VIOMUNDO

Diário da Resistência


Opinião do blog

Conheça Joel, que “inventou” Gervinho e a seleção da Costa do Marfim


15/06/2010 - 14h06

por Luiz Carlos Azenha

Os narradores brasileiros da Copa da África do Sul falam em uma África genérica, na qual tudo cabe. Pelo entendimento deles, todo africano torce para as seleções africanas. Vá explicar que muitos egípcios torcem contra a Argélia, assim como há bolivianos que torcem contra o Chile e brasileiros contra a Argentina. Em Gana e Costa do Marfim, países vizinhos, existe rivalidade, mitigada pelo fato de que os dois países inventados pela ocupação europeia tem em comum grupos étnicos como os fula.

Aliás, nos dois países existem as chamadas “fazendas” para formação de jogadores de futebol, que mais tarde serão revendidos a empresários europeus. Nenhuma novidade nisso: esse sistema de produção em massa de atletas foi primeiro implantado com apoio de ligas e clubes estadunidenses de beisebol em lugares como República Dominicana e Porto Rico.

Depois de ter mostrado como o esquema funciona em Gana, nesta quarta-feira a revista Nova África dedica-se a mostrar a principal escolinha da África Ocidental, que fica nas redondezas de Abidjan, a maior cidade de Costa do Marfim. É dirigida por um brasileiro, o Joel, ex-jogador. Pelas mãos de Joel passou a maior parte dos jogadores que hoje compõem a seleção da Costa do Marfim, segundo adversário do Brasil na Copa do Mundo.

No episódio, Joel conta como os jovens jogadores marfinenses insistem para que ele os apelide com algum “inho”, uma forma de identificação com os craques brasileiros como Ronaldinho. Foi assim, aliás, que nasceu o “Gervinho”, cujo verdadeiro nome é Gervais.

Aqui, um clipe do programa, que vai ao ar nesta quarta-feira, às 20h30m, na TV Brasil.

Aqui, um clipe da torcida dos Elefantes.





23 comentários

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Killer

21 de junho de 2010 às 01h14

Pro futebol virar alguma coisa interessante tem que ter drible tem que ter jogadas bonitas e nao essa enrrolaçao tediosa de fica passando a bola um pro outro de ir empurrando a bola ate chutar pro gol futebol de hoje é ridiculo claro que temos excessoes como ronaldinho gaucho mais de resto olha o kaka,cristiano ronaldo(huuuuuuum booooiola) e o messi que sao os melhores o futebol deles principalmente do kaka so faz a gente dormir e por isso que o povo procura esporte com mais açao como o Football e o baskete e ridiculo ver o povo brasileiro e de outros lugares serem tao alienados por futebol

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Anderson Varejão

16 de junho de 2010 às 15h37

A seleção brasileira vai ganhar a copa

Joga um futebol força, de retranca, como a Itália

e é futebol asim que leva título

é só ver a Suíça. Bateu, defendeu, mal ficou com a bola nos pés e ganhou da seleção mais técnica do mundo

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    Bruno

    16 de junho de 2010 às 22h29

    Veremos se você continua com seu discurso ufanista mais dez dias. Só o Lula e o Dunga acreditam nesse timeco.

    francisco.latorre

    17 de junho de 2010 às 14h09

    os direitas viciaram em torcer contra.

    quem sabe no futebol o brasil perde uma.

    porque na política na economia no social..

    o brasil de lula tá ganhando todas.

    ..

    uns baratas. porque viralata não merece.

    pensando bem.. nem barata merece.

    entregam tudo. até o futebol. entregões.

    ..

voxetopinio

16 de junho de 2010 às 12h18

E eu conheci o Gervinho pela tevê. Mais uma abordagem verdadeiramente jornalística hein?

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Bonifa

16 de junho de 2010 às 11h49

Você tem razão, Azenha. Mas que há uma solidariedade dos zulus para com a África Negra nesta copa, há. Um problema de identificação. Ví um cartaz na torcida (em inglês, não em francês), improvisado, quando o cracão de bola da costa do Marfim entrou, que dizia: "Fulano, torne a África orgulhosa."

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    Luiz Carlos Azenha

    16 de junho de 2010 às 17h11

    Sim, mas eu combato a generalização absoluta.

Gustavo Gonçalves

16 de junho de 2010 às 11h22

Combatida pelos militantes de esquerda como "ópio do povo" durante a ditatura, o que ainda nos resta de inspirador, na Copa, para entender o mundo em que vivemos? Embora sinalise possibilidade de vermos "criação futebolística", está construída a partir da "mercantilização total do corpo dos atletas". Vale ainda a pena ser vista?
Gostei muito da entrevista do Galeano, que está no link a seguir (em espanhol): http://www.tn.com.ar/2010/06/15/deportes/02202832…

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Jairo_Beraldo

16 de junho de 2010 às 10h14

Por acaso, esse Joel, foi aquele que jogou no Santos de Pelé e cia?

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    Luiz Carlos Azenha

    16 de junho de 2010 às 16h29

    Não, não é não. Foi volante do Gama, de Brasília. É mais novo… abs

Gerson Carneiro

16 de junho de 2010 às 09h34

Não excluo essa possibilidade… se os "inhos" perderem para o TIMINHO (e acho possível) será apenas demérito dos "inhos".

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Jair Fonseca

16 de junho de 2010 às 00h58

Azenha, parabéns por contribuir para a divulgação no Brasil (e em todo o mundo) de questões relativas à Africa e seus povos, tão diversos e tão africanos, todos eles.
Assim, vamos aprendendo sobre o quanto somos tão ou mais africanos (e indígenas, e asiáticos), quanto europeus. Isso tudo, outra coisa.

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Cara de Cavalo

15 de junho de 2010 às 22h13

Isso é jornalismo, isso é cultura, isso é vida inteligente.

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LuisCPPrudente

15 de junho de 2010 às 21h28

Assisti o jogo entre Costa do Marfim e Portugal na Rede Bandalha. E lá eu ouvi esse comentário que você falou. Talvez o comentarista ou repórter da rede Bandalha tenha assistido esse programa que a Revista Nova África mostrou.

Também achei muito ufanista por parte do locutor ou comentarista da Rede Bandalha dizer que toda a África estava unida torcendo pelos africanos.

Eu estava torcendo para Portugal, no entanto, com esse futebol(zinho e bem zinho!) os portugueses não devem ir longe não.

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Gerson Carneiro

15 de junho de 2010 às 20h55

Então vamos criar um apelido coletivo com "inho" para toda a seleção da Costa do Marfim. Assim, todos ficarão felizes:

TIMINHO

:)

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    Jairo_Beraldo

    16 de junho de 2010 às 02h45

    Cuidado, que pela bola que os "inhos" brasileiros jogaram hoje, no domingo nós teremos um chorinho

    LuisCPPrudente

    16 de junho de 2010 às 18h26

    "Os nossos inhos são melhores que os inhos deles",Semp-Toshiba!!!!

william porto

15 de junho de 2010 às 20h53

A selecao de Gana, Costa do Masrfim, Africa do Sul … jogam um futebol alegre, bonito, criativo, o futebol do futuro, Pena e que o pai e a mae desse futebol o brasileiro, esteja renegando o futebol alegre, bonito e criativo. Em vez do futebol de Didi, Ademoir da Guia, Zizinho etc, temos o futebol Dunga.

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    Klaus

    16 de junho de 2010 às 12h34

    Você está realmente assistindo a Copa do Mundo?

    Gerson Carneiro

    16 de junho de 2010 às 10h53

    Eu também percebi que em vez do futebol de Didi, Ademir da Guia, Zizinho, Garrincha e etc, temos o futebol do Dunga.
    Eu percebi logo assim que liguei a televisão: a imagem é colorida.

    francisco.latorre

    17 de junho de 2010 às 14h12

    hehe..

    hoje é hoje. eterno presente.

    ..

    Bruno

    16 de junho de 2010 às 22h39

    Futebol bonito, alegre e criativo aonde, cara pálida?? No 0x0 de CIV contra POR?

    Falando de futuro e passado: o futebol alegre, bonito, pra frente, honesto, é o do passado. Desde que Telê Santana perdeu duas Copas seguidas com um futebol desse tipo, o mundo criou aversão ao talento. Vide as copas da Itália e dos EUA que se sucederam. Vide Dunga capitão e "professor". Vide Felipão campeão mundial. A tendência é o futebol perder espaço para outros que tem se modernizado, como o futebol americano, o rubgy, o tênis, o voleibol e o basquetebol. Acho que todo esse papo do outro post sobre a "redução da audiência" da Globo é muito mais sinal da redução da audiência no futebol. É só ver o crescimento da prática dos esportes que eu citei nas classes média e alta do Brasil (que tem acesso a canais pagos que transmitem eventos interessantes como a NFL, o Six Nations ou o Grand Prix). Acho que a FIFA tem obrigação de salvar nosso futebol, aplicando o recurso eletrônico de arbitragem como a NFL ou a ATP, impondo regras duras contra anti-jogo (como a FIBA fez nas últimas três décadas com o basquete, impulsionada em parte pelo bom senso televisivo americano, que exigia partidas mais emocionantes e menos enroladoras) e, claro, abrindo espaço para discussão com fisiologistas, atletas e torcedores.

    Alex

    17 de junho de 2010 às 14h34

    não compare Dunga com Felipão, faça-me o favor…não porque um é colorado e o outro gremista (oque já encerraria o debate…hehehe), mas porque Felipão montou um time mais consistente em 2002 e ganhou todas as partidas, marcando bem sem deixar de atacar…agora olha esse escrete do Dunga, uma trsiteza de dar dó…


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