O riso nervoso da mídia: Marina pode provocar hecatombe tucana

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Como se sabe, Dilma nunca sorri nos jornais brasileiros

por Luiz Carlos Azenha 

Fui um dos primeiros a escrever na blogosfera, sob críticas, que o antipetismo tornou-se um fenômeno nacional, tendo chegado inclusive aos redutos mais fieis do PT, no interior do Nordeste.

Não é por acaso. Se Lula ou Dilma forem vaiados em qualquer parte do Brasil, ainda que por meia dúzia de gatos pingados, a TV Globo vai garantir que o país todo saiba. O mesmo, obviamente, não acontece com qualquer outro político de qualquer outro partido. Pelo menos não de forma sistemática.

Neste espaço também sugeri a blogueiros que não entrassem na onda de criminalização dos movimentos sociais que decorre de atribuir qualquer manifestação a “coxinhas” dispostos a derrubar Dilma. Acho melhor tentar entender os desejos e desencantos que geraram a onda de protestos de 2013 que simplesmente descartá-los como resultado de alguma conspiração midiática nacional ou internacional.

Ainda que verdadeira, a ideia de um cerco ao PT contribui para que o partido nunca acredite que tenha cometido algum erro.

Olhando a campanha eleitoral a partir de agora, acredito que o ascetismo estudado de Marina Silva está sintonizado com os que pretendem mudar “tudo o que está aí”. O discurso um tanto moralista da ex-petista está sintonizado também com o novo conservadorismo em torno dos “valores”. Por exemplo, daqueles que acreditam que a criminalidade é resultado da “dissolução das famílias”. É irônico que Marina encarne este papel num país em que existe um número cada vez maior de famílias dissolvidas e reorganizadas por divórcios e separações.

Na verdade, subjacente ao conservadorismo de valores no qual parecemos ingressar há outro fenômeno, o do desconforto com mudanças rápidas numa sociedade que sempre foi extremamente hierarquizada.

Não é apenas a classe média alta que fica ressentida ao dividir aeroportos com os mais pobres. As mudanças nos padrões de consumo do reformismo lulo-dilmista desafiaram também a hierarquia no interior das classes ditas “subalternas”.

É natural, portanto, que as pessoas procurem intuitivamente por aquilo que, em última instância, mal ou bem lhes oferece conforto num mundo turbulento, segurança numa vida insegura e previsibilidade num mundo em transformação rápida: a família.

Nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que destruia empregos e direitos sociais, a propaganda de Ronald Reagan vendia a “dissolução” da família como causa de todos os males, obviamente resultado da “imoralidade” de ideias esquerdistas como casamento gay, feminismo, etc.

Com o antipetismo em alta, Marina Silva simboliza para uma parcela do eleitorado a mudança “na qual se pode confiar”. Aos olhos dos seus eleitores, é humilde, religiosa e incorruptível.

É preciso frisar que Marina é respeitadíssima em vários movimentos sociais, dentre os quais o MST — um quadro dos sem terra chegou a me dizer que, em determinadas condições políticas, acredita que ela poderia fazer um governo à esquerda do primeiro mandato de Dilma.

De minha parte penso que os grandes grupos econômicos que conduzem o Brasil, notadamente no setor financeiro, querem no Planalto o governo mais maleável que puderem obter e a maleabilidade está estritamente ligada à fraqueza do governo no Congresso.

Marina Silva eleita por um partido em crescimento, mas ainda frágil como o PSB, é mamão com açúcar.

Bastam duas colunas do Merval para colocá-la no “rumo certo”, se ela por acaso se dispuser a sair dele.

O desencanto com o PT, obviamente, não pode ser atribuído exclusivamente a mais de dez anos de campanha praticamente ininterrupta de demonização do partido pela mídia corporativa. É longa a lista de promessas descumpridas, alianças espúrias e outros erros.

Vivemos, por exemplo, uma tremenda crise urbana, aprofundada pelo projeto lulista de alavancar o crescimento da economia através da produção e venda de automóveis. Nas regiões metropolitanas, milhões estão descontentes como nunca com o seu dia-a-dia. Sofrem os que estão paralisados em seus automóveis, mas sofrem mais ainda os que sacolejam dia e noite no transporte público lotado. A demonização midiática faz com que mesmo problemas locais sejam atribuídos àquele partido, o “do mensalão”.

O curioso é que, segundo a pesquisa Datafolha recentemente divulgada, diante de duas alternativas de mudança, a maioria tenha optado pelo caminho mais à esquerda, pelo menos no discurso: Marina tem 21%, contra 20% de Aécio.

É muito cedo para fazer projeções, já que o horário eleitoral nem começou. Se o PT tem razões para se preocupar, o PSDB é que deveria estar desesperado.

Caso Marina cresça às custas de votos de Aécio, a partir de agora, o resultado do primeiro turno pode não apenas alijar o tucano da disputa, mas produzir uma redução da bancada tucana no Congresso, colocando o PSDB no mesmo rumo do DEM — e aqui não estamos nem considerando o sério risco de perda de governos estaduais.

Ironia previsível: Marina, que abraçou o antipetismo, vai experimentar logo adiante o veneno do qual por enquanto se beneficiou. A mídia corporativa está azeitando as baterias à espera dos dossiês que logo vão sair das gavetas.

Ou isso ou as famílias Marinho, Frias e Mesquita finalmente se converteram à reforma agrária e ao enfrentamento das consequências desastrosas do agronegócio.

Clique abaixo para ver imagens do comício de abertura da campanha de Marina:

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Uma contradição bem concreta para Marina Silva resolver

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Comentários

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Eduardo Pereira da Silva

A verdade é que Marina é uma incógnita para todos os setores produtivos, mas como a maioria do povo é composta de trabalhadores e não donos desses setores, essa maioria não consegue vislumbrar essa situação e isso ajuda a Marina.

Que ela não tem projeto algum que não seja pessoal, todos nós aqui sabemos, pois basta ver o histórico, saiu do PT e foi para o PV e mesmo no partido Verde, onde uma ambientalista radical como ela poderia se sentir “em casa”, conseguiu brigar com quase todos do partido e acabou saindo de lá logo após as eleições.

E, vejam, ela queria ser membro do PV? Claro que não, o que ela queria é continuar na vitrine para seu projeto particular, não tendo acrescentado um deputado sequer ao PV durante toda a campanha. Depois disso vagueou por todos os lados mas não encontrou um outro “PV” que a aceitasse chegar como DONA do partido e assim, só lhe restou tentar criar um novo partido “PARA CHAMAR DE SEU” (parafraseando Erasmo Carlos), como não conseguiu o feito, seduziu Eduardo Campos com o convite “está preparado para ser presidente?” e, a intempestividade de Eduardo o fez cair no laço do passarinheiro pois, NOVAMENTE, ela não acrescentou voto algum para o Eduardo que ficou patinando nos 8% e dali não saia nem com um trator, ou seja, Marina tem um dom natural para sugar o que está a sua volta e não acrescentar nada para quem a apoia e depois sai deixando “a terra arrasada”, como se nada tivesse com o caso.

O PSB, provavelmente terá o mesmo fim, o destino tirou o Eduardo do PSB, que certamente não ganharia essas eleições e nem iria para um improvavel segundo turno, mas se faria conhecido para eleições futuras. Eduardo se foi e Marina aparece como a legítima “viuva” de Eduardo e dos sonhos dele. Como? Ela nem é de fato do PSB de Eduardo e O SEU PARTIDO (isso mesmo o partido dela como dona) a REDE já tinha dito menos de trinta dias antes da morte de Eduardo que a REDE já tinha data certa para deixar o PSB.

Notaram o que sempre acontece com quem se liga a Marina? Tudo ao redor seca e ela sai como se nada tivesse com o assunto. O mesmo irá acontecer com o PSB, após sua eleição é claro que ela conseguira criar O SEU PARTIDO e sairá do PSB, que para ela só tem serventia como barriga de aluguel.

Bem, dito isso, a questão é como fazer que essas informações cheguem até o eleitor de maneira que possa ser aceita? Como explicar que, na verdade, Marina não tem nada de novo na politica e que faz política o tempo todo, costurando alianças e entrando e saindo de um e outro partido ao sabor de seus interesses até muito mais do que os políticos tradicionais?

Falar simplesmente não é problema, a questão é como fazer o eleitor entender tudo isso, porque o eleitor não acompanha muito a política e como a mídia satanizou a política de todas as maneiras, porque enfraquecendo os políticos a população não acreditaria mais em partidos políticos mas nas pessoas que a mídia indicar, veio esse movimento de “apolíticos” que vão turbinar o crescimento de Marina, de forma mais preocupante para Aécio, mas não se enganem, também será um transtorno para Dilma. Então, como fazer essas informações chegarem ao eleitorado de forma que eles consigam assimilar isso e não rejeitar, como se fosse uma propaganda política?

Bem, só que a mídia, que na verdade não queria a Marina, mas apenas que ela ajudasse Aécio a chegar ao segundo turno, fez tanta campanha para ela nesses dias, após o falecimento de Eduardo Campos, está sem saber o que fazer com “o monstro que criou”, porque eles sabem que Marina seria um desastre para o país, mas talvez não tenham mais como recuperar Aécio, porque, podem acreditar, o estrago que o endeusamento que a mídia fez na Marina (para atingir a Dilma) se deu em Aécio de maneira bem maior do que saiu no Datafolha. Então é possível que o impossível aconteça, que a mídia não consiga mais recuperar o Aécio e por mais que não goste da Dilma e do PT, terá que engolir seu nojo e desconstruir Marina em favor do PT, ainda que não diga isso claramente ao eleitorado (porque não assumiriam que depois do que “criaram” preferem a Dilma).

Essa descontrução da Marina por parte a mídia somente não viria se ela estiver vislumbrando uma hipótese: de eleger Marina, mas conseguir seu impeachement para que seu vice que tem melhores laços com o agronegócio assuma, mas aí é arriscar demais.

Aécio, no meu ver, já está definitivamente fora do jogo, então o que a mídia vai fazer? Eu acho que embora com todo desgosto do mundo vai tentar descontruir Marina, porque podem ser loucos, mas ninguém gosta de rasgar dinheiro e o empresariado sabe disso. E, mesmo os eleitores do PSDB, com todo ódio que tem contra o PT, talvez bandeiem na última hora para o lado da Dilma, porque mesmo eles falando agora outra coisa, no fundo também sabem o abismo que seria com Marina.

Especulações? Claro. Mas é aguardar as duas próximas pesquisas e ver como ficarão os movimentos no tabuleiro de xadrez.

Mariângela

Discordo qdo você relaciona de forma reducionista a crise de mobilidade (de transporte e circulação) nas cidades com a facilidade de aquisição de veículos particulares. São muitos os fatores que levam a esta crise, aos metrôs e trens superlotados, vias engarrafadas, incapacidade de atender à demanda. Uma das razões é a ausência de planejamento no país, o que é bem mais antigo que os governos petistas. Estes tentaram até criar o ministério das Cidades, que não supriram a necessidade de planejamento em escala regional e municipal. Se houvesse alguma política pública voltada a solucionar o caos em que nos encontramos esta passaria por criar emprego e renda, instituições de ensino e pesquisa, fomentar atividades nos municípios do entorno das metrópoles e não concentrá-las. O que vemos (em São Paulo, por exemplo) é a população da região metropolitana dirigir-se diariamente e ao mesmo tempo para um mesmo local: o centro da metrópole, São Paulo city. Não tem viário que dê conta, não tem trem/metrô que dê conta… E para isso seria fundamental articular políticas. No caso do governo de SP, o PSDB não vai perder tempo fazendo planos, se pode pilhar o Estado mais tranqüilamente…

Roberto Gimenes

A Marina provou , quando ministra do meio ambiente no governo Lula , não ser contrária ao agronegócio quando não se opôs ao uso dos transgênicos.

André LB

Azenha, bom dia!

Entendo haver no seu artigo uma clareza que outros blogueiros de esquerda não têm – por exemplo no que se refere à fraqueza, no Congresso, de um eventual governo Marina e seus efeitos.

Daí ficam as perguntas: saindo da crítica rasa (obviamente não a sua), quais os “méritos” reais do PT em promessas descumpridas e alianças espúrias? O quão diferente poderia (ou poderá) ser?

Obviamente o PT é imperfeito, como qualquer obra terrena. Mas é de admirar que determinado grupo, ao levar tantas pechas injustas, reaja se fechando a críticas? Do militante ou simpatizante petista acaba por se exigir uma frieza de ânimos sobre-humana.

Ana Carvalho

Azenha! Ate tu Brutus. Acho que vc merece a Marina como Presidente.

Sagarana

Se Marina crescer para cima de Aécio, mais provável colher votos de Dilma, o PT vai ser obrigado a descarregar votos no tucano pois no segundo turno Marina janta Dilma fácil.
No mais tenho que rconhecer, Azenha: você é um petista acima da média.

geniberto paiva campos

caro Azenha,
dizer que o incremento da venda de automóveis é um “projeto lulista” é levar muito a sério o que a grande mídia publica. O aumento do consumo interno, de TODOS os bens de consumo, é uma macroestratégia para escapar da crise criada pelo capitalismo rentista.
Esse ódio ao PT é coordenado pelos abutres desse capitalismo não produtivo, o qual não se conforma com a queda progressiva dos juros. que chegaram a atingir UM DÍGITO no governo Dilma. com FHC na presidência e o Armínio Fraga no Banco Central os juros atingiram 45%.
Como dizia o assessor do Bill Clinton; É A ECONOMIA, MEU QUERIDO…

Hildermes José Medeiros

Olhe, são tantas as suposições, e se circunstanciarmos o que está dito, dá para ver uma certa tendência, que não está dita, cuja preferência não é Dilma nem muito menos o PT. Esse caminho com a Marina Silva já foi tentado pela oposição e a mídia. Só que contavam com José Serra, um candidato com densidade eleitoral, que não acontece com Aécio Neves, que é fraco e tem um telhado de vidro pessoal, imenso e exposto. É só tentar algo mais ousado para atacar os adversários para receber uma saraivada de pedras. Por isso, Marina se for capaz de ir além de seu já conhecido teto, cerca de 20% do eleitorado, esse crescimento não tende a ser sobre a Dilma. Não dá para perceber claramente, como muitos críticos da Marina acusam, que a candidata haja se passado para o lado do grande capital. Se não for o caso, ou haja desconfiança nesse aspecto, seu apoio pela mídia e a oposição só irá até o ponto que possa significar o fortalecimento do Aécio. Realmente, a ameaça maior está sendo para o PSDB, que poderá seguir o caminho do PFL/DEM da quase extinção. Agora, o DIAP, ao que sei faz prognóstico favorável ao PT nas próximas eleições. Marina com um partido pequeno como o PSB, que acaba de perder sua principal liderança, talvez não tenha apoio para ameaçar o PT, deslocando o PSDB, simplesmente porque não é de toda confiança do grande capital, por sua história de vida. A tentativa do grande capital será eleger Aécio. Caso abandonem Aécio por Marina será não só porque cessaram as desconfianças, mas também porque será melhor Marina com uma estrutura partidária bem mais fraca. Nas circunstâncias, há, porém uma grande dificuldade a ser vencida por Dilma que é vender bem o seu peixe nesses 45 dias que faltam para o pleito, de modo a deixar o mais que possa, caso ocorra um segundo turno, que a união dos votos Marina e Aécio atinja números ameaçadores, porque só conseguirá apoio no segundo turno de parte dos eleitores de Marina, caso Aécio seja o escolhido, que a levará à reeleição.

Leandro_O

“A demonização midiática faz com que mesmo problemas locais sejam atribuídos àquele partido, o ‘do mensalão’.”

Era simples, era só seguir com o projeto do Franklin Martins. Não quiseram e ainda ficam botando a culpa nisso. Qual o perigo de Marina? Leiloar Libra? Baixar o compulsório? Não dar fim a Lei Ferrari e deixar as montadoras deitarem e rolarem? Entregar concessão de aeroportos? Não fazer a democratização da mídia?

Luís Carlos

Marina é a negação da política. Transformaria o Brasil em teocracia. As relações íntimas de Marina com Itaú dão a real dimensão do alcance das ações sociais de eventual governo dela. Recessão, arrocho, corte orçamentário para pagar mais juros de títulos públicos, e ataques à seguridade social (saúde, previdência e assistência social) permanentemente.

    José Souza

    Luis Carlos, o Estado do Rio de Janeiro será o primeiro Estado a correr o risco de virar uma teocracia. O Menininho e o Fivela são ligados às igrejas. Eu ainda não acredito que a população do Estado vá eleger um dos dois mas nas pesquisas eles estão na dianteira. Um jornal do Rio publicou hoje que uma garota ganhou um concurso de bum bum bonito e ela era crente. Resultado: os crentes deram-lhe uma surra. Imagine eles no poder. Vai ser uma lástima.

Marcos Sousa

O que a direita e sua mídia queria era inflar Marina para levar Aécio ao segundo turno; como erraram a mão, agora, vão tentar corrigir o rumo, atacando também a própria Marina.
Leia também: http://mticianosousa.blogspot.com.br/2014/08/lembrete-aos-jovens-eleicoes.html

Urbano

No banner (ou bonner?), o cinismo de um plágio às avessas do paulo preto… É incrível como a capacidade da oposição ao Brasil de criar, fazer, produzir alguma coisa minimamente decente tende a zero.

    Urbano

    Melhor: um plágio às avessas de uma frase do paulo preto…

Maria Izabel L Silva

Azenha. Use outros exemplos para a crise urbana. Dizer que a politica de facilitação de compra de automóveis esta sufocando as cidades é simplório e tolo.A superlotação das cidades e os engarrafamentos não acontecem só no Brasil. Pergunte quem quer deixar seu automóvel e entrar nos coletivos? Ninguém. Não por que os coletivos sejam ruins. Eu estive em Londres, cujo transporte publico é um dos eficientes do mundo, e o que vi foram ruas repletas de automóveis. Em qualquer grande cidade, é sempre assim. Concordo com tudo que você disse, mas esse exemplo foi infeliz para criticar a politica econômica do governo. Só Marina diria uma coisa dessas. E deixe ela dizer, que o povo vai pensar que ela não quer que o pobre ande de carro. Quanto ao MST, pelo menos no meu estado, Sergipe, Marina não tem a mínima chance. Por fim, é decepcionante que o eleitor se encante com uma candidata que nega a politica, cujo partido não tem nome de partido, chama-se “rede”. Nesse aspecto o fenômeno não é só antipetismo, é demonização da politica e dos políticos como um todo. O cidadão não percebe que esta sendo manipulado pelo discurso obscurantista e demagógico de negação da politica feito por esta candidata. Que, se quiser sair pelo PSB, vai ter que assumir os compromissos de Eduardo Campos e do PSB, que de puro não tem nada. Agora pra finalizar mesmo, se essa moça ganhar, terá que fazer alianças com todos os demônios que ela supostamente exorcizou, senão, não dura 1 dia na Presidência. Vai valer a pena ver a pobrezinha, defensora dos peixes e das plantinhas naturebas, definhar a cada dia, até virar um graveto seco nas mãos das raposas peludas do PIG e do Congresso. Já tô vendo a cara…

Jose Mario HRP

Quero ver governar com base nesse nanico PSB!
E o Lula já começou na TV!
Logo a Dilma vai estar levando no primeiro turno!
Ate o Seerrrrrrrrraa já começou a perder terreno pro Supla!
Vai ser barba , bigode e cabelo!

Antonio Lopes

Pela sua análise o PT e os petistas nada podem fazer…….

jose carlos lima

As agressões da Globo a presidente Dilma no JN

http://jornalggn.com.br/blog/iv-avatar/jn-altera-cenario-para-entrevistar-dilma

Julio César

Os babacas que defendem a Globo dentro do Governo do PT é que provocaram essa situação: seguraram a Receita Federal para não colocar os Marinho na cadeia por sonegação de 1 bilhão de reais. Agora se a receita agir, os Marinho vão dizer: “Ah, o PT está fazendo vingança contra nós por que dissemos o que todos queriam dizer! Estão nos perseguindo!” E vão sair como vítimas, tática preferida dos americanos. Dilma, pare de ouvir os merdas e encagaçados que você tem aí do seu lado, tipo Gilbertinho, Santana e outros merdas que tem rabo preso. Voce está fazendo um governo muito bom, menos na área de energia, que provocou esta crise ao aumentar a conta petroleo em 30 bilhões de dólares em dois anos. Este pessoal da energia é tudo quinta coluna, um bando de velhos entreguistas, serviçais da ditadura, que estão no setor há mais de quarenta anos, que fingem ser comandados mas que comandam um bando de Chicago Boys que nunca dirigiram nem uma banca de frutas na feira e ficam dando uma de sabidos e de modernos. Mas governo bom , com Comunicação Social ruim, não adianta. Ou será que voce ainda teimará em não entender isso no seu segundo governo? Força Dilma, mas se livre dos encagaçados, dos covardes, dos que só querem ficar nos carguinhos. Leve as realizações do governo ao conhecimento do povo no seu segundo mandato. Governe em aliança com o povo e não com um bando de salafrários e filhas da puta dessa mídia podre. E cobre o dinheiro sonegado dessa Globo antes que fique mal para você. Afinal, todo empresário paga IR. Porque só a Globo não precisa pagar ? Como só ela não precisa de Certidão Negativa da Receita para receber a fatura da propaganda oficial? Eu preciso, minha firma precisa, porque a Globo não precisaria? Acha que por isso ela vai tratar melhor a você e o nosso governo? Santa Inocencia a sua se isso for verdade! Receita Federal é para agir e Polícia Federal é para prender. O Barbosão que faça o papel de defender esses filhas da puta. Não nosso governo. Pau neles Dilma! E no programa eleitoral, pau em quem quer enganar o povo, quem quer esconder e manipular, zobando da inteligencia do povo. Pau nessa turma de filhas da puta Dilma, foi para isso que colocamos voce aí e não para dar mole a esse pessoal. Deixem , voce e principalmente o Lula, de SUBESTIMAR OS INIMIGOS E AS AMEAÇAS QUE FAZEM. Comece revelando o que o Roberto Marinho foi falar com voce no Planalto!

pimenta

Marcos Coimbra: a oposição é a mídia. Isso é democracia?
18 de agosto de 2014 | 15:02 Autor: Fernando Brito

Não é preciso acrescentar nada ao que diz Marcos Coimbra em seu artigo na CartaCapital.

Presidente do Vox Populi, entende mais dos processos de formação de opinião pública – e e de sua expressão nas pesquisas – do que qualquer um de nós.

É, apenas, um diagnóstico completo do que vem se passando não agora, mas durante quase todo um governo que foi tratado como “campanha eleitoral” pela imprensa brasileira.

E, também, um retrato de quanto nos custa o fato de que o PT continue achando que o tigre midiático não morderá se receber afagos e boa ração publicitária.

Isso não seria um problema se o castigado fosse apenas um partido que se desmilinguiu e perdeu sua combatividade, se não pusesse, com isso, em perigo de ser levado de cambulhada um processo de transformação que, mesmo tímida, este país precisa se quiser ter um destino próprio e algo próximo de justiça para seus filhos.

Não há problema algum em termos uma mídia onde haja oposição, é da democracia.

O que não é da democracia é ter a mídia como oposição, o partido único da oposição, dono exclusivo da “verdade” incontestável.

Mais, dono da vontade nacional, a tal ponto que governantes eleitos baixem-lhe eternamente a cabeça.
As eleições e a mídia

Marcos Coimbra

Na próxima terça 19, com o início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio, entraremos na etapa final da mais longa eleição de nossa história. Começou em 2011 e nossa vida política gira em torno dela desde então.

A batalha da sucessão de Dilma Rousseff foi iniciada quando cessou o curto período de lua de mel com as oposições, no primeiro ano de governo. Talvez em razão do vexame protagonizado por José Serra na campanha, o antipetismo andava em baixa.

Durou pouco. Na entrada de 2012, o clima político deteriorou-se. As oposições perceberam que, se não fizessem nada, marchariam para nova derrota na eleição deste ano. Ao analisar as pesquisas de avaliação do governo e notar que Dilma batia recordes de popularidade a cada mês, notaram ser elevadas as possibilidades de o PT chegar aos 16 anos no poder. E particularmente odiosa. Serem derrotadas outra vez por Dilma doía mais do que perder para Lula.

Ela era “apenas” uma gestora petista, sem a aura mitológica do ex-presidente. Sua primeira eleição podia ser creditada, quase integralmente, à força do mito. Mas a segunda, se viesse, seria a vitória de uma candidatura “normal”. Quantas outras poderiam se seguir?

A perspectiva era inaceitável para os adversários do PT. Na sociedade, no sistema político e no empresariado, seus expoentes arregaçaram as mangas para evitá-la. A ponta de lança da reação foi a mídia hegemônica, em especial a Rede Globo.

Recordar é viver. Muitos se esqueceram, outros nem souberam, mas a realidade é que a “grande imprensa” formulou com clareza um projeto de intervenção na vida política nacional.

Não é teoria conspiratória. Quem disse que os “meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste País, já que a oposição está profundamente fragilizada”, foi a Associação Nacional de Jornais, por meio de sua presidenta, uma das principais executivas do Grupo Folha. Enunciada em 2010, a frase nunca foi tão verdadeira quanto de 2012 para cá.

Como resultado da atuação da vanguarda midiática oposicionista, estamos há três anos imersos na eleição de 2014. A derrota de Dilma é buscada de todas as formas. O “mensalão”? Joaquim Barbosa? A “festa cívica” do “povo nas ruas”? O “vexame” da Copa do Mundo? A “compra da refinaria”? O “fim do Plano Real”? A “volta da inflação”? O “apagão” na energia? A “crise na economia”? A “desindustrialização”? O “desemprego”?

Nada disso nunca teve verdadeira importância. Tudo foi e continua a ser parte do esforço para diminuir a chance de reeleição da presidenta.

Ou alguém acha que os analistas e comentaristas dessa mídia acreditam, de fato, na cantilena que apregoam quando se vestem de verde-amarelo e se dizem preocupados com a moral pública, os empregos dos trabalhadores ou a renda dos pobres? Ou que queiram fazer “bom jornalismo”?

Temos agora uma ferramenta para elucidar o papel da mídia na eleição. Por iniciativa do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, está no ar o manchetômetro (http://www.manchetometro.com.br), um site que acompanha a cobertura diária da eleição na “grande imprensa”: os jornais Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo, além do Jornal Nacional da Globo (como se percebe, os organizadores do projeto julgaram desnecessário analisar o “jornalismo” do Grupo Abril).

Lá, vê-se que os três principais candidatos a presidente foram objeto, nesses veículos, de 275 reportagens de capa desde o início de 2014. Aécio Neves, de 38, com 19 favoráveis e 19 desfavoráveis. Tamanha neutralidade equidistante cessa com Dilma: ela foi tratada em 210 textos de capa. Do total, 15 são favoráveis e 195 desfavoráveis. Em outras palavras: 93% de abordagens negativas.

É assim que a população brasileira tem sido servida de informações desde quando começou o ano eleitoral. É isso que faz a mídia para exercer o papel autoassumido de ser a “oposição de fato”.

O pior é que a influência dessas empresas ultrapassa o noticiário. Elas contratam as pesquisas eleitorais que desejam e as divulgam quando e como querem. E organizam os debates entre candidatos.

Está mais que na hora de discutir a interferência dessa mídia no processo eleitoral e, por extensão, na democracia brasileira.

sergio

Se a Marina pode ser, atualmente, considerada como Marina do Itaú não restam dúvidas de quais interesses ela representa.

Jair Fonseca

Claro que a oposição da grande mídia corporativa, principalmente Globo/Folha/Veja etc, em muito contribuiu (e contribui) para a diuturna queimação do governo Dilma, mas este realmente também errou muito. E não levou avante ótimas políticas iniciadas no governo Lula, principalmente no que tange à cultura, à comunicação alternativa, à relação com os movimentos sociais e às políticas de juventude e de minorias. Caindo no velho erro da esquerda de considerar como secundárias essas questões, o governo Dilma se desgastou muito a partir das manifestações do ano passado, também devido a esse descuido. E nesse vácuo é que Marina entra.

Isidoro Guedes

Marina, ao menos no discurso, realmente está à esquerda de Dilma. Mas é só no discurso. Objetivamente é uma candidata frágil, de um partido ainda pequeno e não consolidado nacionalmente (o PSB), e que sequer é o partido no qual gostaria de estar (e no qual está apenas por força das circunstâncias – por não ter conseguido viabilizar o registro de sua legenda da “nova polítca”, a REDE Sustentabilidade).
Como é uma política frágil em um partido frágil, não se sabe se Marina conseguirá controlar os interesses econômicos de seus financiadores de campanha – entre os quais se encontram poderosos conglomerados econômicos (como a Natura, e em especial o Banco Itaú). Não se sabe também se ela (Marina) terá forças para enfrentar um mídia que (em nome do poder econômico e do capital financeiro em especial) gosta de enquadrar, controlar e manipular governantes.
Marina também, por conta de sua vinculação a um protestantismo mais conservador, tende a desagradar segmentos mais liberais à esquerda e à direita (que são favoráveis entre outras coisas a união civil entre gays, a liberalização da maconha, a relativização do aborto, entre outros temas).
A esfinge Marina na verdade surge ungida pela direita, ou ao menos ungida pelos interesses da direita partidária (e midiática) de empurrar a eleição para o segundo, na tentativa desesperada de evitar uma vitória do PT (com Dilma) ainda no primeiro turno. Mas paradoxalmente para desespero dessa mesma direita, Marina pode tirar dessa direita puro-sangue (encarnada no PSDB) a possibilidade de ir para o segundo turno com o seu candidato (o playboy Aécio Neves, do PSDB, que parece estar entrando numa espiral de baixa eleitoral).
O desespero da direita é explicável. Ela (a direita) pode ganhar num primeiro momento levando a eleição para o segundo turno, mas perder tragada pelo seu próprio veneno. Primeiro com a possibilidade de Marina (ela própria uma cria da ala ambiental do PT) esmagar o candidato preferencial (e mais confiável para a direita), o playboy Aécio Neves (PSDB). Depois vem a incógnita de, na eventualidade de vencer as eleições, a incógnita do que seria um eventual governo Marina Silva. Ficaria mais à direita ou mais à esquerda que os governos do PT? Criaria problemas para a infra-estrutura do país, e em especial para a sua matriz energética (hidroelétrica) iem função de seu ambientalismo tosco? Teria problemas com segmentos econômicos importantes, como o agronegócio?
Enfim… Muitas incógnitas.
A nosso ver Marina até poderia pensar em marchar mais à esquerda em relação ao PT. Mas a considerar o seu discurso econômico, não é isso o que indica o cenário. Sobretudo porque Marina se aferra a teses econômicas conservadoras, baseadas no fortalecimento do tal tripé de política econômica (cristalizado em regime de metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário), que soa como música aos poderosos interesses econômicos do financismo desregrado, desenfreado e glutão.
Obviamente que Marina poderia tentar políticas compensatórias para atenuar ou amenizar os efeitos dolorosos desse tipo de política econômica neoliberalizante. Mais o que ela teria a oferecer nesse campo, que parece já não ter nenhum espaço de manobra (além dos que foram utilizados pelo arsenal petista nos governos Lula e Dilma – com o Bolsa Família e outros bichos)?
Enfim, com Marina presidente, poderia enfim talvez ser cumprida a profecia de Collor de Mello: a de que ela (Marina), presidente, deixaria a esquerda perplexa e a direita indignada. Talvez seja isso o que deixe a direita e sua´mídia em pânico, mesmo se achando no dever de inflar a candidatura Marina, para ferrar Dilma e derrotar o PT.

Rafael

Em primeiro lugar parabéns pela análise. Vc deve nos presentear mais seguido com elas.
Quanto a questão do “projeto lulista de alavancar o crescimento da economia através da produção e venda de automóveis”. Reconheço que tem a questão da dinamização da economia pela indústria automobilística, a relação sindical do Lula/CUT com os operários das montadores, e os problemas urbanos gerados pelo automóvel, MAS…
O automóvel não pode ser o culpado disso, é um bem de consumo muito importante para as famílias. Quem tem filhos e anda a pé e de ônibus sabe o que é isso. Quem já teve que levar nas noites ou madrugadas chuvosas de inverno um filho doente ao hospital ou teve que voltar do mercado com um filho no braço e um rancho no outro, sabe muito bem disso.
Os carros engavetam o transito? Que melhorem o transporte coletivo e se amplie as estradas. Mas os carros devem ser acessíveis a todos. Por que só a classe média e alta podem ter carros?
Acho que crítica ao governo deve ser feita pela falta de transporte público e infraestrutura urbana.

Joana

O discurso anti-chavista raivoso e anti-intervencionista de Marina não tem nada que lembre remotamente a defesa da reforma agrária. Ela aderiu mesmo ao neoliberalismo voltado ao capital financeiro.

Adão

Caro Azenha,

Não costumo comentar no seu blog, apesar de considerá-lo parada obrigatória. Aprecio suas análises e, devo confessar, muitas vezes a leitura que você faz do momento político que vivemos é a mesma que a minha.

Vejo muitos militantes petistas, partido do qual sou simpatizante, fazendo críticas absurdas, e outras nem tanto, contra Marina Silva. Ao invés de apontarem o que a candidata Dilma tem a oferecer a mais e melhor do que seus adversários, preferem apontar para seus adversários e criticar suas inconsistências e fraquezas. Na minha opinião, isso é passar recibo de que estão desesperados. Se o produto (candidato) que você oferece é bom, não há razão para se preocupar com o da concorrência e nem há necessidade de dizer que é uma porcaria.

Apesar de ser fã de Lula, considero que o governo Dilma me decepcionou bastante, a despeito de notáveis realizações como o Mais Médicos, por exemplo.

Pergunto: não seria melhor para o PT que perdessem as eleições? Essa soberba que você aponta e da qual concordo; essa inação durante 4 anos levando pau da mídia corporativa diuturnamente; a decisão equivocada de abandonar a popularização da internet banda larga não se sabe a troco de quê; a insistência em manter em seus quadros ministros quinta-coluna como José Eduardo Cardoso (o que fez de relevante?), Paulo Bernardo (defensor da grande mídia), Helena Chagas, Gleisi Hoffman (uma nulidade completa) e agora Mercadante (outro amigão da mídia).

Você não acha que é soberba demais acreditar que João Santana irá conseguir maquiar tudo isso em pouco mais de um mês de horário eleitoral? Quem é que assiste horário eleitoral? De repente, todo mundo que abandonou a TV rumo a internet vai voltar apenas para assistir propaganda política (um campeão de audiência?). Você acha que haverá mesmo militância empenhada nessa eleição?

Volto a dizer, não seria melhor que o PT perdesse a eleição? Talvez assim o partido poderia se reinventar e fazer uma análise honesta do que ficou para trás e resgatar as bandeiras originais.

De minha parte, adianto que voto em Dilma, mas não mexo um dedo para fazer campanha. Prefiro mil vezes me mobilizar pelo Alexandre Padilha.

Abraço!

Adão

    Fernando

    O problema é perder pra quem?? Pro Mauricinho Cheirador filhinho de papai do Aécio? Ou prá Marina”idade média anti Darwin”?? Não sou fã de Dilma mas se olhar as opções não sobra nada!!

    Maria Thereza

    Adão, me desculpe. Mas, para dar “um castigo” ao PT pelos erros cometidos, a gente deve ferrar com o Brasil por mais 500 anos? Se eles voltam ao governo, nunca mais sairão, pode ter certeza. É 13 mesmo.

Brancaleone

Vejamos:
A Marina que agora disputa a presidência não é nem poderia ser a Marina de sempre. A Marina candidata terá que engolir os sapos dos acordos estaduais( alguns espúrios, outros abjetos e imorais), dividir palanques com gente que ela não gosta e associar-se a grupos que por ela não passam de máfias.
A Marina candidata não é mais a “A Marina” mas apenas a Marina, que pelo menos durante a campanha terá que se anular, se policiar, se censurar e se odiar a troco do cargo e pior, afastar-se da trupe (horda) que a seguem e assustam até mesmo a esquerda ” rédibur cum uizque” que faz a alegria do PT.
Não boto na fé na Marina. Ela no máximo será item de barganha no segundo turno. Não é ameaça a Dilma nem ao Aécio.
De momento o povão tá votando com aquele cheiro de cravo de defunto no ar, com aquelas imagens de cortejo fúnebre. Mas isso passa. A realidade logo aparece.

Urbano

Com a marinaja silva, portadora de uma competência abissal como tem mostrado desde que passou a falar mais, até pelas circunstâncias, certamente seria a garantia absoluta, pelo menos, para os salários e para a mobilidade urbana, sem a menor sombra de dúvidas. Os salários por conta da desestruturação da economia, que seria a primeira grande obra literal dela, e em decorrência disso, o fatal desemprego em massa. Quanto à solução para a mobilidade urbana, nada melhor do que a perda do salário, em função do desemprego, e daí a peremptória necessidade de devolver o veículo para a financeira.
Outra coisa, ainda que ela possuísse uma capacidade de pensar ao nível do seu elevado talento para a ingratidão e imponência, ainda assim seria uma situação de alto risco que viesse a assumir a Presidência do Brasil.

Christiano Almeida

Azenha, bom texto, elucidativo sob determinados aspectos. Esclarecedor em outros. Permita-me, discordar de alguns elencados. Mas, e põe MAS nisso, pergunto-lhe: o senhor confia nessa pesquisa? Não quero aqui duvidar da capacidade técnica dele (acho que se trata do DATAFOLHA). Não. Nem de longe. Mas, curiosamente SOMEI OS PERCENTUAIS (candidatos/branco-nulo-nenhum/Não sabem e, PASME, cheguei a 99%! Sério! Se li, somei e entendi corretamente os dados, TOTALIZAM 99%. Estando (eu) certo, deduzo: que credibilidade tem essa pesquisa? Sim, quase esqueço, como é possível, só os NANICOS perderem votos?

Messias Franca de Macedo

… O PIGolpista enlouqueceu! LSD nas masmorras imundas das redações! ENTENDA

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[Sequências de títulos superpostos- e em destaque – na página principal do portal uol/folha

http://www.uol.com.br/%5D

Reunião do partido no Recife – Nome de Renata como vice de Marina é consenso no PSB; sigla espera resposta

Presidente do PSB diz que Renata Campos não tratou sobre interesse em vaga de vice

Viúva de Campos, Renata rompe silêncio, não cita Marina e se põe à disposição do PSB

#################

Isso é que é oPÓsição! Viva! Lá isso é jornalismo?!…

João B. do Amaral

Dilma tem todas as condições de ganhar no primeiro turno en função da avalanche de boas notícias como: Aumento da taxa de empregos formais em 2014 em relação a 2013, tendencia de queda da inflação, divulgação de lucro da Petrobrás incluindo o lucro da Refinaria de Passadena,divulgação de investimentos no Brasil como da GM, como da Mitsubisch , como da Mercedes Benz, como da MAN , como da Honda, como da Audi, como da BMW , como da Ambev etc, diminuição da relação Divida Interna/PIB ,obras de duplicação da BR 381 , record de inscrições no PRONATEC .

Fabio Passos

Sepultar o psdb será excelente para o Brasil.

Mas infelizmente Marina aliou – se a banca e aos neoliberais que arrasaram o Brasil e só ferraram os trabalhadores durante fhc.
Isto sem contar o atraso religioso.

José Antônio Pinto Pereira

Olha Azenha, com todo respeito que lhe tenho, vou discordar frontalmente de parte do seu texto. Atribuir o agravamento da crise urbana pelo fato dos trabalhadores comprarem o seu primeiro carro… Nas favelas, uma boa parte das ruas, nem passa carro…Daqui a pouco vão querer colocar a culpa da falta de espaços urbanos no “Bolsa Família”, no “Mais Médicos”, pois aumentam a expectativa de vida dos mais pobres… Depois colocarão a culpa nos novos “Formandos do PROUNI”, do “Ciência Sem Fronteiras”, que também vão comprar carros, não somente para si, mas para seus familiares, além de consumirem mais. Penso bem diferente… Acho que “as elites” construíram ruas para eles passearem com os seus carros e agora é a vez dos trabalhadores desse país, exigirem que se construam mais ruas, avenidas, praças, etc. Chega de colocar a culpa nos Trabalhadores. Viva LULA e VIVA O BRASIL, DOS BRASILEIROS.

Cláudio

O meu voto não tem pesquisa que tire: é Dilma de novo pela vontade soberana e autodeterminação do povo!!!! ****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar melhorando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

assalariado.

Nem vou falar dos acertos e erros do PT e seus genéricos pragmaticos. Hoje, mais do que nunca, as esquerdas, com várias candidaturas para os executivos e tals, teriam que se unir. Entorno de que? Ora, a bestialidade da burguesia capitalista fez com que ontem, as criticas ao PT viraram agua com açucar, devido que, as elites estão desesperadas para arrancar, a qualquer preço, o governo da governabilidade.

Eu sei, não temos a hegemonia no Congresso!

Mas uma coisa é real, estes governos, passaram 12 anos lambendo as botas do capital, e nada mudou do ponto de vista da luta de classes. Digo, estruturalmente nem se deram ao trabalho de esboçar ideias que vivem correndo nas redes ditas progressitas.

Ou seja, a burguesia capitalista como classe dominante, e exploradora da sociedade e do Estado, nunca vacilou quanto a seus propósitos e desejos classistas. Não adianta descer o cacete nesse ou naquele partido das esquerdas, uma vez que a Rede BOBO de Televisão escancarou e generaliza, num só pacote ideologico, essa meia duzia de partidos de “vandalos”.

Portanto, esse tal desespero do capital, já é reflexo e clareza politica da parte deles, que vão dimnimuir cada vez mais, sua hegemonia nas casas das leis. Esse, o maior medo dos capitalistas. Já dão como certa essa derrota momentanea no Congresso.

A saída?

Que tal chamarmos o povo, no sentido de politizar, mas não no sentido eleitoral/ eleitoreiro. Vamos tentar ganhar as ruas de Junho/ 2013, jogar pesado na campanha sobre Reforma do putero institucional, digo, Reforma Política sobre o sistema politico e suas masturbações eleitorais, a cada dois anos. Acho que os que pensam horizontal, devem abraçar essa ideia. Assim como eu, estou comprometido pela campanha Constituinte exclusiva em minha cidade, todos teremos de nos posicionar na hora de ganhar votos, mostrar a importancia de se ter a hegemonia dos assalariados no Congresso Nacional. Isso tem tudo a ver com as passetas do meio do ano passado.

Saudações Socialistas.

Gerson Carneiro

Marina jamais irá experimentar o veneno do qual se beneficia pois quem hoje a usa, entende de malandragem política e sempre irá lhe reservar o pedacinho de doce pelo qual ela abre o largo sorriso. No caso, em eventual e improvável voitória da Marina, bastará toda vez que ela ficar de calundú, lembrar que pode lhe tirar a faixa presidencial do seu enorme pescoço.

Cláudio

****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar melhorando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

Romanelli

ahhh bom, pensei que estava ficando louco e vendo coisas ..ainda bem que em determinado momento vc resolveu ser imparcial:

“..O desencanto com o PT, obviamente, não pode ser atribuído exclusivamente a mais de dez anos de campanha praticamente ininterrupta de demonização do partido pela mídia corporativa. É longa a lista de promessas descumpridas, alianças espúrias e outros erros..

..Vivemos, por exemplo, uma tremenda crise urbana, aprofundada pelo projeto lulista de alavancar o crescimento da economia através da produção e venda de automóveis. Nas regiões metropolitanas, milhões estão descontentes como nunca com o seu dia-a-dia. Sofrem os que estão paralisados em seus automóveis, mas sofrem mais ainda os que sacolejam dia e noite no transporte público lotado..”

Convenhamos, o PROJETO se esgotou ..some a isso candidato presidiário, vereador agressor, corruptores de alto escalão

Adicione os atrasos, remendos, improvisos, aditivos, um ministério aético, acéfalo, medíocre e INATIVO ..some o CAMBIO Azenha, o cambio e o represamento das tarifas mais os tais PASSIVO ..as reformas que não vieram ..vichi maria ..mais de 6 anos perdidos de trabalho, e uns 20 em perspectiva

Sinceramente, não fosse o 1o mandato de LULA e a paciência não tinha durado tanto.

Agora, de fato, problema é que não temos saída ..por onde quer que eu olhe vejo um cenário POBRE de alternativas e de perspectivas, de idéias ..uma mesmice de embrulhar o estomago

    Romanelli

    e não se enganem ..com EDUARDO foi-se o plano B de LULA ..um plano que ele sabia que não oferecia risco agora ..mas que poderia ser a saída pros “progressistas” em 2018, ainda mais com o “recal” de 2014 que ele carregaria.

    e com Marina o jogo é outro ..ela é radical e vingativa ..além de fraquinha fraquinha

    em tempo ..e quem acreditava que o Aécioporto não faria estrago ..acho que se enganou ..o cara congelou nas estatísticas

    e sabe qual será o risco maior com os índices de rejeição da Dama de Bege ? o agora somos “TODOS contra DILMA” num provável 2o turbo

Francisco

O PSDB, nessa eleição, lutará pela própria sobrevivência.

Como dizia em outro post, o PSDB corre sério, palpável risco de virar “rabo” (complemento) do PSB, assim como o DEMO se tornou “rabo” dos tucanos.

Quanto ao PT e a Marina, do ponto de vista Histórico, fica demonstrada à exaustão a centralidade histórica de Lula e do PT. É um trator!

Do ponto de vista eleitoral… Marina SE for eleita, vai buscar apoio onde? PMDB (claro!) e… Pois é: PT.

    É isso

    E se Marina ganhar, fique certa que o petismo ajudará ao máximo e, como sempre foi, fará uma oposição escrupulosamente ética

Roberto Locatelli

As “jornadas” de junho mostraram sua verdadeira cara: não se mobilizam contra o propinoduto do metrô, contra a crise da água em SP, contra a falência da USP, ou contra a falência da Santa Casa. Só se mobilizam contra Dilma.

Marina não é mais de esquerda, se é que algum dia foi. Ela tem apoio financeiro do banco Itaú (sonegador) e da Natura (sonegadora). Marina está à direita de Aécio. Se fosse eleita, ela suspenderia Belo Monte (o sonho dos EUA), e suspenderia todos os programas sociais. Marina já disse, de viva voz, que o governo do PT é chavista. Ela está do outro lado, do lado dos banqueiros.

    Manoel

    Concordo plenamente. Tem gente que ainda acha que a Marina é aquela menina do chico Mendes. Esquece, ela mudou de lado faz tempo.

jacó

É LULA e DILMA com o apoio do povo PERNAMBUCANO, LULA é filho, irmão e Pai de todos nós BRASILEIROS.

carlos saraiva e saraiva

Caro, o antipetismo não foi construido pelos “erros” do PT e sim pelos acertos. Este antipetismo à “esquerda”, foi construido pelo equívoco oportunista de achar que a luta hegemônica, só se faz pela destruição do PT. O “desencanto” leva à apatia, anomia, mas não ao anti, este é estimulado pelos fatores anteriores. Meu caro , a Marina não tem nada de esquerda e sim um projeto fundamentalista pessoal, em uma retórica falso moralista. Ela representa sim hoje os interesses da direita, que a escolheu para representá-la, pontificando o papel claro da “grande mídia”, com a consequente “cristianização” do Aécio.

Yacov

Se ‘converteram’ ou se ‘converterão’,VIOMUNDO !?!?

Os marinho só se converterão a defesa da REFORMA AGRÀRIA e à crítica ao AGRONEGÒCIO no dia em que o Inferno Congelar e o Conde Dracula virar vegetariano.

“O BRASIL PARA TODOS não passa no SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO – O que passa SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Eduardo

Marina é um cavalo de pau para subir e descer as conveniências dos poderosos, como pode ela tentar fazer mudanças, se dentro do ministério do meio ambiente provocou tumultos para o ex-presidente Lula, e depois com sua saída, foi para o PV e de lá chutou o pau da barraca e tentou montar essa coisa esquisita chamada Rede de sustentabilidades, resumi num vap vup a vida pública de uma candidata que não tem chão ou alicerce seguros, a coisa vai ser visceral o PSDB não vai ficar de braços cruzados. Vai haver uma guerra sem fim!!!

Léo

Só não concordo quando diz que o antipetismo se acentuou nos ultimos dez anos.

Acompanho o PT desde sua fundação e é de la que a direita golpista e o PIG, vem batendo no PT.

Quando a Luiza Erundina e Marina pertenciam o PT, as mesmas não eram bem vistas. Eram alvo de apelidos grotescos, muito dos quais não gostaria de escreve-los por respeita-las como pessoaas.

Só por que elas estão sendo usadas para atacar o Lula, Dilma e o PT, inclusive a Heloisa Helena, viraram musas da direita golpista.

    Rodrigo

    Em outras palavas, agora qualquer um que se desencantar com o PT torna-se automaticamente um neo facista.

    Eis então outro fator que contribui para o anti petismo.Na visão de 90% dos seus partidários só o PT está certo e só ele é capaz de tornar o Brasil um país melhor.

    E ai daquele que pensar o contrario.

    Laurindo

    Rodrigo, quanto ao PT ser capaz de tornar o Brasil um país melhor é o tipo de assunto que não se discute mais, desde o terceiro ano do primeiro mandato do Lula. O Brasil não só ficou melhor, como passou a ter um peso econômico e político que o colocou no mapa das nações importantes no cenário mundial. Se você duvida disso, você acabará fazendo parte daquele tipo do pior cego.

    Rodrigo

    Não discuto que melhorou, meu caro Laurindo. E evidente que o pais avançou nesses últimos anos. Eu mesmo fui duas vezes eleitor de Lula.

    O que me incomoda é a visão que muitos tem de que só o PT pode salvar o Brasil. É o mesmo discurso do medo que permeou a campanha de 2002. Se ele foi detonado 12 anos atrás, por que isso não se configuraria hoje numa possível 3ª via que talvez obrigue o PT a se coçar um pouco? Eu sou sim muito a favor de uma opção que nos tirasse dessa bipolaridade tucano petista que só sabem se espelhar nos EUA ou em Cuba, respectivamente. Inocência minha? Talvez, mas já estou de saco cheio desse pessoal mesmo então acho que vale arriscar algo novo.

    Pode ser que não dê certo, vai saber. FHC teve 4 anos de avanços e 4 anos desastrosos, Lula teve 8 anos de avanços, mas a meu ver Dilma deixou a desejar. Por que não devemos tentar uma 3ª via?

José X.

Acho interessante a convergência de críticas ao PT vindas pela esquerda do Azenha e pela direita do Nassif (que aparentemente não suporta Dilma).

Falta agora combinar com os russo, ops, com os eleitores.

Se a campanha maciça e sem contraponto (com exceção da blogosfera independente) da mídia corporativa contra Lula, Dilma e o PT não conseguiram derrubar (muito) Dilma, agora que o PT vai conseguir lutar (quase) em matéria de igualdade na televisão isso iria acontecer ? Não faz sentido…

Christian Fernandes

Discordo, Azenha.

Acho que, para os donos do poder de sempre, tanto faz como tanto fez Marina ou Aécio.

Digamos que o tucano apenas é mais afoito em agradar a turma do andar de cima.

Já Marina, por mais respeitada que seja pela esquerda, não resistiria a uma puladinha de cerca. Ou isso e “anui” um golpe de estado ou é vítima deste.

Se o finado Plínio tinha razão em alguma coisa, era no fato que o PT, no poder, simplesmente virou as costas para a reforma agrária. Se o Lula fez isso, por que não a Marina também?

Já a “hecatombe tucana”, concordo plenamente. Se não for pelo óbvio (perder pela quarta vez para o PT), será por abandono pela turma acima referida. Sem essa turma, da qual a mídia gorda é um dos rostos, o PSDB some rapidinho. FHC tem 80 anos, Çerra é semi-aposentado e Aécio e Alckmin não teriam problemas em migrar para a nova UDN que surgisse.

É, quase que literalmente, a cruz e a espada: de um lado, o fanatismo blasé. Do outro, o entreguismo entusiasmado ora referendado pela força. Não servem, sequer, para fazer oposição, só para ser a cara apresentável do golpe. Haja vista Dilma “Salmo de Davi” Rousseff fazer um governo sem contestações factuais.

Vá ver se algum presidente americano tem essa “moleza”!

Anibal Paz da Silva

Se Marina ou Aécio, qualquer um deles vencer, ai sim, veremos o que a globo mostra do Brasil a partir do governo Lula, “terra arrasada”.

ana s.

A foto abaixo da matéria ilustra bem o circo que se montou em torno do funeral de Campos. Vê-se ali a propaganda descarada do candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, aproveitando-se da tragédia (não que o falecido não aprovasse tal utilização). Enquanto isso, os adversários tendo de guardar silêncio obsequioso. Tá difícil ser pernambucano nos últimos dias…

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