VIOMUNDO

Diário da Resistência


Opinião do blog

O Brasil derrota o Brasil. Para delírio do Brasil


28/11/2010 - 15h03

por Luiz Carlos Azenha

A população brasileira vibra. “Forças de segurança” garantiram a vitória do Brasil contra… quem mesmo? O Brasil.

Finalmente, nossa gloriosa bandeira está hasteada em Iwo Jima.

A foto foi publicada no site do Sidney Rezende.

O discurso é grandiloquente: o território teria sido “libertado”, o “momento simbólico entra para a história”, é a “atitude emblemática”.

Na cobertura dos acontecimentos do Rio de Janeiro só está faltando aquela vinheta “Brasil!” que a Globo usa na Copa do Mundo.

Em uma única edição do Jornal Nacional, dois populares apareceram falando na vitória do “bem”.

É a negação, pela força, de que o “mal” também somos nós, brasileiros.

Ou fomos invadidos por uma força estrangeira de traficantes? Seriam seres extraterrestres os bandidos do Alemão? Seriam resultado de geração espontânea?

Por trás do heroísmo do BOPE, dos blindados que sobem o morro com a bandeirinha do Brasil tremulando, dos repórteres que usam coletes à prova de bala, por trás de todo o circo há uma guerra do Brasil contra o Brasil.

Os “ratos” que fogem pelo esgoto somos todos nós, brasileiros.

É nessa hora da “exceção” que reconhecemos o verdadeiro Brasil: o que clama pelo fuzilamento, o que nega direitos básicos elementares para os outros (inviolabilidade do domicílio, por exemplo), o que se concentra em soluções de curto prazo, o que esconde a miséria quando vai receber visita (o mais importante é ‘preparar o Rio’ para a Copa e as Olimpíadas).

A maconha, a cocaína e as anfetaminas amplamente consumidas nas festas e casas da classe média brasileira, afinal, aparecem lá por “geração espontânea”, do mesmo jeito que os traficantes do Alemão e da Vila Cruzeiro.

Como escreveu o Sakamoto, o Brasil perdoa o Brasil que usa métodos criminosos contra criminosos.

Como escreveu o Luiz Eduardo Soares, o Brasil busca as soluções fáceis, pirotécnicas, maniqueístas.

Para que tudo continue como está, eu acrescentaria. Para que o Brasil continue gastando mais com juros do que com saúde, educação e salários.

Para que, assim que a farsa acabar, os “heróis” de hoje sejam acusados de abalar as contas públicas, se continuarem a reivindicar a aprovação da PEC 300, a que visa criar um piso salarial para os policiais brasileiros.

Deveríamos ter vergonha de ter deixado as coisas chegarem onde chegaram. Deveríamos ter a decência de não usar o patriotismo onde cabe a vergonha.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
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A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



279 comentários

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ana

30 de novembro de 2010 às 19h30

Eu como a maioria da população sabemos o que é a violência e a profundidade em que ela se encontra…em partes concordo com o seu argumento, em falar que somos todos brasileiros…"temos a mesma pátria"…mas quando quando vc é assaltado o cara antes pergunta sua nacionalidade…pede sua RG??? Ele só pensa nele mesmo e o que ele poderá fazer com o seus bens…ou mesmo com a sua vida!!! O que é patriotismo pra vc??? Deixar a situação piorar??? Chegou no limite e isso deve ser mostrado…contato…divulgado…me desculpe mas oq interessa para nós "brasileiros", nos dias de hoje é pararmos com essa onda de violência…ou vc pensa que eu também não gostaria de estar sentada em algum lugar …tranquila…sem me preocupar com assaltos…agora isso deveria ser feito aqui tb…e discordo de vc q as drogas são utilizadas por classe média…as maiorias dos consumidores são de classe alta…onde o mínimo q deveriam ter é a conscientização do berço…para finalizar…acho ótimo oq aconteceu…é uma pena que não conseguiram prender tantos quanto necessário…Falam-se tanto em "Direitos Humanos"…mas eu sou humana!!! E quero o meu direito!!! …Não me importa mais oq pensem sobre o Brasil…me importa agora somente o que o Brasil pensa de nós!!! Tomara que esse tenha sido o impulso de uma atitude demorada…e realizada as pressas…e que futuramente sejamos muitos dos sentados em praça tomando sorvete sem termos medo de sermos os próximos atacados com a violência…Me desculpem o desabafo…porém é necessário!!!

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Caroline B.

30 de novembro de 2010 às 17h06

Concordo plenamente com você Azenha e sim concordo com quem diz que "não sabemos o que é viver anos e anos sendo oprimidos por traficantes dentro de uma favela'… sim é verdade, porém também é verdade que esse processo é apenas uma forma de reestruturação do crime no Rio de Janeiro,afinal eles não estavam ali para acabar com o tráfico de drogas, primeiro porque o intuito era apenas afugentar os criminosos dali e segundo porque se o intuito fosse exterminar o Tráfico de Drogas, com certeza não era ali que se começariam as mudanças, afinal sabemos que enquanto estes estão sendo caçados, os verdadeiros criminosos, os que realmente lucram com o tráfico, estão em sua mansão bebendo champagne!

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J.P.

30 de novembro de 2010 às 14h47

Azenha, já viu este vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=s3Il0KEXLfU

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Francisco Glauter

30 de novembro de 2010 às 02h27

acho inadmissível nesse momento que essa crítica seja apresentada. claro que em essência seu raciocínio é pertinente, mas acho fácil a sua crítica…além de egoísta. é fácil sentar diante do computador e discorrer sobre tudo isso, assunto deveras complexo. mas ignorar que o que está sendo feito é sim "libertação"…é um absurdo!! claro também que foi o estado que permitiu que se chegasse a esse ponto. claro que tudo isso está diretamente ligado à imagem do brasil que sediará a copa e as olimpíadas. mas agora não interessa !! me comoveu hoje a imagem de uma senhora já idosa tomando um sorvete numa rua da vila cruzeiro agora à noite. ela nunca pudera fazer isso antes, àquela hora da noite…e dizia que até o sabor do sorvete lhe parecia melhor. pensemos um pouco nesse povo que viveu 40 anos à base de toque de recolher e que não sabe o que é escrever a respeito de problema que não vive na pele !! é azenha…você(como eu !!) não sabe o que é isso !!

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@sergiobio

29 de novembro de 2010 às 22h25

Concordo com o que você disse, desde antes de você escrever.

É preciso, sim, urgentemente redistribuir riquezas, além de melhorar o acesso e a qualidade da educação, a oportunidade de emprego (e emprego de qualidade), sem falar na saúde, transporte, esgoto, moradia etc. E é isso que vai resolver definitivamente o problema da violência, não só no Rio, mas no Brasil todo. Porém, convenhamos, isso não pode ser considerado uma resolução que interrompa de uma vez só o ciclo.

Não se trata um enfermo já infectado só com medidas preventivas. Trata-se-lhe com medidas combativas. As medidas preventivas deveriam ter sido tomadas antes, mas não foram. Por culpa de quem, a pergunta é válida, mas é outra discussão.

Então, quando eu digo "caráter urgente", leia-se uma solução de curto/médio prazo. Uma medida que interrompa a violência desde já, para que não se percam mais as preciosas vidas, nem o futuro das crianças na favela. E essa solução de médio/curto prazo mais adequada ainda não foi sugerida por nenhum dos críticos à invasão em si.

Essa é uma tréplica ao comentário do Fábio Passos.

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Vinicius Scaramella

29 de novembro de 2010 às 21h35

O povo do Rio acha que o estado varreu a bandidagem do mapa, doce ilusão, não se curam essas feridas da noite para o dia. A bandidagem, malandragem, são chagas culturais, de origem histórica, essas coisas estão impregnadas na mente e alma do povo. Tenho visto se repetir no Rio de Janeiro algumas questões visíveis na Segunda Guerra mundial, alguns cariocas que sempre simpatizaram com o jeitinho traficante de ser, agora vestem a lã do cordeiro e ficam do lado do Estado, foi assim na Alemanha, boa parte da população apoiava as barbaridades do nazismo e depois que a cobra fumou se fizeram de coitados. Não se contaminem com o que a maior parte dos setores da mídia cria, muitos dos traficantes são idolatrados por grande número de moradores das comunidades do Rio, eles são o braço do Estado que não alcança os barracos, são frutos daquela pequena sociedade e mais tarde, se tornam a semente!

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Ubiratan Rosa Passos

29 de novembro de 2010 às 21h06

Azenha, me desculpe, mas discordo totalmente desse seu comentário.
Essa ação, embora "tardia", como você sugere, é merecedora de elogios. Afinal, em algum momento teria que haver uma resposta contra esses bandios. Ainda bem que houve. Só espero que essa ação, QUE ENVOLVE SERVIÇO DE INTELIGÊCIA TAMBÉM, continue.
Parabésns ao BOPE, fuzileiros navais, e a todos que se envolvem nessa missão.
Nessa hora, não há que se poupar a revista das 30 mil residências (eles não vão invadir, como você sugere, mas apenas pedem a poulação que colaborem e, lógico, toda negação tem que ser encarada como suspeita). Os marginais respeitam alguém? Respeitam a privacidade de alguém? Onde eles estão escondidos? Provavelmente em várias resdências.
Quer deixá-los lá?

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Sergio

29 de novembro de 2010 às 20h10

Não costumo ler a tua coluna. Aliás, nunca li, é a primeira vez. Não consigo concordar com nada do que tu diz. Isto não é esporte para o Brasil ir contra o Brasil, como tu sugeres no texto e no título. Não é um jogo, não é um esporte. O país tem que agir contra o crime e não contra o próprio estado, e é o que está acontecendo. Bandido tem que pagar pelo que faz. Pelo teu texto, considero que o BOPE deveria agir contra o crime na Bolívia, a Polícia do Chile agir contra o crime Argentino e a justiça paraguaia agir contra a bandidagem equatoriana. Cada país tem OBRIGAÇÃO de defender o cidadão de bem. Cada um que cuide da sua justiça.

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    José Batista

    29 de novembro de 2010 às 21h14

    Se o Brasil tem que agir contra o Brasil, porque esperou 30 anos para tal? Resposta: por causa das olimpíadas e da copa do mundo, ou seja, por interesses que em nada dizem respeito àquela população que se julga libertada. Pobres diabos enterrados nas trevas da ignorância e da incapacidade de ler o contexto histórico no qual estão inseridos. Isso é o pior. O Rio de Janeiro é uma cidade em guerra há muito tempo. E é uma vergonha que tenha chegado a esse ponto. Se alguém sai vitorioso dessa investida, com certeza não é o nosso Estado. E mais, muitas vezes aquele se diz o cidadão de bem, é o mesmo que financia indiretamente toda a infra-estrutura do crime organizado, seja comprando drogas, produtos roubados, filmes pirateados. O problema é moral, é ético e, também, social. Depois que a poeira baixar, o crime se reorganiza de novo e a luta de classes se configura mais uma vez (sim, bandidos x sociedade é uma luta de classes). A História é assim, sempre foi.

    Antônio Manoel Góes

    29 de novembro de 2010 às 21h40

    Que é que é isto, Sérgio? Sem dúvida, TUAS duas primeiras frases são 'emblemáticas'. Se nunca LESTE aqui o VIOMUNDO, ÉS um neófito(bem intencionado, mas de crua percepção) quanto a questões implícitas, por óbvias. PEGASTE o bonde andando, caríssimo! Objeto, aliás, da confissão inicial que FIZESTE, motivo de requerer ao Azenha, por esta mesma via, uma versão menos 'politizada' e mais 'Pra frente, Brasil!', se voltar ao momentoso tema da 'libertação do território conflagrado do Alemão e Vila Cruzeiro'. ENTENDERÁS, com certeza, que esses 'inimigos' , supostamente alienígenas', cujas cabeças PEDES na bandeja de TUA fúria maniqueísta de cruzado do 'bem', são indivíduos nascidos, em sua maioria, no entorno da Leopoldina e outras áreas periféricas do Rio de Janeiro, embora bandidos passíveis de contundente repressão policial pelo que fazem. Infelizmente, ESQUECES que os potenciais patrões deles se refestelam, via-de-regra, em áreas cujo metro quadrado, aqui no Rio, tem preço de feudos do primeiro mundo. Salvo melhor juízo, ÉS fã de carteirinha do furibundo e fictício Capitão Nascimento(ou do badalado 'analista de segurança' da Globo que inspirou o principal personagem de 'Tropa de Elite' 1 e 2). Em tempo: conheço o Azenha apenas dos tempos de repórter da TV e agora aqui, dissecando o que não VÊS na mídia, provável razão de não ESTARES acostumado à peculiar 'semântica' do cotidiano blogueiro.

Pedro Ayres

29 de novembro de 2010 às 19h35

A cidade do Rio de Janeiro, por ser um importante ponto de conexão internacional e estar se preparando para dois importantíssimos eventos esportivos massivos – a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, vive momentos que lembram uma guerra civil, tal o poder de agressão que grupos de narcotraficantes estão a desencadear contra todos. Uma agressão que lembra a tática das "revoluções coloridas" do Leste europeu e das ações que criaram o terror e o pânico exigíveis para a violenta eclosão separatista do países balcânicos. Mas, aí só resta tentar as respostas para as perguntas que há muito circulam pela cabeça de todos nós – o que fazer? e por que?
Se tivéssemos o hábito de estudar um problema a partir de sua origem e de seus desdobramentos, saberíamos criar alternativas capazes de reduzir o seu raio de abrangência e de incidência. Ora, como nada disso é feito, o resultado é o que se vê e sofre. Crer que pode haver racismo e aumento da exclusão social, pelo simples fato de que grande parte dos "narcotradicantes" é negro ou mestiço, é o mesmo que afirmar que o narcotráfico é um importante instrumento de inclusão social. Mais um pouco e surgirão "teorias" sobre o caráter libertador e progressista desses grupos quadrilheiros. Quando, coitados, são simples e descartáveis informais de um grande negócio, do qual ficam somente com as migalhas.
Mas, de volta à vaca fria, se fizéssemos uma pesquisa entre os "narcotraficantes", de cara uma característica ficaria bem exposta – a visão ideológica desses criminosos. Os objetivos e as ambições desses bandidos em nada diferem daquilo que é observável nas burguesias capitalistas e oligarquias políticas.
A lógica é uma só – acumular riqueza, bens e poder. Uma lógica que ao incensar e estimular a permanente acumulação capitalista, não só a erige em virtude, mas a torna como um destino e uma vontade divina, não só para o indivíduo, mas, para a própria sociedade. Desse modo, como se poderá evitar que surjam os criminosos, pois, todos eles sabem que a diferença entre eles e os seus modelos, é a “legalidade” dos seus haveres e dos seus status de poder. Um fato que é facilmente verificável se olharmos para o modo que foi utilizado por (agora) ilustres e poderosas famílias e grupos econômicos para a aquisição e aumento de seus poderes e riquezas.
Hoje, como o narcotráfico é uma atividade ultra-rentável, pois, além de não pagar nenhum imposto – o sonho de qualquer capitalista -, mais e mais é o tipo de empreendimento necessário para o capital ocioso ou que não aceita os “ínfimos” lucros auferidos através do cassino bursátil e das bolhas especulativas financeiras. É tão grande essa sede cumulativa que daqui a pouco também haverá uma “bolha especulativa do crime”, um fenômeno que muitos dizem já ser uma realidade nos Estados Unidos, graças ao formidáveis lucros da fazendas de papoula e de coca no Afeganistão, Colômbia e Turquia, dirigidas por competentes gestores neoliberais da CIA, DIA e DEA.
Uma coisa é certa – quando uma sociedade produz a doença, e o crime é uma doença social, logo em seguida cria o criminoso ou o doente. E se tomarmos os mais importantes países capitalistas como exemplo, veremos que o capitalismo precisa da droga, seja como forma de acumular riqueza, seja como uma arma tática política de alta eficácia. Portanto, evitar a doença é mais barato e correto do que isolar ou matar o doente.
A questão ganha outra dimensão quando, por lógica de sua proposta ideológica e objetivos estratégicos – a universalização do consumo e do comércio de drogas -, é preciso derrotar o aparelho de Estado que a isso se contrapor. Como a comercialização da droga hoje em dia é uma das principais fontes de renda e poder para alguns segmentos estatais de países capitalistas mais desenvolvidos, isso implica na vinculação política com alguns grupos oligárquicos-burgueses brasileiros, assim a luta contra o narcotráfico, além de ser policial, também é uma luta pela sobrevivência soberana do Estado e da sociedade. Enfim, parece que a trágica profecia de Hobbes está se configurando como real. O que talvez justifique teorizações quase justificadoras sobre o uso e o comércio de drogas no Rio, uma velha moda de certa inteligentsia tupininquim. Ou acaba descambando para ilusórias interpretações pseudo-sociológicas e críticas capazes de ruborizar simples leitores de Clausewitz, Sun Tzu ou Vo Nguyen Giap, em que é até possível se encontrar eruditas inferências aos clássicos filmes sobre a Máfia dos Estados Unidos e da Itália. Uma inteligentsia que até já cunhou o tipo de uso aceitável para as drogas – o uso social, tal qual se bebe socialmente.

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MirabeauBLeal

29 de novembro de 2010 às 19h31

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DAY AFTER, CAINDO NA REAL

Apesar da ocupação do complexo de favelas do Alemão no domingo (28), na zona norte do Rio de Janeiro, os três principais chefes da maior facção criminosa do Rio de Janeiro permanecem foragidos.

A polícia não sabe o paradeiro de Alexander Mendes da Silva, o Polegar, Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, e Fabiano Atanásio da Silva, o FB.

Polegar comanda o tráfico no morro da Mangueira (zona norte).

FB chefia a favela Vila Cruzeiro, na Penha,

e Pezão é a principal liderança no complexo do Alemão.

Além de FB, Pezão e Polegar, outros "figurões" também escaparam.

Entre eles, Marcelo Leandro da Silva, o Marcelinho Niterói, que é o "representante" de Fernandinho Beira-Mar no Rio de Janeiro, e Leonardo Farinezo Pampuri, o Léo Barrão, da Vila Kennedy (zona oeste).

O Serviço de 'Inteligência' da Polícia Militar informa que haveria ainda muitos bandidos escondidos no complexo do Alemão.

Um policial civil, no entanto, diz acreditar que a maioria seja de pouca expressão e sem mandados de prisão.

R7

Responder

francisco p.neto

29 de novembro de 2010 às 19h28

Juro por Deus que eu não vi a autoria da matéria.
Quando vi, lendo os comentários, fiquei sabendo que era do Azenha.
Portanto só posso considerar uma provocação ou consequencia de uma noite mal dormida.
Mas acredito na primeira hipótese.

Responder

J.L.Brandão Costa

29 de novembro de 2010 às 17h31

Com todo respeito Azenha. Discordo profundamente de seus argumentos. Sei que você é pessoa da maior integridade intelectual. Deu-me, com seu blog, uma lufada de oxigênio, nessa nossa atmosfera midiática do pig., na qual estávamos aprisionados. Acho o raciocínio simplista. Fale com quem mora nesses lugares, como eu fiz e faço, para sedimentar melhor seu reciocínio.

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Roberto A.P.

29 de novembro de 2010 às 16h28

NÃO CONCORDO. Isso não é guerra ,mas era algo necessário pra mostrar que o Estado ainda manda e sempre mandará. Nos USA voa aço e chumbo no traseiro da bandidagem,com tropas,barreiras,cachorros,tecnologia e o que eles tiverem à mão.
As drogas são um problema mundial. Todo imbecil que se chapa está patrocinando os bandidos que vão matar sua própria família, é um ciclo vicioso que tem que ser quebrado em algum momento,senão estamos perdidos. Isso é o que foi feito no Rio. Period.

Responder

Marco Túlio

29 de novembro de 2010 às 15h00

Os ratos somos todos nós?
Como não acredito em má-fé de sua parte, creio que vc caiu em uma armadilha de raciocínio.
Brasil contra Brasil é sofisma.
Não há Brasil algum envolvido na questão, ainda que isso possa ter sido sugerido pela bandeira fincada no alto do morro.
Quem está envolvido é o Estado de um lado e o crime organizado (tá, vão me dizer que otráfico com chefes, logística e hiererquias é desorganizado…não me façam rir que dói a úlcera).
Quem fugiu foram os delinqüentes acuados.
Brasil nenhum fugiu…muito ao contrário, pela primeira vez enfrentou o câncer do tráfico como homens e não como ratos.
Afora isso, há verdades no seu texto.
;)

Responder

Guilherme_RJ

29 de novembro de 2010 às 14h54

Azenha, fala isso para as 400.000 pessoas que moram lá, e seguiam a 'lei' do 'chefe' local.
É uma vitória sim, mas apenas em uma das trocentas que ainda virão.

Responder

wilmor de brito

29 de novembro de 2010 às 14h18

Qual é a sua Azenha?. Pessoas como você só sabem escrever longas linha de sensacionalismo barato, tu é igual a esses homens que ocupam os cargos públicos apenas pelo gosto do poder. A ação da polícia foi brilhante, preservou a vida dos moradores, e o uso do aparato militar tive motivação para amendrontar os valentes de destemidos criminosos que fugiram como se fossem ratos acuados pelos gatos. A estratégia da polícia era desmantelar as quadrilhas ocupando o seu território e causando prejuízo irreparável nas finanças do crime desorganizado.
Em duas horas a polícia ocupou o que os bandidos dominavam há 30 anos e, atos extremos como esses poderiam ter sido evitados se as autoridades constituidas desde Estado não fossem incompetentes e negligentes com o erário público. Desde há era BRIZOLA o Rio se transformou no que era a "CIDADE MARAVILHOSA" na cidade reféns do crime: crime do colarinho branco, dos desmandos de políticos bandidos, dos desmandos da corrupção do Legislativo e Judiciário.
Agora as comunidades necessitam muito mais do que as UPP é, necessário URBANIZAR as favelas do Rio de Janeiro. Com a URBANIZAÇÃO você ira transformar a sobrevivência dos moradores destas regiões em vida digna com: SAÚDE, EDUCAÇÃO, SANEAMENTO BÁSICO e SEGURANÇA.

Responder

Benjamin Malucelli

29 de novembro de 2010 às 13h07

Qual é, Azenha? Entendo muito bem onde você quer chegar e chegou. Mas querer descaracterizar uma ação vitoriosa, sim, VITORIOSA! contra um bando de marginais que exercem um poder paralelo através do medo, da ameaça e que transformaram em impotentes os muitos governos do Rio durante décadas e décadas, é para ser comemorado. Quanto ao consumo pela classe média, você tem toda razão. Mas, infelizmente, entre os que fazem parte dessa classe média que consome e financia o tráfico e, consequentemente, a violência, estão, lamentavelmente, muitos formadores de opinião, professores, representantes de ONGs, universitários, amigos dos amigos dos amigos do empresário de sucesso, etc, etc.

Responder

Denilson

29 de novembro de 2010 às 12h40

Isso me lembra uns versos de "Navio Negreiro" de Castro Alves em que ele se refere aos escravos que lutaram pelo Brasil na guerra do Paraguai da seguinte forma: "Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha"… Da mesma forma que Castro Alves se indignou contra escravos que "defenderam" o Brasil, mesmo este país tendo lhes tratado sempre da forma mais cruel e preconceituosa que se possa imaginar, digo que devemos ver esses últimos acontecimentos no Rio não como um espetáculo semelhante aos enforcamentos do século XVIII ou as fogueiras "santas" da Idade Média ou os jogos mortais do Coliseu no Império Romano. Devemos sempre nos lembrar que o outro lado, o lado dos criminosos, é produto do preconceito, da segregação social, enfim, da maneira como as elites brasileiras conseguiram sempre manter seus privilégios sustentado-o através da marginalização e da exploração do trabalhador.

Responder

    Solange

    29 de novembro de 2010 às 19h00

    Denilson, só queria dar uma opinião literária discordante. Castro Alves não se refere aos escravos que lutaram na guerra do Paraguai no trecho "Antes te houvessem roto na batalha / Que servires a um povo de mortalha".

    Releia a estrofe:

    "Auriverde pendão de minha terra,
    Que a brisa do Brasil beija e balança,"
    ("pendão" significa 'bandeira', portanto, leia-se: "Dourada e amarela bandeira da minha terra que a brisa do Brasil beija e balança")

    "Estandarte que a luz do sol encerra,
    E as promessas divinas da esperança…"
    ("estandarte", novamente, é uma referência à bandeira)

    "Tu, que da liberdade após a guerra,
    Foste hasteado dos heróis na lança,"
    (o pendão foi hasteado na lança do heróis, ou seja, é uma referência à bandeira hasteada por aqueles que vencem e são chamados de heróis. )

    "Antes te houvessem roto na batalha,
    Que servires a um povo de mortalha!…"
    (Portanto, o trecho acima refere-se à bandeira brasileira, que antes devia ter sido rasgada na batalha do que servir de mortalha para o povo. Aqui se fala de um não orgulho da guerra, até bem parecido com o que fala o Azenha, mas a bandeira não me parece ser uma metáfora para os escravos que lutaram na guerra do Paraguai, na qual Castro se alistou, mas sim uma metáfora para o próprio país, para a própria ideia de nação, como um todo.)

    Denilson

    29 de novembro de 2010 às 23h34

    Solange, não discordo de sua interpretação, porém eu vou um pouco mais além da sua análise. Quando Castro Alves diz "Foste hasteado dos heróis na lança" eu entendo que ele está fazendo uma referência aos Lanceiros Negros que participaram da Guerra do Paraguai. Pra mim ele se diz que o estandarte foi hasteado na lança desses Lanceiros Negros. E quando ele diz que "Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha" ele produz uma ambiguidade, ou seja, podendo ser imputados esses dois versos tanto ao estandarte quanto aos lanceiros, ainda que os versos concordem apenas com o estandarte.

Alexandra Peixoto

29 de novembro de 2010 às 11h56

O Dia Em Que o Morro Descer e Não For Carnaval

samba de Wilson das Neves

O dia em que o morro descer e não for carnaval
ninguém vai ficar pra assistir o desfile final
na entrada rajada de fogos pra quem nunca viu
vai ser de escopeta, metralha, granada e fuzil
(é a guerra civil)

No dia em que o morro descer e não for carnaval
não vai nem dar tempo de ter o ensaio geral
e cada uma ala da escola será uma quadrilha
a evolução já vai ser de guerrilha
e a alegoria um tremendo arsenal
o tema do enredo vai ser a cidade partida
no dia em que o couro comer na avenida
se o morro descer e não for carnaval

O povo virá de cortiço, alagado e favela
mostrando a miséria sobre a passarela
sem a fantasia que sai no jornal
vai ser uma única escola, uma só bateria
quem vai ser jurado? Ninguém gostaria
que desfile assim não vai ter nada igual

Não tem órgão oficial, nem governo, nem Liga
nem autoridade que compre essa briga
ninguém sabe a força desse pessoal
melhor é o Poder devolver à esse povo a alegria
senão todo mundo vai sambar no dia
em que o morro descer e não for carnaval.

Responder

joni

29 de novembro de 2010 às 11h18

O Viomundo deve, sem ironia, estar muito satisfeito com seus leitores. Aqui tem gente que pensa, que se informa, que analisa. Não temos gurus, não repetimos frases feitas de niguém. Ninguém faz a nossa cabeça, assim, de repente. Já carregamos muita culpa, e aprendemos que apenas lamentar, criticar e não apresentar soluções viáveis, não é o caminho.
O Viomundo é o blog com mais artigos de peso. É um de meus preferidos. Mas não precisamos concordar com tudo. E nem devemos. Veja como o Brasil mudou, para melhor.

Responder

    Andre

    29 de novembro de 2010 às 15h17

    Concordo contigo Joni.

Hélio Jacinto

29 de novembro de 2010 às 11h06

Sem duvida esta ação no Morro do Alemão,parece mais um show,visando as cameras de Tv do que uma ação que efetivamente fará o Trafico de Drogas se esfacelar.
No Rio já tivemos Marcelo Alencar de Governador,Leonel Brizola,Miro Teixeira, Anthony Garotinho, Rosinha, Benedita da Silva, Sérgio Cabral que esta no Governo faz quatro anos e foi reeleito,mas parece que a culpa não é de nenhum deles,nem dos Partidos que lhes deram apoio em seus Governos.
Da a impressão que os Traficantes,realmente são uma força invasora,que o Governo do Estado não tem capacidade de combatê las sozinho,alem de não ter nenhuma responsabilidade pelo caos que se transformou a Segurança publica no Rio.

Responder

Luci

29 de novembro de 2010 às 10h20

Agora acredito no combate eficaz contra a corrupção. Acredito também no combate ao contrabando, a biopirataria, roubo de cargas, trafico de pessoas, grilagem de terras, trabalho escravo.Acredito.

Responder

francisco.latorre

29 de novembro de 2010 às 10h10

luis eduardo soares.. crime se alimenta da miséria. sem miséria perde poder.

sim o lance é mudar a polícia. polícias. bandido é bandido. polícia tem que ser polícia.

sintomático que a cultura do extermínio.. a expectativa da execução.. da morte.. tolerada desejada apreciada.. não foi satisfeita.

os 'formadores de opinião' do sakamoto. e a subburguesia racista que atropelou o eduguim.. estão tristes decepcionados frustrados. não tão entendendo.

..

o brasil tá mudando sim. o rumo é outro. outro procedimento sim.

velocidade é discussão boa. necessária.

outro rumo.. é mudança.

..

Responder

    Yuri

    29 de novembro de 2010 às 13h30

    Por precaução, estou saindo agora deste blog e pra não pensar em nenhum momento que estava sendo enganado. Tudo que se viu na operação de tomada dos morros era tudo que TODOS OS BRASILEIROS tinham como IMPOSSÍVEL! Essa besteirada sociológica estilo FHC é tudo que o povo brasileiro tem o maior nojo; desprezo.
    FUI!!!!

francisco.latorre

29 de novembro de 2010 às 10h05

não assista jornal nacional. não veja.

precisa mais não. jogaram tudo na eleição e perderam. zero crédito.

..

querem mesmo se aproveitar da ação do estado. que retomou espaço. na nação. muito antes da história policial essa..

querem tomar pra direita o protagonismo.

a direita não ocupa espaço. nunca. direita cultiva miséria. divisão.

o que acontece no rio é reflexo do tempo. história.

que não absolve o estado nem a nação pelo crime histórico continuado cotidiano. o descaso. a divisão.

mas há méritos na ação. no fato.

mais pelo que foi causa. o que precipita. o que tornou possível. o que realmente acontece. e que cria significado.

a mudança na relação senzala-casagrande. perifa agora tem renda. perspectiva. passa a ter também polícia. pros cidadãos.

sim. o criminoso é acusação viva do crime de todos. do crime do brasil. e tentam eliminar a culpa eliminando a dor. a prova viva. executando. pra não combater a miséria combatem o miserável. é assim desde sempre. ou era.

a população.. a comunidade.. quer a mesma proteção que os do asfalto. quer estado.

e o estado pode ocupar agora.. porque já começou a ocupar espaço na beirada/periferia. com ação. do estado. inédita. contra a fome e a miséria. pela inclusão. social.

pode ocupar porque não trata terror com terror.. o tal orgasmo interrompido dos 'colegas' do sakamoto. direita decepcionada. não mataram. não o quanto podiam. e podiam. a espectativa dos 'pensantes' era essa. algo mudou.

mudou o padrão de resposta do estado.

comparem com a truculência da direita estúpida.. sãopaulo2006maio. terror com terror. foi mesmo brasil contra brasil. fuzilaram pretos/pobres. indiscriminadamente. terror de estado. sangue nas mãos do geraldo ratzinger. o ungido das pesquisas/urnas miraculosas. geraldo ratzinger e santo aluisio. estranhos números. milagres úteis milagres. explicam tudo. qualquer coisa.

o discurso global-vejeiro é que é o mesmo. torce distorce manipula. nova embalagem. nova estratégia.. mas é o mesmo de sempre. tentam tomar pra si.. pra reação.. o discurso sobre a história. não caio nessa. ninguém mais vai nessa.

o melhor do pós eleição é que podemos ignorar o midião vendido. perderam. não podem mais.

melhor ignorar. o povão mesmo tá nessa. faz tempo já.

globo ufanista. consegue ser pior que globo derrotista.

e o patriotismo.. é tradicional refúgio de canalhas. sem novidade.

..

Responder

Rafael J

29 de novembro de 2010 às 09h16

"Os “ratos” que fogem pelo esgoto somos todos nós, brasileiros." Que delírio, Azenha! Assim você ofende a imensa maioria de pessoas de bem que vive no Brasil. O tráfico também se origina de escolhas pessoais, basta ver que os chefões não surgem das classes mais marginalizadas.

"A maconha, a cocaína e as anfetaminas amplamente consumidas nas festas e casas da classe média brasileira, afinal, aparecem lá por “geração espontânea”, do mesmo jeito que os traficantes do Alemão e da Vila Cruzeiro." Aqui, outra generalização absurda. Talvez você esteja com uma visão baseada nas pessoas próximas a você…

Devagar com o andor, meu amigo.

Responder

Adroaldo Lima L.

29 de novembro de 2010 às 03h36

nossa medicina nao eh preventiva e ocasiona cirurgias milagrosas realizadas por medicos espetaculares, genios! e continuamos nao preventivos idolatrando nossos queridos medicos, embora muitos cidadaos continuem morrendo nas cirurgias. mas, por enquanto, vibramos e agradecemos a Deus quando algum ente querido continua vivo graças a uma cirurgia, mesmo sabendo que seria desnecessaria pela medicina preventiva. Eh que sabemos e sentimos que alguma coisa estah sendo feita para o bem, mesmo nao sendo a melhor coisa. Dureza eh quando ninguem faz nada por ser impossivel ou, pior, quando possivel mas nao existe interesse ou vontade.

Responder

Gerson Carneiro

29 de novembro de 2010 às 02h19

Vamos pensar então da seguinte forma: o embate com os traficantes é um campeonato. Ganhamos uma partida. Podemos comemorar?

Responder

    Marcelo de Matos

    29 de novembro de 2010 às 14h18

    Podemos comemorar, sim, essa partida ganha. Eu ontem não comemorei a partida perdida pelo Palmeiras? É que, por tabela, ferramos os corintianos. Estão falando tanto em preconceito. O pessoal "preconceituoso" estaria eufórico com a batalha contra o tráfico. É como naquela piada dos três amigos que, andando na praia, encontraram um gênio em uma garrafa de uísque. O negro fez o primeiro pedido – quero voltar para a mãe África; o judeu fez o segundo – quero voltar para a terra santa, Israel. Aí o europeu disse: diante desses pedidos, contento-me com um martini seco, com uma cereja dentro. Gerson, você precisa me ensinar como faço para colocar minha foto. Um abraço.

    Gerson Carneiro

    29 de novembro de 2010 às 16h30

    Apressarei o passo. Quando eu chegar em casa eu vejo passo a passo, e te PASSO :)

    Gerson Carneiro

    29 de novembro de 2010 às 21h50

    Marcelão,

    1) você tem que ir no IntenseDebate e criar uma conta lá;
    2) vá em "My Account";
    3) vá em "Picture";
    4) vá em "IntenseDebate Picture";
    5) vá em "procurar" e escolha uma foto que esteja em seu computador;
    6) vá em "UploadAvatar";
    7) vá em "Edit Profile";
    8) coloque seu nome e uma descrição;
    9) vá em Save Settings;
    10) e corra pro abraço.

Renato Lira

29 de novembro de 2010 às 01h57

Azenha, a única parte de teu texto que concordo é quando falas do circo da mídia, que, sabemos, é hipócrita, grandiloquente e medíocre. Assim como parte de nossa elite, que financia o tráfico como consumidora.

Mas com o restante de teu texto, discordo, bem como o Luiz Eduardo e o Sakamoto. Que fazem críticas baratas e pseudointelectualoides.

Também acho grandiloquente o título de teu texto, que pretende criar polêmica. E acho uma demagogia barata querer dizer que "não há bem e mal", que "há maniqueísmo", etc e tal.

Será "maniqueísmo" dizer que um indivíduo que atira a sangue frio em uma criança de 8 anos é mau?

E é um saco essa mania de sempre criticar. Se o Estado não faz nada, os "especialistas" metem o pau. Quando o Estado age, toma uma decisão, os "especialistas" metem o pau.Coisa chata. Saco, meu.

Responder

Renato Lira

29 de novembro de 2010 às 01h57

É muito triste ler um texto como este, uma tentativa de reducionismo de uma situação angstiante,esta tentativa de desqualificar o trabalho de homens e mulheres que estão há muito tempo sem ver suas famílias, colocando suas vidas em riscopara livrar milhares de pessoas de uma situação angustiante.

Não tô nem aí pra esses "especialistas" de araque. Nem pro circo da mídia.

O que importa é o sentimento daqueles cidadãos das comunidades, livres do medo, daopressão e da crueldade. Seria bom se você, o Luiz Eduardo e o Sakamoto perguntassem a estes brasileiros se eles se sentem "derrotados" com a saída dos traficantes.

Meu respeito os policiais e militares, aos médicos e aos cidadãos o Alemão, da Vila Cruzeiro e do Rio.

Hoje o Brasil venceu.

EVOÉ!!!

Responder

Augusto G. Sperandio

29 de novembro de 2010 às 01h44

Calma lá Azenha. Nessa você exagerou.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Retomar o controle do Alemão, assim como de todas as favelas do Rio, e também de todo o Brasil, é uma necessidade imperativa. Conseguir eliminar todos os traficantes de drogas do Brasil, especialmente quando se sabe que há um consumo crescente na classe rica e média, é outro assunto. Assim como também é um outro assunto se o Estado vai exercer seu papel social naquelas comunidades após a investida , e este assunto está dependente do futuro. E o futuro ainda está por escrever. Se caminhamos para emprego pleno, com melhorias fundamentais na educação, mais atenção à saude pública, parece que estamos no caminho de escrever um futuro melhor, onde aquelas comunidades não querem mais conviver com os traficantes senhores territoriais.
Vamos cair na real ao invés de continuar defendendo velhas teorias inaplicáveis.
Quanto aos usuários? Que se danem, procurem outros fornecedores de seus artigos de prazer. Numa sociedade capitalista sempre haverá alguém disposto a oferecer aquilo que há demanda em troca de boa remuneração mas, SEM CONTROLE TERRITORIAL.
Só concordo com a frase, "Deveríamos ter vergonha de ter deixado as coisas chegarem onde chegaram", mas deixamos, e daí? Vamos continuar permitindo o estado de coisas, ou será que os testas de ferro do tráfico nas favelas se sensibilizariam com algum bom argumento?
Aplaudo as ações de retomada, e espero em seguida as ações sociais combinadas com o maior desenvolvimento do país.

Responder

joaquim jodelle

29 de novembro de 2010 às 01h10

as coisas chegaram ao ponto em que chegaram porque, muito antes do rio deixar de ser capital federal, como nao tinha uma forte industria – consequentemente, nao oferecia empregos – so poderia oferecer marginalizaçao. Isso, por mais de 50 anos. Entao, primeiro sob o dominio dos bicheiros (o jogo do bicho, em si, nao e problema, mas a violencia dos bicheiros, sim) e, depois do trafico, e, se o cabral nao tomar cuidado, agora dos milicianos (estou com medo dessa historia do bem contra o mal, e palavreado de direita).
Como o rio precisa entrar no projeto desenvolvimentista de lula e de dilma, a area tem que estar limpa, produzindo mais empregos, educaçao etc. A UDN impediu getulio de avançar com o desenvolvimento, atrapalhou JK demais e tenta, desde a eleiçao de lula em 2003, inviabilizar o projeto que dilma devera dar continuidade. O objetivo da oposiçao tucano-demo-fhc e adjacencias e impedir dilma de governar.

Responder

LUCAS PEREIRA

29 de novembro de 2010 às 01h04

Eu quero ver a polícia dominar ESTE território: http://desatualidadescronicas.blogspot.com/2010/1

Responder

Xandão

29 de novembro de 2010 às 00h38

Azenha, acho meio simplista seu raciocínio. Os maiores consumidores de cocaína hoje são pobres, geralmente favelados. Cocaína virou droga de pobre. Rico, classe média, esse povo se abrigou nas drogas sintéticas, como o ecstasy, pra não ficar na mão de traficante. Quanto à "libertação", a palavra é essa mesma. São brasileiros como eu e você, mas são bandidos. Os moradores eram reféns há mais de 20 anos. Saber que isso acontece embaixo dos nossos narizes é vergonhoso, mas temos que comemorar. Enfim, não gosto de unanimidade em nada, mas a bandeira lá no alto foi um simbolismo legal.

Responder

Leonardo Câmara

29 de novembro de 2010 às 00h36

Olha, discordo do tom derrotista do teu texto, muito embora concorde com questões pontuais que foram levantadas aqui, principalmente relacionadas à hipocrisia das classes dominantes. Quanto ao texto do Soares: cheio de erros e lugares comuns.

Se Beltrame e Cabral tiverem sucesso, pessoas como ele terão cada vez mais dificuldade em vender seus serviços. Só posso entender assim seu tom também derrotista.

O Cabral tem feito um bom trabalho junto com o Beltrame. Primero é preciso vencer os que são pertinazes no mal, só depois se pode levar cidadania.

Teus comentário são típicos de quem nunca viveu sob o açoite de certos tipos de tiranos. Já vivi num local em que uma quadrilha fazia o que bem queria. Ninguém merece viver desse jeito. O momento é para se comemorar sim, e muito.

Não há cidadania na barbárie. Minha visão do mundo é progressista, mas não é só com rosas e livros que se preservam os valores culturais. Contra a força e a covardia é preciso o emprego do braço forte do estado e da lei.

Eu sou carioca e tenho idade suficiente para me lembrar muito bem de como isso começou e como foi piorando. Todos os governos do Rio colaboraram para este estado de coisas, inclusive o de Brizola, que admiro e respeito por outros motivos. Mas nisso ele errou flagorosamente. Foi exessivamente tolerante com o crime e deixou ele grassar.

Neste aspecto, seu segundo governo foi um horror. Não se podia andar na Rio Branco de tantas gangues. Ficavam nos terminais rodoviários assaltando as bolsas das velhinhas e todo mundo via impotente. Foi a era do bandido cidadão.

Quanto ao casal garotinho é melhor nem falar nada. Vários têm culpa tanto à esquerda como à direita. Sinceramente, a esta altura não cabe discurso moralista. Se a situação está assim é porque tem muita gente ruim no mundo, que prefere viver no crime a trabalhar. Pois hoje as condições estão dadas para o emprego.

Cabral está correto, as coisas vão melhorar, enfim.

Responder

    Marcelo de Matos

    29 de novembro de 2010 às 14h27

    Muito bem, Leonardo. O Brizola, que também admiro por outros motivos, lutou pelo pagamento dos royalties do petróleo a cidades do Rio. Isso provocou um inchaço nessas cidades. Aquela tragédia do desabamento de um bairro que era lixão ilustra isso. Faltou planejamento no Rio de Janeiro. Paulínia, aqui em Sampa, também recebe royalties, mas, não houve inchaço populacional. Lá, faz bom tempo, só se aprova loteamento fechado e os lotes são caros. Não estou defendendo essa solução, porque não entendo piciroca de urbanismo, entre outras coisas. Mas, penso que o Brizola, de fato, contribui para o caos habitacional no Rio. O Soares, que você citou, não deu certo na administração pública. Ficou 500 dias no governo Garotinho e 300 no governo Lula. O cara é bom mesmo para escrever livros. Tem muita gente assim: sabe tudo, mas, não consegue implementar suas teorias.

Antônio Jorge

29 de novembro de 2010 às 00h32

Azenha,

É realmente uma vergonha a situação a que se chegou no Rio de Janeiro. No entanto, acredito que o 1º passo para mudança é esse mesmo, pois, é igualmente vergonhoso o Governo Federal fazer investimentos em infraestrutura em uma área onde era necessária permissão dos traficantes para os trabalhadores entrarem.

Aqueles bandidos são brasileiros, certo, mas também são traficantes, homicidas, torturadores, pedófilos e corruptores. Para eles ver usuário de crack morrendo é como beber um copo de água. Não basta roubar, tem que matar, "tocar o terror", e se tiver novinhas no baile? Passam o rodo, como o falecido Tim Lopes, torturado e morto denunciaria. Tem que se comemorar a fuga deles, a morte e a exposição humilhante. Tudo bem, não podemos esquecer que muitos deles tem filhos e mulheres ( em muitos casos mais de uma por indivíduo ) que podem precisar de assistência do Estado para sobreviver com o fim do tráfico, e, caso não a tenham, o ciclo de violência vai se reiniciar, mas, e as pessoas que foram mortas pelos bandidos e não tinham envolvimento com o crime, não usavam drogas, não se associavam conscientemente com criminosos e usuários? Que foram atingidas por balas perdidas? Que morreram porquê demoraram a sair do carro nervosas por causa do cinto de segurança. O Estado deu o que a elas? As ONGs de Direitos Humanos deram o que a elas? Deram Justiça? Deram Segurança? É importante lembrar porquê a violência existe, e que é muito melhor dar oportunidades a todos do que enterrar um familiar assassinado e depois cobrar Justiça, mas, vê-los correndo e morrendo como fizeram a tantas pessoas, pelo menos para mim, foi ótimo.

Agora a classe média, essa sim é um tesouro. Come tudo, bebe tudo, quer tudo, suja tudo e como se não bastasse cheira e fuma tudo. Essa não sei se tem solução. Como diz o PHA, eles podem eleger um Berlusconi num futuro próximo.

Responder

Guanabara

29 de novembro de 2010 às 00h29

Olha, Azenha, eu concordo em parte com seu texto. Sou do RJ e nós cariocas vemos isso no nosso dia a dia. Posso te afirmar uma coisa: não há como o Estado entrar com "saúde, educação e saneamento" com o morro sendo ocupado por bandidos armados, pelos "donos do morro", aos quais não interessa nem um pouco a presença do Estado "nos seus territórios". O próprio Lula uma vez falou que "não podia combater bandido armado com metralhadora usando pétalas de rosas". Se pensarmos dessa forma, do Brasil contra o Brasil, sim, infelizmente, o RJ, pelo menos, vive uma guerra civil há mais de 20 anos. Na Revolução Francesa, foram franceses contra franceses, e na Guerra da Secessão foram estadunidenses contra estadunidenses. É triste, é vergonhoso, mas antes de serem brasileiros, são seres humanos contra seres humanos, como, infelizmente, acontece desde que o mundo é mundo. Tudo pelo sistema, rs.

Responder

Leonardo

29 de novembro de 2010 às 00h28

Quanto ao "Deveríamos ter vergonha de ter deixado as coisas chegarem onde chegaram." estou de pleno acordo. No resto está mais para o discurso "do contra", raso e desconexo. A ação do Estado não está ligada ao discurso do "inimigo social", e mesmo que fosse. Criticar a atuação do Estado, nesse episódio, como contraponto ao discurso do "inimigo", é uma completa alienação da realidade. Posições extremas prejudicam qualquer discurso que proponha melhoras reais. Quem porta fuzil deve ser preso, seja pobre ou rico, negro ou branco. E o Estado continua obrigado a garantir, à população, uma vida digna.

Responder

Ramiro Tavares

29 de novembro de 2010 às 00h28

É certo, Azenha. Cabe vergonha mesmo. E muita!
Cabe vergonha pricipalmente pelos muitos e famosos brasileiros bem nascidos e bem posicionados na escala social e profissinal que usam drogas que causam dependência química e não satisfeitos incentivam, preconizam, glomourizam, acham um "direito do cidadão" o uso de dessas drogas que transformam seres humanos em zumbis, alienados políticos e sociais ou criminosos. Drogas essas que além disso significam necessariamente a montagem de todo um sistema bandido de produção e distribuição, que gera violência e sofrimento em todo o mundo. Mas que financia guerras, golpes e diversas atividades criminosas.
Os verdadeiros ratos áéticos se encontram roendo seus queijos caros nas suas mansões e belos apês, no momento. São na verdade os grandes financiadores externos do tráfico e seus testas-de-ferro nacionais, ricos ou remediados entusiasmados usuários e aqueles que escamotearam os grandes escândalos e crimes movidos a drogas.

Responder

Bayardo Brizolla

29 de novembro de 2010 às 00h13

Do social ao necessário- do discurso ao combate.
A maioria daqueles que estão aquartelados nos morros são pobres, negros e desprovidos de oportunidades e do amparo estatal; tornaram-se agentes do crime, pupilos aliciados pelos traficantes, os quais são armados e manipulados pelos chefões do crime, que comercializam através do tráfico de drogas cifras astronômicas, desconhecidas e inimagináveis para a maioria de seus pupilos, que estão lá apenas para assegurar seu poder junto à comunidade.
São estes pupilos do tráfico que estão nos morro para combater a entrada do estado em suas comunidades, para garantir a manutenção do poder de seus chefes e dos ganhos com o tráfico; são estes jovens negros, pobres e sem opção é que estão lá para morrer. Podemos dizer até que isto é um problema histórico e de cunho social, pela ausência do estado em suas vidas e em suas comunidades durante décadas, fazendo nascer de suas entranhas um estado dentro de outro, mas o resultado imediato de tamanha aberração não pode mais ser revertido apenas com ações sociais, pois esta omissão resultou na construção de um estado armado dentro de outro, onde uma guerra se faz necessária, para que posteriormente possam realmente ocorrer ações de cunho social. O fato é que o precedente do uso da força se tornou justificável, pois apesar da omissão histórica do estado nestas comunidades durante muito tempo, suas populações necessitam verdadeiramente serem incluídas no rol de cidadãos, sendo que para isso se fez necessária e inevitável à ação do estado para remover de dentro dele mesmo à estrutura armada que domina estas comunidades, como se fossem um estado paralelo, autônomo e arbitrário. O caso é que qualquer ação social que nos leve a melhoria de vida destas comunidades, passam em princípio pelo desmantelamento destes aquartelados defensores do estado criminoso, e que mesmo sendo como o resto da comunidade, vítimas da omissão do estado, não podem ser eximidos de suas ações, pela própria necessidade imediata da maioria da população, que está emergente de ações concretas e positivas.
Não há motivos para críticas quanto às ações armadas efetuadas pelas forças do estado dentro das comunidades, pois a necessidade delas esta muito clara e fundamentada. O que é preciso sim, é que posterior a estas ações, todos aqueles que querem a inserção desta população num verdadeiro contexto de cidadania, juntem-se numa incansável cobrança junto ao estado, para estas ações sociais sejam eficazes, continuas e duradouras, fazendo com que se pague a dívida que o estado tem para com estas comunidades.

Responder

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2010 às 00h50

    Como não há motivos para criticas?

    A motivação da operação militar foi evidente: Não nasceu do interesse do Estado em promover o resgate da população segregada. Foi realizada porque a violência transbordou da favela e incomodou as classes privilegiadas.

    Gerson Carneiro

    29 de novembro de 2010 às 08h09

    Incomodou inclusível a classe privilegiada de comentaristas dos blogs.

    Ou vai querer dizer que vc é a favor de que a operação não tivesse sido realizada e a baderna continuasse ainda por essa semana e até não sei quando?

    É difícil agradar. Quando o Estado não toma atitude, reclama por que estamos a mercê dos bandidos; Quando o Estado começa a agir, o que não falta é criatividade para outras lamúrias.

    O ideal seria que não houvesse a operação militar até que nós, nos blogs, esgotássemos a discussão e chegássemos em um consenso, em uma solução. Daí apresentaríamos a solução final.

    Tempo para debater a questão teríamos até a eternidade. Até porque estamos na nossa zona de conforto, longe da zona de conflito.

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2010 às 18h17

    Rapaz, a operação foi realizada porque a classe média e a "elite" rica ficou horrorizada com a violência cotidiana da favela invadindo o asfalto. As classes privilegiadas não estão nem aí se a violência permanecer confinada na favela. A única atitude do Estado até agora foi invadir uma favela usando tanques de guerra.

    Aproveito para lamentar profundamente seus comentários defendendo assassinatos sumários promovidos pelas forças de repressão. Você deveria se envergonhar.

Operação de guerra no Rio ou Tropa de Elite 2 e a vida real 2 |

29 de novembro de 2010 às 00h05

[…] blog Vi o Mundo de Luiz Carlos Azenha: O Brasil derrota o Brasil. Para delírio do Brasil Esta entrada foi publicada em Divulgando artigos, Li na internet e gostei com as tags […]

Responder

Sonia Bulhões

29 de novembro de 2010 às 00h03

Realmente não entendo as reações e contra reações. Se alguém toma alguma atitude, contra algum tipo de contravenção é essa lamúria, é querer limpar a área para ficar bonito na fita (Copa e Olimíadas). Se não é feito nada, como vem desde primórdios tempos, as críticas (justas) São de profunda frustração e descontentamento. Ah, bom…. Melhor então seria a hipocrisia de São Paulo, onde fizeram-se acordos para o povo "viver em paz" de cemitério como é a Cracolândia ? Azenha, sejamos razoáveis. Se fazem UPPs, não seria por aí, é ocupação militar e não social. Ara, me poupem, por favor. Cadê proposta concreta, hãn ?

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    29 de novembro de 2010 às 00h46

    Sou contra a "celebração" de uma vitória que não houve com patriotismo tosco e maniqueista. A primeira "vitória" contra o crime no Rio, ao que sei, foi a dos "homens de ouro" da policia carioca, nos anos 60. Passaram-se 50 anos e estamos "derrotando" o crime no Rio, de novo. Pelo menos até as câmeras do JN apontarem em outra direção, celebrem!

    Andre Gruber

    29 de novembro de 2010 às 01h13

    Acho que o que melhor define o texto do Azenha é a questão da confusão entre patriotismo e vergonha. A Globo agiu como se estivesse narrando 1964. Enquanto isso, a PM do Rio tá chutando a porta de muita gente que está com todos os seus impostos em dia. Eles vão vasculhar 30 mil casas. Onde estão os 30 mil mandados de busca ?

Silvio

28 de novembro de 2010 às 23h59

Azenha:
Como o capitalista das drogas está em outro lugar, o comercio continuara existindo. Os vendedores mudaram de local. Como os consumidores continuam existindo, se avisará por foguetes o novo endereço.

Responder

Mauro Abdon Gabriel

28 de novembro de 2010 às 23h56

Azenha, concordo com seu texto. Tudo o que você escreve é verdade. Ao mesmo tempo, peço que abra a mente para um pouco de otimismo. Comigo isso ocorreu quando acessei o site http://www.vozdacomunidade.com OU @vozdacomunidade, criados e mantidos por garotos do Alemão, junto com o Afroreggae. Veja a felicidade e o apoio deles, sem que isso signifique abandonar o juízo crítico. Se eles, que sofriam na carne com o tráfico e com a polícia, estão felizes, quem sou eu para ficar pessimista. E tudo ocorreu sem uma execução sumária, ao menos que sabemos. Comemoremos isso, ao menos.

Responder

Edson

28 de novembro de 2010 às 23h56

Depois de ler esta elocubração chego a achar que o legal mesmo seria a queima de carros, ou a ação indenciária como um discurso insurgente . . . . . sai dessa meu, os caras querem vender drogas e ficar na boa . . . . .

Responder

joni

28 de novembro de 2010 às 23h53

Azenha, entendo seu desabafo, mas não posso concordar com tudo. Sou a favor da liberdade e da democracia. Quando grupos, sejam de militares ou de traficantes cerceam a liberdade e a democracia não devem ser tolerados. Não porque incomodam ricos, mas porque, principalmente, incomodam os pobres. Quão difícil deve ser criar filhos, numa comunidade, onde o herói é aquele que ameaça, mata, vicia. E onde o Estado não pode entrar com ações sociais, sob pena de ser recebido a bala. Isso não significa que sou a favor da violência, mas creio que o Estado, dessa vez, portou-se muito bem, com respeito ao cidadão. Sabemos dos motivos históricos de existir desigualdade social. Porém, isso não justifica que o Estado não tome providências. Que outra providência seria possível, hoje, quando a situação chegou ao ponto de não se ter a menor das liberdades que é a de ir e vir? Infelizmente, a venda de drogas é um negócio muito rentável. Quem está nela, desde o mais rico até o mais pobre, sabe disso. Ninguém é inocente, e como tal agem. Não seremos nós os inocentes úteis.

Responder

Otaciel de Oliveira

28 de novembro de 2010 às 23h42

Exatamente isto. Quem consome a cocaína que sai dos morros? A classe média alta carioca. E ela vai deixar de consumir? Não? Então, estamos diante de um grande espetáculo, de uma grande vilania. Tudo vai voltar "ao normal" no devido tempo.

Consumir ou não consumir cocaína, that is the question. Paz, queremos paz e muitas drogas para continuarmos felizes. É a hipocrisia elevada a enésima potência. Paz, paz e paz, porque eu estou muito doidão, é este o refrão.
Como somos vigaristas, meu Deus!

Responder

JOSE RAIMUNDO

28 de novembro de 2010 às 23h27

Muitos dos comentários ao texto mostram o que pensa (?) a classe média brasileira. Não foi atoa que Ze Serra teve uma uma votação estupenda junto a essa camada social.

Responder

Luiz P

28 de novembro de 2010 às 23h25

Da Folha On Line

Rio: quem paga a conta?

Policiais fortemente armados cercam traficantes em favela do Rio; bandidos tentam fugir em moto da ação da polícia
Os favelados fluminenses que vivem há anos sob o terror de traficantes, milícias e policiais corruptos são os maiores financiadores da operação de "resgate" que o Estado iniciou na semana passada no Rio.

A perversão da carga e do sistema tributário do Brasil faz com que os pobres paguem, proporcionalmente, muitíssimo mais impostos do que os mais ricos.

Em tese, todo mundo come. Mas pobres e ricos pagam os mesmos 37% de imposto em um pacote de biscoito, 17% no quilo do arroz, 32% no açúcar, 26% em uma água sanitária. E por aí vai.

Como o rico ganha mais que o pobre, é o segundo quem compromete, proporcionalmente, grande parte do seu dinheiro para manter o Estado.

Segundo dados oficiais (IBGE e Ipea), a carga tributária sobre os pobres teria de cair 86% para se igualar à dos mais ricos.

Quem ganha até dois salários mínimos hoje compromete 49% de seu rendimento com impostos. Quanto mais pobre, mais tungado.

Portanto, é o pobre oprimido no Rio (pela conivência e desprezo desse mesmo Estado que o esfola com impostos, taxas e tributos) que deveria ter sido protegido, em primeiro lugar, de seus algozes.

Durante muitos anos, a polícia (que custa muito mais ao pobre do que ao rico) foi justamente quem ajudou a instalar a indústria do tráfico no Rio. Por não combatê-la ou por ajudá-la diretamente pela via da corrupção.

É, portanto, lamentável todo o ôba-ôba em torno da ação "heroica" das "tropas de elite" e outros superlativos a respeito do novo papel das polícias e das forças de segurança.

Eles não fazem mais do que a obrigação. São pagos (e extremamente caros aos favelados) justamente para fazer isso.

Pior. O que as ações das forças de segurança em ação no Rio revelam é que é muito mais fácil do que se supunha desmantelar a ação desses grupos de criminosos (des)organizados.

As imagens de traficantes fugindo como ratos para o morro do Alemão são emblemáticas. É só comparar as fotos nesta página.

São policiais financiados pelo dinheiro dos impostos com armamento pesado, coletes, etc., contra um bando de traficantes desdentados que (revelam termos de diálogos grampeados) parecem ter saído ontem de uma caverna neandertal.

Eles perderam muito em quatro dias. Centenas de motos e veículos, armas, munição e milhares de quilos das drogas que os financiam _além dos pontos de venda do produto.

Em menos de uma semana, a polícia e os fatos mostraram que, quando o Estado quer, não há nada que possa ser feito contra ele.

O Estado é o ente mais forte de um país normal.

A grande questão é: como ele é usado? Quais suas prioridades?

É preciso ter sempre em perspectiva: os pobres (a grande maioria) são os que mais financiam o Estado brasileiro com seus impostos.

É a eles, por justiça moral, que país deveria voltar suas prioridades.

Precisamos de uma trem-bala de R$ 33 bilhões financiado pelo Estado para a classe média viajar ao Rio ou SP?

Ou seria melhor acabar de vez com a opressão no Rio e coalhar essas comunidades com programas sociais? Ou eliminar o esgoto a céu aberto em centenas de favelas brasileiras, repletas de pagadores de impostos?

A resposta a essas perguntas é simples: quem vai pagar?

Responder

Luci

28 de novembro de 2010 às 23h22

Há de chegar o dia wue nos debruçaremos para reslover as grandes questões sociais do país, sem matança.

Responder

Coutinho

28 de novembro de 2010 às 23h22

Azenha você está errado. Erradíssimo.

Responder

O_Brasileiro

28 de novembro de 2010 às 23h22

As crianças da Vila Cruzeiro e do Alemão estão vendo aquelas pessoas que ostentavam o dinheiro do tráfico de drogas sendo presas e perdendo seus bens e o seu poder!
Isso é um exemplo para essas crianças, e pode lhes trazer grandes benefícios em seu futuro!

P.S.: Nenhum dos que atacam as Forças de Segurança criticou os traficantes que atiraram na criança que não quis participar das ações criminosas!?

Responder

Fefeo

28 de novembro de 2010 às 23h18

Azenha, o diferencial desta ação foi o PAC da Dilma. A população das comunidades cariocas já sentiram a presença do estado via Lula e Dilma através das obras do PAC e das parcerias com o Cabral nas UPPs. Isto fez a diferença na colaboração da sociedade com as forças de segurança na invasão da vila cruzeiro e do alemão. O Pig por picaretagem não cita esta correlação.

Responder

Exclusão

28 de novembro de 2010 às 23h13

Azenha excelente análise. Quando dizem Brasil, aquela gente e todos com perfil semelhante não estão incluídas. Esres são 50%, metade da população,O 14 de maio de 1888, se prolonga no Brasil. para mim competência para resolver conflitos não pode ser com matança. Quem é o responsável pelas armas importadas, lanças perfumes e drogas que entrou no Morro do Alemão?

Responder

Mauro

28 de novembro de 2010 às 23h13

Esta matéria destoa de tudo que já vi neste site. Ela até parece escrita pelo Serra ou um dos eleitores da turma do contra, por um daqueles paulistas que tem ódio do Rio.
Esse papito de escola para vencer a violência é um lero-lero que desde a década de 80 serviu de pretexto para a inexistência de uma política de Segurança Pública eficaz.
Democracia é também isto: impor a lei inclusive manu militari quando não restar outra saída eficaz.
Parabéns ao Governador do Rio de Janeiro e ao Secretário Beltrame.
Não interessa se foi por causa da Copa e das Olimpíadas. Se foi, só por isto já valeu a vinda destes dois eventos

Responder

JOSE RAIMUNDO

28 de novembro de 2010 às 23h10

Azenha,
concordo com o seu texto. Ninguém pergunta o que leva um jovenzinho do morro a arriscar a sua vida no enfrentamento com a polícia. As ações de hoje são para debelar os efeitos e nunca as causas porque estas não estão em debate. Nem nas eleições ocorridas há pouco. Não há guerra contra o Brasil . O que há há é uma parcela da população teleguiada por uma imprensa cretina que vende crimes diariamente, aterroriza a população e a coloca na defesa da matança dos seus próprios filhos, com o se nisto houvesse justiça. Filhos que poderiam ser doutores, musicos, cientistas, etc., mas que por exclusão foram e continuam sendo impedidos do direito a universidade pública (coisa da elite), o direito a ser gente de fato. A estes resta vender balas em semáforo, picolé e amendoim nas praias. Mais do que isto é insubordinação e então aplica-se a lei. Deixemos a cegueira de lado e passemos a ver o mundo par além do que determina a grande mídia.

Responder

Ernesto

28 de novembro de 2010 às 23h09

Azenha,

Com o respeito de quem acompanha este blog há muito tempo, permito-me discordar por completo deste seu texto. Assim como discordo das recentes manifestações do Luis Eduardo Soares, do Marcelo Freixo e até do Sakamato, que resolveu escrever sobre um assunto que parece desconhecer por completo.

Tenho lido laudas e laudas de platitudes. Só me pergunto como vocês melhor lidariam com a situação de exceção do estado de direito estabelecida pelos traficantes?

Não vou me estender. Seria redundante com as dezenas de comentários abaixo. Sugiro que você os leia e repense. Você é muito melhor do que isso que escreveu hoje.

Responder

    @gu_mendess

    29 de novembro de 2010 às 00h16

    Digamos, Ernesto, que "tanto tempo, tanto esquecimento, tanta negligencia, que a solução mais rapida era isso".

    É de se comemorar? Definitivamente não a forma… Mas havia outra jeito? Teria tido, no passado, ha anos, onde tiveram a oportunidade d tratar os moradores dos morros atuais apenas como humanos…

    Sei la… nao sei se é algo pra comemorar… Pra comemorar um dia será aquele em que esse tipo de prática não será mais necessário…

raphael

28 de novembro de 2010 às 23h08

texto perfeito…
sou do Rio, e devo dizer q é um alento quando me deparo com esse tipo de analise consciente da situação…

Responder

Paulo

28 de novembro de 2010 às 23h06

Concordo apenas em parte. Não me vejo como "do lado dos traficantes", assim como não me vejo do lado "dos políticos corruptos". Englobar todo mundo sobre o rótulo de brasileiro é um erro. Eu acredito sim, que foi uma imensa vitória. E foi contra o mal. Não me vejo, em hipótese alguma como os traficantes. Pago meus impostos em dia, não uso drogas, neão vendo drogas, não comprei carteira no Detran. No meu ponto de vista foi uma imensa vitória do Brasil. Agora falta prender os usuários de droga.

Responder

Adilson

28 de novembro de 2010 às 23h02

"…Deveríamos ter vergonha de ter deixado as coisas chegarem onde chegaram. Deveríamos ter a decência de não usar o patriotismo onde cabe a vergonha.'

perfeita essa frase.

Responder

    O_Brasileiro

    28 de novembro de 2010 às 23h19

    Nunca é tarde para se redimir dos próprios erros!
    E isso vale também para os traficantes que quiserem se redimir!

EFE

28 de novembro de 2010 às 22h59

Persistem (PIG) em chamar VENDEDORES de drogas de TRAFICANTE. Será que é para esconder os COMPRADORES, aqueles que retroalimentam o negócio comercial dos bandidos. Tráfico é outra coisa.
Aqueles ratos que fugiram para o Alemão atuam no VAREJO. Aquele território recuperado era uma área comercial, ato contínuo: venda e compra.
Só existe VENDEDOR porque existe COMPRADOR: o cliente que nem foram mencionados.
Este momento só foi possível porque o povo rejeitou os candidatos do PIG: governador (Gabeira) e presidente (Serra), e a harmonia entre Lula, Cabral e Paes.
Parabéns Lula, Cabral e Paes que não negociaram com bandidos para interromper o pânico na cidade do Rio.
Parabéns as forças envovidas na vitoriosa operação.
Parabéns GRANDE BELTRAME.
Vai ser uma grande abstinência no Rio…rs rs rs

Responder

JOSE RAIMUNDO

28 de novembro de 2010 às 22h57

continuidade…

E de lá para cá isto não mudou. O que vimos hoje foi apenas a sua continuidade. Fala-se em UPPs, que na verdade são ocupações militares, quando deveriam ser ocupações sociais. O que vi hoje pela TV lembra muito Canudos no final do século XIX. O que se falou à exaustão sobre os "bandidos" parecia uma reprodução do que se dizia dos canudenses por ocasião da invasão de Canudos de Belo Monte, em pleno sertão baiano, em 1892-96.

Responder

Jose Raimundo

28 de novembro de 2010 às 22h56

Azenha, li a maior parte dos comentários postados como resposta ao texto acima. É lamentável como o povo brasileiro, se deixa levar pelo emocional, bem ao gosto da grande midia que, além de vender crimes sete dias por semana o faz de modo a dar este resultado. Assim esconde as verdadeira causas que levam jovens pobres a agir a serviço do tráfico de drogas. Séculos de exclusão, de pessoas que ao longo de dezenas e dezenas de anos foram empurradas para os morros e subúrbio do Rio na condição de indigentes. Os que aqui escrevem qu do ocorreu em tom de desabafo, de satisfação, deveriam conhecer um pouco mais a historia do Brasil e, em particular, do Rio de Janeiro, para saber porque os pobres moram nos morros. Saber inclusive o que foi a escravidão e ainda como os governos vêm ao longo do tempo tratando os pobres daquela região. A começar pelo governo Rodrigues Alves (1901-1904) que a pretexto de modernizar o Rio para atrair investimentos estrangeiros, além de beneficiar a especulação imobiliária, acabou por expulsar os pobres e miseráveis para os morros distantes do centro.

Responder

Otto

28 de novembro de 2010 às 22h51

Ô, Azenha, o espírito ufanista anos 70 baixou em muitos dos seus leitores.
Alô, pessoal, a crítica do Azenha não foi à operação em si (embora muitas críticas podem ser feitas a ela), mas à leitura maniqueísta e simplista qie fez dela sobretudo na mídia.

Responder

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h52

    Não, meu caro, o espírito setentista "preto-pobre-forcado-a-ser-bandido-tadinho" é que baixou no Azenha.

Regina

28 de novembro de 2010 às 22h48

È uma pena que o Estado tenha usurpado o papel do interesse público,pelas conquistas pessoais,acordos de pequenos grupos( políticos),regalias operacionais,egos exacerbados,delinquência de status…Tudo foi produzido ao longo dos anos…quando a política, passou a ser interesse PESSOAL…Criamos as favelas e agora tentamos recuperar a noçaõ de Estado…Mas o Estado está tbém e principalmente no asfalto…se o traficante maior naõ for procurado, de nada tera adiantado a guerra…Acredito que há vontade política de avançar contra as milícias e os maiores.O que naõ podemos perder é a capacidade de acreditar.Podemos e vamos recuperar a noçaõ do Estado voltado para o interesse comum…A política social do Governo Lula,investimentos no prouni,saõ uma chama a mais das possibilidades de se eliminar uma das causas do tráfico.As condições estaõ sendo criadas,inclusive aparelhando mais a PF e preparando melhor o policial militar.

Responder

Miguel Oliveira

28 de novembro de 2010 às 22h43

Contradição e hipocrisia pra todo lado.Todo mundo reclama da violência e falta de segurança, mas é contra o combate a assassinos, bandidos armados até os dentes, marginais violentos, fora da lei notórios. Simplesmente deplorável. Enquanto esse tipo de opinião prevalecer, a marginalidade e o crime só fazem crescer.

Responder

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h52

    PERFEITO!

Ney henrique

28 de novembro de 2010 às 22h29

http://maierovitch.blog.terra.com.br/2010/11/28/p

O contraponto do seu texto Azenha.

Responder

Carla

28 de novembro de 2010 às 22h29

Ha coisa mais triste que as cartas dos leitores do Estadão? Veja essa…

Semente da violência

Para que não se perca a perspectiva histórica: a tomada dos morros do Rio pelo tráfico teve início logo após o contato dos traficantes com militantes terroristas de esquerda em prisões federais na década de 70. O convívio no cárcere proporcionou a aprendizagem de táticas de guerrilha pelo tráfico, que culminou com o estabelecimento de um poder paralelo bem ao molde das esquerdas revolucionárias. Desnecessário listar as atuais celebridades que outrora cerraram fileiras contra o Brasil e que, pelo menos historicamente, deveriam ser responsabilizadas pelo que se lamenta hoje no Rio de Janeiro.

JÚLIO CRUZ LIMA NETO
[email protected]
São Paulo

Responder

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h55

    Pois é. Esse sim é saudoso da ditadura e esquece que traficante não tem ideologia, e que vivemos num Estado democrático de direito.

    Ou sem direitos, pra muitos de nós.

    Eu pegaria em armas contra um Estado de facto. Mas não venderia drogas nem me armaria contra um Estado democrático só pra ter um "comércio" ilegal em que eu teria de me debater constantemente com a Polícia, corrupta ou não – sim, pq pagar arrego do tráfico a policial corrupto tb é uma merda pro tráfico, tira grana deles… ou não?

    Seria mais fácil abrir uma lojinha de 1,99.

    Esse pessoal que comenta essas besteiras não pensa!

    Renato Lira

    29 de novembro de 2010 às 02h17

    Este comentário estúpido é o outro lado da mesma moeda.

    De um lado, alguns ditos "progressistas" com sua retórica estéril e rasa.

    De outro, imbecis conservadores e seus argumentos frouxos e risíveis.

IV Avatar

28 de novembro de 2010 às 22h25

Sou a favor da cura e não da punição

Por outro lado sei que cura mesmo quem está precisando é o nosso sistema, ou seja, o mundo, um assunto muito amplo para ser tratado aqui

Pensando nisso criei o SPIN – Sistema Poético Informativo Nato
01- Luis Nassif: lembrem-se dos crimes de maio http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/lembrem-

02- Carlos Amorim: ataque do Comando Vermelho foi para negociar http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/ataque-d

03- Para entender a importância do complexo do Alemão http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/para-ent

04- Azenha: O Brasil derrota o Brasil. Para delírio dos brasileiros https://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/o-bras

Azenha, sou a favor do abolicionismo penal, por outro lado sei que no mundo real é impossível o meu sonho,

O Edson Passetti assim encerrou seu texto sobre o assunto:

"(..) Não se trata de descriminalizar comportamentos com intervenção penal mínima, agindo-se em direção à prisão provisória ou às alternativas à internação, que só fazem aumentar o número de supostos criminosos, beneficiando ainda mais o crescimento burocrático e perpetuando a concepção de prevenção geral-periculosidade. Descriminalizar comportamentos — não esqueçamos — é sempre criminalização de outros, um jeito de reciclar as contínuas reformas. As penas alternativas, como apresentou Christie, nada mais fazem do que fomentar novas prisões e inéditos, porque eletrônicos, campos de concentração. Em nome do humanismo transforma-se a periferia em campos de concentração, ajustando-se os interesses políticos e morais aos investimentos da indústria civil, para a construção de mais presídios, e da indústria eletrônica na diversificação das suas áreas de atuação. Democratizar as penalizações pelos princípios das penas alternativas ou por sua extensão a outros comportamentos criminalizáveis, englobando a minoria virtuosa ou depravada, não contém a escalada da criminalidade, não soluciona as violências domésticas, mas faz crescer a burocracia do controle, que, por sua vez, encontra-se mergulhada em infrações regularmente cometidas numa sociedade, seja disciplinar ou de controle, que se baseia numa sociabilidade autoritária. O abolicionismo sabe muito bem que depende como movimento social da difusão e debate nas escolas, nos bairros, nas prisões e principalmente na mídia.16

O abolicionismo penal é um estilo de vida e, como disse Hulsman, faz bem à saúde.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-8839199

Responder

IV Avatar

28 de novembro de 2010 às 22h16

Ótimos textos sobre a violência no Brasil, vários pontos de vista

01- Luis Nassif: lembrem-se dos crimes de maio http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/lembrem-

02- Carlos Amorim: ataque do Comando Vermelho foi para negociar http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/ataque-d

03- Para entender a importância do complexo do Alemão http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/para-ent

04- Azenha: O Brasil derrota o Brasil. Para delírio dos brasileiros https://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/o-bras

Meu comentário

Sou a favor da cura e não da punição

Por outro lado sei que cura mesmo quem está precisando é o nosso sistema

Por isso criei o SPIN – Sistema Poético Informativo Nato

Visite o SPIN
http://www.josecarloslima.blogspot.com

Responder

Polengo

28 de novembro de 2010 às 22h12

Peraí, meu caro.__Os caras começaram a tacar fogo em carro, ameaçar…____Desde que não seja algo assustadoramente combinado com todo mundo, o que se poderia fazer em vez disso?____Claro que o buraco é mais embaixo, mas não vejo outra saída, momentaneamente.__Melhor que fazer acordo com o marcola, que foi o que aconteceu em sp.__Melhor que ter um denarc igual ao de sp, que segundo o abadia é uma maravilha.

Responder

Nathália de Tarso

28 de novembro de 2010 às 22h11

Enquanto o morro era apenas lugar de pretos pobres que viviam seus dias de glória na Sapucaí vestidos de lantejoulas para a classe média e o turista estrangeiro ver, ninguém se preocupou com as condições de vida dessa população. Quando o morro desceu com suas AR-15, chama a polícia, o exército e o que mais fosse necessário para pacificar o morro. Onde estava o Estado quando esses meninos nasceram? Onde estava o Estado quando esses adolescentes viraram aviões do tráfico? No morro é que não estava. Defendo uma ação dura e dentro da lei para pelo menos minorar o estado de coisas não só no Rio, mas no país inteiro (moro em Salvador e aqui o bicho tá pegando também), mas a culpa de ter chegado onde chegou é nossa e essa ação é uma vergonha sim, vergonha de ver o Brasil combater o Brasil. Se não fosse a Copa e as Olimpíadas, duvido que essa ação acontecesse. O mundo olha pro Brasil e cobra. Concordo com Azenha.

Responder

Marco

28 de novembro de 2010 às 22h00

Que a há pirotecnia em demasia, não se nega.
Mas esse papinho de que o problema de criminalidade é exclusivamente decorrente da desigualdade social é uma falácia. Ou voce acha mesmo que se um traficante que fatura 1 milhão por mes abriria mao da vida que leva por um salário mixuruca ao final do mes?

Qual sua solução para prisão de traficantes fortemente armados que promovem terror pela cidade? Pedindo "por favor".

Primeiro, critica-se a ausencia do Estado nesses locais dominados pelo tráfico. Quando o Estado resolve "marcar presença", também se critica.

Se a Policia comete ou cometeu excessos contra população, que se puna o responsável.

Responder

    Flavio Lima

    29 de novembro de 2010 às 19h04

    Grande Azenha
    Poucas vezes te vim tomar paulada como nesse post.
    Eu mesmo concordo com a questão da pirotecnia, e com a gloebels tirando casquinha fica amargo, mais amrgo.
    Mas que aquela populção estava precisando ser RESGATADA das mãos dos bandidos baratos, precisava, ou precisa mesmo. Os bandidos caros somos nós que faremos, e estamos fazendo, o serviço.
    É um daqueles efeitos colaterais beneficos das Olimpiadas e da Copa.
    Ta bom, os traficantes são pobres, mas são bandidos. E suas vitimas, seus vassalos, são apenas os pobres que são vizinhos. Não tem classe media la.
    Post bom pra mostrar que seus leitores não concordam sempre com voce. Pontissimo pra voce, Grande Luis Carlos Azenha!

ma.rosa

28 de novembro de 2010 às 21h57

acabei de ouvir paulo henrique amorim, perguntando aos moradores da favela do alemao se eles achavam que agora a vida iria melhorar, sem o trafico ali e as respostas eram de duvidas pois esta claro que a paz nos morros e passageira!! e preciso muito mais qe isso nao e mesmo??

Responder

    Renato Lira

    29 de novembro de 2010 às 02h23

    Pois é.

    A Globo só ouve os otimistas.

    A Record só ouve os pessimistas.

    Até num momento desse, os caras colocam acima do interesse das populações e da informação seus interesses corporativos. Acima da informação está a concorrência.

    É o FlaxFlu da mídia.

    Isso sim é muito triste.

jose

28 de novembro de 2010 às 21h51

Azenha,
não sei se chego a concordar com seu texto, mas fico muito preocupado com o acontece agora no Rio. É importante retomar territórios ocupados pelo tráfico sim, etc…etc…etc…Mas mais importante é dar condições para que ninguém que nasça, cresça ou viva nas comunidades do Rio ou de qualquer outra cidade grande deste País, tenha outra alternativa de vida que não seja se submeter ou aceitar prestar serviços ao tráfico. Vamos esperar agora a reurbanização das favelas, educação de qualidade, saúde etc…e trabalho digno para todos. Para continuar mudando o país, nós o povo elegemos Dilma e confiamos muito nesse novo projeto. E vc sabe o quanto Vi o Mundo foi importante para derrotarmos o atraso e o obscurantismo.

Responder

Luiz

28 de novembro de 2010 às 21h51

è evidente que muita coisa tem que se fazer neste país, mas estamos caminhando e conquistando mesmo que seja devagar.
O que acho interessante neste país que sempre que se faz algo de bom todos os "ólogos" de plantão rebatem com uma série de problemas paralelos.
ESta questão aqui no Rio é simples, neste momento. Era preciso fazer o que está sendo feito. PONTO!
Agora, por que não sobem a favela e vão conversar pessoalmente com os moradores e ver como vivem?

Responder

Marcelo Anéas

28 de novembro de 2010 às 21h47

Azenha! O Brasil não derrotou o Brasil! Nesse momento o Etado ocupa um território brasileiro abandonado há décadas. Com a melhoria no poder aquisitivo da população da favela, o auxílio do tráfico como fonte de tranferêncua de renda começa a perder o sentido. Por isso existe o apoio da população. Ficando mais perigoso ser traficante e tendo melhores oportunidades de emprego, muitos jovens devem dexistir da idéia sedutora do dinheiro fácil e da pose de herói muitas vezes associada aos traficantes. Digo mais, te garanto que em certa medida, até mesmo usuários vão pensar melhor antes de consumir drogas.

Pode não ser uma solução para os problemas do Rio, mas te garanto que é um bom começo, certamente apoiado pelo Presidente Lula! Cuidado para não achar que é ruim só porque saiu na Globo.

Responder

IV Avatar

28 de novembro de 2010 às 21h47

Azenha, sou a favor do abolicionismo penal
Trocando em miúdos: sou a favor da abolição da punição para os crimes
Sei que isso é impossível no sistema capitalista
Mas sou a favor
Não custa sonhar né
Segue texto de Edson Passeti sobre o assunto
"(…) Em linhas gerais, a sociedade disciplinar acomoda o sistema de castigos à utilidade dos corpos de maneira normalizadora, com vista a deles obter maiores docilidades. Trata-se de uma sociabilidade orquestrada por sanções que dinamizam a centralidade do poder, educando em função da adaptação. Persuadir e adequar são meios para a pacificação das tensões, o aumento de riqueza e regras de poder pretendendo agir preventivamente com o objetivo de conter a proliferação dos sujeitos perigosos à coesão social.(…)"

Leia mais http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-8839199

Responder

MirabeauBLeal

28 de novembro de 2010 às 21h40

.
Ocuparam Bagdá e mataram Saddam Hussein.

Finalmente o Iraque está em paz.

The Star-Spangled Banner.
.

Responder

    Renato Lira

    29 de novembro de 2010 às 02h25

    Vai lá no esconderijo do Polegar e sai de mãos dadas com ele cantando "Give Peace a Chance".

maconheiro

28 de novembro de 2010 às 21h34

A Globo deve está furiosa porque não teve banho de sangue !! Ela pensou que os bandidos concordariam com sua cobertura ao vivo ,digo aos mortos !!!

Responder

Joaquim

28 de novembro de 2010 às 21h33

Enquanto a sociedade e suas leis, continuarem a passar a mão na cabeça dos consumidores, achando que eles são uns pobres coitdados, a coisa não muda. Por agora diminui, mas logo, com a procura, volta tudo como é.
O freguês quer, tem dinheiro, o negócio é um sucesso.

Responder

José Manoel

28 de novembro de 2010 às 21h26

É pau nessa corja de traficantes e assasinos, até que não sobre um rato no tombadilho!!!!! E vamos parar de hipocrisia intelectual e pacifista!!!!! O momento é agora!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Paulo R Cequinel

28 de novembro de 2010 às 21h25

Bingo, meu caro. Na mosca. E direto na minhas fuças. Eu mereço. Reproduzi em meu blog, prcequinel.blogspot.com

Responder

edv

28 de novembro de 2010 às 21h20

Parece que há uma certa confusão entre perseguir os facínoras que, invariavelmente, vão se esconder entre os pobres de favelas (um "paraíso" para eles se protegerem) e atacar a favela e a gente de bem que lá vive.
Acredito sim que estamos começando a resgatar uma dívida de omissão de décadas, como em outras áreas deste nosso desigual país.
O que não significa resolver todos os problemas. Afinal, tráfico e consumo e crimes relacionados existem em todo mundo, dos EUA à Rússia (ou de Washington, DC à Moscou).
O que não existe, na forma que existe aqui, são as favelas, única e péssima opção para as pessoas de bem e ótima opção para os bandidos, sob inúmeros aspectos.
Uma coisa não tenho dúvidas: a imposição da autoridade que é constituída pelo povo é melhor do que as ingênuas e inócuas passeatas pela paz. Não sou contra, como lembrança, mas são inócuas.
Impor a ordem legal não é a solução. Mas certamente é parte dela.

Responder

William

28 de novembro de 2010 às 21h06

Caro Azenha.
O Serra deve estar chateado.
Com as opiniões que aparecem aqui, ele deve pensar que, se os fatos em questão tivessem acontecido antes da eleição, ele teria ganho a eleição.
Estava faltando só um fato para que o pensamento fascista dominasse a discussão, e o Serra é muito melhor nesta discussão. O que as pessoas manifestam aqui parece estar de acordo totalmente com o pensamento e as propostas do Serra.
No fim, somos todos pessoas comuns e sujeitas às manipulações das circunstâncias, como bem explica o livro "A Psicologia de Massa do Fascismo" de Wilhelm Reich. Seria bom que lêssemos todos os dias o livro "Escuta Zé Ninguém", do mesmo Wilhelm Reich, para tentar evitar que se aflore, a cada dia, o "Zé Ningúem" que está latente em todos nós.
Será que que esta "ação" encenada como "guerra" vai ter de fato grande influência sobre a violência e sobre o tráfico de drogas no Rio de Janeiro?
Mesmo não condenando, em princípio, tal ação; em vez de soltar foguetes exultantes, seria prudente esperar para ver seu resultado a longo prazo.
Tudo parece ser apenas espetáculo, mas quando o espetáculo acabar, o que vai acontecer?

Responder

Claudinei Watanabe

28 de novembro de 2010 às 21h04

Azenha entendo seu sentimento, essa questão do Rio é complexa, por isso em última instância sua analise está correta, então sendo assim podemos ver essa questão de dois outros ângulos, um primeiro é que o ponto positivo foi a ação unificada das forças de segurança nos dois níveis, baseada e uma concepção que não seja a política do extermínio, permitiu uma atuação completamente diferente do que aconteceu aqui em são Paulo 2006. Todos se recordam que logo após os ataques do PCC foram três dias em que as forças policias, executaram na periferia de São Paulo mais 400 pessoas, na sua grande maioria jovens, negros e pobres, foram execuções sumarias três de infâmia, podemos dizer que foi um paralelo da Noite de São Bartolomeu, é preciso ressaltar ainda que o GOVERNO DE SÃO PAULO negociou o fim da rebelião com a Cúpula do PCC, ou seja, era como se estivéssemos diante de dois estado beligerantes, o “Estado PCC”, e o estado propriamente dito, portanto Azenha, a ação no RIO mostrou que é possível ter uma ação enérgica do Estado garantido os direitos fundamentais, principalmente o direito a vida, não tivemos um banho de sangue como aqui em São Paulo, por último isso mostra que por mais que o atual governo tenha melhorado a vida de uma parcela dos menos favorecidos, o fosso social gerando durante os mais de 500 anos não será superado num passa de mágica, se é que teremos alguma solução sob égide do Capital. Isso em última instancia caro Azenha é Capitalismo Puro, sempre temos tem quer ter isso em mente, o capitalismos é para poucos, portanto todas as saídas sempre serão parciais e momentâneas, até que as desigualdades gere novos confrontos.

Responder

    Mauricio Luz

    28 de novembro de 2010 às 21h23

    Ninguém foi executado pela polícia no Rio nessas ações. Isso não conta?

    Paula

    29 de novembro de 2010 às 10h59

    Não está sendo divulgado, mas há relatos dos moradores que estão sendo cometidas arbitrariedades pela polícia nas invasões, inclusive com morte de pessoas inocentes dentro de suas casas.

    Renato Lira

    29 de novembro de 2010 às 13h41

    Pronto. Começaram os "relatos".

    Tava demorando…

    Ⓐnti

    29 de novembro de 2010 às 15h26

    Se você quer acreditar só na televisão e nos jornais o problema é seu…

    joni

    28 de novembro de 2010 às 22h41

    Concordo plenamente com você.

Claudio Ribeiro

28 de novembro de 2010 às 20h58

O Estado está recuperando o espaço público para as pessoas das comunidades do Rio de Janeiro, agora o Estado precisará manter este espaço público pacificado e justo, oferecendo serviços essenciais como educação, cultura, esporte, lazer, água, saneamento básico etc.

http://palavras-diversas.blogspot.com/2010/11/paz

Responder

Eduardo Melo

28 de novembro de 2010 às 20h54

Faltou no texto a demonstração de algum tipo de solução plausivel e alternativa a que está sendo imposta.
Soluções d elongo prazo são necessarias… nem por isso operações de efeito imediato perdem seu valor.
Mesmo que o crime organizado não se concentre em só em favelas, mas gire em torno de relações de poder em zonas mais nobres, Os traficantes acumularam um nivel de poder que ameaçava o proprio estado democratico de direito (claro que tomada as devidas proporções).
Falar que essa operção toda é inutil, porque o problema é antigo, histórico, é no minimo ingenuidade.
"o Brasil busca as soluções fáceis, pirotécnicas, maniqueístas."
Se você acha realmente que operações desse calibri são faceis, ou simples, realmente é muita ingenuidade. Essas operações ao contrario de uma solução facil, são o começo de um trabalho que poderá surtir efeito e produzir soluções d elongo prazo.
Repetir os velhos cliches saúde, educação, e salários é facil. Dificil é expulsar traficantes com escolas, hospitaise salario minimo.
Eu não acho errado o orgulho. Acho que a mensagem simbólica da bandeira é importante, em vez de continuar tendo vergonha de tudo de errado que ja foi feito, por que não começar a se orgulhar da iniciativa e das consquistas de um trabalho que pode vir a dar certo?

Responder

Gisele Oliveira

28 de novembro de 2010 às 20h49

Não meu caro, o Brasil não está feliz porque "derrotou" o Brasil. Todos os brasileiros que não aguentam mais tanta violência e audácia dos traficantes estão "delirando" porque está provado que é possível, quando há vontade e determinação das autoriades, vencer o pesadelo, vencer o terror, vencer a oporessão. Portanto a tomada da "fortaleza" dos traficantes no Rio de Janeiro é emblemática.
O que o blogueiro queria? Qual a solução que você daria? As autoriades tinham outra alternativa para responder a onda de ataques dos traficantes?
Estão de PARABÉNS todos os envolvidos naquela operação.

Responder

    Luciano

    28 de novembro de 2010 às 22h25

    Gisela, seria ingenuidade acreditar que essas operações teriam intensões tão nobres. O narcotráfico nao vai parar, e nem é esse o objetivo.
    É uma operação higienista na qual o tráfico é jogado para as margens para que os empreendimentos olimpicos sejam realizados e os muros que separam ricos e pobres sejam construidos.

    Gerson

    28 de novembro de 2010 às 22h36

    OK Gisele, então vamos aguardar quando vão atacar as milicias, e os tubarões engravatados !!.

    Você viu a cara dos "lideres" do tráfico ?

    19 anos, 20 anos, 30 no máximo, de bermuda, chinelos e olhe lá …

    Eu quero saber qual é o plano para a juventude que vive na miséria e sem perspectiva de um futuro com o mínimo de direitos básico garantidos.

    Essa quantidade de armas nas mãos dos meninos do tráfico deu lucro pra muita gente. (quem são essa gente ?) Essas armas não foram compradas num shoppng center.

    O teatro só não foi "perfeito" pois não houve uma matança generalizada na ocupação da comunidade (eu acho que tinha muita gente torcendo para ver um banho de sangue) ainda bem que não aconteceu.

    Muito cuidado com essa "patriotada" nesses momentos e com o maniqueismo, do bem contra o mal.

    Vamos refletir com muita profundidade as causas históricas desse problema em nossa sociedade.

    O momento histórico será quando não houver a absurda desigualdade social que temos no nosso Brasil.

    Renato Lira

    29 de novembro de 2010 às 02h40

    Concordo totalmente, Gisele.

    A ação do Estado não foi contra os cidadãos desassistidos. Foi contra bandidos cruéis.Criminosos que degradam famílias nas áreas que ocupam. Que arregimentam, muitas vezesa força, crianças para o tráfico. Que atiram em crianças que lhes "desobedece".

    Quanto a prender os tubarões e engravatados criminosos. Tem que prendê-los também.

    Temos visto muitos sendo presos nos últimos anos. Pena que as brechas da lei e alguns magistrados os beneficie. Como também beneficia os criminosos do morro, que, por exemplo, saem em datas especiais e não voltam.

    Bandido tem que ir pra cadeia. Seja rico ou pobre.

    Parabéns, Gisele.

Kalu

28 de novembro de 2010 às 20h47

Alguém aqui acha que que a vitória dos policiais sobre os traficantes é algo definitivo e salvamos a pátria? Óbvio que não! Segundo o texto, porque deixamos a situação chegar onde chegou somos todos culpados. Então, traficantes são brasileiros, portanto, são vítimas. É isso? Qual a solucão? Educação. Então, nossos governantes deveriam investir em educação e deixar os traficantes em paz, até que a sociedade se transforme.É isso?Essa é a proposta alternativa?

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    28 de novembro de 2010 às 21h00

    Bota a mão sobre o coração, canta o Hino Nacional e quem sabe o Alemão amanhã acorda verdadeiramente pacificado.

    José Manoel

    28 de novembro de 2010 às 21h24

    Grande Azenha: apareceu novamente!!!!!! Apareça mais, como eu já disse!!!!!!!!!!!!!! It´s a pleasure!!!!!!!!!!!!

    edv

    28 de novembro de 2010 às 21h42

    Prezadíssimo Azenha, a guerra é vencida por batalhas.
    As soluções (que raramente são definitivas) podem ser alcançadas em etapas.
    O fato é que as coisas estão em sua ordem natural, o que não acontece há muito tempo.
    Nefastíssimos traficantes cercados, rendidos, presos (ou mortos, se em confronto) são notícia alvissareira, ainda mais quando não houve guerra, carnificina com inocentes e destruição.
    Se eles vão ser soltos ou substituídos é outra estapa.
    Como dizia Jack, o estripador, um pedaço de cada vez.
    O que não dá é pra o assaltado discutir com o assaltante, no momento do assalto, os porques dele estar fazendo aquilo com o assaltado. Ou entrega ou reage. O famoso lutar ou fugir.

    Gerson Carneiro

    28 de novembro de 2010 às 21h55

    tá nervoso Azenhão?
    quem mandou você chacoalhar a colméia?
    mas eu gostei da sua tirada.
    rsrsrs…

    Renato Lira

    29 de novembro de 2010 às 02h43

    Ou então pega o boné, volta pra casa e devolve o Alemão pro CV, pede desculpas pelos "erros do Estado" e canta o funk de apologia aos traficantes.

    Pega leve, Azenha.

Marcelo

28 de novembro de 2010 às 20h43

Deviamos ter vergonha de muitas outras coisas tambem , e é claro que é um Brasil contra outro , não importamos nossos traficantes , assim como não importamos politicos , policiais ou jornalistas . Sou do Rio e aqui , pobres , ricos , do asfalto ou favela , todos aprovaram a ação .

Responder

Leonardo

28 de novembro de 2010 às 20h31

E quando vão prender os verdadeiros chefes do tráfico ?

Responder

LULA VESCOVI

28 de novembro de 2010 às 20h30

Eh Azenha,matou a pau.Não dava para entender a euforia.

Responder

Fabio_Passos

28 de novembro de 2010 às 20h27

Temos algo prá comemorar?

"Ataque do Comando Vermelho foi para negociar" http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/ataque-d

"
Quem acha que a batalha do Alemão vai acabar com o tráfico ou o crime, está enganado.

(…)

Os chefes do tráfico de drogas e de armas, da pirataria e do contrabando, não moram em favelas e não serão presos. O tráfico no Rio movimenta 100 toneladas de drogas por ano, com um faturamento de aproximadamente 700 milhões de reais.

(…)

Ou seja: dispersada a pólvora e a fumaça, vai começar tudo de novo.
"

Responder

    Mauricio Luz

    28 de novembro de 2010 às 21h15

    Amigo, respeito seu ponto de vista. Mas a mudança tem de começar de algum jeito, em algum dia. Por que esse não pode ser um começo? Exigir continuidade e consistência não rima com desqualificar uma ação positiva.

    Fabio_Passos

    28 de novembro de 2010 às 23h06

    Mudança? Qual?

    Assistimos uma operação militar em área urbana no Brasil.

    Com qual propósito?
    Resgatar a população segregada e promover cidadania… ou satisfazer as classes privilegiadas incomodadas com a violência que transbordou o gueto.

    Vamos acompanhar se vem mesmo alguma mudança…

    Renato Lira

    29 de novembro de 2010 às 02h54

    Pergunta se os segregados tão achando ruim, caro.

    Aliás, você tem alguma sugestão alternativa, Fabio?

    Se você não acha que um cidadão ao abrir a porta de sua casa, em vez de ver um bando de motoqueiro com fuzil nas costas vendendo pó, poder ver seus filhos brincando, sua família andando tranquilamente a hora que bem entender.

    Isso não é mudança não?

    Esse proselitismo fru-fru já miou.

    Tô lendo muita crítica vazia, sem proposta como contraponto ao que foi feito. Parecem as críticas dos reaças a Lula, pelo simples fato de ser contra e pronto.

    Tá rolando muita demagogia barata por aqui.

    Mauricio Luz

    29 de novembro de 2010 às 11h11

    Concordo plenamente. Vi isso acontecer com o sistema de cotas nas universidades: a academia (branca) contra, os negros e alunos da rede pública silenciosamente a favor. Depois veio o bolsa família, taxado de esmola por quem não precisava e silenciosamente apoiado por quem dele depende para sair da miséria. Agora amuita gente se revolta com a ação que beneficia aqueles para quem eles nem olham, quando não fogem, na rua É uma contradição, não é mesmo? Ouçam a população da Vila Cruzeiro e do Alemão. Eles não estão reclamando. Digo e repito: são jovens lançados ao caminho do crime por flata de oportunidades? É uma pena. Mas hoje são criminosos. Vamos detê-los e criar condições para que o fenômeno não se repita. Leiam o Conversa Afiada. está muito mais equilibrado.

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2010 às 18h04

    O que acontece agora é exatamente o inverso da reação ao sistema de cotas.

    A "elite" branca e rica criticou abertamente a entrada dos negros na universidade. Lutou e ainda luta contra este avanço.

    Esta invasão militar da favela é operação solicitada e saudada pela "elite" branca e rica.
    Ficaram um pouco frustrados porque não aconteceram muitas execuções…

    Vamos acompanhar e ver se acontece alguma mudança de fato para a população do gueto… ou se a única diferença agora é quem aponta o fuzil.

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2010 às 17h58

    Tá rolando muita demagogia mesmo.

    Houve uma invasão militar em área urbana. Vergonhoso. Que pacificação é essa? Se sair o tanque de guerra o que acontece? Esta operação não foi feita prá resgatar população segregada. Foi realizada prá satisfazer as classes privilegiadas incomodadas com a violência que transbordou a favela. O que vai fazer o Estado? Invadir todas as favelas do Rio e não mexer uma palha nas condições de vida da população?

    Na última vez que a polícia subiu a vila cruzeiro, virou as costas e tudo voltou ao que era… vamos acompanhar prá saber se muda algo.

    “O dia que o morro descer e não for carnaval” http://t.co/2Hy1bBS

Gabriel Melo

28 de novembro de 2010 às 20h23

4. Por fim, essa operação prova que tudo o que faltava era vontade política. O tráfico de drogas no Rio é muito fraco, pois os indivíduos que o compõem na base são fracos moralmente. Sua motivação é meramente financeira e de ostentação. Estão pouco se lixando para questões sociais ou para necessidades de sua famílias e comunidades. Querem é viver de maneira nababesca, como playboys que são.

Responder

Gabriel Melo

28 de novembro de 2010 às 20h23

3. Por isso, o hasteamento das bandeiras do Estado do Rio e do Brasil tem, sim, senhor, significado fortíssimo. Não dá para ser críticos às posições da Globo só porque são da Globo. Aliás, Globo e Record fizeram cobertura muito parecidas, com análises quase iguais. A diferença é que os apresentadores da Record não escondiam a sede de sangue. Ficaram inconformados por não haver uma grande quantidade de mortos e feridos na invasão.

Responder

    Mauricio Luz

    28 de novembro de 2010 às 21h21

    Não são os únicos criminosos, nem os maiores. Mas você duvida que são criminosos também? O primeiro passo pode não ter sido o melhor, mas não precisa ser o último. Seria bom que tivéssemos um sistema penal capaz de punir e recuperar, uma policia que investigasse até o fim e punisse a todos, um sistema que oferecesse alternativas ao tráfico para os jovens da comunidade. Mas esses sujeitos de chinelo que lá estão são criminosos. Tem de ser presos, julgados de modo adequado e cumprir suas penas. É o que diz a lei. É o que esperamos da polícia e da justiça, enquanto as mudanças de base acontecem. Se não estão acontecendo, cobremos. Mas sem desqualificar a boa medida que foi tomada. Notem que ninguém foi assassinado pela polícia. Comparem com o Carandiru e vejam a diferença. francamente.

Paula

28 de novembro de 2010 às 20h23

Será que quem comanda, controla,gerencia e se beneficia do tráfico são aqueles indivíduos de chinelos, bermudas e sem camisas que correram da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão? Será esse o "inimigo"da sociedade que precisa ser eliminado?

Responder

    Ed Döer

    28 de novembro de 2010 às 22h43

    Eles e mais o pessoal que tava lá antes e continua a comandar de dentro das cadeias.

    Eduardo

    28 de novembro de 2010 às 23h42

    Quer dizer: eu uso chinelo e bermuda, passo a usar arma e sair por aí matando gente, queimando ônibus e tudo bem?

Gabriel Melo

28 de novembro de 2010 às 20h22

2. Estou pouco me lixando se vão prender 500, 100, 10 criminosos nessa operação. O que interessa é que não pode haver nenhum metro quadrado deste Estado onde exista um Estado paralelo. É o Estado Democrático de Direito que vai sendo estabelecido nas favelas cariocas – ou comunidades, para ser politicamente correto. São pessoas que viviam sob regime de exceção, com toque de recolher e áreas do Estado onde não podiam ir para visitar amigos e parentes por se tratar de área dominada por facções inimigas.

Responder

Gabriel Melo

28 de novembro de 2010 às 20h22

1. As Olimpiadas e a Copa não são motivação para o que o Governo Cabral faz no Rio. Para garantir segurança nos eventos, bastaria fazer acordos com o tráfico, como sempre foi feito, do tipo: vocês não descem, a gente não sobe.

Responder

manrel

28 de novembro de 2010 às 20h18

Amanhã segunda feira, a grande midia vai começar uma guerra tambem contra os hipócritas do usuários das classes mais alta?
Vai?
Não?
Então. bau bau.

Responder

Fernando

28 de novembro de 2010 às 20h15

Me lembrou a bandeira de Israel sendo hasteada em território palestino.

Responder

    edv

    28 de novembro de 2010 às 21h49

    Ou seja, o governo (representando os cidadãos) hasteou a bandeira em território que "não lhe pertence" (e por conseguinte, não pertence aos cidadãos).
    Está "usurpando" terra "estrangeira"…
    Os "palestinos" são os traficantes, que promovem o crime, homicídio, roubo, vicio, prostituição, degradação, cerceam a liberdade da maioria, reservam áreas de controle para si, etc.
    É isso, ou entendi mal?

    Eduardo

    28 de novembro de 2010 às 23h45

    Hahaha…

    Como as pessoas embolam as coisas né? É só falar de operação militar que todo mundo tem chilique, sai comparando com coisas que não tem nada a ver.

    Tadinhos dos traficantes, nem mais podem queimar ônibus e tocar o terror na cidade sem que o Estado responda à altura…

Marcia Costa

28 de novembro de 2010 às 20h14

No dia que fiquei ilhada, fiquei a pensar em uma solução pacífica. Mas qual, nessa situação? Como terminar com este sofrimento interior de quem sai pro batente e não sabe se vai voltar? A sensação afetou até os famosos ( e divertidos) vendedores de balas, doces e quinquilharias diversas no trem suburbano. A face muda diante da possibilidade de uma morte violenta. O que dizer a essas pessoas? Nossos discursos tão cheios de valores intelectuais pareceriam vazios para elas cuja a único objetivo na vida é sobreviver. Sabe, Azenha, eu gosto muito desse povo simples e quero muito que a violência no Rio acabe para que essa gente boa possa viver com paz.

Responder

Marcia Costa

28 de novembro de 2010 às 20h14

Azenha, eu nem sei o que pensar. Em outubro estive lá no RJ (eu moro em Brasília) e, ao contrário da maioria dos turistas, fico na casa de meus parentes que moram em Realengo e Madureira. O que vi foi uma fuga em massa das pessoas do tráfico onde estão as UPP´s para estas regiões. Meu irmão comentou comigo que só no Alemão haviam "3000 fuzis". Meu sobrinho que mora em Vicente de Carvalho relatou fatos semelhantes. Teve um dia que fiquei em um trem da Supervia por quase 1 hora, pois havia um tiroteio em Padre Miguel e os trens pararam de circular (eu estava em Bangu me deslocando para Madureira). Vou resumir em uma palavra o sentimento das pessoas comuns na cidade: TERROR. (continua)

Responder

yacov

28 de novembro de 2010 às 20h13

VocÊ queria o que Azenha???? Que o Governador do Rio desse um salvo-condutro aos traficantes, para eles descerem do morro pacificamente?!?!? Todos nós sabemos da história de abandono do Estado sofrida pelas populações pobres do Rio que foram paulatinamente empurradas para as encostas, mas para se fazer um omelete é preciso quebrar os ovos, não?!?!? Essa volta do Estado deve ser comemorada. Esta operação é corretíissma,. O estado está de parabéns. Agora, não pode ficar só nisso: Tem que levar escolas, hospitais, transporte, segurança para o morro.

O" BRASIL PARA TODOS não passa na glOBO – O que passa na gLOBo é um braZil para TOLOS"

Responder

edv

28 de novembro de 2010 às 20h12

Uma coisa é analisar 5000 anos, outra, 500 anos, outra, 50 anos, outra, 1 ano e outra, 1 semana.
Se formos agir no "aqui e agora" pensando nos prós e contras, causas e efeitos de 500 anos… BABÁU!
O passado pode (e deve) nos ensina a melhorar o futuro, sim.
Mas as ações do presente dependem do aqui e agora, que pode não ser tradicional, histórico e previsível, como incendiar patrimônio público e privado por toda uma cidade e ameaçar a autoridade constituída por nós.
Ou há sugestões para uma das 20 maiores cidades do mundo estar sendo conflagrada por incêndios e outros crimes, que levam sabida e tradicionalmente ao homicídio, ao roubo, ao vício, à prostituição, à degradação e à inibição do usufruto de liberdades básicas de milhões por algumas centenas.
Se houver melhor, para o aqui e agora, sou todo ouvidos!

Responder

Fabio_Passos

28 de novembro de 2010 às 20h00

Muito interessante a entrevista do antropólogo Luiz Eduardo Soares:

"Querer abolir o mercado de drogas é como querer abolir a lei da gravidade" http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/luiz-edu

"
BLOCH: No painel que você presidiu na Anpocs ficou marcada, entre os conferencistas, a visão de que o proibicionismo não tem mais lugar na sociedade contemporânea. Você partilha desta visão?

LUIZ EDUARDO: Totalmente. Para sermos práticos e concretos, não dá mais para ficar discutindo se a população deve ou não ter acesso às drogas. Ela tem, e terá.

(…)

BLOCH: Por que você chegou a essa conclusão?

LUIZ EDUARDO: O mundo está chegando a essa conclusão. Nas democracias, os países gastam bilhões, as melhores polícias do mundo investem grande parte de suas energias para reprimir, sem nenhum resultado. A ONU já admitiu isso e as políticas de redução de danos estão se disseminando.

(…)

BLOCH: Isso é uma visão sua filosófica. Mas se partirmos para o pragmatismo, como fica?

LUIZ EDUARDO: A busca de drogas e a provisão de drogas é um fenômeno planetário. Não se erradica um mercado. Se disciplina. A Suíça discriminalizou a heroína. Houve uma redução enorme das mortes causadas pela droga. (…) Repito: é um caminho sem volta.
"

Leiam a íntregra.

Responder

    O_Brasileiro

    28 de novembro de 2010 às 20h29

    Acho que a questão no atual conflito não é a dependência química!
    O que está em jogo é a existência ou não do poder paralelo dos traficantes, que humilham, assassinam e coagem as comunidades, principalmente no RJ.
    Uma coisa é existir traficantes. Outra é traficantes e suas facções criminosas dominarem comunidades inteiras que são maiores do que muitas cidades brasileiras. Chega disso! É imoral!
    O prefeito do RJ disse que tem verbas e que, com a comunidade libertada, vai iniciar os investimentos nessas comunidades!
    Vamos torçer para que a sociedade prevaleça sobre o crime!

    Fabio_Passos

    28 de novembro de 2010 às 20h45

    As altas taxas de criminalidade estão diretamente ligadas a aviltante desigualdade social.

    Há um Apartheid Social no Brasil e enquanto não for derrubado este muro a endemia vai permanecer.

    Tomara que algo de útil seja realizado para a população das favelas pois são eles as grandes vítimas.
    Mas pelo que sei são 13 favelas ocupadas em 1.000 que existem no Rio…

    O grande crime no Brasil… são os ricos!
    É a "elite" branca e rica que concentra riqueza de forma inescrupulosa.

    E o crime prevalece usando exatamente as forças de repressão do Estado, que não são utilizadas para levar segurança aos guetos, mas para reprimir o gueto quando este incomoda os grã-finos.

    edv

    28 de novembro de 2010 às 21h57

    Reprimir o gueto, Fabio?
    A repressão é a traficantes! Fortemente armados!
    Que estão escondidos, por conveniência logística deles, em "guetos".
    Numa crise de alergia que pode matar, não dá pra construir teses biogenéticas enquanto o paciente está morrendo. O tratamento precisa ser imediato!
    E que as pesquisas e análises científicas continuem.
    Mas que se salve o paciente, nem que seja com "cuspe de barata"…

    Fabio_Passos

    28 de novembro de 2010 às 23h40

    edv, não tem muito como negar que esta operação militar aconteceu porque a violência cotidiana da favela transbordou para o asfalto e incomodou a "elite" branca e rica.
    Sempre é legal torcer por mudanças concretas, mas a motivação desta operação nada tem a ver com uma intenção do Estado em resgatar a população segregada da favela.

    Enquanto apenas a população do gueto sofria sob controle do varejo do tráfico, nenhuma indignação na mídia…

    Renato Lira

    29 de novembro de 2010 às 03h06

    Engraçado. Quando o antropólogo Luiz Eduardo Soares foi secretário nacional de Justiça, nada aconteceu. Foi incompetente e e inepto.

    E esse papo de "gueto", "apartheid social", etc, é incoerente, chato e pequeno-burguês.

    A ação do Estado no Alemão dá a chance daqueles moradores de se libertarem do "gueto' e do "apartheid social". Como está ocorrendo em outros pontos do país.

    Antes de decretar que" tá tudo errado", que "nada vai acontecer", que "os traficantes vão voltar", sugiro aos profetas do apocalipse que aguardem o pouco, Guardem sua sanha de ser do contra e pronto por algum tempo. Dêem uma chance estes brasileiros.

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2010 às 18h07

    É. Vamos aguardar. Porque até agora só o que vimos foi uma invasão militar realizada para satisfazer a sanha de vingança das classes privilegiadas. Não gosta de ler "apartheid social" e "gueto"? Azar o seu. Bem vindo ao Brasil real.

francisco p.neto

28 de novembro de 2010 às 20h00

Assim como muitos aqui estão criticando a opinião do autor da matéria eu também critico.
Oras bolas! Como se ataca um problema crônico que se arrasta a décadas?
O autor para criticar deve ter as soluções. Pois então apresente-as.
Qual a população das favelas "invadidas"?
Quantos protestos foram vistos pelos moradores?
Um sinal de aprovação são as denúncias anônimas recebidas pela polícia que resultaram em prisões de alguns chefões do tráfico.
O autor foi lá nas comunidades fazer pesquisa para saber o que pensam os moradores?
Ou ele é um morador de uma das favelas?
Em nome de quem ele está falando? Dele mesmo?
Ou ele é um daqueles sociólogos "especialistas" ?
Quanta interrogação né?
Poderia colocar mais umas dez.

Responder

Manoel Teixeira

28 de novembro de 2010 às 19h58

Azenha, você poderia ter evitado este comentário. Muito infantil para alguém do seu quilate.
Qual seria a solução? Pedir educadamente aos traficantes que abandonassem o trafico e permitissem a instalação de equipamentos do Estado?
A classe média não passa o dia vivendo sob o jugo da bandidagem. A primeira tarefa para resolver o problema social é eliminar o poder paralelo, com ele o Estado nunca estará presente nestas comunidades.
O pessoal da classe média que acha que a liberação das drogas é o melhor caminho está legislando em causa própria. Poderiam explicar, por exemplo, coom seria a venda de cocaína e crack. Seria nas farmácias. Seria necessária a apresentação de receita médica? Quem garantiria a segurança dos pontos de venda? E impostos, qual seri a alíquota?
Êta pessoal hipócrita.
Vamos combinar assim, primeiro vamos colocar os bandidos na cadeia, depois o Estado se fará presente nas áreas controladas pelo tráfico. Depois, muito depois, voltaremos à discutir sobre legalização das drogas e como ela se dará, certo?

Responder

    Marduk

    29 de novembro de 2010 às 19h59

    É que para marxistas ortodoxos como Azenha a bandidagem seria útil para participar de uma improvável revolução anti-capitalista… Se for isto, espero que estes vão na frente servindo de carne para canhão kkkkkk

Ayrton

28 de novembro de 2010 às 19h53

AZENHA,
Me confesso um autêntico analfabeto em segurança pública.
Quanto a uma situação com a do Rio de Janeiro, pior ainda, não sei quem está agindo corretamente e quemnão o faz.. Permita – me porém perguntar :
Se essa ação policial gigantesca está errada, qual seria a maneira correta? A população está mesmo apoiando e sentindo-se assistida ou é apenas tro-lo-ló de PIG?

Responder

Wlademir Carvalho

28 de novembro de 2010 às 19h53

Serra iria acabar com o crime caso eleito presidente da república, assim como zerou a criminalidade em São Paulo, onde se registram números idênticos a países escandinavos…todos os membros do alto escalão do PCC assumiram cargos elevados no governo paulista e se converteram em budistas anti-violência. Em são paulo desde o início do ano, não se registra uma única ocorrência sequer…são paulo está em paz.

Por isso a revolta da Mayarinha Petruso contra os nordestinos e suas bolsas sei-lá-o-quê que ameaçam seu "way of life" nessa Califórnia dos trópicos.

Responder

    Carlos Roberto

    28 de novembro de 2010 às 22h50

    A eleição já passou! Chega de palanque. Tem de analisar o presente senão o futuro estará comprometido.
    São Paulo deve ser mais importante do que o Brasil. Engole-se tudo menos que o governo estadual de SP não seja do PT. Fale também de outros estados.

@sergiobio

28 de novembro de 2010 às 19h49

Tenho ouvido, de gente muito próxima de mim, comentários emitidos de forma totalmente natural, defendendo uma "limpeza", uma chacina, um extermínio em massa desses traficantes. Até de gente de quem eu esperava um comentário inverso.

Ao pesquisar no youtube os vídeos sobre a operação policial no Rio, também me espantou o volume de comentários pedindo para que se varram as favelas do Brasil. Somos um país de fascistas enrustidos.

Muito diferente de me revoltar com a reação da sociedade é desaprovar a operação como um todo. Ao que parece, ela teve amplo apoio popular, inclusive dos moradores locais. Certamente houve abusos e eu me revolto com cada um deles. Mas temos que reconhecer que finalmente alguém colocou o dedo na ferida, e, desta vez, não foi "pra inglês ver", como lembraram aí dos jogos Panamericanos.

Agora que a operação está em vias de se concluir, resta às autoridades fazer um julgamento justo e uma punição humana, quando houver condenação.

Para quem não gostou da invasão em si, por favor nos traga uma idéia de caráter urgente mais adequada. Mas uma idéia realista.

Responder

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2010 às 00h44

    Assustador o desejo e clamor por violência.

    de qualquer forma, eu tenho uma idéia urgente: Que tal o Estado assumir um caráter pacificador e promover o regate da população segregada com universalização de direitos fundamentais e redistribuição maciça de riqueza?

    Não é realista?
    Que tal agente lutar para transformar em realidade. Urgentemente.

Wlademir Carvalho

28 de novembro de 2010 às 19h49

Pra quê esse negócio de intervenção armada?? Em são paulo terra das "elites conscientes" desse país, usa-se de diplomacia…chamam os chefes de facções criminosas e lhes propõe um cessar fogo, um armistício, tudo em nome da boa imagem dos tucanos perante seu eleitorado elitista consumidor de cocaína e Ecstasy nas festinhas raves.

Responder

Leo V

28 de novembro de 2010 às 19h48

Perfeito Azenha.

Esse está sendo nosso 11 de setembro.

Liberatam o "Complexo do Alemão" como so EUA "libertou o Iraque".

Há que se analisar que de fato os "ratos" que saíram correndo não eram brasileiros. Sempre puderam ser mortos sem remorsos. Nunca tiveram cidadania de fato. Sempre foram subgente.

Responder

Carlos

28 de novembro de 2010 às 19h46

Não é verdade que o BRASIL QUE VENCEU O BRASIL. Isso que se fez no Rio já deveria ter si8do feito a muito tempo principalmente porque no narcotrafico tem dinheiro de tudo que é lugar do mundo e issos tem que acabar. Sou contra as criticas Sr. Luiz, se voce pensa que isso é coisa de Brasileiro está enganado porque isso é coisa de bandido nacional e internacional. Não me venha com essa de mais dinheiro para isso do que para aquilo. Estamos todos no mesmo barco e isso é importante pois pago meus impostos e não quero ver meu dinheiro gasto para paliativos que nunca dão resultados.
Desestimular os jovens a não ir para esse caminho é a questão crucial e se não está de acordo passe a ficar porque o futuro é hoje.

Responder

mila

28 de novembro de 2010 às 19h44

Azenha, compreendo muito bem o que você diz, achei tudo deprimente, não no sentido da operação em si, mas sobretudo a cobertura dos noticiosos. Li muito " comentarista " em sites pedindo sangue, matança , extermínio. Dei-me ao trabalho de verificar a que ponto a irrazão facista chegou. No entanto, esta operação pode ser um início de algo melhor, como foram as instalações de UPPs, que , com todos os seus problemas -e os há – aos poucos mudam a rotina das comunidades por elas assistidas. São anos e anos de ausência de poder público nesta cidade. Todos acham que podem fazer o que querem: desde jogar papel no chão, sujarem e depredarem bens públicos, buzinas excessivas, cachorros na praia, colocarem caixas de madeira para fins de propaganda em uma semana tensa, quartos de empregadas sem janelas ( como você mesmo comentou há tempos ) ,sem falar no estado de escolas, hospitais, saneamento básico, transporte público decente, a lista não termina. Também compreendo que a polícia, necessitada de milhares de coisas, inclusive de uma " faxina " na corporação, sem falar de salários , tenha um arroubo de pequeno orgulho. O buraco é muito mais embaixo, disto sabemos todos. Há poucos dias, num ônibus repleto de trabalhadores voltando mais cedo para casa seja nos subúrbios seja nas comunidades por conta da operação que se anunciava, conversando com alguns passageiros ouvi apoio incondicional às ações da polícia e a frase " vamos recuperar a nossa liberdade ". Portanto, no momento, ainda reservo o meu " julgamento " sobre os acontecimentos recentes, apesar da minha indignação contínua, que data de muitos anos, sobre o estado das coisas no país em termos de segurança pública, de direitos fundamentais para todos. Darcy Ribeiro dizia que a democracia começa no banho. Na dignidade pessoal. Devemos ter vergonha sim, mas também que um pouquinho de esperança possa ser vislumbrada. E sim, temos que ouvir o que os moradores do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro têm a dizer. Não posso falar por eles, só unir forças. Não sei se escrevi bobagem, os últimos dias foram confusos.

Responder

Gerson

28 de novembro de 2010 às 19h34

Legião – Perfeição
http://www.youtube.com/watch?v=eaU7OsIdjUc

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e seqüestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã.

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão.

Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso – com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção.
Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão.

Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera –
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição

Responder

    Gerson Carneiro

    28 de novembro de 2010 às 19h52

    Xará,
    Essa escolha foi uma perfeição.
    Oportuna, bem lembrada.

O_Brasileiro

28 de novembro de 2010 às 19h24

Não entendo as críticas.
Um estado de exceção foi criado a partir do momento em que traficantes, muitos dos quais homicidas, começaram a atear fogo em veículos e dar tiros a esmo de forma indiscriminada. A resposta foi dada pela SOCIEDADE, a qual as forças de segurança são subordinadas.
E não lembro de nenhuma operação de segurança no mundo com a mesma dimensão em que tão poucas pessoas tenham morrido ou sido alvejadas como a que aconteceu hoje no morro do Alemão, no RJ. Se não foi pacífica, porque não aparecem os cadáveres?
Foi a hipocrisia que permitiu que os traficantes aterrorizassem as pessoas que vivem nessas comunidades por tantos anos!

Responder

Henri

28 de novembro de 2010 às 19h18

Alguém sabe para onde foram os 500 traficantes que fugiram do Complexo do Alemão? Alguém sabe para onde eles vão? Alguém sabe quantas crianças e adolescentes já começaram a ser recrutados para ficar no lugar dos que partiram? Alguém sabe que há uma banda podre da polícia vivendo em simbiose com o tráfico?

O que está acontecendo no Rio é um espetáculo patético. Tudo continuará como sempre esteve porque isso não passa de uma tentativa simbólica do Estado de demonstrar que tem o poder onde há anos não se faz presente.

E classe média delirando, achando que estamos prestes a entrar na NOVA ERA. Fazem-me rir.

Responder

    mila

    28 de novembro de 2010 às 20h21

    500 traficantes? juntos e armados no Complexo do Alemão? mas você acreditou nisto?

    Mauricio Luz

    28 de novembro de 2010 às 21h30

    Meias verdades. Nem mesmo o Luis Eduardo Soares em seu momento mais delirante sugere que o tráfico vai acabar. "Não se acaba com mercado. Se disciplina". A venda e o consumo de drogas ilícitas continuarão. A questão é como, onde e a que preço. Pois bem, hoje pode ter começado a acabar o Estado acima do Estado, mesmo sabendo que o tráfico (ou comércio ilegal, se preferirem) continuará. Eu prefiro apostar que sim. Porque esse poder paralelo era ou é um absurdo anacrônico no Brasil de hoje.

    Renato Lira

    29 de novembro de 2010 às 03h13

    Muto fácil falar para quem não mora no Rio.

    Muto fácil fazer discursos demagógicos e baratos quando não se sent na pele o mal que faz o crime organizado com milhares de pessoas e famílias.

    Patético é seu comentário, Henri.

Roberto Locatelli

28 de novembro de 2010 às 19h15

Precisamos avançar no debate sobre a descriminalização das drogas. Drogas ilegais só servem para acobertar tráfico de armas e de pessoas.

Responder

    Henrique

    28 de novembro de 2010 às 19h31

    Voce quer liberar o que? Crack para o seu filha comprar no bar da esquina? Heroina para a sua filha ganhar de presente de natal? Cocaína para voce se divertir nos fins de semana?
    Hora tenha paciência. E quem não for viciado? Vai aguentar o seu filho com crack na cabeça estuprar a filha dele?
    Não se pode mais passar a mão na cabeça do viciado. É ele o principal responsável pelo tráfico. É quem consome a porcaria, assim como é responsável pelas mortes no trânsito aque que bebe e vai dirigir.
    Cadeia neles. Tolerância zero.

    Fabio_Passos

    28 de novembro de 2010 às 19h46

    Não banque o bobo Henrique.
    A proibição não impede ninguém de comprar cocaína, crack ou o que for.

    A proibição atira os usuários na marginalidade.

    edv

    28 de novembro de 2010 às 22h06

    Então vamos liberar, por exemplo, o crack!
    Baratinho, popular, e quase sempre, sem volta!
    Mas assim o usuário de crack "não será atirado na marginalidade"!
    A proibição de matar também não impede que matem.
    A proibição de roubar também não impede que roubem.
    A proibiçao de estuprar, de "pedofilizar", de violênca contra as mulheres também…
    Malditas leis inúteis!

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2010 às 00h30

    Não tente comparar assassinatos e pedofilia com consumo de drogas.
    É uma tolice sem o menor sentido.

    Você nunca tomou uma cerveja? Uma caipirinha?

    Um vinhozinho?
    Jesus não só abençoou o consumo como era usuário.
    Ele tava num parque com outros 12 cabeludos curtindo o barato quando veio a puliça romano-estadunidense e prendeu ele.

    Talvez o crack deva ter algum tratamento diferenciado… mas uma liberação por pelo menos uns 6 meses seguramente seria golpe duro no tráfico armado.

    Guilherme_RJ

    29 de novembro de 2010 às 14h56

    Vendo imagens da cracolandia em SP, eu achei que já estivesse liberado.

    vera oliveira

    28 de novembro de 2010 às 22h24

    não impede mas limita e dificulta, concordo com o Henrique,sou contra a liberação,liberaram o alcool e olhem em volta,quantos morrem por causa dele,quantas familias desfeitas por causa do vício do alcool,quantas crianças aprendem à fumar e beber dentro de suas casas vendo seus pais usando.Se liberarem as crianças vão se viviar mais cedo,não vão nem esperar a adolescencia chegar.Se o governo quiser relamente acabar com o trafico não precisa liberar drogas nenhuma,é só melhorar as leis e REALMENTE cadeia doa à quem doer,prender os grandes traficantes,pegar todo o dinheiro que eles ganharam ilegalmente,e usar esse dinheiro na saude dos drogados e suas familiasmna educação de todo o povo brasileiro,contruir casas decentes,dar dignidade ao povo,pois a maioria dos traficantes entra no crime porque não tem outro jeito,isso que tá aí é fruto dos governos errados de ontem

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2010 às 00h22

    Sugere proibir o alcool e leis mais duras prendendo todo usuário?
    Mas aí uns 2/3 da população brasileira vai em cana. O outro terço vai ser polícia e/ou carcereiro.

    Vera… vai tomar uma cervejinha ou um bom vinho. O consumo moderado faz até bem.

    Caio Higa

    28 de novembro de 2010 às 19h55

    Roberto, concordo plenamente!
    E Henrique, apenas um comentário sobre sua resposta, mesmo proibido "eu" consigo comprar tudo isso sem sair de casa. Liberar não piorará a situação. Quem quer fumar fuma, quem quer cheirar cheira e olha que coisa, é ilegal! Seus argumentos não se sustentam, nem ao menos são argumentos, porque como já escrevi quem quer usar drogas usará sendo proibido ou não! Devemos debater sim, de preferência usando o cérebro, porque o estômago está muito mais próximo de onde produzimos excremento!

    Leonardo

    28 de novembro de 2010 às 21h49

    Seu comentário é tolo e prova desconhecimento total sobre algo chamado "dependência química", algo que foi provado há tempos que é uma doença a qual deve ser tratada da forma correta, com internação em clínicas especializadas, tratamento em grupos de terapia o qual é para toda a vida. Há uma brutal diferença entre aqueles que consomem em festinhas e aqueles que consomem regularmente por serem dependentes químicos. Estes últimos necessitam urgente de tratamento, tais como alcóolatras ou pessoas que possuem qualquer outro vício. É triste ver que mesmo em blogs progressitas como este há pessoas que por desconhecimento fazem comentários tão equivocados. Vá a uma reunião de AA ou NA uma vez na sua vida para conhecer um pouco mais a realidade.

    edson

    28 de novembro de 2010 às 19h46

    Concordo com Locatelli. Hoje o combate as drogas, que outrora foram legais e agora são ilegais por determinação dos EUA, utilizam quase toda força da Polícia Federal, Civil e Militar no Brasil e no Mundo… enquanto isso os criminosos de colarinho branco, os políticos corruptos (que são assassinos bem piores que os traficantes caçados hoje no Rio de Janeiro) e os bandidos que assaltam os cidadãos livres nas ruas, em suas casas e até nas casas que ficam nas zonas rurais…

    Este é o grande erro da ilegalidade das drogas. Com as drogas legalizadas, o governo fomentaria a saúde pública que seria utilizada nos casos de uso de drogas exagerados… e mais, as famílias conseguiriam saber sobre o uso pelos seus filhos no início de tudo e poderiam assim, ajudá-los e explicar as causas maléficas das drogas como hoje é feito com os cigarros e as bebidas alcoólicas. Ou alguém aqui ainda acha que o cigarro e as bebidas alcoólicas não são drogas do nível da cocaína?

    José Manoel

    28 de novembro de 2010 às 21h35

    Edson: se a coisa não começar em um determinado momento, quando iniciará!!!! Primeiro os traficantes, depois os corruptos, depois os riquinhos que consomem e por aí vai!!!!! Tudo na sua vez e ordem!!! Se não acreditarmos em nós, quem irá???????????????

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2010 às 00h33

    Também acho. Os yankes proibiram até o alcool. O resultado da proibição é o fracasso. Por que devemos seguir exemplos fracassados? Muito melhor estancar esta violência toda com a legalização e ao invés de consumir recursos com armas e cadeias, utiliza-los em hospitais e clinicas de reabilitação.

    Alan

    28 de novembro de 2010 às 20h59

    Sou contra a descriminalização das drogas porque pode aumentar o número de dependentes da substância caso ela seja liberada. Com a descriminalização as propagandas comercias com certeza vão estimular o consumo,e como não temos uma boa estrutura educacional o número de dependentes só tende a crescer devido a tolerância da sociedade.Outro problema que vejo e a questão da saúde pública,será que teremos um atendimento de qualidade para as pessoas que apresentarem problemas psíquicos e fisicos devido ao uso da droga? acredito que o Brasil não tem estrutura para descriminalizar as drogas e depois conseguir enfrentar as consequências,por isso penso que a melhor forma de combate e investir em programas educativos e melhorar o sistema de segurança.

    Manoel Teixeira

    28 de novembro de 2010 às 21h29

    Qual seria a alíquota de vendas das drogas.
    Elas seriam vendidas em farmácia, com ou sem receita médica?
    Seríamos auto-suficientes nas matérias-prima ou iríamos importaá-las da Colombia, Peru, Bolívia, Afeganistão?
    Quem faria a segurança dos pontos de venda?
    É hilário isso.
    Os traficantes seriam convidados pela receita legalizarem suas atividades? Eles iriam aceitar passivamente a legalização?
    Quais áreas no Brasil seriam convertidas para produção de coca e papoula?
    Iríamos exportar cocaína, maconha, lsd?

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2010 às 00h37

    Hilário é seu espanto.
    Quando você vai ao boteco tomar uma cerva você diz que vai ao traficante de alcool?

    Guilherme_RJ

    29 de novembro de 2010 às 16h35

    Vai até a Holanda e vê como é lá.

fichacorrida

28 de novembro de 2010 às 19h11

Se a Zona Sul continuar cheirando adoidada, de algum lugar terá de vir a farinha. Não adianta tapar o nariz com peneira…

Responder

Pedro Luiz Paredes

28 de novembro de 2010 às 18h45

O Brasil derrota os alemães que dominavam o morro e você vem fazendo brincadeira.
Comunista!!!

Responder

    Wlademir Carvalho

    28 de novembro de 2010 às 20h08

    Engraçado como o termo "comunista" voltou a entrar na moda nesses últimos meses…só porque eu defendia a Dilma, fui taxado de comunista diversas vezes pelos meus interlocutores eventuais.

    Serra desenterrou esqueletos mesmo.

    kkkkkkkk

    Piada.

    José Manoel

    28 de novembro de 2010 às 21h32

    Pedro: por favor, não confunde capitão de fragata com cafetão de gravata!!!!! Não inverte as coisas!!!! Não põe comunismo nessa roda que não tem nada a ver!!!!! Abs!!!!

    Mauricio Luz

    29 de novembro de 2010 às 11h13

    Eu tenho a impressão que usou o termo como ironia. Não foi boa, mas foi ironia.

Angela Mara

28 de novembro de 2010 às 18h44

Tudo culpa da elite brasileira que exclui tudo que não é espelho e são clientes assíduos do tráfico.
Tanto faz no Rio, SP ou Minas. A estória é a mesma.

Brasileiro tem complexo de "reizinho" e pensa que preto e pobre tem que viver na senzada.

Basta ver o que os déspotas da elite falam do Bolsa Família.

Eu tenho nojo dessa "elite" brasileira e de políticos que a representa do tipo Serra.

Vocês são os responsáveis pela desgraça do Brasil.

E tenho dito.

Responder

Emília

28 de novembro de 2010 às 18h42

Temos que começar de alguma forma, concorda comigo, Azenha? QUe não deveria ter deixado chegar a onde chegou, certíssimo. Mas, chegou! O leite derramou, chorar não adianta. Ficar reclamando que não deveria ter derramado é mesmice e não resolve. Agora, infelizmente, é hora de " pirotecnia" como você chama. O poder público tem que aproveitar o momento e assegurar sua presença. A crítica só ajuda se vier com a solução junto, apontar o erro sem dá solução é coisa de tucano e de barriga cheia. O Rio é uma cidade linda, a Baía de Guanabara foi uma das mais bonitas que já vi e o carioca deve sim trabalhar junto com o poder público para reaver o espaço que é de todos e não somente dos traficantes e viciados. Sentir penas deles não sinto não, principalmente dos usuários, pois são eles que sustentam o tráfico e, não venha que essa história de que são doentes, que pra mim não cola. São pessoas que procuram sempre fugir da vida pegando o caminho mais fácil, porque viver é para pessoas fortes, a natureza está aí para comprovar o que digo. Se isso é ser radical, paciência, então sou, apesar de não me considerar extremista. Sou contra a violência até mesmo com o pior dos piores assassinos, pois me tornarei como eles, mas eu não sou igual a eles e não tem direitos humanos que me convença disso. Se o ser humano criou esse sistema de civilidade, temos que respeitar a lei, e se eu respeito por que eles não respeitam?

Responder

Pedro Soto

28 de novembro de 2010 às 18h41

Uma pergunta que não quer calar:
Que país era aquele onde hoje à tarde foi hasteada a bandeira brasileira?

Responder

    Ed Döer

    28 de novembro de 2010 às 20h17

    Alemanha, creio eu.

Gerson Carneiro

28 de novembro de 2010 às 18h33

"…A gente precisa de um super-homem
Que faça mudanças imediatas
Pois nem mesmo a polícia pode destruir
Certas manobras organizadas
Não tudo um dia vai passar
Sei que tudo um dia vai mudar ".

[youtube bz83CwwkoQY http://www.youtube.com/watch?v=bz83CwwkoQY youtube]

Responder

Pedro

28 de novembro de 2010 às 18h33

Esta ai uma analise inédita.

Responder

Maria

28 de novembro de 2010 às 18h15

Assim como milhões de brasileiros fiquei muito satisfeita com as medidas adotadas e as que virão (?) de acordo com as declarações das autoridades. Infelizmente chegamos a guerra.
Acredito no entanto, que se a sociedade estivesse mais organizada e soubesse, de fato, exercer a sua cidadania, não precisaríamos chegar ao ponto que chegamos. Somos muito passivos, não estamos organizados e somos muito mal representados pelas organizações sociais hoje existentes.
Exemplo disso é o que ocorreu nas últimas eleições. Permitimos que grupos conservadores, neonazistas, transformassem as eleições em um palco de manifestações absurdamente preconceituosas que estimularam a onda de violência que integram o noticiário recente.
Precisamos sim, cobrar mais das autoridades constituídas e deixarmos de ser coniventes com políticas meia sola que costumam ser adotadas, só a título de "calar boca".

Responder

Ⓐnti

28 de novembro de 2010 às 18h15

Como dizia um tal de Samuel Johnson; o patriotismo é o último refúgio do canalha…

Responder

    Gerson Carneiro

    28 de novembro de 2010 às 18h41

    Pode ser o inverso também: o canalhismo pode ser o primeiro refúgio do patriota.
    (é só observar um duelo entre Brasil x Argentina)

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h15

    Pena que NENHUM argentino pense como você! Lá a coisa é muito séria, e depois de morar lea, pra mim ficou séria tb. Não os suporto. Quanta bobagem! Me deixe me divertir!

    Gerson Carneiro

    29 de novembro de 2010 às 02h27

    Lá o patriotismo ("a coisa") é tão sério, ao ponto de misturar urina na água e oferecer aos brasileiros.

    Renato Lira

    29 de novembro de 2010 às 03h18

    Pelo jeito, aqui tem gente que acha que os policiais são os canalhas e os traficantes os mocinhos.

    Parei!!!

    Permita-me cunhar uma nova frase.

    A demagogia é o refúgio do hipócrita. E do canalha.

    Ⓐnti

    29 de novembro de 2010 às 15h41

    Vai numa sessão espírita e fala com o Samuel Johnson…

Pedro Ivo

28 de novembro de 2010 às 18h09

Portanto, não sigo o pensamento do Azenha, do Sakamoto e do Freixo, embora compreenda e respeito tais convicções (que um dia também foram minhas). Mas acho que estes conceitos sociológicose, e ideológicos, representam a ineficiência, o atraso e a empulhação. Servem academicamente, mas não como política de segurança. Mas é o que reina faz 30 anos.

Responder

    Ⓐnti

    28 de novembro de 2010 às 23h45

    É muito mais difícil e trabalhoso acabar com o crime do que com o criminoso, e é pra isso que se fazem estudos sociais, históricos e ideológicos. A sociedade não é um conceito fechado e nem composta por um grupo só, ou por uma mentalidade apenas (embora a partir do século XX tenha virado moda…).
    Se existem pessoas preocupadas com a violência estatal contra as populações de baixa renda é porque tal política mais cedo ou mais tarde se espalha pro resto.

Pedro Ivo

28 de novembro de 2010 às 18h08

Aplaudo as ações policias nas favelas do Rio, junto das Forças Armadas. Foi comovente ver os moradores desses morros falarem em libertação, paz e tranquilidade. E isso só foi possível com o enfrentamento radical da criminalidade que estamos vendo nesses últimos e importantes dias. Isso vai resolver todo o problema do narcotráfico no Brasil? Qualquer um, reacionário ou "progressista", sabe que não, mas na minha convicção, tais medidas de força são extremamente necessárias. Enfim é um começo. O que irrita, e tenho absoluta certeza que não só a mim, são os discursos sociológicos de sempre, jogando os problema sempre nas costas das classes média e média alta, ou dos "burgueses", de como eles pensam sentem e vêem o mundo. Aqueles são brasielrios, mas são criminosos, independente da cor ou extrato social. E são responsáveis por seus atos, independente da origem social. Pelo menos é assim que a sociedade vê.

Responder

Carlos Rico

28 de novembro de 2010 às 18h07

Bravo,Azenha.Bravíssimo.

A despeito do que muitos acham,das opiniões como as do Azenha,a questão não deslegitimar as operações do Estado contra a violência.A questão é a seguinte:

será esta a única materialização do Estado para aquelas comunidades?

Aposto com quem quiser,que tal como é pensado no Brasil – das emergencias das teorias Lockeanas – o Estado é concebido para defender uma classe,um grupo(claro,óbvio)restrito.

A questão que fica:o Estado existirá para o grupo majoritário – de poderes minoritários?Quantas escolas,teatros,cinemas,bibliotecas,museus,praças de lazer,espaços esportivos serão colocados à disposição dos moradores das comunidades "pacificadas"?

Espero,otimistamente,que o Estao não vá embora depois que a poeira baixar.

Responder

Fabio_Passos

28 de novembro de 2010 às 18h06

O único Estado que a classe média acredita que deve estar nas favelas é a polícia!
E não para proteger a população segregada… mas para impedir que bandidos incomodem a "elite" branca e rica.

Responder

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h20

    Que elite branca e rica??? sou branca e de origem pobre/classe média baixa e que suou muito pra poder ter educação e chegar one cheguei – classe média atualmente desempregada! Vamos calar a boquinha?

    O Brasil é o lindo país da miscigenação pra esse pessoal que, na hora de cobra fumar, separa todo mundo em pretos pobres e em "elite branca". Ah, e os brancos que chegaram a uma certa classe média, como os negrosque chegaram ou chegarão? Ah, não, nesse caso só têm valor e reconhecimento os negros, "coitadinhos".

    Falam de país de miscigenação, mas na hora de reconhecimento de esforços, só no negro pobrezinho, pq branco que luta pela sua vida e chega a algum lugar é porque "roubou" ou nasceu em berço de ouro – mas esse, convenhamos, não precisou, tecnicamente, lutar.

    Vamos ver se publicam meu comentário!!!

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2010 às 01h11

    A "elite" branca e rica são menos de 2 milhões de privilegiados (1%) que abocanham mais renda do que os 77 milhões de brasileiros mais pobres (40%).

    Entre os 2 milhões de grã-finos há uma terrivel escassez… de melanina.
    Já entre os 77 milhões de fubecados a melanina abunda.

    Visite o site do IPEA: http://www.ipea.gov.br e confira.

    Minha solidariedade a você e a todos os brancos "quase pretos de tão pobres"*.

    [youtube EDB2nZSbkLg http://www.youtube.com/watch?v=EDB2nZSbkLg youtube]

Fábio

28 de novembro de 2010 às 17h57

Pela minha sensação e pelo que vejo nos comentários daqui, onde boa parte dos leitores é progressista, parece que o povo cansou deste discurso sem contato com a realidade de uma pseudo-esquerda que é contra a solução de um problema só pq esta solução não resolve tudo.

Tá na cara que derrotar o tráfico, tirar o controle territorial do tráfico, melhora a vida das pessoas. Vai resolver os problemas sociais do Rio ou do país? Não, claro, mas é condição fundamental pra se começar. Fazer com que centenas de milhares de pessoas passem a viver com menos medo é o primeiro passo para integrá-los à democracia.

Tá na cara que isto é só um passo, mas na direção correta.

Responder

    Roberto Locatelli

    28 de novembro de 2010 às 18h26

    Os chefes do crime organizado não foram perturbados. Eles moram nas mansões e condomínios de luxo em Ipanema e no Leblon. Com eles a polícia não mexe.

    Gerson Carneiro

    28 de novembro de 2010 às 18h50

    E o que farão os chefes no dia em que não houver os subordinados que incendeiam ônibus e veículos alheios. Será que a polícia não vai mexer?

    Fabio_Passos

    28 de novembro de 2010 às 19h54

    Mão de obra pro varejo é o que não falta.

    Jorge Nunes

    28 de novembro de 2010 às 18h34

    O tráfico tinha que ser retirado pois, se tornou inconveniente para as populações das comunidades. Pois, quem mora nas comunidades está com mais dinheiro e quer telefone fixo para ter internet e outros serviços em casa que os traficantes impediam.

    Acho que os traficantes foram vencidos pela popularização do capitalismo.

    E que acima desses discursos hipócritas de esquerda que mora no asfalto o que vale para a população é poder andar na sua rua sem dá satisfação a qualquer adolescente que ganhou um fuzil para se impor na vizinhança. As pessoas das comunidades querem os mesmos direitos e oportunidades comum a todo o restante da cidade.

ebrantino

28 de novembro de 2010 às 17h56

Caríssimo Azenha, eu creio que a sua vocação investigativa está superando a sua vontade de dar a sua verdadeira opinião. Interpreto parte do seu texto como uma provocação para verificar até que ponto as posições dos leitores são baseadas em balanço real da situação ou são baseadas em preconceitos ou ideias fascistas. Se é este o caso, já esclareço logo minha posição : a) Eu creio (posição pessoal) que assim como não se proibe ninguem de fumar, ou de beber alcool até morrer, (e se morre de fumar, e se morre e se mata de beber, em acidentes, violencia, doença etc.)não tem porque proibir a droga. O resultado é que a sociedade paga um preço caríssimo em repressão, justica, burocracia e sistema prisional, sem resultado prático. E, no fim, a violencia é muito maior, e resulta apenas no enriquecimento dos barões da droga e de autoriddes corruptas. Quem quiser se matar envenenando-se com droga que o faça. A droga deveria estar disponivel sob receita, nas farmácias. Proibir apenas a propaganda e o estímulo. Dar tratamento e assistencia, como se faz para o fumante ou o bebedor.Deveriamos dar um choque de liberdade individual. Tirando o charme da proibição, é provavel que diminuisse o consumo. A criminalidade, esta, praticamente desapareceria.

Responder

    Roberto Locatelli

    28 de novembro de 2010 às 18h32

    Realmente, Ebrantino, é hipocrisia proibir maconha e liberar cigarro de nicotina. Proibir LSD e liberar whisky.

    Conheço pessoas de esquerda, de centro, de direita, a favor da descriminalização das drogas. Justamente por causa desses argumentos que você levantou.

Julio Silveira

28 de novembro de 2010 às 17h54

Acho que nunca é tarde para se procurar acertar.

Responder

Francisco

28 de novembro de 2010 às 17h54

Como eu me criei numa favela, não uso drogas (nem cocaina, nem anfetamina e nem nehuma outra) e cumpro a lei, o texto acima não me diz respeito. Um doidão de droga com um "berro" na mão, pra cima e pra baixo na porta de sua casa, é uma vitima social somente para quem mora num condominio ou prédio.

Esse texto é uma besteira burguesa e branca.

Responder

    Mauricio Luz

    28 de novembro de 2010 às 21h35

    É isso ai, cara.

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h24

    Concordo com seu texto, só não concordo que precisa ser branco pra ser burguês. Sou branca e venho da periferia, não tenho culpa de ter cara de alemã, ou sueca ou o que quer que seja. Quanod me perguntam de que país estrangeiro são meus pais, digo orgulhosamente que minha família é BRASILEIRA, como a sua, que pelo comentário deve ser negro. E daí? Não te classifico por isso.

    Quero todo mundo com os mesmos direitos no meu país.

    Renato Lira

    29 de novembro de 2010 às 03h20

    Tô contigo e não abro, cabra.

vera oliveira

28 de novembro de 2010 às 17h43

parabéns Azenha,belo texto.Já é uma derrota ter que acionar as forças armadas para fazer o que a polícia não fez.É jogar a sujeria pra debaixo do tapete.

Responder

    Mauricio Luz

    28 de novembro de 2010 às 21h36

    Não é não. É usar recursos legalmente disponíveis para tentar reverter um quadro secular de desigualdade.

ebrantino

28 de novembro de 2010 às 17h34

Caríssimo Azenha, eu creio que a sua vocação investigativa está superando a sua vontade de dar a sua verdadeira opinião. Interpreto parte do seu texto como uma provocação para verificar até que ponto as posições dos leitores são baseadas em balanço real da situação ou são baseadas em preconceitos ou ideias fascistas. Se é este o caso, já esclareço logo minha posição : a) Eu creio (posição pessoal) que assim como não se proibe ninguem de fumar, ou de beber alcool até morrer, (e se morre de fumar, e se morre e se mata de beber, em acidentes, violencia, doença etc.)não tem porque proibir a droga. O resultado é que a sociedade paga um preço caríssimo em repressão, justica, burocracia e sistema prisional, sem resultado prático. E, no fim, a violencia é muito maior, e resulta apenas no enriquecimento dos barões da droga e de autoriddes corruptas. Quem quiser se matar envenenando-se com droga que o faça. A droga deveria estar disponivel sob receita, nas farmácias. Proibir apenas a propaganda e o estímulo. Dar tratamento e assistencia, como se faz para o fumante ou o bebedor.Deveriamos dar um choque de liberdade individual. Tirando o charme da proibição, é provavel que diminuisse o consumo. A criminalidade, esta, praticamente desapareceria.
b) Isto que eu postulei, reconheço ser UTOPIA. Então há uma situação estabelecida, que criou centros de poder paralelo, totalmente a margem da lei e do Estado. Tais centros, mais de um, usam de violência – uns contra os outros; contra os cidadãos comuns; contra o Estado. E estimulam a criação de neoplasias nas forças do Estado, para beneficiá-los, tudo gerando novas violências. Esta situação, desde que tomando por tática a dominação de território, prejudica a vida normal em vastas áreas, habitadas por população numerosa, e torna o Estado, alí, inoperante ou ausente.
O Governo do Rio, estado onde a situação descrita é típica há longuíssimos anos, e é um governo legítimo e legitimado novamente há poucos dias em reeleição, entendeu que a retomada do território para controle do Estado é condição sine qua non, de outras providências, que promete. Tem o apoio institucional da União.
Então, Azenha, entendo que estamos assistindo uma operação policial militar legal, e legítima. Concluida a reocupação, e se não forem adotadas as medidas complementares, de assistência à população, efetivação da presença do Estado, eliminação da corrupção e diminuição da burocracia, então devemos vir a campo denunciar e criticar. Até lá vamos dar um voto de confiança, eis que a coisa pode dar certo, até onde isto é possivel no atual contexto de legislação sobre drogas, que, no meu entender, repito, é nocivo.

Responder

    Julio Silveira

    28 de novembro de 2010 às 17h52

    concordo contigo em genero numero e grau.

    Gerson Carneiro

    28 de novembro de 2010 às 18h19

    É o que tento dizer (em especial o último parágrafo), mas não tenho essa polidez toda.

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h26

    Só não concordo com a legalização das drogas. Morei na Holanda por algum tempo, e os holandeses estão cansados do "turismo de drogas", pra ficar só num exemplo.

Nilzaadv

28 de novembro de 2010 às 17h30

Me irritam essas análises panfletárias até.
Não me envergonho e nem me sinto responsabilizada pelos estado em que as coisas chegaram em nossa Rio de Janeiro.Da mesma forma não acho que os atuais governantes na esfera federal, estadual e municipal possam ser responsabilizados pela situação atual do Rio de Janeiro.Cobrem isso dos governos do PSDB e DEM ora bolas.
O atual governo estadual está fazendo a sua parte, de forma sistemática sim e não respondendo aos arroubos dos traficantes ou de jogos olímpicos ou seja lá o que.Primeiro, vem num processo limpando as corporações, extirpando de seus quadros os maus policiais.Realizando concursos, preparando novos quadros.Ocupando paulatinamente os Morros, fazendo não só a sua pacificação, bem como realizando obras de infra-estrutura e lazer.
Tudo isso toma tempo, não se faz da noite para o dia.Imediatista o pensamento de que mais de trinta anos de favelização e bandidagem se resolva em um mandato>Nesse ponto o povo do Rio foi sabio ao reeleger o Cabral.Novos ares na política.
Basta de críticas………Agora é hora de focar nas coisas boas que virão.

Responder

Fabio_Passos

28 de novembro de 2010 às 17h27

Muito interessante:

"Violência no Rio: a farsa e a geopolítica do crime"
José Cláudio Souza Alves – sociólogo, Pró-reitor de Extensão da UFRRJ. http://bit.ly/dERYsC

Confiram:

"
Sabemos igualmente que as UPPs não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos. O tráfico passa a ser operado por outros grupos: milicianos, facção hegemônica ou mesmo a facção que agora tenta impedir sua derrocada, dependendo dos acordos.

Estes acordos passam por miríades de variáveis: grupos políticos hegemônicos na comunidade, acordos com associações de moradores, voto, montante de dinheiro destinado ao aparado que ocupa militarmente, etc.

(…)

A farsa da operação de guerra e seus inevitáveis mortos, muitos dos quais sem qualquer envolvimento com os blocos que disputam a hegemonia do crime no tabuleiro geopolítico do Grande Rio, serve apenas para nos fazer acreditar que ausência de conflitos é igual à paz e ausência de crime, sem perceber que a hegemonização do crime pela aliança de grupos criminosos, muitos diretamente envolvidos com o aparato policial, como a CPI das Milícias provou, perpetua nossa eterna desgraça: a de acreditar que o mal são os outros.

(…)

Sempre sobrará a massa arrebanhada pela lógica da guerra ao terror, reduzida a baixos níveis de escolaridade e de renda que, somadas à classe média em desespero, elegerão seus algozes e o aplaudirão no desfile de 7 de setembro, quando o caveirão e o Bope passarem.
"

Responder

Mauro A. Silva

28 de novembro de 2010 às 17h23

Com todo o respeito, o que se viu foi a polícia enfrentando o “crime desorganizado”… ainda falta prender os chefes das milícias, comandadas por policiais corruptos.

Responder

    Roberto Locatelli

    28 de novembro de 2010 às 18h34

    E também os chefes dos chefes dos policiais corruptos, que moram em mansões e condomínios de luxo em Ipanema e Leblon. Todos eleitores do Gabeira.

    Carlos Roberto

    28 de novembro de 2010 às 23h12

    Como você sabe? O voto não é secreto?

Renato

28 de novembro de 2010 às 17h17

Mais um do contra pelo contra… arrrfffff !!!!!

Mas é bom que eles existam. Julio Cesar não tinha aquele anãozinho banguela, montado nas costas dele, dizendo: "barrigudo", "isso tudo que cê ta veno é falsidade", "Vc é corno, Julio", "Tá careca"…????????? É um papel sofrível, mas cabe a esses tipos de caras fazê-lo e até que cai bem.

Responder

Gerson Carneiro

28 de novembro de 2010 às 17h08

Mas já que as coisas chegaram onde chegaram…

Penso o seguinte: quando o apartamento está infestado de cupim (praga) não há como ficar negociando com o IBAMA (nem sei se é o IBAMA quem cuida dos cupins, enfim, alguma medida extrema deve ser tomada). Posteriormente é cuidar para que os cupins não voltem.

O que não dava para continuar era a situação que perdurou até ontem.

Para uma análise mais ampla da questão, eu colocaria ainda uma outra foto ao lado desta aí. Uma foto de um ônibus em chamas. Quando os traficantes promovem deliberadamente a baderna o Brasil derrota, ou é derrotado por, quem mesmo?

Responder

    Marcos C. Campos

    28 de novembro de 2010 às 17h57

    O que o Azenha está falando é que neste momento de "euforia patriótica contra os indios" ninguem está falando sobre a origem desta situação …
    É necessário fazer esta avaliação senão pode-se voltar tudo à estaca zero como se nada tivesse ocorrido.

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h29

    Seria liiiiindo se o comentário do Azenha, a quem respeito bastante e leio, não fosse DATADO e SETENTISTA!

    No mínimo!

    ana vilela

    28 de novembro de 2010 às 18h43

    Caro Gerson, gente não é cupim. Quem fala sobre pessoas usando termos associadas a pragas acaba conivente com o nazismo (que considerava judeus ratos a serem exterminados).
    Será que se um traficante morasse num apartamento vizinho ao seu e todo o seu prédio fosse fechado, todas as casas revistadas sem mandado e seu filho corresse o risco que ser morto por uma bala perdida, vc se consideraria um cupim, pronto a ser exterminado pelo bem da nação?

    Gerson Carneiro

    29 de novembro de 2010 às 02h04

    E como você se sentiria se todos os teus vizinhos fossem traficantes desses que torturam e matam sem dó, e eles chegassem em teu apartamento, sem mandado (é, porque traficante não apresenta mandado pra nada), e obrigasse você a estocar armas e drogas em teu apartamento, e obrigasse o teu filho a ser um soldado do tráfico, e você se visse totalmente desaparada pelo Estado, sem ter a quem recorrer, vc estaria conformada porque eles são gente e o Estado não pode exterminá-los?

    Uma coisa é certa: é possível cobrar e corrigir o Estado (por mais difícil que seja, é possível), enquanto que a mercê do poder paralelo da bandidagem, que existe, não temos chance alguma.
    Quero saber que chance você teria de reclamar, sendo subjulgada por um milícia, 24 horas por dia, dizendo o que você tem que fazer, o que você deve consumir, e quanto você tem que pagar?

Claudio Scarpinella

28 de novembro de 2010 às 17h01

A operação produziu uma libertação do povo dos dois complexos. Isto é um fato importantíssimo.Claro que os consumidores de drogas financiam o tráfico e sua violência, mas este é outro problema, a ser enfrentado seguindo o exemplo dos países que estão legalizando, e regulando, o consumo das drogas.

Responder

    vera oliveira

    28 de novembro de 2010 às 17h48

    e vc acha que legalizando o consumo de drogas a violencia vai acabar??o drogado vai roubar de qualquer jeito pra sustentar o vício.O alcool mata mais no transito e destrói mais famílias do que a guerra dos traficantes

    Ed Döer

    28 de novembro de 2010 às 20h21

    Não esquecendo que o jogo de bicho sobrevive mesmo havendo loterias reguladas e operadas pelo governo. O problema é e sempre será quem banca a ilegalidade como "consumidor".
    Fora que viciado é antes de mais nada um doente, tem é que tirar a droga dele e não dar condições para ele comprar mais droga numa boa.

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h34

    Exato Vera! Sua resposta é ótima para os que dizem "sem o crime, o tráfico continua". Pois bem, legalizando, a violência tb continua. Violência é condição humana e animal. É "natural" na natureza, onde as coisas estão em equilíbrio (estou falando sem a ação humana, estão sim).

    Ou seja, o que não podemos ter é ESSE nível de violência, pq isso é guerra. Legalizemos as drogas e… os ladrões roubarãos os galpões das empresas que as comercializarem LEGALMENTE para vendê-las ILEGALMENTE. E daí, o que farão? Se armar?

    qeu coisa, nesse país essa mania de alguns grupetes se armar contra o Estado. Coisa de norte-americano. Vai ver se na Suécia, na Finlândia, tem isso. Tem não! É CRIMEEEE! E a ação do Estaod DELES é implacável. e é lá que a gente gostaria de morar certo? Portanto, apoiada a ação no Rio, vergonhoso como seja o fato de termos chegado a ela, não importa: importa como vamos acabar com ela.

    Chupa, São Paulo, narco-governo!!!

    Que a Finlândia, a Noruega, a Suécia sejam aqui!

    Parabéns, Vera.

waldez

28 de novembro de 2010 às 16h58

"Deveríamos ter a decência de não usar o patriotismo onde cabe a vergonha."
Perfeito.

Responder

Carvalho

28 de novembro de 2010 às 16h56

Sociología nesse momento não.
Com todo respeito Azenha, isso tinha quer ser feito, aliás, estava com atraso de 30 anos.
Quanto a pirotecnia, isso é inevitável e eu compreendo, imagina se alguma TV não mandaria seus reporters até lá, quém não mandou perdeu audiência.
Quanto aos "coitadinhos" que estão sendo presos e expulsos, isso eu não concordo mesmo, são bandidos e assim devem ser tratados.

Responder

Fernando

28 de novembro de 2010 às 16h54

Essa conversa de preto e pobre é palhaçada e é a nova cara do jornalismo da hora. Fui criado na vila, meu pai espancava minha mãe quase diariamente, os adultos me batiam, passei fome e sei que é terrível isso, mas nunca desisti de ser alguém melhor, e mais ainda, muitos amigos meus, pretos e pobres foram para frente estudando e dando um duro desgraçado para alcançar uma vida melhor e conseguiram, outros são remediados como eu e que hoje lutam para manter seus filho na faculdade.
Essa estória de preto e pobre é coisa de jornalista para ter o que falar e de vagabundo querendo vida fácil vendendo droga para outros vagabundos filinhos de papai.
Esse Brasil que ta lutando contra as drogas e seus traficantes, é o Brasil que não quer ficar mais com a herança maldita deixado pelos governantes safados que deixaram a pobreza chegar aos níveis alarmantes que temos hoje. Todos os aglomerados de favelas e seus milhões de habitantes pretos e pobres (e são milhões de brancos também) são frutos de uma elite podre que colocavam no poder governantes submissos e marcados para cumprir o sistema vigente e imposto pelos EUA e seus lacaios Europeus.
O Brasil esta tomando um rumo correto e sem volta, para desagrado de alguns consumidores de drogas e da elite perniciosa encravada no poder desde o tempo colonial.
Corretíssima a atitude das forças que atuam nas favelas cariocas, devemos acabar com o lixo centenário que assola os moradores pobres que vivem nas mesmas, ser “pobre e preto” não significa você estar marcado para ser traficante, isso é coisa de vagabundo que não quer compromisso com o trabalho, com a família e com a sociedade em geral, procura vida fácil e depois que não tem volta, percebe que entrou numa fria. Acho que muitos críticos de veriam pensar nisso e não ficar somente preocupados em preencher linhas em um meio de comunicação.

Responder

    @matinta_perera

    28 de novembro de 2010 às 17h51

    vagabundo de vida fácil… e os vagabundos ricos de vida fácul que lavam toda essa grana de trafico de drogas? nasceu na vila? ou na favela, no gueto? quer dizer que a solução para um problema que ocorre em massa, exclusão em massa, criminalidade em massa, é o esforço individual? Self Made Man FAIL. no brasil há vários niveis de pobreza, mas o que acontece nos morros do rio, por exemplo, há deçadas, ou a um século, não é igual a vila. compromisso com o trabalho? pq o molque vai trabalhar enquanto os ca classe media não precisam? por que? se o pai dele trabalhador foi morto pela poilicia, e outroa tantos trabalhadores? por que se a mãe dele é bumilhada pela patroa? ele sabe que vai viver pocop de qq jeito, sendo trabalhador ou sendo brandido. entào ele escolhe a gloria e o poder de ser bandido.

    clovis

    28 de novembro de 2010 às 19h45

    Acho q a vila que ele diz é a vila cruzeiro…

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h44

    Desculpe aí, o que vc chama de trabalhar? Trabalhar para o tráfico não é trabalhar? É viver de brisa?

    Eu nunca vivi de brisa, mas tb nunca trabalhei de fuzil na mão!

    Deve ser por isso… é "glorioso ser bandido" e eu não sabia. Too late for me, then?

    Fala sério!!!

    Vc me deu uma idéia… não deve ser tarde pra eu "ocupar os espaços" que as forças de segurança vão deixar livres pra mim no Morro do Alemão… assim vou viver de brisa… e não perder mais tempo "trabalhando" nessa vidinha meia boca que eu levo…

    É cada comentário…

    maria regina

    28 de novembro de 2010 às 19h00

    Continuar criminalizando o indivíduo é que não podemos mais. Todos, todos mesmo, devem ter o direito de lutar com as mesmas "armas", tais como: casa, comida, saúde, educação… É por uma sociedade igualitária que lutamos, portanto, somos todos responsáveis na medida em que autorizamos a existência de milícias, elegemos políticos corruptos, aceitamos certas "cortezias"… Não é um problema individual, de resiliência e sim social.

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h39

    Tb acho, e todo mundo esquece do branco pobre, pq esse parece que nnao precisa ser ajudado, "ser branco já ajuda". É que a gente não é preto e pobre pra poder posar como muito coitadinho faz ou como muito jornalista gosta pra poder ter o que falar (aliás, sou jornalista tb! consegui, me matei de trabalhar pra pagar minha faculdade, inteligência graças a Deus nunca me faltou! pq isso até onde eu sei não se compra)

    É o que eu disse nos comentários anteriores: sou branca de origem pobre, fui pra frente e o Estado jamais me ajudou.

    Nem por isso sou contra o Bolsa Família, não sou uma Mayarinha. Não mudei de lado quanto a meus ideais.

    Perfeito eu comentário! Favoritei!

Andrea Serpa

28 de novembro de 2010 às 16h53

Espero sinceramente que haja mudanças.Mas esse show midiático dá um enorme desânimo.É um momento de muita tristeza e reflexão e não de euforia.Concordo que temos que sentir vergonha,mas precisamos apresentar soluções.As upps podem ser um primeiro passo. Concordo com as teses do Luiz Eduardo em seu texto,mas alguma coisa tem que ser feita.Precisamos pressionar para a aprovação da Pec 300.

Responder

MirabeauBLeal

28 de novembro de 2010 às 16h52

.
PRA QUEM TÁ COM SAUDADE DA DITADURA MILITAR, DO AI-5 E TUDO MAIS… http://www.youtube.com/watch?v=tpLwgrTYUnY
.
EU TE AMO, MEU BRASIL !

Composição: DOM
Interpretação: OS INCRÍVEIS

As praias do Brasil ensolaradas
O chão onde o país se elevou
A mão de Deus abençoou
Mulher que nasce aqui
Tem muito mais valor

O céu do meu Brasil tem mais estrelas
O sol do meu país mais esplendor
A mão de Deus abençoou
Em terras brasileiras
Vou plantar amor

Eu te amo meu Brasil, eu te amo
Meu coração é verde,amarelo,branco,azul,anil
Eu te amo meu Brasil, eu te amo
Ninguém segura a juventude do Brasil

As tardes do Brasil são mais douradas
Mulatas brotam cheias de calor
A mão de Deus abençoou
Eu vou ficar aqui
Porque existe amor

No carnaval os povos querem vê-las
No colossal desfile multicor
A mão de Deus abençoou
Em terras brasileiras
Vou plantar amor

Adoro meu Brasil de madrugada
Na hora em que estou com meu amor
A mão de Deus abençoou
A minha amada vai comigo aonde eu for

As noites do Brasil, tem mais beleza
A hora chora de tristeza e dor
Porque a natureza sopra e ela vai-se embora
Enquanto eu planto o amor
.
.
BRASIL: AME-O OU DEIXE-O !

(Tradução: APOIE A DITADURA OU FUJA PARA NÃO SER TORTURADO E MORTO)
.

[youtube tpLwgrTYUnY http://www.youtube.com/watch?v=tpLwgrTYUnY youtube]

Responder

Regina

28 de novembro de 2010 às 16h49

É muito profunda e necessária essa reflexão e precisa ser trazida para o debate, apesar de, na minha opinião, ter sido necessária a atitude tomada no Rio, para contenção do crime que nós mesmos (sociedade brasileira) produzimos.
De todo modo, penso que talvez essa ação conjunta nos faça pensar uma política nacional de segurança (unificada).
A continuidade da segurança, com políticas públicas, precisa ser pensada.

Responder

Sandra Bitencourt

28 de novembro de 2010 às 16h38

Caraca meu, o cara tinha que sair com o velho papo furado de "comentário de um paulista"…

Faz o seguite cara, fica com o Rio todo pra vocês, mas quando precisarem de comida, não nos procurem, plantem vocês mesmo o que vão comer…

Responder

    Angela Mara

    28 de novembro de 2010 às 18h35

    Vai te catar patricinha da Paulista.

    Desde quando o Rio precisa de São Paulo pra comer?

    Vai cuidar do seu PCC que está escondido debaixo das saias do governo paulista.

Klaus

28 de novembro de 2010 às 16h35

Tem que perguntar o que a população do Alemão acha. Depois vem com o papo sociológico.

Responder

    Marcelo Fraga

    28 de novembro de 2010 às 17h05

    Você gostaria que invadissem sua casa portando fuzis, sem pedir licença? Gostaria de ver balas cruzando a sua sala? Gostaria que te colocassem no mesmo balaio dos bandidos, como fazem na TV?

    Responda isso, depois venha com esse seu papinho.

    Eduardo

    28 de novembro de 2010 às 21h00

    "Você gostaria que invadissem sua casa portando fuzis, sem pedir licença? Gostaria de ver balas cruzando a sua sala?"
    Você acha que com traficantes comandando as favelas isso ja não acontecia?
    ou eles construiram mecanismos internos de direito tão justos que impediam esse tipo de coisa.
    As operações são num meio urbano e claro que isso é sempre perigoso. Mas tirar a importancia de uma operação que tem a potencialidade de, talvez, acabar com as invasões domiciliares, as balas perdidas e, por que não, o controle efetivo do trafico nas favelas, é igenuidade.

    Marcelo Fraga

    28 de novembro de 2010 às 23h23

    Não estou tirando a importância das operações, mas do modo como estão sendo conduzidas todos os problemas se agravam. Ou você discorda que é mais fácil um morador do Alemão ser atingido por bala perdida agora do que antes de tudo isso?

    Leonardo Câmara

    29 de novembro de 2010 às 00h42

    Você está errado, a operação foi conduzida com extrema técnica e maestria. Poucos os feridos e quase nenhuma baixa civil. Você não sabe como vivem as pessoas sob o jugo desses tiranos, por isso opina dessa forma. Estupros, prostituição e assassinatos são comuns na asusência do imperio da lei. Desculpe-me a franqueza, mas teu discurso é pequeno Burguês. Falo do que conheço, pois vivenciei.

    Gerson Carneiro

    29 de novembro de 2010 às 02h12

    Tem gente que pensa que traficante pede licença e apresenta mandado judicial para utilizar a casa alheia como esconderijo e depósito de armas e drogas.

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h47

    E as balas dos bandidos, pedem licença?

    Fala sério!

    Se a polícia entrar na minha casa procurando esses vagabundos nessa situação de exceção, vou ajudar sim, pq não tenho nada a temer.

    E isso não tem NADA a ver com a ditadura, me poupem de alguma resposta assim a meu comentário, pq pegar em armas contra um Estado de facto eu faria! MAs esses caras não tem ideologia, querem é comprar tênis Nike. Fala sério, mano.

    Guilherme_RJ

    29 de novembro de 2010 às 16h41

    Se meu bairro fosse governado por moleques que cortam a cabeça dos outros ou os queimam vivos porque não obedeceram suas ordens esdrúxulas eu ficaria feliz com a visita da polícia. É isso que está acontecendo no Alemão.

Luis

28 de novembro de 2010 às 16h24

Primeiro era necessário agir.
Segundo: é insuficiente.
Uma coisa não anula a outra.
Aquilo ali (a atividade econômica do varejo do narcotráfico) é uma aula de capitalismo puro, nu e cru.
A cadeia varejista do Rio foi atingida. Mas vai se reciclar. Para que os "dados dollabelas" e "adrianos" sejam presos com quilos de cocaína ou fotografados com celebridades do tráfico, o varejo vai se reciclar.
Enquanto isso, no topo da cadeia produtiva, tudo continua como dantes: produz-se a folha, agrega-se valor à mesma (com o refino e potenciação química), vai à circulação no atacado (com o apoio de armas e aviões fabricados nos EUA). Em pouco tempo, a última escala (ou elo) da cadeia produtiva vai se recompor e inaugurar novos "mercadinhos". Estudantes de economia, administração, contabilidade e sociologia: estudem o fenômeno e aprender o que o "capital como relação social determinante".

Responder

Vinicius

28 de novembro de 2010 às 15h24

Interessante análise. Eu inclusive fiquei muito preocupado quando fui questionado sobre porque a polícia não atirou nos traficantes enquanto estes fugiam (comentário de um paulista).

Eu sinceramente festejo a atitude tomada no Rio, e creio sim que seja algo importante, patriótico inclusive. Mas concordo com o Azenha, uma guerra contra…brasileiros (pretos e pobres na maioria).

Acho que demorou muito pra acontecer uma medida como esta, que deve ser o início…ainda falta muito.

Pela sua colocação, Azenha, parece que você é contra esta operação…mas você como os sitados no texto não colocam uma alternativa imediata. Senão esta, qual seria?

Falo como carioca, nascido na Zona Oeste, longe da praia e desta enorme violência do dia-a-dia do Rio…melhor com índices de violência bem abaixo dos que são apurados em outras regiões…e sinceramente sempre me questionava porque operações como esta não eram realizadas. Uma vez que para a entrada de aparelhos sociais do Estado (saúde, educação, lazer, saneamento, esporte, cultura) precisaríamos tirar os traficantes armados das favelas, estas atitudes da polícia demoraram demais para acontecer.

O que podemos questionar é: se as Olimpíadas e a Copa não fossem realizadas no Rio teríamos esta operação no alemão, e as que esperamos acontecer em outros grandes complexos?

Responder

    edv

    28 de novembro de 2010 às 21h24

    Não sei lhe dizer, mas se o motivo para reduzir e minimizar o crime forem as Olimpíadas…que seja!
    Óbvio que outras ações são necessárias, principalmente as preventivas, que são de longo prazo.
    Novamente, se a Copa e as Olimpíadas forem causa…que sejam!

    Julis

    28 de novembro de 2010 às 23h49

    Sou mineira e quero mais é que atirem em vagabundo fugindo.

    Falar contra a Globo pela Globo,e agora falar contra "paulista"por ser paulista.

    Quê isso? Não pode botar favelado tudo no mesmo saco, mas botar paulista tudo no mesmo saco pode, meu???

    Dá um tempo.

    O cara cospe pra cima e cai…. NELE.


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A mídia descontrolada

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