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Vivaldo Barbosa: Ciro aderiu ao lacerdismo e Lula parece maduro para corrigir os erros que cometeu
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Vivaldo Barbosa: Ciro aderiu ao lacerdismo e Lula parece maduro para corrigir os erros que cometeu


26/03/2021 - 03h06

Racha dos trabalhistas

Da Redação

Vivaldo Barbosa, deputado constituinte em 1988, é um trabalhista histórico.

Ele diz que ouviu da boca de Leonel Brizola — herdeiro de Getúlio Vargas e de João Goulart — que Ciro Gomes era muito “autoritário”.

Vivaldo denuncia o PDT como um partido que foi capturado pelo presidente, o secretário-geral e Ciro por causa do Fundo Partidário.

Ele diz que o presidenciável do PDT não tem um partido suficientemente forte para governar sem ceder à direita.

Vivaldo tem muitas críticas aos dois mandatos do ex-presidente Lula: a escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal sem nem consultar petistas da área jurídica, como Celso Bandeira de Mello; o não enfrentamento da mídia corporativa; falta de mobilização popular; o enquadramento dos militares e maior cautela na relação com os Estados Unidos, que apoiaram o golpe de 2016 contra Dilma.

Porém, acompanhando os últimos discursos de Lula, ele acredita que o ex-presidente e o PT aprenderam as lições às custas de muito sofrimento, das condenações do mensalão às da Lava Jato.

Ele considera que Lula não seria capaz de fazer isso sem ter por trás portrás um partido forte e com capilaridade, como o PT.

Por isso, como parte de um grupo trabalhista, Vivaldo pretende retomar o projeto de aproximação de seu grupo com a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, para formalizar o apoio a Lula em 2022.





8 comentários

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André Hinnah

27 de março de 2021 às 11h05

Olha só. Será que Ciro foi ouvido a respeito da reportagem? Alguém foi a Paris para perguntar sua opinião?

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Sergio Oliveira

27 de março de 2021 às 08h19

DARCY RIBEIRO QUALIFICOU O PT COMO A “UDN DE MACACÃO”. UDN ERA O PARTIDO DE CARLOS LACERDA.

PETISTAS COM ANCESTRAIS UDENISTAS:

Os irmãos VIANA, JORGE E TIÃO, do PT do Acre, são filhos do ex-deputado federal e ex-prefeito de Rio Branco WILDY VIANA e sobrinhos do ex-governador do Acre Joaquim Macedo. Wildy Viana era de direita, que exerceu carreira pelas extintas UDN e Arena.
Será que os dois irmãos, esquerdistas, foram ao cartório e renunciaram a paternidade do pai, direitista?
JOAQUIM FALCÃO MACEDO: Fundador e presidente estadual da UDN foi eleito suplente de deputado federal pelo PTB em 1962 (outro traidor do trabalhismo?) e durante o Regime Militar foi signatário da ARENA e se elegeu suplente de deputado federal em 1966 chegando a exercer o mandato de deputado federal em 1970. Com a assunção de Geraldo Mesquita ao governo do Acre em 1975, Macedo foi um dos nomes vetados pela maioria do MDB na Assembleia Legislativa para ocupar o cargo de prefeito de Rio Branco (o outro foi o promotor público Adauto Brito da Frota), fato que levou o Governo Ernesto Geisel a decretar intervenção federal na capital acriana com base no Ato Institucional Número Cinco.
Em 1978 foi indicado governador do Acre pelo presidente Ernesto Geisel e com o fim do bipartidarismo ingressou no PDS. Ao final do mandato foi nomeado membro do conselho de administração das Centrais Elétricas do Norte do Brasil (1983) e do conselho diretor da Universidade Federal do Acre (1983-1989).
Joaquim Macedo é cunhado de Wildy Viana (deputado federal eleito em 1982 e 1986) e tio dos próceres petistas Jorge Viana e Tião Viana.

FREI BETO: Numa entrevista ele disse “Meu pai era um anticlerical furibundo. Odiava religião. Só a Teologia da Libertação o trouxe para perto, o que é curioso. Ele foi fundador da UDN, assinou o manifesto dos Mineiros, lutou contra Getúlio e era americanófilo de direita. Depois do golpe militar, passou para a esquerda.”

FRANKLIN MARTINS: Escreveu “Meu pai, Mário Martins, era jornalista e político. Foi um ferrenho opositor da ditadura de Vargas, o que o levou a ser preso várias vezes. Ajudou a fundar a UDN, elegeu-se vereador e deputado federal, renunciou ao mandato de deputado por divergências com o partido, foi senador e acabou cassado depois do AI-5. “

JOSÉ DIRCEU escreveu “Filho de um udenista (o partido do golpe, maior fomentador da crise e da tentativa de derrubada de Getúlio), meu pai, Castorino de Oliveira e Silva, tinha como sócio João Mota, um petebista. Assim aprendi desde cedo a viver a disputa política dura (entre eles em torno da UDN, o PTB e o PSD). Mas, também, tive a escola da convivência civilizada entre meu pai e seu João Mota, um getulista declarado.”

VLADIMIR PALMEIRA, EX-PT, HOJE PSB: Membro de tradicional família alagoana, vem com a família para o Rio de Janeiro em 1951, em função da transferência do pai, Rui Palmeira, então deputado federal pela UDN. Seu irmão Guilherme Palmeira (Filhos de Rui Soares Palmeira ). Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiroem 1963, retornou ao seu estado, sendo eleito deputado estadual pela ARENA em 1966, 1970 e 1974, licenciado-se para ocupar a Secretaria de Indústria e Comércio no primeiro governo Divaldo Suruagy. Indicado governador de Alagoas em 1978, firmou um acordo para pacificar as correntes políticas arenistas, em especial a liderada pelo senador Arnon de Melo, que conseguiu a nomeação de seu filho, Fernando Collor, como prefeito de Maceió. Extinta a ARENA, Guilherme Palmeira ingressou no PDS e foi eleito senador em 1982 derrotando Teotônio Vilela, um dos próceres pela redemocratização do Brasil.

Se formos verificar nos municípios, principalmente nos mais industrializados, muitos petistas são filhos de ex-arenistas, que, por conseguinte, eram udenistas, filhos de udenistas, já que uma das origens da Arena foi A UDN.

RESUMINDO: LACERDISMO, UDENISMO, TEM MUITO A VER COM PETISMO E LULISMO.

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Sergio Oliveira

27 de março de 2021 às 08h18

O “BRIZOLISTA” VIVALDO BARBOSA CONTINUA CRITICANDO QUEM ESTÁ NO PDT

Existem uns caras que continuam se dizendo brizolistas. Um deles é Vivaldo Barbosa: Brizolista histórico. O PDT participou (?) do governo Lula, primeiro mandato, com um ministério, embora não tenha indicado o ministro; foi lula quem nomeou sem ouvir o partido, coisa que, depois reconheceu como erro; o tal de “brizolista” Vivaldo Barbosa, foi nomeado para a Petrorio, uma subsidiária da Petrobrás. Quando o PDT, por Brizola e Diretório Nacional, deixou o governo Lula, Miro Teixeira, que era ministro, deixou o PDT e foi para o PT (depois voltou e já saiu de novo ); o “brizolista” Vivaldo Barbosa continuou na presidência da Petrorio até 20.02.2006 (aí já não poderia ser cobrado por Brizola, que falaceu em 21.06.2004), conforme indica o que transcrevo abaixo:
PetroRio – PETROQUÍMICA DO RIO DE JANEIRO S.A. CNPJ/MF Nº 35.878.396/0001-59
NIRE 33300027475
ATA DA 76ª REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, REALIZADA NO DIA 20/02/2006.
NELA É CITADA A RENÚNCIA DE VIVALDO BARBOSA DA PRESIDÊNCIA.
O “brizolista” Vivaldo Barbosa continuou na teta da Petrorio até 2006.
Saiu do governo? Não. Passou a ser assessor da presidência da Petrobrás. Indicado por quem?
Até junho de 2010, já no segundo governo do lula, continuava na tetinha de assessor da presidência da Petrobrás, conforme boletim da Abifina-A Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades.
E até hoje, mesmo tendo traído Brizola (em vida e após sua morte) e o PDT, do qual já saiu, criticando o PDT de hoje, indo para o PSB, depois PPL , de onde já saiu, ele continua fazendo parte do MRLB – Movimento de Resistência Leonel Brizola, que, segundo consta, entrou no PPL. Continua, com sua turma, se dizendo brizolista. É um cara de pau.
Na reunião do dia 12.12.2003, quando foi decidida a saída do PDT do governo Lula, Vivaldo Barbosa discordou:
“ defendeu que os pedetistas não precisassem pedir exoneração. Ele defendeu a permanência de Miro Teixeira, porque “não há o que reclamar dele”.
Brizola rebateu: “Dói nos meus ouvidos ouvir uma coisa dessas”, reclamando da ausência do ministro na reunião. Barbosa provocou a discussão minutos antes da votação. Ele, que defendeu sua permanência na Petroquisa, foi obrigado a se calar a pedido de Brizola e de Carlos Lupi, vice-presidente do partido.
O Diretório Nacional do PDT tinha decidido por 213 votos a 3 deixar o governo Lula, e ordenado que os insurgentes, como Vivaldo Barbosa, presidente da Petroquímica do Rio de Janeiro, deixassem os cargos até 31 de janeiro de 2004.
Sua justificativa para continuar no cargo, quando o PDT decidiu pela saída:
– Será que está de acordo com os valores trabalhistas pedir que um pedetista abandone a Petrobrás? (Zero Hora – 04.02.2004)
Parte de notícia da Gazeta Digital de 30.01.2004: Cooptação – o presidente das PetroRio fez uma revelação que deixou os pedetistas indignados. “Estão todos nos estimulando a permanecer no governo”, contou Vivaldo. Foi a senha para que a chiadeira começasse. “Isto é pura cooptação”, protesta o deputado Pompeu de Mattos (RS), da executiva nacional pedetista. Ele acusa o governo Lula e o PT nacional de repetirem, agora, a mesma ação predatória já realizada pelo PT do Rio Grande do Sul sobre a seção gaúcha do PDT.
“Foi assim no governo Olívio (Dutra, atual ministro das Cidades): primeiro eles conquistaram o nosso apoio; depois dividiram conosco algumas tarefas de governo, e por fim aliciaram nossos quadros e filiaram ao PT, diz Pompeu.
Comento: isto bastaria para que nunca mais o PDT estivesse nos governo do PT; todavia, como o PDT sofre da Síndrome de Estocolmo, ou é atraído por uma espécie de Feromônio político do PT, já participou de outros governos do PT (Tarso-RS; Lula/Dilma), culminando agora, tendo lançado um candidato para presidente (Ciro Gomes), com esta defesa do Lula, como se ele fosse, de fato, inocente das roubalheiras dos governos do PT. Tem pedetista que acha existir o dedo da CIA nestas denúncias contra o PT (deve estar esquecendo de tomar o Gardenal).
Até 2018 estava no Podemos, liderado pelo Romário, pelo qual seria candidato ao senado, coisa que não aconteceu. Agora está no PT apoiando Benedita, e dizendo que os “brizolistas” estão com ela. Traiu Brizola mas continua se dizendo brizolista.

Responder

Fernando

27 de março de 2021 às 05h47

A Esquerda carece de mídias independentes.

O artigo, em resumo, diz que os erros que o Ciro não cometeu enquanto não foi presidente foram piores que os erros que o Lula cometeu enquanto foi presidente e que por isso, o Lula seria melhor candidato.

Sugiro mudar o nome da página pra violula.com.br

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    Luiz Carlos Azenha

    27 de março de 2021 às 06h04

    As opiniões são de Vivaldo Barbosa. abs

Hairy Heart

26 de março de 2021 às 15h20

Ciro autoritário ???
Ao invés de ilações e insinuações, mostre fatos que demonstrem que Ciro era autoritário. Mostre declarações de pessoas que trabalharam com ele enquanto prefeito de Fortaleza, Governador do Ceará, Ministro da Fazenda de Itamar, Ministro de Infra Estrutura de Lula… Nunca vi nenhuma declaração deste tipo de ninguém que tenha trabalhado com ele. Não vai ser um “zé ninhuém” ressentido por ter perdido espaço no partido com declarações duvidosas, subjetivas e colocando palavras na boca de gente que já não está entre nós há muito tempo que irão me fazer mudar de voto. #Ciro2022

Responder

    André Álvaro Hinnah

    26 de março de 2021 às 15h42

    Ciro nem morreu e já tem viúvas…kkk. Tb considero o termo “autoritário” exagerado. Creio que o termo que melhor o definiria seria “arrogante”, ou quem sabe “viajante”. O fato é que Ciro, sem se cercar de quadros da esquerda, não tem chance nenhum em nível nacional. Faria melhor se fosse mais humilde e com menos rompantes.

    Edna Seixas

    26 de março de 2021 às 16h46

    Com Lula no páreo, Ciro voltou aos 5%..Muito difícil se eleger presidente o coronel de Sobral…E é autoritário sim, não tem um pingo de equilíbrio emocional.


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