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Cartas de Minas
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A crise econômica e a intervenção militar: É só uma questão de tempo?

22 de setembro de 2017 às 18h24

A GUERRA INTESTINA

por Luiz Carlos Azenha (versão ampliada de postagem no Facebook), com Fernando Frazão (Agência Brasil)

O Brasil vive uma guerra civil nas ruas. E outra guerra, intestina, pelo controle dos recursos do Estado.

Os juizes, os promotores, os parlamentares e os federais estão por cima da carne seca. Os militares, depois do fim da ditadura, foram poupados em troca de ficarem na caserna.

Porém, as ações da Lava Jato — ainda que não seja essa a intenção — enfraquecem a economia nacional, solapam a base de arrecadação e turbinam ainda mais a guerra intestina. A privataria caminha no mesmo sentido, financiando o Estado AGORA, mas entregando o lucro de longo prazo para chineses, americanos, etc.

A economia internacional vive um momento de incerteza e a “retomada” anunciada pelo governo Temer é num nível tão rebaixado que não garante arrecadação, a não ser via espasmos bancados pela venda de patrimônio público.

Onde impacta este quadro de escassez? Nos projetos que atendem aos militares. Os oficiais não querem apenas manter seus salários, só se justificam pela existência da tropa, do armamento e de objetivos concretos (o caça, a bomba, o submarino, o porta-aviões e os planos para utilizá-los).

O governo Temer quer empurrá-los para uma guerra contra a Venezuela, uma subordinação aos Estados Unidos que é contraditória com o papel de defensores do Brasil diante da cobiça pela Amazônia.

Do ponto-de-vista estratégico, já ingressamos na era pós-petróleo, quando a água é o recurso natural de maior interesse a longo prazo.

A pergunta é: os militares brasileiros vão aceitar este papel de subordinação que a escassez pode lhes reservar — uma reserva dos fuzileiros navais americanos?

Não terão a mesma ambição do Pentágono, de cavar um Estado próprio, dentro do Estado?

Se as respostas forem não, uma intervenção militar no Brasil é apenas questão de tempo. Para adequar as prioridades do Estado aos interesses da caserna.

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Eugenio Arima

26/09/2017 - 16h50

Azenha, interessante suas conclusões, ainda que me pareça, por culpa da minha interpretação, que relaciona a questão da crise econômica e a violência. Partilhei deste ponto de vista por muito tempo, mas isto tem me inquietado diante da observação de alguns pontos cotidianos. Ainda que a carência ou o desejo de possuir além, sejam gêmeas no impulso à violência (um comete por falta, outro por desejo de ter mais), me intriga a violência incontida, a tara, a perversidade que a população vêm demonstrando de lado a lado. Este gosto não me parece escorar na economia, senão no campo ético-moral. Então o desejo econômico estimula a barbárie? Ou isto seria resultado do pensamento elitista, discriminatório derivado da escravidão? Nabuco alertava para o mal que a escravidão iria ainda gerar. O baixo salário não é efeito da escravidão? da ideia que certas atividades não deveriam ser remuneradas? a ideia de favor que fazem ao gerar empregos, favor? da ideia de expropriar os desfavorecidos? afinal, quais as raízes da violência Azenha? você que vivenciou guerras (eu também) lembro do ódio insuflado para gerar aniquilamento, tortura, expropriação. Quem gera isto? quid prodest?

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Azov

24/09/2017 - 02h58

Reserva dos marines, não. Uma força poderosa e letal, encarregada de desvertebrar a América do Sul e oferecê-la em holocausto, um pasto para feras. Disputarão medalhas na caçada bolivariana que se aproxima.

§§
The stakes in Venezuela are extremely high. In early November, Brazilian and American forces will be deployed in a joint military exercise in the Amazon rainforest, at the Tri-Border between Peru, Brazil and Colombia. Call it a rehearsal for regime change in Venezuela. South America could well turn into the new Afghanistan, a consequence that flows from Trump’s assertion that “major portions of the world are in conflict and some, in fact, are going to hell.”
https://www.counterpunch.org/2017/09/22/unmasked-trump-doctrine-vows-carnage-for-new-axis-of-evil/
§§

A realização dessas operações representa ruptura grosseira da ordem constitucional já no art. 4º, regência das relações internacionais do Brasil. E o mero trânsito de tropas estrangeiras no território nacional, em direção à fronteira com a Venezuela, pertencentes a nação beligerante, para operações dedicadas a aterrorizar a população venezuelana, não apenas ofende a Constituição, o que já é muito, mas implica, por lei complementar, crime de responsabilidade. Acontece que a cena é proporcionada pelas forças armadas brasileiras, que oferece equipamentos, efetivos e bandeira, uma vergonha na história sulamericana que perseguirá a brasilidade por séculos. Mas até agora nenhum ofício, nenhum decreto ou portaria informou a brava gente de uma intervenção ou golpe militar. O derretimento do art. 4º, da Constituição Federal, que tem muitos incisos e um bonito parágrafo único por sinal, deve ser atribuído portanto ao aquecimento global ou outra causa natural.

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fernando

22/09/2017 - 21h20

o jeito é ir morar na Rússia ou China!!!…ficar aqui é virar escravo do Tio Sam!!

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