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Na beira do abismo, Trump leva bolsonarismo à Casa Branca, espalha teorias da conspiração e diz que eleição foi fraudada
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Opinião do blog

Na beira do abismo, Trump leva bolsonarismo à Casa Branca, espalha teorias da conspiração e diz que eleição foi fraudada


05/11/2020 - 21h43

Da Redação

Num discurso extraordinário, que caberia em qualquer República das Bananas, o presidente Donald Trump repetiu uma série de teorias da conspiração disseminadas por seus apoiadores nas redes sociais e disse que a eleição está sendo roubada dele nos Estados Unidos.

Trump desmoralizou o sistema eleitoral americano, dizendo que observadores republicanos foram impedidos de acompanhar a votação e que votos estão sendo inventados para virar o jogo contra ele nos estados decisivos, como já aconteceu em Michigan e Wisconsin, estados em que o republicano venceu em 2016 e saiu na frente este ano.

A reclamação mais concreta de Trump foi de que em um determinado local de apuração as janelas teriam sido cobertas com papel.

Em 2016, Trump perdeu por mais de 3 milhões de votos de Hillary Clinton no voto popular. Ele formou uma comissão para apurar fraude nas eleições, que foi desmantelada depois que nada descobriu de irregular.

Ao longo da campanha de 2020, o presidente pediu a seus apoiadores que não votassem pelo correio, mas agora reclama do fato de que os votos enviados pelo correio favorecem os democratas por larga margem.

Trump disse que a fraude é disseminada, menos nas eleições vencidas pelos republicanos na Câmara e no Senado. Ele cantou vitória pelo fato de os republicanos terem mantido controle do Senado e ganhado cadeiras na Câmara.

Trump também não denunciou a votação no Arizona, onde ainda tem chance de vencer.

Embora tenha mencionado a “máquina democrata corrupta” no discurso, na Geórgia, estado em que o democrata Joe Biden pode virar o jogo, a secretária de Estado, encarregada de monitorar a apuração, é republicana.

Trump atacou especificamente duas cidades, Detroit e Pensilvânia, como centros de corrupção.

Curiosamente, ambas tem grande população de negros.

Os votos de Detroit permitiram a Joe Biden virar o jogo no estado de Michigan, onde o democrata chegou a ficar atrás por grande margem.

O mesmo está acontecendo na Filadélfia, que pode permitir a Joe Biden virar o jogo na Pensilvânia.

O presidente prometeu uma barragem de ações judiciais e afirmou que a eleição deverá acabar na Suprema Corte.

Trump começou seu discurso atacando as pesquisas, que segundo ele foram utilizadas para suprimir votos e diminuir o financiamento dos candidatos republicanos.

De fato, as pesquisas erraram grosseiramente em 2020, muito mais ainda do que em 2016, quando previam vitória de Hillary Clinton.

Trump também acusou a mídia e as empresas de tecnologia do Vale do Silício, na Califórnia, de tramarem contra ele.

Nas últimas horas, o Facebook, o Twitter e o You Tube removeram centenas de publicações que, segundo as plataformas, disseminavam desinformação ou estavam sugerindo violência para suspender a contagem de votos.

Um dos grupos removidos, chamado Stop the Steal, chegou a atingir rapidamente 350 mil integrantes, antes de ser tirado do ar.

Na Geórgia, Trump tem apenas 3.486 de vantagem sobre Biden.

Na Pensilvânia, a vantagem de Trump caiu para 64.266.

Nos dois estados, há votos a serem apurados que podem virar o jogo.

Joe Biden também lidera em Nevada e no Arizona, onde Trump está reagindo.

Também falta confirmar os resultados da Carolina do Norte e do Alasca, onde Trump deve vencer.

Mas uma virada na Pensilvânia, que parece ser inevitável, será o xeque-mate em Trump — são os 20 votos de que Biden precisa para chegar aos 270 no Colégio Eleitoral, garantindo a vitória.





5 comentários

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Henrique Martins

06 de novembro de 2020 às 06h20

Complementando a MSN anterior:
Boulos, assista o episódio 12 da primeira temporada da antiga série SeaQuest chamado Bala Fotogênica. Essa série foi filmada mais ou menos na época em que começou o voto eletrônico no Brasil. Preste atenção na cena em que os hackers do bem invadem o sistema eleitoral brasileiro durante as eleições e descobrem que outros hackers estão fraudando as eleições. Na cena aparece a movimentação num mapa do Brasil.
Observe que a série é americana, assim como Steve Bannon e Donald Trump e você vai desconfiar porque Trump virou em estados chaves nos EUA contrariando todas as pesquisas de opinião de 2016. Ou seja, de onde eles tiraram a ideia. Compre a série pela internet.
Trump está medindo os democratas pela sua régua.

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Henrique Martins

06 de novembro de 2020 às 05h52

Sugestão para Guilherme Boulos,

Boulos, por precaução, coloque fiscais do PSOL em cada seção eleitoral para coletar os dados dos boletins de urna no final da votação. Anotem, fotografem os dados assinados pela Mesa, e se possível, até filmem.
Depois somem os resultados e confiram com o total da apuração no TRE. Assim você garantirá que seus votos não serão desviados para outro candidato fazendo a prova e ainda por cima vai descobrir quem é o beneficiado.
Te cuida. A extrema direita que se instalou no país é criminosa.
Quem puder leve meu recado.

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Zé Maria

06 de novembro de 2020 às 05h36

Quer dizer que, mais que a Venezuela,
são os Estados Unidos da América
que precisam de Observadores Internacionais
nas Eleições Presidenciais.

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Marco Vitis

05 de novembro de 2020 às 23h49

Trump e Bolsonaro são fascistas na concepção defendida por Umberto Eco (fascismo eterno). O fascismo é incompatível com uma sociedade que valorize a Liberdade, o Respeito à Diversidade, o Diálogo Fundamentado. Por isso, Trump e Bolsonaro usam a mentira para estimular o ódio em seus seguidores visando impor suas vontades pela violência.
A polarização representada por Trump e Bolsonaro vai exigir brevemente uma decisão Política disruptiva: ou o fascimo é eliminado da vida pública, ou tiranias violentas destruirão o evolutivo processo civilizatório. O discurso de Trump é um sintoma de que estamos próximos do ponto de ruptura.

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FCMM

05 de novembro de 2020 às 22h00

CRIADOR=CRIATURA

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