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Quartim de Moraes: Versão imbecilizada de Mussolini não terá força para arrastar militares a um golpe
Bolsonaro treina com militares fake, na entrada do Planalto. Reprodução
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Quartim de Moraes: Versão imbecilizada de Mussolini não terá força para arrastar militares a um golpe


22/06/2021 - 18h08

Da Redação

O professor João Quartim de Moraes formou-se em Filosofia e Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo (1964) e doutorou-se na Fondation Nationale de Science Politique da Academia de Paris (1982).  

É autor de vários livros, alguns deles tratando especificamente da questão militar, como A Tutela MilitarLiberalismo e Ditadura no Cone Sul e A Esquerda Militar no Brasil.

Ele diz que o presidente Jair Bolsonaro conquistou o apoio de estamentos das Forças Armadas com prebendas diversas, inclusive o direito de acumular o soldo com o salário em cargos públicos.

Mas não acha que isso seja suficiente para Bolsonaro arrastar consigo os militares no caso de uma derrota eleitoral fragorosa em 2022.

E, na opinião de Quartim de Moraes, há incerteza tanto na economia quanto em relação à pandemia para permitir que o atual ocupante do Planalto chegue à campanha eleitoral com mais que o terço do eleitorado que ainda o apoia.

Por isso, diferentemente do que aconteceu nos Estados Unidos (diferença de 4 milhões de votos para Joe Biden) e no Peru (diferença de cerca de 50 mil votos para Pedro Castillo), o professor acredita que Bolsonaro não conseguirá evitar uma derrota contundente em 2022.

Porém, ele alerta que o ocupante do Planalto certamente tentará gritar fraude, especialmente se sua proposta de voto impresso não passar no Congresso.

O estudioso não acredita que Bolsonaro conseguirá arrastar as instituições militares para uma quartelada nos moldes de 1964, por mais que esperneie.

Aliás, o esperneio que antecede 2022, na opinião do professor — como a ideia de julgar civis em tribunais militares por ofensas às Forças Armadas — faz parte da estrategia de tentar amedrontar ou tirar o foco dos adversários.

Quartim admite o caráter fascistizante do governo Bolsonaro, argumentando, porém, que Benito Mussolini (1922-1945 no poder) foi muito melhor assessorado quando comandou a Itália.

Ou seja, o fascismo bolsonarista seria uma versão imbecil do Duce.





3 comentários

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NEM DO NADA

22 de junho de 2021 às 23h20

Quantos golpes mais esse idiota ainda quer ver para saber que estamos f*. No dia que os generais mandaram que o supremo decidisse que Lula tinha que continuar preso, era o golpe definitivo. Bozo é só arremedo dos que mandam de fatos e vão mandar muito mais

Responder

Nicola

22 de junho de 2021 às 18h53

Gostei dessa: o bozo é uma versão imbecilizada do Mussolini.

Responder

    Valdeci Elias

    22 de junho de 2021 às 22h00

    Hitler , só desafio a França e a Inglaterra , após se preparar e equipar o exercito alemão. Já Mussolini foi pra guerra sem estar pronto . A vida do exercito alemão, era socorrer os italianos .


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