VIOMUNDO

Diário da Resistência


Opinião do blog

O fim dos tempos e a política do gueto


27/05/2010 - 19h46

por Luiz Carlos Azenha

O fim do século 20 e o início do século 21 serão lembrados, dentro de algumas décadas, como um período de grandes transformações. Melhor não atribuí-las a este ou aquele movimento, este ou aquele partido, esta ou aquela ideia. Até porque, diriam os marxistas, movimentos, partidos e ideias ao mesmo tempo são resultado de e influenciam processos de transformação econômica.

O grande transformador do fim do século 20 foi o processo de urbanização acelerado na Ásia, África e América Latina, com a incorporação de milhões ao trabalho assalariado. Para o bem e para o mal, provocou o rompimento de padrões centralizadores de comando e decisão — tanto dentro das famílias quanto das comunidades. A educação deixou de ser um privilégio para se converter em um direito, ainda que não garantido em vastas porções do planeta. O capitalismo precisou da mão-de-obra feminina e logo providenciamos o “feminismo” para justificar a dupla jornada de trabalho das mulheres, que continuam ganhando menos que os homens pelas mesmas tarefas. À precarização recente das condições de trabalho chamamos de “modernidade” ou “ganhos de produtividade”.

Além disso, na segunda metade do século vinte ganhou impulso a migração mundial, que existe desde sempre mas na era do jato pôde ser usada como fator regulador de salários. Em 2005, estima-se, quase 200 milhões de pessoas viviam fora de seus paises de origem, provocando impactos de curto, médio e longo prazos, como a projeção de que os brancos serão em breve minoria nos Estados Unidos.

Não deixa de ser um período com as suas ironias. O presidente Lula costuma dizer, com razão, que foi preciso um operário chegar ao Planalto para fazer o capitalismo brasileiro funcionar. O chavismo não deixa de ser isso: “socialismo do século 21” é capitalismo para todos. Os comunistas chineses estão fazendo, no campo econômico, o que os franceses fizeram, com sua revolução, no campo político: todo chinês tem direitos — de participar da sociedade de consumo sem dar muito palpite.

Aos processos de urbanização, de “libertação” (ou “empoderamento”, diriam os politicamente corretos) das mulheres e de ascensão de milhões de pessoas ao consumo de massa tivemos outro fenômeno de fim de século: o surgimento e o rápido barateamento das tecnologias de informação. Ainda que a gente ainda viva em sociedades altamente hierarquizadas — há quem diga que no mundo das megacorporações nunca tão poucos decidiram as coisas realmente importantes em nome de tantos –, pelo menos a grande massa das pessoas tem a sensação de que participa, mesmo que seu poder se restrinja à escolha da marca da salsicha que come ou do participante do BBB que continua na casa.

Esse conjunto de mudanças relativamente rápidas em um curto espaço de tempo provoca óbvias reações. Quem é que imaginava que teríamos um dia um presidente negro, de sobrenome Hussein, ocupando a Casa Branca? Quem é que imaginava que um descendente de indígena um dia daria palpite no destino das enormes riquezas de um país como a Bolívia?

Hoje li um artigo muito interessante do Richard Ward, no Counterpunch, sobre o movimento Tea Party. Em inglês, está aqui. O autor decidiu frequentar uma função do movimento, que reúne a coleção completa dos reacionários dos Estados Unidos. Conseguiu capturar a atmosfera dos chamados teabaggers. O movimento se apropriou de um símbolo muito importante na história da revolução americana: a destruição de carregamentos de chá por moradores de Boston, revoltados com a chamada “taxação sem representação” dos britânicos. O Tea Party, ou Partido do Chá, que nasceu da rejeição às estruturas partidárias tradicionais dos Estados Unidos mas especialmente da reação à vitória de Barack Obama, prega o retorno impossível a um país de maioria branca, cristã, de homens puros e mulheres castas — uma idealização dos Estados Unidos dos anos 50, em que todos sabiam o “seu lugar” na escala social e estavam satisfeitos com isso.

As transformações sociais recentes são tão profundas e desafiadoras que é apenas natural o surgimento de movimentos como o Tea Party. É compreensível que haja um desejo de “ordem”, especialmente quando o trabalho está tão precarizado e a medida do sucesso social é a capacidade de consumo. Num mundo em que sou o que consumo, minha segurança social é diretamente proporcional à certeza de que poderei consumir amanhã e no dia seguinte. Se me sinto incerto disso, é natural que politicamente eu peça “ordem” (ainda que o sistema funcione à base da desordem: o motor dele é o consumidor insaciável, sempre insatisfeito com seu “lugar” na hierarquia dos consumidores).

Esse estado de coisas representa um prato cheio para políticos demagogos como o francês Sarkozy e o italiano Berlusconi, por exemplo. Ambos surfaram no sentimento difuso de insegurança de franceses e italianos, na suposta ameaça social representada pelos “de fora” (negros, imigrantes, muçulmanos), que convenientemente servem para desviar atenção do problema real: o esgotamento de sociedades fisicamente envelhecidas e que já não podem crescer pela incorporação de grandes massas ao consumo interno, como é o caso da China, da Índia, do Brasil, da Indonésia, do Vietnã e de dezenas de países do ex-Terceiro Mundo.

Eu costumo dizer que o Tea Party dos Estados Unidos é um movimento milenarista, por representar um gueto ameaçado de morte por transformações políticas, econômicas e sociais que já não consegue controlar. É o fim do mundo, não literal, mas do mundo no qual eles se sentiam confortáveis, no controle, no topo da hierarquia e seguros disso.

Curiosamente, é esta a sensação que tenho ao ver, ouvir e ler alguns comentaristas da mídia brasileira: parece que eles vivem em um gueto, do qual a melhor paródia é produzida pelo professor Hariovaldo de Almeida Prado. Um gueto sob ataque de massas ignaras, compradas com o dinheiro do Bolsa Família, massas incapazes de tomar decisões racionais e óbvias, como a de eleger José Serra presidente da República. Atribuir aos outros pensamentos “corrompidos” — seja pelo dinheiro, seja pela ingenuidade — serve duplamente à política do gueto: primeiro, porque nega protagonismo aos que de alguma forma nos “ameaçam”; segundo, porque pode servir de justificativa para ações extra-legais. Dei o golpe, mas em defesa de uma boa causa: a democracia.

O curioso é ver José Serra embarcando no discurso preconceituoso do gueto: contra os pobres do Mercosul, que dificultam nossos negócios com os ricos; contra os “bárbaros” chineses, que produzem camisinhas mal cheirosas; contra os bolivianos,  “corrompidos” pelo tráfico de drogas. Fico em dúvida se é mera expressão de um político provinciano, que não enxerga além de Resende, ou se o candidato faz isso de caso pensado, na tentativa de se vender como nosso protetor contra os bárbaros — sejam eles sindicalistas do PT que “surrupiaram” a máquina do governo, negros e pobres que exigem terras que seriam muito melhor “aproveitadas” pelo agronegócio, migrantes que reivindicam moradias e escolas construídas com o dinheiro do “nosso imposto”, funcionários públicos que pedem salários “aviltantes” ou estrangeiros traficantes de camisinhas vagabundas.

PS: Desculpem, leitores. Ao transferir esse texto para o blog ficou faltando um parágrafo essencial ao entendimento, agora acrescentado.

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126 comentários

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Hugo Albuquerque

06 de junho de 2010 às 18h06

Grande texto, Azenha, principalmente sobre a lucidez na análise de todo esse movimento progressista que assistimos na América Latina – e como, para além do discurso, ele se configura como a maior ameaça à elite tradicional do continente não pela derrubada do capitalismo, mas pelo seu desenvolvimento, o que abre espaço para uma crítica maior: Tais movimentos, muito embora produzam melhoras imediatas na qualidade de vida, não representam instrumentos diretos na resolução das contradições sociais latino-americanas, muito pelo contrário, a seu tempo produzirão outras tantas, ainda que possam ser instrumentalizados para a construção de um novo que realmente conduza à emancipação humana. Por outro lado, a candidatura Serra, a mais reacionária de todas as candidaturas importantes da breve história da nossa democracia, representa o grito dessa velha, acuada e ainda perigosa elite. Um cenário complexo e amedrontador, sem dúvida.

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william porto

29 de maio de 2010 às 18h27

Caso Serra ganhe, algo improvavel, mas estamos no Brasil, na certa vai criar um exercito de maroines para invadir aq Bolivia, nessa empreitada sera orientado pelos experts em poltica internacional da folha, do estadao e da veja, tambem pelo paus-mandados jabor, mainardi, reinaldo, nelsinho… Esta campanha vai ser suja, bem fez Aecio que tirou o carro. E FHC sera o goebless de Serra.

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A crise e as novas forças políticas (e as nem tão novas assim) | Viomundo - O que você não vê na mídia

29 de maio de 2010 às 14h39

[…] Essa tendência não se manifesta através de um novo Mussolini, mas de uma mulher que usa iphone e óculos Gucci, a Sarah Palin. E do Tea Party, o movimento neofascista que ganhou força com a eleição de Barack Obama, sobre o qual falei superficialmente aqui. […]

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Marat

29 de maio de 2010 às 17h37

Eu pensei que Serra havia dito que era "de esquerda" – rsrsrsrsrsrsrsrs

Responder

Jairo_Beraldo

29 de maio de 2010 às 17h32

A eleição foi, definitivamente, judicializada. Suas Excelências – e sei que me exponho falando isso – estão exercendo o seu dever com um rigorismo formal que, infelizmente, não têm diante de outras forças, que influenciam de maneira muito mais perversa e camuflada o processo eleitoral.Se a mídia não pode ser compelida a ser equânime e equilibrada em sua cobertura além de um certo ponto – e com isso concordo, para que não ressuscitemos o fantasma da censura – também não o podem ser, além do razoável, os demais agentes públicos e privados.

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Leider_Lincoln

29 de maio de 2010 às 15h50

Atenção: vamos abrir um bolão? Em Santa Catarina Serra abriu mão dos votos de ateus e fumantes; na convenção, da massa "não cheirosa"; sabemos que ele bate _ao menos verbalmente_ em mulher, inclusive quer acabar com salário maternidade; já atacou os pobres e o Bolsa-Família. Hoje ele estará em Mato Grosso e de quem ele abrirá mão dos votos? Posseiros? Indígenas? Pequenos Agricultores? Ecologistas? Façam suas apostas! Nesta toada, se houver segundo turno, a Marina ficará constrangida em receber o apoio dele…

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francisco.latorre

29 de maio de 2010 às 15h34

o usamerika vai de fascismo.

melhor se preparar.

..

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Pedro

29 de maio de 2010 às 12h40

Azenha, meus parabéns. Essa sua capacidade de ver que estamos em pleno processo de transformação é muito boa e profunda. Seu artigo tem achados ótimos. Acho que ele devia permanecer no seu blog. Análise profunda que ele é, acho que pode servir a nós todos como uma orientação ao que nos cabe fazer. As épocas de transformação, como disse Descartes, tem "uma lei que nos obriga". A lei atual nos obriga a conduzir o processo de transformação de forma a não perdermos o que a humanidade produziu de bom.
O que vou dizer em nada desmerece seu quase manifesto: discordo da ênfase que você dá ao consumo. Acho também que você poderia melhorar a redação de uns dois ou três parágrafos, muito importantes, cujo entendimento ficou um tanto ou quanto difícil.

Responder

Luis

29 de maio de 2010 às 12h00

O Serra reitera crítica à Bolívia. E diz mais: para enfrentar o tráfico de cocaína e do crack é preciso reprimir, mas também tratar dos usuários. Hehehehehehheh… O PSDB tem muita experiência com a segunda parte de sua proposta. Seu lema será: "Clínica cheirosas para todos". Isso sim é "poder mais".

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Mc_SimplesAssim

28 de maio de 2010 às 23h50

O capitalismo agoniza lentamente e nem mesmo o grande Lula poderá salvá-lo.

Talvez a única alternativa seja uma guerra de grandes proporções, mas isso poderia significar o fim da espécie humana.

Ou, então, optemos logo pelo socialismo e não se fala mais nisso.

Responder

Carlos.

28 de maio de 2010 às 18h32

Se eleito, Serra vai declarar guerra à Bolívia?

Responder

    Jairo_Beraldo

    28 de maio de 2010 às 22h06

    E ao mundo…tenha paciencia Carlos…um covarde fujão feito ele!

    francisco.latorre

    30 de maio de 2010 às 13h34

    se o tio sam mandasse..

    o sobrinho executava.

    ainda bem que é só delírio.

    zé delírio.

    ..

alexjova9999

28 de maio de 2010 às 18h12

POR QUE NOSSA GLORIOSA MÍDIA SIMPLESMENTE IGNOROU O BICENTENÁRIO ARGENTINO?

do Blog Diário Gauche

A volta do elemento político nacional-popular inominado numa belíssima festa de multidões

A mídia brasileira desconheceu as comemorações da semana do Bicentenário da Independência da Argentina. O silêncio foi gritante.

Os atos comemorativos argentinos foram atos de massa, alegres, festivos e com a marca nacionalista, que aos poucos retorna às manifestações de rua no país vizinho. Um elemento nacional-popular, para bem além das desmoralizadas siglas partidárias e bem distantes, também, do movimento sindical pelego, corrupto e viciado dos velhos tempos, que nem vale a pena mencionar. (… continua)

vejam as fotos da festa, da multidão: http://www.diariogauche.blogspot.com/

Responder

    Marko

    29 de maio de 2010 às 04h11

    Talvez pq pra eles não soe bem q a guerra d independência argentina não foi só contra os espanhóis mas contra o sempre amado pela mídia império britânico, q depois d dar em 1ª página no Times há longínqüos 200 anos q a província d Buenos Aires "passava a fazer parte do império" teve d amargar duas surras p/Los Hermanos antes d finalmente desistirem do lado Sul do Prata….

Guilherme Scalzilli

28 de maio de 2010 às 17h50

O susto do Datafolha

Antes era fraude dos concorrentes. As investigações deram em nada e então surgiu um problema de metodologia, que se mostrou ainda mais espinhoso. Pressionado pela incredulidade pública (e pelo TSE), o Datafolha tinha uma última ficha para resgatar a credibilidade. E eis que, de repente, as curvas de intenção de voto para Dilma Rousseff guinaram de forma inusitada.
O mais importante é que o instituto acusou o golpe. A Folha chegou até a produzir extensa matéria sobre os bastidores e a metodologia do levantamento, demonstrando sua pretensa idoneidade. Mas os analistas do jornal continuam enganando o distinto leitor com interpretações desprovidas de respaldo técnico.
A tese de que Dilma subiu por causa do horário gratuito do PT é duvidosa. Primeiro, porque o empate não é recente. Vox Populi e Sensus já o apontavam pelo menos desde março. Ademais, dois terços dos entrevistados afirmaram ao próprio Datafolha não ter visto propaganda de qualquer candidato ou partido nos últimos 30 dias.
Mas então como explicar que Datafolha e Ibope estivessem tão desconectados da realidade?

Responder

Delmiro Gouveia

28 de maio de 2010 às 17h17

Esse pessoal do PIG não tem jeito mesmo….Veja a Manchete do Estadão, de agorinha……..

PF apreende meia tonelada de cocaína vinda da Bolívia no MS
Dois caminhões traziam droga na divisa com SP; apreensão é uma das maiores ocorridas no País
28 de maio de 2010 | 16h 04
João Naves de Oliveira, especial para o Estado
CAMPO GRANDE – Na madrugada desta sexta-feira, 28, a Polícia Federal (PF) apreendeu no Mato Grosso do Sul (MS) dois caminhões transportando uma grande quantidade de cocaína procedente da Bolívia. Foi uma das maiores apreensões do gênero ocorrida até hoje no País.

Por enquanto a PF informa apenas tratar-se de meia tonelada. A droga está sendo pesada pela PF de Três Lagoas, região leste de MS, na divisa com São Paulo.

A maior apreensão de cocaína realizada até hoje no Estado aconteceu no dia 8 deste mês, em Miranda, região do Pantanal, quando um caminhão frigorífico conduzia 725 quilos do entorpecente boliviano, entre uma carga de 16 toneladas de carne bovina.

Responder

    Luiz Reis

    28 de maio de 2010 às 21h57

    Ôpa, então o Serra já sabia!!!! Como???? Deixa prá lá…

Fabio

28 de maio de 2010 às 17h01

+ meia tonelada de coca apreendida pela PF vinda da Bolívia. Assim o Evo vai acabar com o estoque dele…

Responder

    Leider_Lincoln

    28 de maio de 2010 às 21h13

    Não se preocupe, se você mora em São Paulo, chegará que sobra para você. Sabe como é, né? Afinal de contas, o PCC trabalha em conjunto com o governo paulista para garantir que ninguém fique sem o precioso pó!
    =)

PT Farsa

28 de maio de 2010 às 18h46

5. Em 1929, o mundo não tinha e nem imaginava o que seria uma economia globalizada;
6. Franklin D Roosevelt resolveu a crise americana diminuindo custos e impostos, e reduziu drasticamente as despesas do governo, exatamente o contrário do que a antológica anta e seus ministros estão fazendo;
7. Pela declaração imbecil, Sua Excia Metalurgíssima, Sr. Luis Inácio Lula da Silva, imagina que a crise só será extinta por meio de uma guerra mundial, mas ele, "o grande pacifista e magnânimo líder" não admitirá uma guerra mundial para que a crise seja solucionada;

Responder

    Miguel

    28 de maio de 2010 às 17h00

    Como é que é?? Quer dizer então que Rossevelt e o New Deal cortaram gastos públlicos? E os liberais de lá esperneiam contra o 'aumento de gastos' e a 'piora da Depressão' por causa disso por que? Olha o que o Instituto Mises pensa a respeito dessa sua frase sem sentido.

    Leider_Lincoln

    28 de maio de 2010 às 21h17

    Cara, você é louco, desinformado ou burro mesmo (me perdoe Azenha) o New Deal foi justamente o contrário do que você disse. Ah, querem saber mais sobre as mentiras que os tucanos contam? http://www.psdb-sc.org.br/noticia.cfm?noticia=154
    O link que mostra que Serra realmente disse o que mandou dizer que não disseram.

PT farsa

28 de maio de 2010 às 18h45

COMENTÁRIOS / REGISTROS HISTÓRICOS
1. A segunda Guerra Mundial não teve absolutamente nada a ver com a crise americana de 1929;
2. A segunda Guerra Mundial foi motivada pelas condições impostas à Alemanha pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial, que durou de 1914 a 1918;
3. A segunda Guerra Mundial encerrou com 52 milhões de mortos, quase dez vezes mais que o número que o boçal falou;
4. Seis milhões foram as vitimas do Holocausto, patrocinado pelos nazistas.O dito cujo confundiu tudo o que a Assessoria dele informou (tenha paciência, não queira que ele decore tudo que lhe passam).

Responder

    Miguel

    28 de maio de 2010 às 16h57

    "A II Guerra não teve absolutamente nada a ver com a crise americana de 1929".

    Começa com uma estultice dessas, e acha que vai ter muita gente que vai além dessa primeira bobagem, continuar lendo a besteirada que vem na sequencia?

    Leider_Lincoln

    28 de maio de 2010 às 18h18

    Nossssssssssssaaaaaaaaaaa! Suor de Muhamad tem poder! Uma das demonstrações mais patéticas e vergonhas de manipulação da História que já tive o azar de ler. Estão dizendo qualquer coisa mesmo…

    Luiz P

    28 de maio de 2010 às 22h02

    Só com muita ignorância ou má-vontade, má fé ou tudo junto para não entender que a 2ª geurra teve sim a ver com a crise financeira de 29. Hitler não ascedeu ao trono em 39, início oficial da guerra, em 32 ele já era influente e se tornou em 34 chanceler. Para começar a reconstrução da industria alemã ele negociou com empresários americanos, a princípio, o que fez com que ganhasse a simpatia de parte daquele povo e a dúvida quanto a entrar na guerra ou não, o que os americanos fizeram, na europa, apenas em 42, 3 anos depois de seu início, e o fizeram por uma razão básica: garantir o mercado europeu que corria o risco de ficar na mão da União Soviética. Com essa garantia a indústria americana, que estava quebrada pôde reerguer-se por meio das políticas de ocupação na europa e no japão. ocupação aqui, temerário, não é invasão de tropas, ok? antes que você "pense" algo…

Pt Farsa

28 de maio de 2010 às 18h44

Lula, o nosso "comandante", fez uma declaração "histórica", esta semana, na posse de diretores do Sebrae:

"Temos que reconhecer que a situação é delicada, e que essa crise é, possivelmente, maior que a crise de 1929. E temos que reconhecer que o Roosevelt só conseguiu resolver a crise de 29 por causa da II Guerra Mundial. Como não queremos guerra, queremos paz, nós vamos ter que ter mais ousadia, mais sinceridade, mais inteligência, porque… eu não admito que, uma guerra, para resolver um problema econômico, tenha 6 milhões de mortos".

Responder

yacov

28 de maio de 2010 às 14h38

Sua análise, a meu ver, é perfeita, Azenha: As populações dos países ricos estão cada vez mais idosas e a mão-de-obra é cada vez mais escassa, já nos países emergentes, apesar do avanço em idade das populações, o que emperra são os baixos salários que pagam e a falta de especialização da mão-de-obra. Ou seja, "os brancos de olhos azuis" precisam do braço dos negros e latinos, mas não querem que seus filhos estudem nas mesmas escolas nem que esses trabalhadores lutem por salários dignos, pois o ódio de classes e o preconceito são muito grande… O caminho é um só, como LULA vem tentando mostrar o tempo todo: PAZ, democracia, negociação, inclusão social e distribuição de renda. A outra alternativa, me parece ser apenas uma: a divisão e a GUERRA…

"O BRASIL DE VERDADE não passa na glObo – O que passa na glOBO é um braZil para TOLOS"

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yacov

28 de maio de 2010 às 17h32

O Ubaldo vestiu de vez a fantasia de homem-bom do professor Haloprado, digo, Hariovaldo… Ele se parece com os especialistas do PIG, falam de tudo e não dizem nada!!! Os coitados são de dar pena… Defendem o indefensável: a sobrevivência torpe das massas cheirosas, em suas ilhas de riqueza, cercados por um oceano de pobreza e miséria. É inacreditável… Quanto ao Çerra, depois de seus últimos disparates verborrágicos, deixou bem claro que a "pele de carneiro" era apenas uma acessório incômodo para o verdadeiro ditador truculento que reside em seu interior. Triste…

"O BRASIL DE VERDADE não passa na glOBo – O que passa na glOBO é um braZil para os TOLOS"

Responder

Hans Bintje

28 de maio de 2010 às 17h23

Azenha:

Seu artigo me inspirou a escrever um texto bastante irado.

EU ODEIO PAULO NOGUEIRA BAPTISTA JR. (http://www.brasilianas.org/blog/eu-odeio-paulo-no… )

Trecho:

Aviso necessário: eu detesto os artigos do professor, por isso quero lê-los todos. É Voltaire: "Le secret d'ennuyer est celui de tout dire." ("O segredo de aborrecer é dizer tudo.")

O editor do Estadão em 1914 não tinha medo de escrever a História. Do texto da UFG (http://www.proec.ufg.br/revista_ufg/agro/V11_imag… ):

"Tanto em 'A Velha Praga' quanto em 'Urupês' estão postas as preocupações de Lobato com o progresso, tendo como elemento central à noção positiva de trabalho, preocupação que está presente no ideário brasileiro de modo mais insistente nas três últimas décadas do século XIX.

Não obstante, ganha ênfase, no mínimo, a partir dos anos 10 do século XX, quando as crises sucessivas do regime republicano de governo e as crises vividas, internacional e nacionalmente, impuseram reformulações das práticas liberais, de modo que 'intelectuais' em geral passaram a refletir a respeito das questões referentes à nacionalidade e às características do povo brasileiro.

Pensando nesta mesma ótica, os intelectuais ansiavam por (re)descobrir o país: seus problemas, sua realidade e o potencial econômico e cultural. No entanto, Lobato foi um dos intelectuais engajados nas questões nacionalistas, seu pensamento esteve voltado para a vida cultural, social e econômica do país, seja refletindo ou atuando sobre ela."

Um século depois, num contexto semelhante – "as crises vividas, internacional e nacionalmente, impuseram reformulações das práticas liberais" – um dos herdeiros intelectuais daquele editor do Estadão surge fora dos jornalões, na internet.

Luis Nassif em 2010 (http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/27… ):

"Convite a Paulo Nogueira Baptista

Prezado Paulo,

Faço o convite publicamente, para que escreva um artigo semanal para o Blog.

Tenho certeza de falar em nome de todos: ficaríamos muito engrandecidos em abrigar sua coluna de Economia."

Mesmo em nome de quem o detesta. É como escreve o jornalista do "The Guardian", George Monbiot (5): "Tell people something they know already and they will thank you for it. Tell them something new and they will hate you for it." ("Diga às pessoas algo que elas já sabem e elas vão agradecer por isso. Diga-lhes algo de novo e elas vão odiar você por isso.")

Eu prefiro "odiar você por isso."

Responder

francisco.latorre

28 de maio de 2010 às 13h53

cadáveres. insepultos.

..

Responder

Zé Povinho

28 de maio de 2010 às 13h28

Estadão: Arruda dava dinheiro a partido que apóia Serra. Bye-bye Serra 2010
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/05

Aproveite e veja o CD do Cascatinha(não é o Rodrigo Maia,embora pareça pacas) direto de Bauru:

CD – CASCATINHA, MEU GAROTO O ORGULHO DO PAIPAI – humorista – Bauru, SP, Brasil
http://www.quebarato.com.br/cd-cascatinha-meu-gar

Responder

Ismar Curi

28 de maio de 2010 às 12h42

Luiz Carlos Azenha
Sobre essas interpretações de grandes narrativas e que incluem a questão da urbanização, ver David Harvey geógrafo e sociólogo ingles que em seu último livro trata das crises do século XX desde 1929 se relacionariam diretamente às crises da urbanização.

Responder

Genghis Khan

28 de maio de 2010 às 11h55

Azenha, passo a enumerar alguns motivos pelos quais o Aécio jamais será o vice de zé biruta.
Primeiro: o vice do zé biruta tem que ser, necessariamente, um zero à esquerda. Vice do zé não fala. Não dá pitacos. Se eleito, o que o aécio ganharia? O ostracismo?? Segundo: em caso de hipotética eleição de zé biruta, este com certeza iria querer a reeleição. O Aécio poderia espernear, mas aí ele não teria outra opção, a não ser seguir a reboque do ‘coisa’. Terceiro: em caso de derrota do zé biruta, o Aécio é jovem e pode, do senado, assumir a oposição para tentar a sorte em 2014. Quarto: o zé biruta não cumpre promessa, logo, de nada adianta dizer que iria aumentar o mandato para cinco anos e acabar com a reeleição. Aumentar o mandato até seria possível, mas acabar com a reeleição, never. Quinto: O zé biruta não merece confiança, deixou a prefeitura para ser governador, deixou o governo do estado para tentar ser presidente. Sexto: Aécio não é, nunca foi e nunca seria o candidato do zé biruta, mesmo depois dele (hipoteticamente) ter cumprido os dois mandatos de cinco anos. Aliás, com o PIG na mão, nada o impediria de tentar um terceiro mandato, no melhor estilo Uribe. Por isso, afirmo: se o Aécio entrar nessa roubada, ele é mais burro do que Homer Simpson.

Responder

Renato

28 de maio de 2010 às 11h21

Azenha, na boa! Fala aí, esse site do Professor Hariovaldo é de brincadeira, não é não? O cara deve ter criado um personagem e se divertir com aquilo! Ele deve ser seu leitor, do Nassif e tal e acaba ajudando vcs a se divulgarem, enquanto se diverte com um personagem esdrúxulo que criou. E os comentários também, ele mesmo deve deixar vários com pseudônimos, não é possível, ninguém escreve daquele jeito. Que isso, tô de cara! Sério, realmente acho que aquilo é chacota, não é não? Alguém conhece o tal professor pra afirmar que ele efetivamente existe? O que você acha?

Um abraço.

Responder

    Nora Cúneo

    28 de maio de 2010 às 12h24

    Renato, o blog do professor Hariovaldo Almeida Prado é o melhor do humor brasileiro atual, segundo a minha opinião.

    @Mundimveloso

    28 de maio de 2010 às 13h41

    Meu sonho era descobrir quem é o ótimo P. Hariovaldo.

    Milton Hayek

    28 de maio de 2010 às 12h35

    O Professor Hariovaldo,meu querido Gafanhoto Renato,é o Nosso Mestre(lembra de Kung Fu,com David Carradine???) na luta contra esses periculosíssimos elementos do Plano Criptocomunista do PT para enxovalhar organismos de imprensa sérios como a revista Veja,a Rede Globo e a Folha de São Paulo.
    Esses agentes do criptocomunismo são insidiosos.Vejam o caso do criptocomunista Eduardo Guimarães,que de forma vil usa um disfarce de caixeiro viajante e pai extremado para difundir essas idéias perniciosas sobre democratização(arrrrrrrrgggggggghhhhhhh!!!!!!!!) da imprensa.Isso é um mero motivo para entregar nossa imparcial imprensa livre nas mãos desses apedeutas digitais que vicejam,por exemplo,aqui no sítio do criptocomunista Azenha(e seus bacalhaus ideológicos).Leider Lincoln é o exemplo mais emblemático.
    O Professor Hariovaldo(Sieg Heil mein Fuhrer!!!) acaba de desmascarar,mais uma vez,o perigoso mascate do criptocomunismo Eduardo Guimarães:

    Agitador comunista inaugura novo site para atacar os homens bons

    " Os esquerdistas estão abusados. Não bastassem as infâmias diárias que temos que aguentar aqui em nosso humilde sítio eletrônico, prolifera na internet uma grande rede de agitadores bolchevistas cujo o expoente maior, um agente comunista internacional, acaba de inaugurar novo sítio para atacar os homens bons com mais voracidade. Trata-se de mais um assecla do lullismo, defensor da ditadura lullodilmal, a ditadura do mal, com seu blog inexpressivo, que agora de nova roupagem já nasceu fadado ao fracasso, sendo acessado por apenas dois ou três gatos pingados por dia. Não prosperará nenhuma iniciativa infeliz como esta, contra os homens de bem, pois nosso grande líder varonil em breve assumirá o comando da nação e higienizará a internet, impedindo a ação desses corvos desventurados que ousaram atacar nossos representantes políticos com suas infâmias e impropérios comunistas".
    http://hariprado.wordpress.com/2010/05/26/agitado

    Fernando

    28 de maio de 2010 às 12h42

    Renato,
    Não conheço pessoalmente o tal professor Hariovaldo, mas me divirto muito com as suas tiradas irônicas e sátiras aos "homens bons da nação". Não esquenta Renato , claro que o Hariovaldo é uma bela sacada de alguém cansado dessa mídia cega e estúpida e que resolver tirar um sarro da cara de todos.
    Alvíssaras a São Serapião.

    setepalmos

    28 de maio de 2010 às 12h53

    Como ousas duvidar da messiânica presença de nosso porta voz mor, Renato?

    Os homens bons da nação estão prontos para combater o bolcheviquismo lullopetista, e tudo aquilo que representa.

    Problemas sociais como engarrafamentos causados por pobres em carros populares, NUNCA MAIS!

    Milton Hayek

    28 de maio de 2010 às 14h41

    " Problemas sociais como engarrafamentos causados por pobres em carros populares, NUNCA MAIS! ""

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKk

    Ubaldo

    28 de maio de 2010 às 18h29

    Se fosse só engarrafamentos que se contorna com altos pedágios estaria bom. Você não conta o chinelo, bermudas e camiseta regata nos shoppings? E nos restaurantes, aquela chupada e palitada nos dentes, sem contar o jogar da bolsa sobre a mesa para se antecipar a você que estava chegando. E o fura-filas e o falar gritando? Mas o campeão das baixarias é aquela de limpar o nariz com mão e passar na calças.
    Sinal dos tempos!!!!

    Leider_Lincoln

    28 de maio de 2010 às 18h21

    Isso Ubaldo: perfeito!
    Altos pedágios: a solução tucana para os males do mundo!
    Você é um jênio!

    embuscadoconhecimento

    28 de maio de 2010 às 12h55

    Eu não sou o Azenha, mas posso responder a sua pergunta.

    Bom, o site do Professor Hari (para os íntimos, rsrs…) é uma forma de satirizar a direita paulista.
    Exemplo de um comentário:

    É incrível o olhar meigo do nosso Messias na foto! Sua expressão doce causa uma sensação de proteção. Nós, homens bons da nação, estaremos protegidos ad infinitum.

    O nosso iluminado e i-lustrado José Serra de Aragão Castela Habsburgo Bourbon Tudor Stuart Avis Borgonha Bragança Médici… (Meigo para os íntimos) é o Gauss dos tempos modernos.Infelizmente, não há o Prêmio Nobel para a Matemática, pois José Serra possui todos atributos necessários para ser o primeiro brasileiro agraciado pelo prêmio. Seu trabalho sobre <a rel="nofollow" href="../2010/04/12/nos-paulistas-precisamos-estudar-mais-matematica/">“Matemática Discreta” repercutiu positivamente no meio acadêmico nacional e internacional; além disso, José Serra é o Matemático, Economista, Engenheiro e Personal Trainer (Teoria do Estado Musculoso) brasileiro mais citado no mundo.

    Quem vota em Serra não erra!

    Carlos

    28 de maio de 2010 às 13h22

    Ele é ironia, sarcamos, deboche, galhofa,… essas coisas.
    Leu Nataniel Jebão?

    emerson57

    28 de maio de 2010 às 14h00

    ledo engano,ó infiel iletrado.
    o blog do professor hariovaldo é seríssimo,
    é a única bússola que dispõe os homens bons e cheirosos da pátria brazilis.
    frequentado somente por pessoas notáveis, louros, perfumados e de olhos azuis,
    enfim, por gente de bens,
    se voce quer frequentar site de brincadeira ou de gozação,
    tente o site do tio rei.
    ou do nobrat,
    ou ainda, do josias.
    alvissaras.

    Zeca Oliveira

    28 de maio de 2010 às 16h53

    Renato, a essência da ironia consiste em não se conseguir perceber o segundo sentido do texto por nenhuma palavra dele, deduzindo-se este segundo sentido simplesmente pelo fato de ser impossível o autor estar querendo dizer aquilo que diz. O site do professor Hariovaldo é um site irônico que sintetiza e satiriza os pensamentos contra as ideologias de esquerda, de forma geral, e do governo do "apedeuta nonadédico", em particular. Uma das coisas mais engraçadas da blogosfera. Se você passa batido pelo blog você se confunde mesmo. Mas se você analisa um pouco melhor você começa a perceber o espírito da coisa. Para mim, o debate entre os esquerdistas desavisados e os esquerdistas "Hariovaldenses" que inflamam a discussão de propósitos é um elemento de humor adicional impagável e que demonstra as possibilidades participativas da blogosfera. No final, a maioria percebe que todos ali possuem interesses comuns e que a genialidade do professor Hariovaldo é um dos ícones desta campanha. Grande abraço.

Sergio

28 de maio de 2010 às 11h21

Na época da eleição do Collor de Mello, lembro de haver um candidato a governador aqui em Brasília que dizia que no governo dele não ia permitir o casamento de "homem sexual" (sic). Bronco, com declarações assim mostrava ignorância em várias áreas do conhecimento de uma vez só, inclusive nas importantes para o exercício do cargo.

Muita coisa no processo democrático evoluiu de lá pra cá. A população finalmente ousou eleger um candidato realmente afinado com a maioria. A manipulação midiática hoje só consegue atingir uma porção restrita da população, não a quase totalidade, como então.

Mas é realmente incrível que um dos principais candidatos ao cargo maior ainda se revele tão bronco, a ponto de sugerir numa entrevista coletiva que chineses gostam de fazer sexo com galinhas, isso pra justificar uma de suas decisões de governo. Provável desonestidade, preconceito, ignorância, falta de tato, tudo mostrado numa declaração só.

Responder

maximillan

28 de maio de 2010 às 10h59

Parabés Azenha,

Você sempre consegue colocar em palavras o que imaginamos que pensamos.
Belo texto!
Um abraço!

Responder

Milton Hayek

28 de maio de 2010 às 10h54

Investimentos do governo federal em São Paulo:
http://mercadante.com.br/sao-paulo/investimentos/

Responder

Engajarte

28 de maio de 2010 às 10h40

Nestes momentos de arroubos do Serra, onde ele se expressa falando de improviso, aí está o verdadeiro Serra, sem a pasteurização marqueteira.
É triste ver alguém com vasta experiência política e que tem se preparado para ser presidente faz uns 20 anos, se desnudando de forma tão baixa.
De fato falta dimensão para o cargo, parece que o homem está gagá, chega a ser inacreditável (vide beijo no porquinho, camisinha chinesa, rejeição iraniana).
Mas politicamente tem uma lógica, Serra tenta sintonizar com sentimentos de extrema direita que existe no eleitorado Brasileiro.
Bem, imaginemos que este extremismo difuso seja em torno de 15% do eleitorado, para ele que tinha trinta 30%, é um caminho degradante, pois aqueles 30% vinham de um recall histórico, não necessariamente ideológico, assim o caminho para a extrema direita vai encolher o eleitorado de Serra.
Esta estratégia eleitoral seguramente veio da cabeça do candidato, nada mais coerente com tudo que ele tem apresentado nos últimos anos. http://engajarte-blog.blogspot.com/

Responder

Orides

28 de maio de 2010 às 10h37

Caro Azenha,

Parabéns pela análise profunda e capacidade de síntese.

Que tal um livro reunindo essas reflexões?

Responder

Jose Francisco

28 de maio de 2010 às 10h33

Azenha,
O artigo é muito interessante, parabéns, mas quero mesmo é agradecer pelo link do professor hariovaldo. Eu não conhecia. Há tempo não chorava de rir… Quase fiz nas calças ao ler alguns dos comentários postados… Garanto, é o melhor remédio para o mal humor. Dê uma olhada no post "http://hariprado.wordpress.com/2010/05/22/dataprado-confirma-a-lideranca-absoluta-de-serra-dilma-tem-menos-de-1-por-cento/#comments&quot;, é impagável. Valeu! Abraços.

Responder

O fim dos tempos e a política do gueto « Olímpio Cruz Neto

28 de maio de 2010 às 09h44

[…] Do blog Vi o mundo […]

Responder

carlos hely

28 de maio de 2010 às 09h43

Belo pensamento! No século 21 estamos vendo os países ditos do primeiro mundo chegado no limite do capitalismo. Tem que se pensar em uma outra via, fazer o que lula quer colocar em prática pelo mundo afora. Dar dignidade a quem não tem nada, as vezes nem o que comer em um dia, enquanto uma sociedade acima do equador desperdiça muito dinheiro, porque acumularam e não saberem como gastar. Se os países não querem ser invadidos por famintos ou imigrantes, que ajudem a desenvolver os outros países para que esta população fique na sua região de origem. Brasileiros estão voltando do Japão, EUA, europa porque lá já não encontram empregos e aqui precisamos de muita mão de obra de qualidade. Sempre achei que o socialismo e o capitalismo tem que andar juntos, um sem o outro não poderá sobreviver. O mundo tem que enchergar que existem ociedades que moram e vivem abaixo da linha do equador e queremos todos participar nos debates global. Viva a africa, viva a america latina, Fora Serra com seu pensamento retógrado. Queremos ver um futuro para todos!

Responder

Olímpio Cruz Neto

28 de maio de 2010 às 09h41

Azenha,
Excepcional o artigo. Lúcido, direto e instigante.
Parabéns.

Responder

Anice Marienbad

28 de maio de 2010 às 09h33

Muito bom texto. COnheço bem a realidade dos discursos neofascistas europeus. Ha algum tempo que digo pros meus amigos que nao sera surpresa nenhuma se daqui a alguns anos esses discursos aparecerem com forca tb no Brasil, devido ao crescimento economico brasileiro e a provavel chegada de imigrantes vindos de outros paises latinoamericanos e asiaticos. Ja eh este o caso em SP, onde ha muitos peruanos e bolivianos, alem de chineses, pOr isso nao me espanta que Jose serra esteja agora sendo o pioneiro deste tipo de discurso de extrema-direita neofascista na politica brasileira, e que ele encontre um potencial de aceitação dessas ideias na sociedade brasileira. Vale lembrar que na europa, os paises que menos fizeram um trabalho de autocritica com relacao ao seu passado fascista foram portugal, espanha, franca e italia. Destes 4 paises, 3 estao na origem da maior parcela dos brasileiros de origem europeia. Seria o caso de se perguntar se isso significa uma propensão potencial nossa a este tipo de discurso, por conta da permanencia atraves do tempo de uma certa mentalidade segregacionista. Fica a duvida. Em todo caso, claro, pode-se dizer que isso existe. O pensamento de extrema-direita sempre existiu no Brasil e ainda existe. Mas ele geralmente toma outras formas de expressao, amparado em outros discursos, dirigido a outras vitimas, e eh heranca de outras estruturas ideologicas. A questao agora eh perceber que estamos numa fase de transformacao desses discursos. Se a asencao brasileira se confirmar nos proximos 10 ou 20 anos, a tendencia eh mesmo que tenhamos no futuro uma voz politica de extrema-direita em muitos aspectos bem parecida com as que existem na europa, e surpreendentemente nao sera apenas a suposta "elite branca de SP" que vai aderir. Temos que ficar atentos.

Responder

Juarez Silva

28 de maio de 2010 às 09h27

Azenha: Quero entrar neste comentário para parabeniza-lo, e especialmente para dizer que concordo integralmente com o comentáriodo Melinho.
Tudo isto que ele diz também já ouvi de pessoas desta mesma camada.
terrivel mas é verdade.

Responder

marco

28 de maio de 2010 às 08h38

Azenha, é só para dar uma checada (não precisa nem publicar esta mensagem, já que está fora de contexto.)
Saiu no Estadão e no Jornal do Brasil
Durval Barbosa liga Rodrigo Maia a esquema de Arruda.
Segundo Durval mais de 60 vão ainda ser presos.

Responder

Carlos.

28 de maio de 2010 às 08h28

Porque o cartaz do filme 2012 ilustra a página? Seria para sugerir que a candidatura Serra é um filme catástrofe ou para sugerir que a candidatura é tão ruim quanto o filme?

Responder

Luis Armidoro

28 de maio de 2010 às 08h19

Azenha, que análise legal. Apenas considero José Serra um oportunista perigoso, capaz de fazer qualquer coisa para consumar suas obssessões juvenis

Responder

    Bonifa

    28 de maio de 2010 às 09h13

    É isso, sim. E agora o Serra é o nosso Neocon. Estamos progredindo, temos até neocon, imagine…

Fátima

28 de maio de 2010 às 08h13

Acredito que há duas questões centrais relacionadas ao Irã: primeiro, o poder de Israel e o medo de ter um inimigo desenvolvido e armado bem ao lado. A ameaça atômica, ainda que falsa, provoca inquietação aos israelenses. Não existe a mesma preocupação com os outros países árabes porque eles já são controlados pelos eua. Segundo, é claro, a reserva petrolífera e de gás, que também interessa a Israel. Movendo toda essa engrenagem, o medo, principalmente americano, além da arrogância tanto de Israel quanto dos eua que os faz sentirem-se ofendidos quando encontram resistência de quem acreditam ser inferior.

Responder

    Bonifa

    28 de maio de 2010 às 09h17

    Quando Israel atacou impiedosamente o Líbano, correu uma versão de que o ataque se deu porque o Líbano estava se desenvolvendo muito, atraindo muitos investimentos, demonstrando pujança econômica.

Melinho

28 de maio de 2010 às 07h44

A matéria é muito boa.

Um dos trechos: "Fico em dúvida se é mera expressão de um político provinciano, que não enxerga além de Resende, ou se o candidato faz isso de caso pensado, na tentativa de se vender como nosso protetor contra os bárbaros — sejam eles sindicalistas do PT que “surrupiaram” a máquina do governo, negros e pobres que exigem terras que seriam muito melhor “aproveitadas” pelo agronegócio, migrantes que reivindicam moradias e escolas construídas com o dinheiro do “nosso imposto”, funcionários públicos que pedem salários “aviltantes” ou estrangeiros traficantes de camisinhas vagabundas".

Pois meu amigo, eu lhe asseguro com 100% de segurança:não se trata de uma mera expressão de um político provinciano.

Converso diariamente com pessoas que se dizem eleitores do Serra. O papo é esse mesmo: a) não se deve dar dinheiro às pessoas, mesmo que o bolsa família tenha feito a roda da economia girar durante a crise financeira recente; b) com o bolsa família as pessoas não querem mais trabalhar (e eu acrescento, "de graça") c) é a agricultura mecanizada que gera excedentes para as exportações; o pessoal do MST é um bando de desordeiros; c) o Brasil deve ficar no seu lugar, o Irã é muito longe; d) eu sou negro, mas não gosto de negro (expressão que ouvi diversas vezes de uma morena muito bonita sobre sua própria cor; foi preciso elogiá-la bastante para que ela passasse a se olhar no espelho); d) o PT chegou ao poder com mais fome do que os outros partidos; daí essa corrupção generalizada ( e eu acrescento, "principalmente no DEM, no PSDB e no poder judiciário" e falo ainda da figura do engavetador-mor Geraldo Brindeiro).

A classe média brasileira se sente ameaçada, sim. Até mesmo de ter as ruas e avenidas mais congestionadas de carros, ruas que deveriam estar desempedidas para o trânsito exclusivamente dos carros importados por ela.

Que história é essa de generalizarmos privilégios? E para que servirá o meu anel de doutor?

Responder

    Bonifa

    28 de maio de 2010 às 09h22

    Faltou definir a frase que está no centro da ideologia: "Tudo é grana, não existe essa de patriotismo, nem idealismo, nem amizade, nem piedade. Tudo se resume a grana e quem não pensa assim é otário."

    Carlos

    28 de maio de 2010 às 09h48

    Retrato perfeito da classe média, Melinho.

    carlos anselmo

    28 de maio de 2010 às 10h29

    bem na mosca, melinho.
    muito parecido ao que externo pro pessoal reacionário que convivo.
    porreta, cara!

O FIM DOS TEMPOS E A POLÍTICA DO GUETO « Notícias do Bem

28 de maio de 2010 às 07h22

[…] Não deixa de ser um período com as suas ironias. O presidente Lula costuma dizer, com razão,… (Leia e comente) […]

Responder

Mansur

28 de maio de 2010 às 01h28

Isso é pensado e o alvo são os extrema direita que "desencantados" com ambos os partidos (PT/PSDB) pensam em votar em Marina "terceira via" da Silva. É uma tentativa de radicalizar para "pegar" essa turma de reacionários, já que os novos classe média estão com Dilma e não abrem. Capiche?

Responder

    Antonio

    28 de maio de 2010 às 08h51

    O aparente descontrole do Serra para mim está mostrando a real face e o que pensa e fará o Serra caso seja eleito.
    O Ciro Gomes, ex-tucano conhece muito bem o político e homem José Serra, pois vieram do mesmo ninho e diz com assertividade que Serra é mais feio por dentro ( o que ele realmente pensa e fará como presidente) do que por fora.
    Para mim, o Serra mistura traços fortes de esquizofrenia (tem mania de perseguição, é um obcecado) somados a uma dose brutal de megalomania. O sujeito se acha o incompreendido salvador do Brasil, somente ele detém a virtude e a verdade.
    O modo do tucano Serra de governar e agir – autoritário- centralizador- vingativo- desagregador – "dono da verdade" , que enxerga somente inimigos na política que devem ser destruidos, é uma excrecência política nos dias atuais, seu modo de pensar e agir politicamente parecem ter sido gestados nos idos dos anos 30, berço esplendoroso dos pensamentos autoritários fascistas que desgraçaram a humanidade.

    francisco.latorre

    29 de maio de 2010 às 15h18

    sociopata. perigoso.

    ainda bem que tá na cara.

    esse não engana.

    ..

setepalmos

28 de maio de 2010 às 00h43

Sensacional Azenha.

Conseguiu sintetizar muitas coisas fundamentais em apenas poucas linhas.
[aplausos]

Eu já escrevi um pouco a respeito, como este texto em 2008:http://setepalmos.wordpress.com/2008/11/21/a-qued

Ou como esta poeasia aqui, mais recente:http://setepalmos.wordpress.com/2010/04/27/sobre-

Mas nunca com esta sua propriedade.
Não tem como não vir aqui no viomundo, realmente.

Saudações fraternas!

Responder

dukrai

28 de maio de 2010 às 00h11

O pobre do Serra ainda não descobriu que está com a brocha na mão e tiraram a escada, mas ele está fazendo bem o seu papel. Vendo além das eleições, é preciso que apareça alguém pra botar ordem na casa, nem que seja na casa da mãe Joana e diga em alto em bom som que índio, preto ou pobre tem que saber o seu lugar e, na dúvida, perguntar.

Responder

ANTONIO ATEU

28 de maio de 2010 às 00h10 Responder

Fabio_Passos

28 de maio de 2010 às 00h05

Mais uma da Dilma arrasando com o zé serra… lá no Georges Bourdoukan:

"Foi durante o debate com os outros candidatos na CNI
As sábias palavras de Dilma Rousseff" http://blogdobourdoukan.blogspot.com/

"
As negociações do Brasil com o Irã, que resultaram em acordo nuclear são muito virtuosas, sob qualquer aspecto.

O Brasil não demonstrou ingenuidade no Irã, como querem alguns.

Optamos por uma estratégia de paz e de diálogo, em que é possível construir o acordo, não o desacordo; criar pontes, e não levantar muros.
"

zé serra é o melhor que a direita tem prá apresentar?
um boquirroto todo nervosinho?

Responder

Fabio_Passos

28 de maio de 2010 às 00h01

Dilma dá uma aula de serenidade e relações internacionais ao zé serra… asistam o vídeo lá no Tijolaço:

"Dilma dá de “talho” na ofensa de Serra à Bolívia" http://www.tijolaco.com/?p=16046

"
“Não é possível, de forma atabalhoada, a gente sair dizendo que um governo é isso ou aquilo. Não se faz isso em relações internacionais. Este não é o papel de um estadista ou de quem quer ser estadista”, disse a pré-candidata ao ser questionada sobre a declaração de Serra.

“Não acho que este tipo de padrão, em que você sai acusando outro governo, seja uma coisa construtiva. Temos que ter cautela, prudência e saber que são relações delicadas, que envolvem soberanias. Mesmo sendo [a Bolívia] um país pequeno, e por ser um país pequeno, a delicadeza tem que ser maior”,
"

Sinto até dó do zé serra…

Responder

Fernando Frota

27 de maio de 2010 às 23h47

Movimentos como este do Tea Party já eram esperados diante da eleição de Obama e da Crise. Há nos Estados Unidos dois caminhos visíveis a disputarem espaço, diante da gravidade da crise que em breve atingirá o país em todos os aspectos da vida cotidiana. Um caminho é o enfrentamento dos problemas em seus aspectos estruturais, com uma onda de austeridade e sacrifícios que serão rogados à população em troca da crença em um futuro de superação, onde os dados da realidade serão postos para todos com toda a transparência. Outro caminho é o da fuga dos problemas que surgirão, oferecendo-se a alternativa da Guerra como ponto de partida de um novo rearranjo da realidade mundial, no qual seriam conservados os padrões perdulários e o consumo desenfreado que têm caracterizado a vida americana. Desejos de volta ao passado se apresentarão de variadas formas, dentro destas duas tendências. Mas este desejo do Tea Party não pode prosperar, porque não dispõe do cerne puritano que regulamentava rigidamente a vida dos pioneiros, para que pudesse haver ética em um capitalismo sem regulamentação. Esta ética não voltará a existir jamais. É apenas saudosismo vazio, usado para o agrupamento de oportunistas políticos.

Responder

zeleandro

27 de maio de 2010 às 23h41

Azenha,

Abração, tudo meio complicado com a web 2.1, mas seguimos em frente.

Dia desses pensei: se a direita grita tanto assim com o Lula, que é um centrista moderado, imagina o que farão com a Dilma…

Dias melhores/piores virão…

Braços.

Responder

Conceição Oliveira

27 de maio de 2010 às 23h20

Afora o Feminismo "para justificar a dupla jornada de trabalho das mulheres" e o 'Empoderamento' conceitos que estão fora de lugar, assino embaixo ao restante.

Responder

    Luciana Junqueira

    28 de maio de 2010 às 09h13

    Realmente, é preciso distinguir as coisas. O feminismo como aspiração das mulheres à igualdade de direitos civis, à emancipação do corpo e da consciência e à dignidade social e moral não pode, de fato, ser reduzido às causas econômicas ou politicas citadas. Mas estas são pertinentes no que diz respeito à instrumentalização do feminismo pelo poder dominante (fundamentalmente masculino). é curioso notar que nos EUA e Europa dos anos 50/60, por exemplo, a causa do feminismo foi muito mais facilmente assimilada pelo discurso do poder liberal burguês dominante do que a causa da igualdade racial ou da descolonização.

Vera Silva

27 de maio de 2010 às 23h19

Azenha, seu artigo abre uma excelente discussão sobre o mundo moderno.
Parabéns.

Responder

rick

27 de maio de 2010 às 23h06

É isso tudo Azenha e mais alguma coisa na alma!
É horror, o horror!!
Sou de esquerda, sempre fui, ta no DNA, de minha mãe, (sempre as mães).
“Maluco” desde os tempos de colégio Tiradentes, em Minas.
Será que essa “maluquice” é por causa de meu pai, que era um reaça golpista em 60/70 – era milico do exercito?
Meu analista nunca me esclareceu completamente.
rs,rs,rs,rs
Acho que os mortos VIVOS, nunca querem dar lugar a juventude, não conseguem enxergar que o mundo muda, que o tempo mingua. Corre rápido.
Tenho 52 anos, tenho um filho, e agora, uma neta de três anos.
Meu pai, o reaça milico, achava que eu era um pacifista comuna, (bichinha) não poderia ter filhos, nem amar mulher alguma.
O que eu quero agora, aos 52, é ouvir o FUTURO, a juventude, como no meu tempo.
Quero ler, ver, o que eles pensam, o que eles querem.
Dar lugar, naturalmente, a novas idéias.

Responder

Paulo

27 de maio de 2010 às 23h04

Discordo da comparação entre Sarkozy e Berlusconi. O presidente francês, apesar de ter sido eleito como "o conservador", vem fazendo um governo razoavelmente centrista, tanto social como economicamente. Ao contrário da Itália, o governo da França não se alinhou à direita xenófoba de Le Pen, e depois dos incidentes de Paris faz uns anos, não se ouve falar de conflitos sociais importantes. E mesmo no caso da Itália, Berlusconi, mais que um grande reacionário, é um oportunista. Que faz concessões à Liga Norte porque esta, sim, é uma força política retrógrada e forte no país, sem a qual Berlusconi não governaria. Muito da situação italiana se deve à total incompetência da esquerda local de se reestruturar e apresentar-se como alternativa.

Responder

Gerson Carneiro

27 de maio de 2010 às 22h54

O "estado de coisas" citado também representa um prato cheio para políticos demagogos como os brasileiros que se enquadram na categoria do francês e do italiano citado. Pois surfam no sentimento difuso de insegurança de alguns brasileiros, na suposta ameaça social representada pela “terrorista”.

Responder

    Leider_Lincoln

    29 de maio de 2010 às 11h27

    O problema para eles é que 70% considera que ameaça é fazer o contrário do que vem sendo feito. Aliás, parea mim as questões de fato são duas: se haverá segundo turno e quem o Serra apoiará, se houver.

Alexandre

27 de maio de 2010 às 22h51

Azenha,

Será que o DEM, PSDB, Serra, elite golpista seriam tão óbvios assim com este programa do DEMo? Será que não existe a possibilidade de já estarem dando como perdida a candidatura de Serra e terem feito isso para dar motivo de cassá-la e evitar que o mesmo passe vergonha com uma derrota esmagadora? Ainda mais, será que se isso acontecesse o objetivo final não seria também cassar a candidatura de Dilma e começar tudo zero? Será que aí surgiria o Aécio para salvar a pátria ou o Ciro retornaria por cima com o apoio da direita? Não sei, não sei, mas para mim nada disso está muito claro… temos que ficar de olho.

Abraços e boa luta!

Responder

JOSÉ LUIZ COUTO

27 de maio de 2010 às 22h48

Imagina, Azenha, se fosse a dilma que tivesse dito tamanha besteira.

Responder

Carlos Morales

27 de maio de 2010 às 22h34

Excelente!!

Responder

Jorge Leite

27 de maio de 2010 às 22h05

Em tempo, seu artigo é excelente!

Responder

    Leider_Lincoln

    27 de maio de 2010 às 22h35

    Para dizer o mínimo…

Jorge Leite

27 de maio de 2010 às 22h00

Acabo de assistir a uma autêntica "enrabada" do chanceler Celso Amorim na Leitoa da Globonews…

Responder

    Bonifa

    28 de maio de 2010 às 08h51

    Também assisti. Detectei um ar de desengano na Míriam, não havia mais em seus olhos aquele brilho guerreiro. De qualquer forma, ela ainda é muito perigosa. Calada, interviu nos momentos adequados para tentar embaraçar o Amorim. Mas o Amorim é mais escorregadio que um bagre, escapava entre os dedos da Míriam e mergulhava pela tangente. Amorim sabe conversar até mesmo com a Míriam, é um mestre em sua profissão.

    Candido

    28 de maio de 2010 às 10h09

    Eu não me contive na hora em que a Míriam interrompeu uma resposta do Amorim e afirmou que poderia haver um grupo guerrilheiro no Paraguai pronto para atacar Itaipú, o Amorim, de forma contida, tentou segurar uma risada, foi elegante e educado diante do absurdo da pergunta e respondeu que não enxergava ali nada além de um pequeno conflito.
    Menos Miriam, menos.

Ubaldo

27 de maio de 2010 às 21h58

Esses políticos brasileiros da política externa costumam ser muito ineficientes ao longo dos tempos.
Agora, com Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia, além da ineficiência contumaz são também hilários.

Responder

    Leider_Lincoln

    27 de maio de 2010 às 22h33

    Grande Ubaldo: deve ser por isso que o Obama acaba de anunciar que quer _e precisa_ aprofundar os laços com o Brasil, não é mesmo? Para rir!http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documen
    Eficaz é tirar os sapatos, não é mesmo, Ubaldo?

    Ubaldo

    27 de maio de 2010 às 23h12

    Política externa é assunto para médio e longo prazo, não cabe demagogia. Mas Hillary e Obama sabem que faltam apenas 7 meses para esse bando de incompetentes deixar o comando da política externa. Imaginem, se associar ao Ahmadinejad, ao Chavez, ao Fidel, ao Correa, ao Zelaya, ao Khadafi e deixar de lado Obama, Sarcozy, Merkel e por ai vai…. Só na cabeça de petista é que passa que esses nanicos estão certos.

    Jorge Leite

    28 de maio de 2010 às 00h17

    Ihhh! Esqueceu de tomar o remedinho de novo!
    Assim não pode ! Assim não dá!

    Carlos

    28 de maio de 2010 às 09h52

    Ubaldo é um sujeito de múltiplos conhecimentos (física nuclear, botânica, geofísica, geologia, geopolítica, medicina tropical, angiologia, direito constitucional, engenharia naval,…), mas o que ele mais aprecia, mesmo, o que o faz mais feliz, é a condição de sparring….

    francisco.latorre

    29 de maio de 2010 às 15h24

    masô..

    ..

    Leider_Lincoln

    28 de maio de 2010 às 06h50

    Ubaldo, você LEU o artigo? Há como ele ser mais claro? Se os Estados Unidos disseram com todas as letras que PRECISAM se aproximar dos poderes médios, quem é você, para dizer o contrário? Já viu o estado da economia do primeiro grupo de países que você citou? A médio e longo prazo, pelos deuses, ainda não ficou claro para você que seremos nós o poder hegemônico? Será que você ainda não entendeu que a era deles está acabando? Que mais que força, respeito é a nova palavra chave nas relações internacionais?
    Você, triste Ubaldo, vive reclamando que somos exportadores de commodities e não percebe que é para os NANICOS que nós mais exportamos produtos industrializados?
    Você é mesmo um eleitor do Serra…

    Milton Hayek

    28 de maio de 2010 às 10h56

    Compra o gardenal pro Ubaldo,Leider!!!O Graeff não está pagando!!!

Fabio_Passos

27 de maio de 2010 às 21h57

zé serra parece um colunista qualquer da revista veja.
Completamente destemperado.

Começo a desconfiar que zé serra jogou a toalha na disputa pelo voto popular… e agora disputa votos de juízes ultra-reacionários para tentar vencer no tapetão.

A direita vai tentar um golpe sim.

Responder

    Gerson Carneiro

    27 de maio de 2010 às 22h57

    Não, ele não "disputa" votos de juízes ultra-reacionários, ele apenas se apega nos votos de juízes ultra-reacionários, pois estes já estão com ele.

    Fabio_Passos

    27 de maio de 2010 às 23h58

    Já estão sim.
    E como sabem que vão perder no voto popular…

Leandro

27 de maio de 2010 às 21h46

"Um gueto sob ataque de massas ignaras, compradas com o dinheiro do Bolsa Família, massas incapazes de tomar decisões racionais e óbvias, como a de eleger José Serra presidente da República."

O extrato pinçado, acima´foi na mosca:
.
Em recente viagem ao nordeste o José Serra, sabendo que falar mal de Lula no nordeste, só piora sua situação, declarou, numa entrevista de rádio: "Lula está acima do bem e do mal", disse isso pensando que os nordestinos não perceberiam sua verdadeira intensão, de que ele não estava elogiando Lula, mas chamando os nordestinos de beatos, irracionais e fanáticos.

Responder

    Gerson Carneiro

    27 de maio de 2010 às 22h46

    E falou isso bem na terra de Padim Ciço.

    Bonifa

    28 de maio de 2010 às 08h55

    Depois que o Serra se foi de Juazeiro, fizeram uma novena de descarrego em homenagem a Frei Damião.

    Gerson Carneiro

    28 de maio de 2010 às 10h58

    E antes da novena o Hugo Chavez esteva lá e disse:

    "O Diabo esteve aqui. Sinto um forte cheiro de enxofre neste lugar".

diegomtorres

27 de maio de 2010 às 21h38

Depois da propagando do DEM de hoje, 27/05/2010, as perguntas que não querem calar são:

1) Há abusos suficientes para ameaçar o registro da candidatura de Serra?

2) O que pensam os dois ministros do TSE ouvidos por um determinado blogueiro a respeito da propaganda de hoje?

3) Falta coragem ao tribunal para tomar qualquer medida mais drástica a esse respeito?

E agora José?
http://diegomtorres.wordpress.com/2010/05/28/e-ag

Responder

Milton Hayek

27 de maio de 2010 às 21h30

"……Conseguiu capturar a atmosfera dos chamados teabaggers. O movimento se apropriou de um símbolo muito importante na história da revolução americana: a destruição de carregamentos de chá por moradores de Boston, revoltados com a chamada “taxação sem representação” dos britânicos".

Chame "taxação sem representação' de "pedágios" e os paulistas já podem iniciar o seu Tea Party.Não precisa ser do PT para perceber como o PSDB é ridiculamente gastador dos nossos recursos.

Responder

Tweets that mention O fim dos tempos e a política do gueto | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

27 de maio de 2010 às 21h28

[…] This post was mentioned on Twitter by joao and Eduardo Pessoa, Rita C. Machado. Rita C. Machado said: O fim dos tempos e a política do gueto – http://tinyurl.com/3yy6nrr (via @viomundo) […]

Responder

Abreu

27 de maio de 2010 às 21h20

Excelente artigo, o que me preocupa é a falta de discussão mais profunda sobre os rumos da economia Mundial, o que fazer quando todos atingirem a falência consumista à qual você se refere no texto?

Responder

    Fernando Frota

    28 de maio de 2010 às 09h00

    As discussões estão muito aprofundadas mas, mesmo pela Internet, não chegam ao Brasil. Há alguma coisa ainda em português de Portugal, traduzida das outras línguas europeias. Mas é preciso garimpar.

adroaldo

27 de maio de 2010 às 21h10

Uma correção: Hariovaldo de Almeida Prado, e não Pinto. Alvíssaras!!

Quanto a Serra, aquela entrevista sobre a gripe suína é muito didática. Sobre quem ele realmente é. A partir daquilo, tudo o mais é irrelevante.

Responder

Julio Silveira

27 de maio de 2010 às 21h04

Quando a elite brasileira nos oferece um candidato como o Serra como sua melhor alternativa, é sinal que estão perdidos e querem que fiquemos.

Responder

geniberto campos

27 de maio de 2010 às 20h58

Muito bom o artigo, Azenha. Precisamos de atualizar os nossos conceitos e o seu texto remete a uma reflexão importante sobre o caminhar das idéias e as suas – vá lá o palavrão – tensões dialéticas.

Responder

Irani

27 de maio de 2010 às 20h53

Todas as coisas juntas, Azenha. É a tentativa de manter o status quo sempre e os outros serem aquilo que eram nos séculos anteriores, escravos; mas escravos sobre o manto da democracia.

Não é muito diferente do Tea Party, uma representação dos whigs do século XXI.

Responder

magalipedro

27 de maio de 2010 às 20h51

Azenha, duas coisinhas: 1) o nome do Mestre está enviando pro Blog da Cidadania; 2) é Prado!!! No mais, parabéns e obrigada.

Responder

    Conceição Lemes

    28 de maio de 2010 às 00h01

    Magali e Tiago, corrigido. Obrigada. Abs

Esdras Carlos

27 de maio de 2010 às 23h47

Lúcida análise sobre um mundo em ruínas. Esses paises ditos emergentes que você citou vão ser os comandantes do mundo neste século XXI que se inicia com uma década de rápidas tranformações. Cito o exemplo do nosso próprio país. Em 2000 quem era o Brasil no cénario internacional? Apenas uma potência média numa região caótica; enfrentando sérios problemas econômicos a cada nova crise do capitalismo. Tinhamos um governo que rezava pela cartilha do Consenso de Washington e vendeu quase toda estrtura estatal. Hoje, apesar das limitações que atingem a sociedade brasileira, como a sempre citada desigualdade social, o narcotráfico e suas consequências, algo tem mudado. O caso do acordo de Teerã, que o país, juntamente com a Turquia, fez o presidente daquela república assinar é emblemáticos. Mas não esqueçamos das rodadas na OMC e das sucessivas derrotas das antigas potências, da crise que assolou os EUA e a que ameaça a Europa, fazendo com que essas áreas do globo decaiam e outras tomem seus espaços.
Os emergentes de hoje, são o que os EUA foram na virada do século XIX para o XX, uma economia em rápido crescimento e que que depois das duas guerras assume o posto de líder do mundo ocidental e vive seu ápice na década final do século XX, com a queda da outrara rival URSS.
O mundo mudou, mas determinados grupos que tinham em suas mãos o poder não querem perder o espaço de dominação e se refugiam em um discurso radical e muito perigoso, como bem você analisou.
Parabéns pelo site, admiro muito seu trabalho e a busca por um jornalismo coerente e feito de modo limpo.

Responder

Clóvis

27 de maio de 2010 às 20h34

Pra quem gosta/conhece um pouco de política americana e quer dar risada com um humor político melhor que os nacionais – mesmo sendo meio bobo, mas rir faz bem ao ser humano…
http://www.thedailyshow.com/videos/?term=+Tea+Par
Ainda dá pra ver o que eles querem…

Responder

sergio

27 de maio de 2010 às 20h29

serra calado é um poeta, todos os meus comentários enfatizam isso, será mortal esse comportamento dele na campanha, está perdido

Responder

Tiago

27 de maio de 2010 às 20h23

É PROFESSOR Hariovaldo Almeida PRADO pra você

… ele é o agora famoso fundador do Dataprado. http://hariprado.wordpress.com/

Responder

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