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Diário da Resistência


Lula: Ao formar frentão, PT não pode esquecer da trama da Globo com Moro e do golpe contra Dilma Rousseff; vídeo
Opinião do blog

Lula: Ao formar frentão, PT não pode esquecer da trama da Globo com Moro e do golpe contra Dilma Rousseff; vídeo


01/06/2020 - 18h23

Da Redação

Direitos dos trabalhadores foram retirados desde o golpe contra Dilma Rousseff em 2016, mas não são mencionados nos manifestos dos que se organizam para defender a democracia, diz o ex-presidente Lula em debate interno do PT que divulgou nas redes sociais.

O ex-presidente não fez menção específica a este ou aquele manifesto, mas juristas e intelectuais lançaram movimentos de enfrentamento ao governo Bolsonaro.

Lula pede cuidado ao PT para não embarcar em frentes políticas que desconsiderem os direitos retirados.

Frases de Lula:

Li os manifestos e acho que tem pouca coisa de interesse da classe trabalhadora. Não se fala em classe trabalhadora, nos direitos perdidos.

Sinceramente, eu não tenho mais idade para ser maria vai com as outras. O PT já tem história neste país, já tem administração exemplar neste país. Eu, sinceramente, não tenho condições de assinar determinados documentos com determinadas pessoas.

Nós precisamos apoiar qualquer manifesto que for para resolver o problema do Brasil, não podemos ser levados pela euforia. Muita gente de bem que assinou. E tem muita gente que é responsável pelo Bolsonaro. O PT tem que discutir com muita profundidade, para a gente não entrar numa coisa em que outra vez a elite sai por cima da carne seca, e o povo trabalhador não sai na fotografia.

A declaração de Lula marca uma posição mais à esquerda para o PT, de olho na conjuntura política e econômica, ao mesmo tempo em que o pedetista Ciro Gomes tenta formar uma frente de centro-esquerda distinta do petismo.

Ciro prevê que o auge da crise brasileira será em setembro deste ano.

Lula aparentemente calcula que a profunda crise em que o Brasil estará mergulhado favorecerá um partido mais à esquerda nas eleições municipais deste ano, uma faixa em que o PT poderia, em tese, recuperar votos perdidos anteriormente.





9 comentários

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Nelson

03 de junho de 2020 às 11h59

Em excelente artigo, o ex-senador Roberto Requião estabelece as bases sobre as quais pode-se formar uma frente ampla. Imperdível, aqui vão alguns trechos do mesmo:

Eu “deixava claro naquele artigo de 36 anos atrás que uma frente sem projeto, sem princípios, sem um programa mínimo, sem uma clara linha econômica nacionalista, democrática e popular, não era uma frente.”

“Assim como hoje a reunião de políticos frouxos, pusilânimes, disponíveis e desfrutáveis com um amontoado de oportunistas, com as madalenas hipoteticamente arrependidas, com os assassinos de reputações, com os ditos liberais, com os mercadores e rentistas, com banqueiros e ex-banqueiros, com animadores de auditório, com ex-presidentes e ex-ministros que atentaram contra o Estado Nacional e alienaram a nossa soberania, não é uma frente. É uma súcia que, mais uma vez, se aproveita de uma situação dada para fazer com que tudo permaneça como sempre foi.”

“Sob que guarda-chuva os defensores dessa frente ampla, irrestrita querem abrigar os brasileiros? Sob o guarda-chuva da defesa da democracia.”

“Que democracia? A democracia do mercado? A democracia da prevalência do capital financeiro sobre os interesses nacionais e populares, sobre a produção, o emprego, o salário, os direitos trabalhistas e a previdência social?”

“Precisamos de propostas, não de um discurso vazio repleto de assinaturas. Precisamos de um projeto nacional, que se comprometa com um programa mínimo […]”

“Mas, na verdade, parte dos que lançam a ideia da união nacional pela democracia criticam Bolsonaro, filhos e os celerados que os cercam não pela agenda econômica, política e social que executam. E sim pelos maus modos à mesa, pelos arrotos e palavrões. Não se opõem ao reinado de Mamon, defendem a PEC dos Gastos, as reformas trabalhista e previdenciária, as privatizações, o arrocho salarial, a criminalização dos sindicatos e dos movimentos sociais, a entrega do petróleo, a abdicação da soberania nacional.”

“Não queremos assinaturas, manifestos ou proclamações. Queremos ação.”

Para ler a íntegra do artigo, acesse

https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Sempre-a-mesma-coisa-a-mesma-merda-sempre/4/47691

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Zé Maria

03 de junho de 2020 às 00h56

Frente Ampla Não é “Geleia Geral”

Por Fernando Brito, no Tijolaço: https://t.co/4nZryePPvT

Não me surpreendeu – e quem leu o post que escrevi bem cedo (https://www.tijolaco.net/blog/falta-um-gesto-para-sermos-70-e-estarmos-juntos/) é testemunha – a atitude de reserva manifestada por Lula ante os manifestos pró-democracia e antibolsonaristas.

Ouço, há 40 anos, que “o momento é de união”, desde que os “luas pretas” do MDB queriam que toda a oposição ao regime militar deveria ficar sob o seu “guarda-chuva”, desde que quem controlasse o cabo do guarda-chuva fossem Tancredo Neves, Thales Ramalho e Ulysses Guimarães.

Lula também ouviu, como Leonel Brizola dizia, este convite a formarmos uma “geleia geral”, como se todos fôssemos iguais e tivéssemos os mesmos caminhos para o Brasil.

Não era assim no início dos anos 80 e não é assim agora.

Formar uma frente exige definir identidades e marcar o ponto de separação.
É como dizer: -vamos juntos até ali, depois nos separamos.

O primeiro passo para a formação de uma frente com coerência é que dela não sejamos partes apenas individuais, mas como parte das instituições da democracia que queremos defender: partidos, sindicatos, associações, todas as representações que formam uma sociedade madura.

Os últimos movimentos “geleia geral” que tivemos foram desastrosos: as “jornadas de junho” de 2013 e o impeachment de Dilma Rousseff foram caminhos que nos levaram ao que temos hoje.

A formação de uma frente, necessária e imprescindível, jamais se fará com a perda de identidade.
CUT e Globo não são iguais; Fernando Henrique e Lula não são iguais.
PT e MBL não são o mesmo. João Dória e Guilherme Boulos, muito menos.

A união possível é pela preservação das liberdades democráticas e o horizonte é a normalização da vida política, que não pode ser definida pela disputa judicial-policial, mas por eleições.

É preciso que isso fique claro, ou estaremos enganando a população e apostando numa “solução” que elimine o psicopata mas mantenha a crueldade da psicopatia.

Por deixar de lado estas diferenças de identidades as “diretas-já” terminaram
em José Sarney e o antisarneysismo em Fernando Collor de Mello.

A direita, como não tem mais símbolos, está ansiosa por uma “geleia geral”,
porque Jair Bolsonaro lhe roubou grande parte de seu eleitorado.

A esquerda, por sua vez, pode abrir mão de tudo, menos de não aceitar
uma solução que mantenha o bolsonarismo sem Bolsonaro.

https://twitter.com/gleisi/status/1267815248620224514
https://www.tijolaco.net/blog/frente-ampla-nao-e-geleia-geral

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Marcos Videira

03 de junho de 2020 às 00h14

Quando o sujeito não quer, não adianta. Ele vai colocar um monte de obstáculos e uma série de defeitos para “justificar” sua posição.
Lula não vai entrar na Frente.
Lula só aceita se ele estiver à Frente.

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Elaine

02 de junho de 2020 às 16h10

O edifício democrático brasileiro está pegando fogo. Não podemos dispensar nenhuma ‘lata de água’.
As divisões só interessam aos incendiários.
Inimigos desunidos é muito mais fácil de derrotar.
Com todo o respeito que eu tenho ao Lula, eu estou aceitando a aliança temporária com qualquer um que ajude a livrar o meu país de uma ditadura militar fascista. A história mostra que uma vez instaladas é muito difícil derrubar as ditaduras.
Portanto, eu vou deixar para brigar depois. Agora eu quero Bolsonaro é fora do Planalto. Uma coisa de cada vez.

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Elaine

02 de junho de 2020 às 12h33

Entendo perfeitamente as críticas do Lula. Mas nesse momento vamos precisar dar uma tregua.
A direita nos colocou a mercê do neonazismo. Ela tem que reagir para consertar o estrago porque é responsável pela desgraça que estamos vivendo. Mas o fato é que se a deixarmos sozinha nesse movimento ela vai assumir o protagonismo político como salvadora da nação e nós vamos ser duplamente prejudicados. Precisamos nos unir para salvar o país e deixar para brigar depois. Se deixarmos a ditadura se instalar não vai ter nem para a direita e nem para a esquerda.
Concordo com Janine: estamos fracos e precisamos de aliados. É por causa da nossa fraqueza que Bolsonaro está fazendo o que quer nesse país. Essa fraqueza foi nos imposta pela direita. Mas a casa está em chamas e todos vamos perder o teto. É melhor todos nós jogarmos agua para apagar o incêndio e depois acertar as diferenças. A situação em que o país se encontra é gravíssima. Não dá para pensar de outro jeito vendo o país cair num regime neonazista.

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Henrique Martins

02 de junho de 2020 às 10h59

URGENTE,

Sugiro aos atores entrarem nesse movimento em massa. Afinal, Bolsonaro está destruindo a cultura no Brasil.

Por razões óbvias, o pessoal da educação também tem que entrar com força total .

Vamos mostrar para esses canalhas com quantos paus se faz uma canoa.
Não podemos deixar 30 por cento de fanáticos, loucos e evangélicos nos impor um fascista e neonazista num retrocesso sem precedentes na história mundial.

Somos 70 por cento!

Sugiro urgentemente que os músicos se unam para compor e gravar uma música tipo a ‘We Are The World’ que os músicos americanos fizeram para a África. Quem sabe sob a liderança de Caetano Veloso e Chico Buarque né.

Sugiro aos atores criarem uma peça teatral bem legal e no mesmo sentido. Tudo gravado e colocado na internet para recrudescer o movimento.

Vamos emprestar força para o STF, o TSE e o Congresso conseguirem parar Bolsonaro.

Não precisamos de fake News sujas para derrubar Bolsonaro.

Vamos nos unir às torcidas de futebol. Elas vão nos ajudar a derrubar Bolsonaro e sua turma de fanáticos.

Os jogadores que tiverem índole democrática por certo vão querer engrossar o movimento.
Não precisamos de caras como o Neimar. O futebol do Brasil não tem só Neimar não.

Desculpa ai Lula, mas,
sinceramente não vamos precisar de você.

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Zé Maria

02 de junho de 2020 às 02h21

A Inteligência Política do Lula é Incomparável.
A Clareza de Raciocínio o fez um Líder Popular.
Ele tem um Discernimento Incomum no Brasil.

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jucemir r. da silva

02 de junho de 2020 às 00h43

Lula, com dois quentes e um fervendo, foi direto ao ponto.
A mais acertada fala de Lula em anos.
Até que enfim.

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Henrique Martins

01 de junho de 2020 às 23h08

A torcida do Corinthians não vai precisar de partido político para derrubar Bolsonaro nao.
Essa torcida vai mobilizar torcedores do Brasil todo e livrar o Brasil do fascismo e do neonazismo.
Estou tendo a honra de dar a notícia a vocês em primeira mão. Vai ser um feito inédito na história do planeta. É só vocês aguardarem o andar da carruagem. A torcida agora é pela democracia no Brasil. E se há uma coisa que brasileiro sabe fazer é torcer.

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