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Microcrédito, banda larga e educação: metas para aprofundar a democracia


02/11/2010 - 21h27

por Luiz Carlos Azenha

Fiquei satisfeito com a confirmação de que a futura presidente Dilma Roussef vai criar o ministério das micro e pequenas empresas. Nas minhas andanças por aí, como repórter, noto ao mesmo tempo a desinformação sobre programas já existentes e a falta de acesso de muitos pequenos empreendedores ao capital necessário para tocar seus próprios negócios. Falo de gente que ascendeu socialmente graças aos programas sociais do governo Lula e aos aumentos do salário mínimo, mas que precisa de um pequeno empurrão (na forma de empréstimos com juros baixos) para montar empreendimentos, colaborar com a criação de empregos e a competição em uma sociedade capitalista que privilegia poucos com o dinheiro barato do BNDES.

No Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, alguns participantes se disseram interessados em transformar a militância digital — quase sempre atividade paralela ao emprego ou atividade profissional remunerada — em atividade autosustentável. Porém, reclamaram da impossibilidade de ter acesso aos meios básicos para tocar suas atividades: um bom computador, uma boa câmera de vídeo, acessórios, dinheiro para pagar cursos, participação em eventos e conferências, viagens e outros gastos.

O que me leva à outra meta, também democratizante, que parece estar entre as prioridades do futuro governo: a universalização da banda larga. Como muitos de nós dissemos no Encontro de Blogueiros, queremos mais mídia, mais informação, mais vozes — nunca menos. Em breve anunciaremos detalhes de nossa proposta para formar uma cooperativa de blogueiros para vender “page views” em conjunto no mercado publicitário.

O microcrédito e a banda larga universalizada estão longe de ser reivindicações que atendem a um pequeno grupo de militantes digitais. Servem a toda a sociedade brasileira, na medida em que estimulam a competição e reduzem os custos não só da produção de conteúdo informativo e de entretenimento, mas de qualquer pequeno e médio empresário interessado em montar um negócio. Quanto maior for a interconexão entre os brasileiros, maior será o fluxo de informação e conhecimento entre os cidadãos. Maior será a eficácia do governo eletrônico, em todas as esferas. Maior será a transparência. Maior será a possibilidade de usar a rede para reduzir as viagens e os gastos em transporte, incentivar o trabalho e o ensino à distância.

Em um dos programas da série Nova África, em Cabo Verde (ver o clipe abaixo), retratamos como a interligação entre todos os hospitais do arquipélago com os profissionais de sáude e os usuários ajudou a controlar a primeira epidemia de dengue. Os dados sobre os novos casos eram tabulados e colocados na rede em tempo real. A partir das informações, os esforços para combater o vetor da doença eram concentrados nos locais do país onde surgiam os novos casos. Houve redução do número de casos e da mortalidade. Foi um projeto piloto implantado por uma brasileira ligada a um organismo internacional. Uso este pequeno exemplo apenas para deixar claro que a universalização da banda larga tem o poder de multiplicar o potencial de cada cidadão conectado. Aliás, não é isso o que temos visto na blogosfera brasileira, quando ela se entrega a elucidar fatos, desfazer mentiras, disseminar informação e opinião banida da grande mídia comercial?

Aqui abro parênteses para sugerir a setores da esquerda brasileira que abandonem a ideia ultrapassada do “controle social da mídia”. É uma ideia do século 20 que persiste no século 21. As novas tecnologias da informação e as redes sociais sugerem justamente o contrário: é preciso defender a atomização da produção de conteúdo e o trabalho colaborativo na produção de informação e opinião.

Sim, precisamos de regulamentação das concessões de rádio e TV, como a que existe nos Estados Unidos, no Canadá, na França, na Itália, no Reino Unido, na Alemanha. Precisamos de regulamentação para o direito de resposta. Precisamos de regulamentação para a propriedade cruzada. Precisamos reforçar o campo público da comunicação (rádios e TVs educativas) e incentivar as rádios e TVs comunitárias. Precisamos de incentivo à produção de conteúdo local e regional. Precisamos incentivar a pulverização das verbas publicitárias oficiais em todos os campos — municipal, estadual e federal.

“Controle social da mídia” sugere, no entanto, ainda que este não seja o objetivo, controle sobre o conteúdo que tem o potencial de ter efeito prático inverso ao que pretendemos: mais vozes, mais opiniões, mais mídia. A banda larga, as novas tecnologias de informação e as redes sociais permitem, pela crítica e o questionamento, uma forma muito mais moderna e democrática de se opor ao “pensamento único”.

Finalmente, chegamos à questão da educação. Durante a campanha, a então candidata Dilma não detalhou sua proposta. Parece haver um amplo consenso na sociedade brasileira de que o país não se modernizará sem amplo investimento na educação pública de qualidade, da pré-escola à pós-graduação. Estou certo de que ficou claro para o eleitorado a relação entre a renda do pré-sal e a possibilidade de fazer os investimentos de que a educação brasileira tanto carece.

Olhando os mapas eleitorais da eleição de domingo, me parece claro que embora Dilma Rousseff deva grande parte de sua vitória à diferença conquistada no Nordeste, ela também venceu (por pequena margem) na região mais desenvolvida do país, o Sudeste. Mas também ficou claro que a coalizão governista perdeu em importantes centros, devido a uma parcial desconexão com a classe média urbana brasileira.

Atribuo isso a três fatores: 1) à insistência de alguns setores do PT e da esquerda de considerarem a questão da corrupção um “mal menor” ou “moralismo burguês”; o fato concreto, porém, é que as pessoas que pagam a mais elevada carga tributária querem e tem direito à transparência nos negócios do governo, ao gasto público de qualidade e à honestidade no trato do dinheiro público; 2) à falta de vocalização articulada sobre as vantagens que há, para todos os brasileiros, de promover a inclusão social como forma de promover o mercado interno — que tirou o Brasil da crise –, reduzir a violência e promover o bem-estar geral; 3) à falta de um projeto que, para além de combater a miséria, acene para os jovens brasileiros com as perspectivas abertas pelo pré-sal na produção de empregos de alta qualificação e de Ciência e tecnologia nacionais associadas à engenharia, à agricultura, à informatica e à biotecnologia. Perguntem ao neurocientista Miguel Nicolelis, da Duke University (clique aqui para ler entrevista), ou ao agora deputado federal Newton Lima, ex-reitor da Universidade Federal de São Carlos, que tive o prazer de ajudar a eleger (com meu voto).

Citei acima não apenas três prioridades importantes, mas quase consensuais na sociedade brasileira. Tendo em vista que a futura presidente Dilma Rousseff será líder de um governo de coalizão, é razoavelmente óbvio que fica mais fácil tocar adiante projetos quase consensuais, assim como é aconselhável, sempre — dada a História do Brasil — ocupar o centro político. Para tantas outras questões, não menos importantes, mas com o potencial de criar dissensão, não custa lembrar que o caminho mais conveniente é travar a disputa política no Congresso.





78 comentários

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Raphael Tsavkko

14 de novembro de 2010 às 16h21

OS desafios de Dilma são inúmeros, vão desde o de aprofundar e ampliar o PNBL, passando pela democratização completa das comunicações até a aplicação dos princípios descritos no PNDH-3, abandonado por Lula.

O principal é coragem. Ter a capacidade de mobilizar a base política e, obviamente, a social, mas acima de tudo ter VONTADE, coisa que Lula, infelizmente, não teve.

A indicação da Casa Civil, BC e Comunicações são vitais para saber qual será o caráter do próximo governo, se devemos ter esperanças ou se apenas fomos enganados, trazidos à militância para depois sermos traídos.
http://tsavkko.blogspot.com/search/label/Desafios

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Giovanni

04 de novembro de 2010 às 18h42

Azenha, tanta coisa precisa ser feita…mas diante do golpismo diário, considero a banda larga o mais prioritário. Outro dia vi que, a Finlandia, acho, colocou na cesta básica internet banda larga de 1mega. Todo cidadão do país deverá ter. Taí algo que a Dilma poderia copiar. Esta semana um maranhense, sem nenhuma formação, (era uma espécie de "cabo man" do tecnicos de telefonnia da Oi), apresentou uma criação dele, o orelhão sem fio. De tanto ver instalar telefone e ouvir sobre celular etc. O aparelho tem em cima um painel de captação de energia solar. É uma mistura de telefonia fixa e celular. Pode ser instalado onde não há cabos para linha elefonica. Talvez seja uma saída, com adaptações, de levar banda larga a todo lugar, por mais ermo. Não entendo do assunto mas acho que as posibilidades para essa descoberta são grandiosas, com as devidas adaptações talvez até possa substituir o 3g que é um lixo no pais todo e no mundo. O 3G é uma lan house virtual. Se todos se conectam ninguem consegue navegar. Sem falar que a ANATEL autoriza-os a fornecerem so 10% da capacidade contratada. É como se eu fosse ao comercio da esquina comprar um 1 kg de feijão e lei desse ao vendedor o direito de so me entregar 100g. ABSURDO! Detalhe. A OI quis comprar a idéia dele. Ele não quis vender. A OI o demitiu. Essa famiglia Jereissati…

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Josnei

04 de novembro de 2010 às 11h48

O artigo deveria ser lido por Dilma, pois ajudaria ela a tomar uma série de decisões importantes nos próximos anos.

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Bruno Bezerra

04 de novembro de 2010 às 00h43

Azena,

Será que o que a Micro e Pequena Empresa precisa é de um ministério?

Veja o artigo publicado em maio de 2010 falando da criação do Ministério da Pequena Empresa:
http://www.agenciasebrae.com.br/noticia.kmf?canal

Abraço e parabéns pelo blog,

Bruno Bezerra
twitter: @brunobezerra

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Yumi

03 de novembro de 2010 às 21h46

Prezado Azenha,
Acompanho com regularidade seu blog, que admiro muito. Desta vez, vou discordar em dois pontos.
O primeiro é a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa. Não há dúvida que aí está um campo importantíssimo para a política pública, pois são bem conhecidas tanto a relevância que as micro e pequenas têm na economia brasileira em termos de produção e emprego, quanto a dificuldade de que se sustentem pelas próprias pernas, e cresçam.
Não estou tão certa, entretanto, de que um novo Ministério seja a melhor estratégia para alavancar as políticas que existem e até criar novas. Minha dúvida se deve aos custos, pelo menos, em termos de tempo, até que o novo ministério se estruture e aprenda a funcionar, e custos em termos de esforços para que se inicie algum tipo de integração com as diferentes áreas do governo com ingerência sobre a esta questão (fazenda e trabalho, pra ficar no mínimo). Acredito que a preocupação maior deveria ser a de integrar esforços, e sabemos da dificuldade que é fazer isso entre diferentes ministérios (às vezes até dentro de um mesmo ministério).
Tendo a acreditar que, por exemplo, a criação de equipes, eventualmente até lotadas em distintos ministérios, integradas entre si, poderia, mais rapidamente, turbinar as políticas e mecanismos de incentivo existentes para as micro e pequenas empresas. Não sei este seria o formato ideal, mas o importante é evitar a fragmentação.
Em um raciocínio análogo, acho importante a agregação de esforços no sentido de fortalecer mídias alternativas. Neste caso, a pluralização e a multiplicação de blogs e sites que se dediquem à informação e ao debate (evidentemente benéficas para a reflexão e para a democracia, para difusão de informações, para mobilização social), deveriam ser combinadas com a criação de mídias grandes, concorrentes com os veículos das oligarquias tradicionais que expressam o “pensamento único”. Isso seria também um esforço importante no sentido de pluralizar qualitativamente os discursos na grande mídia e, até, contribuir para aumentar a visibilidade dos blogs alternativos ou de qualquer iniciativa relevante na internet.
Sou, portanto, totalmente a favor do “trabalho colaborativo na produção de informação e opinião”, como você coloca, mas acho que a atomização não é necessariamente uma boa estratégia. Ou, pelo menos, não como única estratégia. Na prática, como um cidadão comum pode acompanhar centenas de blogs interessantes? E, sobretudo, como este milhão de iniciativas pode se articular como força política, nos momentos em que isso for imprescindível?
Acho também que “controle social da mídia” não significa menos vozes, mas deveria significar que as vozes (todas, de todos os campos políticos, e de todas as mídias) obedeçam a alguns princípios de conduta e ética, em pontos muito básicos. Precisamos, por exemplo, de algum tipo de regulamentação da propaganda comercial em horários televisivos infantis. Assim como precisamos mecanismos para garantir que, nos jornais e revistas, uma suspeita seja tratada como suspeita, e não como veredito final (está acusando, mostre alguma prova; está denunciando, mostre que há indícios que sustentem a denúncia ou, caso contrário, deixe explícito que se trata de suspeita). Mentir deslavadamente, não pode. Publicar que alguém disse algo que esse alguém nunca disse, não pode. Não é possível mais aceitar a imoralidade de uma Veja, por exemplo. Entendo que isso é muito diferente de acabar com os recursos que o jornalismo tem para defender a sua visão e sua “tendência”.
Parabéns por seus textos – sua contribuição tem sido preciosa.
Abraço,
Yumi

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francisco.latorre

03 de novembro de 2010 às 21h42

essa classe média urbana aí é a tal que se comporta como pequena burguesia?..

tem umas nove classmedia. ou doze.

mas três bastam pra explicar.

emergente estagnada afluente

estagnada teme a afluente que vai ultrapassá-la. a ameaça é concreta.

emergente se incomoda com tanto afluente viajando se vestindo comendo. preconceito é alma pro preconceituoso.

emergentes e estagnados vêem seu mundinho ameaçado. reagem instintivamente. vão de preconceito.. na falta de argumentos.

..

o lance da moraleira é que é mesmo estúpida. por impraticável. kaput.

fazer o que? embarcar na hipocrisia?.. n-não.  tem que explicar-esclarecer. moraleira é sim falsa questão.

e fazer mais o que?.. cgu pf mpf tão trabalhando. como nunca.

//2  à falta de vocalização articulada sobre as vantagens que há, para todos os brasileiros, de promover a inclusão social como forma de promover o mercado interno — que tirou o Brasil da crise –, reduzir a violência e promover o bem-estar geral;  //

pô.. quem não viu é porque não quis. todo mundo explicou explicou explicou.

mais que isso.. só martelando. injetando. vacinando contra preconceito.

o ponto 3.. uai. o nicollelis e o newton tão fazendo..

faltou divulgar?..

mas como?.. se as cabecinhas burguesas estavam atoladas no preconceito boçal?..

comunicar o que pra quem não quer escutar?..

..

sim.. faltou prometer algo pras algumas classes médias.

também pra quê?.. nem precisou.

resumée..

quem não viu que foi favorecido pela prosperidade é porque não quis ver.

e quem não quer ver não vê.

cegos pelo preconceito.

..

caiam na real amigos.

cada um come a grama que lhe apetece.

e eleição é psicotécnico da nação.

dá pra quantificar.

inteligência neurose caráter.

quem foi com serra foi porque quis.

mais claro que josé serra impossível.

foram de preconceito sim.

e de cafajestada e de mentira e de sacanagem e de neurose psicose.

votou serra é serra.

durma com isso. viva com isso.

..

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ZePovinho

03 de novembro de 2010 às 19h51

Prestem atenção no funcionamento da aparelhagem do Congresso Nacional feita pela iniciativa privada.PERCEBAM A SAFADEZA DO RELATOR DO PROJETO DE PARTILHA DO PRÉ-SAL, HENRIQUE ALVES(PMDB-RN):

PRÉ-SAL É HORA DE RETOMAR A DISCUSSÃO
Fernando Siqueira

"………..O andamento das discussões transcorria com relativa tranqüilidade. Desconfiamos do fato do lobista cartel internacional, incrustado no IBP, ter feito oito audiências publicas no Congresso: seis no Senado e duas na Câmara. Cada audiência pública continha cinco mesas de debate; cada mesa, dois lobistas de peso. Onde estaria o resultado disto? Não foi preciso procurar muito. Examinando o substitutivo do relator Henrique Alves, vimos

O resultado: ele introduziu uma emenda que eleva os royalties para 15% e os devolve ao consórcio produtor. Ela transformaria o Brasil num imenso paraíso fiscal tornando o nosso contrato de partilha o pior do mundo. Mais grave: a participação da União na produção cai de 60% para 29%. Ou seja, o relator estuprou o projeto do Governo.

Quando o projeto chegou ao Senado, alertamos os senadores Pedro Simon e Renan Calheiros dessa anomalia. O Senador Simon fez um discurso inflamado de revolta no Senado. E, com o senador Renan, a nosso pedido, levou a informação ao presidente Lula. O senador Renan prometeu derrubar essa maldita emenda Henrique Alves".
http://www.aepet.org.br/index.php?yYzNzIzM5AjN40z

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Ayrton

03 de novembro de 2010 às 18h46

Azenha
O Eduardo Guimarães deu um passo organizando o MSM.Alguem precisa pensar em que todo povo espera por um novo Jornal . Uma nova Ultima Hora. Tambem acredito que a informação deve ser pulverizada ao invés de controlada.A maioria vai dizer a verdade.Haverá regionalização de notícias e produções.veja a experiência da cooperativa Unimed, independentes porem federadas. Acho que meti o nariz onde não fui chamado! Paciência.

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Guilherme Milani, SP

03 de novembro de 2010 às 18h35

E a tucanolândia paulista continua a produzir suas pérolas. Vejam esta, que absurdo:

Escritório de advocacia demite estagiária acusada de racismo no Twitter
http://www1.folha.uol.com.br/poder/824993-escrito

É desse tipo de eleitor que vive o tucanato paulista. Lamentável…

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Emilio Matos

03 de novembro de 2010 às 18h05

O que acontece é que a imprensa brasileira conta toda essa história como: a classe média é a que mais paga impostos, e mesmo com esse peso sufocante, pagando o mesmo que os ingleses, tem serviços de muito pior qualidade como retribuição. O discurso é falso do começo ao fim, mas quantas vezes você já o viu repetido? Esse é um dos piores desserviços ao Brasil instilado pela nossa imprensa, na minha opinião. A quem essa versão distorcida serve?

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bene

03 de novembro de 2010 às 17h10

Sr. Azenha:
Achei brilhante sua exposição, concordo em gênero número e grau e dou ênfase aos parágrafos 6º e 7º, essa idéia deve ser transformada em projeto de lei, e levada a discussão em toda a sociedade para posteriormente ser levada ao congresso!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Hans Bintje

03 de novembro de 2010 às 16h46

Azenha:

Entre em contato comigo, você tem meu endereço de e-mail. Eu gostaria de comprar produtos anunciados pelos blogueiros progressistas.

Caramba, onde posso encontrar uma excelente rapadura, uns potes de mel autêntico vindo das florestas tropicais para usar na fabricação de cerveja artesanal?

O Marcio Alemão, da revista Carta Capital, explica ( http://www.cartacapital.com.br/cultura/o-futuro-l… ):

"A certa altura vemos Roninho fatiar uma goiabada cascão. Vem de São Bartolomeu. Uma família faz e eles fornecem o açúcar. Eles escolheram essa família. Você vai concordar comigo ao assistir ao vídeo: que espetáculo de peça essa goiabada. Única. Raro de ser ver daquele jeito. E como diria Silvio Santos, é coisa nossa. Curioso, não? Se é bordeaux ou borgonha, a gente diz de olhos fechados. Se a trufa branca está bonita, com o canto do olho identificamos. Eu me confesso totalmente ignorante em goiabada cascão. Em farinha de milho também. E sempre na Paraopeba, um tiquinho de cena mostra um saco de uma bem flocada… Que espetáculo!

A tal nação gourmet verde-amarela que andam vendendo em cantões bastante sofisticados não vai prosperar enquanto o conceito da Paraobepa não tiver sido mastigado e digerido pelos chefs."

Ele completa ( http://www.cartacapital.com.br/cultura/vote-em-mi… ):

"E chegará um tempo, prometo, que na cesta básica do brasileiro só teremos produtos de alta qualidade. Chega de enlatar ervilhas vagabundas. Chega de produzir óleo que mais se presta a uso mecânico. Feijão, só novinho para dar bom caldo. Arroz, só os que rendem mais e ficam soltinhos. A sardinha passará por uma reavaliação. Uma pesquisa profunda vai dizer se o povo gosta, de fato, daquela coisa que vem em latinhas. Aulas de apuro do paladar serão obrigatórias. Vou criar a merenda gourmet."

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    Conceição Lemes

    03 de novembro de 2010 às 17h10

    Salve, Hans Bintje! E a dear Carolyn?Eu tenho uma dica excelente de mel pra vc. Dos deuses. Abração pra vc, beijão pra tua querida.

    Hans Bintje

    03 de novembro de 2010 às 17h32

    Olá, Conceição!

    A história do mel (Honig, em alemão) é porque pretendo fazer este ano uma Weihnachtsbier (cerveja natalina) e a receita pede meio litro de mel. Também vai Zimtstange (canela) e Nelken (cravo).

    É uma delícia, principalmente quando é temperada com boas lembranças dos amigos comemorando o Natal. Nesta fase da minha vida, gostaria de incorporar um pouco de Brasil na receita, daí o meu pedido.

    Estamos indo morar em Holambra, interior de SP. Este leitor do Viomundo está ficando velho, emotivo e um bocado tropicalizado. O paisagismo vai ter uns coqueiros, um monte de flores – a gente adora isso! – e pretendo construir um espaço para fazer minhas cervejas.

    E servi-las para os amigos, como fizemos no evento dos Blogueiros.

    Volto a repetir: se existirem produtos bons, façam propaganda no Viomundo e nos sites dos blogueiros progressistas. Este sujeito da "gringolândia [cada vez menos] desalmada" está atento aos anúncios!

Fredd Oliveiras

03 de novembro de 2010 às 16h42

É consenso entre os blogueiros que a "blogosfera" combinada às redes sociais funciona como uma espécie de garantia da democracia. Ainda não vi ninguém contestar a utilização dessas ferramentas. Vejo as pessoas encantadas com a possibilidade de projetar o seu pensamento para milhões de pessoas. Entretanto, acredito que os tradicionais meios de comunicação não estão quietos assistindo passivamente ao declínio do seu poder de influência. Emissoras de rádio, TVs e imprensa, hoje, não conseguem mais definir quem irá vencer uma eleição. Estão perdendo a força que tinham.

Fredd Oliveiras
Músico
Continuação deste comentário no meu site http://freddoliveiras.com.br/2010/11/centralizar-

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Marcelo de Matos

03 de novembro de 2010 às 15h43

Deu no UOL: “A pane que levou à paralisação por mais de duas horas de 18 estações da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, prejudicando 250 mil pessoas no dia 21 de setembro, foi provocada por um problema técnico em um equipamento localizado acima das portas dos trens. É o que indica a perícia feita pelo Instituto de Criminalística. O governador Alberto Goldman chegou a admitir que falhas recentes no transporte público preocupavam o Estado. E deixou no ar a hipótese de que a paralisação teria sido uma sabotagem, com cunho eleitoral: “Não sabemos a motivação pela qual você encontra uma porta que não foi fechada pela ação de alguém. Se foi casual ou motivado, se foi um acidente ou foi proposital, nós queremos saber.” É mais um problema no metrô paulista. Se continuar assim, nem a candidatura do PSDB à prefeitura de Sampa, em 2012, decola. Já está difícil para eles encontrar um candidato competitivo para essa eleição.

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Bruno

03 de novembro de 2010 às 15h21

Como sempre, o caminho é o menos sábio. Ao invés de se reformar os ministérios da Fazenda, do Planejamento, da Agricultura e das Cidades, para impulsionar a micro e pequena empresa, cortando cabides de empregos e aumentando a eficiência dos funcionários públicos, se propõe a criação de mais um cabide, de mais burocracia, de mais folha de pagamento. Até os progressistas hão de concordar que dá pra fazer mais do que se faz com menos dinheiro do que se usa hoje.

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Edenilson Francisco

03 de novembro de 2010 às 14h01

Olá Azenha! Escrevo pela 1ª vez aqui para agradecer, já que acompanho o blog há algum tempo, pois finalmente alguém conseguiu dizer de maneira clara o que vem a ser "controle social da mídia". Faço votos de que o que você escreveu seja o que esteja nos planos da continuidade de governo que foi eleito.

Em especial agrdeço pela lucidez em não alisar "esquerda" ou "direita" no maniqueísmo virtual imbecilizante como se viu nesta última eleição, como se um fosse isento de nódoas e o outro a figura do cramulhão.

Aliás, foi justamente a campanha virtual de quem era mais "santo" que me fez utilizar de um direito eleitoral, anular o voto.

Era tanta santidade que escolhi não desagradar nem ter que pagar pau de promessa a nenhum.

Abraços!

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    CC.Brega.mim

    03 de novembro de 2010 às 16h56

    pois eu sou a favor dos conselhos regionais para debater e estabelecer o controle social da mídia
    acho que a ideia de que não se deve discutir os conteúdos é um pouco falaciosa
    a discussão acontece dentro dos veículos, sem participação social
    (sabemos que há censura interna no jornalismo e na produção de ficção)
    acontece no conar, que regulamenta a propaganda
    acontece na distribuição de faixa etária por horário de programação
    mas a sociedade está excluída…

Alder OeSilva

03 de novembro de 2010 às 12h04

A presidente Dilma, tem de fazer um governo TRANSPARENTE. Nós que lutamos por sua eleição, não queremos novos mensalões, Erenices, Paloccis, etc.
Porque se, isto vier a ocorrer, eu serei o primeiro a combater o governo da Dilma. Por isso, torço fervorasamente que ela se cerque de pessoas éticas, honradas e preocupadas com os mais altos interesses do Brasil e do povo brasileiro.

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    luis

    03 de novembro de 2010 às 13h36

    Tais brincaando; o Palocci é o cordenador dela. Vai dizer que vc é mais um daqueles que dizem que não sabiam de nada. Ah, pergunta pro Palocci se o Francenildo votou na Dilma

Décio Rangel

03 de novembro de 2010 às 11h49

Azenha!
Quando você diz:"à insistência de alguns setores do PT e da esquerda de considerarem a questão da corrupção um “mal menor” ou “moralismo burguês”; o fato concreto, porém, é que as pessoas que pagam a mais elevada carga tributária querem e tem direito à transparência nos negócios do governo, ao gasto público de qualidade e à honestidade no trato do dinheiro público;"Não identifico isso, e muito pelo contrário, o que vejo é que os Demotucanos são mais competentes em "abafar as maracutáias", e o "PIG acusa antes de apurar", as coisas da esquerda.A esquerda apura e pune.O outro lado abafa, e tem a cobertura do PIG.Nesse jogo desigual, não qualificamos a corrupção como um mal menor, e foi no legislativo dos últimos governos que surgiram, a Frente de Combate à Corrupção.

Responder

Marcelo de Matos

03 de novembro de 2010 às 11h32

Banda larga, investimento em educação… Quando ouço isso penso no problema da segurança e da disciplina nas escolas. Disciplina é sinônimo de instrução, ensino e educação. Nunca, porém, a disciplina e a educação estiveram tão distanciadas em nossas escolas. O professor não impõe disciplina porque tem medo de muitos alunos. Os de pior comportamento são os que impõem as regras nas escolas. São comuns os casos de violência contra gordas, bolivianos, as brigas entre alunas colocadas na internet e todo tipo de baixarias, hoje cognominadas de bullying. Se não for restaurada a disciplina o ensino será inviável, com pouca ou muita verba. A banda larga esbarra em problema similar: as escolas não têm segurança, sendo comuns os furtos de equipamentos. Há, também, o problema da manutenção: a administração escolar não sabe o que fazer com telões e computadores que não consegue operar. A solução talvez seja firmar convênio com entidades particulares para que os alunos tenham contato com o computador.

Responder

Alexandre

03 de novembro de 2010 às 11h14

Azenha, suas considerações precisam chegar então à presidenta Dilma!

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Seger

03 de novembro de 2010 às 11h10

Uma coisa é certa, Azenha. O governo Dilma sofrerá muito mais do que sofreu o governo Lula. Será muito mais atacado e ao mesmo tempo terá que enfrentar questões duríssimas se quiser se manter no tempo. Como diz o Paulo Henrique Amorim, ou ela faz a lei de meios ou o Brasil elegerá um Berlusconi em 2014. E a eleição passada já mostrou isso. Meu estado, Santa Catarina, é a prova de que uma classe média despolitizada (e com cultura baseada no que passa na televisão) não abre mão de um coronel do século XIX no poder.

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Marcelo de Matos

03 de novembro de 2010 às 11h06

Azenha, já que você tocou no assunto, gostaria de registrar: a fraude na concorrência para a construção da linha lilás do metrô, que nos deixou roxos de vergonha, é um excelente caso para desvendar a sociologia da corrupção. A onda moralista que dominou a mídia em 2005, condenando o chamado “mensalão”, “o maior escândalo político da história desse país”, foca apenas os agentes públicos. O fenômeno parece ser bem mais abrangente, interessando todo o tecido social. Há corruptos e corruptores, entre esses últimos alinhando-se a esmagadora maioria de nossas empreiteiras. José Dirceu, Renan Calheiros e tantos outros já foram penalizados com a perda de cargos e o ostracismo político. Alguém já viu alguma empreiteira ser condenada? Se quisermos combater a corrupção precisamos descartar a visão meramente policialesca que tem sido a tônica predominante até aqui. O fenômeno é bem mais abrangente e talvez requeira mais que uma simples reforma político-administrativa. Uma mudança de hábitos?

Responder

CARLOS ALBERTO DIAS

03 de novembro de 2010 às 10h54

AZENHA

NOVAMENTE PARABÉNS PELO TEXTO ECONJUNTO DA OBRA.

SUGESTÃO QUE TODOS AQUI, SEM EXCEÇÃO, GOSTARIAM;

TENTAR UMA ENTREVISTA DA DILMA PARA UM POOL DOS BLOCOS SUJOS ( FARIAMOS AS PERGUNTAS E VC, NASSIF, PHA, EDUARDO, BRIZOLA, RODRIGO VIANA ETC ETC FARIAM A ENTREVISTA

Responder

Sonia Aranhaha

03 de novembro de 2010 às 10h50

Azenha , importante esta notícia que saiu na Maria Fro

Democracia tucana

Na calada da noite, avança projeto de deputado do PSDB para censurar internet e quebrar sigilo de internautas

Por: Luiz Carvalho, no site da Cut

27/10/2010

No início de outubro, em um Congresso Nacional esvaziado enquanto o Brasil discute as eleições, o Projeto de Lei (PL) 84/99 do senador Eduardo Azeredo, do PSDB de José Serra, foi aprovado em duas comissões na Câmara.

Também conhecido como “AI-5 digital”, uma referência ao Ato Institucional nº 5 que o regime militar baixou em 1968 para fechar o parlamento e acabar com a liberdade de expressão, o PL permite violar os direitos civis, transfere para a sociedade a responsabilidade sobre a segurança na internet que deveria ser das empresas e ataca a inclusão digital.

O projeto de Azeredo passa também a tratar como crime sujeito a prisão de até três anos a transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação. Isso pode incluir desde baixar músicas até a mera citação de trechos de uma matéria em um blog.

Conheça os principais pontos do projeto do Azeredo.

1. Quebra de sigilo
Ironicamente, o PL do parlamentar ligado ao partido que se diz vítima de uma suposta quebra de sigilo nas eleições, determina que os dados dos internautas possam ser divulgados ao Ministério Público ou à polícia sem a necessidade de uma ordem judicial. Na prática, será possível quebrar o sigilo de qualquer pessoa sem autorização da Justiça, ao contrário do que diz a Constituição.

2. Internet para ricos
Azeredo quer ainda que os provedores de acesso à Internet e de conteúdo (serviços de e-mail , publicadores de blog e o Google) guardem o registro de toda a navegação de cada usuário por três anos, com a origem, a hora e a data da conexão.

Além de exemplo de violação à privacidade, o projeto deixa claro: para os tucanos, internet é para quem pode pagar, já que nas redes sem fio que algumas cidades já estão implementando para aumentar a inclusão digital, várias pessoas navegam com o mesmo número de IP (o endereço na internet).

3. Ajudinha aos banqueiros – Um dos argumentos do deputado ficha suja reeleito em 2010 – responde a ação penal por peculato e lavagem ou ocultação de bem –, é que o rastreamento das pessoas que utilizam a internet ajudará a acabar com as fraudes bancárias. Seria mais eficaz que os bancos fossem obrigados a adotar uma assinatura digital nas transações para todos os clientes. Mas, isso geraria mais custos aos bancos e o parlamentar não quer se indispor com eles.

O que acontece agora?
Atualmente, o “PL Azeredo” tramita na Câmara de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara e aguarda a posição do relator Júlio Semeghini, do PSDB-RJ.

A má notícia é que foi esse deputado que garantiu, em outubro de 2009, que o projeto aguardaria o desenrolar dos debates para seguir tramitando. Mas, Semeghini fez o contrário do prometido e tocou o projeto adiante.

Com a provável aprovação, a última alternativa para evitar que vire lei e acabe com a democracia digital no Brasil será o veto do próximo presidente.

Responder

Charles Santana

03 de novembro de 2010 às 09h59

Salve Azenha, que tal chamarmos nossa PRESIDENTA de PRESIDENTA DILMA!!! Ela mesma se refere assim, quando cita seu cargo. Acho que isso pode dar mais força a ela, pode marcar ainda mais esse momento histórico que vivemos! E não está errado, o Aurélio aceita :)

Dilma Presidenta!!!!!!!!!!!

Responder

ODEMAR LEOTTI

03 de novembro de 2010 às 09h59

Parabéns foi oportuno seu artigo e já o divulguei para amigos como propostas de nos organizarmos para que não fiquemos na net só no eleitoral e sim no pós eleitoral. Vamos continuar juntos nessa proposta importantíssima. Obrigado pela sua luta incansável. Abraços e aceite meus parabéns. Odemar. No momento desenvolvo minha tese sobre a implantação do Estado em Mato Grosso e as políticas da escrita relacionada ao regime da produção da verdade. etc, etc.

Responder

    ^Chico Doido

    03 de novembro de 2010 às 11h14

    Odemar, é preciso que continuemos unidos, servindo de caixa de ressoncia a mídia alternativa, pois os grandes cartéis da informação já estão articulados, prontos e dispostos a tudo para derrubar e desmoralizar um governo que ainda nem começou.

Marat

03 de novembro de 2010 às 09h49

Temos uma enorme chance de progredir, com justiça social e respeito a todos. Espero que Dilma esteja muito, muito além daquilo que dela se espera. Torço também, para que a parcela de nosso povo que é racista e estamentário, coloque um pouco de luz em suas idéias e ajudem nosso país!

Responder

Marc

03 de novembro de 2010 às 09h38

Azenha,
Texto simplesmente irretocável.

Responder

sergior

03 de novembro de 2010 às 09h26

Pallocci, Pimentel, Dutra, Temer. O início é desanimador. Nada destes senhores sugere o que você insinuou acima. Quanto à questão da corrupção: o discurso anti-petista só mudou de tom. Se, anteriormente, os petistas eram os radicais de esquerda, hoje são os corruptos. Já são oito anos que a grande mídia bate na mesma tecla. Colou. Pouco importa se o governo Lula fez isso ou aquilo para aumentar os controles dos gastos públicos e a transparência da gestão pública. O fato é que perdeu o debate. A armadura de mídia posta em torno dos tucanos (mineiros, paulistas, paranaenses, goianos, paraenses) é a grande explicação para isso, ao lado do controle das assembleias legislativas (não há CPI's contra os governos tucanos), do ministério público estadual e a apatia da mobilização dos movimentos sociais organizados. E essa armadura de mídia não será vencida no curto prazo (próximos dois anos, próxima eleição) somente pelos blogs e pelo avanço da banda larga.

Responder

    Bonifa

    03 de novembro de 2010 às 13h03

    Pela maneira como as agências estão distribuindo as notícias, querem deixar claro que já se confirma a primeira profecia de Serra: A do loteamento de cargos.

Alder OeSilva

03 de novembro de 2010 às 09h19

Azenha, além dessas metas citadas por você, é IMPRESCINDÍVEL que o próximo governo atue imediatamente para conter a DESINDUSTRIALIZAÇÃO do Brasil. É urgentíssimo investir em CIÊNCIA e TECNOLOGIA. Nós até temos tecnologia mas essa não consegue chegar as empresas e por isso, o Brasil corre o SÉRIO RISCO de voltar a ser um exportador de produtos AGRÍCOLAS.

Responder

    Gisele Oliveira

    03 de novembro de 2010 às 11h59

    Concordo inteiramente com o seu comentário!

Dnise Queiroz

03 de novembro de 2010 às 09h12

Ou seja, buscar eliminar, além da pobreza sócio-econômica, a informativa, Impressionante como é verdade que as pessoas não sabem, ignoram mesmo, o quanto foi feito neste país nestes últimos anos e por isso não correm atrás de possibilidades concretas já acessíveis exatamento por falta de informação.

Responder

Gerson Carneiro

03 de novembro de 2010 às 09h07

A primeira medida urgente para avançar na meta para aprofundar a democracia é barrar o "AI-5 Digital".

Projeto de Lei (PL) 84/99 do senador Eduardo Azeredo, do PSDB de José Serra, que foi aprovado em duas comissões na Câmara, na calada da noite agora em outubro.

Esse projeto tende a censurar internet e quebrar sigilo de internautas.
Mais detalhes do famigerado projeto leiam no http://www.mariafro.com.br

Responder

Claudio

03 de novembro de 2010 às 08h51

Azenha,

Temos exemplos de escolas de ponta no Brasil, trata-se dos colégios militares das capitais.

O colégio militar aqui de Salvador é tão bom que até os ricos tentam colocar os seus filhos.

Responder

Roberto Gomes

03 de novembro de 2010 às 08h09

Alem de fornecer credito prercisa desburacratiza-lo, as pequena empresas e cooperativa de trabalho , até tem linha de cretido mas o burocracia é tão grande que estas não conseguem atender as exigencias dos bancos, pedem tanta coisa que se eles tivessem tudo isso não precisaria de credito.
Eu não vejo muito o brogueiros progressistas falarem em cooperativas de trabalho, esta masi voltados para economia solidaria, voce precisa nos ajudar a tornar esta tema mais conhecidos.

Responder

Jeanette

03 de novembro de 2010 às 07h25

De que adianta banda larga para todos, se a gente não consegue acessar o site do Paulo Henrique Amorim, o Conversa Afiada. Sou assinante da Net, e há tempos não consigo acessar o site. Dá pra acessar qualquer site, do mundo todo, menos o CAf. Sei que não sou só eu a passar por este problema. Por enquanto, vou mantendo a paciência e seguindo as dicas que encontrei no blog do Len: "O mistério da dificuldade no acesso ao Conversa Afiada" http://gmpconsult.com.br/blogdolen/?p=3299

Responder

zé bento

03 de novembro de 2010 às 06h55

Ainda quero saber como vão ficar as questões: reforma agrária e a participação dos movimentos sociais no próximo governo…
afinal de contas, muito deste "crescimento social" se deve à participação efetiva e sem descanso destes setores.

Responder

Cícero

03 de novembro de 2010 às 04h33

Projetos como esses aproximarão ainda mais todos nós brasileiros e alcançarão todas as regiões. A Net e a Telefônica já se colocaram contra essas iniciativas anunciadas por Dilma.

Responder

easonnascimento

03 de novembro de 2010 às 01h27

As primeiras palavras de Dilma como presidente eleitaagradou a grande maioria da população. Reiterou compromissos assumidos na campanha. Agora já aponta para reajuste no Bolsa Família. Nada mais justo. O combate à pobreza será prioridade. Tenho certeza que Dilma fará um governo digno dos votos que recebeu.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

nana1955

03 de novembro de 2010 às 01h03

Análise perfeita. Como disse um comentarista acima, além do crédito é preciso ajudar o micro empresário como viabilizar seu projeto, eu não acho que o Sebrae faça isso como deveria.

Responder

Baixada Carioca

03 de novembro de 2010 às 00h52

continuação

Então modernizar a Escola para que ela possa atender às necessidades dos dias contemporâneos passa por melhorar a estrutura escolar (hoje maioria das escolas dos pobres são pardieiros construídos nos moldes dos tempos de Anísio Teixeira. Moderno para a época, mas completamente ultrapassados para a modernidade), oferecer recursos pedagógicos igualmente modernos {projetor data show, computadores nas salas (ainda temos muitos professores dando aula com giz de cal e quadros em péssimo estado), laboratórios de pesquisa [química, física, biologia e informática (e aqui registramos a necessidade da banda larga presente na escola para a pesquisa cientificizada e atualizada)] e bibliotecas} e, claro, melhorar o salário do professor para dedicação especializada.

Não vou entrar na questão do empreendedorismo porque o Azenha abordou com muita propriedade, mas queria deixar o meu registro e porque muito me interesso pelo projeto de banda larga do governo federal.

Responder

Baixada Carioca

03 de novembro de 2010 às 00h40

continuação [não consegui postar num único comentário]

Na pesquisa que fiz para um TCC versando sobre ATITUDES PEDAGÓGICAS PARA INDIVÍDUOS COM A SÍNDROME DE ASPERGER, visitei uma escola pública e obtive o seguinte depoimento de uma professora:

"Quando o pesquisador realiza um experimento, ele o faz com dedicação exclusiva, bom salário, muito recurso pedagógico, poucos alunos em seu experimento e é temporal, sem levar em consideração um longo período com o seu objeto de pesquisa. Quero ver o pesquisador aqui nesta sala de aula com quase 40 alunos, níveis cognitivos diferenciados, alunos que chegam sujos, sem os cuidados higiênicos básicos e que encontram uma escola onde até papel higiênico nos falta. Em períodos quentes, somos obrigadas a mandá-los para casa porque não temos água e o calor é insuportável. Se para estes não damos conta de uma pedagogia diferenciada por níveis de cada aluno ou grupos de alunos, imagine um portador de necessidades especiais em sala de aula!… (N, entrevista espontânea).

Essa mesma professora, quando questionada sobre o processo de inclusão de Portadores de Necessidades Educacionais Especiais nas turmas regulares de ensino na Escola Pública me disse "que o problema não é teórico, já que as teorias estão atualizadas e modernas, próprias do século XXI. Acontece, porém, 'que a instituição escola parou no século XX. Estamos falando de um processo que exige uma pedagogia moderna, com recursos igualmente modernos, mas que não está presente na escola'."

continua…

Responder

Claudio

03 de novembro de 2010 às 00h35

Azenha,

A classe média é a classe que paga mais impostos, mas não leva nem educação e nem segurança e nem saúde, tem que pagar também por esses serviços.

Nem o PT nem o PSDB demonstram sensibilidade com a classe média, que vota mais anti-PT do que pró- PSDB, lembre-se que no primeiro turno o tucano teve uma votação bem menor que no segundo turno.

A educação e a saúde caem nas costas da classe média que se vê obrigada a pagar também por uma escola de qualidade para os seus filhos e também por saúde de qualidade para sua família.

Dilma sabe o diagnóstico: OS BAIXOS SALÁRIOS DOS PROFISSIONAIS DESSAS ÁREAS.

Responder

    Emilio Matos

    03 de novembro de 2010 às 18h05

    Claudio,

    não é verdade que a classe média é que paga mais impostos: http://caderno.allanpatrick.net/2010/04/25/supera… Na verdade, quanto menor a renda, maior a porcentagem dela paga em forma de impostos. Os pobres pagam mais impostos que a classe média!! Essa é uma das maiores injustiças do Brasil.

    Quanto à qualidade dos serviços, isso está vinculado ao PIB per capita do país, não à carga tributária propriamente dita. Quero dizer com isso que, no caso do Brasil, o PIB por habitante é da ordem de 12 mil dólares. Com a carga tributária da ordem de 35% do PIB, temos então que o governo tem algo da ordem de 0,35 * 12 mil = 4 mil dólares para gastar por habitante por ano. No caso da Inglaterra, por exemplo, que tem carga tributária por volta dos mesmos 35%, mas PIB per capita da ordem de 40 mil dólares, o governo tem 0.35 * 40 mil = 14 mil dólares para gastar com cada habitante por ano. Então, com a mesma carga tributária, a Inglaterra tem 3 vezes mais dinheiro para gastar por habitante que o Brasil.

Baixada Carioca

03 de novembro de 2010 às 00h29

Meus amigos.

No Brasil ainda é gritante a diferença entre ricos e pobres.

Até mesmo no governo Lula, o programa habitacional é estereotipado. Quem vê um conjunto habitacional percebe logo se ele foi feito para ricos ou para pobres.

A educação continua dual, como afirmou Louis Althusser, Paulo Freire, Moacir Gadotti, Pedro Demo, Ubiratan D' Ambrósio e tantos outros. Temos uma escola de Ensino Fundamental e Médio para ricos com professores bem formados para um grupo pequeno de alunos, recursos pedagógicos abundantes e uma excelente estrutura escolar e outra escola para pobres com professores mal formados, mal remunerados, muitos alunos numa mesma classe, estrutura escolar precarizada e parcos recursos pedagógicos.

Essa questão da banda larga é imperativa. Tanto para as escolas dos ricos que já possuem, mas fundamental, necessária e urgente nas escolas dos pobres.

continua…

Responder

EFerraz

03 de novembro de 2010 às 00h16

Aos Idiotizados por Serra:

Se os votos das regiões Norte e Nordeste fossem cancelados, Dilma ainda seria eleita com uma diferença de 275 mil votos.

Se não fossem os votos de dois Estados, justamente do Sudeste, Minas Gerais e Rio de Janeiro, segundo e terceiro maiores colégios eleitorais do Brasil, Dilma não teria vencido.

Mesmo sem os votos das regiões Norte e Nordeste, Dilma venceria Serra. Disso os “cheirosos” não sabem.

Os tucanos estão sem noção; desorientados. Estão se consumindo no próprio veneno.

Responder

Jorge Zimbábue

03 de novembro de 2010 às 00h15

Se ontem a esperança venceu o medo, hoje a verdade venceu a mentira. A farsa se recolheu envergonhada com o brilho intenso da luz dos verdadeiros estadistas, daqueles que selam seu nome definitivamente na história do país, construindo a longa estrada da ascenção do Brasil como uma grande nação, cuja importância é reconhecida no contexto mundial. Méritos de um metalúrgico, que ascendeu ao poder pelo voto, sem curso superior sem falar inglês, mas elogiado por todos os grandes líderes mundiais, Lula Estadista!
Parabéns Presidente Dilma Roussef. Trabalhei muito, pessoa a pessoa, a respeito da contra-informação, difamação e inverdades a seu respeito. Como senti na própria carne os efeitos da "privataria" demo-tucana, fiquei desempregado desde 2002, pude ganhar muitos votos de inocentes eleitores desinformados com o meu próprio exemplo. Somos milhares e a disputa presidencial da parte deles foi a mais suja, vil e criminosa que presenciei com a participação do maciça da imprenssa golpista e muitas autoridades que aceitaram crime eleitorais crassos, que por si só, seria motivo de sobra para cassar a candidatura do "Serrojas". Mas vencemos no voto! Lei de Medios neles, atenção especial aos ataques que a Petrobrás vai sofrer daqui prá frente e moralizar instituições que agiram como partido político dos mais sórdidos!

Responder

Daniel Quireza

02 de novembro de 2010 às 23h46

Exelente post Azenha. A sua leitura do atual momento é perfeita. Também considero o Newton Lima um grande sujeito, tenho certeza que será um grande parlamentar.

Responder

Osmar Fagundes

02 de novembro de 2010 às 23h45

Muito bom, Azenha, encaminhe suas propostas para a presidente Dilma ( vc pode saber, se é que já não sabe, a quem enviar suas ideias), são ótimas e, com certeza, vão ao encontro das novas diretrizes que ela vai adotar para o setor, inclusive o PNBL, fundamental e que deve vir em breve, junto com a Telebras.

Responder

claudio rodrigues

02 de novembro de 2010 às 23h34

Caro Azenha,
Estas sugestões propostas por vós, se implementadas, causarão uma profunda revolução na comunicação social em nosso país. Sugiro encaminhá-las a alguma assessoria da Presidente Dilma, em forma de proposição deste universo que se convencionou chamar de blogs sujos, posto que os atores centrais deste universo – os blogueiros, tal como vós, tiveram uma participação decisiva nesta eleição e mereçem ser ouvidos. Aproveito o ensejo para cumprimentá-lo pela construção deste espaço comunicacional e informativo que se vêm transformando, ao longo do tempo, em sólida e respeitada fonte de informação para todos nós, os frequentadores, ávidos de informação consistente e confiável.

Responder

antonio carlos

02 de novembro de 2010 às 23h22

Caro Azenha,

Parabéns pelo "conjunto da obra". Acompanho seu trabalho e sei como você vence uma guerra todo dia. Mas o poder dos blogs é absoluto e representa a nova inclusão na forma de pensar e agir da sociedade organizada.
um abraço amigo

Responder

Francisco

02 de novembro de 2010 às 23h16

Azenha,
ótimo texto.
É por aí mesmo.
Tenho apenas um reparo a fazer, quando você disse o seguinte: "1) à insistência de alguns setores do PT e da esquerda de considerarem a questão da corrupção um “mal menor” ou “moralismo burguês”; o fato concreto, porém, é que as pessoas que pagam a mais elevada carga tributária querem e tem direito à transparência dos negócios do governo, a gasto público de qualidade e à honestidade no trato do dinheiro público".
Não é a classe média quem mais paga imposto. São os pobres. Quem ganha até 2 salários mínimos têm 50% de sua renda tributada. Já os que recebem 10 salários mínimos, têm 30% de sua renda tributada, pois a tributação brasileira é majoritariamente composta de tributos que incidem sobre o consumo, e não sobre a propriedade. Inclusive, essa informação obtive em um artigo que você publicou aqui no seu blog.

Responder

Almeida Bispo

02 de novembro de 2010 às 23h06

Conheço cidade onde o programa de inclusãp de micro-empreendedores está emperrado por decisão política do prefeito, já que este é de partido contrário ao presidente da República. Resultado: milhares de futuros empresários emperrados pela insanidade e preguiça de gente que deveria trabalhar pelo povo. Isso é de uma estupidez que não tem tamanho.

Responder

Edson Rogerio

02 de novembro de 2010 às 22h54

Caro Azenha,

Parabéns pelo belo texto.

Acompanho diariamente seu blog, acessando-o várias vezes ao dia.
Serenidade, equilíbrio, clareza e objetividade em suas considerações na abordagem dos mais variados temas, independentemente do grau de complexidade, além de tantos outros atributos profissionais e pessoais, faz de você um brasileiro diferenciado e altamente qualificado para prestar ao Brasil, como tem feito sistematicamente, os mais relevantes serviços a esta nação que parece não mais admitir retrocessos no curso de sua história.

No último domingo tivemos uma prova cabal desse sentimento nacional.

O texto que você nos oferece é a prova inconteste dessa coerência e singularidade que o torna diferenciado.
Quando manifesta sua indignação, contestando as recorrentes tentativas de golpes feitas ou patrocinadas pelo PIG, não se percebe rancor ou qualquer sinal de ódio.

Quando é para comemorar um feito histórico, como a vitória da democracia e garantia da continuidade dos avanços que experimentamos nos últimos anos, fica evidente sua capacidade de análise crítica, requintada de coerência e equilíbrio. Não se percebe sinais de exageros bajuladores ou qualquer tipo de excesso que comprometa ou desmereça seu texto.

Permita-me fazer uma sugestão à Presidente Dilma: se tiver juízo, e parece que tem, convocaria o Azenha para ser o
Franklin Martins do novo governo.

Valeu!

Responder

Roger

02 de novembro de 2010 às 22h52

Azenha,

Tem mais uma coisa que preciso acrescentar. Os micro/medio/pequenos empresarios precisam ter uma formação minima e assistencia tecnica para conduçã do seu negocio. É muito comum demandarem credito nos bancos oficiais (me refiro aos bancos do governo – BB e CEF, por exemplo), mas sem um projeto consistente e coerente com a realidade que o cerca. Os bancos oficiais os assistem financeiramente , e até dão uma assessoria gratuita sobre as linhas e as oportunidades negociais, mas seria importante se esses empresarios conhecessem temas tais como fluxo de caixa, formação de preço, recursos humanos, cronograma fisico-financeiro, projetos de expansão, politica de credito, etc. Esses conhecimentos aumentam a probabilidade de sucesso do empreeendimento, proporcionam maior longevidade á empresa, reduzem o risco na concessão do credito.

Espero que o futuro ministerio das microempresas consiga preencher essa e outras lacunas, fomentando as incubadoras de empresas, ajudando as empresas na concepção de projetos, planos de negocios, etc. Atualmente o SEBRAE tem essa função, mas penso que o credito – ou microcredito – fica mais facil de conceder no ambito de um programa amplo, que abranja desde a assistencia tecnica e o plano de negocios, encaminhando diretamente o futuro empresario para os bancos oficiais, com um projeto ja elaborado e cujo cronograma possa ter suas fases relacionadas, por exemplo, as parcelas de liberação do credito. Isso significaria uma enorme mitigação do risco, tendo por consequencia taxas mais baixas!!

P.S.: Se não me engano, no passado – idos de 2001 – o BB e o Sebrae tinham um programa assim, acho que era BB Brasil Empreendedor. Não sei porque foi descontinuado.

Responder

Roger

02 de novembro de 2010 às 22h41

Azenha,

Excelente colocação. De fato, penso que as ações da nossa futura presidente precisam se estabelecer em três pilares básicos:

1) Banda larga para todos. Efeitos: a circulação livre de informações, de forma horizontal e colaborativa, e não vertical, modelo da antiga e ultrapassada velha imprensa. Mas apenas internet para todos não resolve os desafios que enfrentamos, como por exemplo o bombardeio de boatos e a manipulação da mídia; de certa forma, poderá até potencializá-los, se essa primeira medida não for acompanhada de…

2)…Educação! Melhoria da educação, universalização do acesso á educação. Meu sonho é que um garoto de 5a série no Acre possa estudar e se formar com a mesma qualidade de um colegio tradicional e particular no Rio de Janeiro. A educação presencial tem que ser levada a todos os rincões mais distantes do país, e em muitos lugares, essa nova internet banda larga, de acesso facilitado e barato, poderá gerar um boom no EAD, ensino à distãncia. Alguém conhece o Consorcio CEDERJ, do Rio de Janeiro? Certamente muitos conhecem. Através dele, milhares de cidadãos do interior – e mesmo da capital – podem cursar o ensino superior de Informática, Administração, Direito, etc de suas residencias, utilizando a internet, contando com tutores, e participando de provas e atividades essencialmente presenciais nos pólos. Uma amiga minha foi tutora e disse que é sensacional, e tenho amigos estudando nesse sistema, e estão adorando. Pois bem, o Governo pode, dentre outras medidas, estimular a criação desses consorcios pelas universidades estaduais e federais em todo o país (no Rio, por exemplo, o CEDERJ é uma plataforma composta por UFRJ, UERJ, UFF, URRJ e UNI-RIO). Há muito mais que pode ser feito, ainda, no nivel fundamental/básico e médio/técnico, claro. Mas o essencial é perceber que este segundo pilar – a educação – deve permitir o desenvolvimento da criticidade em todo cidadão. O cidadão deve apreender a pensar por si próprio, conseguindo discernir a manipulação das idéias feitas pelo PIG, por exemplo. Então, o PIG poderá gritar e espernear à vontade, que não haverá nenhum efeito. O que dirão? Do que reclamarão? Mais aí então, não haverá somente o PIG, porque o terceiro pilar é composto por métidos para assegurar a…

2) …Pluralidade dos meios de comunicação. Reclamamos que cinco famílias dominam a comunicação, certo? Então, que sejam 30 famílias!! Se me permitem uma opinião, vejam como foi bom a Isto É ter destoado do grupo PIG!! Se juntaram ao PIP, hehehe, Partido da Imprensa Progressista!! De qualquer forma, todo mundo – o povo inclusive – deve poder ter um grande jornal ou grande rede de TV. Utopia? Porque vocês, blogueiros progressistas, não experimentam lançar uma empresa do tipo "O Blogue Sujo S/A" (kkkkkk) com ações na bolsa!! Consigam um subscritor, e eu compro ações do jornal!! Muitos aqui vão comprar!!! Loucura?? Poxa, quem de nós não quer ver "O Blogue Sujo" (é brincadeira, pensem num nome de peso, ok?) na banca de jornal, ao lado do O Globo, Carta Capital, Veja… Colunistas: PHA, Azenha, Miguel do Rosário, Maria Frô… Caramba, ia ser do cacete!! (perdão pelo termo, Conceição, mas foi necessário! rsss)

Responder

    Lais

    02 de novembro de 2010 às 23h20

    Nossa, concordo demais com tudo que vc disse… E sou obrigada a dizer como vc : "ia ser do cacete !!!! mesmo

    Roger

    02 de novembro de 2010 às 23h42

    Valeu, Lais.
    Eu penso que é possivel.
    È só querer.
    Abcs

    Cícero

    03 de novembro de 2010 às 04h28

    Muito bom. Mandou bem.

Hiro

02 de novembro de 2010 às 22h40

Acho necessário tb um trabalho sério e rigoroso para o problema do assédio moral em universidades. P q professores desapareceram do mapa? São vanguardas do pensamento crítico e formadores de opinião progressista, mas não se vê mais eles com facilidade. Um pouco foi entendido as razões disso em esclarecedores vídeos, nos quais tropas agem contra professores escolares. É urgente ver tb o q ocorre nesse meio. Onde há quietude e silêncio onde deveria haver comunicação intensa, deve haver muito provavelmente, vis amarras.

Responder

Paulo MP Oliveira

02 de novembro de 2010 às 22h38

Parabens, Azenha. Você me convenceu de que não é necessário controle social da mídia com a disseminação da banda larga. Vou reler e refletir mais. Seu papel tem sido muito importante com este blog, nesta eleição e daqui para frente. Gostei das suas idéias também em relação às cooperativas de blogueiros. Você daria um excelente ministro das comunicações. Melhor que…. deixa pra la.

Responder

José Saguy Tenorio

02 de novembro de 2010 às 22h37

Vejam como eles são calhordas http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010

Responder

ruypenalva

02 de novembro de 2010 às 22h33

O Brasil precisa ser reinventado a cada dia, até porque parte do seu crescimento não é apropriado por muitos brasileiros. Isso inclui direito ilimitado à saúde e à educação. O governo tem feito muito; além de escolas técnicas, Prouni, deu um impulso enorme às Universidades com o Reuni. Mas temos de lembrar que começamos do zero. FHC parou o Brasil, tudo teve de ser recomeçado, exceto os controles monetários que vigiam. O básico é manter a economia crescendo, os juros caindo, a poupança interna aumentando, pois estas são condições básicas para investimento público e privado em educação, saúde, segurança etc. O governo deve arrecadar mais cerca de 30 bilhões com o poço de Libra, que seguramente obrigará a Petrobrás, ou quem partilhar com o governo, a ter de fazer uma grande abertura de capital em bolsa. Mas uma coisa é básica, Azenha: Corrupção. Tem de haver tolerância zero com a corrupção, infelizmente não houve isso com Lula. Tem de criar um banco de fomento para as médias, pequenas e micro empresas, pois o BNDES hoje só financia grupo forte e com grande burocracia. O governo precisa acabar a burocracia da Supereceita e os entraves burocraticos para se conseguir um CND. Tem de acabar com esse negócio de Cadin para as médias, pequenas e micro empresas que não têm dinheiro nem advogados para resolver problemas na Procuradoria da Supereceita e obter crédito público. Conseguir tirar uma CND na Supereceita é tarefa hercúlea. Se calcula que 1/3 da empresas listadas em bolsa no Brasil tenha alguma pendência nessa desgraça chamada Cadin, que é alimentada por procuradores ávidos em ganhar parte dos resultados. Eu, por mim, acabaria também com o Ministério Público, pois ele ganhou poderes que extrapolam a razão da sua criação e qualquer promotor idiota hoje pode embargar, prender, fazer um escarceu com os poderes que tem no Ministério Público, uma má herança da Constituição de 88, eu por mim acabaria essa porcaria.

Responder

Jarir Almansur

02 de novembro de 2010 às 22h26

O governo Lula foi muito bem nessa questão a) nomeou o procurador geral indicado pela categoria; b) tornou a Policia Federal um órgão eficiente e republicano; c) deu transparência às contas públicas; c) criou o eficiente Ministério da Controladoria Geral da União. O que faltou? Faltou um discurso, uma atenção política à questão da moralidade, a compreensão de que todos nós temos direito de saber para onde vão os impostos e taxas pagas neste País. Uma coisa ainda está realmente faltando: a preparação de uma imensa massa crítica capaz de ler e fiscalizar os negócios públicos. Não é aceitável que os desvios da Erenice não tenham sido imediatamente descobertos pelo governo. Onde estava a controladoria, onde estavam os órgaos de inteligência? Não é aceitavel também que nossos dados fiscais sejam tão facilmente vulneráveis. Não adiante falar que a culpa é do Tancredo. Onde está o Ministério da Fazenda que não impos limites à atuação de servidores 'curiosos' e 'corruptos'. O governo vai bem, mas ainda falta muito.

Responder

    Roger

    02 de novembro de 2010 às 23h12

    Jarir,

    Excelente!! Sabemos que nenhum governo é perfeito. Somos nós, os patrões (sim, isso mesmo, nós somos os patrões deles!! É melhor nos acostumarmos com isso!) que temos que ficalizá-los. E até já idealizei um sistema de democracia direta, tipo e-democracia, que iria reduzindo a democracia participativa aos poucos. Já pensou? Um deputado é subornavel, mas milhões de legisladores? Como? kkkkkkk… Mas isso fica pra uma outra ocasião…

    Enfim, eu sou de opinião que matérias especiais devem ser criadas e ensinadas desde o ginásio, como Cidadania e Filosofia. Acho que essa historia recente da qual participamos deve ir para os livros. Queria ver alunos aprendendo as seguintes matérias:

    – Fiscalização do Estado
    – Legislação Básica Aplicada
    – Teoria da Manipulação Midiática
    – etc

    constantino kaváfis

    03 de novembro de 2010 às 10h13

    Azenha, queria fazer um comentário aproveitando seu ótimo texto e o excelente comentário do Roger, mas sempre há a mensagem de tamanho excessivo do post. Vejo alguns posts publicados bem maiores que esse meu. Qual é o segredo?

    Conceição Lemes

    03 de novembro de 2010 às 10h30

    Constantino, depende do navegador. Pelo Firefox, por exemplo, dá para fazer comentários de 2.500, 2.600 caracteres. abs

    Marcelo de Matos

    03 de novembro de 2010 às 11h37

    Obrigado Conceição. Finalmente vocês esclareceram a dúvida do Constantino, que também é minha. Tenho dividido meus comentários em dois, mas, fico perplexo ao ver que outros internautas publicam comentários bem mais extensos. É claro que eu não poderia pensar em protecionismo. Agora está explicado, mas, continuo achando curioso – esse Firefox é mais generoso que o intenet explorer. Vai entender!

Jamilton Lopes

02 de novembro de 2010 às 22h22

Pois é Azenha, o Brasil que começou a andar com o presidente Lula continuará caminhando com a Dilma. Todas nações desenvolvidas do mundo fizeram uma revolução na Educação para conseguir atingir tal desenvolvimento. Sendo da área da educação, tenho certeza que a Dilma investirá muito na Educação brasileira, sendo está imprecindível ao nosso desonvolvimento.

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José Saguy Tenorio

02 de novembro de 2010 às 22h19

Azenha,

Antes de qualquer comentário vai aqui, meus sinceros PARABÉNS a você e todos os Blogs sujos, a continuidade de um governo voltado para o povo deve-se ao despreendimento, coragem, tenacidade e dedicação de vocês. Este país deve muito a vocês: Rodrigo Vianna, Paulo Henrique Amorim, Cloca News, Stanley Burburinho, Brizola Neto, Nassif. Se esse país tivesse mais gente com esse nível e capacidade humana de ver o país com esses olhares, Meu Deus, estaríamos muito melhor.
Fui à av. Paulista comemorar e desabafar, pois aguentamos muita baixaria.
Mil felicidades a todos vocês o país, fizeram história e futuramente entraram como um capítulo especial na história desse país. Hoje como a grande imprensa tá do lado deles estes fatos passarão despercebidos, mas futuramente quando tivermos melhor maiores avanços democráticos e melhor nível de ensino tudo isso será reconhecido.
Felicidades a todos nós e muita saúde e luz para nossa Presidente, Dilma Vana Rousseff.

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José Ivan M Aquino

02 de novembro de 2010 às 22h08

Azenha e colegas de Viomundo,
Saudações pela vitória nas urnas e vamos à luta pela consolidação das políticas públias emancipatórias.
Preconizo o Programa SETA – Sala da EJA Técnica Aplicada como um potencial gerador do encontro da
Educação de Jovens e Adultos com a Alfabetização, a iniciação técnica, ao fomento da economia solidária em todas
as suas importantes vertentes sociais, culturais, ambientais. Tudo com financiamento orçamentário inicial do Programa Brasil Alfabetizado e depois com os recursos do Fundo Social do Pré-sal.
José Ivan Mayer de Aquino
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida

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Polengo

02 de novembro de 2010 às 21h56

Ouvi a Dilma falar nesses dias, e fiquei feliz pela sensação de que nunca ouviria o zé bolinha dizendo algumas das coisas que ela disse logo na primeira oportunidade que teve.

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