VIOMUNDO

Diário da Resistência


Entrevistas

Repórter joga luz nos bastidores da relação entre mídia e polícia


18/11/2011 - 13h39

por Luiz Carlos Azenha

Nas últimas semanas muito se falou sobre a relação entre mídia e polícia. Ora por conta da invasão da reitoria da Universidade de São Paulo pela tropa de choque da Polícia Militar, ora por conta da invasão da Rocinha pelo BOPE e pela PM do Rio de Janeiro.

Houve várias acusações de que a imprensa distorceu ou não fez um relato completo do que se passou. Com o objetivo de jogar luz nos bastidores da relação entre mídia e polícia, fiz uma entrevista por escrito com um profissional tarimbado. Por motivos óbvios, ele não pode se identificar. Como foi por escrito, não fiz perguntas a partir das respostas dele. De qualquer forma, serve como um relato parcial sobre o que você vê, lê e ouve na mídia corporativa:

Viomundo: Como é nos bastidores a relação entre a polícia e jornalistas, especificamente em São Paulo?

A relação é determinada pela proximidade que o jornalista tem com a Polícia. Para explicar esta proximidade é necessário classificar os profissionais em três grupos: os jornalistas, os jornalistas amigos da Polícia e os para-jornalistas.

Os jornalistas mantém relação de respeito com as fontes policiais, porém são vistos com desconfiança pela cúpula da Polícia e pelo setor de comunicação social da Secretaria da Segurança, que os trata como profissionais hostis, isso quando não são tratados como inimigos. Cobrem com isenção os acertos e os erros dos policiais, executam o princípio básico do jornalismo que é mostrar todos os lados de uma história e isso implica em muitas vezes desagradar a Polícia, denunciam casos de corrupção e violência policial, dão espaço para os acusados, e isso costuma ser desgastante para a imagem da corporação. O trabalho fica mais difícil, porque as portas se fecham, infelizmente são poucos no mercado, mas mesmo assim conseguem manter boa relação com fontes e com a própria Polícia, porque na cultura policial, eles respeitam quem tem coragem e desprezam covardes e bajuladores.

Os jornalistas amigos da Polícia optam pelo caminho mais fácil de obter informações que é mostrar apenas o que convém aos policiais. Nunca elaboraram reportagens que possam desagradar a corporação e por isso tem ótima relação com os policiais, afinal são amigos em quem se pode confiar. Podemos afirmar que mais da metade dos profissionais age desta maneira. O comportamento jornalístico deste grupo dá ênfase ao trabalho policial e não abre espaço para outras versões e nem questiona pontos obscuros de qualquer caso. Eles são bem recebidos nas delegacias, recebem informações privilegiadas que se transformam em “furos” e muitas vezes são usados para divulgar notícias favoráveis de maneira a confrontar os jornalistas que criam constrangimentos. É o que o Caco Barcellos classificou recentemente como “jornalismo declaratório”. As reportagens se transformam em reprodução da versão oficial.

E por fim há os para-jornalistas. Geralmente são profissionais sem diploma e em alguns casos sem qualquer formação que trabalham em redações e agem como informantes da Polícia. Acompanham operações e ocultam os desvios. Possuem ótima relação com a banda podre da Polícia.

Viomundo: Há jornalistas que se comportam como policiais?

Sim. A proximidade com o poder da Polícia corrompe as mentes fracas. Como citado acima, há o caso dos para-jornalistas. Eles andam em viaturas com policiais, falam, agem e pensam como policiais. A cobertura é passional e posso citar uma das situações mais vergonhosas para a categoria que já presenciei: profissionais de imprensa gritando “assassinos” para o casal Nardoni (Alexandre e Ana Carolina Jatobá), quando do depoimento deles na delegacia. Este é um caso que merecia um estudo sério sobre o mau-comportamento da mídia.

Viomundo: Que tipo de vantagens obtem aqueles que não denunciam eventuais crimes de policiais?

Tem maior acesso às informações de investigações e operações. Convém ressaltar, que eles têm acesso ao que a Polícia quer que tenham acesso, o que para este tipo de profissional é suficiente. Os grandes furos são dados pelos que correm por fora e não negociam informações. No final sempre tem algum policial correto que discorda deste modelo e ajuda quem trabalha de maneira séria. Sem contar que sempre há outras fontes de informação como promotores, juízes, advogados, parentes de envolvidos, entre outros.

Viomundo: Existe algum tipo de lista negra de repórteres? Existem repórteres que para manter suas fontes poupam a polícia?

Há alguns anos, o setor de comunicação social da Secretaria da Segurança criou uma lista informal de “inimigos da Polícia”. Era formada pelos repórteres críticos. Tal lista chegou a circular entre os chefes de departamentos da Polícia Civil que alertaram alguns dos citados. Na atual gestão, parece que mudaram a estratégia ao perceber que os amigos são maioria. Ao passar informações privilegiadas aos amigos, a Polícia cria situação de cobrança e constrangimento nas redações aos “inimigos”.

Sobre a segunda parte da pergunta, existem muitos repórteres que para preservar fontes, omitem ou deixam de noticiar denúncias envolvendo policiais.

Viomundo: Existe troca de favores entre redações e as polícias civil e militar?

Sim. Principalmente nas emissoras de televisão que possuem programas policiais. Eles dependem do acesso fácil à Polícia para trabalhar e fechar o jornal.

Viomundo: As filmagens feitas pela polícia contam tudo? Como é que elas nunca mostram irregularidades do trabalho policial?

As imagens feitas pela Polícia são editadas e apenas a parte que interessa é divulgada. Não que toda operação tenha irregularidades, mas só vem a público o que interessa. Talvez, porque a natureza da ação policial implique em uso da força e mesmo que de maneira legal, não fica bem para a imagem da Polícia mostrar imagens de casas sendo invadidas, com crianças de pijamas sob a mira de armas; presos que reagem sendo dominados a socos e pontapés; trocas de tiros com baleados e muito sangue como acontece costumeiramente. E isto nas operações feitas dentro da legalidade. Imagine o que aconteceria se fossem registradas e divulgadas imagens de ações de grupos policiais que agem de maneira ilegal.

Viomundo: Quais as regras seguidas por repórteres que tem acesso exclusivo a operações policiais?

Não existem regras definidas, mas se ele vai acompanhar uma operação é porque alguém que comanda confia nele o suficiente para saber que só vai mostrar o que interessa à Polícia.

Viomundo: A Polícia Federal permite que jornalistas acompanhem suas operações? Se não, por que?

A PF é muito fechada. Até a operação Satiagraha, alguns delegados permitiam que um grupo de repórteres e produtores de uma emissora de televisão acompanhasse com exclusividade. Os outros jornalistas, quando sabiam de alguma operação se postavam na porta da PF e seguiam algum comboio para registrar imagens e depois pegar as informações. Depois da Satiagraha, eles criaram uma política rígida para vazamentos e privilégios. Eles não permitem mais, pelo menos em São Paulo, o acompanhamento de ações, mas para garantir, pelo menos em tese, a transparência, enviam um agente para filmar a operação. Depois o material é editado e divulgado em coletiva.

Viomundo: No Rio, Luciano Huck foi à Rocinha com a polícia militar. Quais as consequências deste “espetáculo” para a população que não trabalha na Globo?

Na minha visão, ele foi usado como peça de propaganda da ação da Polícia. Havia necessidade de desfilar num carro cheio de policiais com aquele colete da emissora como se corresse risco de ser atingido por uma bala como se estivesse no Iraque? Então, a imagem para quem vê é de que a Rocinha é um lugar perigoso cheio de bandidos e que o apresentador teve a coragem de entrar lá com os policiais, quando na verdade é um bairro de gente humilde como outros tantos no Brasil. Acho que estigmatiza a comunidade como um lugar perigoso. Se o lugar já estava pacificado, por que ele não foi com a equipe a pé, sem policiais para mostrar o que quisesse sem a presença e direcionamento da Polícia? Medo do que?

Leia também:

Shayene Metri: “Palhaçada organizada por policiais e alimentada pelos repórteres”

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



48 comentários

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PA

26 de outubro de 2015 às 13h43

Pode demorar mas um dia a verdade chega. Depois de oito anos com a Globo perdendo e protelando chegou a hora da verdade. Parabéns pela atitude João Marcelo. Mostra pra esses M o que é valor. É o dinheiro não compra tudo Globo. Se fuuuu!
Agora a pergunta: Cadê o Ministério público!
Processo em andamento esde 2007. Julgamento 09 Dezembro 2015
http://www4.tjrj.jus.br/consultaProcessoWebV2/consultaProc.do?v=2&numProcesso=2007.203.000972-9&FLAGNOME=S&tipoConsulta=publica&back=1&PORTAL=1&v=2

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Robinson Dias

08 de janeiro de 2012 às 16h41

Quando eu comecei a escrever sobres os problemas do meu bairro e região, era convidado por todas as instituições para cobrir sobre eventos, mas aos poucos, descobrindo que eram instituições onde havia diversas irregularidades e desvios de verbas, comecei a mandar brasa contra tais abusos. rapidinho comecei a sentir em todas elas que já não era mais bem vindo……………

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LPJ

21 de novembro de 2011 às 08h47

Azenha, o pior é que esse tipo de relação é comum nas editorias de economia e política, também.

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Bernardino

20 de novembro de 2011 às 12h07

TUDO issso so sera resolvido com a LEI DOS MEDIOS o resto [e perda de tempo comentarios.Tem de colher assinaturas nas ruas para uma emenda constitucional e convocar os membros das comissoes de comunicaçao social do comgresso e outra entidades para a batalha nas ruas
ESte blog esta devendo uma entrevista com a ERUNDINA ,membra da comissao de comunicaçao social da camara e favoravel a regulaçao da MIDIA.NAO adianta ficar JOGANDO CONFETE EM AVIAO e fazendo materias inocuas que nao levarao a NADA.QUEM SABE faz a HORA nao espera ACONTECER ja dizia VANDRE.

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Marat

19 de novembro de 2011 às 22h14

Esse Luciano Huck não tem noção do quão ridículo é!!!

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Regina Braga

19 de novembro de 2011 às 11h11

Huck,presidente? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…Só quando ficar verdinho!!!!Mas que herói,quase chorei…kkkkkkk

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María Edith

19 de novembro de 2011 às 10h25

Prezado Luiz Azenha,

Como estamos em tempos da construção de uma sociedade com características bem perigosas, o fascismo e a fascistização. O extraordinário cientista social, Florestan Fernandes, em fins da década de 80 já tinha analisado a sociedade brasileira como tendo características neste sentido: “fascistização sem fascismo”.
Encaminho link que representa e apresenta, infelizmente, a cereja do bolo que faltava no episódio recente da invasão da reitoria da Universidade de São Paulo pelos alunos e pela tropa de choque da Polícia Militar.

Consulte o seguinte link e notícia:
Skinheads colam cartazes com ameaças a estudantes na USP

RAFAEL SAMPAIO/ COLABORAÇÃO PARA A FOLHA/ 19/11/2011 – 08h31 http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1009022-sk

A reflexão que coloco é: O que os Skinheads ensinam para os alunos universitários, professores universitários, jornalistas de todas as estirpes e mídias, reitores, policiais, autoridades públicas, e sociedade em geral e em particular?

É urgente e imediata a desconstrução e combate desta perigosa tendência, pois já contamos com inumeráveis fatos históricos e como muito bem definiu Marx, primeiro a tragédia e depois a farsa.

Cordialmente, María Edith

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Operante Livre

19 de novembro de 2011 às 07h41

Gente, a verdade é que a televisão está recheada de Coisa Ruim. E tem motivos. Tem gente que compra essas coisas ruins por falta de alternativas. Até parece que fizeram acordos para limitar a qualidade. Será?!?

Responder

    Lu_Witovisk

    19 de novembro de 2011 às 10h41

    Bom, se a industria de lampadas fez um acordo para que as lampadas nao durassem mais de 1500 horas, qdo ja se fabricavam as de 2500… acho bem possivel… na verdade so isso explicaria o festival de abobrinhas. Nem a Record que quer desbancar a Globo apresenta programas melhores no lugar das "variedades".

SILOÉ-RJ

19 de novembro de 2011 às 02h39

A globo montou o maior esquemão de transmissão, para tranformar a ocupação da Rocinha no maior espetáculo pirotécnico do Rio de Janeiro, e exibi-lo em capítulos, para render maior faturamento.
Cobrando uma baba dos anunciantes, tendo como base os acontecidos no morro do Alemão. Deu chabú-1.
Nem que não é burro nem nada, disse: Eu me ferro, mas ferro voces juntos. Nada de espetáculo!!!
Seus comparsas: Qualé chefia!!! Nem um tirinho!!! – Não!!! Escondam as armas e podem debandar!!!
Tanques e câmeras, repórteres e policiais dando cabeçadas. Por ali??? Não !!! Por aqui!!! Deu chabú-2.
Aí, bateu o desespero. Chama alguém pra falar!!! Quem? O cara da Viva Rio. Fala aí!!! E ele falou o que quis.
O blogueiro, no RJ-TV também: "Estamos aqui pra passar pro povo a 'verdade' da comunidade". Na bucha!!!
Daí, tiraram a Miriam do pedestal em decomposição. Põe ela no morro fazendo entrevistas!!! Deu chabú-3.
Que merda!!! Chama o HULCK, quem sabe ele SALVA o FATURAMENTO e a AUDIÊNCIA!!! Será que salva?
Daí porque: Toda essa PARAFERNÁLIA!!!

Responder

L. Claudio

19 de novembro de 2011 às 01h45

Essa relação promíscua entre imprensa e polícia tem dado o tom das reportagens que abordam o assassinato da juíza Patrícia. Todos aqui no Rio sabem que ela foi morta por milicianos. No entanto, a imprensa omite esse fato para não relacionar possíveis ligações da a cúpula da secretaria de segurança estadual com esses assassinos. Matar magistrado não é coisa de traficante pé de chinelo nem tampouco de meia dúzia de policiais aloprados. Mesmo os bicheiros, os verdadeiros precursores do crime organizado no Brasil tiveram a tamanha ousadia.
Duvido que daqui em diante um membro da justiça não pensará duas vezes antes de peitar esses criminosos que matam com as armas do estado.

Responder

Cabelinho

18 de novembro de 2011 às 21h58

A pergunta que não quer calar é a seguinte: Se um agente publico oferece somente a um certo veiculo de comunicação uma gravação clandestina do depoimento dentro de uma delegacia de um preso? Ele esta cometendo um crime? Se o veiculo de comunicação pagar para obter essa gravação, este veiculo esta corrompendo o agente publico? Esse é minha duvida. As gravações de audio, video, documentos etc… só caem na mão da Globo, mas mesmo que não seja assim continua a minha duvida.

Responder

Gerson Carneiro

18 de novembro de 2011 às 19h06

É nojento esse conluio imprensa & polícia.

Quanto ao Luciano Huck ele deveria pegar a Angélica e ir de taxi.

Responder

    Lu_Witovisk

    18 de novembro de 2011 às 20h20

    Falou tudo Gerson!!! O Huck so foi estigmatizar mais a comunidade e garantir os votos, já que 2018 tá ai e ele é "corajoso".

Reg

18 de novembro de 2011 às 18h27

Luciano Hulck sempre foi papagaio de pirata.
Um tucaninho vazio, num programa de manipulação vergonhoso.
Dia desses foi impagável.
Ri muito da cara dele.
Reformou a casa de um pobre, cujas filhas estavam internadas justamente porque ele não tinha condições de mantê-las naquela casa em ruínas. Um bom pai afastado das filhas por ordem judicial, que foi revogada depois da nova casa. Por várias vezes, o senhor de idade falou com o papagaio de pirata, que ouvia a rádio cbn o dia inteiro, mas….. também disse por duas vezes, que gostava do Lula e que convidaria a presidente Dilma para visitar sua nova casa.
Morri.
Ri muito da cara do luciano e da cbn.
Eles não conseguem fazer a cabeça de ninguém.
kakaka

Responder

Julio_De_Bem

18 de novembro de 2011 às 18h17

Em tempo, Sabrina Sato foi pra rocinha tbm. Sem colete a prova de balas, apenas com um segurança, afinal ela tava com as pernas de fora (novidade) e abusadinhos tem em qualquer lugar.

Responder

Julio_De_Bem

18 de novembro de 2011 às 18h15

O que da pra tirar de conclusões dessa entrevista:

1) Parasitas, essa eh a definição exata dos jornalistas encostados nos policiais e que recebem previlégios. É uma relação simbiótica pois eles também ajudam os políciais que lhe apresentam facilidades. O que no fundo não diferencia muito das relações comerciais do dia a dia. Determinado comprador tem afinidade com determinada empresa e acaba comprando da mesma. Determinado cliente que corta o cabelo num lugar a R$ 20,00, cortaria a R$ 5,00, mas faz questão de ir no de R$ 20,00 pela afinidade. Obviamente informação não tem preço, mas a comparação é com a afinidade e defesa dos mesmos interesses.

2) Mais uma vez, incluindo no "Leia Também" desta página os políciais são de certa forma descritos como hostis. A opinião deste gabaritado repórter que não sei quem é, parte do princípio que os policiais são em sua maioria corruptos e bandidos. E parece que também a polícia delegar exclusividade a determinado jornalista para que a população seja informada dos feitos da corporação e também dando uma resposta aos impostos pagos é um crime. É uma opinião que não concordo, pois este mesmo reporter, quando tem uma fonte exclusiva, exige também exclusividade do informante. Duvido que um jornalista com um furo espalhe pra todos os colegas pra depois publicar. Assim sempre foi o jornalismo e sempre será.

3) Na questão da USP, para o assunto mudar de foco e colar na testa dos estudantes que eles não tinham objetivos concretos na manifestação a imprensa sim ajudou, mas a culpa não foi da mesma. Foram de alguns burros que resolveram aparecer em protestos com baseados enormes na boca, também destruíram patrimônio público e foram pegos com coquetéis molotov. Cinco dias depois apareceu uma versão que a destruição foi feita pelos policiais e os coquetéis foram implantados…demorou pra vir a resposta, deveriam ter falado enquanto estavam sendo presos e as cameras apontando pra eles. Soou como mentira.

Pra quem acha que to mentindo, essa imagem diz tudo. http://infograficos.estadao.com.br/uploads/galeri

Minha opinião. Júlio De Bem – Porto Alegre – RS

Responder

Patricio

18 de novembro de 2011 às 17h45

O que assusta mesmo é a ausência de uma crítica mais radical às duas instituições. Todo mundo pega leve demais (aqui inclusive) com os criminosos de farda. Covardia? Medo? Investimento? Favor? Otimismo? Esqueçam: não há nada para melhorar nessas duas instituições. Que papel teria a mídia e a polícia numa sociedade melhor? Nenhum.
São institutos do poder. A mídia se ocupa de intermediar a informação, ocultando SEMPRE o que interessa ao povo. Por outro lado, expõe tudo que é tralha, sem nenhuma serventia. Sua mercadoria nem é mais a informação, mas a chantagem política, com preço a combinar. A polícia não atende ninguém que dela precisa. SEMPRE. Ao contrário: atende apenas àqueles que não precisam de coisa alguma, pois já possuem tudo. O porrete tem patrão.
Como todas as instituições do capitalismo, são desnecessárias, inúteis, dispensáveis. Oxalá desapareçam logo.

Responder

Alexandre Felix

18 de novembro de 2011 às 17h17

Luciano Huck e a versão do Augusto Liberato, feita pela Globo…

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Maia Fulô

18 de novembro de 2011 às 16h46

Ou seja, tem mais marginais nas redações do que nas penitenciárias… E não se fala mais nisso.

Responder

cronopio

18 de novembro de 2011 às 16h13

Qualquer semelhança com o regime militar não é mera coincidência…

Responder

Adilson

18 de novembro de 2011 às 15h21

Seu castigo já está dado: Aturar a Angélica pelo resto da vida.

Responder

    Maia Fulô

    18 de novembro de 2011 às 16h58

    E vice-versa…

    Lu_Witovisk

    18 de novembro de 2011 às 20h23

    Isso aí… aturar o "Gonzo boçal" tem que ter e-s-t-o-m-a-g-o. Dizem que o $$ compra, mas fala serio, ô cara chato e metido esse Huck… feio, nem falo, pq dos defeitos é o menor.

    Geysa Guimarães

    18 de novembro de 2011 às 18h20

    Castigo assim muitos querem, Adilson.
    Angélica não tem charme mas é lindinha, tá cada dia mais menina.

    Gerson Carneiro

    18 de novembro de 2011 às 19h00

    Ah não, peraí…. então eu também quero ser castigado.
    Aonde é que pega a senha, ou é por ordem de quem viu primeiro?

    CC.Brega.mim

    18 de novembro de 2011 às 21h49

    ah, gerson, as mulheres são incríveis
    você tem razão de gostar..
    mas a angélica?
    sei não..
    no mundo há mulheres
    com cabeça e coração..

    Gerson Carneiro

    18 de novembro de 2011 às 23h14

    Mulher é como a Lua: a gente pensa que é só beleza, mas é ela quem controla a maré.

    … e a carne é fraca :)

    Fernando

    19 de novembro de 2011 às 02h16

    Manda esse castigo pra mim. Por favor.

    edmar

    19 de novembro de 2011 às 18h20

    O sujeito é nojento, concordo. Mas deixem a esposa e filhos fora da discussão. Família, mesmo a dele que não respeita a dos outros, é sagrado.

    Janah

    20 de janeiro de 2012 às 13h38

    É? E a famiglia serra?

    PS. Há família e família

FrancoAtirador

18 de novembro de 2011 às 15h19

.
.
Outra boa dica aos estudantes:

"Como foi por escrito, não fiz perguntas a partir das respostas dele."
.
.

Responder

Fernando

18 de novembro de 2011 às 15h01

Abaixo as UPPs!

Responder

J. Castro

18 de novembro de 2011 às 14h47

O Luciano Huch eh mais um fantochozinho barato utilizado pela Globo.

Responder

reinaldo carletti

18 de novembro de 2011 às 14h33

alguem tem que dizer para esse huck, o quanto idiota ele é.
reinaldo carletti

Responder

    Deusdédit R Morais

    18 de novembro de 2011 às 15h15

    Prezado Carletti, não se iluda.
    Luciano Huck pertence a certa parcela da população brasileira que acredita piamente que a mera obtenção de lucros já é por si só sinônimo de inteligência superior. Sabe aquele vizinho chato que faz questão de parecer próspero a qualquer preço, para assim destacar-se entre os vizinhos como superior, logo mais inteligente? E que no entanto não consegue sustentar uma mera conversa de cinco minutos sem desfilar frases feitas colhidas em revistas e jornais de baixo nível? Pois bem, este é o Luciano Huck. Héroi e representação de uma parcela da sociedade brasileira que… Convenhamos, cabem em cinco minutos de reflexão.

    shirl

    18 de novembro de 2011 às 15h47

    Candidato a presidente????

José Ricardo Romero

18 de novembro de 2011 às 14h00

Que sujeitinho feio é este Luciano Hulck, hein?

Responder

    Aline C Pavia

    18 de novembro de 2011 às 14h39

    Pergunta para a galera da Oficina dos Manos da Oficina, Dimension, sobre Luciano Huck e um produtor com nome árabe. Como se originou o programa "Lata Velha" e o que são capazes de fazer em nome do lucro e da "audiência" (sic)

    Todos sabemos que na época das tragédias em Teresópolis e Angra dos Reis, Huck quis lucrar com isso, posando de bom-moço, através de "cupons de doação de 5 reais" do seu site Peixe Urbano e aproveitando-se que tem 1 milhão de seguidores no twitter. Alguém aí soube qual foi a arrecadação total dessa "oferta"? Alguém aí soube se esse dinheiro foi realmente para a população serrana do Rio?

    Quando os dois filhinhos dele forem grandinhos e tiverem discernimento, informações e raciocínio próprio, e perguntarem a ele por que ele fez essas coisas, talvez Huck não consiga dar uma resposta decente.

    FrancoAtirador

    18 de novembro de 2011 às 15h55

    .
    .
    LATA VELHACA

    A Farsa do Programa Lata Velha – Caldeirão Huck

    A CARRUAGEM VIROU ABOBÓRA

    http://fraudenolatavelha.blogspot.com/2010/05/fra
    http://www.blogando20.com/2010/05/farsa-do-progra
    http://fraudenolatavelha.blogspot.com/2010_05_01_

    Lu_Witovisk

    19 de novembro de 2011 às 10h54

    Quanta sujeira!! divulguei já. Credo, como pode…

    maraina

    18 de novembro de 2011 às 18h09

    Essa do Lata Velha eu não sabia…. Que velhaca essa rede globo, hein! E Luciano Huck e sua "gang do bem" deixaram essa injustiça acontecer? Não é ele o bom moço da TV e da família brasileira???

    Agora, sobre o dinheiro arrecadado (e nunca declarado) pelo Peixe Urbano, certamente ele foi utilizado no quadro Lar Doce Lar – o qual é todo patrocinado pela "gang do bem" itaú, tokstok, telhanorte, etc, etc – para reformar uma casa em um dos locais onde teve o deslizamento de terra.

    Olha, assim é fácil, pedindo esmola com chapéu alheio…

    Gilson Raslan

    18 de novembro de 2011 às 14h44

    Feio, chato e bobo.

    Alexandre Felix

    18 de novembro de 2011 às 17h14

    Feio, chato, bobo e perigoso.

    zuzé

    18 de novembro de 2011 às 14h49

    Se o problema fosse a aparência dele… Aguarde até que ele se candidate a presidente da república. Ai sim a coisa vai ser bem feia.

    Maia Fulô

    18 de novembro de 2011 às 16h57

    Ele deve ainda estar atrás do Rolex que roubaram dele na Oscar Freire…


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A mídia descontrolada

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