VIOMUNDO

Diário da Resistência


Opinião do blog

Conceição Lemes lança o “Saúde – A hora é agora”


24/06/2010 - 22h41

por Luiz Carlos Azenha

Os leitores do Viomundo estão acostumados a acompanhar de perto o trabalho da jornalista Conceição Lemes. Tive o prazer de conhecê-la através da rede e desde então desenvolvemos uma parceria que resultou na presença diária dela neste blog, como repórter, mantenedora do blog da Saúde, mediadora e amiga de todas as horas e de todos os leitores. É admirável o empenho pessoal da Conceição em ajudar não só aos amigos, mas também aos amigos virtuais que ela encontrou através deste espaço.

Além de ser uma jornalista da melhor qualidade, é um pessoa queridíssima pelos profissionais de saúde. Pude testemunhar isso mais uma vez ontem à noite, no lançamento do novo livro da Conceição, em parceria com os médicos Milton de Arruda Martins e Mário Ferreira Jr.: Saúde – A hora é agora. O evento foi muito prestigiado: estavam lá de cientistas como a dra. Mayana Zatz a feras da blogosfera (desculpem a redundância), como Leandro Guedes.

Sobre o livro, já posso adiantar: é lindo, de um acabamento impecável. Prometo uma resenha assim que concluir a leitura. Fiquem, por enquanto, com a apresentação:

Saúde – A hora é agora

Saúde é:

Ausência de doenças? Sentir-se bem física e mentalmente? Ter acesso a serviços médicos de qualidade? Ter moradia, emprego e salário dignos? Ter bons hábitos de vida? Ter uma boa noite de sono? Não depender de filhos, noras e netos para pagar as contas, fazer comida ou divertir? Exercitar-se frequentemente? Prevenir doenças e tratá-las quando aparecem? Ter uma alimentação saudável? Dar adeus ao cigarro? Morar em lugar com água e esgoto tratados? Rejeitar armas de fogo? Usar cintos de segurança? Se beber, não dirigir?

Pois ao contrário do que muitos imaginam, ausência de doenças não é saúde. Saúde é tudo isto: água, esgoto, moradia, alimentação, trabalho, salário, lazer, sono, atividade física, sexualidade, relacionamento, emoções, estresse, assim como prevenção de doenças, diagnóstico, tratamento e reabilitação.

Saúde é controle de doenças físicas e mentais, qualidade de vida e capacidade de interagir com outras pessoas, a comunidade e o ambiente. Logo, existem indivíduos saudáveis aos 20, 40, 60, 80, 90 ou mais. São pessoas que conseguem manter bom equilíbrio físico, psíquico, social e ambiental, consequentemente são funcionais para as coisas que pretendem fazer.

“Ter médicos, diagnósticos e tratamentos de qualidade, sempre que necessário, é vital”, frisa o doutor Mílton de Arruda Martins. “Porém, estilo de vida é o fator que mais contribui para reduzir a mortalidade das doenças que mais matam, como as cardiovasculares, pulmonares, câncer e acidentes de trânsito.”

O doutor Mário Ferreira Jr. reforça: “Promoção de saúde é o que mais traz grandes benefícios”.

Aqui, duas boas notícias.

Primeira, é possível, sim, intervir no principal determinante das doenças que mais matam no Brasil, e evitá-las.

Segunda, a editora Manole lança no dia 24 de junho este livro que vai ajudar a população em geral a viver mais e melhor: Saúde – a hora é agora.  Seus autores: o médico clínico Mílton de Arruda Martins, professor titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP; o especialista em medicina ocupacional e promoção da saúde Mário Ferreira Jr., coordenador do Centro de Promoção da Saúde do Hospital das Clínicas de São Paulo; e a jornalista especializada em saúde Conceição Lemes, a mais premiada no Brasil por reportagens nessa área.

“É um livro sobre saúde e não sobre doença”, frisa o professor Mílton de Arruda Martins, que antecipa.  “Não há fórmulas mágicas. Cada um de nós tem que assumir parte da responsabilidade pela própria saúde. O que o livro faz é ensinar o que pode ser feito para se viver mais e melhor. Ele foge das ‘receitas de bolo’ e da medicalização excessiva dos tempos modernos.”

Saúde – A hora é agora não visa a prevenir esta ou aquela doença, mas a cuidar da saúde como um todo.

“Para isso é fundamental que tenham acesso às melhores informações”, salienta o doutor Mário Ferreira Jr. “Daí, o livro ser baseado totalmente em evidências científicas.”

O livro tem 463 páginas distribuídas em 11 capítulos. Cada um é um guia prático sobre o tema, feito em formato de reportagem. Grandes especialistas foram entrevistados. Entre eles, médicos, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, educadores físicos, assistentes sociais, nutricionistas, enfermeiros, dentistas e veterinários. Também foram ouvidos cerca 500 cidadãs e cidadãos brasileiros, inclusive algumas personalidades.

Abaixo, os drs. Milton (em primeiro plano) e Mário autografam.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



30 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Atividade física: Quando consultar o médico antes | Viomundo - O que você não vê na mídia

29 de fevereiro de 2012 às 13h44

[…] Martins,  titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP, e um dos autores do livro Saúde — A hora é agora. “Essas atividades praticamente não trazem riscos à saúde, já que são de intensidade […]

Responder

‘O SUS não existe sem os seus milhares de trabalhadores no Brasil’

21 de dezembro de 2011 às 10h33

[…] me reunia semanalmente com o professor Mílton na Faculdade de Medicina da USP por conta do livro Saúde — A hora é agora, que fizemos juntos.  Recentemente, numa sexta-feira, nós nos reencontramos lá para esta […]

Responder

Mílton de Arruda Martins: “O SUS não existe sem os seus milhares de trabalhadores no Brasil inteiro” | Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de dezembro de 2011 às 16h09

[…] me reunia semanalmente com o professor Mílton na Faculdade de Medicina da USP por conta do livro Saúde — A hora é agora, que fizemos juntos.  Recentemente, numa sexta-feira, nós nos reencontramos lá para esta […]

Responder

Atividade física: Dores e doooooooooooooooores | Viva Marabá Pará Brasil

12 de agosto de 2011 às 18h06

[…] de Medicina do Esporte do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo, no  livro “Saúde — A hora é Agora”.“É sinal de superdesgaste metabólico, que é coisa de atleta, ou lesão muscular por sobrecarga […]

Responder

Médicos puxam a orelha de pais e mães | Viomundo - O que você não vê na mídia

15 de julho de 2011 às 23h02

[…] capítulo “Emagrecer” do livro “Saúde — A hora é Agora”, a médica endocrinologista Maria Teresa Zanella, professora titular de Endocrinologia da Faculdade […]

Responder

Orientação sexual não se inverte | SJT In Vivo

14 de abril de 2011 às 16h51

[…] Medicina da USP e  um dos 70 profissionais de saúde entrevistados por esta repórter para o livro Saúde — A Hora é agora, do qual é coautora. […]

Responder

Orientação sexual não se inverte | Instituto Adé Diversidade

12 de abril de 2011 às 14h19

[…] *A doutora Carmita Abdo é professora livre-docente da  Faculdade de Medicina da USP e  um dos 70 profissionais de saúde entrevistados por esta repórter para o livro Saúde — A Hora é agora, do qual é coautora. […]

Responder

Ana Márcia

28 de janeiro de 2011 às 16h59

Nós, profissionais de enfermagem , indispensáveis em todo e qualquer estabelecimento de saúde, cumprimentamo-a pelo belo livro e nos instiga o título "Saúde-a hora é agora", pois estamos aguardando – há 55 anos ! – a aprovação da projeto de lei 2295/00 que regulamente nossa jornada de trabalho de 30hs semanias, onde todos ganharão com isso, especialmente nossos pacientes. Afinal, acreditamos que jornada de 30hs não é privilégio e sim garantia de uma assistencia segura em saúde!
Hoje, somos doentes cuidando de doentes: 24hs ininterruptas!!
Merecemos, assim como nossos demais colegas profissionais de saude, qualidade e sentido de trabalho e consequentemente, qualidade e sentido de vida – e, vice-e-versa!
Como diz um colega, docente da UEL :
"De fato, nada justifica uma jornada acima de 30 horas, a não ser a exploração do trabalho, em especial num campo em que a saúde virou mercadoria.
O trabalhador necessita de tempo para construir-se como ser humano emancipado, precisa de tempo para refletir sobre a qualidade e sobre os sentidos da vida e investir em áreas que a própria falta de tempo sequer permite que ele conheça.
Além do que, a limitação da jornada, potencialmente, abriria campo de trabalho para mais profissionais.
Nenhuma bandeira de humanização no trabalho pode pretender avançar senão pela redução da jornada e melhoria dos salários."( Enfº Dr. Paulo de O. Perna)
Abraços

Responder

Vovó e vovô sem sede? Eles precisam de água! | Viomundo - O que você não vê na mídia

23 de janeiro de 2011 às 18h00

[…] *  O clínico geral Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas de São Paulo, professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP, é um dos 70 profissionais de saúde entrevistados por esta repórter para o livro Saúde — A Hora é agora, do qual é coautora. […]

Responder

@marisps

28 de junho de 2010 às 14h58

Conceição, desculpe-me pela demora em parabenizá-la! Sou fã das suas matérias, mesmo quando não as comento não deixo de ler. Vou adquirir o livro tanto pela qualidade que imagino que ele tenha, como pelo carinho pela profissional que você é! Muito sucesso, um grande beijo!

Responder

    Conceição Lemes

    29 de junho de 2010 às 02h39

    Marisps, obrigadíssima. Carinho faz bem, né? Tudo de bom pra. Boa sorte. Beijo enorme

@DENISDIAS

26 de junho de 2010 às 18h16

legal, admiro muito o pouco que conheço do seu trabalho. Me identifico muito com os textos porque trabalho no SUS. O livro já está a venda???

Responder

    Conceição Lemes

    26 de junho de 2010 às 21h41

    Oi, Denis, obrigadíssima. A privatizatição do sistema público, via terceirização, está a todo pavor. Com certeza, mais do que nunca, temos de fortalecer o SUS. O livro já está chegando às livrarias. Abs

mARTINHO

26 de junho de 2010 às 13h26

Isso é uma absurdo, esse stf me decepciona viu… http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/757484-cid

Responder

    Conceição Lemes

    26 de junho de 2010 às 21h52

    Martinho, ainda não conheço os detalhes dessa decisão do STF. Mas fiquei preocupada também. Vou me informar no começo da semana. Aparentemente, o STF está autorizando a famosa "dupla porta". Ou seja, a porta SUS e a porta dos convênios/particulares. O problema não é só hotelaria. Na prática, frequentemente os pacientes SUS são atendidos em segundo plano, embora as instituições funcionem graças às verbas governamentais. Abs

Dr Marcelo Silber

26 de junho de 2010 às 00h06

Conceição Lemes
Será um prazer e um privilégio poder ler este livro por pessoas tão especiais e dedicadas a promoção da saúde.
Aprendi muito com o Milton e o Mário nos meus tempos de "interno" nos plantões de Clínica Médica no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da USP
E com você eu aprendo sempre !! Dedicada, humilde, atenciosa e sempre muito competente
e que ainda por cima tem que " aguentar" blogueiros pilhados como eu (heheheheh)
Interessante ressaltar que a minha especialidade é a que mais se utiliza da "promoção da saúde".
Aleitamento materno, licença maternidade e paternidade, vacinações, puericultura de qualidade..são meios que alem de agregar valor, aumentam a qualidade de vida das nossas crianças..
Vou ler o livro atentamente e depois te mando um e-mail
Grande abraço!!!

Responder

    Conceição Lemes

    26 de junho de 2010 às 09h12

    Obrigadíssima pelas palavras generosas, doutor Marcelo. Aqui, cabe como uma luva "que mundo pequeno!" Não sabia que vc era pediatra. Muito menos que foi do HC. Foi o professor Mílton quem me convidou pra participar desse projeto. Então vc conhece a doutora Maria do Patrocínio (a grande Patrô), o Sidney Glina, o José Antonio Atta, o Arnaldo Lichtenstein…? Pois eles são alguns dos médicos do HC que eu entrevistei para o livro. Ao todo, ouvi 70 especailistas, entre médicos, psicologos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, dentistas, mas sob a ótica de saúde e não de doença. A começar pelo professor Adib Jatene, que tem visão de saude pública. Ao fazer este livro, descobri por quê. Eu já havia entrevistado o professor Adib uma porção de vezes, mas sempre pensando em coração, cirurgia cardíaca, dengue (na época em que ele era ministro da saúde), aids (foi na gestão dele que o programa de aids foi criado, tendo à frente a doutora Lair Guerra de Macedo). Agora, o foco foi um pouco diferente. Daí a descoberta. Enfim, será um prazer imenso tê-lo como leitor. Aguardo seus comentários. Abração

m.z.rio

25 de junho de 2010 às 22h19

Parabéns, Conceição! Grande jornalista da area de Saúde Pública e grande amiga, merece todo o sucesso do mundo, pelo incansável trabalho de informação e de conscientização da sociedade em relação à prevenção e aos cuidados da saúde. Um grande e carinhoso abraço.

Responder

segis

25 de junho de 2010 às 17h42

Segunda, a editora Manole lança no dia 24 de junho este livro que vai ajudar a população em geral a viver mais e melhor: Saúde – a hora é agora. Seus autores: o médico clínico Mílton de Arruda Martins, professor titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP; o especialista em medicina ocupacional e promoção da saúde Mário Ferreira Jr., coordenador do Centro de Promoção da Saúde do Hospital das Clínicas de São Paulo; e a jornalista especializada em saúde Conceição Lemes, a mais premiada no Brasil por reportagens nessa área.

Responder

tonypoeta

25 de junho de 2010 às 19h15

Ótimo que se apresente o conceito real de saúde. Nossa sociedade o esqueceu. Parabéns

Responder

Maurício

25 de junho de 2010 às 18h06

Olá Conceição!….vc poderia nos indicar qual é a editora?Caso não haja disponível na livraria é necessário saber a editora para encomendar.
Obrigado.

Responder

    Conceição Lemes

    25 de junho de 2010 às 22h29

    Eu é que te agradeço, Maurício. A editora é a Manole. O livro estará à venda nas livrarias. Abs

Hans Bintje

25 de junho de 2010 às 14h53

Conceição Lemes:

E a gente precisa se cuidar. É para cantar com Gilberto Gil a "Fé, fé na festa / Festa, festa na fé (…) Do santinho amado por nós / Nós vamos chegar em paz na festa".

Até a data do lançamento do livro coincide com os festejos juninos, "Eu, eu e o sertão / Tu, tua emoção / Nós, nós e o São João".

Impossível disfarçar "Tu, tua emoção", tá lá na foto. É que "São João carneirinho quer devagarinho / Mansinho vamos chegar em paz na festa".

"Fé na festa": http://www.youtube.com/watch?v=T3Q1m6ARLr8

Responder

    Conceição Lemes

    25 de junho de 2010 às 16h15

    Hans, vc é uma figuraça. Quanta gentileza. De gente assim que esse mundo precisa. Beijo pra Carolyn, forte abraço, pra vc

    Hans Bintje

    25 de junho de 2010 às 17h22

    Conceição Lemes:

    O seu livro, o livro do Azenha, o site Viomundo, os vídeos na África, tudo ganha um sentido maior quando a gente se lembra de um discurso que Gilberto Gil fez em Barcelona. Trecho:

    "Os libertários do cyberespaço passaram a operar como linha evolutiva no processo da construção de novas soluções. A compreensão das convergências tecnológicas digitais como fonte de maior provável liberdade e unificação da humanidade encontra aliado nas profecias alvissareiras da nova demografia: Por um lado, mais gente, mais massa crítica afetivo/intelectual, mais anseio virtual, mais compromisso coletivo e mútuo, mais vigilância consensual.

    Por outro, mais velocidade digital, maior possibilidade de acessos, maior comunicabilidade, maior mobilidade, maior abrangência cultural, co-responsabilidade abrangente.

    Chegamos aqui porque militantes da contracultura passaram a ver no computador um instrumento revolucionário de transformação social e cultural. Ou seja, o que vemos hoje no mundo, na dimensão informática, digital, tem seu ponto de partida no movimento libertário da contracultura. Nada mais natural, portanto, dessa perspectiva político-cultural, do que a movimentação em favor do software livre, da inclusão digital, de uma política pública de banda larga, dos instrumentos de realização das redes virtuais e remotas, da aceleração e multiplicação de trocas e das formas mais intensas, mais radicais, mais inovadoras de exercício de liberdade de pensamento, de expressão e de criação."

    Fonte: http://www.aulaintercultural.org/article.php3?id_

Jana

25 de junho de 2010 às 12h31

Não li e já gostei !!!

Onde podemos encontrar este livro pra comprar ?

Responder

Marcelo Ramos

25 de junho de 2010 às 12h12

Gostei do trecho onde diz que saúde não é ausência de doenças. Saúde é tudo: saneamento, salário, moradia etc numa visão atípica da que prevalece no sistema de "saúde" atual onde há um comércio em favor do enriquecimento de laboratórios e seus donos. A solução aponta pra uma transformação completa da sociedade brasileira pra saírmos desse caos.

Responder

Marcelo de Matos

25 de junho de 2010 às 11h51

Parabéns a você Conceição por conseguir entusiasmar-se com ciência tão enigmática quanto a medicina. Já disse um escritor francês que essa é a arte de enganar o paciente enquanto a natureza cura. Sou parcialmente cético quanto aos progressos da medicina. Evoluem certos setores, como a cardiologia, a neurologia, enquanto outros marcam passo. Se você for a dez dermatologistas, obterá uma dezena de diagnósticos diferentes. Se surgir um caroço na sua mão ou no seu pé, não faltará profissional para extirpá-lo, sem ao menos saber o que é. Se for no pé, você será encaminhada a um ortopedista, porque pé parece ter alguma coisa com essa área. E quando surgem manchinhas na perna? Uns dirão que é problema de pele; outros, de circulação. Aí começa um empurra prá, empurra prá cá até que o paciente desista e resolva usar a fitoterapia. Aí é babosa prá cá, melão de são Caetano prá lá e a coisa vai longe.

Responder

    Conceição Lemes

    25 de junho de 2010 às 13h15

    Marcelo, não é um livro sobre doenças mas de promoção de saúde. Mas mostra tudo o que está nas nossas mãos para viver mais e melhor. Ele vai não contramão da medicalização excessiva da medicina hoje em dia. Abs

    @robsonfr

    25 de junho de 2010 às 14h30

    Interessante essa mudança de foco. Falar menos das doenças e falar de como promover a saúde. Em outras palavras, retomando uma tradição antiga de que doença é ausência de saúde. Abraços e parabéns por mais este trabalho.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.