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Diário da Resistência


Na seita em que se converteu o bolsonarismo, um comandante do Exército rápido no gatilho cai bem
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Opinião do blog

Na seita em que se converteu o bolsonarismo, um comandante do Exército rápido no gatilho cai bem


30/03/2021 - 09h37

Da Redação

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, foi logo direto ao assunto: ele queria nomear na Petrobras o diretor que “furava poço”.

O ex-presidente Lula costuma dizer que é preciso diferenciar entre ter o poder de Direito e o de fato. Ele aprendeu, no Planalto, que o presidente não pode tudo. Tem de costurar, alinhavar.

Lula nomeou Joaquim Barbosa, o algoz do PT no mensalão. Dilma nomeou Luís Roberto Barroso, a “cabeça” no STF por trás da Lava Jato. E foi de Lula, com apoio de João Pedro Stédile, a opção por Edson Fachin, o ministro das “causas sociais”. Dilma atropelou a fila para indicar o general Villas Bôas comandante do Exército.

Quem obedeceu fielmente, sempre, a lista tríplice do Ministério Público Federal? O PT.

Chama-se republicanismo.

Como político forjado no baixo clero da Câmara, Bolsonaro tem o instinto de Severino.

Procurador-geral, diretor da Polícia Federal, novo procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro (escolhido pelo governador aliado) e presidente da Câmara que ajudou a eleger não falharam com ele até agora, nem o único ministro indicado ao STF.

Bolsonaro quer escolher um novo comandante do Exército, que é quem conta nas Forças Armadas brasileiras, que lhe faça as vontades.

Algúem como os generais Alberto Heleno e o próprio Villas Bôas, que não aceitam Lula eleito presidente do Brasil em 2022.

Que estejam dispostos a se manifestar publicamente em defesa de Bolsonaro e contra adversários do presidente, inclusive o STF.

Este será um ano políticamente perdido para a pandemia. Se as metas de vacinação recém divulgadas forem cumpridas, os três primeiros meses de 2022 seriam, em tese, os de reabertura gradual.

Mas a economia está em pandarecos. Já estava antes da pandemia e provavelmente vai repetir seu fraquíssimo desempenho em 2022.

Jair Bolsonaro sofre de uma instabilidade emocional que o coloca na mesma categoria do ex-presidente Nixon, só que este a expressava de maneira introvertida.

Nixon era paranoico, enxergava conspiração nas sombras e estava disposto a jogar duro e sujo, como na bisbilhotagem da sede do Partido Democrata.

Bolsonaro faz isso abertamente contra todo aquele que se coloca como uma sombra em seu horizonte, do governador João Doria ao ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

As pessoas, como nos disse ontem a prefeita de Contagem, em Minas Gerais, estão morrendo de fome.

Ao invés de aliviá-las com um megapacotaço econômico, como fizeram outros governos, Bolsonaro age como se prefeitos e governadores estivessem promovendo medidas restritivas apenas para prejudicar a economia e, assim, as chances de o presidente se reeleger.

A isso se dá o nome de paranoia.

E isso está em alinhamento com aquilo que dizem seus assessores mais íntimos, ou seja, os próprios filhos.

É neles que Bolsonaro confia, embora tenha tido de ceder aqui e ali para dar satisfações ao Centrão e escapar do impeachment.

Bolsonaro quer um comandante do Exército que banque o confronto com os governadores. Pois parte da paranoia do presidente da República é de que o poder dele foi usurpado pelo STF, pelos prefeitos, pelos governadores e pelo próprio ministro da Defesa que indicou.

O discurso raiz do bolsonarismo, afinal, é este: Bolsonaro não governa porque foi impedido de governar. Nada, absolutamente nada do que aconteceu até agora é responsabilidade dele, pois seu poder foi usurpado pelo Congresso e pelo STF.

Donde que uma intervenção militar é a única saída para salvar a democracia.

Neste cenário de seita, um general rápido no gatilho comandando o Exército cai muito bem.





10 comentários

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Francisco Teixeira

30 de março de 2021 às 17h16

Isso é só para desviar o assuntô mortes por covid.
Na prática não tem a menor importancia.
Sem falar em querer usar a PM na covid. Pois os verdinhos são é malaco.
Quem quer enfrentar a covid. Ninguem. O risco de morte é iminente.
Quem quer morrer.

Responder

Zé Maria

30 de março de 2021 às 16h48

E a Seita da Lava Jato está perdendo o Guru, Beato Dalanhól

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para negar pedido do procurador Deltan Dallagnol, chefe da finada “lava jato” no Paraná, para anular a pena de censura que lhe foi imposta pelo Conselho Nacional do Ministério Público [CNMP] por criticar o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Deltan Dallagnol criticou Renan em diversas ocasiões.
Em janeiro de 2019, ele publicou o seguinte tuíte:
“Se Renan for presidente do Senado, dificilmente veremos reforma contra corrupção aprovada. Tem contra si várias investigações por corrupção e lavagem de dinheiro. Muitos senadores podem votar nele escondido, mas não terão coragem de votar na luz do dia”.

O CNMP, seguindo o voto do relator, conselheiro Otavio Luiz Rodrigues Jr., entendeu que as manifestações de Dallagnol buscaram interferir nas eleições para a presidência do Senado, que ocorreram em 2019, ultrapassando os limites da simples crítica e da liberdade de expressão.

O procurador foi ao Supremo, afirmando que não havia causa para punição, uma vez que apenas exerceu sua liberdade de expressão.
Também disse que o caso já havia sido apreciado pela Corregedoria do Ministério Público Federal e que a decisão violou a ampla defesa, já que o processo foi incluído em pauta sem o encerramento da instrução.

O relator, Nunes Marques, votou contra o requerimento de Dallagnol. Ele foi seguido
pelos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski [formando a Maioria].

O ministro Edson Fachin [ÁHÁ ÚHÚ] divergiu.

Ainda falta o voto da ministra Cármen Lucia [que não alterará o resultado, se nenhum ministro alterar o voto até o final do julgamento].

Nunes Marques apontou em seu voto que eventual decisão da corregedoria não impacta a competência do CNMP, que pode até mesmo rever as decisões daquele órgão. Além disso, o ministro destacou que não houve violação à ampla defesa, pois, em órgãos colegiados, o relator pode pedir a inclusão de processo em pauta sem ter terminado a instrução, desde que, quando for julgado, esta fase esteja concluída.

Com relação ao tuíte de Dallagnol, Nunes Marques ressaltou que, se tivesse sido publicado por uma pessoa que não ocupa cargos públicos, seria mero exercício da liberdade de expressão. Não é o caso do procurador, entretanto.

“Quando, porém, essa manifestação parte de uma autoridade que tem certas garantias e vedações constitucionais justamente para manter-se fora da arena política, então há um problema. O autor não emitiu uma opinião geral sobre a política, ou sobre a inconveniência do voto secreto no parlamento, ou sobre a persistência, na política, de pessoas contra as quais existem investigações criminais. Não. Ele emitiu opinião muito bem determinada, a respeito de uma eleição específica e contra um candidato claramente identificado. E fez isso numa rede social de amplo alcance, virtualmente acessível por qualquer pessoa.”

Na visão de Nunes Marques, integrante do MP não pode manifestar opiniões sobre políticos específicos na internet, sob pena de passar uma percepção de parcialidade da entidade.

“O uso de redes sociais é naturalmente permitido para todos no país, mas a disputa em torno de assuntos que possam derivar para as paixões políticas, no ambiente virtual, não pode ser tratada por membros do Ministério Público em redes sociais de amplo acesso, pois isso abre espaço para polêmicas ácidas que expõem a riscos a imagem de imparcialidade que deve manter a instituição.”

https://www.conjur.com.br/2021-mar-29/stf-forma-maioria-manter-pena-imposta-cnmp-deltan

Responder

    Zé Maria

    31 de março de 2021 às 04h04

    Vaza Jato [Operação Spoofing]:

    “Será impensável derrotar Lula”, disse Procurador do MPF, Presidente da ANPR.
    Força-tarefa tinha “apreço pelo sofrimento” de petistas.
    “Ver os vermes estrebuchando é interessante”.
    “Por isso aprecio o sofrimento dos eleitores de Lula, sem comiseração”.
    “Afinal, o sofrimento alheio é muito salutar”.

    A defesa do ex-presidente Lula protocolou no Supremo Tribunal Federal, na segunda-feira 29, uma nova leva de mensagens trocadas entre os procuradores da Lava Jato e obtidas pela Operação Spoofing.
    Nela, os procuradores admitem a dificuldade que os adversários do PT teriam nas eleições presidenciais de 2018.

    Segundo os advogados, os diálogos registrados no aplicativo Telegram reforçam que o “plano Lula” teria sido engendrado a partir da constatação de membros do Ministério Público Federal de que era “impossível” derrotar eleitoralmente o petista.

    Em 28 de junho de 2015, o procurador José Robalinho Cavalcanti escreveu:
    “Lula eh franco favorito. Já disse. Enquanto não se discutir o meu nordeste será quase impossível derrotar o pt e praticamente impensável derrotar são Lula”.

    CartaCapital manteve as abreviações e eventuais erros de digitação presentes nas mensagens originais.

    À época, Robalinho ocupava o posto de presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República [ANPR].
    Logo em seguida, o procurador Ailton Benedito respondeu:
    “Mas ver os vermes estrebuchando é interessante”.
    Ele próprio, minutos depois, emendou:
    “Por isso aprecio o sofrimento dos eleitores de Lula, sem comiseração”.
    Benedito ainda escreveu que “afinal, o sofrimento alheio é muito salutar”.

    Diante desse diálogo, a defesa de Lula argumentou que é “oportuno registrar, neste passo, que a ANPR, embora seja uma associação de procuradores da República, emitiu diversas notas sobre processos específicos envolvendo o Reclamante — comportando-se naquela época como verdadeira assistente de acusação contra o Reclamante. A direção da época da associação também usou essas notas para atacar os advogados do Reclamante”.

    https://www.cartacapital.com.br/justica/vaza-jato-sera-impensavel-derrotar-lula-disse-procurador-forca-tarefa-tinha-apreco-pelo-sofrimento-de-petistas/

    Zé Maria

    31 de março de 2021 às 04h21

    “A Desumanização do Inimigo”

    Isso é Nazi-Fascismo, Pôrra!

Zé Maria

30 de março de 2021 às 16h33

“#Golpe?
Sem apoio da população, Congresso, STF, PIB,
Faria Limers, Forças Armadas, imprensa,
Bolsonaro entra em modo surto.
Como aquele cara que, perdendo no xadrez,
derruba o tabuleiro num pontapé.”
Jornalista/Escritor Marcelo Rubens Paiva
https://twitter.com/MarceloRubens/status/1376949916107300866
.
Se todo mundo ficar só olhando, vai chutar.
.

Responder

Zé Maria

30 de março de 2021 às 15h47

Em termos de Apoio Popular ao Golpe,
Jair Bolsonaro só conta com os Freikorps
que ora não possuem representatividade.
Mas é preciso cortar a Cabeça da Hydra.

Responder

    Zé Maria

    30 de março de 2021 às 17h50

    Jair Bolsonaro só tem a favor,
    os Milicianos e @s Fascistas
    no Congresso Nacional.
    O Poder Legislativo terá de
    tomar uma Atitude, se não,
    o Supremo Tribunal Federal.
    https://t.co/rYRdRexMmq

Zé Maria

30 de março de 2021 às 15h24

Flavia Arruda é mulher de José Roberto Arruda,
ex-Governador Corrupto do Distrito Federal.

https://congressoemfoco.uol.com.br/governo/flavia-arruda-centrao-jose-roberto-arruda/

Responder

Zé Maria

30 de março de 2021 às 15h20

.
“É inaceitável que a maioria do Congresso assista calada os fatos que se passam nas Forças Armadas. Bolsonaro tentou dar um golpe, foi derrotado e agora demite quem o impediu. Vão deixar ele tentar de novo? Nobres colegas, tenham hombridade e respeito à Constituição que juraram.”
Deputado Federal Jorge Solla (PT=BA)
https://twitter.com/depjorgesolla/status/1376930130728267777
.
“Bolsonaro precisa ser afastado AGORA!
Ele está trazendo um Exército dividido
para dentro de uma crise sanitária e
econômica sem precedentes!
Vai implodir o Brasil pra tentar salvar
seu governo indecente e criminoso!”
https://twitter.com/VIOMUNDO/status/1376930564058578948

Responder

Zé Maria

30 de março de 2021 às 15h13

Bolsonarista Demente é o que não falta no País.

Responder

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