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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Discussão vulgar sobre fala de Freixo pode sepultar um debate interessante

31 de dezembro de 2017 às 13h12

Da Redação

Marcelo Freixo, do PSOL carioca, escandalizou os petistas com a entrevista à Folha de S. Paulo em que disse: “não sei se é o momento de unificar a esquerda, não”.

Pelo menos as falas de Freixo que a Folha escolheu reproduzir carregam um tom de infantilidade que não são característica dele.

Expressam um eleitoralismo que o PSOL frequentemente condena no PT.

É óbvio que, a reboque do PT, as chances de o PSOL crescer nas eleições de 2018 são ínfimas — e o objetivo de qualquer partido é crescer.

Não é por outro motivo que os petistas reagiram furiosamente à entrevista, desqualificando Freixo muitas vezes com argumentos toscos: levar Lula à eleição de 2018 diz respeito, entre outras coisas, à própria sobrevivência do PT.

Já é dado que teremos mais de um candidato entre o centro e a esquerda em 2018: Lula ou quem ele indicar, Manuela d’Ávila, Ciro Gomes e, possivelmente, Guilherme Boulos (é a pretensão do PSOL).

As redes sociais, às vezes, por suas características intrínsecas — imediatismo, concisão — conduzem a um debate fulanizado, mas há uma discussão de fundo sobre o futuro da esquerda brasileira que é realmente interessante.

Jair Galvão, no Facebook, fez a indicação de um vídeo instrutivo. É de um debate que reuniu André Singer e Guilherme Boulos (abaixo, a partir da íntegra do debate, editamos a fala dos dois).

Singer lembra, por exemplo, que não foi um “erro tático” do governo Lula não politizar, nem mobilizar os setores populares que aderiram ao lulismo, mas condição intrínseca ao projeto de não confrontar o capital.

Ele vai além: o lulismo desmobilizou e despolitizou a fração organizada da classe trabalhadora, desfazendo o trabalho que o PT havia feito desde sua fundação, para poder cumprir seus objetivos.

Para Singer, isso e mais a aliança com a “velha política” foi o que permitiu ao lulismo pela primeira vez na História liderar um agrupamento popular que ganhou eleições e governou durante 14 anos, com benefícios significativos para os mais pobres.

É por isso que Singer diz que o “ciclo lulista” acabou, o que não significa que o lulismo acabou. Acabou o ciclo em que se pretendia combater a pobreza sem confrontar o capital.

A pergunta crucial, então, é: Lula, eleito em 2018, terá condições de repetir a dose?

É a resposta a esta pergunta que divide a esquerda.

Os petistas, obviamente, dizem que sim.

Freixo, em sua entrevista à Folha, diz indiretamente que não, lembrando que se Lula quisesse recompor o campo progressista “não andaria de braços dados com Renan Calheiros”.

Guilherme Boulos, um apoiador até agora incondicional de Lula, lembra em sua fala acima que “o lulismo não tem mais margem de manobra”.

“Se não mudar a maré internacional, está bloqueado um projeto de avanços sem conflito”, afirma.

Dependendo da decisão do TRF4 sobre Lula e das consequências dela, Boulos poderá ser o candidato do PSOL em 2018.

Sobre a decisão pesa outro ponto que divide a esquerda: as manifestações de 2013.

Para alguns petistas, foi uma ação orquestrada pela CIA para derrubar Dilma Rousseff, em que parte da esquerda caiu de gaiata.

Para gente ligada ao PSOL, foi expressão dos limites dos governos de conciliação de classes liderados pelo PT.

Ajudariam a explicar porque o povão não foi às ruas defender Dilma: especialmente entre os mais jovens, o PT estaria identificado com o establishment, ou seja, um partido comprometido até a medula com a velha política que é preciso demolir.

A incompreensão da esquerda sobre o caráter anti-establishment de 2013 teria aberto espaço para Jair Bolsonaro, por exemplo.

Lula 2018 seria, assim, a reedição de um projeto falido.

João Pedro Stédile, coordenador do MST, não pensa assim. Numa análise de conjuntura que republicamos abaixo, ele aposta tudo em Lula.

O ex-presidente já foi escolhido o candidato da classe trabalhadora, diz Stédile.

Por isso, o MST foca a luta política em eleger Lula em 2018 e, paralelamente, organizar referendos que possam revogar as medidas antitrabalhistas e antinacionais de Temer.

Os vídeos e o áudio que reproduzimos neste post são uma demonstração de que o debate à esquerda não precisa repetir o tom vulgar das discussões à direita.

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Renata

03/01/2018 - 11h53

À Cesar o que é de César. Marcelo Freixo pelo menos teve a virtude, como outros psolistas, de ter se colocado contra o Golpe, coisa que figuras como Luciana Genro e Marina Silva, que se mostraram duas punitivistas autoritárias e parvas políticas de marca, não fizeram. Se queimaram se associando ao Golpe e à marca Lava-Jato.
Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem… Mas enquanto o PSOL fala que o PT não entendeu 2013, penso que o PSOL é que ainda não entendeu 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018. Na verdade, quando Freixo, um militante de direitos humanos, a essa altura do campeonato, ainda defende a lava-Jato com “ressalvas”, é porque está totalmente perdido no lance. O judiciário e o MP são parte de um empreendimento autoritário de direita para o país. Salvo honrosas exceções que sempre militaram na contracorrente, e que nunca foram reconhecidos pelas pelo conservadorismo do PT nessa área, temos duas corporações poderosas expandindo seu poder de arbítrio sob a pretensão de Guerra à Corrupção e corroendo a República. O PT ajudou a alimentar esse monstrengo por ação, omissão e ingenuidade e está sendo vítima dele. E o PSOL acha que está, nesse contexto extremamente desfavorável de avanço do fascismo por dentro das instituições, em posição de validar a Lava-Jato “com ressalvas” e que pode se dar ao luxo de discutir, nesse momento, o “novo”, o “pós”? Não vivemos sequer em uma “Democracia de Fachada”, vivemos no simulacro do simulacro de uma “Democracia de Fachada”, em que nem as fundações de um edifício em ruínas estamos conseguindo conservar. Temos que conseguir fortalecer as fundações, pois senão não vai dar para construir nada duradouro por cima.
Freixo deveria ter denunciado a Lava-Jato com veemência e não ficar comparando suas características morais com as de Bolsonaro. Isso diz muito dessa esquerda punitivista… Nesse sentido, acho que Freixo foi um tremendo vacilão.

Responder

    Samuel Souza

    09/02/2018 - 23h29

    Ele não foi, ele é sempre será um vacilão.

Renata

03/01/2018 - 11h29

À Cesar o que é de César. Marcelo Freixo pelo menos teve a virtude, como outros psolistas, de ter se colocado contra o Golpe, coisa que figuras como Luciana Genro e Marina Silva, que se mostraram duas punitivistas autoritárias e parvas políticas de marca, não fizeram. Se queimaram se associando ao Golpe e à marca Lava-Jato.
Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem… Mas enquanto o PSOL fala que o PT não entendeu 2013, penso que o PSOL é que ainda não entendeu 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018. Na verdade, quando Freixo, um militante de direitos humanos, a essa altura do campeonato, ainda defende a lava-Jato com “ressalvas”, é porque não entendeu nada mesmo. O judiciário e o MP são parte de um empreendimento autoritário de direita para o país. Salvo honrosas exceções que sempre militaram na contracorrente, temos corporações poderosas expandindo seu arbítrio e poder sob a pretensão de Guerra à Corrupção. O PT ajudou a alimentar esse monstrengo por ação, omissão e ingenuidade e está sendo vítima dele. E o PSOL acha que está, nesse contexto extremamente desfavorável, de avanço do fascismo por dentro das instituições, em posição de validar a Lava-Jato “com ressalvas” e que pode se dar ao luxo de discutir o “novo”, o “pós”? Não vivemos sequer em uma “Democracia de Fachada”, vivemos no simulacro do simulacro de uma “Democracia de Fachada”, em que nem os pilares de um edifício em ruínas estamos conseguindo conservar. Temos

Responder

Wilson Norberto Barbosa Filho

03/01/2018 - 10h32

Vejo o mesmo discurso do PT em relação ao Brizola nos anos 80. No século XXI, o mesmo se repete, agora com um novo personagem da moda o PSOL, comento com meus amigos que o tempo não passou, as caras são outras mais as discussões são as mesmas, a mídia faz o mesmo, criam música sem conteúdo, com ritmos tribais. Será que o mundo é repetitivo ou isso é de propósito.

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Ricardo Simões Gonçalves

02/01/2018 - 16h20

Sobre este assunto, na minha opinião, análise melhor do que a feita aqui foi a realizada pelo Valter Pomar:
http://valterpomar.blogspot.com.br/2017/12/a-entrevista-de-freixo.html

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Augusto

02/01/2018 - 15h09

Sou de esquerda e lula n me representa! Petista doente, va dormir!

Responder

antonio

02/01/2018 - 13h32

Vulgar foi a fala do Freixo.

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Caveman

02/01/2018 - 10h36

O que o autor pensa sobre o PSOL chamar o DEM para governar na única capital que ganhou? Essa esquerda hipócrita e sem vontade REAL (não teórica) de mudar a vida do povo é o FHC que não deu “certo” . A Globo aprova.

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    Dimas

    02/01/2018 - 15h48

    Gravíssimo! Se chamasse o Sarney, o Maluf, o Temer prá vice, a turminha do PTB para os Correios, o Meireles na fazenda, tudo bem. Mas chamar o DEM para governar uma prefeitura no Pará? Não. Isso não. É inconcebível!
    Realmente, Maluf ficaria bem no PT. Talvez ele aprendesse a ter a cara de pau de acusar os outros por coisas que ele leva às ultimas consequência.

Ivanisa Teitelroit Martins

01/01/2018 - 11h53

Um grande debate. Parabéns a todos os comentaristas. É desse modo, pelo exercício da divergência, que o pensamento de esquerda se fortalece.

Responder

Bovino

01/01/2018 - 04h18

Se houver eleição com LULA, ele e Rui Costa Pimenta (se candidatar-se) serão os únicos candidatos de base operária, as outras candidaturas de Esquerda serão de lunáticos pequeno-burgueses ou a mando da direita. Como não haverá eleição com LULA, a fraude já estará estabelecida.

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Lenita

31/12/2017 - 21h24

Não há e não houve nada de vulgar nas críticas sobre a posição do Freixo e do Psol. Esse partido tem sim um discurso aloprado e não consegue (ou não quer) avaliar o momento de ditadura cada vez mais perigosa que o Brasil está vivendo. Essas avaliações discordantes sobre 2013 são mesmo uma chatice. Esse papo do Singer sobre o lulismo e petismo é outra grande balela para boi dormir. O PT errou, Lula errou, Dilma errou, mas isso não elimina o fato que acertaram muito mais do que erraram. Assim, a hora é de foco e de pragmatismo; Lula e Dilma não se prestam a ficar discutindo essas abobrinhas pissolianas. Vulgar é conseguir levar a sério esse frouxo. Stédile tem a palavra sempre lúcida. Só espero que Boulos não entre nessa fria. Tenho comigo que ele não vai sair na chapa do Psol, o considero muito melhor do que isso.

Responder

    ana s.

    01/01/2018 - 00h19

    Houve vulgaridade sim! Olha esse post de Pedro Alexandre Sanches no twitter (sobre o vídeo em que Freixo tenta se explicar no youtube):

    “Ouvir Peixo dizer que votou em Dilma contra sua vontade é melancólico. Ele evidentemente odeia todas as mulheres, em conjunto.”

    Sou crítica em relação a Freixo, mas pelamordideus! Isso é uma leviandade. Se o partido de Freixo tinha uma outra (péssima) candidata, claro que ele votou contrariado em Dilma no 2º turno. Isso quer dizer que “ele evidentemente odeia todas as mulheres”?

    E mais: mulher, negro, gay, trans, todas essas questões são muito relevantes, mas, por favor, não esqueçamos da centralidade da luta de classes! LUTA DE CLASSES!!!

GEORGE VIDIPÓ

31/12/2017 - 17h37

A redação deveria apresentar que desde sempre no Brasil não no eleitor identificação ideológica. Fenômeno que tem crescido nos últimos anos. pesquisa recente demonstrou que o eleitor paulistano não via diferença entre Dória, Lula e Bolsonaro. Lula e a liderança que o apoia têm que lidar com essa verdade, somente 17% do eleitorado nacional é petista ou ligado a esquerda. Com Isso falta muito, muito, para que Lula ou qualquer representante de esquerda consiga maioria no executivo e no Congresso.
Para Freixo e o PSOL discussões como essas não são relevantes, pois não tem perspectivas de ganhar eleição majoritária nacional ou ser maioria no Congresso. Por isso pode ser critica aguda ao PT e a esquerda, pode fazer aliança com a direita e a mídia-hegemônica. Pode viver nessa moralidade udenista. Pode apoiar o Lava-jato e o judiciário. Podem tudo.

Responder

Rogerio

31/12/2017 - 16h44

Não vou me surpreender se mais a frente surgir aqui a seguinte manchete: “Discussão vulgar sobre condenação de Lula pelo TRF4 pode sepultar um debate interessante”. Como diziam os milicos: “a esquerda só se une na cadeia”.

Responder

Rogerio

31/12/2017 - 16h36

Discussão vulgar? O Frouxo defende o Bozonaro e não consegue tecer uma crítica contra os árbitros da lava jato, e vocês vem falar em discussão vulgar? Ele não consegue enxergar fora da zona sul carioca. Criticar o Lula por andar com Renan Calheiros? Todos no Rio de Janeiro sabem da “aliança” dele com Sérgio Cabral. Dizer que foi ele quem imaginou a candidatura do Boulos. O Freixo só fala aquilo que a globo, a folha e os seus vizinhos do prédio querem ouvir. Tá na hora dele descer para o mundo da esquerda real. Aquela da periferia. Quer ser a nova esquerda? Simples, coloque o dedo nas feridas do andar de cima. Fale do monopólio da mídia. Aí, sim, eu posso acreditar em Freixo de esquerda. Como está, logo ele vai ser convidado para ter uma coluna na JP. Por favor!

Responder

Julio Silveira

31/12/2017 - 16h35

Falando francamente, o Lula que cresceu como liderança de esquerda escanteou os esquerdistas inconvenientes, os não “pragmaticos”, ficando apenas com os pragmaticos que são aqueles que dispuseram a botar as mãos nas merdas como seus fieis escudeiros. Desde a disputa para aquele que foi o seu primeiro governo. Enquanto durou sua lua de mel com a direita, canalha desde sempre, golpistas por natureza, oportunistas por vocação, tratou aqueles que lutaram para construir o PT dentro de principios ferrenhos de etica e moralidade politica com repressão e desdem. Chegou mesmo a renegar a esquerda ideologica como aluados, nada realistas, e não há borracha sificiente para apagar esse triste tempo de seu verbo. Mas, naquele momento suas frivolidades provavelmente eram fruto da vaidade assimilada na sua convivencia, até então harmoniosa, com os homens reconhecidamente podres da direita, mas isso rendia frutos para o povo. Foi um periodo que escolheu viver uma especie de auto prostituição, a serviço do povo, mas calculadamente, creio, pensado para ser deixado como divida para o futuro, numa cobrança que chegou, para impor o perdão aos seus eleitores pelos pecados que escolheu praticar. Os petistas, hoje, por terem entregues todos os seus aneis ao Lula, e aos Lulistas, na crença de que o melhor remedio para um povo carente de virtudes culturais é o suprimento material, não tem outra opção que não defender sua liderança. Uma liderança que acabou com o partido PT para criar o partido do Lula lá. Mas ficaram consequencias, por que mesmo que ao final o Lula se livre das acusações deste julgamento viciado e fraudulento, feito sob medida na orquestração por seus outrora parceiros para alijá-lo de qualquer possibilidade de poder, e ainda consiga se eleger novamente presidente, não deixará herdeiros no seu partido. Pois seu partido se tornou refem de um homem só, que o transformou num partido como os demais, rebaixando nomes e nivelando-os ao nivel dos outros dos demais partidos em termos de credibilidade. A opção Lula hoje é forte mais por que se reverte como um ato de grito popular defesa de igualdade legal, isonomica, já percebida como desiquilibrada que vai contra o poder que o julga, e também por repugnacia a toda a sucia que lhe golpeou e hoje reinam absolutos, num show de hipocrisia e indignidades, apesar de não haver novidade alguma visto que ja causavam estupor mesmo nos tempos de parceria com o Lula. Talvez seja isso que de ao Boulos essa espectativa de se fazer crescer, ele pode ter percebido que o PT hoje é o partido de apenas uma verdadeira estrela, e que poderá ter chance mais a frente quando a politica serenar e deixar de ser uma luta contra esse momento de excessão.

Responder

    Caveman

    02/01/2018 - 10h56

    Interessante como essa esquerda zona sul carioca, de mãos limpas deixa transparecer o seu preconceito de maneira bem sutil. Como quando ataca o “consumismo” do povão (pobre não pode ter iphone, tem que ter educação). Como se o povo não tivesse inteligência para escolher o que quer e como se uma coisa excluísse a outra. Não estamos num estado de economia planejada, portanto os bens de consumo também são uma forma de empoderamento. Esse sistema NÃO vai mudar, mais isso não impede a busca por mais justiça social. O próprio PSOL luta ferozmente para a manutenção do sistema, vive dos holofotes da Globo, ao lado do DEM no governo de Macapá. A luta pela Justiça social nunca foi a luta dos meninos leite e pêra do PSOL.

    Julio Silveira

    02/01/2018 - 13h19

    Interessante os erros sucessivos de avaliação daqueles que costumam julgar que os problemas do povo se resolvem apenas com coisas materiais que o dinheiro pode comprar. Geralmente esses presunçosos avaliam no proprio consumismo a resposta para tudo. Não perceberam que o povo aprendeu a sobreviver, com os maus os indutores culturais que pensam dessa forma. Esses que deveriam aceitar o trafico, os assaltos, a prostituição e outros males existentes que se afirmam no conceito de sobrevivencia imposta por quem acredita que o dinheiro é a principal necessidade basica. Mas irritante mesmo é ler um possivel Lulista hipocrita, tentar passar por uma mãe Dina ao afirmar que alguem que teve senso critico sobre as incoerencias do Lula, e que entende que as consequencias do que o Brasil vive passam também por suas mãos é tido como esquerda Zona Sul. Rsrsrs. Os hipocritas continuam se achando no direito de imprimir rotulos.

    Julio Silveira

    02/01/2018 - 15h38

    E, a proposito homem da cave ou das cavernas, apesar de votar no Lula em todos os pleitos em que ele concorreu, mesmo quando ele abdicou dos principios que nortearam a criação de seu partido principalmente os ideologicos, por questão de reconhecer resultados imediatos, algo que ele soube ensinar como ninguem, eu nunca dei a ele um valor maior que o Brasil. E, em nenhum momento acreditei que o caminho que ele escolheu foi o melhor, para a construção ou reconstrução da historia do país. Assim como hoje entendo que apesar de haver mais coerência ideologica em outros nomes da esquerda, até dentro de seu proprio partido, como um Lindbergh, como um Olivio Dutra, outro exemplo, entendo que ele atingiu um patamar de unanimidade baseado no que entregou ao povo ajudado pela sucia que o golpeia, mas também e talvez mais na rejeição publica a um sistema que ele nada fez para mudar.

    Caveman

    02/01/2018 - 16h13

    Nunca disse que os problemas do povo se resolvem com o consumo, mas numa sociedade consumista (e isso não vai mudar), negar o consumo é negar a cidadania. E de forma sutil essa parte da esquerda que não quer ‘sujar as mãos’ , fica longe do povo a qualquer custo e não quer o povo no mesmo ambiente de consumo que o seu. Queria MUITO ver um Marcelo Freixo ou um Julio Silveira explicar suas teorias para aquela mãe de família que nunca teve luz em casa e que, de repente, por conta das políticas sociais e de incentivo financeiro sim, do Lula pode ligar a luz da casa dela e ver o filho estudar. Tenta explicar pra ela que isso tudo é podre pois veio da aliança mal fadada do PT com o PMDB, que o certo era ela continuar alijada do mundo até que um salvador puro pudesse vir num cavalo branco, com as cabeças de toda a direita dependurada na sela e dar-lhe a luz em sua casa, talvez em 100 ou 150 anos… A realidade é dolorosa para quem não tem e fantasiosas para quem tem. Esse mimimimi de que o Lula fez mal para as esquerdas pois foi foi à ceia com o que de mais podre existe na política não leva em conta que sem isso, é IMPOSSÍVEL governar hoje. As (poucas) conquistas sociais só vieram pq. Lula teve que sujar as mãos sim. Deixe de ser hipócrita, pois até o PSOL sabe que é IMPOSSÍVEL governar sem contemporizar (convenientemente o sr. Julio não comentou sobre a aliança do PSOL com o DEM na única capital do país que o PSOL governou).

    É irritante essa esquerda pêra e leite que não sabe o que o povo quer e precisa, que não confia no povo, que acha que o povo é gado e que, portanto, enquanto não se tornar gente nadica de nada de consumo… Não sabem da realidade das entranhas do Brasil, da fome, das necessidades prementes que estão pouco se lixando para a sua teoria da ‘política pura’, mas se preocupam com o pão do dia seguinte. É uma esquerda que é o FHC com algum escrúpulo….

    Claro que o Lula cometeu erros, que poderia ter acelerado mais quando tinha aprovação gigante, sobretudo no que tange ao oligopólio midiático. Esse foi o maior erro dele, e esse erro ele reconhece. Mas não é a esquerda leite e pêra, que AMA o plim-plim que vai ser ouvida nesse ponto.

    Julio Silveira

    02/01/2018 - 20h22

    Vc deve ter problemas com quem tem vivencia suficiente de Brasil, que já viveu outros momentos de gente que saiu com esse tipo de argumento arrivista aluado, da mãe esfomeada, que não tem o que dar aos filhos. Deveria atentar a historia do próprio Lula que não se cansa de proclamar que sua maior herança dada por sua mãe foi sua honestidade. Sua disposição e coragem para lutar. Outro engano seu é acreditar que o Lula acabou com a fome dessa mãe, sinto te dizer que não, ele temporariamente pode ter aliviado essa fome, mas não preparou o país para que ela não voltasse a ter fome. E te digo mais, meu caro, conheço esse discurso de paternalismo irresponsavel desde os tempos da ditadura, quando os milicos criavam aqueles programas sem sentido e sem finalidade alguma, que humilhava quem queria ter futuro, para poderem facilitar a entrega de obulos a um povo carente, sem perspectiva de retirá-los da carencia. O Lula, até nos projetos grandiosos imitou a ditadura em politicas publicas, o que, como naquele tempo, não impediu o Brasil fosse ser dominado por Banqueiros, por endividar o país de forma que aconteceu e acontece ainda hoje, com o país refem do artificio do dominador internacional.
    Vc, como Lulista que mostra ser, não pensa sequer no seu partido, e diminue a importancia do país e de sua necessidade antiga de estabelecer boas bases eticas e humanistas duradouras, para defender vitorias de pirro trocadas por um idolo, do tipo que se mostrou diante de sua face.

    Julio Silveira

    02/01/2018 - 21h16

    Outra coisa cidadão, não falei da aliança do PSol com o DEM por que nada tenho a ver com o PSol, partido como todos os de ais que existem (no Brasil, por que como brasileiro vejo uma uniformidade oportunistica em todos os homens que pensam essas instituições e os constroem de forma oportunistica, para uso personalistico, como o Lula fez) que fazem parte desse jogo de diversionistas. Que tem produzido lobos unidos para devorarem cordeiros, e que nunca deixarão suas ambições pessoais expostas, que as camuflam para viverem dos beneficios criados na estrutura montada para esse fim, com o povo como pano de fundo. Mas sei que minha discussão contigo e inocua, por que, para meu sendo critico, vc se mostra como mais um critico hipocrita, do tipo que critica aquilo que vc chama de esquerda pera agindo como um autentico coxinha mortadela, e eles existem e se mostram e justificaticas como a sua que encobre o que qualifico como erro grave do seu idolo, indutor maior e mais importante em conceito e poder nacional, no erro de um grupo menor, secundario. Por isso qualquer rotulo do tipo que vc me atribui mais me incomoda que me ofendd por que vejo nele um ato de um sujeito sem noção do melhor para a cidadania, com consequencias que sempre recaem sobre o País.

    Julio Silveira

    02/01/2018 - 21h23

    Outra coisa cidadão, não falei da aliança do PSol com o DEM por que nada tenho a ver com o PSol, partido como todos os demais que existem (no Brasil, por que como brasileiro vejo uma uniformidade oportunistica em todos os homens que pensam essas instituições e os constrõem de forma oportunistica, para uso personalistico. Como o Lula fez) que fazem parte desse jogo de diversionistas. Instituições que tem produzido lobos unidos, para devorarem cordeiros e que nunca deixarão suas ambições pessoais expostas, porque as camuflam para viverem dos beneficios criados na estrutura montada para esse fim, com o povo como pano de fundo. Mas sei que minha discussão contigo e inocua. Por que, para meu senso critico, vc se mostra como mais um critico hipocrita, do tipo que critica aquilo que vc chama de esquerda Pera, agindo como um autentico coxinha mortadela. E eles existem, como vc, e se mostram em justificaticas como a sua, que encobre o que qualifico como erro grave do seu idolo, indutor maior e mais importante em conceito e poder nacional, no erro de um grupo menor, secundario. Por isso qualquer rotulo do tipo que vc me atribui mais me incomoda que me ofende, por que vejo nele um ato de um sujeito sem noção do melhor para a cidadania, e das consequencias que gente como vc que atenua por sua propria irresponsabilidade, as consequencias que suas idolatrias fazem sempre recair sobre o País.

    cavema

    03/01/2018 - 01h43

    “argumento arrivista aluado, da mãe esfomeada, que não tem o que dar aos filhos.”- Cara isso não é argumento, é a realidade, há fome no Brasil!!! De que planeta você é?!?!?!
    E o governo do Lula ajudou muitas, mas muitas pessoas a saírem dessa condição, botou pobre na faculdade, no aeroporto… A mulher que eu mencionei que viu seu filho estudar, que não mais passa fome é uma mulher real, não uma representação estatística das mulheres que vc quer usar como sinônimo de ‘mulher’. Ela tem nome, o próprio Lula falou de alguns casos como esses (e até se emocionou). Esse é o problema da esquerda pêra com leite, não consegue enxergar a realidade, vive num plano existencial meramente teórico. A mulher que eu mencionei, vc logo pensou, é a “mulher brasileira”, não conseguiu nem imaginar um rosto para ela… Quando eu me referi a uma mulher especificamente, eu me lembrei do caso que o Lula contou, me veio a mente a vida dura dela que passou a ter dignidade com esse governo do Lula, e sim, ter um iphone talvez!!! Dê uma olhadinha num livro sobre o Bolsa Família, que me foge o nome no momento, que conta as mudanças ocorridas no seio da família, dá rosto para as pessoas…. Outra coisa, largue esse viralatismo estúpido, de que ‘esses partidos BRASILEIROS são todos iguais’, primeiro que soa fascista, segundo que não é apenas no Brasil que existem problemas com partidos políticos. Não se faz democracia sem partidos políticos e não se faz justiça social sem política. A questão do PSOL que eu trouxe é justamente para ilustrar essa esquerda pêra com leite hipócrita que acha que pode falar de um jeito e agir de outro, e continuar brincando de ‘mãos limpas’.

    Julio Silveira

    03/01/2018 - 21h46

    Vc só pode estar doido cara, pois foi vc que afirmou que Lula matou a fome da tal mãe. Seu exemplo, não meu. Leia o que escreve, depois leia o que escrevi. Por que senão vc vai se mostrar alem de tudo como deficiente em escrita, leitura e interpretação. Veja lá que fui eu quem disse que a tal mãe continua com fome. Basta ler o texto. Vc é que se desprendeu da realidade deste país quando teve aquele momento fugidio com o Lula, mas que o país nunca se afastou da realidade da fome, isso é logico. E eu? eu vivo no Brasil, e nunca disse que que o Lula não supriu necessidades, mas temporarias. A questão que vc que vive na Lulandia não entende é que o Lula, querendo ou não, deu com uma mão e tirou com outra. Por que alguem com sua origem e se dizente de esquerda (as vezes) tem obrigação de conhecer e reconhecer as profundas carencias culturais e morais da elite deste país, e nunca aceitar participar da estrutura viciada criada por ela para disseminar seus venenos, sem que fosse sua prioridade desde o primeiro momento de seu primeiro governo empreender uma luta para inocular antidotos contra esses venenos. E a proposito, não sou contra o Lula, que está sendo perseguido pela estrutura hipocrita que ele nada fez para mudar, sou só um critico dele, que acreditou que ele teve uma oportunidade historica de injetar no povo brasileiro uma base para um pensamento inovador que foi o daquele partido lá do inicio que ele ajudou a criar e que depois destruiu, por seu interesse. Quem sabe arrogancia, quem sabe prepotencia, quem sabe vaidade. Para ser o Deus que muitos Lulistas querem, o Lula nunca poderia ter tido esses pecados.

    Arainat

    24/02/2018 - 16h41

    Caveman. O livro é “Vozes do Bolsa Família”.
    http://editoraunesp.com.br/catalogo/9788539305285,vozes-do-bolsa-familia-2-edicao

João Lourenço

31/12/2017 - 14h34

Queridos comunistas da tal “esquerda”.Lula destruiu a esquerda e Dilma selou com a burrice dela.PSOL tem tudo pra crescer sua bancada com deputados e senadores mas morrem com Boulos .O PT se deixou levar para a sepultura do Lula na história .A Direita infelizmente voltará por que a esquerda se contaminou com os conchavos do Lula pra chegar no Poder.

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    ana s.

    01/01/2018 - 00h26

    A direita não voltará simplesmente porque já voltou. Vc ainda não notou não? Houve um golpe e quem deu foi a direita. O julgamento de exceção que Joaquim Barbosa capitaneou em 2012 fez parte. As “jornadas de junho” de 2013 também (vc foi pra rua alegremente?). A Lava Jato nem se fala. E o “impeachment” sem crime de responsabilidade selou. A cereja do bolo vai ser a inviabilização da candidatura Lula via judiciário golpista. Pense: quem vc ajuda e quem vc golpeia com o seu discurso?

    Caveman

    02/01/2018 - 16h28

    Perfeito ana s.

    As jornadas de junho representam exatamente essa ‘esquerda’, uma total falta de visão da realidade política aliada a um egoísmo social sem igual. Ela quer lutar ‘contra tudo que está aí’, não importa as consequências disso a médio e longo prazo e, principalmente, não importa que isso tudo seja parte de um plano da direita para voltar ao poder. O importante é fazer selfie pra provar que fez parte de um ‘movimento popular’, pra casar com a idéia de revolucionário que leu num livro aí… E se for do PSOL isso pode até dar oportunidade de dar uma entrevista pra Globo e depois ainda chamar os petistas de hipócritas por se aliarem a Renan Calheiros pra tentar retomar o desenvolvimento social e parar a onda fascista.

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