VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Opinião do blog

É a troca de regime, estúpido


23/05/2010 - 14h10

por Luiz Carlos Azenha

Dia desses um gênio do jornalismo descobriu que a CIA derrubou o líder nacionalista Mohammed Mossadegh, no Irã, em 1953,  razão pela qual existe uma discordância histórica entre os persas e os Estados Unidos.

O mesmo gênio descobriu que a ascensão dos aiatolás , em 1979, levou a uma crise entre Teerã e Washington, da qual a tomada de reféns na embaixada dos Estados Unidos na capital iraniana fez parte.

Faltou ao gênio ler um pouco sobre o imperialismo europeu e norte-americano e sobre a reação eminentemente nacionalista daqueles que foram vítimas dele.

Havia uma grande dose de nacionalismo na luta que levou os comunistas chineses ao poder, depois de uma história de “encroachment” ocidental em território chinês (Guerra do Ópio, rebelião dos Boxers, etc.).

Havia uma grande dose de nacionalismo na luta dos aiatolás pela soberania iraniana.

Há uma grande dose de nacionalismo na luta dos iraquianos contra a invasão dos Estados Unidos (no bloco de um Globo Repórter que me coube, antes da invasão, um dos entrevistados alertava que Washington estava desprezando o nacionalismo dos iraquianos, que rejeitavam a ditadura de Saddam Hussein mas nem por isso concordavam com um troca de regime patrocinada por interesses estrangeiros).

O que Barack Obama faz hoje, no Irã, é manter a política externa de George W. Bush, que pregava a troca de regime no Irã, na Coreia do Norte e no Iraque, o chamado axis of evil, eixo do mal.

Há quem acredite em uma divergência interna no próprio governo americano, com Hillary Clinton tirando proveito de uma autonomia que teria garantido como condição para apoiar Obama contra o republicano John McCain.

Há quem acredite que Hillary representa o AIPAC, o lobby de Israel que sequestrou a política externa dos Estados Unidos e que prega, obviamente, a troca de regime em Teerã.

Não importa. O que importa é que, ao fim e ao cabo, o governo Obama sustenta a mesma política externa de George W. Bush, que não quer apenas o desarmamento nuclear do Irã, mas usa essa questão para fazer avançar a troca de regime em Teerã.

E o mundo não pode mais aceitar que os Estados Unidos determinem, a partir de seus interesses em Washington, quais governos podem ou não existir, em qualquer parte do mundo.

Pode parecer simplismo. Mas é simples, mesmo: esse tempo acabou.

Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

O lado sujo do futebol: Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - O lado sujo do futebol e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


51 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

renatom.

08 de junho de 2010 às 14h05

Concordo com você Azenha, mas o que não podemos pensar é que agora que temos com essa rede de comunicação real, globalizada, democratica, que é a internet, tudo vai mudar.

As pessoas estão se concientizando, o Brasil está se impondo, mas existem pessoas que vão fazer de tudo para isso não avançar. Há que se lembrar do G na sigla PIG. Talvez esse novo tempo que já chegou, essa mudança exiga conflitos. Pode parecer simples, mas é assim mesmo.

Responder

Antonio

26 de maio de 2010 às 19h35

Acabou…!! Menos para a mídia nativa.

Responder

João

26 de maio de 2010 às 17h58

Nos dias que antecederam a posse, Obama parecia um Robert Kennedy que conseguiu chegar vivo na eleição…mas faz algum tempo que concluí que se ele realmente tivesse essa magnitude, ele também teria sido morto numa cozinha de hotel durante a campanha. Se chegou lá, é porque agrada aos poderosos globais e vai dançar conforme a música que eles tocam.

Responder

francisco.latorre

25 de maio de 2010 às 23h38

mundo muda nudou.

século vinte um.

bom demais.

..

Responder

Guanabara

24 de maio de 2010 às 06h39

E qd acabará a ditadura nos EUA em que 100% dos parlamentares pertencem a apenas 2 partidos e, pelo que já vimos, são partidos iguais em suas ações?

Responder

Onésimo

24 de maio de 2010 às 03h21

Se engana quem pensa que os EEUU vão controlar sozinhos o petróleo iraquiano.
Na verdade esses piratas já fizeram acordo de bastidores para dividir o butim, tal qual os EEUU e a Inglaterra estão fazendo com o Iraque.
Isso não só é plausível como provável, senão o que justificaria a suposta submissão de tantas potências aos caprichos e interesses do tio Sam?

Responder

dukrai

24 de maio de 2010 às 03h10

Eu leio, analiso e concluo que Israel (EUA) vai detonar qualquer possibilidade de um Irã soberano e forte e, para isto, vai usar todos os argumentos diplomáticos, dos quais a esquadra que se dirige ao Golfo Pérsico é só uma amostra.
Aí, leio o seu texto e desejo "E o mundo não pode mais aceitar que os Estados Unidos determinem, a partir de seus interesses em Washington, quais governos podem ou não existir, em qualquer parte do mundo."
Se este sentimento aflorar no mundo, significa que a potência morreu e que uma mudança radical varrerá o planeta.

Responder

    Leider_Lincoln

    26 de maio de 2010 às 02h27

    Vão TENTAR, caro dukrai, vão TENTAR. Daí a conseguir, há um rio bem largo.

    mariazinha

    26 de maio de 2010 às 14h21

    O êxito da PAZ dependerá da perda do poder monetário dos eua/israel.
    Isto só se conseguirá se entrarem em crise econômica devastadora, tão devastadora que não conseguirão tirar suas m´quinas de morte do lugar. Aí, não haverá mais choro nem ranger de dentes.
    DEUS é maior que todos!

O vice do Lula?

24 de maio de 2010 às 02h35

A burguesia global,se vê cada vez mais nua em sua incursões ideologicas,segundo os ditâmes do capital,e alguns dos governos que se negam a seguir a receita capitalista de submissão ao seu chefe maior(G7),estão correndo serios riscos de confrontação belica.Mesmo que seja trocado o regime iraniano,em que o capitalismo mundial melhoraria? O sistema do "livre mercado" já da sinais claros de esgotamento funcional,o G7 é o seu reflexo(espelho),visto que,o problema central da crise esta na alma do capital,excesso de dinheiro que gera dinheiro que não gera lucros(especulação,é capital improdutivo,não cria novos valores,logo,é lucro ficticio),esta é a sua desgraça final,nadar de braçadas num mar de dinheiro que não pagar o sua propria riqueza acumulada.

francisco.

Responder

daniel

24 de maio de 2010 às 02h29

"Ocupar o Iraque iria instantanêamente fragmentar nossa coalizão, virando o mundo árabe inteiro contra nós e transformaria um tirano quebrado em um herói dos últimos dias… alocando nossos jovens soldados em um caçada infrutífera por um ditador seguramente entrincheirado e condenando-os a lutar no que poderia ser uma luta invencível contra uma guerrilha urbana. Isto poderia colocar aquela parte do mundo em uma instabilidade ainda maior."

Quem proferiu essas palavras "proféticas" em 1998? Mais tarde eu volto com a resposta, deêm seus palpites.

Responder

    daniel

    24 de maio de 2010 às 21h24

    Foi o Bush pai!

Fabio_Passos

24 de maio de 2010 às 02h16

E tem outra… odeio mickey mouse!

Saca só que barato:

“Mukeka di Rato – Mickey” http://www.youtube.com/watch?v=ehv9PDfrHIo


Mickey não brinca criança doente
Ele tem medo se contaminar
Mickey só brinca meninos bonitos
Tenham dinheiro para lhe pagar
Mickey! Não Gosta! Você!!
Mickey não brinca criança africana
Mickey tem nojo criança negra
Mickey não gosta criança latina
Mickey rejeita criança brasileira

Responder

Flávio

24 de maio de 2010 às 01h24

Faltou falar também da Bolsa Iraniana de Petróleo, a verdadeira bomba atômica do Irã contra com os EUA. O Nassif já falava sobre isto em 2007 e, depois da queda do petróleo no ano passado, os EUA estão sendo estrangulados financeiramente por não terem que imprimir mais dólares para suprir a necessidade mundial de petrodólares. A corda está apertando no pescoço dos yankes.
http://luisnassifeconomia.blig.ig.com.br/2007/08/

Responder

Flávio

24 de maio de 2010 às 01h16

Oi Azenha, faltou falar da intromissão dos EUA na troca de poder na Venezuela em 2002. Por falar nisso, parabéns por ter colocado no Youtube as 10 partes do documentário "A Revolução não será Televisionada". Gravei e já passei para alguns amigos.

Responder

Elias São Paulo SP

24 de maio de 2010 às 01h14

Um César negro deu-nos um sentimento de esperança em sua posse. Ao assentar-se no trono della Casa Bianca continuou a expressar o discurso da concórdia, uma concórdia que jamais um César branco seria capaz de oferecer ao mundo. Aos poucos sua cor de ébano foi se transformando no que podemos chamar de síndrome de Michel Jackson. Diferente de Michel, a brancura do César Negro não se deu na pele, foram suas atitudes e sua mente que passaram a embranquecer. Embranquecer no sentido de vazio, de não se ver nada adiante além do atraso de uma direita belicista representada pela nova dama de ferro, a Sra. Hillary.

Azenha, você não imagina como desejo concordar com as duas frases finais do seu lúcido artigo. Mas ainda me vem à mente o velho provérbio do “gato escaldado…”. Sua história e sua experiência me animam. Vai ver é isso mesmo. O tempo dos ianques mandarem no mundo acabou. Grande abraço e obrigado por me recepcionar em seu admirável blog.

Responder

Pedro Luiz Paredes

24 de maio de 2010 às 00h40

Mudar o regime para tirar do estado todo o papel desenvolvimentista que tem e fazer com que a lei dos mais fortes capitais reine fluente; aplicar-se-a o regime em que os ofensores do norte estão inseridos e subordinados há muito mais tempo, desenvolvidos nesse nicho e mais preparados é claro.
Com o resultado enfraquecer institucionalmente o Irã para colocá-lo nas mãos do domínio econômico global na área energética.
Estúpido!

Responder

Mara

24 de maio de 2010 às 00h35

Concordo com vc Azenha! E mais, eu não acredito que Obama não tenha plena consciência de que a 'sua' política externa é a mesma de Bush, ele se vendeu para ganhar, como muitos fazem por aí….

Responder

Luiz Soares

23 de maio de 2010 às 21h01

Se Barak Obama não enfrentar a Clinton e tomar as rédeas do governo, vai fazer um governo sem nada de novo, depois de tanta luta para chegar ao poder. É preciso tomar decisões fortes e que resultem no fim dos vários conflitos em que os norteamericanos estão envolvidos. Tem que mostrar porque gerou tanta esperança no povo que o elegeu.

Responder

    parte1

    24 de maio de 2010 às 02h06

    No fundo, no fundo, os presidentes eleitos norte-americanos não passam de meros relações públicas. O poder de fato e as regras para exercê-lo estão em outro lugar. E não é em Washington!

    Fabio_Passos

    24 de maio de 2010 às 04h15

    relações públicas… perfeito.
    Quais são os interesses que estes relações públicas representam?

Anésio

23 de maio de 2010 às 23h45

Hillary tome chifre de Bill (com Monica Chopinsk) e desconta em cima do pobre do Obama. E ainda sobra para o Irã.

Responder

Irani

23 de maio de 2010 às 23h32

Também concordo, é simplório, mas não é tão simplório. Não é de agora que esses países são considerados eixo do mal. Os EUA sempre agiram em sua política externa dessa maneira, melhor dizendo, primeiro vem as sanções, embargo bloqueio; depois vem a tentativa de derrubada de regime.

Quando não conseguem o apoio da ONU, agem sozinhos via Congresso. Quando o caso é com a América Latina, compram um monte de países, no âmbito da OEA e criam alguma coisa como consolação, como fizeram com a APP (Aliança Para o Progresso), para conseguirem o embargo a Cuba e apenas o Brasil se absteve. A política externa americana é tão previsível quanto a política mineira; eles não querem ficar de fora nunca.

O Congresso Americano poderia chamar Organização dos Lobbies Unidos ou Organização Mundial dos Lobbies.

Responder

Gilson Raslan

23 de maio de 2010 às 23h28

Parece que os demais membros do conselho permanente de segurança da ONU ainda não descobriram que o voto de cada um deles tem o mesmo valor do voto dos USA, pois os falcões continuam dando as cartas e nenhum dos demais membros fala alguma coisa.
O que está acontecendo com a China e a Rússia? Será que essas duas nações ainda não perceberam que os USA estão querendo minar o fluxo comercial delas com o Irã, para tomar conta daquele monumental mercado?

Responder

    augustinho

    24 de maio de 2010 às 19h16

    Perceberam sim. A resposta talvez esteja na frase de Celso amorim: "a china até concorda com as existencia das
    sançoes, mas NAO com o conteudo". Duracelso é do ramo.

Irani

23 de maio de 2010 às 23h26

Pois é Azenha, esse imbróglio lobista também se aplica a Cuba, ou seja, um grupo de cubanos que estão nos EUA que ainda querem suas terras de volta (É mole?), trabalham fortemente seu lobby para não permitir o fim do embargo, como a comunidade cubana tem muito voto, a política interna mais uma vez continua interferindo nas relações com o mundo. Em suma, o sistema internacional não pode ser dirigido pela sociedade americana e seus interesses políticos internos.

Responder

Fabio_Passos

23 de maio de 2010 às 20h06

Já tá bombando na rede:

A cooperação entre o regime sionista e afrikaaner.
Documentos oficiais.
O regime racista de Israel ofereceu ogivas nucleares para o regime racista da África do Sul em 1975.

"Revealed: how Israel offered to sell South Africa nuclear weapons
Exclusive: Secret apartheid-era papers give first official evidence of Israeli nuclear weapons" http://www.guardian.co.uk/world/2010/may/23/israe

Responder

Milton Hayek

23 de maio de 2010 às 19h31

O blowback será interno????????????????????

Conservadores ‘reescrevem’ a História, no Texas

Como o Governo Obama prometeu mas não entregou uma nova maneira de viver aos EUA, por toda a parte a direita mais retrógrada se reorganiza e avança. Primeiro foi a lei racista de imigração no Arizona. Agora, sexta-feira, no Texas, o Conselho de Educação do Estado aprovou um novo currículo para os cursos de história que mostram que as idéias obscurantistas teimam em se impor.
Segundo o jornal inglês The Daily Telegraph, os conselheiros educacionais decidiram que as escolas texanas vão adotar um currículo onde a expressão capitalismo será substituída por “livre iniciativa”, a o tráfico de escravos por ” comércio triangular do Atlântico”, e o apoio da ONU à ajuda humanitária internacional e as iniciativas ambientais são tratada como ameaças à liberdade individual e da soberania dos EUA.
Os cinco conselheiros ligados aso democratas tentaram resistir à maioria republicana, mas não deu. Agora, faz parte do currículo estudar os pontos de vista da organização conservadora “Maioria Moral” e da National Rifle Association, entidade que defente o direito à posse indiscriminada de armas.
E as sanções, claro, são para o Irã. http://www.tijolaco.com/?p=15398

Responder

O índio

23 de maio de 2010 às 19h25

Concordo com quase tudo, menos com a explicação para as diferenças — muito visíveis! — entre Hilária e Obama.
Aliás, não sei por que jornalista brasileiro tem mania de saber mais que a fonte.

Digo isso porque, eu, que sô índio, podendo escolher entre a minha opinião de índio e a opinião de quem entenda sempre prefiro esquecer a minha opinião fraca e a usar a opinião do especialista.

Então, sobre as diferenças entre a Hilária Clinton e o hilário Obama, fico com a opinião do Chanceler Celso Amorim, em entrevista ao Mauro Santayana (SENSACIONAL), hoje, no JB. O Chanceler disse que a Hilária Clinton e o Hilário Obama estão-se posicionando dentro do partido deles, para as eleições: a Hilária faz firula pra direitona dos Democratas; o Obama faz firula prá esquerdinha dos mesmos Democratas. Tudo, aí, querendo a indicação do Partido prás próximas eleições. CLARO, também, que a política de Obama não é a de Bush. A da Hilária, sim, é. E sigue la lucha, que es cruel y es mucha, como no tango Uno.

Responder

Fabio_Passos

23 de maio de 2010 às 19h00

Ianques!

Aceitem a ajuda oferecida pelo Irã!

"Irã oferece ajuda aos EUA para conter vazamento de petróleo" http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI…

"Existe um desastre ecológico no Golfo do México que tem consequências negativas para todo o mundo. Por isso, recebemos uma resposta positiva das autoridades desse país, podemos examinar a situação e contribuir para sua solução"
Mahmoud Ahmadinejad

Responder

bscs

23 de maio de 2010 às 18h52

O Obama broxou e Hillary, a dominadora esta tomando do pedaço. kkkkkkkk

Responder

sergio

23 de maio de 2010 às 18h52

os eua estão mal internamente e acham que podem muito no front externo, o império afunda

Responder

Fabio_Passos

23 de maio de 2010 às 18h51

A mídia-corporativa ocidental e a máquina de guerra ianque: O Golem sanguinário de israel!

"Fantomas – Der Golem" http://www.youtube.com/watch?v=rdj8iRSh9wI

"
The creature walks
Combat the enemy
"

Responder

Supertramp68

23 de maio de 2010 às 18h35

Plagiando dvorak, e quem vai botar o guizo no gato??

Responder

    Carlos

    24 de maio de 2010 às 17h13

    Lembras das mobilizações contra a guerra do Vietnã?
    Em termos de economia, a situação era confortável, havia a "ameça comunista"….
    E hoje, com a economia em frangalhos, o que podera acontecer?
    Não sei, mas suponho que algo vem sendo gestado entre os próprios americanos.

laura

23 de maio de 2010 às 18h31

Marcos, falou e disse!

Responder

laura

23 de maio de 2010 às 18h30

Concordo plenamente, esse tempo acabou porque o mundo também mudou.
Chega de intervenções contra outros paises.
Prá mim a Hillary está mandando e o Obama imobilizado no castelo branco da casa branca.
Sempre achei que ele não devia colocá-la no cargo em que a colocou. Era captulação.
E é mesmo.
Se ele mandasse( mas parece que não manda), destituia essa mulher.
Que coisa triste.

Responder

william porto

23 de maio de 2010 às 18h21

tem razao, azenha, os eua substituiram seis po meia duzia. e duro dizer mas obama segue a politica exterior de bush, apenas disfarca um pouco, e hillary e uma versao boneca barbie coroca da conoleza rice. nada mudou. de novo na poltica externa, so o lula e o governo da turquia.

Responder

Pedro Luiz paredes

23 de maio de 2010 às 18h07

Demorou para todos começarem a bater nessa tecla e ao menos trazer essa questão para debate público.

Responder

Marcos C. Campos

23 de maio de 2010 às 18h05

INFELIZMENTE, esse tempo ainda não acabou … Nenhum império muda assim da noite para o dia …
Não torço para isto mas acho, vendo a história recente, que é provável que haverá outra guerra …

Para acontecer um XEQUE real ao Imperio é necessário a substituição do dolar como moeda de troca mundial. Quando isto acontecer em uma escala da ordem de pelo menos 50% (adotei este patamar) do comércio mundial, começará a derrocada.

Responder

Fernando Marques

23 de maio de 2010 às 17h54

Estão apenas ampliando seu leque de atuação, agora no quintal da Rússia e da China, com o lobby do seu estado avançado na Palestina. Pois, na América do Sul sempre determinaram quem podia ou não permanecer no poder executivo das republiquetas satélites.

Nada melhor para alavancar uma economia capenga do que um esforçozinho de guerra a mais. Estão diligentemente levando a “democracia”, aos povos da Urbe et Orbi. Esta démokratía americanóide consiste em que os locais aceitem incondicionalmente os Poncius Pilatos que eles indicarem.

Responder

    Leider_Lincoln

    23 de maio de 2010 às 19h38

    Mas este tempo já era. Os iranianos odeiam os estadunidenses e têm razões fortes, sólidas e hoistoricas para isso. Nenhum governo "apoiado" por eles seria minimamente estável.

mariazinha

23 de maio de 2010 às 17h51

Azenha, meu filhinho, meu jornalista!
Que texto marvilhoso!

"E o mundo não pode mais aceitar que os Estados Unidos determinem, a partir de seus interesses em Washington, quais governos podem ou não existir, em qualquer parte do mundo.

Pode parecer simplismo. Mas é simples, mesmo: esse tempo acabou."[AZENHA]

É! Esse tempo
ACABOU!!!!!

Responder

Jairo_Beraldo

23 de maio de 2010 às 17h20

Está despontando um novo eixo do mal – EEUU, ONU e Israel!

Responder

thiago

23 de maio de 2010 às 17h19

E o que faremos aqui, então? Já estão preparando a impugnação da Dilma, bem na Copa, para atrapalhar seriamente qualquer mobilização nacional contra o ministro Mello e os outros golpistas. Dúvidas que há patronício americano nisso? Não! E já estão dizendo que existem brasileiros ligado a Al Qaeda. E um alemão já disse no jornal que o Brasiil constrói bombas A em segredo. Estão preparando a cama, Azenha. Vão tentar levar pro tapetão. Já tem enquete no UOL e na Folha, para forjar memória social à favor do golpe. Se impugnarem a Dilma, Azenha, o que fazer ?!

Responder

    O Brasileiro

    24 de maio de 2010 às 01h43

    Se eles impugnarem a Dilma, ai o povo vai eleger o Ciro… ai eles vão ver o que é governo bom pro PiG e pras "elites"…

Maria Dirce

23 de maio de 2010 às 17h06

Simples assim acabou a àguia, ta depredada caída despenada.Ninguém aguenta mais falar em eixo disso eixo daquilo. cansou o mundo.A Hilary que não suporta Obama, aproveita como diz o texto e deita e rola como porta vóz da direita, e ouse Obama determinar algo ahhhhhhhhh coitado,O senado americano votou a fiscalização dos bancos por uma troca guerra ao eixo do mal.Russia vende carros, armamentos, aviões para o irã, china vende até chícara de café pro Irã. depois do embargo americano eles compram e vendem da russia e china principalmente,por isso os Usa vão enfrentar constrangimentos diplomaticos na oficialização das sanções e não vai existir rascunho que salve as decisões!!!

Responder

beattrice

23 de maio de 2010 às 17h04

"E o mundo não pode mais aceitar que os Estados Unidos determinem, a partir de seus interesses em Washington, quais governos podem ou não existir, em qualquer parte do mundo."

O mundo não pode mais aceitar, menos o PiG, este aceita e ainda bate palmas.
Também tira os sapatos quantas vezes o patrão mandar.

Responder

Maria Efigênia

23 de maio de 2010 às 17h01

Azenha, é isso mesmo e eu nunca me iludi muito com o Obama, alguém já me disse que aquilo
lá é um bicho com duas cabeças (democratas e republicanos).

Responder

Leider_Lincoln

23 de maio de 2010 às 16h42

Não pode e não está aceitando, Azenha. Os europeus, mais espertos, entendem isso e procastinam o quanto pode, agora em relação aos estadunidenses, eu sinceramente não entendo aquele povo. Será que eles não sabem mesmo por que são tão odiados e que o tempo deles está acabando?

Responder

Tweets that mention É a troca de regime, estúpido | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

23 de maio de 2010 às 16h08

[…] This post was mentioned on Twitter by Paulo Stockler and Homero Pavan Filho, Alex Artus Rocha. Alex Artus Rocha said: É a troca de regime, estúpido https://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/e-a-troca-de-regime-estupido.html […]

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!