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Destruidor do globalismo, Trump dá outra facada em Bolsonaro e toma bilhões do agronegócio brasileiro exportando soja e carne suína para os comunistas da China
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Opinião do blog

Destruidor do globalismo, Trump dá outra facada em Bolsonaro e toma bilhões do agronegócio brasileiro exportando soja e carne suína para os comunistas da China


11/10/2019 - 19h02

Da Redação

Donald Trump demonstrou que não é um anti-globalista de araque.

Ele coloca mesmo os Estados Unidos acima de tudo e atropela os parceiros sempre que necessário — sejam eles lutadores valentes como os curdos, sejam eles adoradores do gênero mais sabujo.

O presidente dos Estados Unidos acaba de anunciar o que seria o primeiro de um acordo comercial em três fases com a China, pelo qual o gigante asiático se compromete a fazer grandes compras de produtos norte-americanos, alavancando a reeleição de Trump em 2020.

No que diz respeito ao Brasil, os chineses prometeram comprar U$ 50 bilhões em trigo, soja e carne suína dos Estados Unidos.

A Fiesp, aquela do impeachment da Dilma, vai celebrar?

Nos dois últimos itens o Brasil e os Estados Unidos competem ferozmente pelo mercado mundial.

A China é o maior consumidor mundial de grãos, que utiliza para alimentar o maior rebanho do planeta.

A China também é o maior consumidor mundial de carne suína.

Estados Unidos e Brasil são os maiores produtores mundiais de soja.

O Brasil é o quarto maior produtor mundial de carne suína, logo atrás dos Estados Unidos.

Ao anunciar o acordo, Trump pediu a fazendeiros americanos de Iowa e Minnesota que comprem terras e tratores para atender à demanda de longo prazo dos chineses.

Obviamente que um dos pontos centrais da campanha de Trump é que os norte-americanos comprem produtos Made in USA, para reindustrializar os Estados Unidos.

São estes produtos, de um setor industrial revigorado, que os Estados Unidos pretendem vender na América Latina, tomando mercado das empresas brasileiras na Colômbia, no Peru, na Bolívia, e na Argentina — quem sabe já como integrante da OCDE.

Ah, sim, quando os Estados Unidos assumirem o controle da Venezuela, com a ajuda de Bolsonaro, vão vender produtos manufaturados nos Estados Unidos em troca de petróleo (barato) produzido na Venezuela.

Ao Brasil restará o papel de instalar maquiladoras para montar, com mão-de-obra barata, os produtos Made in USA.

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8 comentários

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Zé do rolo

13 de outubro de 2019 às 15h20

O Trump é inteligente já o Bolsonaro é burro ignorante nesse caso o Trump leva a melhor.

Responder

    Joselito Gonçalves

    16 de outubro de 2019 às 18h05

    Que coisa feia. Fazer uma matéria sem entender o mercado. Principalmente o da soja. Não saber que os EUA. Não tem soja suficiente para as demandas da China. O Brasil tem toda a sua produção ja vendida antecipadamente. E ainda falta soja.

    Luiz Carlos Azenha

    16 de outubro de 2019 às 22h18

    Você convenientemente esqueceu da carne de porco, né? Além do mais, a soja que os chineses compraram dos Estados Unidos foi apenas na primeira de três fases de negociação. Trump pediu a seus agricultores que comprem mais terra e tratores para atender aos chineses. É por isso que os americanos querem e já estão comprando através de sociedade terras no Brasil. Para usar o solo e a luminosidade brasileiras para ganhar dinheiro. Eles já ganham com a semente transgênica, com os venenos, com os tratores. O agronegócio vai deixar margem cada vez menor no Brasil, mas seus filhos vão pagar pelos danos ambientais lá na frente, inclusive com o uso aqui de venenos proibidos lá fora.

a.ali

12 de outubro de 2019 às 22h14

o bozo sendo bozo: um otário!

Responder

Nelson

11 de outubro de 2019 às 22h59

Amigo. Quando a gente olha o entorno e percebe a enorme quantidade de gente que segue, fanaticamente, depositando esperança numa lorpa dessas, é de desanimar.

E eles ainda se acham no direito de desprezar o “Barbudo”, qualificando-o de bronco, tabacudo, grosso, burro e outras barbaridades mais.

Quando o Farol de Alexandria (*), e seu governo de especialistas, entregou o poder ao Lula, em janeiro de 2003, dois terços do comércio exterior brasileiro era feito com os Estados Unidos.

Imediatamente, a diplomacia do “Babudo” passou a trabalhar e a diversificar o máximo possível os parceiros comerciais. Em pouco tempo, o comércio com os EUA tinha caído bastante, para cerca de 13% do total.

É de imaginarmos o que nos aconteceria se tivéssemos sido pegos pela crise de 2008 na situação em que FHC nos deixou. Teríamos afundado junto com os EUA.

Que coisa, hein! O doutor em Sociologia e seus doutores em Economia e Admnistração, até hoje incensados pela grande mídia e seus comentaristas como paradigmas da boa gestão, nos deixaram rféns dos EUA.

E foi preciso que um “burro, grosso, tabacudo, etc” como o “Barbudo” nos conduzisse para um bom caminho.

(*) O filósofo Paulo Arantes chegou a colocar em dúvida a utilidade da inteligência. Segundo ele, nunca tínhamos visto um governo tão recheado de intelectuais, de tão alta densidade de cérebros avantajados. Para quê? – perguntou Arantes.

Responder

Jardel

11 de outubro de 2019 às 21h50

Na parceria entre o Bozo e o Trump, o Bozo entra com a bunda e o Trump entra com o pé.
E no fim a culpa é sempre dos comunistas… hahahahah…

Responder

Arnom Mello

11 de outubro de 2019 às 20h29

Será que o Bozo nao tem vergonha de ser feito de empregadinho do Trump.
Isso é a total falta de dignidade e de amor proprio.
Isso é se vender como prostituta.

Responder

    MAIRA

    12 de outubro de 2019 às 19h21

    Não querido, o que uma prostituta vende ou não só diz respeito a ela. Esse senhor está mais para os cafetões, e daqueles bem ao estilo “anjos do sol”.


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