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Em Pernambuco, a disputa pelos votos de Miguel Arraes


15/08/2014 - 12h03

eduardo_arraes

por Luiz Carlos Azenha, de Recife

Resumindo conversas com gente de Pernambuco, disseram-me algo assim: “Fora daqui, ninguém imagina os ecos da existência do Miguel Arraes. Nem os que reconhecem a imensa contribuição dele à política nacional”.

O que queriam me explicar, obviamente, era a ousadia de Eduardo Campos ao romper uma aliança razoavelmente estável com o PT, eleger o prefeito do Recife e sair candidato ao Planalto pelo PSB, partido no qual ingressou junto com o avô, em 1990.

Dizem os petistas, nas redes sociais, que foi “trairagem”. Que Campos surfou nos investimentos maciços feitos no estado por outro pernambucano, o ex-presidente Lula.

Os três, aliás, se conheceram quando Arraes retornou de quase 15 anos de exílio na Argélia, em 1979. Lula estava lá. Campos, em uma foto, aparece bem atrás do avô.

Arraes teve oito filhos. A filha Ana, hoje no TCU, foi eleita deputada federal duas vezes. Mas ninguém teve o sucesso do neto, que aprendeu todos os macetes da política com o avô.

Estamos aqui no campo da tradicional política brasileira: personalista e baseada em clãs.

A fortíssima devoção dos pernambucanos a Arraes, aliás, “Doutor Arraes”, tem relação com benefícios diretos concedidos a eles num tempo em que os latifundiários reinavam absolutos no estado. Brincou um amigo: o Arraes inventou o Fome Zero, era o programa Chapéu de Palha, de benefício aos sertanejos. No imaginário popular, foi um “pai” — e pai a gente nunca esquece.

Antes de fazer toda sorte de concessão aos grandes negócios, Eduardo Campos tratou de retomar na prática a trilha do avô. Os adversários atribuem à marquetagem, mas o fato concreto é que alguns bairros simbólicos do Recife, como a ilha de Deus, foram tirados da miséria por ele.

Quanto às concessões, apoiadores de Campos apontam as que foram feitas por Lula a banqueiros e empreiteiras. Jogo empatado?

Campos provavelmente venceria a eleição presidencial em Pernambuco por boa margem. O jovem ambicioso — um “trator” nos bastidores, dizem — queria fazer o que o avô nunca conseguiu. Para os apoiadores, percebeu a guinada à direita do PSDB e antevia a demolição do Centrão de Sarney. Decidiu marcar posição como alternativa “moderna” ao PT.

Embora o avô Arraes, por propaganda da direita, tenha entrado na História como um vilão radical, contam-me que só foi eleito pela primeira vez governador de Pernambuco por saber costurar alianças, uma característica que o neto teria herdado.

O fato concreto é que, quando Eduardo Campos for sepultado, no mesmo jazigo do avô, o ciclo político de uma dinastia terá sido encerrado em Pernambuco, pelo menos no curto prazo.

Marina Silva, embora apoiada por familiares de Campos, tem menos chances de vencer Dilma em Pernambuco que o candidato do PSB. Do ponto-de-vista meramente eleitoral, a disputa agora é pelo espólio político de Miguel Arraes e o ex-presidente Lula obviamente será a chave para o PT reconquistar uma parcela dele. Não duvido que o PT, a essa altura, esteja tentando atrair o PSB ou parcelas do PSB de volta à coalizão governista.

Por outro lado, como já escrevi anteriormente, por motivos reais ou imaginários há um profundo desencanto com a política, parte do qual pode ser atribuído à campanha diuturna da mídia corporativa para promover o antipetismo, especialmente durante o julgamento do mensalão.

Minhas observações pessoais, não estatísticas, indicam que o antipetismo chegou aos grotões e contaminou parcela considerável dos que se beneficiaram da ascensão social despolitizada promovida pelos governos Lula-Dilma. Disso deriva o risco real e concreto de um segundo turno muito difícil para Dilma Rousseff.

Vamos ver se o horário eleitoral gratuito, com Lula comandando o canhão, tem o poder de evitar isso.

Leia também:

A excitação mórbida dos analistas depois da tragédia





23 comentários

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FrancoAtirador

17 de agosto de 2014 às 00h54

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http://imgur.com/rmrc4pU
i.imgur.com/rmrc4pU.jpg

(http://www.mudamais.com/avatar)
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ana s.

16 de agosto de 2014 às 23h17

Azenha, não acho que Eduardo ficaria na frente em Pernambuco não. Nas últimas pesquisas, ele não ficou – a última do Ibope deu 41% pra Dilma e 37% pra ele. E aqui em Pernambuco ele já era suficientemente conhecido pra que eu acredite que o início da propaganda na TV fizesse alguma diferença. Tem mais! Os candidatos dele a governador e a senador estavam lá embaixo, bem atrás dos primeiros colocados – Armando Monteiro (PDT) e João Paulo (PT), respectivamente. Eduardo ia sofrer uma tremenda derrota aqui no seu estado. A maioria dos pernambucanos não estava engolindo sua candidatura (havia falta de clareza nas explicações quanto ao rompimento com Lula-Dilma, que muito o apoiaram – e o povo daqui sabe isso). Também não agradou o rapaz que ele indicou para concorrer ao governo – um desconhecido que, pra variar, é da família dele. Agora, com a tragédia, veio o choque e a comoção natural, fortalecida pelo “desinteressado” bombardeio midiático, pra não falar na propaganda mal disfarçada do PSB em cada canto do Recife – outdoors, alto-falantes etc. – enquanto os demais partidos ficam obrigados a um silêncio obsequioso em respeito ao morto.

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    laura

    17 de agosto de 2014 às 10h30

    Para espanto meu colega professor de universidade na França, pernambucano, que passou pelo RN, diz que Campos era um coronel da politica a antiga com escandalos abafados de corrupção, falando em um caso de precatorios que “todo mundo sabe em Recife”. Foi muito breve o encontro, mas ele não bota fé não.

Mariza

16 de agosto de 2014 às 21h42

Me desculpe, mas não concordo com essa análise. A mídia quer que Aécioporto decole de qualquer jeito, joga a Marina. Quem votava em Dilma, continuará votando. Marina vai levar votos do PSB? claro um pouco, mas Dilma também levará, acredito até mais. Vai dar Dilma com certeza. Eu sou Dilma, minha família é Dilma, o Nordeste é DILMA.

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Elias

16 de agosto de 2014 às 21h28

“Marina Silva, embora apoiada por familiares de Campos, tem menos chances de vencer Dilma em Pernambuco que o candidato do PSB.” Trecho do artigo de Luiz Carlos Azenha

Concordo com Azenha e apresento números da eleição presidencial de 2010, em Pernambuco:
Dilma 61%
Marina 20%
Serra 17%
Não é de se esperar que esse quadro mude expressivamente. O que se pode imaginar é que Aécio, a exemplo de Serra, vai repetir a 3ª colocação, com menos votos, óbvio.

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Zanchetta

16 de agosto de 2014 às 19h18

“…ascensão social despolitizada promovida pelos governos Lula-Dilma…” Repete umas 5.000 vezes que talvez vire verdade…

Responder

    ana s.

    16 de agosto de 2014 às 23h28

    Infelizmente é verdade. E estamos pagando por esse erro. O PT no governo recusou-se a travar a luta ideológica. Deixou adversários e inimigos falarem sozinhos com toda a repercussão na mídia. A aversão à política é um fenômeno mundial, mas essa ascensão da direita hidrófoba é um fenômeno brasileiro que não foi devidamente analisado nem combatido. É de dar pena o que os jovens escrevem nas redes sociais – é gente dizendo que a “ditadura” hoje é pior do que no tempo dos militares, que a Alemanha nazista era comunista e por aí vai. Chego até a pensar que se a direita ganhar, o que não está me parecendo muito difícil com a candidatura de Marina, pelo menos parte desse pessoal mais novo vai abrir os olhos e cair da cama.

Urbano

16 de agosto de 2014 às 11h59

Com a morte do eduardo moita, o que tem aparecido de ficcionista manco das ideias, com ares de Nostradamus…

Responder

Isidoro Guedes

16 de agosto de 2014 às 00h51

Sobre as observações desse editorial (do Azenha), temos a dizer o seguinte:

1. Miguel Arraes realmente foi um personagem ímpar da história política nacional, no período republicano pós-getulista. Costurou alianças heterodoxas, com elementos da direita e das oligarquias conservadoras pernambucanas, mas pagou um alto preço ao tentar construir pactos políticos entre elites econômicas originárias da casa grande colonial com parcelas exploradas do campesinato rural (originárias das senzalas e do sofrimento da escravidão), num estado onde as elites sempre foram uma das mais reacionárias e insensíveis socialmente, e que sempre trataram as questões sociais como caso de polícia, à falta do chicote para flagelar os que seguiam sendo oprimidos;
2. Eduardo Campos marchava para ser maior politicamente que o avô e para ampliar seu leque de alianças políticas. O que poderia custar no médio ou longo prazo uma descaracterização do ideário esquerdista ao qual se dizia filiar, tal e qual aconteceu com os partidos socialistas e com lideranças socialistas ou social-democratas europeias, que se deram por vencidas pelo “pensamento único” do neoliberalismo. E que acabaram jogando o continente numa profunda crise que tem ameaçado o Estado de Bem Estar Social e promovido empobrecimento e desemprego em massa no Velho Continente;
3. A despeito de tudo isso Eduardo mostrava-se um político talentoso, inteligente, habilidoso e com rara visão de futuro. Tinha uma carreira promissora pela frente e provavelmente chegaria à Presidência da República, mesmo que isso seguramente não fosse ocorrera agora;
4. Seu flerte com segmentos do capitalismo financeiro e acenos para o rentismo desregulado incomodava profundamente. Mas isso, justiça seja feita, já tinha sido exercitado por Lula e pelo PT, não obstante o PT desenvolvesse interessantes projetos e políticas públicas que combateram a miséria a a desigualdade (senão como se gostaria, mas pelo menos com vontade política para tal);
5. Fica a questão de se Eduardo faria uma inflexão mais à direita ou aprofundaria as reformas do PT. Do ponto de vista pessoal entendo que ele vinha tomando um perigoso rumo que poderia jogar contra os pequenos avanços sociais dos últimos anos, e que o risco de andarmos para trás era relativamente maior do que o de avançarmos para a continuidade de um modelo de inclusão.
6. No plano federal a eleição zera. Mas sou dos que acredita ainda que mesmo com Dilma e o PT debilitados, por mais de uma década de ataques sucessivos e odiosos da mídia conservadora (de direita), as chances de vitória do projeto petista ainda são consideráveis. Mas se ocorrer será no fio da navalha, voto a voto.
7. Sobre o arraesismo, o ciclo aparentemente se encerra com a ida de Eduardo para o túmulo, junto com o avô. E pode mesmo se concretizar mais ainda pelas disputas políticas dentro do própria clã Arraes (que já vinham se manifestando no frontal desentendimento entre o ex-governador agora falecido, e sua prima – Marília Arraes – vereadora pelo PSB do Recife, mas que pode estar migrando para o PT e que já vinha apoiando Dilma no plano federal e um adversário de Eduardo no plano estadual – o senador e empresário Armando Monteiro Neto, do PTB, que concorre ao Governo de Pernambuco com grande possibilidade de vitória).
8. A campanha será zerada e teremos um freio de arrumação (que pode sim ser danoso para Dilma). Aécio pode ser cristianizado e jogado ao mar pela direita e Marina (caso se consolide como candidata do PSB) poderá se tornar a bola da vez, e se candidatar à Presidência por força dessa fatalidade, com reais chances de vitória;
9. Quanto ao arraesismo, só o futuro dirá que rumo essa tendência política seguirá em Pernambuco, e se a luta dentro do próprio clã Arraes contribuirá para seu desaparecimento.
Mais dez ou quinze dias tornarão o quadro eleitoral atual mais nítido portanto.
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    Israel Just da Rocha Pita

    17 de agosto de 2014 às 08h18

    Há uma diferença bem simples entre o Eduardo e o Avo, a ambição desmedida motivadas por algumas vitória municipal em 2012, se achou habito a ser presidente, alem do chaga pra lá que deu em lula se aliando a outra TRAÍRA.
    Pelo que sei o notável Arrais nunca jogou os amigos para fora do barco em meio a tempestade. Nada melhor pera nos ensinar do que um dia após o outro.

Isidoro Guedes

16 de agosto de 2014 às 00h49

Sobre as observações desse editorial (do Azenha), temos a dizer o seguinte:

1. Miguel Arraes realmente foi um personagem ímpar da história política nacional, no período republicano pós-getulista. Costurou alianças heterodoxas, com elementos da direita e das oligarquias conservadoras pernambucanas, mas pagou um alto preço ao tentar construir pactos políticos entre elites econômicas originárias da casa grande colonial com parcelas exploradas do campesinato rural (originárias das senzalas e do sofrimento da escravidão), num estado onde as elites sempre foram uma das mais reacionárias e insensíveis socialmente, e que sempre trataram as questões sociais como caso de polícia, à falta do chicote para flagelar os que seguiam sendo oprimidos;
2. Eduardo Campos marchava para ser maior politicamente que o avô e para ampliar seu leque de alianças políticas. O que poderia custar no médio ou longo prazo uma descaracterização do ideário esquerdista ao qual se dizia filiar, tal e qual aconteceu com os partidos socialistas e com lideranças socialistas ou social-democratas europeias, que se deram por vencidas pelo “pensamento único” do neoliberalismo. E que acabaram jogando o continente numa profunda crise que tem ameaçado o Estado de Bem Estar Social e promovido empobrecimento e desemprego em massa no Velho Continente;
3. A despeito de tudo isso Eduardo mostrava-se um político talentoso, inteligente, habilidoso e com rara visão de futuro. Tinha uma carreira promissora pela frente e provavelmente chegaria à Presidência da República, mesmo que isso seguramente não fosse ocorrera agora;
4. Seu flerte com segmentos do capitalismo financeiro e acenos para o rentismo desregulado incomodava profundamente. Mas isso, justiça seja feita, já tinha sido exercitado por Lula e pelo PT, não obstante o PT desenvolvesse interessantes projetos e políticas públicas que combateram a miséria a a desigualdade (senão como se gostaria, mas pelo menos com vontade política para tal);
5. Fica a questão de se Eduardo faria uma inflexão mais à direita ou aprofundaria as reformas do PT. Do ponto de vista pessoal entendo que ele vinha tomando um perigoso rumo que poderia jogar contra os pequenos avanços sociais dos últimos anos, e que o risco de andarmos para trás era relativamente maior do que o de avançarmos para a continuidade de um modelo de inclusão.
6. No plano federal a eleição zera. Mas sou dos que acredita ainda que mesmo com Dilma e o PT debilitados, por mais de uma década de ataques sucessivos e odiosos da mídia conservadora (de direita), as chances de vitória do projeto petista ainda são consideráveis. Mas se ocorrer será no fio da navalha, voto a voto.
7. Sobre o arraesismo, o ciclo aparentemente se encerra com a ida de Eduardo para o túmulo, junto com o avô. E pode mesmo se concretizar mais ainda pelas disputas políticas dentro do própria clã Arraes (que já vinham se manifestando no frontal desentendimento entre o ex-governador agora falecido, e sua prima – Marília Arraes – vereadora pelo PSB do Recife, mas que pode estar migrando para o PT e que já vinha apoiando Dilma no plano federal e um adversário de Eduardo no plano estadual – o senador e empresário Armando Monteiro Neto, do PTB, que concorre ao Governo de Pernambuco com grande possibilidade de vitória).
8. A campanha será zerada e teremos um freio de arrumação (que pode sim ser danoso para Dilma). Aécio pode ser cristianizado e jogado ao mar pela direita e Marina (caso se consolide como candidata do PSB) poderá se tornar a bola da uco.vez, e se candidatar à Presidência por força dessa fatalidade, com reais chances de vitória;
9. Quanto ao arraesismo, só o futuro dirá que rumo essa tendência política seguirá em Pernambuco, e se a luta dentro do própria clã Arraes contribuirá para seu desaparecimento.
Mais dez ou quinze dias tornarão o quadro eleitoral atual mais nítido portanto.

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Messias Franca de Macedo

16 de agosto de 2014 às 00h24

Marina [SILVA?!] se pintou?! E/ou pintaram a Marina [SILVA?!]? ENTENDA A LAMBANÇA

##############

Agronegócio não teme Marina como temia ex-ministra, mas ainda há cautela

Roberto Samora e Gustavo Bonato
Em São Paulo

Aquela Marina Silva que deixou o Ministério do Meio Ambiente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contrariada pela expansão de grãos e da pecuária na Amazônia Legal já não preocupa tanto representantes do agronegócio, embora parte do setor ainda tenha algumas ressalvas.
(…)
“Nisso, nós ficamos muito animados com o discurso (de Campos). Quando ele falava nisso (sobre sustentabilidade ambiental do agronegócio), entendíamos que ela (Marina) estava por trás apoiando o discurso dele”, acrescentou Carvalho.
O dirigente da *Abag acredita que o posicionamento de Campos foi construído juntamente com Marina. Por isso, avalia ser improvável que haja grandes guinadas, na hipótese de ela ser a candidata à presidência da República pelo PSB.
*Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

CACHOEIRA – perdão, ato falho -, FONTE: http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/reuters/2014/08/15/agronegocio-nao-teme-marina-como-temia-ex-ministra-mas-ainda-ha-cautela.htm

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Messias Franca de Macedo

15 de agosto de 2014 às 23h15

AINDA sobre o tal Beto Albuquerque (PSB), leviano e proselitista até nos momentos trágicos e fúnebres!

(…)
O líder do PSB afirmou que advogados contratados pela legenda irão “requerer judicialmente o acompanhamento da investigação, que é sigilosa”. Beto disse, de resto, que o governo de São Paulo pode tomar a mesma providência. “Solicitamos ao governador Geraldo Alckmin que o Estado também exerça o direito de acompanhar a apuração do acidente ocorrido em seu território. Na nossa frente, ele determinou ao secretário de Justiça que analisasse o assunto.”

CACHOEIRA – perdão, ato falho -, FONTE: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/08/15/psb-lanca-duvidas-sobre-a-investigacao-da-fab/

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Messias Franca de Macedo

15 de agosto de 2014 às 21h02

Marina [SILVA?!] no palanque da Eliane TACANHêde!

Assessor – [candidata] Marina [SILVA?!], olhe para aquela plateia [da ala esquerda (sic)]!

Marina [SILVA?!] candidata – prometo que no meu governo, vocês, índios do Xingu serão tratados com absoluto respeito! Nos próximos oito [oito?! – adendo do assessor!] anos, não será construída sequer um mini usina hidrelétrica neste país!…

Assessor – [candidata] Marina [SILVA?!], agora, olhe para aquela plateia [da ala direita superior(!) (idem sic)]!

Marina [SILVA?!] candidata – prometo que no meu governo a Rede… Quer dizer, a Rede Itáu/Natura sorverá um período de vigorosa expansão econômica! O PIB crescerá a 8% ao ano – e com viés de alta!…

De novo, Marina [SILVA?!]: – assessor, e o que eu devo falar para o CENTRÃO?!…

Pano rápido! A Marina [SILVA?!] poderá “cremar” o PSB!…

Responder

FrancoAtirador

15 de agosto de 2014 às 20h16

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Mais esta para tumultuar:

Publicado: 15/08/2014 12:30h
Portal da Força Aérea Brasileira (FAB)

http://www.fab.mil.br/sis/enoticias/imagens/pub/22203/i1481512270257449.jpg

NOTA

CENIPA faz leitura do gravador de voz da aeronave PR-AFA

Os dados do gravador de voz (Cockpit Voice Recorder – CVR) da aeronave PR-AFA, que se acidentou no dia 13 de agosto, já foram extraídos e analisados por quatro técnicos do Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (Labdata) do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).

As duas horas de áudio, capacidade máxima de gravação do equipamento, obtidas e validadas pelos técnicos certificados, não correspondem ao voo realizado no dia 13 de agosto.

Não é possível, até o momento, determinar a data dos diálogos registrados no CVR, tendo em vista que esse tipo de equipamento não registra essa informação. As razões pelas quais o áudio obtido não corresponde ao voo serão apuradas durante o processo de investigação.

É importante ressaltar que os dados obtidos no gravador de voz representam apenas um dos elementos levados em consideração durante o processo de investigação, não sendo imprescindíveis para a identificação dos possíveis fatores contribuintes.

Brasília, 15 de agosto de 2014.

Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

(http://www.fab.mil.br/noticias/mostra/19553/NOTA—CENIPA-faz-leitura-do-gravador-de-voz-da-aeronave-PR-AFA)
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Responder

    FrancoAtirador

    15 de agosto de 2014 às 20h56

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    15/8/2014 às 16h04 (Atualizado em 15/8/2014 às 17h03)
    R7

    Especialista descarta sabotagem de caixa-preta
    no voo que matou Eduardo Campos

    Investigadores concluíram que equipamento
    não funcionou no dia do acidente

    Thiago Calil, do R7

    Os especialistas em aviação são unânimes em dizer que as caixas-pretas são equipamentos seguros.
    Mesmo assim, segundo o Cenipa (Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), o aparelho não registrou os dados do voo que caiu em Santos (SP) na última quarta-feira (13), matando o candidato à Presidência da República Eduardo Campos e outras seis pessoas.

    Apesar disso, o especialista Décio Simões descarta a possibilidade de sabotagem. Membro do Fórum Brasileiro para o Desenvolvimento da Aviação Civil, ele afirma que é impossível alguém ter acesso ao equipamento.

    — Se não os pilotos poderiam, por qualquer motivo, simular uma pane e eliminar gravações. É um sistema inviolável.

    Segundo o Cenipa, ainda “não é possível, até o momento, determinar a data dos diálogos registrados no CVR, tendo em vista que esse tipo de equipamento não registra essa informação.
    As razões pelas quais o áudio obtido não corresponde ao voo serão apuradas durante o processo de investigação”.

    Para Décio Simões, houve uma pane no gravador de voz.

    — É um equipamento eletrônico, um sistema automático que vai gravando sem parar. Ele vai apagando os dados anteriores e guarda os últimos minutos. Por alguma razão, ele deixou de gravar.

    O professor Alvaro Martins Abdalla, da Escola de Engenharia da USP-São Carlos, destaca que alguns modelos de gravadores de voz CRV podem, sim, ser desligados durante o voo.
    Mas, em caso de acidente, o equipamento tem um dispositivo para não apagar a conversa gravada.

    — Na maioria das aeronaves comerciais há um disjuntor para o gravador de voz CVR. Toda vez que ocorrer um incidente durante um voo, o disjuntor é puxado e isso mantém a conversa de cabine pertinente no registro.

    O avião Cessna 560XL caiu no bairro do Boqueirão, em Santos, quando o piloto fazia uma manobra após arremeter.
    Além de Campos, morreram os assessores Pedro Valadares e Carlos Augusto Percol, o cinegrafista Marcelo Lira, o fotógrafo Alexandre Severo e os pilotos Marcos Martins e Geraldo da Cunha.

    Veja também:
    Vídeo mostra trabalho da Aeronáutica para analisar caixa-preta

    (http://noticias.r7.com/sao-paulo/especialista-descarta-sabotagem-de-caixa-preta-no-voo-que-matou-eduardo-campos-15082014)
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    FrancoAtirador

    15 de agosto de 2014 às 21h00

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    15/08/2014 19h23
    EBC/Agência Brasil

    Avião não poderia decolar com gravador de voz desligado, diz Anac

    Reportagem: Sabrina Craide | Edição: Nádia Franco

    Brasília
    A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou hoje (15) que a aeronave em que viajava o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, não poderia decolar sem o gravador de voz ativado.

    Segundo a agência, embora não seja um item de segurança, o equipamento deve ser obrigatoriamente checado pelo comandante antes do início do taxiamento, conforme manual de operação do fabricante da aeronave.

    O manual também estabelece que o ‘Cockpit Voice Recorder’ (CVR) deve ser verificado a cada 150 horas de voo ou 24 meses, o que ocorrer primeiro.

    Mais cedo, a Aeronáutica informou que o gravador de voz do jato que caiu quarta-feira (13) não registrou as conversas ou sons ambientes em seu o último voo.
    As duas horas de áudio gravadas e já analisadas por peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) não correspondem ao voo em que Campos e mais seis pessoas morreram.

    A Anac reiterou que o avião PR-AFA, modelo Cessna Aircraft 560XL, estava com a Inspeção Anual de Manutenção e o Certificado de Aeronavegabilidade válidos e que a última verificação anual completa das manutenções foi executada em fevereiro deste ano.

    A aeronave, com capacidade para nove passageiros, de propriedade da Cessna Finance Export Corporation, era operada pela empresa privada AF Andrade, por meio de arrendamento operacional (leasing), conforme Registro Aeronáutico Brasileiro.

    A Anac pediu apoio à Polícia Federal para localização do operador, com o objetivo de verificar informações veiculadas pela imprensa sobre eventual venda da aeronave, ainda não comunicada à agência.

    (http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-08/aviao-nao-poderia-decolar-com-gravador-de-voz-desligado-diz-anac)
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    FrancoAtirador

    15 de agosto de 2014 às 21h03

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    15/08/2014 – 18:22
    Portal da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)

    Nota à Imprensa

    Esclarecimentos sobre a aeronave PR-AFA

    Brasília, 15 de agosto de 2014 –

    A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) reitera que a aeronave PR-AFA, modelo CESSNA AIRCRAFT 560XL, acidentada em Santos no dia 13/08/2014, estava com a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade válidos, ou seja, a última verificação anual completa das manutenções foi executada em fevereiro deste ano.

    A aeronave PR-AFA, fabricada em 2010, tem uma configuração para 9 passageiros e possuía o gravador de voz (Cockpit Voice Recorder – CVR) instalado.

    Pela regulamentação, a aeronave não pode decolar se o CVR não estiver funcionando. O equipamento, embora não seja um item de segurança, deve ser obrigatoriamente checado pelo comandante antes do início do taxiamento, conforme manual de operação do fabricante da aeronave.

    O manual também estabelece que o CVR deve ser verificado a cada 150 horas de voo ou 24 meses, o que ocorrer primeiro.

    A aeronave era de propriedade da CESSNA FINANCE EXPORT CORPORATION e era operada pela empresa privada AF ANDRADE EMPR. E PARTICIPACOES LTDA, por meio de arrendamento operacional (leasing), conforme Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB).

    A ANAC informa que solicitou apoio da Polícia Federal (PF) para localização do operador a fim de verificar informações veiculadas pela imprensa sobre eventual venda da aeronave, ainda não comunicada à Agência.

    A ANAC está contribuindo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) e com a Polícia Federal para as apurações sobre as circunstâncias e as causas do acidente.

    Todas as informações levantadas pela Agência serão encaminhadas a esses órgãos para comporem os processos de investigação.

    Assessoria de Comunicação da ANAC
    Gerência Técnica de Relações com a Imprensa

    (http://www.anac.gov.br/Noticia.aspx?ttCD_CHAVE=1516&slCD_ORIGEM=43)
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alvaro

15 de agosto de 2014 às 18h43

Em uma análise superficial, longe do fervor da mídia, algumas perguntas se colocam.
1. Por que motivo pessoas que tenderiam a votar em Dilma, deixariam de votar nela porque o Eduardo Campos morreu? A princípio, não encontro motivos para isso.
2. As pessoas que tenderiam a votar em Campos vão automaticamente passar a votar em Marina Silva se ela se tornar a sua substituta na campanha eleitoral? Acredito que uma boa parte sim, pois a maioria não pretendia votar em Dilma. Mas penso que uma parte poderá pensar em votar em Dilma, pois Eduardo Campos foi aliado do PT até dois anos atrás dos governos Lula e Dilma. Há que se pensar também no pragmatismo regional dessa opção, pois a maior soma das intenções de votos em Eduardo vinha de Pernambuco. Eduardo fez um bom governo para os pernambucanos, com o apoio de Lula, que também é pernambucano. Lula apoiará Dilma e isso é um fator a ser considerado. Marina para os pernambucanos é uma incógnita. Deve-se pensar também que o apoio à Dilma no Nordeste pode até aumentar, uma vez que não haverá mais um candidato da região. E não é improvável ainda que alguns votos dessa região tomem o rumo da candidatura de Aécio. Mas acredito que poucos.
3. Marina teria nessa eleição os mesmos votos que teve na eleição passada? É possível que sim, mas também é possível que não. O fator Marina foi cuidadosamente trabalhado pela mídia na eleição passada para que seus votos fossem determinantes para a decisão ir para o segundo turno. Porém, em nenhum momento o seu candidato preferido foi deixado de lado pela mídia. Ainda assim, foi um sufoco. Dilma, uma desconhecida até então, deixou de ganhar no primeiro turno por um beiço de pulga. Apesar do clima de comoção que será utilizado pela mídia, o tempo de campanha é de apenas 50 dias. O trabalho da mídia teria que ser intenso, o que prejudicaria o apoio de que Aécio necessitaria para manter-se em segundo lugar e ir para o segundo turno.
4. Será que a direita irá abandonar sumariamente Aécio Neves, trocando-o de olhos fechados pela Marina? É até possível que o alto comando da direita (grandes grupos de mídia e o mercado financeiro) já tenha decidido que sim. Há um grande desespero neste setores da sociedade com a iminência da reeleição da Dilma. Mas e o PSDB, que tem enormes compromissos políticos, econômicos e eleitorais firmados de longa data, aceitará esse papel de coadjuvante, que pode representar um fim melancólico e mais rápido do que o temido? E os seus candidatos espalhados pelo país? Uma guinada desse tipo pode atrapalhar a campanha de muita gente pelos estados e pode prejudicar a eleição de muitos candidatos.
5. A candidatura do Eduardo Campos era um projeto muito pessoal que representava um risco muito grande para o partido, que cresceu muito enquanto estava aliado ao governo liderado pelo PT. Nada garantia, no entanto, que sua candidatura, contra o governo, representaria a continuidade desse crescimento. Será que a oficialização da candidatura de Marina, uma recém-filiada, que trouxe para o convívio do partido inúmeros integrantes da Rede, garante o crescimento eleitoral dos pessebistas originais?
São essas algumas questões que me parecem relevantes para a análise da conjuntura atual.

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Ricardo JC

15 de agosto de 2014 às 18h37

Não concordo, em parte, com sua análise Azenha!
Dilma já estava vencendo Eduardo Campos em Pernambuco por 13 pontos percentuais e esta diferença aumentaria, em minha opinião, com a chegada do horário eleitoral gratuito na TV e a presença de Lula na campanha. Posso estar errado, mas acredito em uma grande votação de Dilma em PE.

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joao luiz silva brandao costa

15 de agosto de 2014 às 18h28

O Doutor ARRAES,no sertão pernambucano é conhecido pelo nome de ARRAIA. E é uma lenda, com um apelo enorme. Não sei se Marina, ou quem quer que seja, irá ter pesca farta nessas águas.

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Nilson Moura Messias

15 de agosto de 2014 às 15h34

Azenha, o espólio de Arraes, tem dois herdeiros: Lula e Eduardo Campos, 0 primeiro, pelos investimentos e os benefícios comprovadamente, na região Nordeste e, em particular, Pernambuco. Campos, oportunamente, beneficiou se destes investimentos. Segundo as manjadas pesquisas, Dilma, já o teria o ultrapassado o neto de Arraes. E, com a morte de Eduardo, Pernambuco, passa a ter um único herdeiro de Arraes: Lula. Quanto a criminalização da política, concordo, afastou os mais desavisados. No mais, apesar do PT, está disputado a eleição com a mídia, já a oposição institucional é fraca, acredito na reeleição de Dilma Rousseff, apesar de fatalidade, deixar um pouco de indefinição.

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Urbano

15 de agosto de 2014 às 15h27

O jarbarrabás vãsconselhos substituiria com bastante propriedade, até pelo companheirismo dos últimos tempos. Outra coisa é que, se não dá para comparar o neto do Sudeste com o seu avô, então muito menos em relação ao mesmo parentesco do Nordeste. Amanhã, quiçá, pode até se rever essa visão, contanto que haja suficiente material colhido através de testemunhos verbais e de imagens, e que venha a ser validado pelos peritos de Francisco, o Justo II.

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