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Zarattini: Brasil importa gás do Qatar enquanto reinjeta no mar o gás do pré-sal
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Zarattini: Brasil importa gás do Qatar enquanto reinjeta no mar o gás do pré-sal


18/06/2021 - 08h43

Zarattini começa analisando a chance de reeleição de Bolsonaro

Da Redação

Por 42 votos a 37, o projeto que abre as portas para a privatização da Eletrobras avançou no Senado.

Como foi aprovado com modificações, volta à Camara.

Votaram sim:

Mailza Gomes (PP-AC)
Márcio Bittar (MDB-AC)
Sérgio Petecão (MDB-AC)
Fernando Collor de Mello (PROS-AL);
Davi Alcolumbre (DEM-AP);
Eduardo Braga (MDB-AM);
Omar Aziz (PSD-AM);
Angelo Coronel (PSD-BA);
Eduardo Girão (Podemos-CE);
Marcos do Val (Podemos-ES);
Rose de Freitas (MDB-ES);
Luiz do Carmo (MDB-GO);
Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
Roberto Rocha (PSDB-MA);
Carlos Fávaro (PSD-MT);
Jayme Campos (DEM-MT);
Wellington Fagundes (PL-MT);
Nelsinho Trad (PSD-MS);
Soraya Thronicke (PSL-MS);
Carlos Viana (PSD-MG);
Daniella Ribeiro (PP-PB);
Jader Barbalho (MDB-PA);
Zequinha Marinho (PSC-PA);
Fernando Coelho (MDB-PE);
Ciro Nogueira (PP-PI);
Elmano Férrer (PP-PI);
Marcelo Castro (MDB-PI);
Carlos Portinho (PL-RJ);
Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ);
Romário (PL-RJ);
Luis Carlos Heinze (PP-RS);
Confúcio Moura (MDB-RO);
Marcos Rogério (DEM-RO);
Chico Rodrigues (DEM-RR);
Mecias de Jesus (Republicanos-RR);
Telmário Mota (PROS-RR);
Jorginho Mello (PL-SC);
Maria do Carmo Alves (DEM-SE);
Giordano (PSL-SP);
Eduardo Gomes (MDB-TO);
Irajá (PSD-TO);
Kátia Abreu (PP-TO).

Para o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), um crime, pelo qual ele acredita que no futuro muita gente vai acabar na cadeia.

A Eletrobras é lucrativa, tem um “a receber” no futuro que cobre qualquer valor da privatização, vai se tornar um monopólio privado e, assim sendo, terá direito a descongelar as tarifas de hidrelétricas já pagas para vender a energia no chamado mercado livre, com lucros estrondosos.

“Eles querem, além de vender a maioria das ações e o controle da Eletrobras, eles querem descotizar. Quer dizer o seguinte: essas usinas que vendem por um preço tabelado [R$ 60 reais o megawatt], elas vão passar a vender no mercado livre de energia. E qual é o preço no mercado livre de energia, hoje? R$ 250 reais. Com a seca, com o acionamento das usinas termelétricas, esse preço vai pra mais de R$ 1.000,00. Talvez chegue a R$ 2.000,00″, diz Zarattini.

Acrescenta: “Tenho certeza. Vai muita gente presa por causa desta privatização”.

Com o Brasil à beira de um racionamento de energia, será certamente um dos melhores negócios do mundo para quem ficar com a Eletrobras, sem qualquer incentivo para que a empresa faça investimentos: quanto menos energia, maior será o preço cobrado dos consumidores.

Na entrevista ao Viomundo, o deputado se mostra otimista quanto às perspectivas eleitorais de 2022 por causa “da vida real” do brasileiro, que vai de mal a pior com crise sanitária, crise hídrica, inflação de alimentos e desemprego.

Ele acha que o ex-presidente Lula sabe como ninguém lidar com isso, tanto que tem enfatizado as questões econômicas em seu discurso, falando, por exemplo, na disparada do preço do botijão de gás.

Na entrevista (topo), Zarattini começa falando sobre as perspectivas de reeleição de Jair Bolsonaro e também comenta a eleição para governador de São Paulo em 2022.





11 comentários

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André Hinnah

20 de junho de 2021 às 09h29

Eu não tenho essa esperança, afinal é o “mercado” que controla nosso Congresso e tb nosso Judiciário. Não tenho, sequer, a ilusão de que um eventual governo Lula reverta essa questão da Eletrobrás ou qualquer outra, que passou pelo Congresso, como, por exemplo a reforma previdenciária. Lula é, hj mais do que em 2001, um político de centro e vai governar, de novo, atendendo o mercado. Vai, provavelmente, compor com partidos de centro-direita para governar, e nós sabemos o preço disso. Enquanto a esquerda (onde ela está?) não tiver olhos para além das eleições, nossa situação não mudará.

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Nelson

19 de junho de 2021 às 17h26

Ainda conforme a revista do Senge, “No fim do dia [06/05/97], o governo conseguiu cassar as liminares e às 17h47min foi batido o martelo. O hino nacional foi executado após o pregão e soou como uma marcha fúnebre.”

Ou seja, os vendilhões ousaram tratar a doação da Vale como um ato de patriotismo. Então, Jair Bolsonaro e seu “Brasil acima de tudo” tem precedente.

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Nelson

19 de junho de 2021 às 17h23

Em artigo que escreveu em 2007, o diplomata e economista, Adriano Benayon, um nacionalista convicto, artigo raro hoje em dia, afirmava que a Vale do Rio Doce controlava riquezas no valor de R$ 3 trilhões ou até mais que isso:

“O patrimônio arrebatado ao País vale 3 trilhões de reais (1.000 vezes a quantia do leilão) ou grandes múltiplos disso, considerando as reservas de metais preciosos e estratégicos, muitos deles exploráveis por mais de 400 anos, pois é impossível projetar o preço dessas riquezas sequer para um mês. Que dizer de 5.000 meses?”

Numa revista publicada em 2010, na qual fez um excelente balanço das privatizações, o Sindicato dos Engenheiros do Paraná [Senge-PR] estimava que a exploração de todo o minério controlado pela Vale poderia chegar a R$ 8 trilhões:

“As reservas existentes perdurarão por 400 anos. Se continuar no atual ritmo, o ganho estimado é de oito trilhões, impressionantemente superior aos 92 bilhões de reais.”

Fernando Henrique Cardoso, que fez o governo mais corrupto e deletério que já foi imposto a nossa nação, entregou a Vale por, no mínimo, 1.000 vezes menos: cerca de R$ 3,3 bilhões.

Não vi o Judiciário brasileiro aplicar a mais mínima admoestação a FHC e sua camarilha de entreguistas e vendilhões da pátria. Estão todos aí, passando seus dias ricos, “felizes e a comerem perdizes”.

Da mesma forma, não vimos o Ministério Público, o TCU ou outro órgão qualquer da controladoria, que deveria zelar pelo patrimônio público, interpor qualquer sanção à corja de vendilhões.

Lembro que havia um balaio de ações pedindo o cancelamento do leilão da Vale, mas, no dia 06 de maio de 1997, o STF chegou para o governo entreguista e disse: “toma FHC, podes doar a Vale ao capital privado”.

Então, creio que o nosso deputado está sendo extremamente otimista, na verdade, um grande sonhador, quando afirma que “vai muita gente presa por causa dessa privatização [da Eletrobras]”.

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Zé Maria

18 de junho de 2021 às 11h34

Espera-se que, depois de Bolsonaro fora,
o próximo Governo não deixe como está,
tal qual negligenciaram nas Privatizações
da Telebras, da Petrobras e da Embraer.

Responder

    Zé Maria

    18 de junho de 2021 às 15h47

    Detalhe

    No caso da Petrobras, foi a Abertura do Capital
    negociando as Ações na Bolsa de Nova York.
    Ali, foi a entrega aos Estados Unidos da América.

    Zé Maria

    18 de junho de 2021 às 15h49

    André Hinnah

    20 de junho de 2021 às 09h30

    Não espere, pois irás te decepcionar.

Zé Maria

18 de junho de 2021 às 10h04

Criminosos!

Na realidade, a Cláusula “Golden Share” será um “Golden Shower”
de Bolsonaro/Guedes/Mourão sobre a População Brasileira.

Responder

Zé Maria

18 de junho de 2021 às 10h01

Criminosos!

Na realidade, a Cláusula “Golden Share” será um “Golden Shore”
de Bolsonaro/Guedes/Mourão sobre a População Brasileira.

Responder

Guanabara

18 de junho de 2021 às 09h51

Pra “muita gente ir pra cadeia”, tem que passar pelo Judiciário. Espere sentado. Talvez, daqui a uns 40 anos, irão responsabilizar os já, então, falecidos executivos do desmonte do Estado, fazer uma cerimônia simbólica e dizer que não há nada que se possa fazer porque o tempo já terá passado. Se o Judiciário fizesse, realmente, justiça, Dilma seria presidente e Temer estaria preso, e todas as medidas ilegais tomadas desde a deposição, ilegal, da presidente, em 2016, teriam sido revogadas de imediato, como sonha o deputado.

Responder

    Maria Meneses

    20 de junho de 2021 às 12h36

    Sim, Guanabara, vide tantos escândalos que ocorreram: contrabandos de esmeraldas (como era o nome do japonês mesmo -Sigeak Uecki ? – escândalo Delfim, que se perderam na memória, doação da Vale do Rio Doce pelo “príncipe da sociologia” mais conhecido com FHC, que rima BHC e outros tantos.


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