16

Quero desejar a voce Azenha e 'a sua familia, assim como a todos os blogonautas, 'a Dilma e equipe, ao nosso querido Brasil, um 2011 cheio de realizacoes inspiradas e vitorias, no plano pessoal e coletivo; que o bem comum seja consideravelmente fortalecido pelo governo que se inicia, e que o Brasil continue avancando no sentido de uma sociedade cooperativa, pautada pelo sentido da solidariedade entre todos os brasileiros, e ecologicamente sustentavel.

Quanto ao governo Dilma, concordo com todas as ponderacoes no sentido de nao avancar julgamentos precipitados sobre a natureza do proximo governo. A Dilma merece toda a nossa confianca e carinho; eu acredito realmente que ela tem tudo para surpreender positivamente. Vamos torcer para que as coisas caminhem como nos gostariamos, mas tentando compreender que "os russos" precisam ser vencidos dentro do jogo de forcas democratico. Sejamos esperancosos, mas sem a ingenuidade de esperar que a direita incivilizada seja abolida do cenario num passe de magica.

Avante Brasil, com Dilma Roussef no comando !

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Pedro Luiz Paredes

30 de dezembro de 2010 às 17h53

A Dilma deve até a tampa então o governo dela vai melhorar mesmo depois do 2° ano.
Não se iluda com a educação pois as metas apresentadas para o mandato dela são medíocres perto da deficiência que temos. Acho que educação e cultura não é algo que deve crescer sustentavelmente como a economia e sim invariavelmente, com ou sem economia.
O que mais me preocupa é a guinada da sociedade á direita, qual a esquerda não esta sabendo lidar ou não tem mais conhecimento para perceber.

Responder

easonnascimento

30 de dezembro de 2010 às 17h53

O MiInistério Dilma não promete grandes mudanças. Os nomes não nos dão esperanças embora que todos estejam subordinados à vontade presidencial. Resta-nos saber se a nossa presidente vai se curvar à vontade dos poderosos, como na área das comunicações, só para citar um exemplo, ou se vai partir para efetuar as mudanças que necessitamos. Votamos na continuidade das mudanças e não na manutenção do cenário atual como um todo. Existe uma diferença.
http://easonfn.wordpress.com

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Gerson Carneiro

30 de dezembro de 2010 às 17h37

E essa foto é do Canyon do *Velho Chico, é? Se for eu também quero esse desafio pra mim.

*rio São Francisco.

Responder

    Almeida Bispo

    30 de dezembro de 2010 às 19h45

    Mais cristalino, impossível! É do Velho Chico, sim. Tenho certeza.

    Leider_Lincoln

    30 de dezembro de 2010 às 19h57

    Ajh, esse é fácil. Queria ver o Itaimbezinho… Aí sim, seria dureza. Deste a Dilma dá conta!

wposnik

30 de dezembro de 2010 às 17h36

Azenha:
Na sua panorâmica, você está correto. Há um monte de contradições internas previsíveis, no futuro governo Dilma. Como as havia também, com Lula. Concordo com o Gunter sobre o gradualismo – é próprio e o único caminho num regime democrático. Temos problemas seríssimos de representatividade, no Legislativo. Na sua maioria, uns 90%, Deputados Federais são uma espécie de 'vereadores federais' – a serviço de interesses paroquiais, quando não escusos, de grupos econômicos regionais. O nosso regime de representação proporcional, que só tem paralelo na Finlândia, facilita com que quase todo o eleitorado embarque nesta deformação. Se adotássemos o voto distrital misto do tipo alemão, reduziríamos pela metade, o número de 'vereadores'. No Senado, por outro lado, parece que a representação melhorou, para a próxima legislatura – diminuiu muito o conservantismo seboso, que tomava conta das sessões e da TV respectiva, num monólogo gongórico. Nosso processo democrático representativo tem também uma acentuada hipertrofia de poder, no Executivo. Lula soube manobrar bem, dentro dos limites que o contexto lhe impunha, com um sem número de iniciativas importantes. Quase soçobrou no Mensalão. Mas soube retomar a iniciativa. E contamos com isso, nesse próximo período. Por outro lado, nossa sociedade vem descobrindo outras formas de participação, na medida em que os mecanismos de representação formal não vêm respondendo às demandas e as mudanças nessa sociedade. O 'ópio' televisivo já não cumpre tão bem o seu papel, como nos tempos da ditadura. Participação ou comunicação eletrônica, não preenchem esse vazio. Pressões sociais continuam sendo feitas das formas tradicionais. Pode-se usar a Internet para facilitar as mobilizações, mas as pressões reais ainda são nos locais de trabalho e nas ruas, como aquelas feitas na Itália recentemente (que a grande mídia oportunisticamente, ignorou), na Grécia, na França, na Bolívia, na Venezuela e até no Haiti. São processos que sempre geram saldos educativos. E voltar atrás, mesmo que seja como no nosso caso, de parte do consumismo da classe C via individamento, voltar atrás depois de qualquer tipo de avanço, que segmentos inteiros da sociedade experimentaram e gostaram, não vai ser fácil. Acho que políticos (na sua maioria, 'picaretas'), lideranças partidárias 'perdidas' no torvelíneo das mudanças político-sociais, empresários sem noção de suas responsabilidades com a coletividade, instituições religiosas alenadas e alienantes e outros entes 'salientes' das nossas instituições, já não fazem parte do 'mainstream' de mudanças, que vem tomando conta do imaginário coletivo do comum dos brasileiros. Quais os canais que estão sendo criados para assimilar essas pressões e manifestações ?

Responder

LUCAS PEREIRA

30 de dezembro de 2010 às 17h21

O segredo de Lula foi fazer um governo sem maldades.
Por Luciano Suassuna, a conferir no link: http://desatualidadescronicas.blogspot.com/2010/1

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Hans Bintje

30 de dezembro de 2010 às 16h34

Fiquei frustrado com seu discurso, Azenha.

Talvez eu tenha sido bobo, mas francamente esperava mais do Viomundo.

Depois de tantos avanços em 2010, das ótimas entrevistas com o Nicolelis e quetais, pensei que você tivesse ido mais adiante e desembarcado na "terceira margem do rio": http://www.rumosustentavel.com.br/ignacy-sachs-a-

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    Almeida Bispo

    30 de dezembro de 2010 às 20h02

    Isso aí – entendo eu – é apenas o alerta por parte do Azenha de que a luta continua renhida porque sempre tem alcatéias… ou, pra usar os versos do Chico, sempre "chega a Roda Viva e carrega a roseira pra lá". E olha que cultivar essa roseira não é fácil; somos testemunhas. Por isso mesmo cobrarei mais da Dilma do que cobraria de qualquer um desses aventureiros sem os compromissos dela.
    Não é pelo fato de concordar que rico deve ganhar dinheiro que vou esquecer as lições do Galeano – e do Manuel Bomfim – e acabar no Consenso de Washington. Portanto, a luta destes últimos anos foi só um ensaio do que teremos de lutar pelos próximos.

Aloísio da Costa Val

30 de dezembro de 2010 às 16h29

Deixa a mulher trabalhar minha gente! Vamos fazer corrente para frente e presioná-la mediante sadio apoio, cobrando atitudes progressistas sem profecias funestas e no "achismo". O trem do progresso está acelerado e, certamente, continuará com a Presidenta Dilma. Voces estão parecendo um novo pig, sai prá lá. Feliz 2011 sem maus agouros.

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Emília

30 de dezembro de 2010 às 16h26

"Muita calma nessa hora", dizia um personagem de novela. Administrar uma nação é muito diferente de um bate bola, requer analíse, planejamento, etc… Não coloquemos o carro na frente dos bois, deixe a Dilma assumir primeiro. Afinal, nós votamos pela continuidade, porque se fosse por mudança teriamos votado no Serrote, ná mesmo?

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    Silvio

    30 de dezembro de 2010 às 18h18

    Emilia:
    Totalmente de acordo, temos que esperar. Primeiro estamos ante uma mulher super inteligente, com uma capacidade de trabalho de dar câimbras, a qualquer um. Depois ela não brinca em serviço.Minha opinião, e que quem não dançar de acordo com a musica, que ela tocar, vai cair fora rápido.

Heitor Rodrigues

30 de dezembro de 2010 às 16h02

Eu espero que todos os que estão a fazer exigências ao futuro governo, dêem o apoio necessário às mudanças pretendidas. Do contrário, não passarão de chatos de arquibancada, um tipo de torcedor que crê que êle mesmo teria feito o gol que o centroavante do seu time perdeu; que teria feito a defesa que o goleiro do seu time não fêz, e que resultou em gol do adversário ( e olha que foi só um sem-pulo de primeira, dentro da grande área, com uns cinco ou seis – entre defensores e atacantes – na frente do guarda-redes).

O primeiro ministério de Lula, em 2002, foi uma seleção cuidadosa de nomes palatáveis, digamos assim, já que o Presidente não sabia até onde poderiam ir os seus adversários. O mensalão pareceu ser o limite, em 2005. Daí em diante, o governo ficou mais e mais com a cara de Lula, e deu no que deu.

O que sabemos agora, é que a direita jogará mais pesado ainda que em 2002. E que Dilma não terá, muito provavelmente, os espaços que Lula teve para manobrar, pelo menos os que o Presidente utilizou. Portanto, sem a exata noção do adversário, do campo e do apoio dos torcedores, Dilma tratou de blindar o estádio para evitar uma tragédia, pois em princípio, os adversários serão capazes de tentar implodi-lo – a democracia – lotado. As circunstâncias dirão aonde, quando e como avançar. A favor dela, uma agenda que não é do governo, mas do país: a Copa do Mundo e as Olímpiadas, além da continuidade dos projetos de médio e longo prazo em andamento ou em implantação.

Sobre os adversários à esquerda do governo, deveriam começar por administrar um pequeno negócio, sem perder de vista a viabilidade do empreendimento e a manutenção dos empregos. Passada esta primeira fase, poderão pensar em abrir uma filial no bairro vizinho.

Quanto às indicações políticas que nos incomodam, nada que um cházinho não resolva.

Responder

María Edith

30 de dezembro de 2010 às 15h44

Prezado Azenha,

Se os governos continuarem reféns de senhores tratados com tanta e inequívoca deferência como o D. Dantas e não realizarem efetivamente a reforma/e ou mudanças nas campanhas eleitorais no quesito contribuições financeiras, continuaremos na mesma.
Almejo um ótimo 2011 para você, equipe, leitores, comentadores.
Cordialmente, María Edith

Responder

Abdelnur

30 de dezembro de 2010 às 15h34

…"Péra aí pessoal!" Se eu não me engano o mote e a mensagem da campanha foram muito ligados ao continuísmo ("Para o Brasil Seguir Mudando"). Então, qeu cobrança é essa? Aguardemos oras pois.

Responder

    scan

    30 de dezembro de 2010 às 16h22

    Concordo! Vamos dar uma chance. Dilma está muito longe de ser uma besta.
    Um pouco de paciência. Ainda nem começamos.

ebrantino

30 de dezembro de 2010 às 15h32

Eu lí ai em cima, um comentário do Gunter Zibell, sempre bem informado, e atento aos dados objetivos, muito sensato. Infelizmente, nós, os eleitores de Dilma, e os mais de 85% de brasileiros que apoiam Lula, NÃO elegemos um congresso majoritáriamente popular. Deputados do PT são menos de um quinto da Câmara. E ainda deixamos Paraná, São Paulo e Minas na mão da oposição.O Sr. Cid Gomes (PSB) diz que convem ao Ceará compor com Tasso (tenho jatinho porque posso). Então, embora este seja o 3° governo popular (gosto desta denominação) consecutivo, permanece sendo um governo de coligação, e como se sabe, nessas alianças é preciso respeitar os diversos limites dos aliados. Mesmo assim, tenho esperança de que Dilma consiga –
a) melhorar significativamente a educação, generalizando a escola pré-primaria, para inclusive liberar a massa das mulheres para poderem melhorar a sua qualidade de vida, e ao mesmo tempo universalizando os cuidados e a as lições de convivencia que as crianças ganham nas creches; universalização do ensino fundamental e médio de boa qualidade; dar acesso ao ensino técnico a grandes massas de jovens; dar acesso ao ensino superior a todo que se interessar e apresentar condições, utilizando a criação de novas escolas, e, especialmente, o ensino a distância. Temos de chegar a uma situação na qual só não se gradue quem não quiser.
b) Fazer funcionar o SUS, eficazmente, como uma questão de direitos humanos, não é possivel que alguem que possa ser salvo, às vezes facilmente, morra por falta de assistência. Todos concordam que a vida humana é o supremo direito humano.;
c) Desenvolver a pesquisa básica e a pesquisa tecnológica, em itens que tenham significado. Paralelamente, incentivar indústrias que estão perfeitamente ao nosso alcance, como por exemplo a industria de geradores eólicos de grande capacidade. Isto é uma tecnica muito bem conhecida há pelo menos 50/60 anos, quase tudo de dominio público, livre de patentes, qualquer um pode fazer, depende apenas de ter acesso ao mercado. Isto é só um exemplo, podemos enveredar pela energia solar, temos o campo da biomassa a ser aperfeiçoado, onde já temos um começo promissor e liderança mundial, temos o campo da captura de carbono via madeira de florestas plantadas, e uso dessa madeira em obras ou bens para durar, 200, 400 anos, ficando alí o carbono preso. Temos a quimica fina e os fármacos, com um mercado interno imenso, e acesso ao Mercosul. E ainda a petroquímica e a indústria da defesa, vital nestes tempos de pressal.
Tudo isto está livre para ser feito sem maiores conflitos ideológicos com a famosa base aliada.
Então, prezado Azenha, é compreensivel a sua preocupação ( que é de todos nós), mas tenhamos esperança, que afinal a esperança é a profissão dos brasileiros. Ganhamos uma grande batalha, vamos tratar de consolidar o terreno.
Ebrantino

Responder

    Gunter Zibell

    30 de dezembro de 2010 às 17h00

    Oi, lá embaixo vc quis dizer cá em cima e viceversa rs Neste blog os comentários mais recentes aparecem mais pra cima. Como vc gravou um comentário tão longo?

    Bom, obrigado pelo "informado", mas me informo mesmo é nos blogs. O que pode acontecer, talvez por eu ser mais "centrista", o que por si só não deve significar insensivel em relação à história ou às questões sociais, é ter uma visão um pouco diferente da maioria que comenta.

    Quanto ao c) é o cerne do que o Azenha fala, perfeito. Quanto ao a) e b) penso ser do mais importante também. Se pretendemos oportunidades iguais (o que seria bem capitalista – no sentido utópico – e empreendedorista, é necessário acabar com a divisão de classes que se fez no Brasil (no caso de escolas muito em SP), é preciso que a educação e saúde públicas evoluam ao ponto de alcançar os padrões das entidades privadas (até o limite que alguém da classe média se sinta ridículo por se sacrificar para pagar escolas)

Danilo Morais

30 de dezembro de 2010 às 15h27

Caro Azenha, essa de "avanço, dentro do PT, das correntes identificadas com a modernização conservadora"…..Parece coisa do L.W.Vianna, que quando o PT tinha maior resistência a ampliar suas alianças dizia que o partido era extremista e sectário. E quando o PT passa a governar, ampliando suas alianças para tanto (bloco histórico, guerra de posições, não é disso que se tratava???) diz que o partido renega sua história, torna-se agente da "revolução passiva", portanto da "modernização conservadora"……Caso nossa análise sobre os limites e possibilidades do governo Dilma passe pela visão de que o problema é o PT, realmente começamos mal a discussão.

Responder

Gustavo Pamplona

30 de dezembro de 2010 às 15h02

Como nos últimos dois meses ando mais conversando com vocês (*) do que comentando os artigos eu pergunto:

Gostaria de saber se vocês vão acompanhar a posse da presidente no dia 1°?

Bom… provavelvemente devo acompanhar ou pela Record ou Bandeirantes, mas se eu achar que vou perder algum lance vou acompanhar pela NBR.

Eu até vou tentar não beber muito amanhã para não ficar de ressaca no dia 1°, isto porque geralmente Ano Novo eu viro a noite e vou dormir lá pelas 6..7 horas da manhã e acabo acordando lá pelas 13.. 14 horas.

Agora uma besteirinha… Pelo que fiquei sabendo parece que o José Alencar não vai ter condições de estar na posse e vai passar o Ano Novo no quarto do hospital, eu sei que ele queria.

Bom… não sei porquê mas imaginei o vice-presidente com aquela roupa branca de hospital na posse, (hahaha)

(*) Um dos motivos é o PIG felizmente está morrendo… um dos últimos factóides envolvendo o Padilha não durou nem 24 horas, por exemplo. E hoje estou mais interessando em trocar umas idéias mesmo.

Responder

El Cid

30 de dezembro de 2010 às 14h54

… Pode dormir até o meio-dia, Zé Bolinha, pois quem vai tomar posse na presidência é a Dilma Rousseff. Quando acordar, saiba: o Brasil ganhou !!

Responder

monge crédulo

30 de dezembro de 2010 às 14h49

Parabéns sr. AZENHA. o fato é, que além de lidar com um congresso corrupto, que não
merece ser representante do povo, DILMA terá que enfrentar o peso de suas próprias
decisões. A esperança, será que ela venha compartilhar as decsóes mais importantes,
com o povo, através de referendum popular, que ante o congresso que temos,se , algo
absolutamente necessário, que seja permanente ou, a presidente, arcará sózinha com
o ônus de uma decisão errada.Queremos participar com nossas opiniões .
O BRASIL sofre de um excesso de siglas, que atuam quase que a revelia do controle do
estado, algo que deve ser corrigido, e os chefôes desses bolsôes de autoritarismo e
corrupção etc. etc. OBRIGADO LULA!! Explica ai porque dantas escapa de tudo e,
ainda persegue jornalistas(humm!!!).

Responder

Chico Mendes

30 de dezembro de 2010 às 14h45

Prezado Azenha,
.
Desafio de verdade é trabalhar com os tentáculos de Daniel Dantas. O resto é fichinha. O problema do Brasil no século XXI é Daniel Dantas. Somente os ingênuos pensam diferente.

Responder

wagner

30 de dezembro de 2010 às 13h59

Num País de dimensões continentais, mudanças radicais são "quase sempre" impossíveis de serem alcançadas.
Vimos nos 8 anos de Governo Lula importantes mudanças, no foco de atuação do Governo, no tocante a distribuição de renda. Isso é incontestável ,até mesmo por seus opositores. Porém mudanças em relação a questões também importantes, com reforma agrária, oligopólios nos meios de comunicação etc acredito que, se ainda possíveis, deverão ser "comidos pelas beiradas", pois será muito difícil amplo apóio do Congresso para realizá-las.
O receito é que a (pouca) velocidade das mudanças enseje um faz de conta, que realmente nada transforme. Porem os exemplos devem ser dados e isso é incompatível com a permanencia do Min. da Defesa e a nomeação do outro amiguinho e pseudo-advogado do Dantas para a pasta da Justiça..

Responder

Messias Macedo

30 de dezembro de 2010 às 13h15

… A presidente Dilma Brasileira Rousseff bem que poderia encaminhar proposta ao Congresso Nacional [DESMORALIZADO] tornando hediondo os crimes de corrupção!… Em paralelo buscar apoio popular no sentido de consubstanciar este lídimo e virtuoso pleito! Uma boa medida judiciária [e sanitária (sic)] para continuarmos a passar este país a limpo, ao tempo em que desmascararíamos muitos hipócritas e fariseus, inclusive do PIG e do próprio Poder Judiciário, que iriam se colocar veementemente contrários a este encaminhamento cívico e civilizatório…

Brasil Nação
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

João Carlos

30 de dezembro de 2010 às 13h12

Infelizmente, a extrema esquerda não quer um governo reformista que tenha avanços reais (avanços reais, que diaga-se de passagem, INÉDITOS na história brasileira), mas um governo pseudo-revolucionário (porque estes intelictualóides não são o proletariado, nem aqui nem na China) que abra caminho para um retrocesso e que coloque o Brasil nas mão da direita ultra-conservadora por mais de 20 anos.

Esse pessoal do PSOL e do PSTU ou é tudo burro ou um bando de agentes da CIA. E acho que, no caso, é ambos.

Responder

Messias Macedo

30 de dezembro de 2010 às 13h05

As primeiras prioridades do governo Dilma Brasileira Rousseff
A reforma tributária, a reforma política… Com relação à erradicação da miséria, o conspícuo escritor uruguaio *Eduardo Galeano cochicha nos ouvidos [sensíveis] da futura presidente do Brasil:
“Não havia monumentos funerários para **ele. Nu tinha [tem] vivido, e na morte a terra seria sua morada. Jazia nos caminhos do deserto, acompanhado pela esteira onde havia dormido e a taça de barro de onde havia bebido.
Em sua mão punham alguns grãos de trigo, para o caso de ter fome.”
*o mesmo autor de ‘As Veias Abertas da América Latina’
**no texto original, o camponês egípcio sem terra; no nosso comentário, os de sempre deserdados das virtudes, segundo as “nossas” [precárias, MENTEcaptas e funestas] “ellites”!

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, Transição República de ‘Nois’ Bananas/Brasil Nação [RISOS]

Responder

Gunter Zibell

30 de dezembro de 2010 às 12h52

Tudo isso é verdade. Mas nem sempre mudanças muito rápidas são o ideal, vou dar um crédito maior para Dilma.
Não vamos perder de vista que 2/3 dos eleitores de Dilma não votaram para deputados do PT. E sem contar que o PT já não é homogêneo. Podemos supor que uns 70/80% dos eleitores de Dilma ficarão confortáveis com o estilo "mudar aos poucos"?
O governo será bem popular, talvez mais no cotidiano em geral que na blogosfera.

Responder

    thiago VB

    30 de dezembro de 2010 às 13h27

    concordo com o Gunter, acho que Dilma merece um tanto de crédito.
    Quando Lula assumiu, há 8 anos, nem o mais radical dos pré-Psois apostariam que o Neo-Lula-conservador fosse realizar o Governo que vemos hoje.
    Ou alguém aí apostava em 30mi de pessoas subindo de classe?
    20mi saindo da miséria?
    15mi de empregos com CARTEIRA ASSINADA?
    pagto da dívida externa?
    Transnordestinas, hidrelétricas, estaleiros, etc?
    ProUni?
    E até na educação tivemos boas notícias neste fim de ano (estamos progrdindo SIM aí tb).

    E tudo isso foi conseguido com uma base tão heterogênea qto terá a Dilma. Com a vantagem para ela de ter uma base um pouco maior (sobretudo no Senado).

    Em termos de perspectiva, Dilma tem tudo para fazer um Governo melhor que o de Lula. A conferir, com crédulo otimismo.

    ebrantino

    30 de dezembro de 2010 às 15h34

    Gunter você tem toda razão, abaixo eu faço um comentário desenvolvendo um pouquinho a sua ideia.
    Ebrantino

JoséIvanMayer Aquino

30 de dezembro de 2010 às 12h37

Prezado Jornalista Azenha,
Complementaria com a necessidade de decisivos apoios ao Plano Nacional de Educação 2.011/2.020 – fruto de outra conferência importante – a CONAE. E penso que parece oportuno cobrar outras posturas no Ministério da Justiça para o enfrentamento do poderio do grupo ligado ao Sr. Daniel Dantas.
Feliz ciclo político de 2.011 a 2.014 com a livre circulação de ideias nos meios de comunicação.
José Ivan Mayer de Aquino
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida

Responder

maria paula

30 de dezembro de 2010 às 12h36

Acrescentaria mais um desafio: revisar a Lei da anistia.

Responder

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