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Ex-procurador da Lava Jato, operação que elegeu Bolsonaro, pede “Fora Bolsonaro”
Opinião do blog

Ex-procurador da Lava Jato, operação que elegeu Bolsonaro, pede “Fora Bolsonaro”


23/10/2020 - 12h38

Da Redação

O ex-procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, braço direito do ex-chefe da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, escreveu um artigo para o UOL pregando o Fora Bolsonaro.

A operação foi essencial para a eleição de Jair Bolsonaro, ao impedir o ex-presidente Lula de concorrer ao Planalto e, através do juiz Sergio Moro, vazar denúncia vazia contra o candidato do PT, Fernando Haddad, faltando menos de uma semana para o primeiro turno.

Arrogante, Santos Lima, que nunca teve sequer um voto na vida, diz no artigo sobre Dilma Rousseff, derrubada pelo golpe de 2016, também incentivado pela Lava Jato, que “a ex-presidente realmente era incapaz para o cargo, mas Bolsonaro transcende qualquer definição de inadequação ou irresponsabilidade”.

O juiz Moro, convidado para o cargo de Ministro da Justiça ainda durante a campanha, foi escorraçado do governo Bolsonaro alegando que o ocupante do Planalto tentou interferir nas investigações da Polícia Federal, algumas das quais tangenciam os negócios do filho senador Flávio Bolsonaro.

Flávio é suspeito de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito no inquérito em andamento no Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.

O Partido da Lava Jato sonha em ver Moro alçado ao Planalto em 2022.

Sob suspeita de promover delações parciais, que deixaram bandidos soltos e ricos e quebraram empresas, custando milhares de empregos, o Partido da Lava Jato está na defensiva.

De acordo com o Intercept Brasil, a mais recente ação do grupo foi influenciar a escolha do juiz que substituiu Moro na Vara de Curitiba.

O pedido de suspeição de Moro, que está para ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal, poderá anular as duas condenações do ex-presidente Lula forjadas pelo grupo de Curitiba.

Em seu artigo, o ex-procurador do MPF escreveu:

Se corrupção mata, falta de caráter e irresponsabilidade matam também. É mais que hora de dizermos não a essa ideologização da saúde pública. Vacinas não têm ideologia, não têm partido político ou pertencem a alguém. Seja qual for sua origem, desde que aprovada segundo critérios científicos e os procedimentos adequados, ela deve ser aplicada. Precisamos de mais de 400 milhões de doses. O mundo lutará por poucos milhões quando serão necessárias bilhões de doses. Não se pode desprezar qualquer vacina com eficácia e segurança comprovada. Pouco importará para quem for salvo qual foi sua origem. É preciso revolta e indignação, por muito menos brasileiros foram às ruas em 2013.





2 comentários

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Zé Maria

26 de outubro de 2020 às 23h07

Deve ser Obrigatória a Vacina para Prevenção ao Fascismo do Ministério Público e dos Poderes Executivo e Judiciário.

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Zé Maria

23 de outubro de 2020 às 17h11

O Lima que ligue pro Bonner, pra ver se ele dá um jeito.
Ou então fala pro DD entrar em contato com o Estadão.

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