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A Irlanda faliu. Quem será o próximo?


17/11/2010 - 10h36

por Luiz Carlos Azenha

Depois da Grécia, a Irlanda. Tudo indica que Dilma Rousseff assumirá o poder em meio ao aprofundamento da crise econômica na Europa e à guerra cambial entre Estados Unidos e China, que pode vir a enfraquecer as exportações do motor da economia europeia, a Alemanha.

Resumos importantes (clique nos links para ler íntegra em inglês):

Ghost estates and broken lives: the human cost of the Irish crash (do britânico Independent)

By Michael Savage in Dublin and Donald Mahoney in Manorhamilton

Wednesday, 17 November 2010

Elas estão vazias por toda a Irlanda: 300 mil casas desocupadas, uma reprimenda silenciosa naqueles que as construiram achando que o boom econômico do país nunca acabaria. Enquanto ministros das finanças europeus trabalhavam em vão para chegar a um acordo sobre como aliviar a miséria econômica da Irlanda na noite de ontem, os assim-chamados imóveis fantasmas eram uma triste lembrança de que a “crise da sobrevivência” sobre a qual os políticos alertavam está em andamento e já atingiu as pessoas comuns.

[…]

Como muitos outros, o sr. O’Hara [um empresário falido do ramo da construção] dirige sua raiva para os bancos, que já foram salvos e parecem destinados a forçar o governo a conseguir mais ajuda dos parceiros europeus da Irlanda. “Todos são responsáveis pelas suas próprias ações, mas o peso está sendo jogado nas pessoas que estão no fim da fila. Na Irlanda neste momento é melhor dever 50 milhões que 50 mil. As pessoas que mais pecaram são as que estão sofrendo menos… […] Eu perdi a crença e a confiança em nosso sistema”.

*****

Ireland crisis could cause EU collapse, warns president (do britânico Guardian)

O presidente da União Europeia alertou que a EU poderá desabar a não ser que a crise da dívida enfrentada pela região seja resolvida.

[…]

Com a Irlanda e Portugal ambos à beira de pedir resgate, [Herman] Van Rompuy alertou que há sério risco do contágio se espalhar pelo continente.

“Estamos em uma crise pela sobrevivência”, Van Rompuy disse em um discurso em Bruxelas. “Todos temos de trabalhar juntos para que a zona do euro sobreviva, porque se  não sobreviver a União Europeia não sobreviverá”.

*****

The Real Euro Danger (do Wall Street Journal)

Os ministros das finanças da Europa estão reunidos em Bruxelas tentando convencer a Irlanda a aceitar o resgate de um fundo de estabilização criado depois da crise na Grécia na primavera passada. O discurso convencional, repetido em todo lugar na Europa esta semana, é de que é necessário “estabilizar os mercados” e evitar “contágio”.

Mas o principal problema da zona do euro não é “contágio”. É solvência. Salvar a Irlanda não torna mais provável que Portugal ou a Espanha ou mesmo a França sejam mais capazes de pagar suas dívidas no futuro.

*****

David McWilliams: ECB bailout is the only card we have left to play (do Independent irlandês, recomendo para quem quiser se aprofundar)

By David McWilliams

Wednesday November 17 2010

[…]

Só ajuda maciça do Banco Central Europeu vai acabar de vez com a perspectiva de uma corrida aos bancos na Irlanda. Somente uma grande transferência de dinheiro do banco central — o equivalente econômico de uma transfusão de sangue — pode estabilizar o paciente.

É altamente frustrante ver o governo fazendo política com algo tão fundamental quanto a poupança das pessoas.

[…]

Por que o Banco Central Europeu nos salvaria? Certamente, se fosse racional deveria se afastar da confusão financeira na Irlanda? Mas não pode. O Banco Central Europeu é parte do problema. Presidiu sobre os gigantescos empréstimos de bancos alemães e franceses a bancos irlandeses, portugueses, espanhóis e gregos.

[…]

Se olharmos mais profundamente [nos números] veremos que o Banco Central Europeu emprestou um total de 516 bilhões de euros a bancos comerciais de toda a zona do euro. O banco central da Irlanda emprestou 165 bilhões a bancos baseados aqui. (Nosso PIB para 2010 é estimado em 155 bilhões de euros). Assim, de todo o dinheiro emprestado a bancos na zona do euro, 31% foi para bancos baseados na Irlanda.

O que isso nos diz?

Que o sistema bancário da Irlanda está quebrado. Mas, mais importante, que a quantidade de dinheiro que está passando pelos livros de nosso banco central é completamente insustentável para um país de nosso tamanho.

PS do Viomundo:
A relutância dos irlandeses em aceitar a ajuda deriva do fato de que haverá “condicionalidades”. Tudo indica que o país será amigavelmente forçado a aumentar os impostos sobre as corporações, que é o mais baixo da Europa, reduzindo assim a entrada de capital estrangeiro na Irlanda e aprofundando a recessão.

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109 comentários

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easonnascimento

19 de novembro de 2010 às 08h57

Agora está mais do que provado que a diversificação do comércio internacional, com países da África e da Ásia durante o governo Lula, foi importante. Mesmo que ninguém fique sem prejuízos nesta atual conjuntura, poderia ser bem pior a situação por aqui caso estivéssemos restritos a exportar para EUA e Europa. Vai ser período difícil para Dilma, mas poderia ser pior.
http://easonfn.wordpress.com

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    Aline Nogueira

    19 de novembro de 2010 às 15h51

    E também com os países da América Latina! É na integração comercial, política, econômica e cultural com Nuestra América que está o nosso melhor futuro!
    Temos as mesmas raízes históricas e culturais, tudo nos une , nada nos separa.
    Viva a Pátria Grande, com que sonhou Simon Bolivar!

Angelo Frizzo

19 de novembro de 2010 às 01h52

Bem, pretendo dar minha opinião de "não-especialista" em economia globalizada.
Não sei bem o que houve na Irlanda, mas na Grécia , Portugal, Espanha, Itália, tenho opinião bem definida sôbre a maior causa de suas desgraças econômicas.
Até 10 ou 15 anos atrás, os americanos (o povo) gastavam dezenas de bilhões de dolares fazendo turismos nesses países. Sempre se ouvia falar que o turismo era uma das principais fontes de receitas e base das economias daqueles países.
Depois que começaram os genocídios e extermínios no oriente médio(Palestina, Iraque, Afeganistão, etc)com base em ataques terrorisas inventados(como aquele das torres), torturas, prisões ilegais, etc, tudo para garantir o poder de empresas multinacionais, o governo dos USA teve que quase proibir seu povo de "andar por ai se exibindo como antes.
Lembram daqueles caras fantasiados de " gente superior" espalhados pelo mundo?
Sumiram…
Agora estão poupando e esperando que Brasileiros(e outros) os visitem e levem seus dolares , mesmo se humilhando para entrar lá.
É só uma opinião. Eh eh eh eh

Responder

    Carlos

    19 de novembro de 2010 às 13h12

    Nao tem o menor embasamento em fatos e dados reais a sua opinião. Se o problema fosse só esse, o da redução de turistas americanos na Europa, seria muito fácil resolvê-lo. Na verdade, o turismo foi o setor menos afetado de todos. E o turimo norte-americano na Europa nunca foi nem será o primeiro. Quem mais viaja na Europa a turismo são os próprios europeus, de longe.

    Carlos

    19 de novembro de 2010 às 13h28

    pra ser mais exato: 87% dos turista na Europa são europeus. Somente 6% são norte-americanos, 4% asiáticos. 3% pro resto do mundo, incluindo América Latina e África.

    Angelo Frizzo

    19 de novembro de 2010 às 22h33

    Sem dúvida esse é o quadro atual. Os 6% de americanos andam disfarçados. Nenhum americano é louco de andar viajando pelo mundo com as "bandeirinhas" de seu país pelo corpo como antes.
    Seus dirigentes (americanos) implantaram o ódio feroz , de todo o mundo, ao povo americano , que nem tem culpa de nada. É uma pena, principalmente para os pequenos países Europeus que contavam com essa fatia de arrecadação.
    A única coisa que os USA querem agora é que esses países mandem seus jovens para o Iraque e Afeganistão, para morrer no lugar deles e defender o dinheiro das multi. Todos os dias a passeatas de protestos pela Europa, que naturalmente não são divulgadas pela "nossa grande" imprensa.

monge scéptico

18 de novembro de 2010 às 19h48

La fora, mar revolto. Aqui dentro devemos nos concentrar em desenvolver mais ainda ,
o mercado interno. Este é um salva vidas que pode quebrar o galho, enquanto o mundo
se acerta. Importar só o absolutamente necessário e por as barbas de molho..

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Roberto SP

18 de novembro de 2010 às 18h15

Já dizia um alemão famoso: "É mais criminoso fundar um Banco do que assaltar um".

Responder

Ramiro Tavares

18 de novembro de 2010 às 14h02

Azenha,
já que se está falando sobre a crise econômica mundial, sugiro a leitura do post http://pedroayres.blogspot.com/2010/11/uma-visita… em que o jornalista Pedro Ayres tenta desmontar o lobby que está sendo feito para que Dilma Rousseff viaje para ter um encontyro com Barack Obama. Achei muito pertinente tudo que ele colocou.

Responder

    Aline Nogueira

    18 de novembro de 2010 às 16h10

    Ramiro,
    segui o seu conselho e fui ler o artigo do Pedro Ayres. Gostei muito, principalmente porque demonstra a falácia do que os Estados Unidos costumam falar. Valeu!

Yes we créu !!!

18 de novembro de 2010 às 01h42

De certo modo, a China eh o que ha de novo no cenario pra se entender a economia global hoje. Uma indicacao da importancia de Beijing eh o fato da administracao Bush ter se acomodado por anos com relacao a independencia de Taiwan. Naturalmente, Bush seria um inimigo mortal dos interesses chineses nessa questao. No entanto, ele foi o presidente americano mais anti-Taiwan. Apesar dele ter se encontrado com o Dalai Lama, os chineses ficaram muito contentes com a administracao do asno texano. Acontece que existe um pacto entre os dois paises. A China precisa do mercado americano pra vender suas bugigangas e os EUA precisam da China pra financiar seu deficit. Dou um doce pra quem acertar ateh quando esse pacto vai durar.

Responder

Yes we créu !!!

18 de novembro de 2010 às 00h55

A China inventou uma nova forma de combater o capitalismo global: a "guerrilha" cambial.

Responder

Banjo Maligno

17 de novembro de 2010 às 23h54

Eu, um pobre banjo leigo e confuso – não sei quase nada – só faço me perguntar: o que é isso??? O que me importa é perguntar: o que é possível que venha acontecer no Brasil??? E o boom imobiliário que presenciamos? Isso está sob controle? Dá pra acreditar? Socoorro… o que vai acintecer com o meu financiamento de um apartamento minúsculo de dois quartos, numa periferia da cidade? Estaremos todos, desde já, fritos???

Responder

José Manoel

17 de novembro de 2010 às 22h48

Azenha: lentamente, os ufanistas estão indo para o "saco"!!!!!! Bem feito!!!!!! Nós, somos privilegiados, apesar dessa cambada de direita ignorar nossos avanços e "secar" para quanto pior melhor!!!!! O Brasil, daqui a 10 anos vai dar as cartas e jogar de mano!!!! E os idiotas que remam contra vão afundar em águas profundas com direito a afogamento !!!!! Adeus, escumalha, forever!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Leonidas de Souza

17 de novembro de 2010 às 22h43

Grécia, Islândia e Irlanda abalando o sistema financeiro internacional, não tem algo errado?
Não é o caso do rabo balançando o cachorro? Ninguém desconfiou de nada?
E tome desemprego, redução de salários, corte nas aposentadorias, aumento da idade mínima para se aposentar.
Abriram o saco de maldades contra o trabalhador comum enquanto os que causaram a crise continuam especulando e ganhando rios de dinheiro, até mais que antes.
Não tem jeito, o Sistema Financeiro Internacional tomou conta do mundo e ataca os países a seu bel prazer em busca de lucros cada vez maiores.

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assalariado.

17 de novembro de 2010 às 22h15

O Brasil tem tudo que um povo necessita para viver em fartura mas,só tem um defeito,aqui a economia é de mercado,ou seja,fazemos parte de um sistema economico -(mundial)-, que atende pelo nome capitalismo.Os fundamentos economicos é que define como uma nação vive e sobrevive.Por isso digo,planeta terra,aqui jazer os seres humanos embriagados de uma cachaça globalizada,que o levou,como todo embriagado,a descer serra abaixo em direção ao abismo,com direito a uma crise em meio a fartura.Diria Marx,quanto mais o capitalismo se desenvolve (produz),mais ele entra em crise -(crise esta)-,na abundância,na fartura de mercadorias.Fartura e concentração de riqueza para poucos,em meio a miséira de muitos,esta a mãe do todas as crises,contraditório mas,verdadeiro,tudo dentro da lógica do capital.Socialistas do mundo uni-vos,o parto da criança socialista pelo jeito vai ser dolorido.

Saudações Socialistas.

Responder

Francisco

17 de novembro de 2010 às 20h05

Fomos o primeiro país a sair da crise de 1929. Em 1931, já estavamos retomando a economia. Daquela vez tudo o que tinhamos para vender era café (aquela bebida gostosinha absolutamente desnecessária que se toma depois de comer muito). Ainda assim, nos reerguemos rápido. Hoje, alimentamos o mundo e fornecemos materia prima para todas as industrias do planeta.

Quebra não…

Responder

Leontino Avarela

17 de novembro de 2010 às 19h25

Nós temos coisas aqui que o mundo inteiro necessita: Comida por exemplo! Somos 190 milhões de pessoas. Um mercado interno ávido para consumir. Aqui no Brasil se houvir uma pequena melhora , as nossas indústrias não darão conta de suprir a demanda. É como a China se cada chines comer um kilo de carne em seis meses toda a produção de gado existente desapareceria. O consumo seria uma monstruosidade!

Responder

Vera Lucia

17 de novembro de 2010 às 19h18

O Brasil deve tomar cuidado p q os "ratos" ,q são os primeiros a abandonar o barco qdo está afundado,n venham cantar de "galo"aqui… se é q me entendem…

Responder

Hudson Luiz

17 de novembro de 2010 às 19h11

Celeuma em torno de Alain Touraine

Virou uma celeuma danada a entrevista que o sociólogo francês Alain Touraine concedeu ao jornal O Globo.

O octogenário intelectual, uma das principais autoridades europeias em estudos sobre os movimentos sociais na América Latina, declarou, dentre outras coisas, que o respeito internacional conquistado pelo Brasil é fruto tanto de Lula quanto de FFHH – ressaltando que ambos têm responsabilidades idênticas nisso –, que Serra é “infinitamente” superior a Dilma no quesito experiência, sendo, portanto, uma opção muito melhor para governar o Brasil, e por último sugeriu ter medo de rompantes autoritários do futuro governo Dilma.

Continue lendo no:
http://www.dissolvendo-no-ar.blogspot.com

Responder

    Bonifa

    18 de novembro de 2010 às 11h25

    Alain Touraine está merecendo ser asilado na Ilha de Santa Helena.

    Fabio_Passos

    20 de novembro de 2010 às 11h46

    Intelectuais se deixam levar por laços de amizade. São humanos.
    Por mais valorosa que tenha sido a produção intelectual de um sujeito… ele é capaz de divulgar tolices inacereditáveis.

boto_ssa

17 de novembro de 2010 às 17h36

meu post não saiu…

Responder

Douglas O. Tôrres

17 de novembro de 2010 às 17h08

Azenha e comentaristas,vejam a ótima entrevista da Maria Conceição Tavares na TV Senado,de maneira simples e as vezes meio rude bem ao estilo dela (ela ja perdeu a paciencia com os chavões dos neo liberais).Tá no Blog do Nassif e do Esquerdopata.

Responder

Rafael

17 de novembro de 2010 às 16h57

Todos os países que seguiram a risca o liberalismo como Argentina acabou no panelaço, México desde de que assinou o NAFTA já foram fechados mais de 500.000 postos de trabalho. Grécia, Irlanda a história é recente. E todos que seguem o neoliberalismo vai quebrar em breve. O Brasil se salvou porque elegemos Lula que mudou o rumo que estávamos com a política neoliberal que começou fortemente com fhc e que quebraria com o Brasil. Está claro quais são as consequências do neoliberalismo.

Responder

Lênin

17 de novembro de 2010 às 16h26

Não tem nada a ver com deflação, teoria da conspiração e apocalipse!!
E sim, como uma coisa muito simples, excesso de gastos!!!
Em vez de aumentar a arrecação, no período de crescimento, estes governos passaram a gastar mais ainda!!!
Resultado, quando os investidores não compraram mais títulos da dívida destes paises, eles faliram!!!
E se essa crise contaminar a europa….vixi, nem quero ver!

Responder

simonebh

17 de novembro de 2010 às 16h08

Azenha, nesta sua ilustração encontrei apenas um trevo de quatro folhas. Acho que representa a sorte do Brasil neste momento, será?

Responder

silvio

17 de novembro de 2010 às 16h04

A china bem que podia emprestar unzinho, não?

Responder

regismesquita

17 de novembro de 2010 às 15h36

E pensar que por anos eu escutei sobre o bom exemplo do México e da Irlanda. A resposta do Brasil tem que ser nacionalismo.

Responder

ZePovinho

17 de novembro de 2010 às 15h01

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010

Gestão demo-tucana faz São Paulo despencar na participação na economia brasileira

Em 2008, quando os efeitos da crise internacional se manifestou no Brasil, o presidente Lula fez o possível e o impossível para reduzi-la a uma marolinha, e conseguiu.

Mas o governo demo-tucano de São Paulo, sob comando de José Serra (PSDB/SP), fez tudo diferente: em plena crise de crédito bancário, implantou substituição tributária, um mecanismo sufoca as empresas ao retirar capital de giro (crédito); adotou a cartilha neoliberal de cortar custos; em vez de usar seu banco público, a Nossa Caixa, para financiar a produção, a construção civil e gerar empregos em São Paulo, sucumbiu ao cartel da Febraban e resolveu privatizar o banco, felizmente salvo pelo Banco do Brasil; apostou no "quanto pior, melhor", acreditando que o governo Lula chegaria em 2010 em pleno caos recessivo, o que, felizmente, também não aconteceu, e a economia está crescendo acima de 7% este ano.

O resultado está aí: São Paulo perdeu participação na economia brasileira em 2008.

Em 2007, a economia paulista respondia por 33,9% do PIB brasileiro. No ano seguinte, a participação de São Paulo passou a ser de 33,1%, o que representou uma redução de 0,8 ponto percentual. Os dados foram divulgados hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os paulistas já acumulam uma perda de 4,2 pontos percentuais na participação desde 1995 – o início oficial do governo demo-tucano – quando o estado respondia por 37,3% da economia nacional. (Com informações da Agência Brasil

Responder

    dukrai

    17 de novembro de 2010 às 17h37

    o estado mais rico do país, com a melhor infra-estrutura de transportes, estradas, portos e aeroportos, o melhor nível de escolaridade e distribuição populacional equilibrada no interior, uma mega-metrópole e um centro financeiro dos maiores do mundo, um conjunto de universidades públicas estaduais e federais dos mais importantes, um centro industrial com as maiores montadoras automobilísticas do país. Mesmo com o país bombando a 7,5%, o nordeste crescendo a ritmo chinês, todos demandando por seus produtos e serviços e São Paulo patina.
    Tá precisando de que, povinho preguiçoso rs ?

Luiz Moreira

17 de novembro de 2010 às 14h56

Livro bom para relembrar as teses economicas socialistas é "A historia da riqueza do homem", de Leo Hubermann.
De uma maneira suava e didatica, vemos como se deu a acumulação capitalista. Pode ser baixado na Internet.

Responder

Baixada Carioca

17 de novembro de 2010 às 14h32

E aí vem um francês que já não tem a menor importância na terra de Sarkozy dizer que o Brasil corre risco de ditadura esquerdista!… Ora bolas! Ele que vá cuidar dos problemas da Europa e nos deixem com nossas escolhas.

Aliás, eu soube que esse sociólogo veio a pedido de uma empresa que tem a função de planejar o desenvolvimento urbano do Estado de São Paulo para um seminário em andamento.

Eu não me preocupo com o mandato da Dilma e só viria a me preocupar se as lições deixadas pelo presidente Lula forem descartadas. Só a inclusão das camadas mais pobres e uma maior divisão de lucros equacionam os efeitos da crise.

Como diz nosso presidente o povo melhora de vida e vai gastar porque precisa gastar pra ter as coisas. As lojas precisam vender, então contratam vendedores e encomendam mais produtos. As indústrias precisam produzir, então contratam mais operários e encomendam mais matéria prima. Quem produz matéria prima tem que produzir mais então contrata mais gente pra produzir. Quem tava desempregado não tá mais e vaí pro mercado gastar mais um pouco. E o ciclo não para. Só o capitalismo e o PIG brasileiro acha que tem que cortar gastos e fazer o povo economizar…

Responder

    jerônima V. Beck

    17 de novembro de 2010 às 14h58

    GRAÇAS A DEUS, O BRASIL ESTÁ PROTEGIDO, DESTES MAU OLHARES!!!
    COM A VITÓRIA DE DILMA TEMOS CERTEZA QUE O NOSSO PAÍS VAI MERECER
    UM LUGAR DE DESTAQUE NO PLANETA TERRA. DEUS É GRANDE E ESTÁ
    OLHANDO O BRASIL!!!

    Leontino Avarela

    17 de novembro de 2010 às 19h03

    O Brasil é como um Grande Fazendão- Tem tudo de bom e muito- Muita terra boa, água, clima, Minérios . Éstá se tornandoium dos maiores produtores de grãos, carne etc e etc etc. Faltava realmente um grande administrador deste Fazendão! Apareceu o Presidente Lula, Pronto Eureka! Agora é segurar firme no arreio e pau na máquina. O mundo precisa de tudo que nós temos condições de produzir. Principalmente alimentos!

    IgorEliezer

    17 de novembro de 2010 às 21h45

    Lembram-se de que anos atrás o governo brasileiro estava emprestando tubos de dinheiro, "dando" ajuda financeira e fazendo acordos comerciais com diversos países que pareciam não ter a menor importância, especialmente os da África e América Latina, e que quase todo mundo questionava e metia o pau? Podem estar certos que esses países serão nossos parceiros comerciais quando os EUA e Europa nos faltar por terem sucumbido à crise.

    Naquela época eu não entendia; agora entendo.

    Virgínia

    17 de novembro de 2010 às 15h06

    Seria muito bom que a Dilma seguisse as lições deixadas por Lula no plano de política econômica, aquelas mesmas que, depois de sempre criticar ele seguiu à risca, deixadas por Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.
    Ora, isto que o presidente diz nada mais é que o Capitalismo, aquele mesmo que ele condenou a vida toda e por toda a história de seu partido até assumir o poder, e o senhor "Baixada Carioca" está expondo com maestria em seu comentário.
    Militantes, não sejam ingênuos e tenham inteligência ao reconhecer que Lula não mudou a política econômica e tivemos a sorte de nos favorecer da economia global para o Brasil estar nesta situação.
    Obs: Antes que algum ignorante queira xingar ou dizer besteiras, não estou defendendo ninguém, apenas fazendo uma constatação baseada em verdades.

    giulia

    17 de novembro de 2010 às 16h19

    Virginia:

    A pior coisa que pode acontecer qdo tentamos fazer uma análise de uma conjuntura tão complexa como é a mundial é usar o termo "tivemos a sorte"…."foi o fator sorte" / e, por outro lado, "tivemos o azar" etc. Um argumento, que pode ser poderoso, perde toda sua validade ao simples uso desta terminologia. Procure descrever, sempre, em termos de fatos reais.

    Lênin

    17 de novembro de 2010 às 18h46

    Giulia, concordo com vc que a Virgínia fez uma análise muito simplificada para chegar na conclusão dela.
    Entretanto, ela está certa, e tomo a liberdade de tentar expor o que eu vejo dentro da frase "tivemos a sorte".
    Simplificando, existem 3 determinates do crescimento brasileiro no governo Lula: Crédito, Demanda Mundial e Fluxo de capital estrangeiro. Vou elaborar o meu raciocíno só no Crédito, que puxa a questão do consumo do mercado interno. O Brasil, de fato, só não sucumbiu à crise por conta do consumo interno, batendo recordes do crédito disponível! Mas, tem um probleminha, a taxa de poupança da economia brasileira. A poupança brasileira não é suficiente para fomentar o crédito da economia.Logo, esse recurso tem quer vir de fora, de bancos estrangeiros fora do país. Por que "tivemos sorte"? Por que a conjuntura mundial era favorável, no meio do frenesi do crédito fácil e barato, puxado pela economia norte-americana!! Quando esta fonte secou, o governo teve que intervir e auxiliar os bancos. Só que agora esta intervenção foi retirada.Portanto, só no governo Dilma saberemos se a economia realmente é forte.

    Virgínia

    18 de novembro de 2010 às 11h55

    Caro Lênin, obrigada por sua colaboração. Peço desculpas à todos por não ter passado dados ao fazer meu comentário, acreditava que as pessoas que liam este blog fossem mais elucidadas quanto aos fatos.
    Em relação ao tema que muitos citaram, o fato de a crise internacional, iniciada nos EUA, ter chegado ao Brasil como uma "marolinha", deve-se na sua maioria ao PROER, feito no governo FHC, onde o PT votou contra, dizendo que era dar dinheiro público aos bancos e não fortalecê-los. Não obstante disso, o presidente Lula apropriou-se da idéia e foi divulgá-la em âmbito internacional como ferramenta para sanar a crise. Em nenhum momento soube reconhecer os feitos de governos anteriores, como se o Brasil tivesse começado em 2002. (PROER, Lei de Responsabilidade Fiscal, Câmbio Flutuante, etc)

    Carlos

    17 de novembro de 2010 às 16h37

    Prezada Virgínia. Concordo plenamente com você, o Lula deu realmente continuidade economica. Somente pergunto: Por que então os países "capitalistas" estão todos falindo? Respondo: porque Lula foi além. Usou o capitalismo a nosso favor. Ao contrário dos países ricos que somente os grandes banqueiros, petroleiros, empreteiros e tantos outros eiros é que estão recebendo dinheiro publico, aqui os desfavorecidos, medianos e remediados também estão tendo melhorias em sua qualidade de vida.

    Lênin

    17 de novembro de 2010 às 16h38

    Concordo com tudo que vc disse Virgínia!!
    Olhem como o Meirelles age, igualzinho ao Arminio Fraga, Gustavo Loyola e Gustavo Franco.
    Continuamos com o regime de metas de inflação e não vamos sair dele.
    Rsrs, de fato, o que foi descrito pelo "Baixada Carioca" é capitalismo!!
    Vc tem razão, tem gente aqui que comenta neste blog, que precisa aprender o que é educação!!
    Educação para compreender melhor a conjuntura política, social e econômica do Brasil hoje, e, pricipalmente, educação com as pessoas que não concordam com as suas opiniões.
    Tem gente (que comenta aqui) que precisa aprender como debater assuntos e conversar com as pessoas.

    Rafael

    17 de novembro de 2010 às 16h46

    E por que não quebrou com a crise já que o Brasil somente aproveitou bom momento?
    Lula não seguiu o política econômica do fhc. Esqueceu que o Brasil quebrou três vezes com fhc. Esqueceu do apagão.
    fhc praticou rifamento do patrimônio público. Lula preservou os bancos estatais que foram essências para passar pela crise. Se tivesse mantido a linha de fhc teria vendido BB, CEF, Petrobras e hoje o país estaria completamente falido. É uma análise muito superficial considerar que Lula manteve a política econômica idêntica a do fhc.

    Zé Tavares

    17 de novembro de 2010 às 17h50

    Cara Virginia,
    fiquei confuso com o que você chama de "lições … deixadas por Itamar e F H Cardoso".
    Quais são?
    Pois Lula não usou câmbio artificial, não recorreu a altíssimas taxas de juros para controle da economia, não arrochou ou manteve salários em níveis baixíssimos sem correção de valor, não recorreu a empréstimos do FMI para acertar fluxos de caixa, não aumentou loucamente a dívida externa para compensar a inflação descontrolada, enfrentou a crise internacional sem redução de gastos públicos e aumento de impostos, não vendeu patrimônio público para arrecadar dinheiro (sabe-se lá pra onde foi essa grana), não implantou nenhum plano real ou imaginário de salvação do Brasil e muitos outros contrastes.
    Peço a gentileza de você ser mais clara e ilustrar com fatos a sua afirmação.
    Agradeço.

    Augusto Soares

    17 de novembro de 2010 às 18h00

    Onde é que no Capitalismo criticado a vida inteira pela esquerda, pobre decide o que vai consumir? O "Capitalismo" de FHC é neocolonialismo, onde todas as decisões de soberania são/foram tomadas fora do país. Essa papo de Jânio de Freitas que o metalúrgico, apesar de incapaz, foi iluminado pelo destino para conduzir o país, é dose.

    Sergio F. Castro

    18 de novembro de 2010 às 10h01

    Concordo contigo, mas para o PIG, Tucanos e adjacências , Lula não passa de um analfabeto sortudo, e isto mesmo depois de três "lavadas" eleitorais não conseguem enxergar um palmo adiante do bico.

    Paulo

    17 de novembro de 2010 às 18h56

    Virginia, quem visita este blog é inteligente e educado, o preconceito veio todo da sua parte…
    Você apontou algumas verdades, e fez uma constatação tendenciosa. Algumas considerações:
    Lula mudou profundamente a política econômica em relação ao FHC sim. Não foi uma ruptura, um 180°, mas houve mudanças significativas. A diferença fundamental: ditar o rumo da economia pelo crescimento do mercado interno e das exportações, e não pela oscilação da Bolsa de Valores de Hong Kong e a 'boa vontade' do FMI para socorrer o Brasil (ou pela quebra de bancos americanos e europeus – atualizando para 2008).
    Lula incentivou o capitalismo com participação do Estado no aquecimento da economia, investimento público nas universidades, investimento no setor energético, investimento na região Nordeste (onde o crescimento anual é maior do que o Sul e Sudeste), e expansão da ajuda do Governo aos mais pobres visando a inclusão social E ECONÔMICA deles, fazendo o dinheiro circular e aquecer o mercado. Isto é política de geração de emprego.

    Leontino Avarela

    17 de novembro de 2010 às 18h58

    Quem viveu o Governo FHC é que sabe a desgraceira que foi o seu neo-liberalismo. Estas "viúvas do Farol" ainda vão enfartar. Aliás o que seria ótimo, talvez só não seja bom para o Inss (ter que pagar pensão pras víúvas) deles)

    Pedro

    17 de novembro de 2010 às 18h59

    (Parte II)
    Totalmente diferente do capitalismo neo-liberal do FHC, baseado na diminuição do Estado na economia, corte de gastos públicos em geral, e esquecimento dos mais pobres como população economicamete ativa, certo?
    O Brasil poderia não ter quebrado nos anos 90, mesmo com o caos nos países emergentes; quebrou porque estava submisso às regras do jogo especulativo internacional, e foi FHC o responsável por essa situação.
    O país teria corrido menos risco entre 1994-1998, por exemplo, se o dólar não tivesse sido mantido artificialmente a R$ 1,20, condição criada pelo FMI, onde houve submissão do FHC (essa é a principal diferença entre ele e o Lula), e que o sociólogo insistiu nessa tecla para se reeleger, mesmo quando todos alertavam para a crise dos mercados.

    José Manoel

    17 de novembro de 2010 às 23h04

    O Farol nunca fez algo que prestasse!!!!! De onde veio essa estabilidade econômica, se quebramos 3 vezes no governo dele???? Engraçado, a memória anda curta, mesmo!!!!!! E os empréstimos do FMI que nos detonaram barbaramente!!! Não há lembrança disso?????????????????

    J. Carlos

    17 de novembro de 2010 às 15h57

    Baixada Carioca,
    Eu acho que esta aberração francesa foi convidada Por uma aberração brasileira que pensava que a sua aberraçãozinha ganharia as eleições.
    Note que na sua entrevista ele é confuso e contraditório o único momento em que ele é claro é quando puxo o saco do FHC e José Bolinha – de- Papel Serra.

    dukrai

    17 de novembro de 2010 às 17h53

    ô Baixada, isto é tudo fantasia, a taxa de desemprego é manipulada pelos petralhas do IBGE, a popularidade do Lula está assim por causa da bolsa-esmola e esse bando de pobre que está comprando a crédito vai tudo dar o cano e deixar o Banco do Brasil, a Caixa e as Casas Bahia com as calças nas mãos.
    E aviso pros seguidores do apedeuta de nove dedos que eu sou apolítico e votei na Marina porque ela é evangélica.

boto_ssa

17 de novembro de 2010 às 14h16

a cada quebra europeia anunciada, fica mais evidente o planejamento e o sucesso da política externa brasileira de estreitar as relações comerciais com potenciais (e inusitados) mercados consumidores (da Venezuela de Chavez ao Irã de Ahmadinejad).

uma salva de palmas pro sapo barbudo!

Responder

Rafael

17 de novembro de 2010 às 14h13

O que está claro é que aquela bolha americana atingiu a europa e quem vai pagar o custo do neoliberalismo será o povo da Grécia, Irlanda. Daqui uns dias será Portugal, Espanha e França. Quem mais faturou que foram os banqueiros não terão que mexer em um centavo da sua riqueza. Essa crise é excelente oportunidade para acabar com direitos trabalhistas, previdenciário, redução do estado com demissão e redução de impostos a custa das verbas que deviam ser investidas em saúde, educação. É negócio da china para os poderosos: criam uma crise e conseguem acabar com direitos trabalhista e tomam parte do estado para si próprios. Como acabariam com os direitos dos trabalhadores sem uma crise? Que argumento usariam para isso? Parece que tudo já foi planejado. Sorte que o Brasil elegeu Lula lá em 2002 e agora Dilma que certamente não vai embarcar no neoliberalismo.

Responder

Rafael

17 de novembro de 2010 às 14h09

O que está claro é que aquela bolha americana atingiu a europa e quem vai pagar o custo do neoliberalismo será o povo da Grécia, Irlanda. Daqui uns dias será Portugal, Espanha e França. Quem mais faturou que foram os banqueiros não terão que mexer em um centavo da sua riqueza. Essa crise é excelente oportunidade para acabar com direitos trabalhistas, previdenciário, redução do estado com demissão e redução de impostos a custa das verbas que deviam ser investidas em saúde, educação. É negócio da china para os poderosos: criam uma crise e conseguem acabar com direitos trabalhista e tomam parte do estado para si próprios. Como acabariam com os direitos dos trabalhadores sem uma crise? Que argumento usariam para isso? Parece que tudo já foi planejado.
O Brasil tem sorte de ter eleito Lula lá em 2002 e agora Dilma que certamente não vai embarcar em fantasias neoliberais.

Responder

Henrique

17 de novembro de 2010 às 13h32

Os Bancos são os que sempre ganham e muito. Em qualquer crise quem ganha são sempre os Bancos. Agora que a coisa pega no rabo dos Bancos o Estado corre para salvar os Bancos dividindo os esforços com a população! Na perda a população paga, no ganho só os Bancos ganham. É por isso que a população se revolta … com razão!

Responder

Lucas Santos

17 de novembro de 2010 às 13h30

Uma palestra do FHC e mais meia-dúzia de declarações do Zé Bolinha no JN podem amenizar a crise na Europa.

Responder

José A. de Souza Jr.

17 de novembro de 2010 às 13h23

Nenhum país da zona do Euro está livre dos efeitos das crises deflacionárias pelas quais alguns estão passando agora. No fim, todos serão atingidos. O Euro é construído sobre a lógica de um mito segundo o qual, os mercados seriam ultimamente mais eficientes para lidar até com os assuntos não-econômicos. Rejeita, por isso, a intervenção estatal para reflacionar as economias em crise. É aí que mora o perigo.

Responder

Bonifa

17 de novembro de 2010 às 13h06

A Europa vai atravessando entre os penhascos de Silas e Caribdes, e os monstros marinhos terríveis agitam as águas e inundam o barco. Mas pelo menos a Europa está tendo a coragem de fazer a travessia. O Timoneiro é a Alemanha e a França vai observando com a luneta. Sofrimento indizível se impõe a todos os europeus. Mas não adiantam revoltas contra os banqueiros nesta hora onde forças poderosas lutam pelo naufrágio. Adiantam reivindicações objetivas que provoquem medidas fortes de controle destes monstros de terra que se lambuzaram com o bacanal financeiro. Medidas a serem adotadas agora, no fragor das tempestades, para que os europeus saibam agora que seu sofrimento tem sentido e que daqui para a frente tudo vai efetivamente mudar. E, se for lograda a perigosa travessia, impõe-se submeter os monstros terrenos ao rigor de severos tribunais, para que encarem o frio julgamento de seus crimes. Acreditamos que a Alemanha dará adeus definitivo ao Neoliberalismo e com ela irá toda a Europa, que ficará bem menor do que pensava que era, quando estava inchada de anabolizantes venenosos. E os Estados Unidos? Para onde irão, se não tiveram até agora coragem de enfrentar Silas e Caribdes e permanecem rodopiando no terreno da peste e da destruição?

Responder

Polengo

17 de novembro de 2010 às 12h55

Com todo o respeito, a Dilma tá com uma baita encrenca na mão.

Pode até não se sair bem, mas, sinceramente, se fosse o serra, a encrenca estava garantida para todos nós.

Responder

    Daniel

    17 de novembro de 2010 às 13h48

    Ele certamente ia usar como pretexto pra vender tudo e ia fugir, por que crise, não é com ele…

    felipe augusto

    17 de novembro de 2010 às 14h47

    Olha que isso pode acabar se tornando em uma grande ajuda para ela.

Carlos J. R. Araújo

17 de novembro de 2010 às 12h53

O capitalismo financeiro é a última e definitiva praga do Egito. Desta feita Moisés não tem nenhuma culpa. O capitalismo financeiro é a morte da sociedade. Alguém ja contabilizou que uns 3 trilhões de dólares foram dados (e não emprestados, porque eles nunca pagarão) aos bancos americanos e europeus. E falam em cortes. Tariq Ali tem razão: o capitalismo é um sistema irracional.

Responder

milton freitas

17 de novembro de 2010 às 12h53

Azenha ,nos meros mortais em se tratando de economia, nessecitamos de uma aula neste campo no que se refere a economia mundial.
Bom para nos vemos em seu blog esta postagem.
Afinal agora ao deixarmos de ser colonia ,para sermos um pais ativo e exemplo neste campo,temos que nos ligar mais a esfera mundial.
E para isto certamente não contamos com o PIG.Pois para estes nada como a volta do Rei para solucionar o meio de vida deles.

Responder

Erica

17 de novembro de 2010 às 12h49

Pouco entendo de economia, mas penso que parte dos politicos alemães que se recusavam a emprestar dinheiro para a Grécia e lutam até hoje para enquadrar os bancos daquele país a assumirem suas responsabilidades estão certos. Deixa quebrar… é uma forma de fazer limpeza no sistema capitalista. O povo? esse sofre de qualquer forma, então que se corte logo o mal pela raíz. Certo está o Lula quando falava em cassino do sistema financeiro mundial.

Quanto ao Brasil, fortalecer o mercado interno é o caminho, que mesmo que não resolva o problema, ameniza nossa situação.

Responder

M Peres

17 de novembro de 2010 às 12h46

A falácia do risco sistêmico está sendo usada para salvar banqueiros e destruir a população. Foi assim com o Panamericano, citibank, RBS, etc. A resposta vai vir nas urnas com um avanço da direita e em pouco tempo, todos se arrependerão do que fizeram em 2008,2009 e 2010. O futuro se torna cada dia mais sombrio….

Responder

    Renato

    17 de novembro de 2010 às 15h37

    Só que no Panamericano, o Mercado Salvou aquele banco e não o governo. Tanto é que o Sílvio deu como Garantia todos os seus bens.

    Em nenhum país do mundo, isso aconteceria.

Remindo Sauim

17 de novembro de 2010 às 12h33

A Irlanda não era a menina dos olhos do capitalismo e do liberalismo mundial. Todos jornais brasileiros citavam este país como sucesso, os tucanos enchiam a boca cada vez que falavam Irlanda. O que houve?

Responder

    Fred Oliva

    17 de novembro de 2010 às 13h07

    Era apenas mais um dos inúmeros artifícios do capitalismo liberal e selvagem… Da mesma forma que o resgate ridículo e cinematográfico dos pobres mineiros chilenos. Existem enormes espaços midiáticos ao redor de todo o mundo ocidental sempre disponíveis para este tipo de iniciativa cujo grande objetivo é continuar pilhando um brinquedo que já não diverte ninguém…

    Pedro Martiniano

    17 de novembro de 2010 às 19h11

    A Irlanda não foi aquele Paisinho mixuruca que ficou enchendoo saco do Brasil falando mal da nossa carne? Atrapalhou o que pode nosso comércio de carnes com omundo.? Se é! Então só possso dizer uma coisa: O castigo anda a cavalo!

Fred Oliva

17 de novembro de 2010 às 12h32

Estive durante 45 dias nos Estados Unidos, em setembro/outubro, e voltei alarmado…

Viajo com regularidade para lá há coisa de 40 anos e jamais vi o país tão fragilizado economicamente como agora. Um misto de medo, precaução e senso de poupança da população, está colocando em cheque o "American way of life" que era todo baseado em cima do consumo desvairado. Aliás, o endividamento progressivo – com, inclusive, remontagens de hipótecas – para bancar aquele consumo foi o grande responsável pela crise de 2.008/9.

Os empresários tentam desesperadamente manter o ritmo, com promoções e preços cada dia menores. Para nós brasileiros, equivale a comprar na Daslu com preços da 25 de Março… Mas isso não tem a menor chance de durar muito.

Aproveitem…

Responder

eugenio

17 de novembro de 2010 às 12h27

Neste ano de 2010, a Irlanda foi quinta colocada no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) das Nações Unidas !!!

Como é que altíssimo IDH rima com recessão econômica?

Gostaria que alguém me resolva a charada. Obrigado.

Responder

    Elton

    17 de novembro de 2010 às 12h38

    O relatório em que se baseia o IDH recém divulgado é sempre baseado em dados sobre a economia e a população de cada país nos dois ou três anos ANTERIORES ao que foi publicado, nesse caso, em dados de 2006 e 2007. Por isso a publicação atual não reflete o período pós-crise financeira.
    Espero ter ajudado.

    FrancoAtirador

    17 de novembro de 2010 às 15h44

    IDH 2009 (ONU)
    01 NORUEGA..0,971
    02 Austrália……0,970
    03 ISLÂNDIA….0,969
    04 Canadá…….0,966
    05 IRLANDA….0,965
    06 Holanda…..0,964
    07 SUÉCIA……0,963
    08 França……..0,961
    09 SUÍÇA……..0,960
    10 Japão……….0,960

    O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) foi elaborado para medir o grau de desenvolvimento de um país levando-se em consideração três aspectos:
    1. A renda per capita (toda a riqueza produzida ao longo de um ano dividida aritmeticamente por sua população). Como existem diferenças entre o custo de vida de um país para o outro, a renda medida pelo IDH é em dólar PPC (Paridade do Poder de Compra), que elimina essas diferenças.
    2. A longevidade (a expectativa de vida da população). O item longevidade é avaliado considerando a esperança de vida ao nascer. Esse indicador mostra a quantidade de anos que uma pessoa nascida em uma localidade, em um ano de referência, deve viver. Ocultamente, há uma sintetização das condições de saúde e de salubridade no local, já que a expectativa de vida é fortemente influenciada pelo número de mortes precoces.
    3. A escolaridade (número de crianças alfabetizadas e regularmente matriculadas nas escolas). Para avaliar a dimensão da educação o cálculo do IDH considera dois indicadores. O primeiro, com peso dois, é a taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade — na maioria dos países, uma criança já concluiu o primeiro ciclo de estudos (no Brasil, o Ensino Fundamental) antes dessa idade. Por isso a medição do analfabetismo se dá, tradicionalmente a partir dos 15 anos. O segundo indicador é a taxa de escolarização: somatório das pessoas, independentemente da idade, matriculadas em algum curso, seja ele fundamental, médio ou superior, dividido pelo total de pessoas entre 7 e 22 anos da localidade. Também entram na contagem os alunos supletivo, de classes de aceleração e de pós-graduação universitária, nesta área também está incluido o sistema de equivalências Rvcc ou Crvcc, apenas classes especiais de alfabetização são descartadas para efeito do cálculo.

    Em suma, o primeiro item (renda per capita ) vincula-se a se ter, ao menos, uma referência do tanto de dinheiro que cada pessoa teria se este fosse igualmente distribuído por todos.
    O segundo item (longevidade)serve para verificar como anda a saúde da população, visto que, quanto mais as pessoas viverem, melhor devem ser as políticas públicas na área em questão.
    Por fim, o terceiro (escolaridade) parte do pressuposto de que somente por meio dos estudos uma pessoa pode ter chances para mudar e melhorar sua vida.

    Encontrados os resultados de cada um dos itens, faz-se a soma e divide-se por três: quanto mais próximo de 1 for o resultado melhor deve ser a condição do país e seu povo; quanto mais distante, pior o IDH.
    Todo ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas.

    Os países da Escandinávia, por exemplo, alcançam sempre altos índices, porque apresentam:
    1. Alta renda per capita
    2. Ótima expectativa de vida ao nascer de seus habitantes e
    3. Alta taxa de alfabetização e alta taxa de escolarização.

    O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano, mas não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da "felicidade" das pessoas, nem indica "o melhor lugar no mundo para se viver".
    Ou seja, é uma medida padronizada de avaliação e uma referência do bem-estar de uma determinada população do Planeta.

    Além disso, o IDH é um índice-chave dos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas (ODM), ou seja, até 2015, os 191 países membros da ONU assumiram o compromisso de:

    1. Erradicar a extrema pobreza e a fome;
    2. Atingir o ensino básico universal;
    3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres;
    4. Reduzir a mortalidade na infância;
    5. Melhorar a saúde materna;
    6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças epidêmicas e endêmicas;
    7. Garantir a sustentabilidade ambiental;
    8. Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento.

    Com base na evolução dos índices atuais, as previsões apontam que o Brasil atingirá plenamente as oito metas estabelecidas pela ONU, algumas até antes de 2015.
    .

sandro

17 de novembro de 2010 às 12h16

Apagaram a existência de idéias socialistas que foram o contraponto natural à lógica liberal capitalista.

Com isso lançam bilhões de pessoas ao vazio existencial ideológico.

O que fazer agora que a trajetória capitalista divina de desenvolvimento planificado da humanidade fracassou?

É preciso olhar para o passado e reler alguns clássicos como Marx.

Responder

    Leider_Lincoln

    17 de novembro de 2010 às 13h12

    Ah, em mim nunca apagaram não!
    =]

    Virgínia

    17 de novembro de 2010 às 13h31

    Vai morar em Cuba e pára de falar asneiras. Se quer saber o que é o Socialismo hoje leia Antonio Gramsci ou a escola de Frankfurt e não Marx que já está extremamente ultrapassado.

    assalariado.

    17 de novembro de 2010 às 21h26

    Virgínia,Gramsci e Marx partem do mesmo ponto de analise ideologica politica de como acabar com a exploração de um ser humano pelo outro,partem do pressuposto que vivemos numa sociedade de luta de classes(capital x trabalho). Gramsci abraçou as ideias marxistas,e defendeu o socialismo,como referencia para acabar com as injustiças sociais planeta afora,ou seja,os dois defendem que,a solução para as mazelas que os capitalistas impõe ao planeta e aos assalariados,só será resolvido quando acabarmos com a economia de mercado(capitalismo) que,de tempos em tempos entra em crise,e cada vez mais agudas.Marx e Gramsci diziam que, isto só será superado quando acabarmos com o capitalismo e implantarmos no planeta uma sociedade socialista,em resumo,uma economia planejada segundo as necessidades do planeta e dos humanos em detrimento do capital.Então pergunto para voce: Qual a diferença das idéias socialistas de Marx e Gramsci?

    Saudações Socialistas.

    Virgínia

    19 de novembro de 2010 às 11h32

    Meu caro, o senhor não sabe a diferença entre o socialismo revolucionário e o conceito de "risorgimento" em Gramsci, não conhece a diferença entre os marxismos clássicos e contemporâneos, não deve saber as novas posições da Escola de Frankfurt, resume as filosofias gramscianas e marxistas de forma simplista e coloca ambas em pé de igualdade, utiliza conceitos do marxismo-leninismo como se fossem de filósofos já consagrados, faz uma pergunta como essa para mim e, além de tudo, me manda saudações socialistas??
    Aconselho o senhor a estudar um pouco mais antes de fazer comentários que possam disvirtuar a verdade das idéias e dos fatos.
    Obs: A finalidade de Marx era implantar uma sociedade comunista, o socialismo serviria de transição entre o capitalismo e o comunismo, e não como um fim.

    assalariado.

    19 de novembro de 2010 às 21h06

    Virgínia,acalme-se voce está muito afoita.Eu insisto na primeira pergunta e acrescento outra,a saber:

    1- Qual a diferença das idéias socialistas de Marx e Gramsci?

    2- Quais as novas posições da Escola de Frankfurt?

    – Concordo plenamente com sua observação… (último parágrafo)

    Abraços Fraternos.

    José Manoel

    17 de novembro de 2010 às 22h59

    Virgínia: Cuba, antes de Fidel Castro, era um prostíbulo americano, ou seja, uma Las Vegas empobrecida!!!!! Era uma republiqueta de bananas explorada e achincalhada! Você pode não gostar de Cuba, mas eu estive lá e pude comprovar que, apesar de pobre, é um país com dignidade, coisa que com Fulgêncio Batista eles nunca tiveram!!! A maior medicina preventiva e sanitária está lá!!! Nenhum país do mundo tem a segurança, saúde e educação gratuita e de qualidade como Cuba tem! Odeio o comunismo, mas sou um socialista de carteirinha, porque não existe regime social que distribua renda como ele! Cuba tem pobreza e nós, emergentes ainda temos bolsões de miséria absoluta! Pense nisto, antes de criticar Cuba!!!!!!!

    Sergio F. Castro

    18 de novembro de 2010 às 10h07

    Na verdade o perigo em Cuba é a nova geração de Cubanos (sem conotação negativa, por favor…) que não tem memória do que era a Cuba de Fulgencio Batista e anseiam por um cosumismo a la EUA.

    Virgínia

    19 de novembro de 2010 às 12h28

    José Manoel: o único fator que posso concordar com o senhor é em relação a medicina, só.
    Porém, prefiro mil vezes me tratar com uma benzedeira à ter minha liberdade comprometida e minha educação viciada.
    Gostaria muito que o senhor possuísse a mesma opinião que a minha em relação à liberdade, senão seria difícil estabelecermos uma discussão clara, mas se disser que há tal liberdade em Cuba, aí fica difícil…

Diego

17 de novembro de 2010 às 12h09

Talvez seja bom para o Brasil ter que intesificar seu olhar para o mercado interno, aqui dentro nós temos muita demanda reprimida que pode manter o nivel de desenvolvimento social e econômico a taxas razoáveis, independente do mercado europeu.

Responder

augustinho

17 de novembro de 2010 às 11h52

O xis é que eles (europeus) nao se dispoem de jeito nenhum a tomar os remedios padrão FMI. Cha de losna com carqueja e jiló in natura que nós, tupininquins ja bebemos por anos a fio. Era a tal liçao de casa.
Se ao menos apos isso houver liçoes politicas que se aprendam… e por o sistema financeiro no seu devido lugar.
Alias vamos propor que o brasil ,argentina e china por ex., criemos alguma coisa, tipo o FMI do B e vamos mandar umas 'missoes' a Dublin e atenas. Chefiada pelo consultor Senor abravanel que tem experiencia no ramo. Agencia
multilateral tá moda mesmo.

Responder

João

17 de novembro de 2010 às 11h49

Este enredo já estava programado.
Por que a Inglaterra não aderiu ao euro? Porque é "soberba"? Não, porque os ingleses viram a "canoa furada" que era o euro, anteviram a crise.
Vejamos então: como pode uma moeda existir sem uma economia que a regule? O euro é descolado das economias européias, e o único guardião desta moeda é a Alemanha.
O erro foi na origem do euro.
A Inglaterra que o diga.

Responder

Roberto Locatelli

17 de novembro de 2010 às 11h44

A América Latina, mais do que nunca, tem que se unir. Temos que nos conectar também à África e ao Oriente Médio.

A crise pegará, prioritariamente, Europa e EUA. Estes países representam menos de 20% da população mundial. Os outros 80% estão na China, Índia, África, América Latina e Oriente Médio. É preciso continuar o que Lula começou: fortalecer o intercâmbio entre os países emergentes.

Responder

Hans Bintje

17 de novembro de 2010 às 11h43

Os brasileiros deveriam evitar os erros europeus. É o momento de "abrir a mente" por aqui.

E deveríamos começar pelo blog do Luis Nassif, pelo Viomundo:

Eu conheço pessoalmente tanto o Turco quanto o Azenha e sei que são ótimos contadores de histórias.

Vocês deveriam investir mais nesse talento, contextualizar melhor iniciativas como os seminários do Brasilianas.Org, informar o público sobre os conhecimentos apresentados, "novidades" testadas e aprovadas há séculos!

Falar sobre as "piranhas afrodisíacas" do mestre Ignacy Sachs – http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttex… – e do "kaos" (com "k") do Jorge Mautner, que tanto tem influenciado minhas próprias reflexões sobre política internacional.

Para resumir, gostaria que se repetisse, aqui no site, o "estalo" do padre Vieira ( http://recantodasletras.uol.com.br/humor/2048028 ):

"Dizem que antes de vir a ser o incomparável orador e autor dos famosos 'Sermões', o Padre Antônio Vieira foi totalmente obtuso.

Deu-se, então, que um dia, rezando para Virgem Maria e inflamado pelo desejo do saber, o jesuíta sentiu uma espécie de estalo, tão forte, que teria experimentado um tipo de agonia, como se fosse desfalecer. Mas em seguida, viu-se com o sentido desembotado, adquirindo, instantaneamente, 'clareza de entendimento, agudeza de engenho e sagacidade de memória', como afirma um de seus biógrafos, André de Barros.

Esta expressão – 'estalo de Vieira' — foi de uso popular durante séculos, sobretudo no nordeste brasileiro, para designar uma súbita e miraculosa compreensão de algo que, até aquele momento, fora nebuloso para alguém. E, sendo ou não sendo a história verdadeira, com certeza, em relação a determinadas coisas, situações ou pessoas, todos nós já experimentamos, alguma vez, a sensação de ter um desses 'estalos' de Vieira."

Responder

FrancoAtirador

17 de novembro de 2010 às 11h37

.
Não só Grécia e Irlanda foram p'ro saco. A Islândia já foi. A Romênia já foi. Portugal e Espanha provavelmente serão os próximos. É um efeito cascata ou dominó, como queiram.

O CAPITALISMO DE ESTADO CHINÊS LIQUIDOU COM A GLOBALIZAÇÃO NEOLIBERAL.
.

Responder

Fernando

17 de novembro de 2010 às 11h25

Dilma e o PT são mais do que competentes para não deixar a crise afetar nosso desenvolvimento.

Qualquer coisa diferente disso é trololó tucano.

Responder

Sergio F. Castro

17 de novembro de 2010 às 11h08

Está certo… As coisas por enquanto se resolvem com "pacotinhos" de 50 ou 100 bilhões de euros e uma "ferrada" nas populações dos pequenos países que são chamadas a pagar a conta das lambanças dos governos neoliberais, do mercado financeiro e seus gatos gordos (ao que parece a Islandia se recusou a aplicar o dito "remédio amargo" no que faz muito bem), mas e quando o Tsunami chegar na Espanha e na Italia (paises grandes da Europa e fundadores do mercado comum que originou a União e que tambem fazem parte do "PIIGS" (Potugal, Ireland, Italy, Greece & Spain). Estes tem problemas de centenas de bilhões (no caso da Italia alguns trilhões) de euros, e aí?

Responder

turmadazica

17 de novembro de 2010 às 11h06

Isso foi culpa da elite branca (no caso da Irlanda, separatista)… Ah, pensei que era sobre SP… Nevermind…

Responder

Jairo_Beraldo

17 de novembro de 2010 às 11h01

Com certeza Portugal e Espanha serão as próximas vítimas da soberba econômica. Seria como um "castigo" aos algozes de nós brasileiros. E a Itália também está neste revés. E vamos bem, obrigado!

Responder

    José Manoel

    17 de novembro de 2010 às 22h50

    Tomara que a Espanha vá para o "saco"!!!!!!! País prepotente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Sergio F. Castro

    18 de novembro de 2010 às 10h10

    Já está ladeira abaixo…

Marcelo de Matos

17 de novembro de 2010 às 10h58

Não foi só o comunismo que acabou – o capitalismo também. Refiro-me àquele capitalismo folhetinesco, como o da Islândia, que era mostrada como um paraíso de casinhas coloridas. Os habitantes tinham de tudo: carrões, iates, eletrodomésticos de toda espécie, viajavam mundo afora, etc. A Côte D'Azur, o Principado de Mônaco e alguns paraísos como a Noruega, a Dinamarca, a Suécia e a Bélgica que ponham as barbas de molho. Pau que dá em Chico, dá em Francisco também. O mar não está para peixe. Não me refiro a linguado ou atum – não está dando nem baiacu. Virá um tempo de vacas magras. Até aquela vaquinha dos chocolates suiços parecerá anoréxica.

Responder

Vanda

17 de novembro de 2010 às 10h53

Esse, PS do Viomundo tem feito o maior sucesso….rsrsrs

Essas CONDICIONALIDADES do fmi quase "matou" o Brasil, com alguma sorte a Irlanda sobreviverá.

Responder

Marcilio

17 de novembro de 2010 às 10h52

Que venha a crise vivemos em um país mais sólido que não é mais tão puddle de qualquer economia pequena!

Responder

Marcia Costa

17 de novembro de 2010 às 10h47

Realemnte, ando preocupada com o cenário internacional. O Brasil não é uma ilha isolada do que acontece no resto do mundo. Espero que Dilma encontre e tenha força política para endossar nomes que ajudem a tocar o barco nesta tempestade que está se mostrando cada vez mais próxima.

Responder

    Filipe Rodrigues

    17 de novembro de 2010 às 13h27

    O Brasil é o pais que tem a situação mais privilegiada no mundo, sua economia é movida pelo mercado interno, não somos a China que puxa a economia mundial através do comécio internacional. Por isso mesmo, como o nosso mercado interno está em expansão, todos os países do mundo virão com olho gordo, para isso a Dilma terá que evitar que as importações continuem crescendo para que os nossos salários maiores não estimule a criação de empregos fora do Brasil.
    – Os EUA estão querendo exportar mais (podem enfrentar barreiras comerciais), o alto endividamento impede a expansão interna, a solução para os EUA é ajuste fiscal (o que a mídia quer para o Brasil, más os americanos é precisam), cortar gastos militares e não imprir papel-moeda.

    Lênin

    17 de novembro de 2010 às 16h09

    Calma lá, Felipão!
    O Brasil depende de fatores externos SIM e não se move somente pelo mercado interno não!!
    O mercado interno brasileiro depende de uma coisa, CRÉDITO!!!
    Entretanto, a taxa de poupança da economia brasileira é insuficiente para fomentar o mercado interno.
    Logo, precisamos da poupança EXTERNA para crescer.

    Outra coisa, o Brasil precisa de ajuste fiscal SIM!
    Vá no site do tesouro nacional ou no banco central e olhe os gastos correntes do governo.
    Olhe quanto está sendo revertido em investimento produtivo.
    Enquanto os gastos do governo continuarem altos, a taxa de juros nunca cairão (quando o governo gasta mais do que arrecada, é necessário vender títulos públicos, que são lastreados com a selic, que precisa oferecer um bom prêmio para o investidor, que pode ficar desconfiado com a gastança do governo e não comprar o título).

    Filipe Rodrigues

    18 de novembro de 2010 às 14h37

    O que estimula a expansão do mercado interno brasileiro é o aumento dos salários, se tem aumento salarial é porque tem riqueza sendo gerada (acabou a era de fazer o bolo crescer primeiro para depois distribuir).
    Por quê o Obama não aumenta o salário mínimo como o John Kerry prometia em 2004 ao invés de emprestar dinheiro? Para não encarecer o custo da mão de obra americana , a prioridade hoje na América é a exportação, más isso não gera emprego e não põe fim a recessão, os gastos com guerra então aumentam mesmo com a crise.
    – Os investimentos públicos no Brasil vem crescendo expressivamente a cada ano.
    – Sem aumentar os gastos, o Brasil nunca vai melhorar os serviços públicos (Saúde, Educação, Segurança), já não basta o gasto com juros.
    – A taxa de juros não cai porque o governo não mostra sua autoridade ao Banco Central, a Dilma é mais corajosa que o Lula, acredito que ela vai demitir o Meireles e colocar uma equipe econômica que fala a mesma língua.
    – Para o país ter poupança externa é necessário baixar a selic, também é impossível fazer uma reforma tributária se a selic não cair.
    – O governo não gasta mais do que arrecada, superávit primário está em 3,3%.

    Lênin

    18 de novembro de 2010 às 21h22

    Calma aí, de novo, Felipão!!!rsrsrs
    Vamos lá, não sei se vc é economista, mas vou aprofundar a análise.
    Vc estudou a Propensão Marginal à Consumir do Keynes?
    Lá ele afirma que o consumo das pessoas só aumenta dado as variações na renda ou salário (o seu raciocínio).
    Mas, esse raciocínio já foi refutado (inclusive por heterodoxos).
    No lugar dele, veio a teoria da função de consumo do Milton Friedman, que afira que o consumo é função do crescimento da renda no passado, no presente e expectativa de crescimento futuro.
    Ou seja, é necessário que a renda apresente um crescimento expressivo, ao longo do tempo.
    Na essência o seu raciocínio está correto, mas rigorosamente, incompleto.
    Entretanto, vc conhece a teoria Keynesiana da Preferência pela Liquidez ou Preferência pela Moeda?
    Moeda é o ativo mais líquido da economia, conseguimos comprar tudo com ela, por isso ela gera segurança ao detentor.
    COntinua…

    Lênin

    18 de novembro de 2010 às 21h23

    Continuação….
    Mas, será que o dinheiro do trabalhador, que está no banco não gera segurança para ele?
    Fora que ninguém recebe salário diariamente.
    Logo, por segurança, por não ter o dinheiro disponível no momento e pelo valor da mercadoria (brasileiro compra carro, TV, DVD, Eletrodoméstico à vista?), usa-se CRÉDITO!!!
    Seja no cartão de CRÉDITO ou financiando no banco!!!
    Por isso, crédito é fundamental para economia.
    Continua…

    Lênin

    18 de novembro de 2010 às 21h32

    COntinuação2….
    Vou por tópicos:
    -Os EUA não querem aumentar exportações, as exportações correspondem à 10% do PIB!!!! Se eu mexer no câmbio, eu prejudico o que mais ajuda o PIB à crescer, CONSUMO (quase 80% do PIB norte americano), que não poderá comprar produtos IMPORTADOS. Logo, esse raciocínio é equivocado, os EUA querem estimular o consumo;
    -Os Investimentos públicos vem crescendo de forma PÍFIA!! O PAC não anda!! Fora que vários economistas heterodoxos (Olha no Blog a entrevista da Maria da Conceição Tavares) defendem uma maior participação do governo nos investimentos e , principalmente, FISCALIZAÇÃO de como os recursos estão sendo alocados em estatais e agências (bem como, para onde estão indo remédios comprados pelo governo);
    -Claro que não podemos cortar as verbas dos serviços´públicos, vc está coberto de razão!! Mas, precisamos melhorar a eficiência destes gastos;
    Continua….

    Lênin

    18 de novembro de 2010 às 21h52

    Continuação 3…
    -Jesus, vire essa boca para lá!!rsrsrs Um país sem banco central independente é fadado ao desastre (somente paises envolvidos com manipulação dos dados e corrupção não tem banco central independente, como Argentina, Venezuela e China). Nem brinque com isso e é só olhar na história econômica do Brasil para ver o que é sucumbir as decisões econômicas para decisões políticas. Se vc gostou deste assunto, vá atrás da literatura à favor da independência do Bacen (escola Novo-Clássica) e contra a independência (escola pós-Keynesiana e Novos-Keynesianos));
    -Não entendi o seu raciocinio da poupança! Me explique de novo, pois o raciocionio que eu conheço é de que a taxa de juros é a remuneração da poupança ou o que o banco paga para vc poupar, logo, se a taxa de juros cair, ninguém poupa!!! Sendo que no Brasil, poupança não é mais ligada à taxa de juros, e sim, à TR, que está em queda. Continua…

    Lênin

    18 de novembro de 2010 às 21h59

    Continua4…
    -Que coisa feia, Felipão, mentindo para o "tio Lênin"!!!rsrsrs 3,3% é a META!!
    O Primário está em 2,9% (http://pe360graus.globo.com/noticias/brasil/economia/2010/10/29/NWS,523324,3,272,NOTICIAS,766-SETOR-PUBLICO-SUPERAVIT-PRIMARIO-RECORDE-BILHOES.aspx), mas, com a ajuda de três "gambiarras de contabilidade".
    O último atingiu recorde por conta da oferta de ações da petrobrás, cinco meses atrás o tesouro transferiu recursos, 8 meses atrás o tesouro ajudou de novo e no começo do ano, o governo restabeçeceu o IPI.
    Logo, o primário está bem por sorte e gambiarras.
    Conclusão…

    Lênin

    18 de novembro de 2010 às 22h13

    Continuação5…
    -Esqueci do encarecimento da mão-de-obra n os Estates!!!
    Olha, essa questão é complicada que o diabo!
    Existem grandes economistas norte-americanos (creio que até o Paul Krugman) que acreditam, mais ou menos, na sua afirmação, mas com uma diferença, eles acreditam no deslocamento da taxa natural de desemprego (por conta de tecnologia e o fim de incentivos (vc conheçe a Curva de Phillips?)). Uma outra parte (Inclusive, Ben Bernanke), acredita que o aumento da taxa de desemprego é temporário. Mas, não conheço ninguém levanta a bandeira de "encarecimento da mão de obra".
    O seu raciocínio faria sentido com um argumento, economia norte americana em pleno emprego, logo, o aumento dos salários gerariam inflação e um crescimento irreal.
    Mas, usando o seu raciocínio, a economia norte americana, desde os anos 80, crescem em função do CRÉDITO, por isso, talvez, o governo não eleve o salário minímo (a receita do crédito fácil dá respostas melhores).
    Agora sim, conclusão…

    Lênin

    18 de novembro de 2010 às 22h19

    Conclusão…
    Felipão, no fundo concordo com vc, o Brasil precisa crescer, precisa distribuir a renda.
    Mas, isso não pode ser feito pelo extremismo heterodoxo (fim da indepêndencia do banco central) e nem pelo extremismo ortodoxo (cortes abruptos e radicais dos gastos do governo e estado minímo).
    No fundo, tem que ser um misto, manutenção da indepêndencia do banco central, gastos eficientes em educação, saúde e segurança, e queda na selic (que depende de gastos melhores)).
    Quero o mesmo que vc, um Brasil melhor, mas não podemos ser extremistas em nenhum momento!
    Temos que ter competência, bom senso e paciência, senão o bolo queima!!rsrs
    Abraços e tudo de bom Felipão!!


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