VIOMUNDO

Diário da Resistência


Opinião do blog

Hipocrisia… e os erros de Lula e Erundina


20/06/2012 - 15h35

por Luiz Carlos Azenha

Primeiro, a hipocrisia.

Recorro ao texto do ex-ministro José Dirceu, em seu blog, que tratou dos que não poderiam criticar a aliança PT-PP:

“Menos o candidato do PSDB a prefeito, o ex-governador José Serra e certa imprensa. O postulante tucano à Prefeitura porque em sua campanha para o Planalto em 2010 recebeu muito feliz  e sem questionar o apoio do mesmo PP e de Maluf e, não esquecer, o de uma parte do PMDB, a liderada pelo ex-governador Orestes Quércia. A imprensa porque se calou diante disso naquela ocasião. Isso quando não apoiou velada ou ostensivamente a aliança do serrismo com o malufismo e o quercismo.

José, tampouco, poderá atacar a aliança PT-PP porque Maluf apoia e integra o governo de seu companheiro tucano, o governador Geraldo Alckmin, ocupando, inclusive, um alto posto na administração, com o malufista Antônio Carlos do Amaral Filho presidindo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado (CDHU). Tem mais: até poucas semanas atrás, o PP e seu líder Maluf tinham o silêncio, quando não o apoio dessa mesma mídia, enquanto mantinham entendimentos para uma coligação com o PSDB de José, um apoio que só perderam agora. De repente perderam esse apoio. Por quê? Por que será?”.

O jornal Valor Econômico chegou ao ponto de “descobrir”  um documento mostrando que Maluf, quando governador biônico de São Paulo, cedeu as instalações para a Operação Bandeirante, que torturou presos na rua Tutóia. Isso de um jornal que é resultado de uma sociedade entre as Organizações Globo — o maior filhote da ditadura —  e o Grupo Folha, que deu apoio material a torturadores.

No mesmo post, José Dirceu também adverte:

“Vamos com calma, então, com esse andor. Petistas e aliados, por favor, sem esquecer que o foro mais adequado para debater e buscar a solução dessa questão é a coordenação e a direção política da aliança e da campanha do Fernando Haddad. Deflagrar um debate em torno disso em público e pela mídia é dar chumbo ao adversário”.

O problema com este raciocínio de Dirceu é que centenas de milhares de paulistanos, que não se renderam ao antipetismo midiático, viram no episódio da visita de Lula a Paulo Maluf  não uma adesão do malufismo ao PT, mas uma adesão do petismo a Maluf.

Primeiro, pela forma, que na era das imagens conta muito. Maluf afagou a cabeça de Fernando Haddad, numa cena tão forte e simbólica que poderia ter sido produzida pelos marqueteiros de José Serra.

Segundo, pelo conteúdo. Nas declarações que deu durante e depois do evento, Maluf fez parecer que o PT tinha aderido ao malufismo. Para não melindrar o anfitrião, os petistas falaram apenas em não olhar pelo retrovisor.

Errou, portanto, o ex-presidente Lula. O minuto e meio que Maluf acrescenta na propaganda de TV de Haddad vai sair a um custo altíssimo, sem contar que os malufistas vão todos votar em José Serra.

Como escreveu o Roberto Locatelli, em comentário neste blog: “O problema de se abraçar ao diabo é que ele leva ao inferno”. “De fato”, escrevi, ao concordar com ele.

Finalmente, não acredito que Luiza Erundina tenha errado ao deixar a chapa. Ela sabia da aliança com Paulo Maluf mas, como alega, pode de fato ter sido pega de surpresa pelo espetáculo da adesão de Maluf  à campanha do PT — ou do PT a Maluf, que foi como a mídia vendeu o peixe.

Se achou inaceitável o que viu, fez bem em desistir de formar a chapa.

Mas Erundina errou na forma. Logo ela, que sempre foi crítica dos meios de comunicação, usou e se deixou usar por eles — da Veja ao Globo, da Folha ao Estadão — para atacar aqueles dos quais se diz aliada.

Com um aliado destes, ninguém precisa de adversário.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
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O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



181 comentários

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francisco.latorre

25 de junho de 2012 às 21h28

por falar em hipocrisia..

erundina no psb apoiou a candidatura garotinho em 2002.

e aí?..

apoiar o saco de bosta pode. receber apoio do saco de bosta não pode.

o melhor da hipocrisia é que ela não dura dez minutos.

..

2012. ano internacional do pau na hipocrisia.

..

Responder

    Mário SF Alves

    28 de junho de 2012 às 14h13

    Kkkkkkkkkkk! É. Você tem razão. Parece que é isso. Kkkkkkkkkkk! Dois, zero, um, dois devia mesmo ser considerado o Ano Internacional [ou Latinoamericano] do Pau na Hipocrisia. Pau na hipocrisia golpista no Paraguai; pau na hipocrisia simplicadora da complexidade política brasileira; pau na hipocrisia cotidiano-enjoativa do PIG; e pau na nossa própria hipocrisia que permite a corrupção ideológica e a consequente desestruturação do conceito real de democracia; inclusive de partidos que a representam.

    abolicionista

    28 de junho de 2012 às 17h00

    Acho que todo conceito de democracia é idealista… mas concordo.

Músicos não sabiam de ‘tchu-tcha’ de Serra « Viomundo – O que você não vê na mídia

25 de junho de 2012 às 17h30

[…] Hipocrisia… e os erros de Lula e Erundina […]

Responder

Sr. Indignado

23 de junho de 2012 às 21h23

Haddad virou só mais um, e seu limite vai até Maluf e o que tem até Maluf!!!
Ou vai além do Maluf?

Responder

Regina

23 de junho de 2012 às 00h25

Lula aprendeu a lidar com todo tipo de pessoa e é generoso, qualidade rara em políticos. O Sr. Maluf não é um problema do Lula ou do PT, e sim da Justiça. Todos erram em algum momento, mas Lula pensa no coletivo, nos que mais precisam. Erundina deixou o orgulho e, talvez, a vaidade, falar mais alto.É possível que Erundina se arrependa.Lula, por sua vez, continua grande.

Responder

    Mário SF Alves

    28 de junho de 2012 às 17h16

    Passado o calor da discussão, sou forçado a concordar com você, ainda que fortes restrições a um certo segmento corrupto do PT. E é isso mesmo, só com muita grandeza d’alma se conquista a democracia que nós precisamos; que o País necessita; e que o Continente igualmente precisa. E vivas ao Lula! E vivas à presidenta Dilma! E vivas ao PT e ao PC do B! E vivas à esquerda democrática que sempre foi desdenhada, mas que jamais perdeu o rumo e nem o bonde da história.

Zilda

22 de junho de 2012 às 17h44

Um pouco da lucidez de Rodrigo Vianna para clarear mentes neste blog.

Golpe contra Lugo

Paraguai: o elo mais fraco?

publicada sexta-feira, 22/06/2012 às 13:48 e atualizada sexta-feira, 22/06/2012 às 13:48

por Rodrigo Vianna

Em 1917, quando a Revolução explodiu na Rússia, os marxistas encontraram uma explicação rápida para o fato de o movimento comunista não ter surgido com mais força nos países centrais do Capitalismo (como se depreendia que deveria ocorrer, pelas teorias de Marx): a terra do Czar era “o elo mais fraco da cadeia”.

Nos anos 60, de certa forma, foi isso também o que levou Guevara a fazer guerrilha na Bolívia, em busca de outros vietnãs mundo afora. O país andino era um Estado (aparentemente) fragilizado, sem a força de uma burguesia brasileira ou argentina, sem a coesão política de Colômbia e Venezuela. Além disso, o povo boliviano tinha tradição de luta – como já se fizera notar nos anos 50 do século XX. Guevara terminou cercado e morto, porque o “frágil” Estado boliviano teve apoio dos EUA no combate ao foco guerrilheiro. Não funcionou na Bolívia a idéia do “elo mais fraco”.

Mas a direita parece ter aprendido com isso.

Frente ao movimento contínuo de governos à esquerda, eleitos nos últimos 15 anos na América do Sul, e mesmo na América Central, os setores conservadores (com apoio aparente dos seviços de inteligência dos EUA) passaram a atuar para derrubar, justamente, os “elos mais fracos”.

Fizeram isso depois de perceber que atacar Chavez – como se tentou em 2002 – poderia gerar uma reação ainda mais perigosa no Continente. Primeiro, atuaram em Honduras. Lá, um presidente de origem conservadora, virara aliado tardio da esquerda bolivariana. Mas faltava coesão e mobilização social à base de apoio de Zalaya. A direita deu o golpe, com aparência de legalidade. O presidente foi tirado de pijama de casa, e deportado. Os EUA prontamente “reconheceram” o novo governo. E Honduras entrou depois numa espiral de violência, em que o Estado foi retomado pelas forças mais conservadoras.

Agora, o “elo mais fraco” é o Paraguai. Lugo chegou ao poder sem maioria no Congresso (alô rapaziada que torce o nariz para as alianças de Lula e Dilma; sem aliança, Lula teria virado um Lugo em 2005), desgastou-se pessoalmente com escândalos sexuais. E a base social de seu governo – apesar de ter algum peso – parece ser a mais fraca do subcontinente, na comparação com Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia, Brasil e Uruguai.

Há alguns anos, pessoas da minha família que moram em Assunção já haviam relatado o estranhamento geral no Paraguai com o tal EPP (uma guerrilha “misteriosa”, surgida em províncias de tradição agrária e que passou a atuar e espalhar o ‘terror” entre fazendeiros, justamente no governo Lugo). A mídia paraguaia tenta associar o EPP aos movimentos sociais históricos, que deram e dão apoio a Lugo. Cria-se assim uma gelatina confusa de “subversão” e ameaça à propriedade. Lugo seria associado a essa gelatina, essa é a base para o golpe parlamentar em curso.

Lugo é acusado – especificamente – de inação pelo confronto entre militantes sem-terra e a polícia, há poucos dias. Houve várias mortes. O confronto, registrado em imagens ricas e abundantemente distribuídas mundo afora, pode não ter sido “armado”. Não tenho provas para afirmar coisa parecida. Mas não me cheira bem. Sabemos que a CIA segue a atuar. O Wikileaks revela como opera a rede de informações (com apoio na mídia, inclusive brasileira, que tenta revereter a “onda vermelha” na américa do Sul). É fato que, à direita paraguaia, interessava sobremaneira ter um ou vários cadáveres à mão – para colocar na conta de Lugo. Como se o presidente, e não a histórica concentração de terras no país vizinho, fosse o cupado pelos confrontos agrários e a instabilidade no campo.

Um ex-bispo, acusado ao mesmo tempo de subversão e de traição ao princípio católico do celibato, parece ser o “elo mais fraco” perfeito para uma direita acuada na América do Sul.

O libelo acusatório contra Lugo é uma piada, parece escrito pelo professor Hariovaldo. Mas na Venezuela, em 2002, os discursos dos golpistas também pareciam uma piada. E, se não fosse a reação popular, Chavez estaria exilado ou morto.

Resta saber se Lugo terá a grandeza e a firmeza de Chavez. E mais que isso: se contará com apoio popular efetivo para reverter o golpe “hondurenho” desfechado pelo Parlamento. Apoio diplomático ele tem. A UNASUL está com Lugo. Mas Zelaya também teve todo esse apoio. E perdeu.

Do outro lado há o peso histórico da direita, que dialoga diretamente com Washington, na tentativa de iniciar a reversão da onda vermelha na América do Sul.

O Paraguai será o elo mais fraco a se romper? Ou a direita morrerá cercada no Parlamento – feito Guevara no interior boliviano? É a história que se escreverá nas ruas de Assunção e no interior do país vizinho.

Responder

    Mário SF Alves

    25 de junho de 2012 às 21h16

    A chamada à reflexão expressa na observação a seguir, sim, de fato é oportuna: “Agora, o “elo mais fraco” é o Paraguai. Lugo chegou ao poder sem maioria no Congresso (alô rapaziada que torce o nariz para as alianças de Lula e Dilma; sem aliança, Lula teria virado um Lugo em 2005), desgastou-se pessoalmente com escândalos sexuais. E a base social de seu governo – apesar de ter algum peso – parece ser a mais fraca do subcontinente, na comparação com Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia, Brasil e Uruguai.”

    Nesse sentido, só tenho a agradecer sua percepção, Zilda. No entanto, o que está na raiz do problema não é a questão da dita aliança em si, mas, fundamentalmente a questão da pouca energia ou falta dedeterminação do PT na CPMI que investiga a máfia do cachoeira.

    Seja como for, obrigado. Concordo com você. É fato que o PIG e seus aliados históricos daqui e de acolá, continuam com todos os dentes afiados. Tentaram golpear o governo do PT já durante o primeiro governo Lula, continuaram com o mesmo intento no governo seguinte e continuam no governo atual.

    Pensando nisso, ainda resta esclarecer onde reside tanto pavor ao desenvolvimento socio-econômico do Brasil. Receio de perder parcela do poder socialmente excludente acumulado? Receio de que livremos o Brasil da condição de mera reserva de valor?

Cláudio Freire

22 de junho de 2012 às 13h18

Felipe Martins, tenha visão de processo. Não tenha uma visão tão imediatista.
Dizer que a eleição do Lula foi o pior que poderia acontecer à esquerda é um enorme equívoco.
Apesar de todas as contradições, que de fato existem na prática de governo, foi graças a esse “equívoco” que quase 40 milhões de pessoas melhoraram de vida, entre outras importantes conquistas populares.
Isto é suficiente? É evidente que não. A estrutura político-partidária, na prática, tem contradições e limites muito fortes. Sei bem que as conquistas dos governos Lula foram conseguidos com uma série de concessões, algumas muito incômodas, e que é necessário avançar. Mas pelo menos diminuiu muito o enorme preconceito que existia, e ainda existe, contra a esquerda.
Avançar a partir daí, com a eventual eleição de governos mais marcadamente de esquerda, fica muito mais possível do que era em 2002. Pense na coisas como processos dinâmicos, ok.

Responder

Carla Bergamo

22 de junho de 2012 às 13h09

Acho que o Lula chegou a um ponto que poderia escolher mandar o Maluf as favas e teria aumentado os votos. Acho que o Lula pode fazer as escolhas que quiser… mas por um minuto e meio amais de TV ele vendeu sua alma, sua integridade, sua coerencia… muito triste! Um presidente que acabou com um indice de aprovacao de 87% podia se permitir de aparecer na TV e dizer: olhe, eu poderia ter feito alianca com o Maluf, mas nao vou fazer isso por um minuto e meio de TV. Acho que minha historia e minhas conquistas falam mais de um minuto e meio. Posso me permitr de ser coerente e limpo… e o papelao teria sido do Serra que ia aproveitar o minuto e meio do Maluf, procurado pela Interpol etc… nao ha justificativa!Para mim eh uma derrota. E acabou.
p.s. desculpem a ausencia de acentos etc. mas estou com teclado europeu…

Responder

Felipe Martins

22 de junho de 2012 às 12h46

O fisilogismo e o oportunismo se tornaram definitivamente o modo de atuação política do PT. Prefere conquistar o poder a qualquer custo, mesmo tendo que “lotear” o programa do partido. O resultado, todos sabemos, pois já vimos isso desde 2002 com a eleição de Lula: governo fraco, sem mudanças de rumo significativas, e sem contrariar a elite econômica.

Achei corretíssima a postura da Luiza Erundina. Sua renúncia à candidatura de vice-prefeita deve ser interpretada como um basta nesta modalidade de ação política oportunista. Sua pior consequência é a contribuição para a despolitização da sociedade, pois cada vez mais confirma que “é tudo farinha do mesmo saco”.

Do ponto de vista ideológico, a eleição do PT em 2002 foi, paradoxalmente, um dos mais duros golpes à esquerda na história do país. Todo o entendimento da população sobre o que é ser de esquerda, como questões sobre socialismo, anti-capitalismo, Estado de bem-estar-social, privatizações, reforma trabalhista e previdenciária, reforma agrária, etc, todo este aprendizado, que foi forjado na luta de classes, através de greves e amplas mobilizações socais, parece que foi esquecido, e as massas se desmobilizaram. Todo este acúmulo de força, que levou décadas para ser construído, foi perdido. Há quem diga que foi porque o país melhorou. De fato, houve uma pequena melhora devido aos programas sociais e à demanda externa puxada pela China. Mas foi uma mudança efêmera, conjuntural, que pode ser revertida facilmente. Estruturalmente nada mudou. A saúde e a educação pública estão sucateadas. As privatizações continuaram. A dívida pública consome metade de orçamento. Ou seja, o PT deu continuidade ao modelo de Estado-mínimo neoliberal. As estruturas de poder do grande capital permaneceram intactas. Comparemos, por exemplo, com a Venezuela, que levou a cabo muito dos projetos que já foram do PT, e com enorme sucesso. Mesmo com os grandes avanços de bem-estar alcançados pelo povo venezuelano, eles não se desmobilizaram, o nível de conscientização das massas elevou-se, e o debate político-ideológico entre esquerda e direita envolve uma ampla gama da sociedade. Ainda que, improvavelmente, um partido de direita vença as próximas eleições presidenciais, ele teria muita dificuldade em reverter os avanços conquistados com o governo Chávez. Um novo Caracazo seria iminente. Percebem a diferença?

Do ponto de vista estratégico, é muito mais efetivo acumular força política legítima (não fisiológica), aliando-se, no máximo, com outras forças políticas legítimas em torno de um programa comum e bem definido. Aí sim, constituía-se um governo forte, com legitimidade para fazer mudanças significativas na sociedade. Pode ser mais difícil de conseguir eleger-se, mas ao conseguir, tem muito mais força.

Por isso esta decisão da Luiza Erundina deve ser apoiada. E deve ser lembrada como exemplo para as próximas construções da esquerda brasileira. O PT já se foi, não tem mais volta, virou “farinha do mesmo saco” de Sarney, Collor, FHC, Serra, e agora Maluf.

Responder

Helio Pereira

22 de junho de 2012 às 12h37

No Brasil já tivemos alianças que todo mundo imaginava serem imposíveis ,foi o caso de Getúlio Vargas e Luis Carlos Prestes.
Maria Bergner uma Judia alemã,conhecida no Brasil como Olga Benário,mulher de Prestes foi presa Grávida e encaminhada por Getúlio a Campos de Concentração Nazistas na Alemanha,onde deu a Luz a Anita Leocádia e depois foi fuzilada pelo Gov de Hitler.
Prestes embora odiasse Getúlio não titubeou em ficar a seu lado quando a Direita se armava pra tentar derrubalo,pois pensou na População mais Pobre do Brasil e fez este sacrificio pra não prejudicar o Povo mais humilde que dependia de Getúlio Vargas.
Prestes tinha motivos de sobra pra não se aliar a Getúlio,mas pensou no Povo,já Luiza Erundina não pensou em evitar um mal maior,pensou só nos seus interesses pessoais ao se recusar ser vice de Haddad só porque Lula hávia posado numa foto com Maluf.
Eu jamais imaginei que Erundina tivesse o comportamento de Luis Carlos Prestes com Getúlio,mas jamais imaginei que faria tão diferente apenas por causa de uma Foto de Lula com Maluf!
No tempo de Getúlio,”nossa” ex Prefeita sem duvida ficaria ao lado da UDN,pois é exatamente o que ela fez agora,se uniu aos Porta-vozes da antiga UDN e com isto ajuda Serra que representa o pior de nossa Politica!

Responder

    LUIZ FORTALEZA

    22 de junho de 2012 às 16h54

    Um absurdo as ilações maldosas q as pessoas fazem aki. Erudina ficou do lado da coerência, da ética na política e antagônica a velha forma de se fazer política a qualquer cuso, inclusive ético. Erudina não pauta suas ações políticas pela PIG. Só quem não conhece sua história de luta com movimentos populares é que fazem esses argumentos estapafúrdios.

    Helio Pereira

    22 de junho de 2012 às 19h35

    Ora Luiz eu conheço Luiza Erundina faz mais de 30 anos,participei de vários movimentos na Zona Sul de SP,fiz campanha pra ela a Deputada Estadual e Prefeita,percorri vários Bairros e Portas de Fábricas de Santo Amaro pedindo apoio a sua candidatura a Prefeita e fiz campanha porque acreditava em suas propostas,quando ela se elegeu Vereadora em 1982 eu apoiei sua candidatura,mesmo não sendo filiado ao PT,dei meu apoio em 1986 quando ela se tornou Dep estadual e depois quando saiu candidata a Prefeita,onde ajudei a derrotar este mesmo Maluf que hoje esta apoiando Fernando Haddad,então Luiz não venha dizer que eu não a conheço,pois conheço e muito bem,como conheço muito também o Maluf.
    Posso afirmar Erundina errou ao se aliar a Itamar Franco,onde ficou junto com Quércia,Freury,FHC,Sarney,ACM,César Maia,Marco Maciel e MALUF.
    Naquela época ela não viu problema em se aliar ao Malufismo,como não viu também ao se aliar aos Malufistas no Gov Alckmin,até ontem ela estava junto no mesmo Gov Tucano,no mesmo Guarda chuva Bicudo.
    Erundina teve um “surto de ética” que me lembrou Demóstenes Torres e seus discursos inflamados contra a corrupção e pela moralidade!
    E saiba Luiz que quando eu fiz campanha pra Erundina eu fiz por acreditar em sua seriedade e em seu trabalho e também porque toda minha familia era Católica e Erundina recebeu apoio das Comunidades de base.
    Saiba também que jamais recebi nada por ajudala em suas campanhas,pois sou contra Militância paga,como infelizmente o PT vem fazendo.

    Luiz Fortaleza

    22 de junho de 2012 às 21h41

    Vc deveria usar esses mesmos argumentos contra o Lula que se aliou a Collor, Sarney, Maluf etc. q é muito pior do que Itamar q é muito respeitado politicamente até por políticos do PT. E o PT foi cruel com ela naquela época expulsando-a, por ter assumido o ministério da administração para ajudar os funcionários públicos q logo foi demitida por Itamar por causa dessa ajuda ao funcionalismo. Se vc a conhece mais do que eu q mora aí em SP, isso não me descredencia de parlar sobre ela qdo a ouvi aqui palestrando nas universidades de Fortaleza e deixando claro suas posições dialéticas sobre a política brasileira. Um discurso teórico tão complexo que nem Lula iria compreender.

Cláudio Freire

22 de junho de 2012 às 09h48

Os dois erraram: Lula e Erundina. Só acho que ela errou mais ainda. Lula errou por ter feito aproximação com o PP sem a devida consulta e avaliação partidária. Exerceu um caciquismo despropositado.
Erundina é um símbolo de dignidade, integridade e clareza ideológica. Mas dessa vez ela errou feio, na minha opinião. Uma pena. Ela tomou uma decisão e voltou atrás através da imprensa, que esperava por isto para desgastar a candidatura Haddad. Foi individualista. Afinal, ela teria mais capacidade de realização num possivel governo Haddad do que Maluf. Maluf é um político canalha e fascista, a aproximação com ele é muito desconfortável, sem dúvida, mas ele teria pouco espaço no governo. Erundina, pelo contrário, teria espaço, como Vice-Prefeita, para influir decisivamente nas ações sociais de governo na periferia, onde está sua principal base de apoio. Base essa que ganharia com a presença de sua maior liderança no governo. Ela poderia ter continuado na chapa, ter ressaltado suas diferenças políticas com Maluf, e destacado esse aspecto, de que ela teria influência importante no governo.
Em todo caso, bola prá frente. Vamos para a campanha contra o mal maior: Serra. Dentre os atuais políticos de expressão nacional no país, Serra é, sem dúvida, o mais fascista, truculento, desagregador e mau-caráter de todos eles. São Paulo não merece continuar com essa dinastia tucana, pior ainda com o mais execrável deles.

Responder

Luiz H

22 de junho de 2012 às 06h56

Essas defesas apaixonadas da infalibilidade do Lula tem o maior cheiro de stalinismo. Ele errou e tem que ser criticado, mesmo por quem o admira.

Responder

Wagner

21 de junho de 2012 às 21h00

Esse assunto já deu no saco, mas uma última informação.

Li não sei onde que a Erundina teria dito que além do pedido dos seus eleitores e amigos, teria pesado na sua decisão o alerta do colega e jurista Fábio Konder Comparato.

Comparato é militante antigo na seara dos direitos humanos e não concordaria com isso.

É como eu disse, não se trata de um político ladrão, mas de um autor de crimes contra a humanidade.

Responder

Claudio W.

21 de junho de 2012 às 20h42

Muito bom, Azenha… muita gente não consegue reconhecer que Lula errou na tática pre-campanha. Para o eleitor “normal”, ficou claro que essa aliança é visando ganhar espaço na campanha exatamente contra o Serra? Agora tem que ficar justificando, “Por que justo com o Maluf?” – acho que torna a campaha para a prefeitura ainda mais trabalhosa.
Afinal entre o “rouba, mas faz” e o “rouba e não faz” é malhor ficar com o primeiro? Ou não?

Responder

Panambi

21 de junho de 2012 às 18h26

O Lula errou, errou feio, como errou também em 2002, 2006 e 2010(PR, Collor, Sarney – um horror!!!!). Se ele não tivesse errado antes, como errou agora de novo, hoje poderíamos ser a 99.a economia do mundo, poderíamos ter o “coiso” preparando-se para disputar a 3.a reeleição a presidente, teríamos, quem sabe, Reinaldo Azevedo no Ministério das Comunicações, Miriam Leitão na Fazenda, Demóstenes na Justiça, Cachoeira no DNIT…que raiva Lula, teria sido melhor ter perdido todas, mas com dignidade!!!

Responder

    Dias

    21 de junho de 2012 às 19h16

    Com dignidade e a frase, “Existem algumas derrotas mais triunfantes que vitórias.” tatuada no bíceps dos milhões de brasileiros que permaneceriam na miséria, esperando o futuro chegar no cemitério.

    Elcio

    21 de junho de 2012 às 19h28

    Sensacional ! rs rs.

    Mário SF Alves

    21 de junho de 2012 às 20h40

    Fato 1) O projeto era muito maior do que isto. Muito maior do que inclusão econômica/consumista. Ou será que o “Brasil Um País de Todos” era nada mais do que apenas frase de efeito?
    Fato 2) Realpolitik não pode ser cortina de fumaça a esconder fraquezas politicamente insustentáveis e a CPMI tem sido a prova mais inconteste disto. Afinal, ela, (a CPMI), é ou não é parte integrante do mesmo cenário onde há quase dez anos se faz sondagem e conhecimento prático desse terreno chamado Brasil?
    Fato 3) A prosperar neste ritmo e rumo, o PT logo, logo vai ter de contratar cabos eleitorais para ocupar as vagas deixadas pelos militantes políticos. E não havendo mais como empurrar com a barriga, o mais decente seria acionar de vez o piloto automático, ejetar a tripulação e deixar seguir adiante o circo da pseudo-democracia, pois, para isso, o PT jamais se faria necessário. Muito pelo contrário. E não nos iludadmos, sem PT e demais partidos joões-sem-braços, mais dia, menos dia, e seja no Brasil, seja onde for, o povo irá decidir e construir seu próprio futuro.
    Aliás, fica uma dica: o Assange está com problemas de asilo, que tal recomeçar por aí?

Helio Pereira

21 de junho de 2012 às 16h49

Erundina era uma esperança de melhora das condições de Transporte e Saúde pra quem mora na Periferia de SP,como vice Prefeita poderia influir nos planos de Governo de Haddad e participar ativamente deste Governo da Capital,Erundina seria uma Porta-voz daqueles que nunca tiveram voz em SAMPA!
Erundina jogou a esperança da Periferia no lixo por um capricho sem nenhuma lógica,pensou só em se promover com este episódio,pensou só em si!
Pior foi dizer num dia que ficava,depois que não ficava,depois de novo que ficava pois não era de fugir da luta e depois foi procurar a Revista VEJA,a Folha de SP e o Estadão que sempre lhe criticaram pra informar que não aceitava mais a vaga de vice,isto pegou muito mal a esta Senhora que deveria ter um pouco mais de juizo,afinal ela não é uma principiante na Politica.
Fiquei com a impressão que ela adquiriu a “sindrome de Amélia”,aquela que “quanto mais apanha mais gama”,parece que Erundina se “apaixonou” pelos que sempre a agrediram,talvez por isto tenha procurado este pessoal em primeiro lugar pra informar de sua desistência a vice de Haddad,ou talvez ela tenha ficado com “pena” da VEJA e tenha resolvido dar uma “forcinha”a publicação da editora Abril,uma vez que cachoeira e sua turma não “abastecem” mais o Jornalista Policarpo Jr,quem sabe Erundina esteja querendo ocupar este espaço?
Hoje eu ouvi Erundina na Rádio Joven Pan de SP,uma emissora que nunca lhe abriu espaço e sempre a atacou,não faltaram elogios a sua atitude e ela estava se sentindo em casa ao lado daquela turma de Direita.
Não sei se Erundina nos enganava antes,ou se esta enganando agora,o fato é que não da pra nela confiar!

Responder

Regina Braga

21 de junho de 2012 às 16h19

Acho que o Lula foi brilhante.Erundina sabia do acordo mas pulou fora?Bom, o movimento foi ótimo…Haddad ficou mais conhecido.Lula é uma assumidade na política.Vamos aguardar!

Responder

jandui

21 de junho de 2012 às 15h27

Lula deu aula.

Aprende quem quer.

Responder

    Carlos Hummel

    21 de junho de 2012 às 16h37

    Uma aula magna igual ao THC, digo FHC.

    O curso do tipo:”Esqueçam o que falei (sic)”

    Podre, prefiro essa frase:
    “Existem algumas derrotas mais triunfantes que vitórias.” (Michel de Montaigne)

    jandui

    21 de junho de 2012 às 21h00

    .. e quem não quer, não aprende.

    Ou falta capacidade.

enio

21 de junho de 2012 às 14h54

Pô, o PP está no governo federal desde 2005 e o Brasil foi para o inferno? Muito pelo contrário. Agora os que criticam viraram a santa joana d’arc, a virgem guerreira, e querem combatem o diabo a todo momento. E esse diabo foi bem construído. É só ver como os colunistas dos jornais tratam o aperto de mão e como Luiza Erundina sorri à toa. Deu troco em Lula e no PT e ainda saiu bem na foto (dela). Andou para o projeto político que visa ganhar o governo de sp.

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Dias

21 de junho de 2012 às 14h50

A foto com Maluf não é problema, é a solução que resolveu o verdadeiro problema que seria a Erundina como vice do Haddad, inocentemente empurrada pelo PSB paulista do Márcio França.

Quem quer o bem da cidade de São Paulo, que agradeça a resignação e grandeza de Lula por deixar-se fotografar junto a Maluf, e assim resolver o pepino da vice e de quebra, fazer Haddad conhecido como candidato a prefeito por todos os paulistanos, em apenas três dias.

No mês que em que mais um recorde de desemprego em baixa é batido, perguntem aos milhões de brasileiros que deixaram a miséria, se valeu a pena deixar de ser virgem, na zona política que eles estabeleceram no Brasil?

Responder

Alexandre Carlos Aguiar

21 de junho de 2012 às 14h33

A gente, do PT, se indigna com essa situação. Mas seria interessante, também, perguntar ao malufistas se eles gostariam de andar lado a lado com os petistas numa campanha pelo governo de São Paulo. Eles mesmo não querem e vão votar macissamente em Çerra.

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    Ildefonso Murillo

    21 de junho de 2012 às 15h21

    Interessante essa tese do Alexandre!! Quer dizer que para o malufista não importa sua opção pela liderança do Maluf e, na realidade, essa devoção será sobrepujada por uma suposta rejeiçao ao PT que o levará a votar no PSDB???!!!!???!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Conta outra oh tucano

valdinei vieira

21 de junho de 2012 às 14h06

Sejamos práticos: Serra hoje é o único nome da direita ( Opus Dei et caterva ), então se for preciso se aliar ao capeta para derrotá-lo devemos convidar até o resto da “família” dele ( Lúcifer, Tinhoso, Diabo, Satanás ). Já imaginaram o estrago no PiG ?

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Indio Tupi

21 de junho de 2012 às 13h59

Aqui do Alto Xingu, os índios transcreem parte da entrevista de Mario Covas ao “Roda Viva”, em 22.6.1998, sobre o apoio de Maluf a FHC

“”Luís Costa Pinto: Governador, incomoda ao senhor entrar na campanha tendo que explicar a sua administração? Tendo que explicar a negociação do Banespa e olhar para o lado e ver que o seu principal adversário que, em alguns momentos, o senhor responsabiliza, em todo ou em parte, pela situação de São Paulo, estar ao lado daqueles que foram aliados do senhor historicamente, quer dizer, está o Maluf ao lado do Fernando Henrique… em outros estados, é o Fernando Henrique ao lado do Antônio Carlos Magalhães [1927 – 2007. Governou a Bahia por 3 vezes. Foi eleito senador pelo estado em 1994 e 2002], na Bahia; por exemplo, é o Fernando Henrique ao lado do Marco Maciel [foi deputado, governador de Pernambuco e vice-presidente da República entre os anos de 1995 a 2002. Foi eleito senador em 2003], em Pernambuco, ou seja, os adversários históricos de vocês… O que irrita mais o senhor, incomoda mais o senhor na campanha, aqui em São Paulo? É explicar isso, a matemática da sua gestão, ou é explicar para o eleitor as alianças que foram feitas e porque o senhor não está integralmente, não tem um apoio integral do presidente que estava ao lado do senhor?

Mário Covas: Eu não tenho explicações a dar. Eu não estou na defesa. Eu tenho como atacar! [ri] Eu estou oferecendo para vocês uma oportunidade de escolher o terreno, qualquer que seja, para a gente discutir administrativamente quem fez mais. No plano político, podemos discutir também. No plano moral podemos discutir também. Eu não vou me colocar na defesa. Não tenho explicações a dar. Eu posso justificar cada uma das minhas atitudes, até porque tenho o dever de fazer isso. Mas eu não estou na defesa, não.

Luís Costa Pinto: O senhor acha que o presidente tem explicações a dar em relação à divisão de palanques dele em São Paulo?

Mário Covas: O presidente Fernando Henrique? O presidente Fernando Henrique tem toda a liberdade de ter o apoio que acha que deve ter. Acho até que é uma coisa boa que o Maluf está fazendo. A única coisa que eu concordo com o Maluf é no fato de estar apoiando o Fernando Henrique. Pela primeira vez ele está escolhendo o melhor candidato. Não é comum o Maluf fazer isso. Por outro lado, eu sei que o presidente sofre [abre as mãos], tem que receber até o Maluf. Ele está em um partido, o partido apóia muito bem, ele o recebe. É evidente que o período de receber o Maluf reside no fato de que, se você o recebe sozinho, quando ele sai, conta a versão que ele quiser. Não importa se ela é verdade ou não…

Luís Nassif: O senhor receberia o […] sozinho ou não?

Mário Covas: Recebo. Recebo [todos falam ao mesmo tempo]. Eu o receberia sozinho e receberia uma porção de gente sozinho. Mas nas duas vezes que o Maluf foi comer comigo lá no Palácio tinha mais gente, viu [risos].

Matinas Suzuki Jr.: A propósito, tem dois eleitores que dizem aqui que eram eleitores do Paulo Maluf, e que votaram no senhor graças ao apoio que o Maluf deu ao senhor na eleição passada. E se o senhor não teme que esses votos façam falta agora nessa eleição?

Mário Covas: Não creio. Eu tive, praticamente, os mesmos votos no primeiro turno e no segundo turno. Um pouco mais de votos. Se o capital que o Maluf tem para transferir é apenas aquele, não faz falta.””

A íntegra da entrevista está no link abaixo:

http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/83/entrevistados/mario_covas_1998.htm

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Paulo Soares

21 de junho de 2012 às 13h39

Modernização conservadora.

Responder

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 14h45

    Ainda assim, modernização. Entre avanços e atrasos, o país avança, não é assim?

    Carlos Hummel

    21 de junho de 2012 às 16h33

    Ainda assim conservadora, elitista, retrógada e burra.

    A conta virá em cargos, vista grossa na corrupção, etc.

    Assim se torna o PT: uma ‘verdadeira’ festa de “a-romba” (nos cofres públicos, na ética).

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 17h33

    Caro Carlos, acho que você comeu bola. O comentário do Paulo fazia referência a um conceito da economia política, o de “modernização conservadora”. É um conceito elaborado por Barrington Moore para retratar o caso de desenvolvimento capitalista na Alemanha e no Japão. A abordagem da modernização conservadora abriu uma interessante linha de interpretação dos processos de construção do Estado e da modernização capitalista, tanto nos países centrais, quanto na América Latina. No Brasil, o livro de Moore teve grande impacto, especialmente porque a segunda das três vias para a modernidade parecia se encaixar perfeitamente na trajetória brasileira.
    Não obstante, o elemento que diferencia o processo de modernização conservadora no Brasil vis-à-vis ao caso alemão e japonês deve-se ao fato de que a elite dominante nacional não teve a preocupação em expandir a cidadania para parcelas significativas da população, ao contrário do caso alemão e japonês, que incorporou as classes inferiores à sociedade. no caso A especificidade do caso brasileiro foi a preservação, ao longo dos séculos, de uma estrutura fundiária que deitou raízes, predominantemente, nas médias e grandes unidades de exploração agrícolas. Assim, a estrutura fundiária nacional enraizouse predominantemente em unidades de explorações
    agrícolas que se modernizaram seguindo o caminho da via prussiana, isto é, transformando as unidades de exploração agrícola em capitalistas sem que houvesse o fracionamento da estrutura fundiária nacional.
    Eu ressaltei o fato de que o processo de modernização brasileira sempre ocorreu por meio dos pactos entre as forças progressistas e conservadoras, entre o moderno e o arcaico. Para muitos autores marxistas brasileiros, o processo de modernização brasileira se dá pela reposição do atraso. Por isso avançamos a passos de tartaruga, sempre com promessas de grandes saltos milagrosos. Por pior que seja, esse é processo pelo qual o Brasil tem avançado. O outro lado é o franco retrocesso como o que aconteceu em 64. Trágico? Sim, mas adianta espernear?

    Mário SF Alves

    21 de junho de 2012 às 20h59

    Sobre modernização conservadora, caro Abolicionista, não será demais lembra. Essa via já foi adotada anteriormente pela ditadura militar. Foi a solução “perfeita” para modernizar a agricultura. De um lado manteve-se intacta a estrutura fundiária mais retrógrada do planeta e, de outro, esvaziou-se ainda mais as ligas componesas, e de quebra, abarrotou-se a periferia urbana de todo um exército industrial de reserva. E tudo isso com as bençãos do capital industrial. Por capital industrial, leia-se, indústria de agroquímicos. Você teria uma estratégia melhor? A propósito, este não era o meu País. Este era e – pior – continua sendo o país deles. De muitos auto-intitulados petistas, inclusive.

    Lucas Cardoso

    22 de junho de 2012 às 09h41

    Rá! É por isso que eu não sou mais petista. O PT ficou tão de direita que seus apoiadores são forçados a adotar o discurso da ditadura!

    abolicionista

    23 de junho de 2012 às 12h54

    Desculpe, esse não é o discurso da ditadura. É o discurso da sociologia crítica brasileira. O comentário, aliás, não foi propositivo, apenas analítico. Leiam novamente. Onde eu elogiei a modernização conservadora? Acho ela algo terrível. Infelizmente, é inegável que ela produz avanços. Ainda que esses reponham o atraso, ou ainda teríamos escravidão (e nós não temos? Temos, mas vocês sabem que não é a mesma coisa, enfim, a história é feita dessas sutilezas).

Helio Pereira

21 de junho de 2012 às 13h36

Erundina chegou a dizer que Lula deveria ter feito uma aliança mais “discreta”,talvez como aquela que a própria Erundina fez ao deixar o PT que lhe servira pra chegar a Prefeitura pra se “juntar” a esta mesma turma formada por FHC,César Maia,Marco Maciel,ACM,Quércia,Jader Barbalho,Sarney e até o próprio Maluf no apoio e na composição do Governo Itamar franco,Erundina também não viu nenhum problema em ver seu PSB fazer parte do Governo Alckmin junto com o PP de Maluf e também jamais criticou o fato de seu Partido compor com o PP de Maluf em praticamente todos os estados do Brasil,parece que negociação por baixo dos panos pode na interpretação da “coerente Erundina”!
Até ontem Maluf era cotado pra fazer composição com Serra e Luiza Erundina estava la junto com PP e PSB atravéz de Márcio França Pres do PSB no estado de SP,foi só Maluf abandonar o Barco Serrista pra Erundina por a boca no mundo!
Pior Erundina procurar aquela “velha imprensa” que tanto a atacava,procurar justo a VEJA aliada de Carlinhos cachoeira e Demóstenes Torres!
Fiquei com a impressão que Erundina ficou magoada com o fim do “casamento” Serra/Maluf.
Em minha opinião Lula acertou,pois representando o PT como seu Presidente de honra,fez um acordo com Maluf que é o Presidente do PP.
Afinal se o PP é um Partido livre,que participa do Processo politico dentro das leis vigentes e seu maior representante é o ex Prefeito Maluf,não seria com ele que Lula deveria tratar(?),queriam o que(?),que Lula tratasse com o PAPA?
Lula jogou limpo não escondeu um acordo em que o PP vai dar apoio ao candidato Haddad e não o contrário como sugerem certos articulistas!

Responder

Joao Barbosa

21 de junho de 2012 às 11h22

Eu prefiro, 1000 vezes, ter como aliada essa mulher ( que mora no mesmo apartamento desde antes de ser prefeita de São Paulo ) do que um corrupto procurado pela interpol.

O Lula errou e errou feio !!!

Ele errou em Recife, em Belo Horizonte e agora em São Paulo !!!

Ele está tratorando os diretórios regionais e substimando o eleitorado.

É indiscutível a habilidade política dele mas, será que ele acha que só ele sabe fazer política ?!?

Será que ele conhece todos os diretorios regionais, todos os membros, sabe o momento e o clima de cada cidade ?!?

O Haddad ERA um bom nome…com o auxílio da Erundina ficaria melhor ainda, porém, com essa reviravolta… acbaou de vez a possibilidade de eleição.

Agora eu entendo o recuo da Marta Suplicy….tem certas coisas que não dá para engolir mesmo.

Uma coisa é o Lula ser o presidente da republica e por liturgia do cargo, subir em um palanque onde está o Collor e demais coronéis. A gente até entende….

Outra coisa completamente diferente é ele, sem mandato e no comando de uma chapa, procurar aliados para o seu candidato !!!

Entendeu ?!?

Uma coisa é receber por obrigação de ofício…outra é ir buscar por vício…

Responder

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 12h15

    Entendi, e agora você vota no PSDB, né?

    Che Guevara da Fiel

    21 de junho de 2012 às 12h52

    Ora, não seja simplista. Recusar o PT-PP não significa aderir ao PSDB. Pode-se anular o voto, abster-se, votar num partido de extrema esquerda etc. Essa mentalidade “ou está comigo, ou está com meu inimigo” é muito arcaica, meu caro, não combina com o espírito moderno que a esquerda deveria ter. O seu modo de pensar parece coisa dos velhos coronéis da República Velha: “ou aceita tudo o que eu faço e fica do meu lado, ou está com os outros”. Por favor, vamos ler um pouco de Marx para ver o que é mesmo esquerda, sim?

    francisco pereira neto

    21 de junho de 2012 às 13h04

    Quiá, quiá, quiá, quiá!!!
    Muito bom o Lei Áurea.

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 14h45

    Simplista e arcaico, caro Chê (você, ao escolher um nick desse, deveria saber disso), é achar que política se resume a votar. Sou totalmente a favor de construir um partido radical de esquerda no Brasil. Infelizmente, por uma série de motivos que não saberia resumir aqui, a conjuntura não é favorável. O mundo não se resume à classe média, sabia?

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 15h03

    Aliás, gostaria que você explicasse mais, caro Da Fiel, que “espírito moderno” é esse que a esquerda deve ter. Para mim, o que existe é antagonismo de classe, mesmo que ele nem sempre se dê a ver com facilidade. Mas gostaria de que você explicasse o que é essa visão moderna.

    E reitero, esquerda desunida, morre na praia. A direita oligopolista e escravocrata agradece.

    Zé Eduardo

    21 de junho de 2012 às 13h23

    Sou petista desde sempre, acho que o PIG tá deitando e rolando com este fato e isso me deixa mal, tenho que reconhecer. Não sou paulista, não voto aí, ainda acho o Haddad a melhor possibilidade, mas concordo plenamente com teu raciocínio, João. Lamento a saída da Erundina, lamento a forma como ela saiu, mas lamento ainda mais as alianças que a esquerda (e não só o PT) anda fazendo com o PP e outros partidos. Hoje, mais do que alcançar posições formais de poder, com as possibilidades midiáticas virtuais de que dispomos, acho que não se precisaria estar cedendo tanto espaço de nosso horizonte ético com estes acordos e alianças. Não se trata de ‘purismo’ no mau sentido, mas de poder ser (ou tentar ser) politicamente pedagógico: em algum momento nós perdemos um pouco do rumo, mas acredito que sempre há tempo de se recuperar nosso caminho, que se faz exatamente ao caminhar.

    Helio Pereira

    21 de junho de 2012 às 13h47

    João quem errou foi Erundina,pois esta ex PETISTA até ontem se abrigava no mesmo teto atravez do PSB que tinha Márcio França em uma secretaria do Governo Alckmin e participava junto com o PP de Maluf de administrações de estatais Paulistas,isto pode então seu João?
    O PSB é aliado do PP de MALUF em todos os estados do Brasil e em quaze todas as cidades estes dois Partidos fazem composições,mas Erundina nunca abriu o Bico,porque seu João?
    Lula acertou em cheio,pois acordos tem de ser feitos as claras e não por baixo do pano como é costume de Erundina,que abandonou o PT pra ser ministra de Itamar,que tinha o apoio de ACM e Maluf,afinal onde esta a coerência de Erundina?

    Joao Barbosa

    21 de junho de 2012 às 15h16

    Qual parte aqui embaixo você não entendeu?

    Uma coisa é o Lula ser o presidente da republica e por liturgia do cargo, subir em um palanque onde está o Collor e demais coronéis. A gente até entende….

    Outra coisa completamente diferente é ele, sem mandato e no comando de uma chapa, procurar aliados para o seu candidato !!!

    Entendeu ?!?

    Uma coisa é receber por obrigação de ofício…outra é ir buscar por vício…

    A Erundina não manda no PSB nacional, só no de São Paulo e aqui…ela deve manter a coerência sim. Se o Lula perdeu a dele faz tempo…isso não é um problema dela !!!

    Helio Pereira

    21 de junho de 2012 às 16h02

    Ora João se a Erundina manda no PSB estadual como você diz então foi ela quem colocou Márcio França no Gov Alckmin junto com o PP de Maluf que também participa do Governo de SP;então qual a coerência de Erundina,se até ontem ela caminhava junto com Maluf no Governo de SP?
    Erundina também fez “cara de paisagem” pra todas as alianças do PSB com o PP de Maluf,ou estou errado?
    Lula é o maior representante do PT Nacional e esta sim incumbido de formar alianças para disputa da Prefeitura da maior cidade do Brasil,isto é fato!
    Erundina sabia das articulações para trazer o PP para apoiar Haddad e isto foi feito as claras,porque esconder este fato(?)Lula tem razão dois Partidos que tem visões diferentes de administração podem sim caminhar juntos com o mesmo objetivo de melhorar a cidade de SP,da mesma maneira como foi feito nas alianças ao Gov Federal,onde esta o erro?
    Ora João é Erundina quem esta errada,pois é ela quem queria um “acordo discreto”,um acordo “envergonhado” do tipo que ela fez com Itamar,onde se aliou a este mesmo Maluf que também apoiava o vice de Collor,isto é ser coerente João?
    O fato de Lula negociar com Maluf é porque ele é o Presidente do PP,você queria que Lula negociasse com quem João(?),seria com o PAPA?

Janio de Freitas: A sorte de Haddad « Viomundo – O que você não vê na mídia

21 de junho de 2012 às 11h06

[…] Hipocrisia… e os erros de Lula e Erundina […]

Responder

    Isnard Carvalho

    22 de junho de 2012 às 09h23

    Engraçado a foto “histórica” do Lula com o Maluf.A imprensa.parte do PT e de vários partidos,além de Erundina Porcina (aquela que foi sem nunca ter sido) caíram de pau no ex Presidente ,como todos vimos.Mas se esqueceram de algo fundamental: Maluf foi preso pela Polícia Federal,NO GOVERNO LULA,portanto PRESO POR LULA que quebrou um TABU da época,qundo “Bandido rico (ainda mais o Maluf) não vai preso nunca”justamente por terem a proteção dos governantes.Portanto,o “constrangimento” de posar para tal famosa foto,deveria ser do meliante que se viu frente a frente com seu único e maior algoz,afinal, a leitura do fotograma pode tranquilamente passar pelos filmes policiais americanos,em que agentes do FBI vão às sarjetas procurar meliantes em decadência (normalmente condenados) para “trocar favores”,usualmente contra outros “bandidos” mais perigosos e ativos.No Brasil ,chamamos de X9 esses alcaguetes que são DETESTADOS pelos marginais por motivos óbvios e sobrevivem graças aos “acordos” firmados com o sistema policial que admite esse tipo de “expediente” ,sem o qual o crime não poderia ser combatido.Maluf ,portanto,não passa de um X9 de Lula e nós aqui preocupados com um bandido que está apenas colaborando,sem nenhum constrangimento,para que outros sejam condenados.Bom dia Brasil !!!

Lucas Cardoso

21 de junho de 2012 às 11h00

O PT segue o caminho dos socialistas europeus. Desiste das bandeiras esquerdistas para se mostrar meramente como “bom administrador” do status quo. Ao fazer isso contribui para a despolitização do povo, acirra a política de torcida organizada, e apaga os limites entre si e a direita. Aqueles que apoiam o PT são então forçados a realizar grandes feitos de acrobacia retórica para justificar o injustificável.

Responder

    camila

    21 de junho de 2012 às 17h56

    concordo com vc, Lucas Cardoso. A política virou um joguinho de estratégias para ganhar, o vale tudo de uma boa estratégia. As ideias, os projetos, os conflitos, os dissensos vão sendo anulados…e mais nos afastamos do caminho do debate, da educação, da politização e tomada de consciência das questões que afetam nossa vida.

O_Brasileiro

21 de junho de 2012 às 09h10

Lula e Dirceu estão querendo o poder de qualquer maneira em São Paulo, mas estão subestimando os paulistanos.
O PT está tão atordoado na sua ânsia de poder que os petistas estão atacando a Erundina para defender uma aliança… com o Maluf.
O que está sendo passado à opinião pública é que o PT é contra os princípios da Erundina e a favor dos princípios do Maluf.
Não adianta os petistas quererem vir agredir verbalmente a Erundina e os comentaristas. Todos acharão que estão apenas defendendo sua “boquinha” em cargos públicos, porque não há embasamento ideológico alguma para tais agressões.
O PT se tornou apenas o partido que dá o bolsa-família e utiliza a macroeconomia do FHC e do Malan???
O PT agora privatiza, congela salários, aceita gatilhos inflacionários de reajuste para tarifas públicas sem avaliação de custos. Ou seja, o PT foi incorporado pelo neoliberalismo.
A verdadeira política se faz impondo sua ideologia, e não apenas absorvendo ideologias, inclusive de corruptos, para se atingir o poder!
O OBJETIVO, PETISTAS, É MELHORAR O PAÍS “DE BAIXO PARA CIMA”, E NÃO “DE CIMA PARA BAIXO”!!!

Responder

    Lucas Cardoso

    21 de junho de 2012 às 11h13

    “O PT se tornou apenas o partido que dá o bolsa-família e utiliza a macroeconomia do FHC e do Malan???”

    Infelizmente, isso vem pelo menos desde a época do Lula. Ou melhor, desde a Carta ao Povo Brasileiro do Lula. Desde então não existe grande diferença ideológica entre os partidos. O PT se tornou apenas uma versão mais competente do PSDB.

cassio zecatti

21 de junho de 2012 às 08h48

Haddad com 3% com intenção de voto e o PDSB fazendo alianças, ganhando assim mais tempo no horário eleitoral (com as alianças com o PP e PSB o PT já tem mais tempo que o PSDB)? Chacalhão!!!! quer seja com fotos, polêmicas e o PIG noticiando tudo, fazendo assim Haddad mais conhecido para os eleitores que ora votam no PSDB, ora no PT.. Alianças necessárias, fotos necessárias, polêmicas necessárias… bora lá para as próximas pesquisas e ver se tudo isto deu resultado!!! :-)

Responder

Rodrigo Leme

21 de junho de 2012 às 08h31

“O jornal Valor Econômico chegou ao ponto de “descobrir” um documento mostrando que Maluf, quando governador biônico de São Paulo, cedeu as instalações para a Operação Bandeirante, que torturou presos na rua Tutóia. Isso de um jornal que é resultado de uma sociedade entre as Organizações Globo — o maior filhote da ditadura — e o Grupo Folha, que deu apoio material a torturadores.”

Engraçado que no dia que esse documento foi descoberto, os metidos a progressistas celebraram aos urros, pois desmascarava uma das mentiras de Maluf. Hoje, esse documento é tratado como chumbo contra o PT.

O PT um dia fez seu trabalho mais fácil, né Azenha? Hoje, haja rebolado retórico para justificar as escolhas do PT. Que culpa tem o Valor Econômico se o PT dorme com o Maluf?

Responder

    Marcio G

    21 de junho de 2012 às 09h00

    Sem contar a questão da hipocrisia, abordada apenas parcialmente no texto. Se eu não estou louco, quando o PSDB fez as mesmas alianças, também em nome da suposta “governabilidade”, o PT a a esquerda em geral baixou o porrete, chamou as mesmas de espúrias, imorais, pacto corrupto, etc. O PT assumiu o governo e fez a mesmíssima coisa. Não ficou faltando esse pequeno “detalhe” hipócrita a abordar, Azenha e Zé Dirceu?

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 12h37

    Acho falta de caráter criticar o Azenha desse modo, como se ele “trabalhasse” para o PT. O site vem publicando muitos posts contra o PT, desde sempre. Houve posts que foram até criticados pela maioria dos comentadores.
    O emprenho do Azenha, pelo menos me parece, é pela democratização da mídia. O Azenha não é chapa-branca, como dizem.
    Mais uma canalhice sua, Rodrigo. Você gosta de caluniar, não?

    Rodrigo Leme

    21 de junho de 2012 às 16h50

    Ah, as facilidades de chamar de canalha sem ter que dar CPF…

    Não vou entrar no mérito de canalhices, até pq canalhice para mim é criticar um documento levantado pela Comissão da Verdade como prejudicial ao PT, ignorando sua importância em si.

    Vou me ater a uma simples frase: canalhice ou não, cada um que julgue. Mas quem quer tirar satisfação comigo sabe onde me achar. Canalha é questão de opinião, mas covardia jamais.

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 17h47

    Não mude assunto, Rodrigo. Fica sempre com essa historinha de CPF. O site permite esse recurso ou não? Então não enche o saco. Dou meu CPF sim, mas não para peixe pequeno, como você.

    Voltando à questão: quer dizer o que o Azenha atacou esse documento? Que ele está tentando esconder os podres do Maluf? Prove isso, Rodrigo, por favor. Eu realmente gostaria de saber o que te motiva a dizer esse tipo de coisa. Qual o propósito? Agredir os outros, é isso? Mostrar que só você tem ética? Ou que ninguém tem ética (o que equivale a dizer que todo mundo tem)? Não percebe que você está sujando o nome de gente honesta?

    Enfim, acho asquerosa essa mania de espalhar boatos maledicentes. Nunca vi você fazer um comentário minimamente inteligente, fica sempre no nível da futricagem, no ti-ti-ti. Que saco! Você não lê livros teóricos? Não lê livros sobre economia, sobre política, sobre filosofia, sei lá, qualquer coisa. É sempre essa ranhetice rasteira, esse dodoizinho. Amplie esses horizontes, pelo amor de Deus!

    Rodrigo Leme

    22 de junho de 2012 às 10h39

    O cara que vive de perseguir comentários contrários no blog (tá mais pra capitão do mato que para abolicionista…) vem falar de oferecer conteúdo útil? Que beleza…

    E não disse que usar um pseudônimo era ilegal. O site permite isso. se vc usa isso ou não, inclusive qdo usa o anonimato para atacar pessoas, é questão de caráter. Você opta por não ter, mas ninguém vai te prender por isso.

    E olha que caráter é uma coisa que não se aprende nem lendo livros e mais livros…

Álvares de Souza

21 de junho de 2012 às 07h53

É, o muro que Lula ia eleger taí, íntegra, dando continuidade à um projeto de nação que poucos países do mundo podem ostentar. Mandando ver, administrando com maestria uma economia cercada de adversidades por todos os lados. Quem é seu vice? Quem Lula e todos nós brasileiros que votamos em Dilma temos de engolir com àquele gostinho de fel à cada dia?Aquela coisa ensebada que é parte lídima do conjunto da obra que São Paulo lega desde sempre ao resto do País! O Brasil taí, gente, botando prá quebrar, graças à genialidade de quem, de quem? O problema não é Maluf, gente! Este já vive em prisão domiciliar, nunca mais bota os pés fora do Brasil. O problema, ingênuos de todo o Brasil, puros de espírito e de corpo, é o PIG, PIG, PIG, PIG….. O problema, queridinho do Brasil é São Paulo! É a tucanalha encastelado no poder no maior estado brasileiro, roubando e deixando roubar bilhões, perpetuando a concentração de renda, a exclusão social, corrompendo as instituições governamentais e desviando-as dos seus fins, destruindo a educação em todos os seus níveis, conspirando sempre contra a saúde pública, tentando destruí-la à qualquer preço, enfim, tratando de gente como nós como laia de quinta categoria. Dá-lhe, Lula! Ao inferno com Herundina e com os que aplaudem o seu gesto!

Responder

Fabio SP

21 de junho de 2012 às 07h45

“Vamos com calma, então, com esse andor. Petistas e aliados, por favor, sem esquecer que o foro mais adequado para debater e buscar a solução dessa questão é a coordenação e a direção política da aliança e da campanha do Fernando Haddad. Deflagrar um debate em torno disso em público e pela mídia é dar chumbo ao adversário”.

Ricupero costumava dizer: “O que é bom a gente mostra… o que é ruim a gente esconde…”

Responder

Rodrigo

21 de junho de 2012 às 03h35

O tal Haddad não tem história alguma na cidade de São Paulo, ficou conhecido como o “homem que não consegue organizar uma prova” e agora aparece de mãos dadas com Maluf. Depois dirão que o paulistano é burro quando o Serra for reeleito. Burro é o PT, que parece ter prazer em se autossabotar.

Na opinião desse humilde andreense que sonha em ver o PT de volta depois do fracasso retumbante do governo Aidan(do PTB, para quem não sabe), a única chance do PT vencer na capital chama-se Suplicy.

Mas não é a Dona Marta.

Responder

    Angela Maria

    21 de junho de 2012 às 09h15

    Acho significativo como os argumentos da grande mídia são falidados quando de interesse.Seu comentário parace ditado pelo JN quando se refere a Haddad.
    A impressão que se tem neste episódio é que tá todo mundo sem noção . O que menos se discute , é o projeto para SP e as consequencias da manutenção do ultimo bastião tucano no Brasil.
    Melhor voltar ao foco !!!!!

    Ildefonso Murillo

    21 de junho de 2012 às 15h14

    Oh Rodrigo. O fato de não ter história é um diferencial positivo na nossa politica de despolitizados. É uma vantagem diante da Marta que tem recall e rejeição equivalentes, assim como os tem o candidato “mais preparado”. Fique tranquilo, o Haddad desconhecido, sem rejeição, só vai crescer e ganhará a eleição. Já o Supla… dá licença, o Rodrigo!!!

M. S. Romares

21 de junho de 2012 às 01h43

Observando os fatos ocorridos nos últimos dias, chego à conclusão de que o PT e LULA conseguiram um método infalivel de constranger a Erundina e testar a paciencia dos eleitores. Do maluf o PT só pode desejar uma coisa: distância.

Responder

José da Mota

21 de junho de 2012 às 01h07

Interessante a coincidência das fotos e das manchetes da matéria de Luíza Erundina ao lado ou acima da de Delfim Neto na Carta Capital. E quem acompanhou a política brasileira na época em que Delfim Neto foi ministro da direita e hoje é um dos aliados do PT não compreende essa repulsa de Erudina, tardia por sinal, porque veio mais de vinte e quatro horas depois, repelir Paulo Maluf. Prova ela que retroage, retrógrada é, a concretização da “Esquerda Burra”.
Parte 2: Que na comissão da verdade age cheia de ódio e rancor, vingativa. Que caso inverta o caso sabe-se lá qual seria ou será de sua vingança, o ardor de seu fogo. Toda a concentração de energia que pulsa em explosão nas suas decisões entre um sim e um não são as mesmas, volátil alguém definiria. Um perigo para a sociedade analisariam, pois aparentemente o que se menos levou em conta em sua decisão foi a melhoria para o povo.
Parte 3: Uma faísca que por um tempo riscou o céu com luz e se apagou, para sempre. Com petulância de desesperada defesa a Estrela Guia com seus argumentos apagou. Lula-lá passou dos limites, disse, pelo povo. Luíza Erundina melhor do que ele moralmente se achou. Seria o mesmo que dizer.
Parte 5: Quem és tu Lula Estrela Guia diante de apagado risco no céu que um dia pouca luz lançou? Ainda obrigado, Lula, a ouvir o que não é nada em qualquer espaço, além de escuridão. Ousar dizer que quem passou dos limites foi tú, Lula-lá, ainda estrela guia brilhante no céu do coração do povo brasileiro.
E quem és tu Erundina para para falar o que quer que seja do Lula e criar-lhe problemas para a eleição de São Paulo. Dizendo inclusive que ele foi longe de mais?
E você para onde foi? Onde esta? E se foi e chegou a algum lugar, foi por quem? Por mérito político seu? E se, o que fez para merece-lo? Quem é você como liderança para o nosso país?
Foi prefeita de São Paulo nas costas de quem? De sua liderança política de nada e de ninguém como é até hoje, ou por Zé Dirceu, Lula, Suplicys e PT?
Que arrogância é essa para se achar com o direito de desistir dizendo que foi porque o Lula foi longe nessa, ao coligar-se como o partido de Paulo Maluf?
Mas estranhamente só se decidir depois de mais de 24hrs?
Pergunte-se a si mesma, quem sou eu? O que represento para o meu país como pessoa e política? Que falta eu faço para o Brasil? Antes de arrogar-se ao que quer que seja. Por que senão a pergunta quantos Malufs valem uma Erundina que fizeram na Carta Capital pode ser respondida por você mesma, e você se dar mal.
José da Mota.

Responder

José da Mota

21 de junho de 2012 às 01h06

Quem é tu Erundina para para falar o que quer que seja do Lula. Foi longe de mais? E você para onde foi? Onde esta? foi por quem? Por mérito político seu? Do que para merece-lo? Quem é você como liderança para o nosso país?
Foi prefeita de São Paulo nas costas de quem? De sua liderança política do nada que fez como tal e que ninguém reconhece, ou por Zé Dirceu, Lula, Suplicys e PT?
Que arrogância é essa para se achar com o direito de desistir porque o Lula foi longe nessa, ao coligar-se como o partido de Paulo Maluf? E só decidir depois de mais de 24hrs?
Pergunte-se a si mesma, quem sou eu? O que represento para o meu país como pessoa e política? Antes de arrogar-se ao que quer que seja. Por que senão para a pergunta quantos Malufs valem uma Erundina que fizeram aqui na Carta Capital pode ser respondida e você se dar mal.
José da Mota

Responder

    will

    21 de junho de 2012 às 01h31

    Clap! clap! clap!

    Che Guevara da Fiel

    21 de junho de 2012 às 12h56

    Que tristeza, o seu comentário mostra bem o que virou o PT.

    Erundina tem TODO O DIREITO de dizer o que quiser sobre o Lula. Estamos numa DEMOCRACIA, não? Aliás, ela tem toda a razão. Lula passou, sim, dos limites ao ir à casa do Maluf.

    Ou paramos de ter uma mentalidade de facção, segundo a qual tudo o que o chefe faz deve ser louvado, ou deixamos de ser uma esquerda de verdade.

    Salada

    21 de junho de 2012 às 20h32

    Clap! clap! clap!

Bley

21 de junho de 2012 às 00h15

O desafio que entendo em nosso horizonte político é aprofundar e consolidar a democracia. Condição que passa pela derrota do projeto de poder e hegemonia demotucana, inegavelmente elitista, defendendo a subordinação de tudo aos ditames do capital financeiro, além de entronizar o mercado como deus único e verdadeiro.

Responder

raquel c.

20 de junho de 2012 às 23h06

Azenha,

Dica de leitura: Quando a Santa Erundina se aliou ao Quércia, em 2004.

http://opensadordaaldeia.blogspot.com.br/2012/06/quando-santa-erundina-se-aliou-quercia.html

Responder

Roberto Locatelli

20 de junho de 2012 às 23h03

Só para lembrar:

Chávez nunca fez esse tipo de aliança e ganha todas.

Cristina Kirchner não faz concessões à mídia golpista e se reelegeu no primeiro turno.

E não venham me dizer que na Venezuela e Argentina o povo é mais “de esquerda”, porque não é.

Detalhe importante: os avanços sociais que Chávez conseguiu na Venezuela são bem maiores do que os obtidos aqui (com todo respeito por Lula e por seus dois mandatos). O mesmo ocorreu na Argentina. A Venezuela é o país que mais cresce na América do Sul. O analfabetismo foi ERRADICADO (fato confirmado por auditoria da Unesco com participação do Partido Republicano dos EUA). o índice GINI, que mede o grau de desigualdade, é bem menor lá do que no Brasil, ou seja, a desigualdade caiu muito mais lá do que aqui. E olha que eles partiram de um patamar muito pior que o nosso.

Toda concessão à direita representa um prejuízo à população. Se Maluf ficar com, digamos, a Secretaria Municipal de Habitação numa hipotética administração Haddad, com certeza essa área ficará prejudicada, pois Maluf é elitista. Se algum político do PTB ficar com, digamos, a Secretaria Municipal dos Transportes, essa área ficará capenga, pois o PTB é contra a melhoria dos transportes coletivos, embora jure que é a favor.

Qual o segredo de Chávez? Simples: ele se manteve enraizado nos movimentos sociais, incentivando-os e fortalecendo-os. A aliança de Chávez é com o próprio movimento. A aliança do PT é com a direita.

Responder

    Neo-tupi

    21 de junho de 2012 às 01h53

    Chavez é coronel da reserva e tem o apoio da maioria das Forças Armadas. Isso faz toda a diferença na correlação de forças, para comparar com Lula. Lá ele conseguiu fazer as reformas que Jango tentou aqui em 1964, porque teve apoio das Forças Armadas. Aqui no Brasil, Lula tentou fazer uma reforma política bem menos ambiciosa do que uma Constituinte bolivariana, e não há meio de sair porque o povo perdeu o medo de votar na esquerda para o executivo, mas ainda vota na direita para o legislativo.
    Kirchner a mesma coisa: ela teve maioria peronista no Congresso, talvez porque a Argentina passou por um trauma maior no passado recente. A própria Cristina Kirchner, quando deputada, votou pela privatização da YPF quando Menem era presidente.
    No Brasil, salto alto de esnobar coligações que ampliem a base eleitoral dificilmente dá certo. Darcy Ribeiro, candidato a suceder Brizola no RJ em 1986, perdeu a eleição para a ampla coligação montada por Moreira Franco (que incluiu até o PCdoB).

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 02h09

    Sabe qual a diferença na Venezuela, Roberto? O exército tinha setores de esquerda hegemônicos. Aqui, algo parecido com o que colocou a esquerda no poder lá, acabaria em golpe da direita. Certamente você tem razão em dizer que o PT deveria apoiar mais os movimentos de esquerda, na politização do povo, o que ele faz precariamente (e talvez tenha “deixado” de fazer, infelizmente) . Precisaria, também investir massivamente na educação, concordo com tudo.

    Mas tem uma coisa: nosso povo pode ser tão politizado quanto o de países como a Venezuela e a Argentina (o que não é exatamente verdade, né? mas vá lá), mas a nossa elite é profissional, ela matou no berço todos os levantes populares. São eficientes, as nossas elites, isso não se discute. Algo como o governo Lula, numa visada panorâmica da história brasileira, é quase inacreditável, ou não?

    Pimon

    21 de junho de 2012 às 06h10

    Viajou, cara!
    Chavez é milico e opera como milico!
    Cristina recebeu o prato feito, Congresso e STF zerados.
    Ambos países estão à beira de uma crise econômica, sabias?
    NADA!
    Pluft!

    Romanelli

    21 de junho de 2012 às 06h52

    A maioria ainda chegará a conclusão elementar de que o MAIOR problema do BRASIL não é de ordem programática nem ideológica, mas MORAL, básica.

    A imoralidade que permeia nossas relações políticas leva ao individualismo, a desconfiança para com o próximo, ao descaso, a impunidade, a falta de solidariedade, de vontade ..faz-nso alimentar uma enormidade de projetos individuais em detrimento dum coletivo nacional

    triste, muito triste

    Otto

    21 de junho de 2012 às 07h43

    Um comentário bastante lúcido. Parabéns!

Márccio Campos

20 de junho de 2012 às 22h40

Azenha,

reproduzo a dica do PHA:

já dizia Churchill (long time ago!):

“Se Hitler invadisse o Inferno, eu cogitaria de uma aliança com o Demônio.”

…e essa ‘mania’ da história da humanidade em se repetir…

bos sorte em tua (sempre) brilhante cobertura dos fatos! e, em especial, nesta guerra que será a queda da ‘bastilha’ brasileira; oxalá!!!

sds,
Márccio Campos
rio de janeiro

Responder

matheus

20 de junho de 2012 às 22h21

Estar na prefeitura de SP é só mais um passo para chegar ao Governo do Estado. E tão achando que chegar lá vai ser fácil? O caminho é longo.
A meu ver a Erundina foi mimada e egoísta nesse momento. Só pensou nela e na sua ideologia. Ta pior que criança reclamando de comida. “A não vou comer isso porque não gosto!”.
Todo mundo ta careca de saber que em público o Maluf é cheio de afagos com qualquer um. E o Lula do mesmo jeito. Então não é uma foto que vai dizer quem é quem.
Em 2002 diziam a mesma coisa sobre as alianças do PT, do Lula paz é amor, do contrato de marketing com Duda Mendonça, etc. E no que deu essas críticas? Em nada. O Lula calou a boca de muita gente nesses 2 mandatos.
O Brasil ainda esta muito ruim. Tem que melhorar muito. Mas esta melhorando. Mas a gente ficar nessa de ideologia acima de tudo, é ser egoísta e achar que todos estão errados e eu estou certo.

Responder

    Rafael

    20 de junho de 2012 às 23h57

    Caro Matheus
    Concordo com você, acho que o Lula fez bem em promover essa aliança que se mostrou positiva no âmbito federal. Não critico o encontro fotografado com o Maluf, pois era uma exigência dele, que tem seus interesses próprios. O interesse maior da candidatura Haddad eram os quase 2 minutos de propaganda que somava para si e que também eram tiradas da candidatura Serra, tornando-se assim uma diferença de quase 4 minutos diários de propaganda, considerando apenas a TV. Era também a estrutura política do PP paulistano, que pretende eleger seus vereadores e conquistar cargos na prefeitura de Haddad, sendo portanto mais um reforço na busca da vitória.
    Discordo do Azenha com relação ao eleitorado malufista. Acho que esses eleitores não gostam de político “ladrão”, mas ao serem informados pela mídia de que “todos roubam”, priorizam então o aspecto “tocador de obras” e “desenvolvimentista” do candidato. Porisso acho que grande parte deles irão acompanhar seus próprios candidatos e também o Haddad.
    Concordo também que Erundina deveria ter permanecido como candidata em nome da causa maior e que o motivo alegado de “contraditório ideológico” com Maluf é uma desculpa, não o verdadeiro motivo de seu recuo. Mas ela é humana, com virtudes e defeitos, sentiu-se desprestigiada e ofendida pela ausência de Lula que sequer conversou com ela, utilizou-se de intermediários para convidá-la e não compareceu nem para uma foto no lançamento de sua candidatura. Este foi um fato real: ele foi ao Maluf mas terceirizou sua relação com ela, não se comprometeu com nada perante ela. E depois de todas as divergências dentro do PT, quando ele liderou a burocracia do partido para expulsá-la em 1993, encerrando um ciclo de disputas internas vindas desde 1988 quando ela tornou-se prefeita à revelia de Lula que preferia Plinio de Arruda Sampaio.
    Porisso respeito a decisão de Erundina, não vou daqui pelo computador, no conforto de minha sala, exigir o compromisso de uma pessoa que tem motivos para se sentir insegura quanto ao real apoio e comprometimento para com ela do articulador da chapa.
    Esse imbróglio, embora não planejado, acabou sendo assunto número um na mídia, e resultou positivo para todos dessa chapa: Haddad ficou mais conhecido, Lula e Maluf mais falados e Erundina também ficou exposta e melhorou sua imagem de “política ética” que lhe será bastante útil em sua prioridade nestas eleições: apoiar e tentar eleger vereadora sua assessora Mona Zeyn.

    Neo-tupi

    21 de junho de 2012 às 02h50

    Eu respeito a Erundina, mas acho que ela errou feio.
    E veja bem: Se o Lula fosse no evento da Erundina, iria ofuscá-la. O noticiário iria buscar o lado negativo: dizer que Lula é quem manda, que foi Lula quem negociou a vice, etc. Ou seja, Lula cedeu todos os holofotes para ela. Foi a melhor forma de prestigiá-la.
    Se ela quisesse um evento público com Lula também era só pedir. Bastaria fazer uma plenária. Seria até bom para neutralizar o encontro com Maluf.
    No caso de Maluf, ele exigiu a presença de Haddad em sua casa. Lula nem estava confirmado para ir junto. Lula foi para proteger Haddad, dividindo o ônus, e chamando para si o desgaste, preservando Haddad para continuar associado a imagem de Lula e não de Maluf.
    A gente que não é de cúpula partidária nenhuma enxerga isso, porque ela que é da cúpula não enxergou? E tendo acesso à cúpula não conversou para esclarecer, e foi conversar com o PIG?

    hamilton damato

    21 de junho de 2012 às 08h18

    Ha´um tempo para tudo. Lula fe do seu governo o melhor ue ja´tivemos, por ue, por incrível ue pareça, entende melhor de capitalismo do ue seus adversrios tucanos, ue só fvorecem um lado da populaçaõ- os ricos. Lula fe o ue os EUa fi eram nos meados do século XIX (Homestead Law), criou um mercado interno, distribuiu renda e melhorou salarios ( coisa inimaginavel para tucanos ue nao entendem patavina de economia, conhecem apenas a Escola de Chicago. Mss pra ter feito isto Lula teve e fa er alinçss – era imprescindível ue fi esse. Ponto pcífico. Passado. Os tempos agora saõ outros- temos uma nov presidente, um novo momento político e economico, com algums politicas publicas ja´consolidas ( e muits outrs ue precisam ser efetivadas). De maneira ue Lul fe o ue tinha de ser feito, no momento certo. a aliança com Maluf ( com fotos e etc) é contrprodutiva neste momento, principlmente porue feita fora de hora e num Estado cuja imprensa irradia falso moralismo ( Estadao e Folha apoiaram a ditadura e por conseuencia, apoiaram Maluf). Se Lula, nao tivesse perdido essa medida do tempo, ao ver a reaçao de Erundina, teria dado um golpe de mestre chamando uma coletiva para di er algo assim: olha pessoal, um ldo só). Seri mis interessnte – um golpe de mestre – se Lul e o PT, vendo reçõ de Erundin- chmssem um coletiv e dissesse: olha pessoal, nós nos reunimos e chegamos a uma conclusaõ óbvia – preferimos 30 anos de luta política da Erundina a um minuto de propaganda na TV.

Roberto Locatelli

20 de junho de 2012 às 22h14

Rapá, que debate bom que esse post está gerando!!

Responder

Moacir Moreira

20 de junho de 2012 às 21h47

Está dando tudo certo sim.

Repercutiu na imprensa e o nome do Haddad começa a ser mencionado até na globo.

Como diria o companheiro Maluf, toda publicidade é boa.

Falem mal, mas falem de mim.

Me engana que eu gosto.

Responder

Arlindo Pantoja

20 de junho de 2012 às 21h39

Eu acho que essa aliança com Maluf foi um golpe de mestre do nosso grande, eterno e amado presidente Lula.

Na verdade o PIG e seus jornalões golpistas jamais imaginaram que Lula fosse tão inteligente e genial a ponto de fazer essa aliança com Maluf.

Volto a repetir, Maluf nunca foi de direita, Maluf foi rotulado como de direita por ser obrigado a agir em favor dos militares.

Maluf é de esquerda e progressista.

O PIG golpista está fora do eixo.

Eu não sei não, mas acho que dá pra gente levar já no primeiro turno…

Que vamos ganhar nós vamos com certeza, resta saber se no primeiro turno e de quanto a diferença.

Para quem não entendeu nada ainda, não se preocupem, isso foi uma grande tacada de mestre do Presidente Lula.

Eu confio no taco de Lula.

Responder

    Luiz (o outro)

    21 de junho de 2012 às 09h19

    Concordo com vc com relação ao Lula, de fato ele sabe que se não fizer esse tipo de aliança, a tucanalha continuará deitando e rolando em SP. Mas discordo com relação ao Maluf. Ele não é de esquerda nem de direita. Assim como os tucanos, ele só quer saber de tirar proveito do poder em benefício próprio.

Mauro Alves da Silva

20 de junho de 2012 às 21h27

Faces

“é sempre assim
falar do outro é facil
quero ver falar de si”

http://soundcloud.com/gremiosudeste/05-up-brothers-face

Responder

Luiz Augusto

20 de junho de 2012 às 21h27

Parabéns Erundina. Não apóia a ditadura e portanto toma a decisão de ajudar a eleger o Cerra que junto com o DEM(não existe nada que represente mais a ditadura neste país que este partido!!). Preferiu ficar de fora e assim dar continuidade ao governo de São Paulo que tanto faz em prol dos trabalhadores e sindicalistas desta cidade. Parabens Erundina por preferir a si própria do que o povo de São Paulo. O guerreiro se conhece na luta com sua espada na mão. Seus golpes mostram a que exécito defende. Parabéns Erundina por reprsentar os interesses de uma elite que sempre lhe criticou. Voce ficou feliz. Eles ficaram felizes e nós, bom nós não importa!!!!!

Responder

souza

20 de junho de 2012 às 21h07

o minuto e meio a mais pro haddad e a menos pro pensilvano faz diferença.
o pp já não tem toda essa força para, depois, comprometer a administração haddad.

Responder

    Cibele

    20 de junho de 2012 às 21h34

    Souza, tomara que você esteja certo. Tomara. Tudo o que todos nós queremos aqui é que determinado candidato seja derrotado. E que uma cidade possa começar a trilhar um novo caminho, bem menos trevoso. Mas ainda acho que não precisava todo esse afago…

Cibele

20 de junho de 2012 às 20h46

Como não desanimar? Isso parece mais uma eterna sabotagem. Quem é mesmo o presidente do PT? Alguém se lembra do último capítulo de um livro chamado Privataria Tucana? Sim, pois Lula não cometeria uma burrice dessas. Isso não é erro, meus camaradinhas do blog, desculpem-me, mas não pode ser. Não é normal nada disso, Erundina reclamando no PIG? Vou perguntar outra vez: como não desanimar? São Paulo vai morrer, estou preocupada verdadeiramente com a minha cidade. Ah, meu, gostava tanto do Haddad, meu… Queria votar nele. Agora o Maluf tá afagando a cabecinha do menino? Hummm…
A hipocrisia da mídia já é normal. Esse povo que não sabe ser esquerda, também. O que ainda me espanta é o PT. É a maldição de um país sem justiça, sem soberania, escravo. Sempre vulnerável a todo tipo de golpe. E São Paulo está condenada a ser o foco irradiador, sempre.

Responder

    pperez

    20 de junho de 2012 às 21h38

    Mas o Lula aceitar ir na mansão do Mefisto para dar a mão a ele foi de matar.
    Agora, um dos preços desta fatura, é sua imagem arder nas brasas do inferno, como bem falou o Locatelli.

PauloH

20 de junho de 2012 às 20h24

Concordo com o Locatelli. É impossível fazer qualquer tipo de aliança com o Maluf sem vender um pedaço da sua alma.

Responder

    Wagner (ex-Rorschach)

    20 de junho de 2012 às 20h47

    O pior é que se vender…o maluf não paga!

    Cibele

    20 de junho de 2012 às 21h36

    Boa!!!

    Roberto

    20 de junho de 2012 às 21h19

    Quantos milhões de brasileiros a Erundina tirou da miséria? Sequer governar São Paulo ela conseguiu com toda sua dignidade e ética (admiráveis, diga-se). Se quer jogar o jogo entenda as regras e adapte-se a elas. Lula perdeu 4 eleições até entender que teria que governar com Sarney, Renan Calheiros e Maluf.
    Como dizia Machiavel: “A política tem sua lógica e ética próprios”.
    Erundina ainda não aprendeu as regras do jogo. E ainda faz o jogo da imprensa. Acordo não é endossar a vida pregressa.

    Geysa Guimarães

    21 de junho de 2012 às 11h24

    Roberto:
    Parabéns pelo comentário, fechou com chave de ouro:
    “Acordo não é endossar a vida pregressa”.

Che Guevara da Fiel

20 de junho de 2012 às 20h20

Meus caros, vocês acham mesmo que a aliança se deu por causa de tempo de TV?????

Responder

francisco pereira neto

20 de junho de 2012 às 20h07

Um espaço pluralista como esse deve ser usado para que todos emitam suas opiniões, especialmente nesse caso.
Vou discordar do Azenha e concordar com o Nassif.
Para mim os argumentos usados pelo Nassif me convenceram mais do que do Azenha.
Infelizmente não sei por que cargas d’agua, não estou conseguindo mais postar comentários lá no Nassif, para poder dizer que concordo com a opinião dele.
E na somatória das opiniões dos internautas aquí e acolá, cheguei a mesma conclusão. Em princípio achei ótima a chapa formada com Erundina. Depois li comentários, e acabei concordando, que ela agiu de forma egoísta, pensando só nela. Ficou com ciúmes com a posição adotada por Lula ao sair numa foto com Maluf. Sua reação destemperada, e o pior, como dito pelo Azenha, usou a grande mídia para veicular sua insatisfação.
Ela foi ingrata com aqueles que a ajudaram a pagar a conta imposta pela justiça a devolver aos cofres públicos a quantia de 350 mil reais num espaço aberto pelo Nassif.
Ela queria o que com essa estória? Apenas a voltar a ter pequena notoriedade, num lápso de tempo. Porque semana que vem ninguém mais vai lembrar desse assunto.
Política se faz com sabedoria. Não é o caso de Erundina, com os seus já 77 anos. Deixou as fileiras do PT e caiu no ostracismo até ser lembrada nas colunas dos blogues “sujos” para salvar a sua pele.
Ficou enciumada com Lula? Lula não precisaria se sujeitar a entrar nessa briga depois de comandar uma revolução histórica nesse país ao se eleger como primeiro trabalhador, como presidente da república. Ela não levou isso em consideração. Lula resolveu entrar nessa briga em São Paulo, por que é o último reduto dos tucanos no país. Mal se recuperou de um câncer na laringe e já entrou na briga para fazer seu candidato Haddad prefeito da cidade que tem o terceiro maior orçamento do país.
Lula poderia se aposentar mesmo sem ter passado pelo tratamento doloroso contra o câncer. Qualquer um de nós por muito menos, se tivessemos problemas de saúde e com a idade do Lula teria se aposentado da política.
Lula acima de qualquer defeito que uma pessoa possa ter, está provando que o seu legado como ex-presidente não é para qualquer um.
Erundina, seja feliz na sua finada carreira política, mas voce não honrou a famosa frase de Euclides da Cunha, em seu livro “Os Sertões”. Assim como voce, Lula também é um nordestino. Disse Euclides: “o nordestino é antes de tudo, um forte”.

Responder

    josé

    20 de junho de 2012 às 20h44

    O Senador Demóstenes é execrado por todos, felizmente, porque se associou a um corrupto para estabelecer seu poder político. Lula, por sua vez, alia-se a Maluf, igualmente corrupto,e é considerado pragmático. Se política for isso mesmo,por favor, chamem por outro nome.

    Cibele

    20 de junho de 2012 às 21h16

    Concordo com você, José. O cara não pode sair do país que a Interpol prende (mas não arrebenta, eu acho, sei lá). Mas Lula pode tudo? Calma lá, povo. Para tudo existem limites nesta vida.

    Neo-tupi

    21 de junho de 2012 às 03h01

    Nada a ver. Demóstenes operava para Cachoeira na clandestinidade.
    Lula pagou o ônus de sua imagem na foto ao lado de Maluf para obter o apoio do PP, um ato público e transparente, sujeito às críticas que está recebendo, mas Lula não deu nenhum apoio a Maluf para fazer nada errado. Não fechou nenhum apoio via nextel habilitado nos EUA. Entendeu a diferença?

    Neo-tupi

    21 de junho de 2012 às 03h13

    Cibele, fora do Brasil Maluf está na lista da Interpol. Foi durante o governo Lula é que Maluf chegou a ser preso pela Polícia Federal.
    Mesmo assim, aqui no Brasil, Maluf foi diplomado parlamentar em 2006 e 2010, com todas as prerrogativas.
    O PP é maior (em bancada eleita para a Câmara Federal) do que o PSB, PDT, PCdoB. Já apoia o governo federal e estava disponível para apoiar Haddad. Quem é louco de dispensar? Agora que culpa tem Lula ou o PT se o presidente do PP paulista é Maluf? Ora, cumpra-se os trâmites institucionais e mesmo exigências aceitáveis como uma mera visita de cortesia, o que não compromete o governo.

    Cibele

    21 de junho de 2012 às 17h47

    Neo-tupi, o Brasil é tão louco, São Paulo é tão louca, que já não sei, não é para principiantes mesmo, como disse alguém. Mas o importante é haver o debate, é a pluralidade de ideias e o respeito a essa pluralidade, sem cair nas acusações mútuas. Eu, particularmente, saio no lucro, pois deixo meus desabafos aqui e ainda, de quebra, aprendo um bocado. E é isso o que eu mais valorizo neste espaço. Sempre sinto muita raiva primeiro, depois a poeira vai baixando e começo a raciocinar. Realmente, aliança por aliança, já nem dou bola, mas Maluf é fogo de aguentar. Tudo o que mais quero, e acho que todo mundo aqui, é que determinado candidato saia derrotado. Isso, no momento, é prioridade absoluta, o problema é depois. Porém, minha dúvida continua: o tempo de TV a mais compensaria a provável perda de eleitores por conta da aliança? Podemos até encarar com naturalidade o PP e tal, mas não sei… Tomara que vocês estejam certos, tomara que seja um mal que venha para o bem. Mas que foi forte, isso foi. E meio anormal. Aliás, bem ao estilo desta cidade que, dizem, anseia por mudanças. Abraço.

edson

20 de junho de 2012 às 19h25

O melhor caminho agora é colocar Marta como candidata a prefeita ou apoiar Erundina para prefeitura de São Paulo… ou Fernando Haddad de vice de alguém…

Responder

Fabio Passos

20 de junho de 2012 às 19h10

veja = psdb = globo = dem = fsp = pps = estadão
Quem ainda não sabe disso?

Por que a esquerda ainda fala com estas organizaçõescomo se fossem “imprensa”?

“imprensa” p. nenhuma!
Essa m. é o PIG!

Político de esquerda não tem de ir falar de divergências na esquerda e muito menos da estratégia eleitoral da esquerda… para a oposição de direita. Simplesmente não faz sentido.

Já há meios de falar diretamente a população sem precisar do PIG.

Responder

    Roberto Locatelli

    20 de junho de 2012 às 22h06

    Pois é Fabio. Até a assessoria do Obama (do Obama!!) chegou a declarar que considerava a Fox News como um partido adversário, e não como uma rede de notícias.

    Cristina Kirchner também sabe muito bem quem são as famílias midiáticas da Argentina. Chávez também sabe muito bem. Os jornais o chamam de “macaco” pois não aceitam o fato dele não ser branco.

    E aqui, Dilma faz omelete na Globo, dá entrevista exclusiva à Veja (a revista do crime organizado), Erundina vai chorar suas mágoas na Globo, Veja. Francamente, que esquerda mais otária e se achando esperta.

Wagner (ex-Rorschach)

20 de junho de 2012 às 19h01

Se é para falar de realpolitk, de pragmatismo e de tomado do poder a qualquer custo (argghh), então, ainda assim, abraçar o Malufão foi um erro colossal.

Ao contrário do que alguns escrevem aqui, São Paulo não é malufista.

Erundina e Marta; Alckmin e Covas. Todos esses já se elegeram graças ao famigerado voto útil CONTRA o Maluf.

Aos colegas de outras paragens : não comparem o Maluf a qualquer outro político desonesto de seus Estados.

Aqui em sampa Maluf é sinônimo de TORTURA, MORTE, DITADURA e ROUBO.

É nefasto, como definiu Marta num debate.

Então, sob o ponto de vista de marketing, a escolha foi infeliz.

Aliar-se ao PP é uma coisa. Ninguém nem sabe aqui em SP que o Maluf é PP.

Mas sabem que é Maluf.

Responder

    Cibele

    20 de junho de 2012 às 21h37

    Isso aí, Wagner!

Gerson Carneiro

20 de junho de 2012 às 18h49

Serra é o único político que utilizou todos os vices da vida dele.

Responder

Gerson Carneiro

20 de junho de 2012 às 18h47

E no final, só quem utiliza vice é o Serra.

Responder

José Eduardo

20 de junho de 2012 às 18h22

Não adianta! Independente das trapalhadas políticas desse ou daquele partido, Serra será eleito de novo, de novo e de novo, quantas vezes ele quiser, até que a capital seja definitivamente reduzida a pó ou afogada nas águas apodrecidas de seus rios assassinados pela ganância. SP é um caso perdido! Não volto a morar aí nem que me pagassem uma fortuna!

Responder

    Fabio Passos

    20 de junho de 2012 às 19h02

    Vai nada.

    Apesar da trapalhada da esquerda na definição do vice, o serra vai tomar uma virada do Haddad… da mesma forma que tomou uma virada da Dilma.

    Bruno Santos

    20 de junho de 2012 às 19h52

    Acho que não hein.

    O paulistano é reconhecidamente conservador, o que acho incrível, pois a maioria dos cidadão não são classe A ou B e mesmo assim votam em coligações que tornam sua vida social pior

    Fabio Passos

    20 de junho de 2012 às 20h40

    Creio que a data de validade do jose serra venceu.
    produto estragado… e o PIG não vai conseguir esconder o mau cheiro.

    Douglas Otaviani Tôrres

    20 de junho de 2012 às 19h49

    Este blog do esquerdopata eu não frequento faz tempos,desde o episódio da Dilma e os rega bofes da mídia,em que o autor do blog numa atitude desrespeitosa,chamava quem discordava desta estratégia de BURROS,e nem publicou comentários de quem criticava esta sua ácida posição,censurou-me,então a opinião deste ditador deste blog,que não sabe ser respeitoso,nem democrático, e nem sabe lidar com o contraditório deve ser jogada no lixo.

Alê M.

20 de junho de 2012 às 17h52

Fato que errou o PT na forma de se fazer essa aliança, da qual EU não sou critico.

Agora… errou ainda mais a Erundina. E isso dando a ela o beneficio da dúvida (que de fato foi erro). Não é menina nova que entrou para a politica agora. Não aceitou ser vice sem saber que uma aliança com o PP do Maluf estava sendo costurada.

Quem causou o estrago foi a Erundina.
Não tivesse aceito ser vice ou tivesse ficado onde se comprometeu a ficar, a “aliança” PTPP já não seria mais notícia e seria digerida como um mal necessário para se combater um mal ainda maior: Serra.

Responder

    Cibele

    20 de junho de 2012 às 21h26

    Alê, concordo em parte, o pior mesmo, o que todos nós tememos, é uma possível vitória do coiso. Mas, veja bem, pra que essa aliança? Não precisava. Acho contraproducente. Erundina está no direito dela, mas errou feio quando buscou o colo da mídia, realmente ela aumentou o problema. Só não entendi ainda porque o PT foi buscar uma aliança com quem não trará votos para o Haddad de jeito nenhum. E ainda é procurado pela Interpol. Não é justo botar a maior parte da culpa na Erundina. Não é uma aliança normal, nem produtiva, nem boa em nenhum sentido. Vai ser até prejudicial. Abraços.

Jorsom

20 de junho de 2012 às 17h48

O PT jogou no lixo da História seu passado de luta contra a corrupção.Hoje o Serra simboliza Privataria,Cachoeira ,Dantas,Gilmar,Veja , Globo ,Delta e outras empreiteiras. Maluf representava no passado Precatórios ,Coroa Brastel,Nacional,Bameridus,Marka e outros escândalos.
Ainda exite direita e esquerda,o que não exite mais é ética.

Responder

Luiz Moreira

20 de junho de 2012 às 17h46

Realmente, estes 90 segundos vão custar milhoes de votos. Com ou sem Erundina. O mais certo seria agora, já, desistir desta aliança que só destroi, não para cooptar a ERUNDINA, mas para mostrar que se reconhece erros. E, na campanha do Hadad coloquem as semelhanças entre o Maluf e o Ademar. E examinar a possibilidade de entregar o Maluf para a Interpol, numa ação de comando que o coloca-se nas Malvinas.

Responder

mello

20 de junho de 2012 às 17h45

Engraçado que quando a helô helena caiu nos braços do agripino , do arthur virgílio e do tasso jereissati e o psol se une cegamente aos demos e tucanos os julgamentos são omitidos…

Responder

Elias

20 de junho de 2012 às 17h34

Entre erros e acertos, entre fotos, imagens, notícias, artigos, manchetes e tudo o que ainda virá, temos de ter serenidade e acima de tudo confiança na candidatura de Haddad. É Lula que está com Haddad! É a maior liderança do Brasil que já conquistou um razoável número do eleitorado para o nosso candidato. E a campanha nem começou. Quando 8 milhões de eleitores forem às urnas em outubro próximo, a grande maioria irá com dois nomes na cabeça…Lula…Haddad. Claro que vice ajuda. Mas o efeito Lula ainda fala mais alto.

Responder

Yuri Carajelescov

20 de junho de 2012 às 16h53

SOBRE HADDAD, MALUF E OS 90 SEGUNDOS

Havia gente como eu que considerava o Maluf um zumbi da política e seus seguidores, quase uns órfãos, magnetizados aos poucos pela santa-aliança paulista PSDB/DEM/PPS, espécie de sublegendas do Partido Republicano Paulista com iPad.

Ledo engano.

Maluf tem e exerce a sua parcela de poder, que não está lastreada na faculdade de transferir votos, de influenciar mentes e corações ou em outras platitudes inventadas pelos analistas políticos de boteco, mas nos 90 segundos diários que seu partido, o PP, dispõe na propaganda eleitoral.

Maluf não é exatamente um coronel midiático, desses latifundiários de rádio, TV e jornal. Talvez seja um sitiante eletrônico, mas seus disputados segundos – até outro dia em leilão – expuseram um pouco mais a velhacaria que marca os processos eleitorais por estas bandas.

Lula, Haddad e o PT jogaram pesado e arremataram o lote. Sacramentou-se, então, o casamento da cobra d’água com o jacaré, com direito a álbum fotográfico, brindes no jardim e confidências de alcova.

Nos últimos 2 mil anos, nenhuma força política se opôs com tamanha intensidade ao que é “ser Maluf” quanto os petistas e seus simpatizantes, daí o inusitado da ocasião.

Ninguém é tão ingênuo a ponto de supor que os empedernidos direitistas eleitores do Dr. Paulo o seguirão nessa empreitada quase comercial em favor de Haddad. Nem que Maluf administrará o caixa da prefeitura em uma eventual vitória petista.

Por trás da janela de oportunidade divisada pelo PT, o objetivo de enfraquecer Serra, estuário natural do malufismo, e driblar em parte, com um pouco mais de tempo de propaganda eleitoral, o cerco midiático tradicionalmente imposto a todas as candidaturas do partido na cidade, máxime quando o candidato é o “Zé”.

Mas o negócio entre primos, como se fazia antigamente nos armarinhos da rua 25 de março, dado o elevado preço da transação a envolver borrar o passado, nomeações em ministério e foto no jornal, carreou problemas imprevistos, a começar pela desistência da candidata a vice, Luiza Erundina, passando pela resistência de eleitores em princípio simpáticos a Haddad, fartos que estão de ver a cidade usada como trampolim eleitoral ou uma espécie de seguro-desemprego para Serra.

É justo, justíssimo, que Erundina, pessoa acima de qualquer suspeita, não tope encerrar sua carreira política da forma melancólica que se desenha. Só não vale essa hesitação, nem se atribuir toda a pureza virginal. Porque isto também tangencia a hipocrisia e o oportunismo político, razão da denúncia que se contém na precoce refugada.

Não nos esqueçamos que Erundina inaugurou a fase dos noivados constrangedores ao flertar com Itamar, a contragosto de seu partido. Era pouco, mas era o começo.

Sem contar que a mesma Erundina é do PSB, legenda locada pelo presidente da FIESP para a última eleição de governador. Ora bem. Por onde raios andava Erundina e sua coerência quando o maior representante dos capitalistas nacionais se apresentava como candidato socialista? Ou quando seus colegas de partido serviam de claque para Alckmin tocar como bichos os pobres do Pinheirinho em troca de cargos no terceiro escalão? Em Uiraúna?

Hipocrisia e oportunismo sobejam também doutro lado da terceira margem do rio. Refiro-me a Serra e ao complexo midiático tradicionalmente a seu serviço.

Como se não lhe bastassem a estima e o voto da militância malufista, Serra também sempre quis ter Maluf ao seu dispor.

Se bem me entendem, também ele queria arrendar o terreninho eletrônico para espargir sua mensagem de fé durante os valiosos 90 segundos do horário eleitoral que cabem ao PP, e mais importante, negando-os ao adversário direto.

Aliás, aliança com Maluf não é novidade para os tucanos.

Já em 1998, São Paulo se viu coalhada de outdoors a expor os sorridentes semblantes de FHC, candidato a presidente, e do Dr. Paulo, candidato ao governo em disputa com Covas. Consta que Alckmin, assim como Dilma, abrigou seus cupinchas na CDHU. Em troca, o PP lhe dispensa, não é de hoje, fidelidade canina.

No fundo, pouco há de diferente entre as últimas três gestões do PSDB e o velho estilo malufista de governar, considerados os três eixos principais de atuação de um governador de Estado: segurança (a ROTA continua na rua com suas licenças subentendidas exercidas contra os manjados três Ps), saúde (as OS são o novo PAS) e educação (segue em frangalhos). Não temos as obras faraônicas, é fato, mas tem sempre um rodoanel que se não ajuda, também não atrapalha.

A história registra que nos idos de 70, Alckmin e Maluf, cada um a seu modo, também se irmanaram nas loas rendidas a Garrastazu Médici, o mais sanguinário dos ditadores plantonistas.

Maluf estaria em casa se desembarcasse na campanha do PSDB, ponto de encontro de seus seguidores, e assim patrocinaria o apoteótico e redentor encontro do líder com o enxuto mas fiel rebanho, a indicar que a oferta petista lhe fez crescer os olhos.

Serra perdeu e agora culpa Alckmin por não cobrir o lance do adversário, reacendendo a chama da traição, a mesma que ele aplicou em Alckmin em prol de Kassab, outro malufista, há exatos 4 anos. Segundo assessores ligados a Serra, Alckmin já teria negociado o apoio de Maluf à própria reeleição em 2014 sem se importar com a vindoura eleição para prefeito… Vejam só!

Se petistas brigam porque têm Maluf, tucanos se digladiam porque com ele não podem mais contar e a imprensa ameaça retaliar Maluf por este ter preterido o chefe. Muita coisa para um morto-vivo da política.

Por essas e outras, também não são propriamente auspiciosos os últimos acontecimentos da campanha de Serra, que se aliou, sem alarde, a Waldemar da Costa Neto do PR, aquele mesmo… Como sem alarde seria se Maluf tivesse dito “sim” para Serra. Alguém duvida?

Assim é a candidatura Haddad hoje: sem Erundina, sem alguns aliados à esquerda, sem a empolgação de outros simpatizantes, sem o suporte da imprensa (grazie a dio!), mas com o apoio determinado da dupla Lula&Dilma e – como pude esquecer? – com os caríssimos 90 segundos a mais na TV franqueados por Maluf.

Pode ser politicamente pobre, porque as campanhas eleitorais deveriam ser também pedagógicas e eleição para a esquerda nunca foi sinônimo de vale-tudo, mas quem dirá que é pouco?

Responder

    Marcelo de Matos

    20 de junho de 2012 às 17h39

    A nossa burguesia não abre mão de seus preconceitos: Lula aliou-se com Maluf; Serra aliou-se com Waldemar da Costa Neto. Infelizmente, política é assim. Não há como o sujeito aliar-se a etês. As alianças têm de dar-se com os políticos que aí estão. É Manuela do PC do B com Ratinho Júnior; delegado Protógenes aproveitando-se dos votos de Tiririca; PSOL aceitando em seus quadros o caseiro Francenildo e o sociólogo Bruno Daniel; jogadores de futebol carreando voto para os partidos; Heloísa Helena formando novo partido com Marina Silva. Tudo é válido, a não ser que o PT esteja envolvido. Aí vem pau de todo lado, especialmente do PiG, do PSOL e de dos intelectuais independentes da esquerda.

    abolicionista

    20 de junho de 2012 às 18h42

    É isso mesmo Marcelo, assino embaixo de tudo o que você disse. Bora enfrentar esse tucanato fascista!

    Reinaldo

    20 de junho de 2012 às 19h06

    Tõ contigo Marcelo Matos os que criticam este acordo acham que o povão é uma massa de imbecis e que não sabem que um acordo para eleição do candidato do PT é um acordo para eleição do candidato do PT(Quem manda e quem define as politicas públicas é o PT. O resto é conversa antiga da libelu e assemelhados.

Marcelo de Matos

20 de junho de 2012 às 16h36

Você não está sozinho em seus postulados. A frase do dia, no blog do Noblat, é: “O Lula tem andado muito ruim da cabeça. Foi visitar o Maluf em casa. Eu até podia ir, mas ele não”. O autor dessa frase genial é o Sérgio Guerra, mandachuva do clã tucano. Quando as pessoas começam a se tornar junguianas, dando excessiva importância aos “simbolismos”, eu fico preocupado. Aliar-se a Maluf é aceitável; ser fotografado em frente à sua casa, jamais. Isso criaria um simbolismo muito forte, ou, um distúrbio na psique da esquerda brasileira. Na realidade, porém, penso que a opção de Maluf não foi por Lula, mas, por Hadadd, tal como ele filho de pais libaneses. A colônia árabe, tal como a judaica, é muito unida. Não tenho nada contra: aliança política se faz com afins. Por falar nisso, será que a Heloisa Helena vai para o novo partido registrado no TSE, o PEN – Partido Ecológico Nacional? Nesse caso, quem será a “cabeça de chave”? Ela ou Marina Silva. Não sei. Contudo, esse partido será um balaio de gatos – só não terá Maluf, mas, vocês não irão criticá-lo por isso.

Responder

mineiro

20 de junho de 2012 às 16h33

hipocrisia é do lula e nao da erundina , eu tenho o maior respeito por ele,sempre votei nele e admirei o pt, mas dessa vez o lula errou feio em fazer aliança com um sugeito que apoiou , lucrou com a ditadura militar e que perseguiu o proprio lula, que nao se lembra disso. e sem falar nos crimes que sugeito asqueroso cometeu e comete , um verdadeiro lesa patria a ainda esta tentando nos convencer que é uma coisa boa. tenha a santa paciencia , ninguem é burro nao ex.pres.lula , voce deu um tiro no pe sim e nao adianta negar. em que esse asqueroso é pior do que o ze nazista e os demonios tucanos , em que? alguem poderia me responder. eu nao voto em sp nao,mas estou pe da vida com uma aliança como essa. agora que o povo tinha a oportunidade de livrar os estado de sp do caos tucano , o pt da uma dessas , ai nao da.

Responder

    lUIZ

    20 de junho de 2012 às 16h57

    Oh mineiro, seu negócio é o Aécio, e está na cara que vc é umtucaninho frustrado, seu candidato não decola e vc vem detonar o LULA?

    Essa falácia antiga de que votou no LULA e agora está arrependido não cola mais, é melhor vc se preocupar com seu paretido falido(PSDB) aí de minas que A CPI de FURNAS está pronta……

    Reinaldo

    20 de junho de 2012 às 19h13

    Parabéns Luiz, Vc acertou em cheio o cara é um tucano enrustido, e eu como mineiro apoio tudo que disse sobre os tucanos daqui, são os maiores trairas, nem o Itamar Franco escapou deles.

abolicionista

20 de junho de 2012 às 16h32

Azenha, desculpe-me, mas acho que você está errado. Respeito muito sua opinião e seu trabalho com jornalista, por isso mesmo me sinto à vontade para discordar. Erundina está apostando na “força simbólica” da foto de Lula com Maluf, já não tenho mais dúvidas a respeito. Caso contrário ela não estaria dando esse monte de entrevistas para a grande mídia. Ela também diz que atendeu à reivindicação de movimentos sociais para tomar sua decisão. Quais movimentos, eu pergunto? Quais os movimentos sociais ligados ao PSD, você pode me informar? E, além disso, como liderança partidária, ela não deveria propor o fim da aliança com o PT, em nome dos movimentos sociais que ela alega contemplar com sua decisão? Sua decisão foi individual, como bem apontou o Nassif. Se ela sabia que o PT iria aliar-se ao PP, não deveria ter embarcado na campanha. Ingênua ela não é, convenhamos.
Outra coisa: será que esse “poder simbólico” terá algum impacto real na votação de Haddad? São Paulo tem um eleitorado muito difícil, como você bem sabe. Acho que o peso desse “escândalo” vai afetar alguns setores liberais da classe média. Mas não vamos esquecer: em São Paulo, a classe média é majoritariamente conservadora. Ou seja, o erro de Lula pode muito bem revelar-se uma arma eleitoral poderosa. Pragmatismo? Certamente. Sem demagogia, o povo pobre agradece. A prefeitura do PT em São Paulo conseguiu bilhete único, Céu, diminuição matança promovida pela polícia. Os pobres continuaram pobres? Sim, mas suas condições reais melhoraram. Precisamos, ainda que a um custo alto, mudar esse quadro.

Como você citou um bordão sobre o diabo (de quem, aliás, não se deve ter medo), também farei minha citação:

“Primeiro vem a forragem, depois vem a moral” (B. Brecht).

Responder

    maria olimpia

    20 de junho de 2012 às 17h25

    Abolicionista,
    Concordo com você.

Jaime

20 de junho de 2012 às 16h24

Quero mais é que a Erundina continue errando desse jeito, sempre e cada vez mais. Talvez a repetição acabe por mostrar o caminho. Era esse o PT no qual se votava.

Responder

    Claudio

    20 de junho de 2012 às 16h58

    É ódio, porque São Paulo é Malufista.
    Burro é quem acha que Lula dá ponto sem nó!

Roberto Locatelli

20 de junho de 2012 às 16h18

Verdade, prezado Azenha, Erundina errou feio indo chorar as mágoas lá na cova dos leões. Será que ela não aprendeu nada sobre a mídia golpista quando foi prefeita?

E Lula errou feio ao aceitar a humilhação de ir até a mansão de Maluf levando Haddad para que os três aparecessem nas fotos e vídeos. Maluf ficou todo orgulhoso apresentando seus dois troféus ao público: Lula ainda com sinais de convalescença e Haddad extremamente constrangido.

Sou fã incondicional de democracia partidária. E ela não existe mais em partido brasileiro algum. Lula impôs o nome de Haddad, afastando Marta da campanha. E agora impôs a aliança com Maluf sem ter o cuidado de consultar Erundina sobre os detalhes dessa aliança.

Aliás, será que Lula consultou o partido antes de ir àquela fatídica reunião com Nelson JohnBin e o “coroné” Gilmar Dantas? Aposto que não. Pois deveria.

Os antigos partidos leninistas tinham duas regras maravilhosas para a democracia interna. Era o “centralismo democrático”. As regras eram:

1) Total e absoluta liberdade de discussão interna – O militante mais novato podia criticar o dirigente de barbas brancas. Todos podiam opinar, argumentar veementemente, sem restrições.

2) Total unidade de ação externa – Ou seja, depois que todos se esgoelassem, debatessem, xingassem e a questão fosse posta em votação, valia o resultado da votação. Externamente todos os membros do partido defendiam o ponto de vista vencedor. Se alguém estivesse muito descontente, nada impedia que essa pessoa deixasse o partido.

Depois veio o stalinismo. Quando Stálin chegou à direção do Partido Comunista Russo, a primeira coisa que fez foi pisotear essas duas regras.

Responder

    abolicionista

    20 de junho de 2012 às 17h44

    Pô, comparar o Lula com o Stálin já é ir um pouco longe demais, né? Quanto aos demais comentários, concordo em parte. Principalmente, não acho que a Erundina seja tão ingênua assim. Onde ela estava na barbárie do Pinheirinho, que o seu partido apoiou?

    Roberto Locatelli

    20 de junho de 2012 às 22h11

    Desculpe se me expressei mal. Não comparei Lula a Stálin, pois Lula melhorou a vida dos brasileiros e Stálin assassinou milhões (mais do que Hitler).

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 14h49

    OK. Entendi mal a comparação, Roberto, desculpe.

Che Guevara da Fiel

20 de junho de 2012 às 16h17

Engraçado que aqui se fala em erro estratégico, político. Não se questiona o fato de ser uma aliança ideologicamente, moralmente inaceitavel.

O argumento de que os tucanos queriam a mesma coisa é péssimo, pois a esquerda propõe justamente diferenciar-se do banditismo da direita. Ao usar esse argumento, estamos dizendo que somos iguais a eles.

Ou repensamos esse tipo de aliança, ou o PT se tornará – já não se tornou? – um outro PSDB.

Responder

    Roberto Locatelli

    20 de junho de 2012 às 16h57

    Puxa, você foi bem ao ponto, Che! É isso!

    “Ah, mas bem que o Serra queria o apoio de Maluf”. Pois mais um motivo para nós não querermos.

    Esse tipo de aliança só se faz em tempos de guerra ou em casos de ameaça de golpe de estado.

    braga

    20 de junho de 2012 às 18h57

    o roberto. voce não ve que e eleição paulistana será uma guerra?
    junte as baixarias do serra e o odio que o pig tem do lula e pt.
    agora a erundina já se aliou ao quercia em eleição passada.
    o psb dela da apoio ao alckimin e tambem ao kassab.
    ela foi é egoista mesmo. o que o pig, a direitona e alguns esquerdopatas querem é que o pt fique isolado mesmo. porque assim ele não ganha uma eleição sequer. e é justamente isto que eles querem.
    voce pode reparar que toda e qualquer coligação que o lula/pt fez e vier a fazer vai ser criticado pela imprensa e essa esquerdinha infantil.
    se todos que criticam essas alianças votassem com o pt, ele ganharia sozinho qualquer eleição. mas não é isto que acontece. voce se lembra da derrubada da CPMF? viu a heloisa helena e psois da vida vibrando no senado ao lado do agripino maia, demostenes, alvaro dias, arthur virgilio etc….essa esquerdinha prefere se aliar a direita que ao pt.
    prefiro são paulo sendo governado pelo pt com apoio do maluf do que com o serra e madre teresa de calcuta.

    Che Guevara da Fiel

    20 de junho de 2012 às 20h04

    braga,

    A eleição em São Paulo não é uma guerra. É apenas uma eleição. Vamos tentar manter a sobriedade!

    Alê M.

    20 de junho de 2012 às 18h06

    Existem alianças ideológicas. E alianças pragmáticas. E um monte de gente precisando melhorar de vida.

    Se para melhorar a vida dessas pessoas você não esta disposto a sequer se aliar a um inimigo (hoje) menor, sinto muito… você não passa de um egoista. Pelo menos na minha forma de ver o mundo…

    Che Guevara da Fiel

    20 de junho de 2012 às 20h09

    Sensacional! Agora quem é contra o Maluf no governo é egoísta! Estamos indo bem, hein? Por favor, me diga em quê uma aliança com o Maluf ajuda a “melhorar a vida das pessoas”????

    Neo-tupi

    21 de junho de 2012 às 10h58

    No governo federal, o PP e outros partidos conservadores são necessários para a governabilidade. São necessidades táticas conjunturais. Não é objetivo, nem mudança de princípio. Foi graças às alianças que Lula conseguiu levar seu governo adiante e eleger Dilma.
    Para Haddad, alianças são importantes para chegar ao governo. Sem chegar ao governo não há como fazer transformações que dependam da ação no estado.

    abolicionista

    20 de junho de 2012 às 19h32

    Uma coisa é moralismo, outra é ideologia. Aliás, corrigindo-me: o moralismo é uma ideologia pequeno-burguesa, da qual eu não partilho.

    Meu problema com o PSDB, aliás, não é moral, é político e ideológico. Não concordo com a ideologia neo-liberal do PSDB. Prefiro a social-democracia petista, com todas as contradições que isso implica.

    Sobre a indignação contra as alianças espúrias, horríveis, nefastas, que o PT e todos os outros partidos (inclusive o da Erundina, que aliou-se ao Alckmin e calou diante de Pinheirinho), use ela para pedir uma reforma política, uma mudança nas leis do financiamento de campanha e uma democratização da imprensa. Se as regras do jogo politico-partidário são podres no Brasil, isso não é culpa do PT.

    Finalmente, acho que dar-se ao luxo de entregar o poder ao tucanato é um gesto elitista, típico da classe média.

    Respeito, contudo, a opinião de vocês e acho que vocês tem todo o direito de defendê-la. Acho esse debate democrático da blogosfera precioso e vital para a democratização dos meios-de-comunicação no país. Apenas peço que prestem atenção: a imensa maioria da população brasileira não tem acesso à internet e não participa desse debate. Seu contato com o mundo é mediado pela televisão, única e exclusivamente.

    Che Guevara da Fiel

    20 de junho de 2012 às 20h11

    Ideologia e moral são campos distintos, mas não estanques. Eles se comunicam. E uma aliança com Maluf é incaceitável dos dois pontos de vista. Iss não tem nada a ver com tucanos, tem a ver com as bases com as quais vamos construir um projeto sociopolítico.

    Neo-tupi

    21 de junho de 2012 às 10h49

    Penso que imoral é baixar as armas, rendendo-se a Serra. Imoral é ser fraco e delicado na luta bruta em defesa da população da periferia, por foro íntimo individualista. Imoral é não conquistar (em posição de comando) terreno dividido da direita (o PP), colocando em risco um projeto maior de esquerda. Imoral é se deixar capturar pelo acessório, relegando a segundo plano a luta pelo essencial.

    Che Guevara da Fiel

    21 de junho de 2012 às 13h09

    Neo-Tupi, há princípios que não podem ser transgredidos. Há limites que não podem ser ultrapassados sem que se prejudique o projeto político.

    Além disso, não abraçar o Maluf seria baixar as armas???? Você acha mesmo que o Maluf é mais valioso que a Erundina para ganhar a eleição e derrotar o Serra.

    O PT não precisava se aliar ao Maluf, muito menos ir à casa do Maluf para ganhar a eleição.

    Esse caso com o Maluf, mesmo em termos pragmáticos, como vocês dizem, foi prejudicial à campanha.

    Ele não se justifica sob nenhum ponto de vista!

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 14h58

    Acho que a aliança com o Maluf foi importante sim, do mesmo modo que a aliança com o Sarney, na esfera federal. É uma raposa velha e diabólica, que conhece como ninguém o jogo do poder em São Paulo. Os donos do poder estão organizados, são eles a facção, e é ingenuidade achar que você chegará ao poder apenas com belos ideais. A Erundina já se aliou ao Quércia e ninguém ficou escandalizado. Seu partido também é aliado do Alckim e não disse nada a respeito de Pinheirinho. Por quê? Porque sabe que moralismo é ideologia pequeno-burguesa. Para chegar ao poder sem alianças, seria preciso mudar as leis do financiamento de campanha, uma reforma política e a democratização dos meios-de-comunicação. Alguma sugestão de como fazer isso com o congresso podre que nós temos? Não? Então…

    Uma esquerda desunida não chega em lugar algum. E a direita agradece.

    pperez

    20 de junho de 2012 às 21h34

    Frei betto no “mosca azul” já definia que a volupia do poder pelo poder havia infectado mortalmente a pureza da proposta original do PT.

    Mário SF Alves

    21 de junho de 2012 às 01h19

    Então? Com todo o respeito ao Abolicionista, mas, o que parece mesmo é que o sonho acabou.
    E se a caminhada se faz ao caminhar… então, ficamos nessa, pelo menos por hora, PT com restrições. Aliás, com fortes restrições. E cabe um ultimato: ou se acredita no Brasil e faz a política que o país precisa, ou que se exploda de vez. O que não dá é ficar para sempre nessa política camaleônica e que lembra o Chico Anísio naquele “o que eu quero mesmo é me arrumar”. E mais, se o poder corrompe, no Brasil ele corrompre muito mais. Moral da história 1)Quanto mais tempo nesse lenga-lenga, mais corrompido, mais corrupto, o PT irá ficar. Moral da história 2) A corrupção no PT leva de roldão/solapa toda a base da esquerda (seja ela democrática ou não).

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 12h32

    Concordo, caro Mário, mas acho que o sonho já tinha acabado muito antes, quando, por exemplo, o Lula fez os acordos com o Sarney, quando aceitou um congresso PMDBista, extremamente retrógrado. Essas contradições vão se acirrando e, em algum momento, surge um conflito de interesses explícito. Hoje, por exemplo, temos uma presidente de esquerda e um congresso de direita. Por isso, pedimos: “Veta, Dilma”, mas não dizemos nada a respeito dos congressistas que elaboraram o Novo Código de desflorestamento. Fico com a impressão de que muita gente se iludiu além da conta com a ascensão do PT. Mas nós sabemos que ela foi feita à custa de acordos com setores nefastos da direita. Ou o Lula não se reuniu com o Roberto Marinho à portas fechadas? Ou o Lula não assinou os termos de compromisso com os bancos? Tudo isso logo que foi eleito pela primeira vez.

    Achei que seu comentário toca num ponto fundamental. A dinâmica da história brasileira, pelo menos até hoje, não possui grandes picos de agitação política. Eu acredito que a melhor fórmula para expressá-la seja dizer que ela é uma relação dialética do avanço e do atraso. Cada avanço, na história do Brasil, repõe um atraso. Isso tem raízes profundas na história da nação. O que ocorre em relação ao PT é uma expressão disso.

    Às vezes acho que alguns comentadores se esquecem de que estamos no Brasil. Olhem para a nossa história com lentes realistas. É a história do massacre sistemático de todos os levantes populares, que se processa antes mesmo de eles ganharem vulto.

    Enfim, meu voto no PT é pragmático sim. É o melhor partido à disposição, só isso.

    Che Guevara da Fiel

    21 de junho de 2012 às 13h13

    Abolicionista. Justamente, o ritmo fundamental da história brasileira é a modernização conservadora, a modernização que repõe o atraso que ela deveria superar. Enquanto o PT se aliar ao atraso, o Brasil não se transforma profundamente, apenas superficialmente. Basta ver a nova classe média que está surgindo. Eles estão longe de ter uma mentalidade de esquerda. Estamos formando um país de consumidores vorazes, não uma sociedade livre.

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 20h53

    Concordo, mas não se faz mudança estrutural sem apoio popular. E não dá para inventar um movimento popular. Nós podemos, e devemos, empenhar-nos na politização, mas não está em nossas mãos criar um movimento. Nós somos um setor muito pequeno da classe média, majoritariamente conservadora. Acredito que é só uma questão de tempo até a luta acirrar-se novamente no Brasil. Já dá para perceber uma polarização se armando. Acho inclusive que é a politização que faz a diferença entre fascismo, xenofobia, etc, de um lado e socialismo do outro. O PT erra principalmente quando não investe nos movimento sociais, ele rói a própria corda. Mas é preciso ver que o PT não é onipotente, está amarrado em um jogo de forças conservadoras.
    São Paulo tem todo o perfil de uma cidade fascista: elites organizadas em máfias, classe trabalhadora despolitizada, ódio a imigrantes, um prato cheio, polícia altamente corporativa. Acho que uma prefeitura do PT pode aliviar isso. Mas só um movimento social poderoso pode modificar o quadro. Quais são as condições para o surgimento de um movimento assim? Não sei, gente, mas acho que é nesses termos que precisamos pensar. Enfim, é só uma opinião, estou jogando com possibilidades e gostaria de saber o que você pensam a respeito. Saudações socialistas!

    Mário SF Alves

    21 de junho de 2012 às 22h08

    O problema com o PT é o problema do tempo. Tempo de amadurecer uma estratégia; tempo de romper com as estruturas arcaicas que travam o desenvolvimento socio-econômico do Brasil; tempo; tempo; tempo. O tempo, porém, está passando, e quanto mais o tempo passa, mais propenso à corrupção o PT fica. E não por culpa dele, claro. Mas,sim, por culpa das circuntâncias. As circunstâncias do exercício político em um dos países mais à direita do mundo.
    Militante político, sim; cabo elitoral, definitivamente, não!

Willian

20 de junho de 2012 às 16h08

Mais uma coisa: antes, petista tinha orgulho de dizer que eram diferentes de tudo o que está aí. Hoje, defesa de petista é sempre dizer que são iguais aos outros.

Responder

    Che Guevara da Fiel

    20 de junho de 2012 às 16h18

    Exatamente. E isso, a rigor, é o fim do PT como partido capaz de realmente transformar o país.

    abolicionista

    20 de junho de 2012 às 19h34

    Isso, concordem com o tucano do site.

    Julio Silveira

    20 de junho de 2012 às 17h57

    Pura triste (para alguns, muitos) e insofismavel verdade.

    abolicionista

    20 de junho de 2012 às 19h35

    Júlio, acho que o partido para você não é o PSOL, não. É o PSDB mesmo! Corre para lá, o Serra está de braços abertos…

    Neo-tupi

    21 de junho de 2012 às 03h32

    Então o governo Lula foi igual ao de FHC? O governo Dilma está sendo igual ao que seria um de Serra, caso o tucano vencesse?

Willian

20 de junho de 2012 às 16h06

Azenha, lembre-se sempre quem os tucanos são. Segundo o que aprendi na blogosfera progressista, os tucanos estão um degrau abaixo da escória da humanidade. São seres abjetos, racistas, entreguistas, brancos de olhos azuis que só pensam em si. Já os petistas, segundo a blogosfera, só querem o bem da parcela mais pobre da humanidade, mesmo quando roubam ou matam. Se fazem o mal, é sempre procurando o bem. Assim, uma aliança dos tucanos com o Maluf seria normal e não deveria ser critica. Já os vestais do PT se unirem ao bandido do Maluf (segundo a Interpol) é sim motivo de crítica.

Responder

    Roberto Locatelli

    20 de junho de 2012 às 16h21

    Willian, acho que você veio de algum universo paralelo.

    A Blogosfera Progressista que eu conheço fervilha de debates, opiniões e contra-opiniões. O VioMundo é um bom exemplo. Este post é um bom exemplo.

RicardãoCarioca

20 de junho de 2012 às 16h03

Todos erraram e agora é bola pra frente, porque ainda há um Serra a ser vencido.

Responder

    Douglas Otaviani Tôrres

    20 de junho de 2012 às 19h53

    Concordo com voçe,discutir leite derramado não leva a nada.A uma eleição chegando,e uma cidade a ser salva a ruina.

neopartisan

20 de junho de 2012 às 16h01

E se os jovens do combativo Levante Popular da Juventude e a Articulação Nacional Pela Verdade e Justiça resolverem fazer um esculacho em frente à mansão do MALuf?
Como é que fica a aliança do PT com o coisa?
Esta do Dirceu, que muitas vezes age como um operador e não um militante da política, de apelar agora para lavar a roupa suja em casa é mesmo apelação.
A decisão de fechar a aliança com o coisa foi tomada por “iluminados”, que prescindiram do debate democrático no interior do partido e dos movimentos.
O PIG não tem moral alguma de fazer juízo sobre isto e outros equívocos da esquerda, pois está historicamente comprometido com MALuf e outros entes do MAL (alguma dúvida ver http://www.youtube.com/watch?v=n6HV-Jpc3I8).
Por favor, Dirceu e outros, não façam dos ativistas e do povo meros apêndices de seus cálculos e operações políticas.

Responder

    Julio Silveira

    20 de junho de 2012 às 16h45

    Concordo com isso que vc diz, agora por mais incrivel que possa parecer é que nesse autismo circustancial teve gente com o displante de dizer que o PT é um partido sem caciques.

    Neo-tupi

    21 de junho de 2012 às 11h05

    Continua com mais inserções na TV para Haddad levar sua mensagem, ao lado de Lula, por um governo mais humano, mais igualitário, e mais desenvolvido na educação, saúde, habitação, transporte público e qualidade de vida.
    Continua com a infantaria de candidatos a vereadores do PP distribuindo santinho com Haddad na chapa, em vez de Serra.

    abolicionista

    21 de junho de 2012 às 14h59

    Qual o problema de fazer um esculacho ao Maluf? O movimento não é partidário… Se os ativistas não conseguem enxergar a conjuntura, a culpa é do PT?


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