VIOMUNDO

Diário da Resistência


Opinião do blog

2006+89+64: Como engarrafar a democracia


19/04/2010 - 22h43

O perigo vermelho*

por Luiz Carlos Azenha

Este é o terceiro e último post da série que decidi escrever a respeito da conjuntura midiática-político-eleitoral.

No primeiro post falei sobre a campanha de 1989, que muitos jovens brasileiros não viveram pessoalmente. Está aqui. Nele, relembrei por alto o clima de guerra que permitiu a Fernando Collor, primeiro como anti-Brizola, depois como anti-Lula, chegar ao Palácio do Planalto nas primeiras eleições presidenciais diretas depois da redemocratização.

No segundo post, tracei paralelos entre 1989 e 2010. Argumentei que a conjuntura de hoje incentiva oposição a repetir táticas do passado e que a tentação de mentir, deturpar e se apropriar de ideias alheias é grande, especialmente pelo fato de que ela conta com a cobertura favorável da TV Globo, Veja e Folha de S. Paulo, sejam quais forem as circunstâncias.

Finalmente, prometi especular sobre se a soma de 2006 + 1989 + 1964 implicaria em golpe para interromper o governo da ex-ministra Dilma Rousseff, se ela vencer a eleição.

Minha resposta curta: Não!

Minha resposta longa:

Como meu colega Rodrigo Vianna argumentou brilhantemente, em um post não tão novo assim, o PSD sempre foi o fiel da balança na política brasileira. O Brasil sempre foi para o lado que o PSD escolheu. Grosseiramente, podemos dizer que o PSD foi o centro e que o centro está hoje majoritariamente no PMDB. A aliança do PSD (PMDB) com Dilma, portanto, é garantia de que, se eleita, ela terá uma coalizão sólida para governar.

Ou seja, se o Instituto Millenium, aquele que organizou um convescote para discutir as ameaças à democracia brasileira, perder em 2010, vai promover o golpe?

Para decepcão de muitos na esquerda brasileira, que viveram sob o regime militar, sofreram os traumas da “ocupação interna” e ainda raciocinam politicamente dentro do antigo molde, a resposta é não.

A resposta pode não fazer sentido para aqueles que consideram o governo Lula um governo genuinamente de esquerda. Pessoalmente, diria que é um governo de centro, que adota algumas ideias progressistas, mas que está plenamente enquadrado na modernização conservadora que é tradição da política brasileira.

O golpe não sai, entre outras coisas, porque o capital internacional odeia instabilidade — e na última vez que andei pelas ruas de São Paulo vi com meus próprios olhos os anúncios do McDonald’s, do Santander, do Citibank e outros. O capital internacional está entrando, não está saindo do Brasil.

Ora, se o Instituto Millenium não vai dar o golpe, qual seria a função dele?

Aqui, valho-me de minha experiência pessoal como correspondente nos Estados Unidos, onde vivi quase 20 anos. Já tinha vivido lá antes, nos anos 70, como estudante em um intercâmbio da American Field Service (AFS), hospedado por uma família de Glen Burnie, subúrbio de Baltimore, no glorioso estado de Maryland.

Na foto, à esquerda, insuspeita família norte-americana que abrigou elemento criptocomunista; à direita, registro do plano diabólico encetado na Old Mill Sr. High School: servir feijoada aos colegas para provocar indigestão nos imperialistas.

Depois que voltei, durante os acalorados debates políticos que travava com meu pai, ele jocosamente dizia que eu tinha bebido a “água negra do imperialismo”, que é como a Coca-Cola chegou a ser chamada então.

Mas, voltando à minha vida de gringo, pude acompanhar de perto o fortalecimento do movimento neoconservador nos Estados Unidos. Ao contrário do que muitos imaginam, os neocons não formam um grupo homogêneo, hierarquizado e que se reúne semanalmente para tramar o fim do mundo. A gênese de uma das vertentes do movimento se deu lá atrás, nos anos 50, com a formação do Committee on the Present Danger (CPD), um lobby que desde os seus primórdios caçava inimigos internos e externos com o objetivo de justificar: 1) gastos militares; 2) combater as correntes isolacionistas da política americana, existentes nos dois maiores partidos.

A primeira vitória expressiva dos neocons se deu com a formação do chamado Team B, nos anos 70: um grupo que faria uma análise “independente” da ameaça soviética. O grupo pregava uma escalada armamentista e acusava funcionários de carreira do governo de serem “moles” com os comunistas (usando a técnica tradicional dos neocons, o assassinato de reputação).

Uma análise retrospectiva mostra que o relatório produzido pelo grupo continha projeções descabidas, mas que serviram perfeitamente à causa: convencer parcelas crescentes da opinião pública de que os Estados Unidos não deveriam buscar acomodação com os soviéticos, mas tinham a obrigação moral de “espalhar a democracia” (menos para as ditaduras aliadas dos Estados Unidos, que ninguém é de ferro).

Foi um avanço contínuo o dos neocons, que desaguou no controle quase completo do Partido Republicano e da máquina de governo durante o governo de Bush Jr. Grosseiramente, podemos dizer que eles trabalharam pela privatização da política externa e das próprias guerras que pregaram, ora contra os comunistas, ora contra Saddam Hussein, ora contra os islamofascistas, seja lá o que isso for. O importante é criar um inimigo, para justicar a destruição dele.

Abrigados em um emaranhado de think-tanks financiados pelos capitães da indústria, os neocons ocuparam espaço na mídia e disseminaram suas ideias através de seminários e grupos de trabalho paralelos à burocracia oficial. Pode-se dizer que nunca tão poucos,  sem um voto sequer, conseguiram tanta influência sobre políticas públicas.

O que nos traz de volta a esse arremedo neocon tardio que é o Instituto Millenium, cujo objetivo central é atender aos interesses da minoria com “complexo de maioria”. Quem está vivo e percebe o que se passa à sua volta perceberá quantas vitórias os neocons brasileiros já obtiveram nos confrontos com o governo Lula através da formulação de crises midiáticas.

Na campanha eleitoral, o instituto é apenas a expressão mais vísivel de uma elite aturdida ao mesmo pelo desatamento de forças políticas que não controla, pela competição capitalista que ela nunca enfrentou e pelo capital internacional que não distingue Marinho de Xijuan, Civita de Suarez.

O Instituto Millenium é um lobby de luxo, com seus próprios intelectuais orgânicos, prontos a formular as teorias necessárias à preservação dos bons negócios.

Uma versão moderna e elegante da extorsão praticada pelos delegados da polícia política, que durante o regime militar brasileiro assustavam o empresariado com o perigo vermelho a fim de ganhar algum.

Se a ex-ministra Dilma Rousseff for eleita, ele se prestará não a um grande golpe, como o de 1964. Serão pequenos golpes, diários, em defesa de grandes negócios. Ah, sim, tudo em defesa da “democracia”, ainda que o objetivo difuso seja manter intacta  esta nossa “democracia entre amigos”.

* O livro que ilustra este post pertenceu ao seo Azenha. Quando menino, eu me assustava quando homens armados invadiam minha casa em Bauru, em busca de literatura subversiva. Meu pai nos tranquilizava: “Eles vieram apenas cumprir a cota”, o que implicava em levar embora todos os livros de capa vermelha, independentemente do conteúdo. Coisas do Brasil.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



57 comentários

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Baixaria não me surpreende nem um pouco | Cão Uivador

20 de maio de 2012 às 01h28

[…] Eu não estou nem um pouco surpreso com o baixo nível da campanha. Ainda no final do ano passado, o Milton Ribeiro cantou a pedra: 2010 “seria uma coisa”. Tecendo comentários sobre o texto dele, eu disse que esta campanha que, aparentemente, terminará daqui a duas semanas (ao menos para a presidência) seria a mais suja que o Brasil já havia visto. Aliás, previsão feita também pelo Luiz Carlos Azenha. […]

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Baixaria não me surpreende nem um pouco « Cão Uivador

18 de setembro de 2010 às 20h16

[…] Eu não estou nem um pouco surpreso com o baixo nível da campanha. Ainda no final do ano passado, o Milton Ribeiro cantou a pedra: 2010 “seria uma coisa”. Tecendo comentários sobre o texto dele, eu disse que esta campanha que, aparentemente, terminará daqui a duas semanas (ao menos para a presidência) seria a mais suja que o Brasil já havia visto. Aliás, previsão feita também pelo Luiz Carlos Azenha. […]

Responder

Não alimente os trolls « Cão Uivador

05 de julho de 2010 às 21h34

[…] segunda-feira, 5 de julho de 2010 por Rodrigo Cardia Deixe um comentário Começa amanhã, de forma oficial, a campanha eleitoral de 2010. Serão quase três meses em que receberemos muitas informações sobre candidatos aos mais diversos cargos (deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente). E também muito lixo. O que não é de surpreender, já que tudo indica que esta será a campanha mais suja que o Brasil já viu. […]

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Fernando

03 de maio de 2010 às 18h54

O Instituto Millenium defende a plutocracia hereditária que vivemos em quase 500 anos de história. Por falar em datas, eu colocaria 32 nessa sua soma, afinal de contas, 2 x 32 = 64!

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Eu mesma

20 de abril de 2010 às 19h57

Ah, fala sério, Azenha: você tá doidinho pra transformar o site do Instituto Millenium em "literatura subversiva", né? Se depender da turma da Dilma, a Veja será assim tachada futuramente.

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    Luiz Carlos Azenha

    22 de abril de 2010 às 01h37

    Literatura subversiva? Como assim? Bloquear o site do Millenium? Impedir acesso ao Millenium? Ah, sim, o Viomundo tem o mesmo poder dos Civita+Marinho+Frias. Agora conte outra… abs e obrigado pela leitura.

cris

20 de abril de 2010 às 19h46

golpes so depois dos jogos olipicos e copa do mundo , qando a burguesia estara com os cofres cheios de dinheiro publico !!!!!!!

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Daniel Campos

20 de abril de 2010 às 14h42

Acredito que tentariam um golpe – mesmo sem terem apoio dos militares – porquê essa turma que hoje está na oposição anda me dando amostras diárias de que são "crianças mimadas", Azenha. Agem tal e qual crianças malcriadas às quais não foi dado limites:

– Querem seus desejos satisfeitos imediatamente e não importa como (exemplo, ganhar a eleição sem fazer por merecer);
– Se estão com a bola, tudo pode (exemplo, fraudam, mentem, roubam e acham que isso é "normal" e que os outros têm que ficar calados sobre isso);
– Se perdem a bola, começam a chorar e espernear (exemplo: alguém expõe as falcatruas e em seguida eles se preocupam em xingar e denegrir o que apontou ao invés de se explicar);
– Mentem que não estão comendo biscoitos, mesmo que falem isso enquanto têm um braço dentro do pote de biscoitos (exemplo: são filmados recebendo propina, mas com a maior cara de pau dizem que foi outra coisa nada à ver);

E crianças birrentas só sabem agir de uma forma, Azenha, quando têm os seus desejos contrariados: Começam à berrar. E se os berros são ignorados, partem para a violência (golpe).

Só que não creio que seria um golpe militar, seria um golpe do judiciário. Juízes como gilmar mendes sorrindo amarelo e arrogantemente enquanto validam uma fraude eleitoral para colocar à força no poder o candidato deles à revelia da vontade do povo, como fizeram em Honduras.

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Engajarte

20 de abril de 2010 às 17h01

O modelo de golpe já foi testado e provado, com golpes pré ou pós eleitorais, com base júrídica por golpe via Suprema Corte conservadora, e ou parlamentar, com apoio da grande mídia e cobertura internacional, foi assim na Venezuela, Honduras, Georgia entre outras.
O golpe está sendo construído, basta ver a instabilidade que a mídia está forjando, o acirramento dos conflitos políticos.
Devemos ampliar a consciência do jogo que se está armando, para interromper a construção do ambiente propício, é disto que se trata o atual momento político.

Responder

Engajarte

20 de abril de 2010 às 17h01

Golpe sempre vem de quem esta perdendo o jogo ou acha que pode ganhar muito mais.
A oposição da direita dura (PSDB+DEM) seguramente deve estar pensando nisto, assim como as empresas de comunicação (Partido da Grande Mídia), que estão em decadência econômica também.
São os que estão vendo seu poder e ganho diminuir.
Não nos esqueçamos do que está em jogo, o Pré-Sal (que pode ser entregue para eles mesmos ou vendido com comissão), a própria Petrobrás (4 empresa do mundo), a CEF, BB e BNDS (tem valores de venda enormes), além de que as finanças públicas estão saneadas (com grande potencial para novos endividamentos e jogadas financeiras), temos reservas enormes que podem servir a jogadas especulativas em benefício de clientes escolhidos.
Tudo isto não é pouco, e associados aos grupos empresariais dos EUA que quase faliram, seria um maná para os americanos, os golpistas teriam apoio fácil, lembremos que o golpe de 64 foi articulado por um governo Democrata na Casa Branca.

Responder

Clovis Campos

20 de abril de 2010 às 16h18

Um "Não"- tão enfático na sua resposta curta tem a minha discorância.

Longe de ser "teoria da conspiração", o interesse do imperialismo – aquele que seu pai combatia – está sendo contrariado naquilo que importa – o controle do petróleo brasileiro e a recuperação do monopólio da União sobre o pré sal. É aí que está o furo da bala. E, também, de onde virão os recursos para Serra, e para quem eo que mais for preciso.

O Instituto Millenium está fazendo o mesmo papel do Ipes-Ibade antes do golpe de 64. Mobilizar e organizar as bases civis da reação para resistir às mudanças estruturais. "Adoçar" e adular os militares.

O golpe nunca mais será no velho estilo de ditadura de gorilas. Modernizou-se, haja vista Honduras.

Um vice confiável, um STF conservador, um Congre$$o comprável, bastam para a primeira fase, como em Honduras.

Uma razão, qualquer uma, serve, até a da fábula do "Cordeiro e o Lobo".

Se houver resistência popular, aí sim, uma boa ala das força$ armada$ já cooptada$, ao estilo Amauri Kruel, atuando em nome do Estado de Direito, manterá a direita no poder.

Como diria seu velho pai ( e o meu, e eu também não fico de fora), só a organização e mobilização das massa impedirá o curso do novo modelo de golpe que, por sinal, já está emprenhado e tem sua primeira fase no tudo ou nada da campanha de Serra.

Responder

    francisco.latorre

    20 de abril de 2010 às 16h52

    é azenha…

    quem acha que o capitalismo internacional tá feliz com o lula… tá redondamente enganado.

    vão tentar de tudo.

    mas vão falhar. o mundo mudou.

    mas que vão tentar… pode crer que vão.

    ..

    Rodrigo

    20 de abril de 2010 às 22h30

    Oi Franx, Walter e Clovis
    Tem uma coisa legal dentro do texto do Azenha em que ele fala que mesmo os Neocons "(…) não formam um grupo homogêneo, hierarquizado e que se reúne semanalmente para tramar o fim do mundo."
    O capital internacional ainda não é homogêneo, talvez algum dia o seja, talvez algum dia que o clube dos 300 tome o poder político de vez dispensando os intermediários, e aí sim a gente vai viver dentro de um dos inúmeros roteiros de ficção científica pós-apocalíptica. Mas por enquanto estamos só no talvez. Parte do capital brasileiro ainda está se defendendo com unhas e dentes do capital internacional.

    Engajarte

    20 de abril de 2010 às 17h56

    Está correto, bastam alguns elementos, cobertura da mídia (esta é que esta puxando o golpe).
    O vice confiável será o Temer.
    Juíses da Suprema Corte conservadores, haja vista o perfil do Gilmar Mendes.
    Apoio dos EUA, aí o Serra tem se esmerado em defender os interesses dos EUA vide o caso de Cuba e Irã.
    Claro que o risco é grande, mas o prêmio também.

    Carlos

    20 de abril de 2010 às 19h16

    O butim é tentador, desperta cobiças, mas os riscos são imensos…

Olímpio

20 de abril de 2010 às 15h28

Não é um comentário, somente uma observação, não estou conseguindo enviar os posts para outras pessoas.
Na tela que se abre para envio de posts, não consta o e-mail de quem o está enviando, e, a meu ver existe uma rotina que exige essa informação e bloqueia o envio do post. Seria importante a correção deste pequeno problema para para possibilitar uma maior disseminação do conteúdo da página, um importante instrumento para consolidação de nossa democracia.

Responder

Carlos.

20 de abril de 2010 às 13h25

Sem apoio militar, não vai haver golpe nenhum. Quando a fotonovela "O Mensalão" estava no auge, teve um certo senador que subiu à tribuna do senado conclamando militares a um golpe: "Onde estão os militares", ele bradava, mas ficou falando sozinho. Radicais sempre há, em qualquer lado, mas será que haveria apoio maciço a um golpe por parte das forças armadas? A troco de quê? O que ocuparia hoje o lugar do tal "perigo vermelho" a ponto de mobilizar os militares? O Muro de Berlin caiu, a URSS acabou; o que justificaria um golpe de estado, nos protegermos das superpotências Venezuela e Cuba ou das bombas atômicas do irã? Isso é invençaõ dos EUA pra manter o povo deles amedrontado e nas rédeas… Acho que este dado, os militares, é o que falta adicionar àquele raciocínio elaborado por Rodrigo Vianna acerca do equilíbrio de forças envolvendo PSD-UDN e PTB.

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Mc_SimplesAssim

20 de abril de 2010 às 12h49

Prezado Azenha,

Sua teoria estará correta CASO o PMDB como um todo (e não apenas alguns de seus caciques neófitos) decida apoiar a Dilma ao invés de lançar candidatura própria, na figura do governador Roberto Requião que promete fazer barulho na próxima Convenção Nacional do partido. A prudência nos aconselha aguardar por novidades.

O embate Dilma X Serra está muito simples assim pro meu gosto.

Abraços

Responder

O vice do Lula?

20 de abril de 2010 às 12h45

Azenha,não sejamos tolos,o capitalismo é uma ciencia exata,eles,trabalham em cima de numeros,ou seja,lucros.Voce analisa golpes de estado de uma forma,como que isto viesse do nada,uma vontade do alem.Assim,como voce coloca,deu-me a impressão que sua visão politica de mundo é ainda um tanto colonizada.Aí,fica a pergunta,como foi que o capital se impos ao mundo,foi numa boa? Os golpes e as guerras são necessários a cada momento que o capital entra em suas crises ciclicas(estas),cada vez mais com intervalos menores.Como é sabido,a dependência economica leva a dependencia politica,alem de levar a também a dependência cultural e ideológica,portanto,o Estado burguês,não só serve a burguesia local,como também,e principalmente,aos interesses do capital monopolista,isto é ao imperialismo economico.A burguesia capitalista leva a sociedade de luta de classes ao pé da letra,ou seja,explorar a classe trabalhadora até o fim,esta é a sua lógica (para acumulação de capital),nem que pra isto tenha que viver de golpe em golpe,guerra em guerra,não sejamos ingenuos politicos,a elite nunca fica em cima do muro,aonde voce viu isso?

francisco.

Responder

    Cecéu

    20 de abril de 2010 às 14h14

    Nada do que você disse chega sequer perto de ameaçar as verdades históricas contidas na análise do Azenha. Não se deve adotar uma a tabela de funcionamento do mundo e tentar encamisar todos os acontecimentos dentro daquela tabela. Para entender a marcha dos acontecimentos é necessário partir sempre da História, sabendo interpretar as manifestações atuais como sendo expressões de situações particulares que foram geradas lá atrás. Não há fórmulas para entender a realidade, isso é o que desautoriza em boa parte a Academia brasileira, que repete teorias européias como papagaio, sem nunca alçar-se ao poder de criar.

    Cecéu

    20 de abril de 2010 às 14h21

    E tem mais: quando defendemos que o capitalismo é uma ciência exata que pode ser expressa em números, estamos a adotar nada mais nada menos que o cerne da doutrina neoliberal. Foi por acreditar que o risco (a alma do capitalismo) havia sido domado pela tecnologia e podia ser expresso em números irrefutáveis, que o capitalismo usou e abusou do risco, levando à última crise mundial, a qual está muito longe ainda de terminar.

    O vice do Lula?

    20 de abril de 2010 às 16h17

    Opa!!! Se assustou por que Cecéu?
    Em momento algum falei que as verdades históricas do Azenha estão equivocadas. A questão é,como eles(o capital),se mantem como ideologia social através dos tempos,eu afirmo que, é através de golpes repetitivos,conhecidos ( via STF,militar,civil…) e/ou guerras(a burguesia nunca fica em cima do muro),e o Azenha deixa a entender que a burguesia vai fazer guerra de guerrilha,comer pelas beiradas até derrubar um possivel governo de esquerda.A história de hoje é reflexo da história de ontem,por isso é impossivel encamisar a história das lutas de libertação dos povos,basta ver as revoluções populares,sempre se deram de forma diferente.O capital é uma formula real e objetiva em sua exatidão(lucros),resta agora,pra quem acredita,mostrar ao nosso povo que não existe magica e nem papagaiada para nós povo,sairmos da condição de explorados,para isso teremos que fazer trabalho de base.O capital sofre de um cancer,de nome crise ciclíca,que pelo andar da carroagem,tera morte subta,com um devido empurraozinho dos que acreditam numa sociedade socialista.

    francisco.

Ubaldo

20 de abril de 2010 às 12h33

Antiamericanismo de conveniência

Aconchegado na ignorância e embevecido pela irracionalidade, uma enorme parcela de petistas parece considerar natural que a ideologia demagógica ocupe o espaço que deveria corresponder à sensatez e aplaude qualquer medida contra os Estados Unidos.

Quase todas as opiniões aqui colocadas a respeito dos norte-americanos envolvem,direta ou indiretamente, a psicopatologia do subdesenvolvimento romântico: nós somos os coitadinhos, os explorados, os dominados; somos os escravos e a potência do Norte representa o amo e senhor; somos oprimidos pelo capitalismo internacional que suga os nossos recursos naturais e destrói as nossas raízes culturais mais profundas, já que o único interesse dos desumanos vilões do capital é que sejamos reduzidos a uma massa de consumidores e que nos tornemos insensíveis à sublime dimensão espiritual do ser humano…

Com certeza o lenga-lenga do parágrafo anterior não passa de uma postura que não resiste a uma crítica racional. A coerência lógica é intencionalmente ignorada pelos míopes governistas que fazem de tudo para satisfazer ao desejo mórbido que os petistas têm de representar o papel de vítima da opressão imperialista. Se o objetivo é formar uma multidão de idiotas, parabéns! Estão conseguindo ótimos resultados!

O que interessa é que qualquer medida ou opinião que contrarie os norte-americanos é vista como um exemplo de resistência heróica contra a dominação covarde imposta pelos cruentos ianques e seu expansionismo sanguinário. Esse ódio exacerbado tem um peso considerável na constituição do imaginário nacional, o que põe em evidência que a pior faceta do nosso subdesenvolvimento é a intelectual.

Parece que o problema central, afinal de contas, não é a burrice: é o desejo que as pessoas têm de permanecerem burras, alienadas e aninhadas no conforto diabólico que a ignorância lhes proporciona.

Depois dos encontros do Lula na ilha-cárcere de Fidel, do respaldo trapaceiro ao regime de Chávez na Venezuela, da amizade pouco inocente com o Ahmadinejad, com direito a apoio descarado ao ditador assassino e da infeliz tomada de partido em Honduras, alguém ainda espera uma boa vontade dos americanos? Desde o início do seu governo, o Lula e seus asseclas tem se empenhado na formação de um bloco de miseráveis para opor-se abertamente aos interesses americanos. Os rumos que o Brasil tem tomado, especialmente na política externa, dificultam o estabelecimento de uma relação de confiança com os Estados Unidos, queiram ou não, nossos parceiros históricos e nos leva ao declínio no comércio entre os dois países. Não houve missões comerciais brasileiras nos EUA no governo Lula.
Agora fomos surpreendidos com esse acordo estapafúrdio e extemporâneo qual se choca frontalmente com o preconizado culto petista ao antiamericanismo.
Será que todo esse antiamericanismo é mais uma jogada de marketing?

Responder

    Milton Hayek

    20 de abril de 2010 às 15h34

    O Nosso Líder,Professor Hariovaldo,sofre pesada concorrência do Ubaldo Teo-ubaldo….

    Carlos

    20 de abril de 2010 às 15h35

    Querias o quê em relação à Honduras? Silenciar e compactuar com um golpe?
    .
    "Desde o início do seu governo, o Lula e seus asseclas tem se empenhado na formação de um bloco de miseráveis para opor-se abertamente aos interesses americanos."
    Quanta besteira!
    Bom pra você seria a continuidade do G-7?
    .
    "Os rumos que o Brasil tem tomado, especialmente na política externa, dificultam o estabelecimento de uma relação de confiança com os Estados Unidos"
    Como explicas o acordo?
    .
    “Não houve missões comerciais brasileiras nos EUA no governo Lula.”
    Missões comerciais são compatíveis com a bolsa de Chicago? Que acordo governo a governo seria possível?
    .
    "Agora fomos surpreendidos…"
    Você foi surpreendido? Cadê tuas fontes, Ubaldo, essas que sustentam tuas teses risíveis, teu discurso fanático? Cadê, Ubaldo?

    Carlos

    20 de abril de 2010 às 15h30

    (Pro Ubaldo, 29 linhas pra atacar; prum argumento contrário, dividir em duas partes…)

    "A coerência lógica é intencionalmente ignorada pelos míopes governistas que fazem de tudo para satisfazer ao desejo mórbido que os petistas têm de representar o papel de vítima da opressão imperialista."
    Tás atacado, Ubaldo?
    Esquecer participação dos EUA no golpe de 64, no golpe no Chile e nos tantos outros que eles patrocinaram?
    Passados 50 anos de bloqueio econômico e mutos presidentes dos EUA, regime cubano continua – e com apopio popular.
    Chávez foi eleito e reeleito, submeteu-se a refererendos e plebiscitos e vocês continuam na ladainha das críticas?
    "amizade pouco inocente com o Ahmadinejad… ditador assassino "
    Americanos tentataram e desistiram de questionar a legitimidade do eleito.

Milton Hayek

20 de abril de 2010 às 12h30

Eu sabia,Azenha,desses planos sórdidos que você arquitetou para destruir a pátria bela do capitalismo.Os EUA são o paraíso na Terra,a flor de maracujá da realização humana.Mas você,em sua concepção malévola de mundo(absorvida no Livro Vermelho do Comunismo),chegou a fazer com que nossos Deuses dos EUA comessem essa gororoba chamada feijoada(ARRRRRRRRRGGGGGGGGGGGHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!) para paralisar os americanos com crises escalafobéticas de flatulência.Que VILANIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Como você é vil,Azenha.Não compro mais pão-com-mortadela na sua padaria aí em Baurú.

Responder

João Carlos

20 de abril de 2010 às 12h17

…(CONTINUAÇÃO)
O receio então é o seguinte, ao invés do golpe militar, o golpe "democrático", ou seja, "dentro das regras do direito estabelecido". Criam-se crises após crises até se chegar numa que alcance ou resvale na Presidenta Dilma. Estabelece-se todo o clima necessário para a revolta dos "mesmos de sempre", pressiona-se o congresso e propõe-se a saída "constitucional", afastamento da Presidenta e posse do vice.
Não acredito que esse roteiro seja de fácil execução, mas se tentaram contra Lula (2005), com certeza vão tentar com Dilma. Cabe-nos a eterna vigilância.

Responder

    francisco.latorre

    20 de abril de 2010 às 15h16

    temer pode ser mesmo o golpe.

    mas duvido que seja ele o vice.

    ..

    João Carlos

    20 de abril de 2010 às 19h50

    Também torço para que o vice da Dilma não seja o Temer, mas aparentemente ele conta com o apoio de alguns "caciques" do PMDB (Sarney, Renan Calheiros). Inclusive o grupo político de um desses caciques foi favorecido por um desses "golpes democráticos" que, ao destituir o governador Jackson Lago, teve o poder estadual novamente colocado em seu colo.

João Carlos

20 de abril de 2010 às 12h17

Azenha, se pensarmos num golpe nos moldes de 1964 (militar) concordo que a resposta é não. Mas vou expor um receio que volta e meia me amedronta e que me parece permear a análise política do (até agora) candidato Ciro Gomes: o fiel da balança do equilíbrio político seria o PMDB (PSD). Este equilíbrio seria personificado na figura do Deputado Michel Temer, que ao "reunir" a maior parte dos agrupamentos do PMDB, viabilizou-se como candidato a vice-presidente da ex-ministra Dilma Roussef. Ora, é notória a ligação histórica do Deputado Michel Temer com os representantes "conservadores" da política nacional…. (CONTINUA)

Responder

mila

20 de abril de 2010 às 11h48

A historia não mente. A direita por decadas age assim. Foi com getulio, Jango, Juscelino, Brizola, Lula e será com Dilma.
Getulio foi covardemente atacado pelo corvo Lacerda porque criou as leis trabalhistas e a PETROBRAS. A direita atua em defesa dos interesses dos gringos e trabalha contra o Brasil.

Responder

Alcindo

20 de abril de 2010 às 11h19

Os britânicos continuam intrigados e preocupados com o Brasil. Todo dia sai um artigo em jornal inglês criticando o Brasil por não se enquadrar no Pensamento Único Ocidental:

Jeito 'carinhoso' do Brasil é obstáculo para estar entre os grandes, diz jornal
20/04 – 04:40 – BBC Brasil
Um artigo publicado nesta terça-feira pelo jornal britânico Financial Times afirma que o jeito "carinhoso" do Brasil é um obstáculo para que o país consiga um lugar entre as grandes potências no cenário internacional. O texto assinado pelo jornalista John Paul Rathbone afirma que, após a crise financeira global, o Brasil "tornou-se importante na comédia das nações, quase sem ninguém perceber". Política de 'arco-íris'
No entanto, segundo o texto, "a política de arco-íris do Brasil pode estar atingindo o seu limite e poderia até colocar em risco a vaga permanente no Conselho de Segurança que o país cobiça".
O jornal também destaca o fato de que o Brasil condenou a instalação de bases militares americanas na Colômbia, mas ignorou a compra de armas russas feita pela Venezuela ou o suposto apoio do governo de Caracas às milícias das Farc.
"Para os críticos, essa é uma política externa irritante – narcisista e ingênua. Mas como todos os países poderosos, o Brasil está perseguindo o que acredita que sejam seus interesses. Se ele está fazendo isso bem é outro assunto", diz o texto.
Outro desafio do Brasil, segundo o artigo, acontecerá após as eleições, quando o país perderá o "charme de Lula".
"A imagem do império carinhoso pode não durar mais", conclui o texto.
(Editado por nós. Texto:http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/04/20/jei… )

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Carlos

20 de abril de 2010 às 11h11

Beleza, Azenha.
Golpe?
O butim é grande, mas os riscos de uma invertida são muito maiores.
O recuo da Globo é emblemático.

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Gustavo Lucena

20 de abril de 2010 às 11h04

Azenha, você se esqueceu de adicionar ano de 1982, em que a Globo tentou fraudar as eleições do RJ para impedir a vitória de Brizola.

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Eugênio P. Costa

20 de abril de 2010 às 10h35

Ess coisa de golpe não faz sentido sem o apoio dos Estados Unidos, ora eles já estão muito ocupados com
o IRAQUE e Afeganistão, além do mais não conseguiram dá golpe em Chaves ou Morales. Por que não tiveram a competência nem mesmo de prender Bin Lader? A direita golpista (Globo de jornalixo, Folha-fria-falida, veja marron, falam em golpe para amedrontar o eleitor), eles querem fazer outro tipo de terrorismo. A bosalidade apresentadores dos telejornalixo da Globo, que eu mal aguentava, como cid moreira, william bonner, machado, pedro bial e por fora o bolsão Jô Soares (aquele que perguntou a cor da calcinha da Marta Suplicy), Enfim, quando se está com 50% de audiencia dá para ser bosal, mas não devia (dai o "show de notícias" ou mentira, como eles diziam).
Eles não esperavam que a Record + News tomasse o segundo lugar da alienante SBT.

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De Paula

20 de abril de 2010 às 10h01

Concordo em parte com sua análise; há dois porens: O processo de tomada do poder pelos excluidos não se faz da noite para o dia. Mudar quinhentos anos de elite no poder não é facil. Foi preciso muitas tentativas até a conquista do executivo. No primeiro momento a elite cedeu o anel para manter o dedo. Cedeu o executivo mas manteve em segurança o legislativo e agora pensa fazer isso novamente. Este o outro porem; A perpetuação das elites no poder corre sérios riscos. Inadvertidamente deixou-se que a conscientização do povão, sobretudo no meio rural ocorresse nos niveis a que atingimos. Isso com certeza resultará em um congresso com outro perfil, mais próximo do projeto de um pais menos desigual. O povo sentia na pele os efeitos da desigualdade mas não conseguia defini-la. Hoje consegue. Foi a conscientização política. É esperar para ver.

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uberVU - social comments

20 de abril de 2010 às 05h40

Social comments and analytics for this post…

This post was mentioned on Twitter by aarles: 2006+89+64: Como engarrafar a democracia | Por Viomundo http://miud.in/3Na

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Luiz Albuquerque

20 de abril de 2010 às 05h41

Caro Azenha, __Mais uma vez, acho que você identificou exatamente onde está(rá) o problema: no bombardeio cirúrgico dos micro-golpes. __Se me permite uma opinião, acho que – mutatis mutantadis – cabe uma certa analogia entre este cenário na política interna e algumas estratatégias bem-sucedidas que têm sido utilizadas em Teoria das Relações Internacionais. A ideia de uma guerra generalizada com invasão, ocupação e dominação militar total, apesar de possível para uma potência como os EUA , é extremamente onerosa e não tem uma boa relação custo-benefício. Todavia, a utilização do poder para controlar (apenas) os setores considerados de maior importância estratégica é muito mais fácil e custo-eficiente. Se no final do dia os EUA – no plano internacional – ou a direita – no plano interno – acabam conseguindo tudo o que precisam após um pequeno "ataque tático" com "armas inteligentes", então não é necessário derrubar o governo. Basta manter a impressão de que isso poderá acontecer se seus objetivos não forem atendidos. __Valeu Azenha,__Luiz Albuquerque

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francisco.latorre

20 de abril de 2010 às 04h50

o golpe seria pra impedir a eleição. midiático-judiciário. não militar.

mas estão preferindo investir na fraude eleitoral… o que é mais que evidente.

o capital não teme dilma. não como um todo. mas tem uma banda… ou bando… que teme a puliça federal. e não pretende abandonar a vida de crimes.

e tem os lacaios do império. que não desiste de sabotar o rival do sul.

mas falta combinar com o lula. que não vai assistir apenas.

lula vai impedir qualquer golpe. quem acha que lula sai da política em 2011 tá delirando. esqueçam.

aliás vai ser mais difícil constranger um lula sem mandato. anotem.

..

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    mila

    20 de abril de 2010 às 12h02

    Na minha humilde opinião, acho que eles tentarão repetir o Mexico na ultima eleição presidencial com sabotagem nas urnas eletronicas. Se fracassarem, tentarão os micros golpes midiaticos repetindo 2006 para cotrolar o governo de Dilma e torná-la refém dos interesses da direita.

    francisco.latorre

    20 de abril de 2010 às 15h24

    pois é.

    mas o lula sem mandato vai ser osso duro.

    lula cidadão. sem constrangimento do cargo.

    será outra lição. de cidadania ativa.

    ..

Uélintom

20 de abril de 2010 às 04h35

(…continuação) AH, mas o Brasil não é Honduras, meu caro! Bem, cuidado com essas afirmações para não reproduzir o preconceito que os americanos têm em relação aos "cucarachas", às Repúblicas de Bananas. Mas bem, poderiam afirmar que temos instituições democráticas mais sólidas, que inviabilizariam o golpe, ou o apoio ao golpe. E que instituições, eu perguntaria? O nosso valoroso Judiciário? Nossa democrática imprensa livre? Ou organismos internacionais como a OEA?

É evidente que a direita liberal sabe que a estabilidade política é item indelével das listas de pontuação que classifica onde investir e onde não investir. Essa direita jamais quereria uma luta prolongada por estas paragens. E um golpe, como o de Honduras, não precisa ter longa duração. Um boi de piranha da extrema direita, que cheio de ódio mandaria fuzilar Lula e Dilma no mesmo paredão, seria o tipo ideal para ser arrancado do poder e, então, restabelecer-se a paz e a comunhão nacional. Simples assim.

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Tiago Oliveira

20 de abril de 2010 às 04h31

Azenha, tem um fato a ser reverberado nesse contexto; a midia não terá apoio politico para travar um golpe, por quê? a conjuntura politica vai dar a Lula, Dilma e aliados um coglomerado politico muito forte, a base vai fazer pelo menos 22 governadores, o dem não elegerá três senadores, o PSDB fará no máximo três governadores e cinco senadores, do PPS não se deve esperar muita coisa, ou seja, a conjuntura politica vai mudar radicalmente nessa eleição assim como já vem sendo nas ultimas.

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Uélintom

20 de abril de 2010 às 04h26

Caro Azenha,

À pergunta: "haveria um golpe de estado, hoje (ou após a eleição de Dilma), como aconteceu no Brasil de 1964 (ou no restante da AL à época)?". Concordo que a resposta seja: NÃO. E concordo pelos mesmos motivos que os seus. Mas, caro Azenha, por que quereria a Direita realizar um golpe de longa duração? Se a esquerda se frustra com aquele NÃO, porque se equivoca em ter em Lula a imagem daquela antiga esquerda, não seria igualmente frustrante esperar da Direita aquela antiga forma de golpe de estado? Estou viajando? E Maquiavel, me perguntariam, onde fica a história de que é preciso esmagar o inimigo para ter certeza de que não haverá revide? Não sei, eu responderia, perguntem a Manuel Zelaia onde está Maquiavel agora. (continua…).

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Perrusi

20 de abril de 2010 às 04h18

Só que aconteceu um fato novo: Honduras ou a via hondurenha para a democracia. Toda a direita brasileira apoiou. Um fato que permite, inclusive, um revisionismo na história recente do Brasil. Ressuscita uma velha tese falida: o problema do golpe militar foi sua ilegalidade como ditadura, isto é, a ditadura foi um erro político dos militares. A legimitidade era acabar com a "baderna", dar o golpe e, após neutralizar a esquerda, voltar à "legalidade". Pode-se agora fazer um golpe legal utilizando o estado de direito, isto é, escanteia-se todas as posições que ameaçam o status quo e se faz eleições "democráticas". A via hondurenha vai-se realizar? Provavelmente, não. Mas não estamos no campo da negação e sim da probabilidade, infelizmente.

Em suma, diante da pergunta: "a oposição buscará um golpe para interromper o governo da ex-ministra Dilma Rousseff"?

A resposta é mais ambígua: sim, não, mas sim, mas não, nem isso. A base da via hondurenha para a democracia está na constituição. É só ler o papel constitucional das forças armadas. Um caminho: alerta e resistência democrática.

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Ramon

20 de abril de 2010 às 04h12

Me permita discordar, pensava como vc, mais após ler a entrevista de FHC em Miami; depois de ler na Carta Capital desta semana tratando sobre o que foi postado no site RGE monitor em 14 de abril na seção Latin América Ecomonitor pelo Ricardo C. Amaral, intitulado "Ditadura: a fórmula brasileira para o sucesso", post este já apagado; notando uma presença militar estadunidense crescente na nossa pacífica América do Sul com a desculpa suspeita de combate ao narcotráfico… Não sei… Já coloquei as minhas barbas de molho. Vontade aos udenistas não falta, vamos ver se o povo vai dar a oportunidade para tal absurdo se repetir no nosso amado país.

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zanuja

20 de abril de 2010 às 04h01

Azenha´desde domingo que teno enviar seus textos através de e-mail e sempre da erro. Tem algum problema no blog?

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    Luiz Carlos Azenha

    20 de abril de 2010 às 08h02

    Estamos trabalhando para corrigir esta falha. abs

Horridus Bendegó

20 de abril de 2010 às 03h56

Parabéns!

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Anderson

20 de abril de 2010 às 03h33

Uau mas que texto primoroso Azenha!

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João Batista Lima

20 de abril de 2010 às 03h30

Muito boa a sua análise Azenha. Essa turma nunca dormiu. Estão sempre agindo na surdina, às vezes escancaradamente, para evitar derrubar qualquer ameaça aos seus previlégios. Concordo que, mesmo se a Dilma ganhar, estarão sempre atuando, através da mídia, dos lobbies, dos agentes travestidos de jornalistas ou formadores de opinião para barrar os avanços que o governo pode trazer em benefício do povo. O maior medo deles é que, talvez com a Dilma, encontrarão mais dificuldades para as suas ações.

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Heleno Luís

20 de abril de 2010 às 03h28

Nossa.
Ficamos com a impressão macabra de que um governo de Dilma Roussef será marcado por uma oposição robusta, obstinada, ferrenha e demoníaca. Numa luta gratuita, difusa e obscura, como é a praxe deles.
Eu já havia meditado sobre essa possibilidade.
Concordo com o Azenha. Esses caras não vão dar mole para largar o osso.
Sinistro. Sinistrão.

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    Francisco Pallatinum

    20 de abril de 2010 às 11h09

    Só existe o perigo de um retrocesso político. Isto só se concretizará se houver o apoio da opinião pública. Querem ver um detalhe: Se a situação econômica do povo ficar muito ruim, ai então criará um caldo em fermentação que juntará com os golpistas ( e estes estão sempre de plantão tentando virar o jogo favorável a eles no caso de crise econômica) . Mas enquanto a situação estiver boa o povo não irá querer mudanças (Vide o caso Jango, que juntou a crise financeira e os do contra foi possível dar um golpe) Mas, na situação atual e parece que cada dia ficará melhor para o povão, pode aparecer quantos Institutos Milleniun que o povo não está nem ai. É como praga de urubú em cavalo gordo!

    francisco.latorre

    20 de abril de 2010 às 15h29

    obstinada, ferrenha e demoníaca. sim.

    mas robusta?… onde?…

    a oposição está desmanchando.

    ..

Gerson

20 de abril de 2010 às 03h23

A internet é como as cinzas daquele vulcão que estava adormecido há 200 anos e um dia acordou.

E ela se espalha com o vento, impedindo os gigantes do ar levantar voos.

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