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Campos, Collor de 2014, pode ajudar “socialismo” tucano


25/03/2013 - 11h54

por Luiz Carlos Azenha

Os petistas estão preocupados. Eduardo Campos embola o jogo eleitoral de 2014. Novinho. Bem apessoado. Moderno tanto quanto Fernando Collor era moderno em 1989. Nada que um Globo Repórter não seja capaz de produzir. Socialista, ou seja, supostamente comprometido com os projetos sociais. Serra tentou ser Lula contra Dilma, em 2010, até o Bolsa Família abraçou. Eduardo Campos se encaixa melhor no papel.

Para Dilma ser socialista, hoje em dia, tem de peitar os bancos e reduzir as contas de luz. Para Eduardo é só construir uma cisterna, provavelmente através de uma das empreiteiras amigas.

Além disso, se Getúlio Vargas um dia representou a expansão do capital acumulado no Rio Grande do Sul, Campos pode fazer o mesmo com o capital acumulado no Nordeste, especialmente se aliado à grana de São Paulo. O capital dos grandes exportadores de frutas de Petrolina, das grandes empresas que se expandem em Suape, da Fiat que vai se instalar em Goiana, do capital reciclado de São Paulo que foi buscar oportunidades de negócios no Nordeste.

Este capital é esperto e sabe que pode contar com o Eduardo para limitar os direitos sociais dos trabalhadores locais de uma forma que não se consegue mais fazer em São Paulo. O governador de Pernambuco amarrou uma super-aliança local que garante a ele poucas dores de cabeça, inclusive com os líderes dos trabalhadores que pretende entregar para espoliação do capital local. É o homem das empreiteiras e dos projetos imobiliários como o Novo Recife.

[Notem que Campos não se apresentou como o candidato dos pobres, na tradição do avô Miguel, mas dos empresários aos quais disse que “dá para fazer melhor”. Perguntinha básica: melhor para quem?]

E, com os parentes no governo, Eduardo Campos controla a máquina local.

Marina Silva não terá menos votos que em 2010. Vai ficar por ali, 20%. É o cansaço com a imobilidade política.

Campos, aliado a Serra ou Aécio, pode carrear os votos que levem ao segundo turno.

Então, o jogo é outro.

Dilma ainda é franca favorita. Mas sofre com o imobilismo das alianças das quais é refém: de Renan a Sarney, de Kassab ao centrão do PMDB, não pode projetar o dinamismo necessário e as mudanças que, a esta altura, apenas os campos minoritários do PT estão dispostos a fazer.

O ministro Paulo Bernardo montar o palanque da Gleisi Hoffmann no Paraná — com ajuda das empresas de telefonia — é hoje muito mais importante para o governo que enquadrar os péssimos serviços das prestadoras de serviços. O PT é o establishment e depois de dez anos de governo abdicou da política com o “tecnificismo” dilmista e já não pode atribuir aos outros seus próprios erros de administração.

Em resumo, não poderá mais fazer campanha em 2014 se dizendo de oposição ao FHC de 2002. Não cola mais.

As alianças urdidas por José Dirceu que levaram o partido ao poder em 2002 podem custar, pelo peso morto e atrasado que representam hoje, o poder ao partido em 2014.

Lula acredita no marketing de João Santana e Dilma tem imensa simpatia da população em geral. Gostam dela, da figura dela, mal percebem que a endireitada que deu a tornou muita mais parecida com FHC do que com o próprio Lula.

Campos, por sua vez, tem a vantagem de falar diretamente a outros oligarcas regionais sobre a importância de fortalecer diretamente a presença do Nordeste no poder, sem intermediáios. Pode ajudar imensamente a direita a reconquistar o poder, mas com novo sabor, agora “socialista”.

Se houver marolinha econômica — um grande se — acho que teremos segundo turno.

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46 comentários

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Álvaro Simas

06 de abril de 2013 às 08h15

Collor de 2014!?? Que é isso, companheiro. Lula disse que Collor é amigo…

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Bruno Carvalho

01 de abril de 2013 às 16h53

Azenha,

Dilma favorece banqueiros, certo?! Ok. E Lula, que fez de diferente quando foi presidente?? Os bancos nunca riram tanto à toa como na sua época. Lembre-se: ele foi o cara do Obama…

E Eduardo, deixou de ser socialista por conta das cisternas? Não acredito. E a frente popular?? acabou. E Lula é socialista por conta da bolsa família conservadora?? Grande incongruência!

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ezequiel

29 de março de 2013 às 21h37

não subestimem eduardo campos, pois é um governador bem avaliado e com o DNA de politica, com o descontentamento por parte dos partidos políticos ele poderá juntar-se a PPS, DEM, PDT, parte do PMDB e ele não tem limites é novo e arrojado, seria muito interesante sua candidatura

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Elio Gaspari: O fenômeno Eduardo Campos « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de março de 2013 às 22h50

[…] Campos, Collor de 2014, pode ajudar “socialismo” tucano […]

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Marcelo

28 de março de 2013 às 16h37

Muito bom Azenha.

Gosto de você por conta sua posição equilibrado. Eu como sempiterno eleitor da esquerda, do PT, reconheço que esse partido promoveu muitos avanços, mas também que encontrou seu ponto de estagnação. De sorte que nesse momento fazermos a nossa reflexão com muita frieza e sem partidarismo, para o nosso próprio bem.

Acho muito oportuna a apresentação do Eduardo Campos. Independente dele ganhar o meu voto, o importante é ele ganhar o meu respeito. O que todo mundo espera hoje é uma oposição decente e que haja embates de alto nível.

Importante para quem for desafiar a Dilma é não se comportar como a anti-oposição do PSDB, que comete o erro grotesco de atacar as virtudes do governo Lula e da gestão do PT. O mínimo que o desafiador tem que fazer é apresentar um projeto coerente que atenda as necessidades do Brasil.

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Alexandro Rodrigues

27 de março de 2013 às 06h12

Kkkk… Eu já sabia!

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Neotupi

27 de março de 2013 às 01h35

Discordo de que Dilma tenha “endireitado”. Ela tem um governo de 4 anos, e tem que fazer o melhor que pode nestes 4 anos, com as circunstâncias que estão aí, até porque se errar entrega o Brasil para a oposição demotucana (mesmo que com cara de um Eduardo Campos).
O que o estado não tem como fazer, ou se faz política industrial para a iniciativa privada fazer (como concessões), ou não conseguirá que seja feito, e é o povo que fica na pobreza do subdesenvolvimento, na fila de espera de uma política perfeita estatal que não dá para ser feita simultaneamente com outra, porque não cabe tudo no Orçamento da União. Geisel tentou fazer um grande programa estatal, maior do que dava conta, e foi um festival de obras abandonadas (Ferrovia do Aço), empresas criadas que não cumpriram sua missão, crescimento da dívida, inflação e deixou com herança a crise dos anos 80. Acho que evitar repetir esse erro é ponto positivo para Dilma.
A diferença é gritante em relação a FHC, porque o tucano era a favor do estado mínimo (Dilma não é) e contra política industrial, por considerar intervencionista.
Na China e no Vietnã também fazem concessões para a iniciativa privada, naquilo que está acima do limite de capacidade do Estado fazer, e crescem mais rapidamente, tirando muita gente da pobreza mais rápido. O modelo da Dilma é mais parecido com o da China (claro que os países tem uma história econômica e democrática recente muito diferente, daí o Brasil ainda não ter como crescer tanto como lá), já o de FHC é o do Consenso de Washington.

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Nedi

26 de março de 2013 às 09h45

O texto do Azenha é pertinente,óbviamente. Tenho visto nas redes sociais um comentário crítico ao governo Dilma que é diferente daquele comentário que costumamos ver dos seguidores do “jornalsmo” pitbull (“foia”, “zóia”, etc). Com o tempo as pessoas vão percebendo que há uma falta daquilo que o Ciro Gomes chama de “visão estratégica de futuro para o país”. Como o projeto “Lulilma” não é assim, digamos, um Bolivarianismo, vai chegar um momento em que, a meu ver, faltará margem de manobra ao governo. O projeto “Lulilma” tá enfrentando as crises na base da desoneração, e isso tem um limite já que a maioria do eleitorado brasileiro tem um voto desideologizado e creio que já não haja mais o que desonerar. Mas como todos sabemos, o grande problema do “dudu” é que o Lula sobe no palanque de fronte ao dele.

Responder

Wilson Lopes

26 de março de 2013 às 08h35

O PT, ao decidir que seu inimigo n.1 era o PSDB, teve, logicamente, que aliar-se às tradicionais figuras da direita reacionária, golpista e corrupta que tanto criticou e critica, como José Sarney, Maluf, Renan, Collor etc., além daquela turma amorfa e desonesta do PMDB e dos partidos da base alugada.
Na realidade, o PT decidiu demonizar os tucanos porque estes eram aqueles que poderiam disputar de igual para igual com ele (PT) os cargos majoritários do executivo.
Os tucanos poderiam – deveriam ser aliados naturais do PT e vice-versa. Tucanos seriam seus aliados porque são, na realidade, a social democracia, e esta está mais próxima do PT que os conservadores. Além disso, FHC declarou no passado recente que entre eles (PSDB) e o PT não havia maiores diferenças ideológicas, apenas uma disputa por cargos.
Ao formalizar a hipotética união centro-esquerda PT-PSDB, esta seria imbatível e poderia reunir todas as condições de realizar as reformas estruturais tão necessárias que o PT AINDA NÃO FEZ e que, infelizmente não irá fazer.
O PT aproveitou e faturou politicamente os frutos de um bom momento da economia que, em grande medida, o PSDB estruturou e possibilitou. Agora, com a economia patinando e a corrupção – no sentido de podre, estragado – endêmica instalada, o povo brasileiro é quem irá sofrer, aliás, ele está sofrendo com péssimos serviços de saúde, educação e segurança. A classe operária foi ao paraíso com o PT, mas, como aconteceu com a ascenção dos pobres ao poder na Revolução Francesa, após matarem toda a elite levaram o país à falência por não saber governar.
O PT, nós não sabíamos, é um projeto de poder pelo poder, e o pior não sabe direito como administrar o poder.

Responder

    Rafael

    26 de março de 2013 às 11h04

    Quanta imaginação. Nome de sigla não quer dizer nada. O nome do partido dos nazisra era nacional socialista e não tinha qualquer relação com o nacional socialismo, bem pelo contrário, eram seus inimigos socialista e o principal inimigo deles eram os comunistas. Dizer que o PSDB é, poderia ser de esquerda é ridículo, é desconhecer a realidade. O PSDB é hoje o que a UDN da época do Getúlio Vargas era, exatamente igual, com o mesmo ideal, entreguismo, submissão aos interesses americanos, antinacional.
    O PT vem dos sindicatos, dos trabalhadores que foram os mais prejudicados com o governo do FHC, foram os que mais sofreram com FHC, então naturalmente o PT viu no PSDB maior ameaça ao projeto do trabalhador, o PSDB é a maior ameaça ao trabalhador. PSDB e PT são tão parecidos que quando foi aunciada a descoberta do pré-sal Lula e PT trataram logo de mudar a lei, revitalizaram a Petrobras e a colocara em papel estratégico na exploração do pré-sal. O PSDB sabemos muito bem o que queria fazer com a Petrobras e outras estatais.
    Acho muito interessante esse discurso surrado, sem fundamento de que o PT surfou numa onda da economia que se aproveitou do que o PSDB fez, mas o que os tucanos fizeram?? privatizaram parte do sistema elétrico e meses depois o sistema esatva falido, apagão, falta de produção de energia, falta de investimento, o PSDB simplesmente destruiu o sistema elétrico, acredito que deve ser nisso que o PT se paroveitou que o PSDB fez. Em 2001 inflação estava em quase 15% ao ano, desemprego na casa dos 12%, divida externa já tinha passado dos 60% do PIB(Grécia faliu com 57% do PIB), aliás o Brasil faliu com FHC 3 vezes. Poderia dizer então o que o PSDB fez que Lula tenha se dado bem graças ao PSDB.
    Corrupção endêmica instalada?? Quem comprou a reeleição ??? foi o PT?? Quem desviou 40 bilhões de reais das privatizações num processo totalmente escuso, nebuloso e corrupto como nunca na história do Brasil, pode-se dizer o maior saque da história do Brasil, foram desviados para paraísos fiscais 40 bilhões de reais. Foi o PT?? O primeiro ato do FHC após eleito foi extinguir órgão de investigação contra corrupção criado pelo Itamar Franco. Se lemba do engavetador geral da república??? Nada passava dali. Com Lula A polícia federal fez centenas de operações, com o FHC não chega a 20 operações e não envolve nenhum poderoso, com o PT se investigou Daniel Dantas e Gilmar Mendes barrou qualquer tentativa de insvetigar Daniel Dantas por coincidência Gilmar Mendes foi nomeado ao STF pelo FHC.
    O PSDB éinimigo do PT porque o PSDB é contra tudo que beneficie o povo,é contra o Brasil.

Rafael

25 de março de 2013 às 22h43

Que texto mais fraco. Dizer “acho que vai para segundo turno” é muito medíocre. É como as previsões catastróficas tipo: “no futuro haverá guerras e fome” nossa estamos a milhares de anos sempre acontecem guerras, miséria , exploração. Dizer que Marina vai ter os mesmo votos de 2010 não passa de chute, foi um situação excepcional, não quer dizer que vai se repetir. Acho ridículas essas “análises” que consideram os votos do povo como se fosse uma propriedade, como se fosse algo facilmente previsível. Parece que o Azenha escreveu o texto para corroborar a idéia de que Eduardo Campos pode mudar tudo. O texto cita as alianças que o PT fez que isso pode custar a eleição de 2014, mas como governaria sem as alianças?? Nem teria eleito Dilma em 2010. Não seria as mesma alianças que Eduardo Campos esatria fazendo agora para atrapalhar a eleição de Dilma ou mesmo derrotar Dilma como sugere o autor?? Importante lembrar que o PT não estava coligado com o PMDB na vitória de 2002, a aliança veio depois da vitória do Lula.
Qual é o imobilismo que sofre Dilma com a aliança com o PMDB???
Que oligarcas são esses que Eduardo Campos fala diretamente?? Jarbas Vasconcelos??? O que Jarbas Vasconcelos oferece??? Jose Serra?? Que força políticvas tem essas alianças no sentido de a populçao votar em quem indicam?? José Serra perdeu para Haddad que estava na sua primeira disputa eleitoral, duvido que previam a vitória de Haddad. De todas a alianças nada adianta se na urna o povo não votar nesses “estrategistas” nesses milagres de hiponitizar a população com alianças políticas.
Não tem como se prever a eleição de 2014, mas muitos jornalistas tentam a sorte ao adivinhar o resultado para depois da eleição se dizerem gurus das eleições. Impressão que tenho. O Eduardo Campos para a imprensa, a verdadeira oposição, cumpre ou pode cumprir o papel de levar a eleição para segundo turno, nada mais. O PSB assim como Eduardo Campos são desconhecidos por maioria da população, achar que pode mudar o rumo da eleição não há nem seque indícios dessa maudança. Se capital fosse garantia de vitória os tucanos nunca sairiam do poder. E como a população vai enxergar Eduardo Campos com uma aliança com os tucanos sendo que a pouco tempo apoiou e era apoiado por Lula??? E se Eduardo Campos sair mais fraco da eleição não estaria eliminando uma mais provável vitória em 2018??

Responder

FrancoAtirador

25 de março de 2013 às 22h42

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Requião critica governo FHC e estranha apatia da gestão Dilma

Para senador paranaense, falta uma diretriz firme ao governo diante da volta de ideias que ‘quebraram o Brasil três vezes’.
Deplorando a adoção de propostas liberais por ‘certa esquerda’, ele prega a construção de um projeto nacional “doutrinariamente à esquerda, fundado na solidariedade, na distribuição da renda e dos benefícios do avanço tecnológico, na prevalência, sempre, dos interesses populares e nacionais”.

Da Redação Carta Maior

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) fez um irônico pronunciamento na quarta-feira (20), criticando opiniões recentes de economistas que participaram do governo Fernando Henrique Cardoso.
Um deles, Ilan Goldfajn, ex-diretor do Banco Central, em artigo publicado no jornal ‘O Estado de S. Paulo’, afirmou que “para manter a inflação sob controle pode ser necessário temporariamente reduzir o consumo e desaquecer o mercado de trabalho”. Ou seja, segundo o economista chefe e sócio do Itaú-Unibanco, a saída para o país está em provocar uma recessão e aumentar o desemprego.

Não faltaram também farpas para a gestão petista.

Cortejo de fantasmas

Para o senador, o que se vê é um “cortejo de fantasmas, que procura aterrorizar o país com ideias fossilizadas que, quando aplicadas quebraram, o Brasil por três vezes”.

Em recentes viagens à Polônia e à Suécia, Requião contou que, ao ler notícias do Brasil, foi assaltado por espectros do passado, propondo a volta de velhas e falidas políticas, que “quebraram o país três vezes”.

Um a um foram listados os responsáveis pelo desastre:
os irmãos Mendonça de Barros, Gustavo Loyola, Pedro Malan, Pérsio Arida, André Lara Rezende, Gustavo Franco, Edmar Bacha e Mailson da Nóbrega perfilados ao lado dos pais do neoliberalismo, o Nobel de Economia Milton Friedman e o apoiador de primeira hora do golpe de 1964, Eugênio Gudin.
Não ficaram de fora os “especialistas” da GloboNews e da CBN, “que nada entendem de tudo” e as palestras do Instituto Millenium, em linha direta com os integrantes da Marcha com Deus pela Família e Liberdade, defensores da deposição do governo João Goulart, há meio século. Mas Requião não mirou apenas o passado.

Privatismo à la Thatcher

Sua preocupação voltou-se também para a falta de iniciativa do atual governo.
“Aterroriza-me a ideologia do superávit primário. Desassossega-me não o aumento da inflação, e sim corrosão de nossa base industrial, sucateando-se ao céu aberto da incúria governamental” e “a paralisia das obras de infra-estrutura”. Em seguida perguntou publicamente aos integrantes do governo Dilma: “De que têm medo os nossos próceres ministeriais? Intimidam-nos a insepulta Delta ou o libérrimo Cachoeira?”.

E adiante criticou “o abuso, o desregramento das concessões, superando até mesmo toda fobia privatista de Margareth Thatcher, como se vê agora no caso dos portos”.

O parlamentar terminou dizendo que “a direita sabe o que quer”.
A incógnita estaria na inação governamental e na adesão a certas teses mercadistas tidas como “modernas” e “responsáveis”.

O discurso completo tem vinte minutos e vale a pena ser conferido:

(http://www.youtube.com/watch?v=a3iBgSypLng)

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21795

Responder

Isidoro Guedes

25 de março de 2013 às 22h10

Essa análise de Azenha é afiada, mas não desproporcional. Eduardo está medindo seus passos. E seus companheiros de ontem (entre os quais em incluo) talvez já não sejam mais os de hoje e muito provavelmente não sejam mais os de amanhã. Seus aliados de ontem eram os trabalhadores rurais (herança do arraesismo plantado por seu avô), as classes médias urbanas de perfil mais crítico e progressista, a esquerda católica, segmentos do operariado urbano sindicalizado e engajado em lutas sociais, etc. Entre seus aliados de hoje incluem-se personalidades do mundo empresarial pernambucano e nordestino (de usineiros a executivos de grandes corporações) e suas pontes se estendem agora para o mundo empresarial do Centro-Sul.
A esquerda hoje vive uma encruzilhada. Dilma cedeu demais e movimentou-se demais para o centro-direita. Marina nada representa, a não ser um ambientalismo difuso, confuso e sem propostas claras. E Eduardo parece disposto a capitular ante os interesses do grande capital, dando um verniz “socialista” e “tecnicista” a uma proposta que nada tem de avançada ou trabalhista (uma proposta (baseada no já famigerado e manjado “choque de gestão”, que rima apenas com conservadorismo dissimulado, e nada mais).
Serra e Aécio são o próprio conservadorismo de ultra-direita, já que a antiga ARENA (atual DEMO) Lula mandou para o vinagre.
Os partidos mais à esquerda (tipo PSOL, PSTU, etc.) são apenas legendas ultra-radicais, ingênuas ou praticantes de um esquerdismo infantil (que viram inocentes úteis nas mãos dos inimigos de direita). Não há projetos alternativos.
O que há apenas é a expectativa de que não haja sobressaltos na economia e que Dilma, confirmando sua reeleição, possa se reaproximar da esquerda e se afastar do centro-direita que mimou neste seu primeiro mandato. Pois caso o Dilma e o PT continuem nessa rota, a esquerda terá que passar por uma profunda reformulação para que não se inviabilize e perca respeito e credibilidade, como aconteceu na Europa.

Responder

roberto

25 de março de 2013 às 22h00

A questão de quem lê e tece comentários aqui não passa pela hipótese de ser contra a Dilma ou não; de entender mais de política do que o Azenha ou não. Trata-se de saber – em relação ao artigo posto – se Eduardo Campos tem essa força eleitoral no nordeste que possa provocar um segundo turno na eleição de presidente. E acredito que não possui. Quanto à comparação com Collor, é forçada, porque as condições sócio-políticas agora são outras. No entanto, se a candidatura de Eduardo Campos crescer, será pela direita e nunca por meio do eleitorado progressista, algo que não afetará a candidatura de Dilma. E para não esquecer, é bom perguntar a quem os governadores do Ceará e da Paraíba irão apoiar. Eles são do PSB.

Responder

Fabio Passos

25 de março de 2013 às 20h46

Nao ha como errar o julgamento: Candidato com apoio e simpatia do PiG… nao presta!

Sem alternativa competitiva a esquerda do PT as eleicoes ja estao com os vitoriosos antecipadamente definidos: As coorporacoes capitalistas.

Agora… se mais gente topar podemos fazer uma pusta Revolucao e tomar de volta desta ricaiada branquela e pilantra toda a riqueza roubada dos trabalhadores.

Responder

Marco

25 de março de 2013 às 20h44

A única coisa que tira a vitória de Dilma é se o Lula se candidatar também. Fora isso nada no mundo tira Dilma vencendo em primeiro turno com folga, nadica de nada.

Responder

Francisco

25 de março de 2013 às 19h56

Se o candidato Socialista constrangesse o PT a ser socialista, já seria um serviço à pátria…

Responder

Hélio Pereira

25 de março de 2013 às 19h53

Eduardo Campos “pensa” o mesmo que pensa José Serra e este tipo de pensamento já foi rejeitado pelos eleitores por Três vezes seguidas.
Se o Povo não votou no original,porque iria votar no “Genérico”???

Responder

Hélio Pereira

25 de março de 2013 às 19h41

Com todo o respeito mas,
se o TIRIRICA for candidato ele pega mais voto que o Eduardo Campos!
Em minha opinião a cada voto no Eduardo o Tiririca pega no minimo Três.

Responder

Marcelo Rodrigues

25 de março de 2013 às 19h17

A endireitada da Dilma é a parte do artigo que mais demanda reflexão. Caramba, fomos às ruas para eleger a mulher – e não foi fácil, não – para agora ela vir com este papo melífluo para cima do País?

Foi bom lembrar o proceder molenga do Paulo Bernardo e da Gleisi Hoffmann, irresponsabilidade que pode custar ao País o assalto por parte dos privatas.

Sim, irresponsabilidade. Suponhamos que os tucanos ganhem a próxima eleição: é imensa a possibilidade de o povo levar uma sova danada e ser mais uma vez vergonhosamente espoliado. Isto porque os governos Lula e Dilma não tiveram entre suas prioridades o arejamento, renovação e fortalecimento das instituições, de forma que o País segue indefeso contra gente mal intencionada, haja vista o estrago que segue sendo feito por uns tantos canalhas estrategicamente colocados na esfera jurídica e na mídia.

Responder

PAULO CÉSAR RODRIGUES

25 de março de 2013 às 19h07

Devida vênia, qualquer avaliação é temerária (ou inconsistente, mesmo considerando se tratar de política) antes do resultado da convenção do PSDB, da decisão de quem comandará o partido, de saber se o Serra mudará de partido e para qual irá, de saber se o Aécio será o candidato do PSDB…

Responder

Pedro Lima

25 de março de 2013 às 18h59

Eduardo Campos é fraquinho. A Globo não influencia como na época de Collor e Pernambuco não é o Nordeste. Creio que seja prudente avaliar todas as possibilidades com pessimismo, mas acho que você (Azenha) cometeu alguns exageros.
Marina, por exemplo, não chega aos 15% no próximo ano.
Como sou nordestino, posso falar sem medo de errar: João Santana (que também é nordestino) saberá mostrar que Eduardo traiu Lula e Dilma e traidores o nordestino não perdoa.
Eduardo está “se sujando de direita” muito cedo. Veja o time que está ao lado dele! Só falta trazer ACM de volta para a “festa” ficar completa.
Acho muito cedo para fazer pesquisas. Não acredito muito nas pesquisas IBOPE e Datafolha, mas – nos cenários revelados pelas pesquisas – não vejo nenhuma ameaça real à reeleição de Dilma, e no primeiro turno.

Responder

    Abel

    25 de março de 2013 às 20h34

    Ele não tem cacife para ganhar, é sabido. Mas o que importa para os oligarcas é levar a eleição para o segundo turno e partir para o tudo ou nada.

MariaC

25 de março de 2013 às 18h58

O Nordeste já teve Sudene e Dnocs , e a oligarquia Queirós Jereissati Gomes.O resultado é o aparato de prédios à beira-mar, sendo Hotéis financiados com grana pública,ou apartamentos,e complexos turísticos escondendo as favelas.

Mas o mundo mudou. Não acredito que o povo de lá não receba umas cartas dos parentes daqui para esclarecer os fatos.

A internet ainda não chegou ao Nordeste.

Responder

    Marilene

    25 de março de 2013 às 21h55

    Você que pensa! A internete chegou sim e chegou bem ao Nordeste.O povo do Nordeste só precisava de oportunidade e essa oportunidade chegou, justamente com os governos LULADILMA. Hoje no Nordeste só não estuda quem não quer, pois é atraves do mesmo que adquirimos conhecimento e aprendemos fazer bem a separação do joi e do trigo,não se engane tenho certeza que saberemos dar o troco a esses que querem chegar ao poder de paraqueda.A maioria das nossas residencias hoje tem internete se os pais não sabem usa-los os filhos sabem não se enganem!

    JMSM

    25 de março de 2013 às 22h44

    MartaC: em que mundo você esta? A internet não chegou no Nordeste?
    Qual seu país? Esta delirando ou não conhece mesmo o nordeste?

    leonardo

    01 de abril de 2013 às 17h11

    esse site me dá nojo

Julio Silveira

25 de março de 2013 às 18h34

Nos debates dentro dos Blogs fui um dos primeiros a apoiar a Dilma. Bem me lembro, quando petistas remidos ainda tinham preferências, digamos, mais identificadas com a sua propria história partidária. Ultimamente tenho sido um dos seus principais criticos, entrando novamente na contramão dos defensores partidários ferrenhos porém nada consequêntes. Estranhamente e parecendo contraditório, com minhas criticas, tento fortalecer no futuro seus proprios interesses. Quando passaram a serem imediatistas ao abdicarem da necessária renovação cultural e passaram a jogar o jogo dos oportunistas da história. Quando entenderam que poderiam administrar junto com os proprios inimigos, depois de um longo periodo em que eram alternativa e viviam plantando uma espécie de ideia de nova ordem brasileira. Quando perderam a paciencia e trairam seus principios passaram a formar aprendizes. Esqueceram que nesse mundo dinamico quando voce perde a credibilidade do argumento, a novidade e a aura antiga, os mesmos artificios com melhores recursos, podem tomar sua bandeira. E nisso o Eduardo “socialista”, aprendeu direitinho com os “trabalhistas” do partido dos trabalhadores”.

Responder

João Eduardo

25 de março de 2013 às 18h13

Comparação entre Campos de Collor, é querer forçar. A biografia dos dois nem se cruzam. Presidenciável no Brasil tem que ser velho, barrigudo, etc. Caso contrário “tá o novo Collor”. Tenha dó.

Falar da dinheirama que a União despejou em Pernambuco como se fosse favor é rizível. Óbvio que Campos não conseguiria fazer boa parte do que fez sem verbas do Governo Federal, mas não se menciona que em nosso sistema federativo, quem abocanha boa parte dos recursos é justamente o Governo Federal. Ninguém menciona a capacidade de realizar projetos em tempo recorde – o que permite ao GF viabilizar verbas – palavra da Presidenta. Se tem projeto, e este beneficia a população, liberamos o $. Pernambuco, hoje, tem o funcionalismo público mais eficiente do País – isto não é dito, só se fala que se o Governo não fosse tão bonzinho, caridoso mesmo, Eduardo não seria o que é. Tenha paciência, vamos ser um pouco mais profundos nas análises.

Por certo, Campos eleito, o nível de eficiência da máquina pública seria outro, bastante diferente dos níveis hodiernos, que são, às vistas de todos, terríveis.
No entanto, e por isso não voto no citado nem pra síndico de prédio, perderíamos – e MUITO – em democracia. Quem acompanha um pouco de política em PE conhece o método Eduardo de fazer política, elimina, a todo custo, qualquer voz dissonante de seu discurso. Utiliza-se de métodos que um Geisel, um Médici da vida teriam vergonha de utilizar. Sempre, obviamente, através de seu séquito. Ele não suja as mãos, é o próprio “Capo dei Capi”. Sabemos de onde partiu, mas oficialmente não tem nada a ver com o grande governador que mudou a cara de Pernambuco.

Não iria tocar no assunto, mas acabei me empolgando, assim, segue abaixo algumas situações que não envolveram o Imperador de Pernambuco:

Governo Jarbas (direita): Sempre houve manisfestação estudantil contra aumento de passagens em Recife. A polícia acompanhava, tinha uma confusão aqui, outra acolá, nada muito sério.
Governo Eduardo (Socialista): Mandou o choque pra cima dos estudantes, vários feridos. Encurralaram uma centena no pátio da Faculdade de Direito do Recife e desceram o cacetete, não sem antes grande doses de spray de pimenta e bombas de gás lagrimogênio.

Mudou a data do anúncio do aumento das passagens para a época de férias escolares esvaziando o poder de mobilização estudantil (pense num cara democrático).

O único jornalista preso no Brasil é logo onde??? Um doce para quem acertar. Em verdade, hoje, o citado jornalista foi libertado. Afinal, em tempos de voo ao planalto central, pegaria mal né Governador.

Quem manda na Grande Recife, são as empreiteiras. Justamente aquelas que mais contribuem para a campanha do nosso Caudilho. Isso é público, basta pesquisar nas doações de campanhas do PSB.
PS: As declaradas, nem tocarei naquelas que…

Emprega Deus e o Mundo na máquina pública, desde que, obviamente, tenha um sobrenome Campos, Acioly, Brennand.

Quando a candidatura de Geraldo Júlio a prefeito do Recife – o poste que é auditor concursado do TCE – e diz se orgulhar disso – mas colocou um ficha suja para cuidar da Educação recifense – (voltei) estava sendo ameaçada pelo tucano Daniel Coelho, o Procurador Geral do Estado, Sr. Aguinaldo Fenelon (tb parente do Big Boss) desenterrou uma denúncia tão absurda contra Coelho que até o TJ-PE não aceitou a denúncia. E olhe que para os nossos Desembargadores não acatarem um “pedido” del Gran Maestro é coisa rara no Estado.

Para terminar (ufa!!!), quando a Promotora Belize Câmara conquistou vitórias significativas contra a expansão predatória que aquelas doadoras de campanha de Eduardo impõem ao Recife, o que aconteceu???
O mesmo Aguinaldo Fenelon – parente do Monarca – transferiu a Sra. Belize para outra vara. Na cara dura! De quem foi o pedido??? Não se de quem foi, só sei de quem não foi. Afinal o grande Timoneiro do Socialismo em PE nao faria isso, seria um horror.

Isso é um pouco do que se tem para falar das práticas coronelistas travestidas de “choque de gestão” do governador de meu querido Estado.

Se de interesse for, poderia organizar mais algumas pérolas…

abraços,

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    25 de março de 2013 às 18h21

    Não é, não. Collor era, então, o queridinho da mídia. Agora, é a vez do Campos. abs

roberto

25 de março de 2013 às 16h36

Que o Azenha me desculpe, mas essa análise é inconsistente. Ela não leva em conta o povo, mas apenas os interesses dos caciques políticos. Outra coisa, é preciso observar se o povo vai correr o risco de entrar numa aventura tipo Eduardo Campos, ou outro qualquer, esquecendo-se dos avanços que o país está tendo em todas as áreas. E aqui no Nordeste não tem mais otário. Não há isso de votar em Eduardo porque é nordestino. Não há esse bairrismo idiota. Lula aqui tem força, é líder mesmo, não por ser nordestino, mas por ser do Brasil.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    25 de março de 2013 às 16h44

    Nunca pedi a ninguém que se desculpasse por dar uma opinião no Viomundo. Especialmente quando parte de gente muito mais versada em política que eu. abs e obrigado por colaborar.

    Gerson Carneiro

    25 de março de 2013 às 18h29

    Que o Roberto me desculpe mas essa análise é inconsistente.

    Otário existe em qualquer lugar, e a qualquer tempo.

    Não se trata de associar eleitor a otário.

    Política é algo muito complexo. E infelizmente assemelha-se a Futebol, com direito a torcida.

    O time do torcedor pode ser o pior time do campeonato, mas ele irá sempre defendê-lo. Quando não, na Política, é induzido a erro, ilusão, engano.

    É bom que o eleitor tenha a mobilidade de pensar conforme a conjuntura.

    Recentemente houve um debate no Jornal da Cultura onde criticava-se os eleitores do Tiririca em nome da necessidade, segundo o telejornal, do voto consciente.

    Detalhe: o telejornal que preocupava-se em “alertar” para a necessidade do voto consciente, jamais apresenta críticas à administração demo-tucana presente há 20 anos no Estado de São Paulo. Pelo contrário, invariavelmente exibe feitos do governador e de sua digníssima esposa.

    Percebe que de forma subliminar há forças induzindo a tomada de decisão do eleitor?

    Portanto, é simplório classificar o eleitor de otário quando este decide de forma contrária a um determinado desejo.

    Não podemos jamais chamar de otário o eleitor que elegeu FHC duas vezes Presidente. Grande parte, são os mesmos que vêm elegendo Presidentes petistas.

    Senão, o que diria dos meus conterrâneos que ora elegeram prefeito o terrível ACM Neto?

    O VIOMUNDO é um blogue que não recebe patrocínio do Governo; o Azenha acabou de se posicionar em relação ao voto dele; e não se furta em criticar e denunciar o Governo no qual vota.

    Só mais um detalhe: conheço gente que perdeu o apartamento na Era FHC em função da política econômica daquele governo, recuperou os bens perdidos na década Lula/Dilma, e ainda assim odeia o PT. E igualmente a essa pessoa, há muitas.

    Ingratidão faz parte do rol de atitudes do ser humano. E eleitor é ser humano. Não só o cachorro de propriedade do Magri.

    Hélio Pereira

    25 de março de 2013 às 19h49

    Roberto concordo com você.
    O Povo esta enxergando o Eduardo Campos de braços dados com Roberto Freire,Jarbas Vasconcelos,Jader Barbalho,José Serra e ainda por cima defendendo o Projeto derrotado de FHC.
    Quem votou contra o Projeto de FHC não vai entrar no Barco de quem quer trazer esta forma de Governar de volta a Brasilia!
    Eduardo Campos perde até em Pernambuco e se o TIRIRICA sair candidato sera superado pelo “Palhaço”,que alias é um dos melhores Deputados de Brasilia!

Valdeci Elias

25 de março de 2013 às 15h25

O PT quando surgiu, era um partido diferente, que não fazia alianças com a velha politica. Lula teve que perder 3 vezes, para o PT entender que não ganharia sem alianças.
Dilma tinha um reeleição certa. Tinha, porque a oposição mudou de tatica, e parece que agora vai querer destruir as alianças feitas por Lula, pra enfraquecer Dilma. O velho “dividir para conquistar”, dos romanos.

Responder

Rasec

25 de março de 2013 às 13h46

Lá vem o blog tachando Dilma de FHC! Mas é um desespero desses jornalistas!
Não bastam duas pesquisas após tanto bombardeio?
O eleitor não é burro! Por que vcs teimam em subestimar?
Dilma 2014!

Responder

    Gerson Carneiro

    25 de março de 2013 às 16h30

    Subestimar?

    Azenha, poderia negritar essa parte “Dilma ainda é franca favorita” para o menino se acalmar?

    Obrigado.

Ary

25 de março de 2013 às 13h36

Faltou pregar o voto nulo, então.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    25 de março de 2013 às 16h15

    Eu voto na Dilma, mas o dia em que eu abdicar do direito de criticá-la deito num caixão e sigo pro Cemitério das Saudades, lá em Bauru.

    Abel

    25 de março de 2013 às 20h39

    Azenha, você já viu o “Polònia” da TV3 da Catalunha? É em catalão, mas é o melhor programa de humor político que me lembro de ter visto em décadas. Fico pensando se algum dia teremos algo assim por estas bandas – um programa que tira sarro da cara de todo os políticos (governo e oposição, federalistas e independentistas, espanhóis e catalões) sem descambar para a ofensa gratuita e sem minimizar a inteligência do telespectador…

tiagoPT

25 de março de 2013 às 13h14

Muito boa avaliação, já que o blog, Os Amigos do presidente Lula, se transformou nos Amigos do Paulo Bernardo!! Só não concordo com a questão de dizer, que ‘não cola o discurso de oposição do PT ao PSDB em 2002’. Veja os tucanos desgovernam SP a 20 anos, então temos como fazer uma eleição plebiscitária, entre esquerda e direita!!

Responder

Gerson Carneiro

25 de março de 2013 às 12h54

Eu só tenho uma coisa a dizer: eu não digo é nada.

E digo mais: eu só digo é isso.

Responder

Augusto Brito

25 de março de 2013 às 12h52

Uma visão interessante, mas que não leva em conta duas questões importantes:
1) O fenômeno Collor se consolidou pelo fracasso do governo Sarney e a inflação de mais de 80% ao mês.
2) O impacto de um Globo Repórter ou de uma capa de Veja hoje é bem menor. O povo já está escaldado.

O que não quer dizer que a reeleição de Dilma está no papo, mas depende muito mais da Economia. E mesmo que ela titubeie, não acho que o eleitor vai se arriscar com um segundo Collor. Abs

Responder

Elize Lima

25 de março de 2013 às 12h49

Gosto de uma frase que diz: “A melhor maneira de se esconder do diabo é perto do inferno.” E as alianças que o PT fez para garantir a governabilidade,ainda garantem força partidária. Campos se esconde longe do inferno e foi achado pelo diabo. “Encontro marcado.” Ele não emplaca. Está com seus companheiros e não com seus aliados.

Responder

    Abel

    25 de março de 2013 às 20h41

    ++1


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