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A grossura do homem-bomba do PMDB e a “democracia de verdade”
Opinião do blog

A grossura do homem-bomba do PMDB e a “democracia de verdade”


07/12/2015 - 01h15

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O vice-presidente Michel Temer e, segundo O Globo, dois de seus assessores para assuntos do impeachment de Dilma: os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Moreira Franco, autor do Plano Temer.

Da Redação

O PMDB quer assumir o governo para implantar um projeto econômico que, nas palavras do senador petista Lindbergh Farias, “nenhum candidato ao Planalto teria condições de apresentar aos eleitores”.

É o desmanche de direitos sociais garantidos pela Constituição de 1988, conforme denuncia o senador Roberto Requião. Isso, com um mandato obtido sem um voto sequer, ou seja, através de uma “eleição indireta” no Congresso — se vingar o afastamento de Dilma.

Aliado a ele, o PSDB faria sua segunda reforma neoliberal — esta com a mão do gato. O que poderia dar em troca? Sumiço da Lava Jato do noticiário? Apoio a um novo engavetador-geral da República?

Afastar Dilma é o primeiro passo para enterrar a operação da PF que pode chegar a outros líderes do PMDB, dentre os quais o próprio Temer, permitindo assim que implantem seu plano econômico sem interferência da Polícia Federal.

Segundo O Globo, Geddel é o “homem-bomba” do impeachment:

A ala pró-Temer diz que Padilha [ex-ministro Eliseu], expert em planilha e controle de votos desde a Constituinte, começa a trabalhar a partir de amanhã no gabinete da presidência do PMDB, que fica na Câmara dos Deputados.

Outro membro atuante do grupo do vice-presidente é o ex-governador e ex-ministro Moreira Franco, autor do “Plano Temer”, apelido que ele mesmo deu ao programa de governo elaborado pelo PMDB no mês passado, contendo medidas opostas às adotadas por Dilma. O documento, escrito após consultas a vários economistas próximos ao partido, foi interpretado como um programa de transição a ser adotado após a saída da presidente e, ao mesmo tempo, como um sinal para o mercado financeiro e o setor produtivo.

Ao ser apresentado aos peemedebistas, em um congresso da Fundação Ulysses Guimarães, presidido por Moreira, o vice-presidente da República foi recebido com um coro de “Temer, veste a faixa já”. Na base do partido, o sentimento há muito tempo é pela ruptura.

— O impeachment está posto e certamente será uma grande contribuição para que possamos recuperar 2015, um ano que se perdeu na queda de braço entre a presidente Dilma e Eduardo Cunha, e de retomarmos o esforço de criar condições para que possamos sair da maior crise econômica da História — afirmou Moreira.

Geddel sempre resistiu à manutenção da aliança com o PT no governo Dilma. Aliado de Aécio Neves em 2014, ele circula em Brasília entre o Palácio do Jaburu e o gabinete do irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima. Não por coincidência, Lúcio é um dos 22 deputados peemedebistas que trabalham abertamente pelo afastamento da presidente. Nesse grupo está também o deputado Osmar Terra (RS) — que, tão logo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu andamento à ação contra Dilma, foi ao Jaburu conversar com a cúpula partidária.

— Geddel é o nosso Estado Islâmico, o homem-bomba do partido — resumiu um peemedebista da cúpula ao GLOBO sobre a atuação do baiano quando o assunto é impeachment.

Fora do núcleo mais próximo de Temer, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) defende abertamente o impeachment desde o início do ano. Com presença menos frequente nas reuniões quase diárias que ocorreram nas últimas semanas à noite no Palácio do Jaburu, o peemedebista se reaproximou. Nos bastidores, Jucá atua entre políticos, empresários e representantes do mercado financeiro na defesa de que só com uma mudança de ares seria possível recuperar a economia do país.

Em meio à crise política, interlocutores da presidente sondaram uma possível volta de Jucá à liderança, ao que o peemedebista ironizou a aliados:

— O Titanic está afundando, e querem me dar um camarote? Tô fora.

Além do oportunismo explícito, impressiona o baixo nível de um debate no qual está em jogo o futuro do Brasil.

Geddel, ontem à noite, no twitter:

 

Captura de Tela 2015-12-07 às 00.02.01Questionado pelo Viomundo por causa do baixo nível da argumentação, Geddel respondeu que usa a linguagem “do povo”.

O ex-deputado estava, obviamente, fazendo referência ao processo de impeachment do ex-presidente Bill Clinton, nos Estados Unidos, no final dos anos 90.

Para Geddel, aparentemente, não vivemos numa “democracia de verdade”.

A “argumentação” do tweet não é apenas grosseira, mas falaciosa.

Correspondente nos Estados Unidos, acompanhei de perto os dois mandatos do ex-presidente Clinton.

A reação impiedosa da oposição republicana a Clinton, no primeiro mandato, a partir de 1993, começou por conta da reforma do sistema de saúde apresentada por Hillary Clinton, logo apelidada de Hillarycare.

Foi um massacre patrocinado pelos lobistas da indústria da saúde privada. Desde então, para o dinheiro grosso Clinton ficou marcado para morrer. Tanto que o assunto só retornou ao debate público quase vinte anos depois, no governo Obama.

Clinton também pagou pela mágoa acumulada dos republicanos, que haviam perdido uma eleição que consideravam ganha. Ele frustrou o que era dado como certo: o segundo mandato de Bush pai, “herói” da derrota de Saddam Hussein na primeira Guerra do Golfo.

Embora Clinton, a partir do fracasso do Hillarycare, tenha guinado mais e mais à direita, governando com Wall Street, seu sucesso eleitoral enfureceu os republicanos, que detinham o controle da Câmara pela primeira vez em 40 anos. O democrata se reelegeu com folga em 1996.

Foi então que vários escândalos propagados pela direita raivosa através de talk-shows de rádio — a versão norte-americana dos Revoltados On Line era radiofônica — deu origem a uma investigação de um promotor especialmente destacado pela Justiça: Kenneth Starr. Starr tinha sido indicado para um tribunal superior por Ronald Reagan e ocupara o posto de advogado-geral da União no governo Bush. Mal comparando, uma espécie de Gilmar Mendes investigando o governo Lula.

Starr foi acusado seguidamente de “politizar” o processo, promovendo vazamentos em série à imprensa que poderiam ter impacto eleitoral, na linha do que acontece hoje na Operação Lava Jato.

Starr não investigou Clinton apenas pelo “boquete” da estagiária, como quer fazer crer o ex-ministro Geddel. Starr isentou o ex-presidente de envolvimento na morte de um assessor. Vincent Foster cometeu suicídio, mas a direita raivosa atribuía a morte à Casa Branca, suspostamente para encobrir malfeitos de Bill e Hillary quando ainda estavam no governo de Arkansas. Starr perseguiu o escândalo de Whitewater, um negócio imobiliário obscuro tocado pelos Clinton em seu estado de origem. Starr foi atrás das muitas amantes de Clinton, uma das quais, Paula Jones, acionou-o na Justiça.

O promotor não achou nenhuma ofensa “impeacheable” de Clinton.

Nada que pudesse tirá-lo do poder, a não ser uma denúncia vaga de obstruir a Justiça e, sim, uma mentira contada por Clinton num depoimento à Justiça, quando negou ter mantido relações sexuais com a estagiária Monica Lewinsky.

Foi assim que o ex-presidente foi “impichado” pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, em 1998, por perjúrio e obstrução de Justiça. Foi absolvido pelo Senado.

Clinton respondeu a duas acusações bem específicas de violar a lei, a partir de uma longa investigação da Justiça, diferentemente do que acontece hoje com a presidente Dilma Rousseff.

Além de ser altamente discutível se Dilma de fato cometeu “crime de responsabilidade”, o processo a que ela vai ser submetida, claramente político, teve andamento por obra de um presidente da Câmara ele mesmo acusado de corrupção com robustas provas, num momento de “vingança”.

Para Geddel, se os Estados Unidos — na definição dele, uma “democracia de verdade” — processaram Clinton por causa de um “boquete”, por que seria golpe apurar crime de responsabilidade de Dilma?

Porque nos EUA, repetimos, apesar do processo ter feito parte de uma guerra política, as duas acusações a Clinton eram bem específicas. Aqui, não pesa contra Dilma acusação de perjúrio, nem de obstrução de Justiça.

A comparação feita pelo “homem-bomba” do PMDB — o Estado Islâmico, segundo aspas publicadas pelo O Globo — não é apenas enganosa e de baixo nível; serve também para demonstrar porque, com um ex-deputado e ministro como ele, não vivemos “numa democracia de verdade”.

O processo de impeachment de Clinton foi um turning point na degradação do debate político nos Estados Unidos, um vale-tudo que tinha como expoente o republicano Newt Gingrich, cuja retórica hoje se encaixaria perfeitamente no Tea Party. É a mesma degradação expressa na comparação obtusa de Geddel.

 

Leia também:

Requião: O plano econômico que seria abraçado por um governo Temer

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8 comentários

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Heitor Tourinho

18 de dezembro de 2015 às 18h55

Quem???? Geddel?, olha sou baiano com muito orgulho, não conheço esse senhor por nenhuma pratica benéfica a nossa sociedade. ao contrario, ele é um latifundiário por tradição familiar e implantador de cartel de postos de gasolina em nossa capital.

Responder

Alessandro

08 de dezembro de 2015 às 11h46

O gigante nunca esteve dormindo

Na história do Brasil não faltam protestos. São inúmeros os exemplos de guerras, revoltas, conflitos e disputas de poder. Apenas para lembrar alguns temos: a Guerra dos Farrapos, o Contestado, a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana, a Sabinada, a Revolução Pernambucana, a Revolução Praieira, a Aclamação de Amador Bueno, os movimentos e revoltas contra a escravatura, a Guerra contra o Paraguai, os protestos contra o Estado Novo, a participação na Segunda Guerra Mundial, a resistência contra o impedimento presidencial em 1961, o golpe político-militar de 1964, os grupos de resistência durante o período da ditadura, o movimento das Diretas Já, as passeatas pelo impedimento presidencial em 1993 e, mais recentemente, os protestos que iniciaram em 2013.
Embora tenhamos estudado a maioria destes eventos na escola, dificilmente alguém consegue lembrar os motivos, o local, a data e as consequências de, no mínimo, dois deles. Mesmo ocorrendo em épocas e contextos diferentes, eles possuem alguns pontos em comum: a) o povo não participou, ou teve uma participação limitada a fazer volume; b) as decisões foram tomadas de cima para baixo, sem considerar a vontade popular.
Outro fator negligenciado da nossa história é que a quase totalidade da população é descendente de imigrantes. Os nossos antepassados, com exceção dos grupos indígenas, vieram para o Brasil obrigados, fugindo ou buscando uma oportunidade para concretizar os seus sonhos. Independentemente da forma como atracaram em solo brasileiro, todos contribuíram para a colonização do território. O Brasil é um país colonizado e nós somos os descendentes destes colonizadores. Estas pessoas chegaram e, na sua maioria, na tentativa de se adaptar ao novo contexto procuraram sobreviver, trabalhar e permaneceram discretos e distantes da política.
Conhecer o passado não muda o futuro, mas nos ajuda a compreendermos o presente. De certa forma, o desconhecimento, a despolitização e o distanciamento daquilo que já aconteceu está relacionado com a tendência da sociedade brasileira de pensar anacronicamente, como se a história iniciasse hoje e o que nos acontece não tem uma ligação direta com o passado. Exercemos um pensamento bidimensional que limita a nossa forma de ver o mundo, encarar os problemas e encontrar as soluções.
A transformação da sociedade brasileira passa por percebermos que todo processo de mudança é uma construção que exige trabalho, comprometimento, certos sacrifícios e planos de longo prazo. A nossa dificuldade – uma delas – não é a falta de protestos, mas sim em não conseguirmos manter os protestos e persistirmos durante as adversidades para efetuarmos as mudanças sociais necessárias. A democracia e a sociedade igualitária não são entidades metafísicas que se apoderam da sociedade, pelo contrário, é preciso uma luta individual e constante para conquistar e garantir direitos.
Este é mais um momento historicamente interessante para o Brasil. Como a nossa geração irá explicar para os nossos netos que permitimos que alguns homens corruptos e acusados de diversos crimes presidissem o congresso nacional; como explicar que estamos assistindo de braços cruzados a paralisia do país; como justificar o fato de estarmos nutrindo um processo sem bases legais para o impedimento de uma presidente eleita pelo povo; como explicar que observamos um vice-presidente, um ex-presidente e outros tantos eternos presidenciáveis tentarem dar um golpe na democracia; como explicar que olhamos para o cenário político como se fosse um reality show televisivo onde nos indignamos, rimos, maldizemos, nos associamos mas tudo feito na segurança dos nossos sofás; como explicar que estamos repetindo o passado sem ao menos nos darmos ao trabalho de olharmos para ele.
Vivemos, mais uma vez, a chance de nos apropriarmos dos nossos destinos enquanto uma nação democrática e republicana. Temos, mais uma vez, a oportunidade de contribuirmos para um futuro mais inclusivo e menos injusto para as futuras gerações. Para que isto ocorra é necessário que cada um de nós pense, reflita, proponha e aja. Precisamos estar mais ativos e menos passivos ou reativos. É necessário uma mudança de mentalidade que somente ocorrerá quando enfrentarmos as nossas sombras e condicionamentos sociais. O inimigo imperialista, colonizador, opressor e autoritário mora dentro da nossa sociedade, somos nós mesmos. O gigante não acordou, como alguns disseram, porque nunca esteve dormindo. Ele está bem desperto, apenas não sabe o que fazer, sente-se fraco, cansado, deslocado, confuso, amedrontado, sozinho e aguarda ingenuamente por um salvador. Está na hora de nos reinventarmos e mudarmos os padrões lógicos que nos fazem andar em círculo.

Alessandro Boarccaech, Doutor em Antropologia.

Responder

    Az Botelho Paiva

    17 de dezembro de 2015 às 18h42

    A sua exposição de motivos, para esclarecer que o gigante sempre este desperto, caiu muito bem para aquele lado Esquerdo/Petista que tentarão manter os seus descendentes sempre mal informados, e sendo iludidos com o engodo de que só existe inteligência, e honestidade, na vertente política que eles seguem. Ou seja na esquerda. Talvez nem deixem registrado que o Muro de Berlim caiu em 1989, e que por onde passaram os ditadores da esquerda, o país virou terra arrasada. E talvez tentem novamente queimar livros e tudo que possa comprometer a ideologia Esquerdo/Petista. Escondendo inclusive informações sobre o números de mortes produzidas pelos regimes comunistas, e que passaram de 100.000.000, sendo que somente na China foram 65.000.000 e na URSS, mais 20.000.000. Como já foi feito em séculos passados. Cujo exemplo clássico temos o caso de: ” Savonarola. Sua ortodoxia religiosa não era apoiada pelo papa Alexandre VI, que chegou a emitir várias censuras contra ele. O fanático líder florentino simplesmente ignorou-as e continuou seu trabalho de limpeza moral, cujo ápice ocorreu em 1497, com a organização da famosa Fogueira das Vaidades: emissários do ditador recolheram por toda a cidade todos os objetos que pudessem caracterizar alguma forma de frouxidão moral, como espelhos, tabuleiros de jogos, cartas, vestidos luxuosos, “livros” sobre temas pagãos, cosméticos, perfumes, quadros mostrando figuras nuas e objetos semelhantes. De tudo isso resultou uma enorme pilha, incendiada em praça pública no centro de Florença. Neste seu texto, deu para perceber claramente o seu viés esquerdista, pró Dilma. E isto fica bem claro, com estas suas palavras: “Como a nossa geração irá explicar para os nossos netos que permitimos que alguns homens corruptos e acusados de diversos crimes presidissem o congresso nacional; como explicar que estamos assistindo de braços cruzados a paralisia do país; como justificar o fato de estarmos nutrindo um processo sem bases legais para o impedimento de uma presidente eleita pelo povo; como explicar que observamos um vice-presidente, um ex-presidente e outros tantos eternos presidenciáveis tentarem dar um golpe na democracia; como explicar que olhamos para o cenário político como se fosse um reality show televisivo onde nos indignamos, rimos, maldizemos, nos associamos mas tudo feito na segurança dos nossos sofás; como explicar que estamos repetindo o passado sem ao menos nos darmos ao trabalho de olharmos para ele.” Respeito esta sua visão, mas não posso deixar de registrar que ela é tendenciosa, pró esquerda. Senão vejamos: Em tempos recentes, o Presidente que perdeu o seu mandato, o Fernando Collor, assim como a Dilma, também foi eleito democraticamente. Os outros dois que o PT fez de um tudo, para cassá-los, o Itamar Franco, e o FHC. , também haviam sido eleitos democraticamente. E não é verdade que o pedido de cassação da Dilma é um golpe. Se assim fosse, poderia ter passado na Câmara, mas seria brecado no STF. E não foi. Alem do que este movimento pela cassação da Dilma, poderia ser chamado de tudo, menos de “Golpe”. Até de “Contra Golpe”, seria aceito, mas golpe jamais. E a verdade apareceu, quando o próprio Lula, numa declaração pública, disse que a Dilma mentiu durante a campanha. E ninguém em consenso com a verdade, poderá negar que ouviu a Dilma dizer que, o Aécio iria fazer contra o povo brasileiro, caso ganhasse as eleições, tudo o que ela própria acabou fazendo, dois dias após assumir o seu segundo mandato. O que a Dilma fez contra o seu Adversário no segundo turno, foi o que se convencionou chamar de um verdadeiro Estelionato Eleitoral, sem contar que ela já sabia qual era a situação financeira do pais, naquele momento. Portanto indigna para continuar ocupando o cargo de PRESIDENTE. Fora outra acusações que constam no processo de cassação de seu mandato.

    Nota: As informações sobre Savonarola foram colhidas na internet.
    E eu não sou nem Doutor Honoris Causa. Nunca me ofereceram tal honraria, mas se tivessem oferecido, com certeza eu recusaria. Pois conheço as minhas limitações. Já fui indicado para receber o título de “Cidadão Ribeirão Pirense” , tendo em vista os serviços de atendimento que a Empresa em que eu trabalhava, prestava a todo o povo de Ribeirão Pires. E recusei peremptoriamente a indicação. Pois sempre reconheci que nunca fiz mais do que o meu cargo ensejava que eu fizesse. Qualquer duvida me ligue.

Sidnei Brito

08 de dezembro de 2015 às 11h06

Grato por fazer o que a grande imprensa deveria fazer, mas não faz – nunca fez.
Importante esse histórico sobre a dor de cabeça de Clinton.
Legal para rebater babacas que, não demora muito, começarão a repetir essa conversinha mole do Geddel Vieira Lima.
Não tenho facebook nem whatsapp. Desconfio que os infelizes que têm já receberam mensagem com “argumentação” parecida.

Responder

FrancoAtirador

07 de dezembro de 2015 às 10h12

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Notícias de uma Democracia de Verdade,
onde, nos Últimos 16 Anos, os Eleitores,
Livres, foram 20 Vezes às Urnas a votar:
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07/12/2015
DN (Portugal)
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Oposição com Maioria Parlamentar na Venezuela pela Primeira Vez em 16 anos
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O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reconheceu a derrota da sua formação política, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), nas eleições legislativas de domingo. Pela primeira vez em 16 anos, a oposição ganhou a maioria parlamentar no país.
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A Mesa da Unidade Democrática (MUD), coligação da oposição, obteve 99 assentos – conquistando uma maioria de dois terços – contra 46 do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do Presidente Nicolás Maduro, anunciou o Conselho Nacional Eleitoral.
..
“Vimos com a nossa moral, com a nossa ética, reconhecer estes resultados adversos, aceitá-los e dizer à nossa Venezuela que a Constituição e a democracia triunfaram”, afirmou Maduro, numa declaração transmitida pela televisão, pouco depois do anúncio oficial dos resultados, que foi recebido em alguns bairros de Caracas com gritos de alegria e o lançamento de petardos.
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“Foi um dia longo, com uma grande jornada de participação, em que quase 75% dos eleitores acudiram a expressar o seu voto”, disse.
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Por outro lado destacou que se trata da 20.ª eleição “de um ciclo profundo de democracia” na Venezuela.
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“Sempre temos sabido reconhecer os resultados, em todas as circunstâncias”, acrescentou, dizendo que as forças ‘chavistas’ sempre confiaram no sistema eleitoral venezuelano.
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Maduro atribuiu o resultado eleitoral à “guerra económica” contra o Governo venezuelano.
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“Na Venezuela não triunfou a oposição”, triunfou “um plano contrarrevolucionário
para desmantelar o Estado social-democrático de justiça e de direitos”, vincou.
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Por outro lado, disse que os resultados são lidos pelos socialistas “como uma bofetada
para acordar” e apelou aos venezuelanos para os reconhecerem pacificamente.
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Nestas Eleições a Oposição, que era apontada como a grande favorita,
beneficiou-se do forte Descontentamento popular na Venezuela
com uma Crise Económica Provocada pela Queda do Preço do Petróleo
e pelo Embargo Económico Imposto pelos Estados Unidos da América.
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O País, de 30 Milhões de Habitantes, detém as Maiores Reservas
de Crude [Óleo Bruto] do Mundo, e a Exportação desse Mineral
é a Principal Fonte de Divisas para Promoção Social na Venezuela.
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Responder

    FrancoAtirador

    07 de dezembro de 2015 às 12h20

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    .
    Agora, a ‘Democrática’ Oposição Venezuelana
    .
    vai derrubar o Presidente legitimamente Eleito.
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FrancoAtirador

07 de dezembro de 2015 às 09h00

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Enquanto isso, a Malandragem corre Solta
no Conselho de Ética [?!?] da Casa* do Cunha
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Tropa de Choque’ de Cunha
Reúne Deputados de 5 Partidos
para tentar impedir Cassação.
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O Solidariedade[a Eduardo Cunha], de Paulinho Boca Suja,
e Membros do PSC, PTB, PSD e da ala Cunhista do PMDB
se revezam na Tentativa de Inviabilizar o Andamento do Processo
contra o Mentiroso Cunha por Quebra de Decoro Parlamentar
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A Corja de Ladrões Golpistas já conseguiram adiar
por 2 vezes a votação do parecer do relator.
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(http://www.novaedicao.com.br/noticias/exibir.asp?id=7203&noticia=tropa_de_choque_de_cunha_reune_deputados_de_cinco_partidos)
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