VIOMUNDO

Diário da Resistência


Opinião do blog

Monocle: Questões interessantes sobre a diplomacia brasileira


26/04/2010 - 02h15

por Luiz Carlos Azenha

A revista Monocle traz um artigo interessante sobre o papel do Itamaraty no mundo.

Com um certo exagero, diz que a diplomacia do verde-amarelo está substituindo a do vermelho-azul-e-branco. Se considerarmos que os Estados Unidos estão muito ocupados com duas guerras e meia (Iraque, Afeganistão e Paquistão) e o Brasil ampliou rapidamente sua presença diplomática e seu peso relativo no mundo (estou devendo um post para vocês sobre o papel que a Embrapa está jogando na África), quem sabe um dia… Seja como for, a Monocle decidiu vir ao Brasil, conhecer de perto o Itamaraty.

E levantou questões muitos interessantes na reportagem, que saiu na capa sob o título “A ascensão de Brasília: afiando a política externa do Brasil”.

Ao definir o Itamaraty como “ministério do Sol”, a revista pergunta: “Uma rede de embaixadas em rápida expansão e o uso inteligente da cultura significam que o Brasil faz amigos em todo o mundo. É só a tentativa de conquistar um assento no Conselho de Segurança ou uma nação emergente tentando mudar a ordem mundial?”.

Um outro trecho que me chamou a atenção diz respeito à opinião de um analista norte-americano que diz que existem obstáculos no caminho do Itamaraty, dentre os quais a dúvida sobre o que vai acontecer depois que Lula deixar o poder, o fato de que diplomacia forte depende de economia forte e, segundo o analista, o medo dos vizinhos do Brasil de que os Estados Unidos se retirem da região.

“Eles querem multiplicar suas opções, não querem ficar sujeitos ao poder do Brasil”, diz ele.

Aqui eu acho que o analista traz um preconceito de origem: ele acha que o Brasil age em relação aos vizinhos da mesma forma que os Estados Unidos sempre agiram. Ou será que ele está certo? Quantos golpes o Brasil patrocinou na vizinhança?

Aliás, na região fronteiriça de paises como o Paraguai, a Bolívia e o Uruguai, especialmente, o ressentimento contra a penetração cultural brasileira existe.

Este tema me fascina especialmente agora, depois que fiz várias viagens à África e li vários livros sobre a presença chinesa na África, dentre os quais destaco China Into Africa, organizado por Robert Rotberg, e China Safari, de Serge Michel e Michel Beuret.

Diante das acusações de que praticam neocolonialismo em território africano (de onde a China importa hoje mais de 15% de todo o petróleo que consome), os chineses respondem com grandes obras públicas de impacto social e uma leva de mercadorias baratas que permitem a milhões de africanos, muitos dos quais dependentes da agricultura, entrarem no mercado de consumo.

Questionados por europeus e pelos Estados Unidos, especialmente pelo apoio a regimes como o do Sudão e do Zimbábue, os chineses remetem à história do colonialismo e argumentam: embora os chineses tenham chegado muito cedo à África, através do Índico, nunca estiveram aqui para ocupar território, escravizar gente ou impor sua cultura.

Independentemente de considerar se o argumento é válido ou não, trata-se da versão chinesa da “diplomacia cultural”, “entre iguais”.

Os chineses, por seu tamanho específico, podem se dar ao luxo de exercê-la na África.

Ao se projetar no mundo, o Brasil deve à vizinhança um cuidado muito especial. No curso da campanha eleitoral, os candidatos devem ter cuidado para não se deixar levar por ideias alopradas, daqueles que:

1. Por paixão política, deixam de reconhecer o novo protagonismo brasileiro no mundo;

2. Por paixão ideológica, deixam de reconhecer que a posição brasileira num mundo multipolar requer a finesse histórica do Itamaraty e a calibragem das relações com os Estados Unidos para usá-las em nosso favor quando for do interesse nacional;

3. Por servilismo, querem saber antes o que pensa Washington;

4. Por ignorância, desprezam 900 milhões de consumidores na África (leiam Africa Rising, do professor Vijay Mahajan, que mostra como grandes empresas redesenharam seus produtos para se expandir lá) ou o fato de que o centro do mundo, ainda que lentamente, se desloca para a Ásia.

Para ir ao site da Monocle, clique aqui.

Se alguem qualificado se dispuser a traduzir o texto, publicaremos com grande prazer.

PS: Desculpem falha nossa no Google Docs. Vamos tentar de novo. Uma leitora do Viomundo na Califórnia se dispôs a fazer a tradução, que será incorporada a este post.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



53 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Tweets that mention O Brasil saiu na capa da revista francesa Monocle, como um exemplo de diplomacia -- Topsy.com

05 de maio de 2010 às 13h18

[…] This post was mentioned on Twitter by A Agência. A Agência said: O Brasil saiu na capa da revista francesa Monocle, como um exemplo de diplomacia http://bit.ly/9eMpjz […]

Responder

Politica externa do governo Lula é um pontos altos do governo « Centelha

29 de abril de 2010 às 11h18

[…] Monocle: Questões interessantes sobre a diplomacia brasileira […]

Responder

Leo P.

28 de abril de 2010 às 01h47

A matéria completa está disponível em algum lugar?

Responder

jbmartins

27 de abril de 2010 às 19h10

Para apimentar mais o debate olhem o link e notem a semelhnaça de 1967, atraves do JB. http://news.google.com/newspapers?id=7RYSAAAAIBAJ

Responder

Glecio_Tavares

27 de abril de 2010 às 00h15

http://www.tijolaco.com/?p=13066

Eleições em Cuba. Vamos acabar de vez com a desinformação?

Responder

Milton Hayek

26 de abril de 2010 às 22h44

Veja só,Hans Bintje!!!Agora os comunistas canadenses do Global Research criticam nossos homens bons porque eles desejam o equilíbrio fiscal do Estado inchado mandando embora os professores.Devem ter aprendido com os comunas lusitanos,hábeis em convencer ingênuos com sua literatura,seu vinho,seu azeite e o rodopiante vira aqui retratado pelos Mamonas Assassinas:
Mamonas Assassinas – – Vira Vira ao Vivo
http://www.youtube.com/watch?v=LHYaREviUmw

Suspeito que os Mamonas Assassinas fizeram parte de outro plano ardiloso dos portugas para corromper nossa juventude(não com filosofia mas com padaria!!!) e "padarizar" o Brasil.
E os professores dos EUA????Coitados….

EM VIAS DE SUBDESENVOLVIMENTO
Os Estados Unidos são um país em vias de subdesenvolvimento. Centenas de milhares de professores nos EUA estão ameaçados de despedimento. Já foram enviadas cartas de demissão a 22 mil na Califórnia, 17 mil no Illinois e 15 mil em Nova York. Estão ameaçados os empregos de 8 mil funcionários escolares no Michigan, 6 mil em Nova Jersey e 5 mil no Oklahoma. O secretário de Estado da Educação, Arne Duncan, declarou esta semana que 100 a 300 mil lugares na educação pública dos EUA estão em perigo. Estes despedimentos em massa fazem-se com a aprovação da administração Obama, o que prometia "mudanças".
A tropa, em contrapartida, continua sendo recrutada…
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va

Responder

Carlos

26 de abril de 2010 às 19h15

Lembro-me de elogios do Pasquim a Azeredo da Silveira… Merecidos?

Responder

ANTONIO ATEU

26 de abril de 2010 às 18h09

Crescimento e crises
por Jacques Gouveneur [*]

1. O CRESCIMENTO ANTES DA SEGUNDA GUERRA
2. O CRESCIMENTO DE 1945 A 1974
3. A CRISE ESTRUTURAL DESDE 1975

'Compreender a economia'. O crescimento não pode ocorrer de modo equilibrado: ele repousa, com efeito, nas iniciativas de milhares de produtores que tomam decisões independentes e portanto não necessariamente compatíveis. Este capítulo aborda o problema dos desequilíbrios inerentes ao crescimento e, mais precisamente, o problema das crises. Para fazer isso, será adoptada uma dupla distinção.
http://resistir.info/crise/gouverneur_cap_9.html

Responder

Gustavo

26 de abril de 2010 às 18h06

Sociedade é convidada a construir lei para internethttp://bit.ly/c0mQm8 Daria um ótimo artigo!! Espalha?

Responder

ANTONIO ATEU

26 de abril de 2010 às 17h58

As riquezas do Irão em gás natural:
EUA miram a principal energia do mundo futuro
por Finian Cunningham [*]

Gasoduto Irão-Índia-China. O arranque programado para este mês dos furos da China National Petroleum Company (CNPC) do campo de gás de South Pars, no Irão, poderia ser tanto um arauto como uma explicação de desenvolvimentos geopolíticos muito mais vastos.

Antes de mais nada, o projecto de US$5 mil milhões – assinado no ano passado após anos de arrastamento da parte dos gigantes da energia ocidental Total e Shell sob a sombra das sanções dos EUA – revela o principal sistema arterial da futura oferta e procura mundial de energia.
http://resistir.info/irao/irao_gas.html

Responder

Leider_Lincoln

26 de abril de 2010 às 16h52

Por falar em assuntos internacionais, recomendo a leitura da entrevista em que Yoani Sánchez, queridinha da Veja, do El País, do Dvorak e dos "dissidentes" cubanos, tomou uma surra do entrevistador e foi desmascarada de forma impiedosa. http://www.estadoanarquista.org/blog/

Responder

    Gerson Carneiro

    27 de abril de 2010 às 10h53

    Pessoal, não me critiquem sem antes ler a referida entrevista. Tendo lido, certamente chegarão à mesma conclusão que eu: essa mulherzinha Yoani Sánchez está merecendo levar uma surra de verdade (perigo é gostar); ou deve ser internada urgentemente em um reformatório psiquiátrico.

    Dentre todas as pérolas da entrevista destaco essa: "Gosto de organizar minha vida à minha maneira".

    Isso respondendo sobre o porquê de ter voltado para Cuba, após ter permanecido por dois anos na Suiça, para onde havia decidido emigrar.

    Preciso explicar?

Milton Hayek

26 de abril de 2010 às 16h33

Toda vez que publico algo contra o comunismo lusitano o Azenha manda seus camaradas holandeses(como esse Hans Bintje) criticar o Deus Holandês(Maurício de Nassau)que gloriosamente governou as terras do Brasil Holandês(infelizmente localizadas nessa torpe terra de entre o Pará e o Espírito Santol).
Mesmo assim eu continuo combatendo o luso-comunismo e suas estratégias para cooptar líderes da ingênua esquerda festiva brasileira para seus planos de "padarização " do Brasil.Vejam como elas agem,corrompendo a ingênua Dilma Rousseff:

"A festa da Conceição foi tão boa, com suas músicas portuguesas, que até me animei a dançar.Uma noite muito animada,a cara da aniversariante" http://www.dilmanaweb.com.br/

Responder

    Hans Bintje

    26 de abril de 2010 às 19h45

    Eis uma boa idéia do Milton Hayek: a "padarização" do país.

    Sejamos por, pelo menos um dia na vida, todos portugueses. Deixo de lado os delírios sebastianistas e a violência de Salazar e penso no primeiro súdito da coroa portuguesa que desembarcou na Índia e resolveu trazer sementes de jaca para plantar no Brasil.

    A jaca rompe qualquer idéia européia do conceito de fruto. Alguém poderia imaginar Eva oferecendo um pedaço de jaca para Adão, ao invés de uma maçã sem graça?

    Ou ainda, imagens de jacas nos vitrais das igrejas como lembranças aos fiéis a respeito do pecado original?

    Sem chance. A maçã empresta um certo sentido de ordem na expulsão do Paraíso. Na liturgia, a saída se deu ao provar algo conhecido (a maçã) e jamais pela tentativa do exótico (a jaca). O proibido era familiar – para os europeus, pelo menos.

    E a jaca é uma parente próxima da fruta-pão. Inacreditável: assar uma fruta, fatiá-la e servi-la acompanhada de manteiga?

    Sim, isso existe. Qual seria o efeito bíblico da repartição do pão, digo, da fruta-pão entre os discípulos?

    A parábola do joio e do trigo, por exemplo, perderia todo o sentido. Não haveria necessidade de cultivar trigo e, já que ninguém faria isso, o joio deixaria de ser um problema.

    Num terreno baldio, é bem possível que essas duas plantas (o joio e o trigo) convivessem pacificamente, longe de qualquer julgamento litúrgico.

    Sem chance. Essas duas plantas serão adversárias irreconciliáveis na atenção humana até o final dos tempos. Joguem fora a fruta-pão!

    Esses portugueses – eu incluído – estamos aqui para questionar a ordem estabelecida das coisas, mesmo que a gente sequer se preocupe com isso. Afinal, existe um mundo além da nossa casa, da nossa aldeia, de nossa imaginação limitada.

    Por isso, vamos embarcar naqueles barquinhos de madeira – as caravelas – e sair por aí e viver e contar histórias a respeito do "vi o mundo".

Irani

26 de abril de 2010 às 15h37

É nesse aspecto que creio que podemos falar para o Irã, para Israel, para os EUA, para a Europa, que podemos viver não apenas nós, mas nas relações do dia-dia, do cotidiano, enquanto nação, com unidade na diversidade. Sinceramente, gostaria imensamente que Lula se tornasse Secretário-Geral da ONU, temos todas as mazelas possíveis, mas encontramos como ninguém unidade na diversidade.

Responder

Irani

26 de abril de 2010 às 15h37

Se levarmos em consideração os aspectos antropológicos de que há apenas três "raças" desculpem-me o termo, sei que não é mais adequado dizermos dessa maneira. O fato é que temos judeus, árabes, negros, asiáticos etc, que vivem e misturam entre si sem permeios, ainda que exista um longo caminho para o negro, mas o importante é que ele está em transformação e tem encontrado apoio significativo no governo Lula.

Responder

Irani

26 de abril de 2010 às 15h37

Por sermos um país multrracial, creio podemos colaborar com o mundo,sim. Mesmo existindo diferenças sociais dentro dessa multirracialidade, mas que com o governo Lula houve a possibilidade de ascensão de muitos brasileiros e acredito que a serem contiuadas suas políticas e atendendo cada vez mais a realidade do País, com transformações imediatas e visíveis, podemos, mostrar que a nossa miscigenação não nos levou à guerra civil, ainda que tenhamos sofrido golpes de Estado para manter um status quo no poder, mas a capacidade de transformação e criatividade dessa nação multirracial é intensa.

Responder

Milton Hayek

26 de abril de 2010 às 14h57

Esta diplomacia também é muito bem entendida pelos gringos: http://pbrasil.wordpress.com/2010/04/26/ctex-proj

CTEx : Projetos de desenvolvimento de novos mísseis

Estive no departamento de química com esses caras.Parabéns Schetinni!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Delmiro Gouveia

26 de abril de 2010 às 14h32

Estranho ( mas muito esclarecedor ), é não vermos Dillma, Serra e nem Marina fazerem nenhuma crítica ao bancos que, entra ano, sai ano, entra governo, sai governo, continuam cobrando 15% de juros (ao MÊS!!) no cartão de crédito, 10% de juros (ao MÊS!!!) no cheque especial, aumentam os valores das tarifas bancárias várias vezes acima da inflação (além de criarem novas tarifas todo ano…), sujeitam seus clientes a horas na filas, etc. Porque será esse silêncio todo sobre um tema que afeta a vida e o bolso de milhões de brasileiros???Será porque TÁDOMINADO…TÁTUDODOMINADO, desde 1822 ???

Responder

    José

    26 de abril de 2010 às 17h30

    Obedecidos os marcos cosntitucionais e legais, o que você faria?

Hans Bintje

26 de abril de 2010 às 14h23

Os chineses aprenderam estratégias imperialistas com a Roma antiga.

Comparem este trecho do texto do Azenha com o diálogo corrosivo dos ingleses do grupo Monty Python:

Azenha (2010):

"Diante das acusações de que praticam neocolonialismo em território africano (de onde a China importa hoje mais de 15% de todo o petróleo que consome), os chineses respondem com grandes obras públicas de impacto social e uma leva de mercadorias baratas que permitem a milhões de africanos, muitos dos quais dependentes da agricultura, entrarem no mercado de consumo."

Monty Python, filme "A vida de Brian" (1979):

"Reg: Tudo bem, mas além do saneamento, da medicina, da educação, do vinho, da ordem pública, da irrigação, das estradas, do sistema de água potável e de saúde pública, o que os romanos fizeram por nós?

Participante: Trouxeram a paz?

Reg: Oh, a paz – cale-se!"

Isso NÃO é um elogio aos romanos. É a descrição de uma estratégia imperialista bem sucedida, que reduz os conflitos enquanto permite extrair grandes lucros dos povos dominados durante muito tempo. No caso da Roma antiga, durante séculos.

Os holandeses tentaram implantar a mesma estratégia no Brasil, mas os resultados foram desastrosos:

"A política [do conde holandês Maurício] de Nassau para combater a fome criou diversos atritos do governo com os senhores [de engenho], já que se exigiu a plantação de mandioca para consumo local, e os senhores, que não aceitavam a imposição muitas vezes passavam por vexames em suas próprias terras obrigados pelas forças holandesas a iniciar o novo cultivo. Estes fatos foram decisivos para a decisão dos senhores de iniciarem uma rebelião em 1645, criada e sustentada pela elite agrária de origem portuguesa.

A revolta chefiada pelos senhores conseguiu apoio dos governos inglês e francês, além dos portugueses baianos e, secretamente, do governo português pós-restauração de 1640. Confiando nos acordos com os portugueses, os holandeses diminuíram o potencial defensivo do Brasil.

O Nordeste brasileiro durante o período nunca foi auto-suficiente em alimentos, apesar das tentativas governamentais de incentivo à plantação de mandioca e de utilização de Alagoas como centro produtor de gêneros alimentícios de primeira necessidade e de gado."

Fonte: "A criação do mito do Brasil holandês" –http://www.klepsidra.net/klepsidra3/holandeses.ht

Responder

uberVU - social comments

26 de abril de 2010 às 10h55

Social comments and analytics for this post…

This post was mentioned on Twitter by JoseildoLimaRI: Pol. ext. do Brasil em Lula: https://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/monocle-questoes-interresantes-sobre-a-diplomacia-brasileira.html

Responder

valmont

26 de abril de 2010 às 13h52

A diferença do PiG de hoje para o da época da ditadura é que atualmente, graças à Internet, podemos ter a visão de observadores internacionais sobre a nossa realidade.
Só quando pude ver, no YouTube, o vídeo Muito Além do Cidadão Kane, descobri que a Gloebbels noticiou a histórica manifestação pelas eleições diretas como sendo a festa de aniversário de São Paulo.
Direito à informação implica a faculdade de um povo reconhecer a sua própria história. Quando a mentira campeia nos meios informativos perde-se a história de um povo. Este é, talvez, um dos maiores prejuízos que o PiG tem causado ao povo brasileiro, a exemplo do episódio "ditabranda/FSP": a falsificação da história.
Até quando vamos ter que aceitar a manipulação, a mentira e o autoritarismo desses canalhas?

Responder

Milton Hayek

26 de abril de 2010 às 13h42

Agora o Ubaldo,o áulico,vai dizer que a FGV está cooPTada pelo PT….
http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/

Contas públicas | 06:08
“Não há gastança desenfreada e descontrolada do Estado”, diz a FGV

A parte mais polêmica da Carta do Ibre, sem dúvida, é a que trata do mito do gasto público para custeio.

A partir de uma análise minuciosa das despesas de custeio do governo de 1999 a 2009, o texto chega a pelo menos duas importantes conclusões.

A primeira de que “o grande salto da despesa pública federal entre 1999 e 2009 não se deveu a uma gastança desenfreada e descontrolada em benefício de pequenos grupos orbitando em torno do Poder Executivo”.

Segundo o documento, “ainda existem grandes e aparentemente injustificáveis distorções que merecem reavaliação, como o sistema de pensões absurdamente generoso. De maneira geral, no entanto, o aumento do Estado naquele período correspondeu à implantação de um projeto de sociedade com maiores e relativamente melhores serviços públicos essenciais, e com maciças transferências sociais e previdenciárias para grupos específicos, porém bastante amplos, como idosos, pobres, funcionários públicos e suas respectivas famílias”.

A outra conclusão é de que o volume dos gastos de custeio indica que, independentemente do tamanho ser adequado ou não (o que só um estudo muito mais detalhado poderia dizer), ele não é suficientemente inchado para que daí saia o grande ajuste fiscal brasileiro.
Autor: Guilherme Barros

Responder

Milton Hayek

26 de abril de 2010 às 12h44

Enquanto isso o Milton Hayek(araponga da Agência de Inteligência do Professor Hariovaldo) mostra como os comunas lusitanos tentam subjugar o Brasil há séculos.Vejam,meus amigos,como os portugas tentam manchar a imagem do Príncipe Maurício de Nassau(O governador do Brasil Holandês.Quem dera fôssemos colonizados por eles!!!),com uma obra de propaganda comunista enaltecendo essa terrinha morena chamada Brasil.
Infelizmente os holandeses foram embora.Expulsos por uma aliança entre mulatinhos,negros,índios,brancos que deviam horrores aos banqueiros holandeses e por esses portugas que vivem dançando o vira.Vejam,vejam:
NOVA LUSITÂNIA: HISTÓRIA DA GUERRA BRASÍLICA http://www.brasiliana.usp.br/nova_lusitania
"…A História da Guerra Brasílica é uma das melhores fontes portuguesas para os acontecimentos ocorridos durante o período holandês no Brasil do século XVII. Seu autor, Francisco de Brito Freire, nasceu no Alentejo, por volta de 1625, filho de família abastada, proprietária de terras e engenhos na Bahia. Seguiu a carreira militar em Portugal e, em 1653, foi nomeado almirante da frota da Companhia de Comércio do Brasil, responsável pelo golpe final na resistência holandesa em Pernambuco. De 1661 a 1664 foi governador da capitania de Pernambuco, que ainda sofria os efeitos da guerra e expulsão dos holandeses. De volta a Portugal, em 1665, governou a cidade de Beja, e em 1669, devido a desavenças políticas, foi preso na Torre de Belém e depois na de São Julião."

AAAAAAAAARRRRRRRRGGGGGGGGGGGGGHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

    Ramon

    26 de abril de 2010 às 13h55

    Será que esta tentativa de demonizar os portugueses neste momento se deve ao fato de um grande grupo de comunicações estar abrindo concorrência ao "O Globo" no Rio por meio da compra de um grande jornal local? Será? Os sabujos da famíglia Marinho sempre rosnam ao menor sinal de concorrência ao Monopólio da Globo, é lamentável, mas não deixa de ser ridículo.

Mc_SimplesAssim

26 de abril de 2010 às 12h42

É obrigação de um corpo diplomático comportar-se SEMPRE de modo altivo diante das outras nações do mundo.

E não apenas quando algum mandatário está postulando uma boquinha na ONU.

Responder

    Milton Hayek

    26 de abril de 2010 às 13h28

    Putz,Moacir!!!Desde San Tiago Dantas(em 1961) estamos atrás dessa "boquinha",né????O PDT sempre com raiva do PT.Não há motivo.Principalmente porque sabemos quem construi a Linha Vermelha,né???

    Mc_SimplesAssim

    26 de abril de 2010 às 15h56

    Prezado Milton Hayek,

    Não tente deturpar minhas inocentes palavras.

    Estou apenas me referindo ao fato de que agir com ALTIVEZ diante dos imperialistas, especialmente, não é virtude, mas obrigação.

    Além do mais, o PT está anos luz atrás do velho PTB, este sim um partido comprometido com a emancipação do povo brasileiro numa época em que a democracia prosperava.

    Abraços

    José

    26 de abril de 2010 às 17h46

    "Inocentes palavras"
    Inocentííííííísimas palavras….

    O "velho PTB" da Ivete Vargas "comprometido com a emancipação do povo brasileiro"?
    Qual o comportamento dos congressuintes do PTB nas votações da CF/1988?

    "… numa época em que a democracia prosperava."
    ?

    Mc_SimplesAssim

    26 de abril de 2010 às 18h01

    Quem falou em Ivete Vargas, colega?

    Carlos

    26 de abril de 2010 às 18h58

    No "PTB velho de guerra" cabe tudo.

    Mc_SimplesAssim

    26 de abril de 2010 às 19h30

    Alguns "trolls" deveriam ao menos estudar um pouco antes de dar opiniões sem fundamento.

    Carlos

    27 de abril de 2010 às 18h57

    Na Câmara dos Deputados, a votação final do projeto de lei que criou a Petrobrás – que viria ser a Lei 2004 – ocorreu em 15 de setembro de 1953.
    Qual o comportamento da bancada do PTB?

    Leider_Lincoln

    26 de abril de 2010 às 18h52

    Acho que nosso colega se referia aos período de 45 a 64…

    Milton Hayek

    26 de abril de 2010 às 22h48

    Tens razão,mas como foi construída a Linha Vermelha?????????????????Você sabe quem foi o engenheiro.Eu sei.Sei como foi construída e sei quem se beneficiou.Não tente atacar o PT com o velho moralismo udenista que o PTB tanto desprezava.

Wagner

26 de abril de 2010 às 12h29

Não consigo achar o paper no Google Docs

Responder

Elvys

26 de abril de 2010 às 12h25

Azenha, aproveitando que você está falando sobre a África: você já ouviu falar de um livro chamado "Histórias Secretas do Império Americano"? O autor é o mesmo de "Confissões de um assassino econômico", John Perkins se não me engano. Pois é, em certa passagem ele relata que os EUA vão se voltar para África em algum momento no futuro. Motivo? Petróleo. Basta recordamos que não são divulgadas quais riquezas minerais existem no continente africano. O público em geral lembra-se apenas de ouro e diamantes, que foi inclusive o tema de filme recentemente.
Um grande abraço.

Responder

    Bonifa

    26 de abril de 2010 às 13h57

    De ouro, diamantes e do urânio do Níger, onde recentemente houve um golpe de estado muito semelhante ao golpe de Honduras.

    francisco.latorre

    27 de abril de 2010 às 05h01

    obama foi colocado lá pra isso.

    ô se foi.

    ..

Elvys

26 de abril de 2010 às 12h24

Azenha, tudo bem? Olha, sou um admirador de Lula, mas quanto ao Itamaraty, faz muito tempo que sua competência é reconhecida. Em meus tempos de faculdade – cursei Geografia na USP -, um professor comentava em sala de aula conosco sobre isso e nos orientava à refletir sobre seguir a carreira diplomática e o reconhecimento internacional do Itamaraty. Para reforçar meu comentário, passo como sugestão de leitura o livro "Fronteiras – viagem(ou viagens) ao Brasil desconhecido" do Fernando Portela e Claudio Bojunga, que li quando cursava minha faculdade. Na verdade, é uma série de reportagens feitas para o "Jornal da Tarde" no final da década de 1970 e começo de 1980, onde a dupla percorreu não só as fronteiras do Brasil como entrevistou algumas autoridades de nossos vizinhos. Recordo que um general disse o seguinte"O Brasil tem algo que não importa qual governo assuma, mas mantêm sua excelência: é o Itamaraty". O livro também serve para entender a genese de alguns acordos firmados nos últimos anos entre Brasil e países vizinhos da América do Sul.

Responder

    Ramon

    26 de abril de 2010 às 14h02

    Elvis, me permita discordar, mas esta é uma meia-verdade. É verdade que o Itamaraty sempre foi muito competente em sua atuação, contudo, é inegável que ele já foi extremamente subserviente aos interesses e ditames estadunidenses. Hoje a atuação do Itamaraty é muito mais autônoma e qualificada. Claro que este ganho de qualidade só é comentado no exterior, já que a politicagem dos meios de imprensa não permitem elogiar o inimigo declarado, mesmo que os interesses nacionais sejam prejudicados.

    Luiz Carlos Azenha

    26 de abril de 2010 às 14h10

    Elvys, eu me referi à "finesse histórica" do Itamaraty, nao ao Itamaraty no governo Lula. abs

Marcos José

26 de abril de 2010 às 11h47

Um sábio certa vez disse, um prato de sopa quente a gente sem come pelas beradas, pois é onde ela esta mais fria.

Responder

sergio

26 de abril de 2010 às 11h37

o itamaraty é nota dez, enquanto que a diplomacia tucana era vira-latas(lula)

Responder

Arnold Bezerra

26 de abril de 2010 às 10h25

Há muitos desinformados que acham que deveríamos tratar nos vizinhos como Bolívia e Paraguai e outros, como súditos!O Itamarati está certo em usar o bom senso. Quantos problemas já tivemos com o Mercosul? Mas, graças ao Itamarati superamo-os. Sabem qual é a política Americana? Quando eles são contrariados nos seus interesses em vez de diplomatas, mandam a Sétima Frota! Vejam a difereça!

Responder

carlos hely

26 de abril de 2010 às 08h44

O Brasil se destaca na America do Sul e realmente cria um certo ciúme e o medo do nosso governo ser gual aos estadunidenses. Temos que procurar ajudar e não querer colonizar . Serra já soltou uma, diz que o mercosul só atrapalha! Imagine como seria sua diplomacia mundial.

Responder

Maria Dirce

26 de abril de 2010 às 07h23

Com um diplomata como Celso Amorin,e com certeza vai continuar com Dilma, yanques…….vcs não sabem de nadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa rsrsrsrrsrsr

Responder

Cecilia

26 de abril de 2010 às 06h22

Eu estou esperando com alguma ansiedade o momento da propaganda eleitoral, como um momento de divulgar essas informações às quais a gente só tem acesso buscando, nos blogs e nos recantos escondidos dos portais. Tomara que o marketing eleitoral não seja presunçoso a ponto de dispensar essas pautas que jornalistas de qualidade como você, Azenha, estão oferecendo, entre tantos blogueiros e tal. O povo não é mais aquela massa de manobra… Boa sorte pra nós!

Responder

Antonio Lyra Filho

26 de abril de 2010 às 05h31

A tentativa de desconstrui a diplomacia brasileira é exatamente por ela está dando certa.

Sem se falar que faz parte do governo Lula.

Responder

    Leider_Lincoln

    26 de abril de 2010 às 16h00

    Falou tudo, meu caro. Tem gente que gosta é de tirar os sapatos…

    Marat

    27 de abril de 2010 às 01h20

    Quem tira os sapatos, também abaixa as calças – rsrsrs

    francisco.latorre

    27 de abril de 2010 às 05h04

    e isso é só o começo da festinha.

    quem dá mole.. leva.

    ..


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.