VIOMUNDO

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Entrevistas

Observações de Bernardo Kucinski sobre Israel, Palestina e mídia


15/09/2011 - 18h42

por Conceição Lemes

Em 7 de setembro, postamos o artigo do pacifista judeu Uri Avnery, Gush Shalom [Bloco da Paz], Israel. O jornalista e escritor Bernardo Kucinski questionou a tradução, assinada pelo Coletivo da Vila Vudu. Mandou dois comentários.

Em função da polêmica gerada, resolvemos ouví-lo. Como Kucinski é  colega jornalista, tratei-o por você. A entrevista foi por e-mail. Segue na íntegra, sem qualquer edição nas perguntas e respostas.

Viomundo – Você disse que houve um erro grave na tradução do artigo do Uri Avnery; que o original não fala em colonos judeus ou cães judeus ou judeus cães. Fala em colonos-cães ou cães-colonos, uma metáfora aos cães de guarda. São colonos que desempenham, na opinião do Avnery, o papel de cães de guarda de uma política de expansão territorial. Você disse que a inclusão da palavra judeu na frase dá uma conotação antissemita.

1. Por quê? A frase como foi traduzida é antissemita ou pode ser vista como tal? Você receia que a tradução possa levar as pessoas a estender a expressão a todos os judeus?

2. Considerando que para o leitor de Avnery [a publicação é de Israel] a palavra colono é autoexplicativa, você não acha que pelo menos uma ou outra vez poderia aparecer na tradução a expressão colono judeu sem ter a conotação antissemita observada por você?

3. Quando você rejeita a expressão colono judeu, não há o risco de se nivelar todos os judeus? Ou você não vê diferença entre Chomsky, Avnery, Finkelstein, Pappé e os colonos armados?

4. Ainda sobre o poder das palavras. Se os leitores do texto original entendem exatamente o que quer dizer settlement, os brasileiros com certeza não têm a mesma clareza. Quando fazemos uma tradução, não temos que adaptar para a capacidade de leitura do público-alvo? Desse ponto de vista, não é mais correto, para o leitor brasileiro, traduzir assentamentos como colônias para judeus em território palestino?

Bernardo Kucinski: As perguntas 1, 2, 3 e 4 são redundantes e repetem o argumento de Vila Vudu.

Eu apontei discrepância entre original e tradução; Vila Vudu reconheceu que tenho “alguma razão”. Bastava terem pedido desculpas por eventual mal entendido e pronto. Em vez disso, meteram os pés pelas mãos numa resposta confusa. O erro é aceitável no jornalismo desde que cometido de boa fé e corrigido.  Isso porque se considera (a) a essencialidade do jornalismo na democracia e (b) que ele trabalha contra o relógio. Na Lei de Imprensa, derrogada e até hoje não substituída, a correção do erro e/ou o exercício do direito de resposta eximem o autor de culpa. Por esse motivo, para que possa haver a reclamação e eventual correção de equívocos, a Constituição veda o anonimato. Confiram:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

(…) IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

O anonimato dos tradutores de Vila Vudu viola a Constituição. Além de atentar contra a ética jornalística.

Quanto a haver ou não antissemitismo na adulteração, endosso a colocação do Sergio Storch. O problema está em associar a palavra “judeu” à palavra “cão”.

Viomundo – Nós temos vários leitores-comentaristas judeus que contribuem para ótimos debates. Curiosamente no artigo do Avnery nenhum se sentiu ofendido ou pelo menos não se manifestou sobre o problema que você percebeu no texto. Como explicaria essa diferença de olhar?

Bernardo Kucinski — A crítica da mídia é minha especialidade; às vezes, vejo o que outros deixam passar. Não se trata de ofendidos. Trata-se de mau jornalismo. Isso é ruim para todos, para Vila Vudu, que perde espaços e credibilidade, e para os leitores que perdem uma fonte alternativa de informação em português.

Viomundo — Avnery diz:

“…que os colonos desempenham papel central no conflito entre Israel e o povo palestino. São os colonos que impedem que se faça qualquer tipo de acordo de paz. Não admitem, sequer, qualquer tipo de negociações de paz significativas, porque qualquer tipo de paz entre Israel e o povo palestino terá de basear-se em devolver a Cisjordânia, Jerusalém Leste e a Faixa de Gaza ao futuro Estado da Palestina…

…Isso implica que a paz, necessariamente, implicará remoção de grande número de colônias hoje ocupadas por judeus e a evacuação de todos os colonos das colônias exclusivas para judeus espalhadas por toda a Cisjordânia”.

Qual a sua opinião para os assentamentos dos colonos em territórios palestinos?

Bernardo Kucinski — Avnery não diz exatamente isso ou só isso. A segunda frase é seguida de outra que diz: “Um consenso mundial está hoje se formando sobre isso (a devolução dessas áreas). A única questão é onde exatamente a fronteira passará, já que há também um consenso sobre a troca mútua de territórios” (grifo meu, Kucinski). E continua Avnery: “Isso significa que a paz implicará necessariamente na remoção de grande número de assentamentos e evacuação de colonos ao longo do West Bank”.

Ou seja, remoção de “grande número” e não de “todos” os assentamentos. Como você vê, pequenas imprecisões modificam o sentido do texto, principalmente, ao apagar o componente de negociação (troca mútua de territórios), deixando apenas a de expulsão.

Outra imprecisão, do próprio Avnery, é dizer que os colonos se opõem a entregar “nem mesmo uma polegada quadrada de território”. A última enquete que eu localizei, de 2005, revelou que 47% dos colonos seculares eram favoráveis à retirada dos territórios ocupados e até mesmo entre os colonos religiosos, 37% eram favoráveis à retirada.

Feitos esses reparos, acho basicamente correta a avaliação de Avnery de que os colonos são hoje o principal empecilho à paz, embora não seja o único. A carta do Hamas que prega a destruição do Estado de Israel é um empecilho também sério.

Sobre minha posição em relação aos assentamentos, leiam as reportagens que escrevi para Carta Maior quando visitei os territórios ocupados junto com a ONG Machson Watch, que combate as barreiras colocadas pelo exército de Israel entre as diversas partes do território Palestino. Estão em www.cartamaior.com.br

Viomundo — Na próxima semana acontecerá em NovaYork a 66ª Assembleia Geral da ONU. Os palestinos pedirão à ONU que reconheça o Estado da Palestina. O que acha de a ONU aprová-lo já este ano?

Bernardo Kucinski — O Estado Palestino já deveria estar de pé desde quando a Assembleia Geral da ONU aprovou por 33 votos contra 13,  em 29 de novembro de 1947, a partilha da Palestina em dois estados, um judeu e um árabe. Na ocasião, as lideranças palestinas e os governos árabes rejeitaram a partilha. Em 14 maio de 48, o mandato britânico chegou ao fim, os judeus proclamaram o Estado de Israel. No dia seguinte, seis países árabes declararam guerra a Israel, a primeira das muitas que  se seguiram.

Viomundo – Judeus como Finkelstein, Pappé, Avnery, entre outros intelectuais, sofrem pressão, são perseguidos hoje em Israel. Como você vê isso?

Bernardo Kucinski — Não tenho notícia de que intelectuais sejam perseguidos em Israel. Cinqüenta dos mais proeminentes deles assinaram há dois meses um manifesto exigindo do governo a abertura imediata de negociações de paz com os palestinos e nenhum foi molestado, que eu saiba. Entre eles estava o grande e escritor pacifista David Grossman, vários detentores do Prêmio Israel, o maior prêmio outorgado pelo governo a intelectuais, acadêmicos e artistas, e a patrona do teatro Israelense, Hanna Maron, uma das minhas poucas parentes sobreviventes do holocausto e que leu para o público o manifesto. O principal jornal de Israel, o Haaretz, prega incessantemente a necessidade de negociar a paz e por fim à ocupação, denuncia sempre abusos cometidos contra palestinos e nem por isso é molestado.

Não conheço Finkelstein nem Pappé.

Avnery se reúne toda semana com um grupo de intelectuais num café de Tel Aviv à vista de todos e nunca foi molestado. Eu mesmo fui a um desses encontros.

Viomundo — Por que, em sua opinião, o governo americano vetou, na ONU, este ano, a resolução que condena os assentamentos, quando isso, na teoria, era política americana?

Bernardo Kucinski — Não sei.

Viomundo — Como essas mudanças no mundo árabe, com as revoltas populares do último ano, a ira que se viu no Egito contra a Embaixada de Israel, etc, podem mudar a política dos EUA e de Israel para o conflito com a Palestina, se é que podem?

Bernardo Kucinski — Temo que o aumento das tensões e conflitos internos não resolvidos no mundo árabe e em Israel, onde também houve manifestações de massa contra o neoliberalismo, possa levar a uma guerra geral na região. Há protagonistas demais hoje no Oriente Médio para os quais, no desespero, a guerra seria uma saída de emergência. A qualquer momento uma simples faísca pode fazer tudo explodir.  Essa guerra geral só não estourou ainda porque todos sabem que será muito pior do que tudo o que já aconteceu até hoje.

Viomundo — Antigamente um fato acontecia, a gente só tomava conhecimento dias, semanas, meses depois. Hoje, com a internet, isso mudou. Nós praticamente assistimos ao vivo, por exemplo, ao ataque do exército de Israel à flotilha de paz para Gaza, à Operação Chumbo Fundido… A imagem que o mundo tinha dos judeus mudou muito. De vítimas do holocausto passaram a ser vistos como produtores do “holocausto” de palestinos.

Você concorda que Israel passou de vítima a agressor? Quando isso se deu? Seria possível reverter essa situação? Afinal, sem revertê-la, não haverá paz nunca, concorda?

Bernardo Kucinski — A minha visão é a de que o conflito palestino passou a ser tratado como categoria mítica, a grande luta de hoje do bem contra mal, a mãe de todas essas lutas. Os judeus são os opressores, o mal absoluto,  e os palestinos, os oprimidos. Nesse tratamento, detalhes, complexidades e nuances, não têm espaço. A informação correta não interessa. Só entra aquilo que reforça o mito. Certamente o ataque à Gaza, no qual morreram mais de 1.300 pessoas tem muito a ver com a consolidação desse mito.

Não é preciso reverter essa situação para chegar à paz, porque esse mito tem vida apenas fora da região. Os próprios palestinos de Israel, dos territórios ocupados e da faixa de Gaza, assim como os judeus, vivem o conflito como algo do cotidiano,  embora exacerbado e alimentado por fanáticos dos dois lados. Além disso, é um dos vários conflitos da região e nem o mais sangrento no momento.

Assim como a guerra pode estourar a qualquer momento, a paz também pode vir a qualquer momento, embora eu não ache que será para agora.

Viomundo — Qual o papel da internet nessa nova compreensão do mundo em relação a Israel e aos próprios judeus? É positivo, negativo?

Bernardo Kucinski — Em princípio muito positivo. Além de informar a internet mobiliza, organiza e articula. Mas nunca estudei os aspectos negativos, que também existem, um deles as práticas do anonimato como o de Vila Vudu.

Viomundo — Até alguns anos atrás a visão que o mundo tinha de Israel e dos judeus era a transmitida pela mídia ocidental. Ficava-se refém de uma visão única, que funcionava como propaganda de Israel. Hoje, há a rede Al Jazeera, além da própria internet. Qual a importância da Al Jazeera para se entender o que acontece no Oriente Médio?

Bernardo Kucinski — A premissa de pergunta não está correta. A mídia inglesa, por exemplo, sempre foi hostil a Israel. A francesa, também, embora menos. Hoje, sim, prevalece a visão única, retratando Israel como agressor e dominador, e os palestinos como inocentes vítimas de um Holocausto. A Al Jazeera não adota essa visão. Ela se inspirou nos padrões do melhor jornalismo Ocidental e não do pior, privilegiando a informação veraz e a análise inteligente e o contraditório. Aplicou esse padrão a uma agenda alternativa, cobrindo conflitos e situações do mundo que a grande imprensa Ocidental ignora.  A Al Jazeera é fundamental para se entender o que se passa nas periferias do capitalismo, em especial África e Ásia. Na cobertura do Oriente Médio, tem a vantagem justamente de não tratar os conflitos como narrativas míticas. Também não exala ranço antissemita, como se vê algumas vezes na mídia Ocidental, especialmente na mídia que se diz de esquerda, talvez porque o antissemitismo não faz parte do imaginário das sociedades árabes.  Não há entre os arquétipos do inconsciente coletivo muçulmano a figura do judeu diabólico ou da conspiração mundial judaica dos protocolos dos sábios de Sion, por mais que Ahmedinajad insista nessa tese. Isso é coisa do ocidente cristão.

Viomundo — Você tem um longo trabalho de crítica à mídia. Como avalia a cobertura atualmente em relação a Israel e aos judeus?

Bernardo Kucinski –Tem obviamente todas as deficiências da mídia em relação a outros temas: irregular, sensacionalista, fragmentada, ideologicamente seletiva, falhas hoje agravadas pela crise dos grandes jornais, que levou ao corte drástico da reportagem, fonte insubstituível da apreensão jornalística da realidade. No caso de Israel acrescente-se o componente mítico de que eu falei e ultimamente um vácuo por não acompanharem os últimos grandes acontecimentos internos em Israel, justamente porque se dão fora da esfera do conflito palestino.  No entanto, o tema é mais complexo e há alguns desvios no noticiário que eu considero, em tese, patológicos e necessitariam um estudo mais profundo.

Viomundo — Há teorias que atribuem ao Mossad a manipulação de informações em favor de Israel contra palestinos. Na época das eleições, se ouviu muito isso. O que acha dessas teorias?

Bernardo Kucinski — O Mossad deve ter mais o que fazer do que ficar pegando no pé da mídia. Essa é obviamente uma variante da tese conspiratória dos protocolos dos sábios de Sion. Não vi isso em lugar nenhum e não sei a que eleições você se refere.  Há um serviço chamado Honest Reporting, de critica da mídia possivelmente apoiado pelo governo de Israel, mas ele é transparente, questiona matérias de jornais abertamente, aliás, essa parece ser sua proposta, fazer um debate público sobre a cobertura do conflito, e qualquer um pode pedir o seu boletim ([email protected]). Há também o oposto, o Keshev, uma ONG israelense de crítica da mídia que acusa a mídia de Israel de complacente em relação às políticas de Israel para com os palestinos, mais ou menos na linha das críticas do Chomsky ao New York Times (www.keshev.org.il). Ambos trabalham com análise de discurso.

Viomundo — Frequentemente críticas a Israel são tachadas de antissemitismo. Essa blindagem não é perigosa? Não seria uma forma de impedir o debate, ajudando a acobertar as atrocidades cometidas por Israel contra civis palestinos?

Bernardo Kucinski —Eu não tenho dúvidas de que um determinado tipo de narrativa crítica a Israel cruzou a linha e se tornou antissemita. Isso se dá em dois planos: um, que eu chamo de metafísico, totalmente inconsciente, no qual o atual mito da luta do mal absoluto (Israel) contra o bem (causa palestina) vai se encontrar com o velho mito do judeu que usava sangue de criancinhas para fazer o pão ázimo; o outro, mais visível, se dá no plano lingüístico, e é consciente, deliberado, como nesse incidente de associar a palavra cão à palavra judeu, ou quando você nas suas perguntas usa expressões como “Holocausto dos palestinos”  e “manipulação de informação pelo Mossad”.

Viomundo — Você não receia ser visto como sionista? Por quê?

Bernardo Kucinski — Não é ideologia que está em discussão (nem a minha nem a da Vila Vudu) e sim mentalidades e honestidade intelectual. Mas faço questão de dizer que tive a felicidade de ser formado pelas duas grandes utopias judaicas do século passado: o socialismo e o sionismo, e não renego nenhuma delas, embora ambas tenham sofrido pesadamente as agruras da história.  Nem o sionismo nem o socialismo são aventuras encerradas.

Viomundo — Como parte do movimento sionista, que brigou pela criação do estado de Israel, você nunca teve dúvidas a respeito da legitimidade do pleito, principalmente da maneira como se deu, com a expulsão de famílias palestinas?

Bernardo Kuckinski — Por partes:

1. A legitimidade de um movimento político-social é intrínseca, o que ele pode ser é mais fraco, mais forte, tolerante ou fanático, progressista ou reacionário, etc.

2.  O sionismo não “brigou” pelo Estado de Israel, lutou, com a perda de mais de 20 mil vidas, só do lado judeu, sem contar as vidas perdidas do lado árabe.

3. O fato gerador do exílio palestino foi a invasão de seis exércitos de países árabes que não aceitaram o plano de partilha proposta pela ONU em 1947. Tivesse a partilha sido aceita, haveria hoje dois estados e não haveria a diáspora palestina. Em Israel mesmo vivem hoje 1,5 milhão de árabes (20% da população).

4. A esquerda sionista repudia a atual política expansionista de Israel. Os palestinos reivindicam o direito de retorno, ponto muito mais delicado nas negociações de paz do que qualquer outro.

Viomundo — Em algum momento, você cogitou se a questão poderia ter sido resolvida de forma mais produtiva para a paz na região?

Bernardo Kucinski — Claro que poderia. Mas, infelizmente, as sociedades humanas ainda não amadureceram o suficiente para resolver seus conflitos por métodos produtivos e sensatos e as do Oriente Médio não seriam a exceção à regra.

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206 comentários

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Algumas notas sobre a tradução do termo "settlement" no contexto da ocupação israelense - Portal Fórum

11 de abril de 2017 às 17h49

[…] umas duas semanas, rolou lá no Viomundo um enorme balacobaco a propósito da tradução da Vila Vudu de um texto do israelense Uri Avnery, ferrenho […]

Responder

Algumas notas sobre tradução do termo “settlement” no contexto da ocupação israelense | Idelber Avelar | Revista Fórum

05 de outubro de 2011 às 14h10

[…] umas duas semanas, rolou lá no Viomundo um enorme balacobaco a propósito de uma tradução da Vila Vudu de um texto do israelense Uri Avnery, […]

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Luca K

20 de setembro de 2011 às 17h45

Para que as pessoas possam entender melhor o assunto, ofereço uma traduçao grosseira – mas suficiente – de parte de um texto recente do veterano jornalista e autor britanico Alan Hart, que cobriu durante muitos anos o conflito árabe-israelense, inclusive para o programa Panorama da BBC. Ele é autor de vários livros sobre o conflito na Palestina.

“[…]
Mas primeiro um pouco de luz sobre a questão do direito de Israel de existir ou não.

De acordo com a primeira versão ainda existente do rascunho da história judaico-cristã ou ocidental, Israel recebeu a sua certidão de nascimento e portanto, legitimidade, através da Resolução de Partilha da ONU de 29 de novembro de 1947. Isto é uma BOBAGEM.

* Em primeiro lugar, a ONU sem o consentimento da maioria do povo da Palestina NÃO TINHA o direito de decidir dividir a Palestina ou atribuir qualquer parte do seu território a uma minoria de imigrantes estrangeiros a fim de que estes estabelessem um estado próprio. (O termo "estrangeiro" está correto porque quase todos, se não todos, os judeus que foram para a Palestina em resposta ao chamado sionista não tinham qualquer ligação biológica com os antigos hebreus. Eram principalmente europeus que se converteram ao Judaísmo muito tempo depois do fim da primeira ocupação israelita da Palestina. A noção de que há dois povos com uma reivindicação igual à mesma terra é um absurdo).
* Apesar disso, pela mais estreita das margens, e só depois de uma VOTAÇÃO FRAUDADA, a Assembléia Geral da ONU passou uma resolução de dividir a Palestina e criar dois Estados, um árabe, um judeu, com Jerusalém não fazendo parte de nenhum dos dois. Mas a resolução da Assembleia Geral foi apenas uma proposta – o que significava que poderia NÃO ter qualquer efeito, não se tornaria política, A MENOS que aprovada pelo Conselho de Segurança.
* A verdade é que a proposta da Assembléia Geral para partição NUNCA foi enviada para o Conselho de Segurança para apreciação. Por que não? Porque os EUA sabiam que, se aprovada, só poderia ser implementada pela força, e o presidente Truman não estava preparado para usar a força para dividir a Palestina.
* Assim, o plano de partilha foi viciado (TORNOU-SE INVÁLIDO) e a questão do que diabos fazer sobre a Palestina após a Grã-Bretanha ter feito uma bagunça e se afastado foi levado de volta à Assembléia Geral para mais discussão. A opção favorecida e proposta pelos EUA foi de tutela temporária da ONU. Foi enquanto a Assembléia Geral estava debatendo o que fazer que Israel unilateralmente declarou-se em existência – na verdade desafiando a vontade da comunidade internacional organizada, incluindo a administração Truman.

A verdade da época era que o estado sionista que (como já mencionei anteriormente) surgiu principalmente como conseqüência do terrorismo sionista e limpeza étnica, NÃO tinha o direito de existir e, mais ao ponto, NÃO PODERIA TER O DIREITO DE EXISTIR a menos … A menos que fosse reconhecida e legitimada por aqueles que foram despojados de suas terras e seus direitos durante a criação do estado sionista.

No direito internacional apenas os palestinos poderiam dar a Israel a legitimidade que ansiava. E ESTA LEGITIMIDADE foi a única coisa que os sionistas não puderam tirar a força dos palestinos.”

A continuar…

Responder

Beto

20 de setembro de 2011 às 12h27 Responder

    francisco.latorre

    20 de setembro de 2011 às 23h12

    quem tem olhos. e ouvidos.

    que veja. e ouça.

    ..

Luca K

19 de setembro de 2011 às 13h29

É fundamental ir além da propaganda e alcançar alguns fatos básicos; Os palestinos são a população indígena da região, resultado da ocupação da terra mesmo muito antes do judaísmo(a religião) ter surgido. Esta população foi influenciada, até certo ponto, pelos diversos invasores que lá aportaram ao longo dos séculos. Mesmo após o surgimento do judaísmo, arqueólogos e historiadores, muitos deles judeus, já determinaram que boa parte da população da Palestina permaneceu politeísta. A fábula sionista é que os romanos teriam sufocado o levante de 66 e então conduzido uma limpeza étnica dos judeus, os expulsando aos 4 cantos do império(daí a diáspora). Isto É FICÇÃO! Primeiro pq os judeus já se haviam espalhado pela bacia mediterrânea muito antes dos romanos se tornarem uma superpotência. Assim, cronistas gregos da época de Alexandre o Grande relatam influentes comunidades judaicas espalhadas da Babilônia ao Egito.Quando a guerra de 66 estourou já havia uma influente comunidade judaica no q era o coração da Europa, Roma. Historiadores e arqueólogos já determinaram que a expulsão dos judeus da Palestina pelos romanos NUNCA OCORREU. Com o surgimento do Cristianismo, muitos dos habitantes da Palestina, Hebreus inclusive, converteram-se. Mais tarde, com a invasão e ocupação árabe, houve gradativa conversão em massa para o Islamismo.
Ao final do séc. 19 surge o movimento sionista, q elege a palestina como futuro estado judaico. Tal movimento, DESDE O INÍCIO, como já documentado inclusive por historiadores judeus, objetivava a REMOÇÃO(de alguma maneira) da população autóctone, os palestinos. Em meados do séc.20 assim foi feito.
Roubaram as terras e propriedades do povo palestino e NUNCA PAGARAM um centavo de indenizações e também conduziram uma REAL LIMPEZA ÉTNICA pontilhada por vários massacres. Paralelamente organizações judaicas, sionistas ou simpatizantes, tem conduzido uma campanha feroz ao longo de décadas para indenizações por crimes reais ou imaginários cometidos contra judeus durante a segunda guerra. Somente no período entre 1951 e o final dos anos 1990, a Alemanha havia pago mais de 100 bilhões de marcos a Israel e outras supostas vítimas do terceiro Reich. Em contraste, Israel, o país mais vezes condenado em resoluções da ONU, sequer respeita o direito de retorno dos refugiados palestinos.
De posse desses fatos básicos, qualquer pessoa de bem deve concordar que a criação de um estado palestino em 20% da Palestina histórica está longe de ser algo justo. Mas nem com isto o governo israelense e seus poderosos apoiadores na diáspora judaica(principalmente nos EUA) concordam.

Responder

Marcelo Silber

17 de setembro de 2011 às 12h34

Conceição, Azenha e amigos do Vi O Mundo

Amigos, pois considero o blog uma grande família, com uma imensa maioria de pessoas "do bem"
Aprendi, aprendo e espero continuar a aprendendo muito com os Post e os comentários de todos, concordando ou discordando de suas respectivas opiniões.
Gostei muito das perguntas da Conceição. Querida amiga, se alguns disseram que a entrevista foi "escada para o Kucinski" e outros acharam o tom das perguntas " belicoso e hostil" pode acreditar que você acertou o tom.
Não gostei das respostas do jornalista Bernardo Kucinski e tampouco achei qualquer traço de anti-semitismo na tradução, mas acho que o coletivo " Vila Vudu" tem que se responsabilizar pelas traduções.
Eu me responsabilizo por TODAS as orientações médicas repassadas aos meus pacientes, inclusive por telefone.
Vamos ajudar a criar logo o Estado da Palestina e ajudá-lo a crescer, se desenvolver e conviver em paz com o Estado de Israel. O resto é importante, mas pertence a história…
Grande fim de semana e
Shalom e Salam a Aleikem a todos

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    17 de setembro de 2011 às 15h51

    Marcelo, em minha opinião a solução de dois estados + a integração econômica de Israel com os vizinhos, é a única solução de longo prazo. Acredito que a grande maioria pensa assim. Mas, repito: não sou especialista em Oriente Médio, nem conhecedor das questões locais com profundidade. abs

Alexandre Linares

17 de setembro de 2011 às 11h36

Pude ler os dois artigos.

A entrevista do Bernardo Kucinski causa decepção.

Mas é claro que é complicado para um não judeu fazer julgamento. Afinal qualquer escorregada pode ser marcada com o rótulo do antisemitismo.

Lembro-me de algo parecido ocorrido com os cartoons do Latuff "I am Palestinian" que podem ser vistos no site http://www.sinkers.org/latuff/ que levaram alguns sites a serem retirados do ar ao disponibilizados. Tudo isso feito por uma associação contra a difamação dos Judeus.

O problema é saber definir se é aceitável o sionismo como ideologia.

Não sou defensor da ONU. Ela é a grande fachada para muitos crimes contra humanidade (vejamos o ex-Iugoslávia e mais recentemente Haiti e Líbia). Mas ao mesmo tempo é um palco de contradições. Uma positiva é a Resolução 3379 que "O Sionismo é uma forma de racismo e discriminação racial." — http://pt.wikipedia.org/wiki/Resolu%C3%A7%C3%A3o_

Particularmente defendo a posição de que a única solução para o problema da Paz em todo o território da Palestina histórica é uma única nação laica e democrática com todos os componentes que vivem nesse território e garantindo o retorno de todos os palestinso expulsos des de 1947/48 pela Nakba.

Só a democracia e a garantia de igualdade jurídica para todos independente de sua fé abrir o caminho para a Paz.

O Sionismo e o Antisemitismo são inimigos da paz. É a verdadeira raiz da questão.

Responder

    Eduardo Rawet

    17 de setembro de 2011 às 12h08

    Acredita realmente em uma solução de um estado para dois povos?

    Pedro Germano leal

    18 de setembro de 2011 às 05h44

    Eu já vi essa mesma pergunta vinda de um africaner na África do Sul… Eu não tenho dúvida que um estado democrático de Verdade abriga não apenas dois, mas todos os povos.

Helena

16 de setembro de 2011 às 21h55

Sugiro a leitura desse artigo: a realidade terrível de testes de novas armas com a populição da Faixa de Gaza. Crítica sem aprofundamento? Puro modismo na propaganda contra Israel? Ficção? Relatos chocantes. Difícil ficar imparcial. http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia

Responder

    Beto_W

    17 de setembro de 2011 às 23h24

    Helena, tomo aqui a liberdade de reproduzir um comentário que fiz em outro artigo neste site, ainda recentemente:

    Há muitos boatos acerca do uso por Israel de armas banidas pelas convenções internacionais.

    Vamos começar com o fósforo branco. Seu uso é proibido como arma química, mas é aceito para marcar um alvo ou para gerar uma cortina de uma densa fumaça de modo a esconder suas tropas de ataques inimigos. Israel disse que usou o fósforo branco em Gaza apenas nessas condições, mas médicos da Cruz Vermelha relatam tratarem pessoas com queimaduras compatíveis com o fósforo branco. Israel respondeu que foram danos colaterais, que não estava usando o fósforo como arma, mas que, com a proximidade entre combatentes e não-combatentes, o fósforo pode ter atingido civis – note, porém, que o fósforo não poderia ter ferido nem os combatentes. Mas mesmo se a intenção não foi usá-lo como arma química, Israel não poderia ter usado o fósforo em áreas urbanas, nem mesmo para seu uso previsto nas convenções, pois o risco à população civil é considerado inaceitável. Israel sempre diz que os inimigos se escondem no meio da população civil de propósito, mas ainda assim é inaceitável o uso de fósforo em área civil.

    Quanto ao uso de armamamento tipo "DIME", alguns médicos reportaram tratarem de ferimentos incomuns cujas características seriam compatíveis com esse tipo de armamento. Nada foi confirmado, e logicamente Israel nega estar em posse dessas armas.

    Os projéteis Kalanit são projéteis de 120mm, lançados por canhões de blindados, que se fragmentam no ar. Como qualquer outra bomba de fragmentação, foram banidos pela "Convention on Cluster Munitions", com 108 signatários, dos quais estão notadamente ausentes EUA, Rússia, China e Israel. Israel afirma que vários países da OTAN também utilizam esse tipo de armamento, como se isso fosse justificativa.

    Quanto ao uso de bombas de urânio, há indícios de que foram usadas no Líbano, onde um jornal britânico encontrou níveis de radiação em duas crateras causadas por mísseis israelenses. Mas nada foi confirmado ainda, muito menos em relação a Gaza.

    O B'Tselem, organização israelense de direitos humanos, afirma que Israel utiliza armamentos não-convencionais, mas não conseguiu ainda especificar quais. Eu acho que o conflito no Oriente Médio é um playground da indústria bélica americana, um laboratório de testes. E não sei qual a extensão, mas que estão usando armas que não deveriam, e testando novas armas fornecidas pelos EUA, isso eu estou cada vez mais convencido de que estão. Não acredito que seu alvo primário seja propriamente a população civil, mas acho que ou eles estão esquecendo que há civis morando lá, ou parecem não se importar em causar "danos colaterais", sob o argumento de que a culpa é dos combatentes inimigos que se escondem no meio da população civil.

Paulo

16 de setembro de 2011 às 18h56

Não adianta argumentar com fatos. Muitos comentaristas do blog são conseguem suportar a ideia que os processos históricos podem ser complexos. Eles só conseguem e precisam ver o mundo como uma peleja entre o bem e o mal.

Responder

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 23h12

    Que argumentos?
    que fatos?
    Que processos históricos complexos?
    Que peleja entre o bem e o mal?
    Não sei onde encontrar argumentos, fatos, processos ou pelejas numa simples polêmica a propósito de uma tradução e uma deletação!!!
    Tu tá viajandão, Cara pálida?

    Paulo

    17 de setembro de 2011 às 18h58

    Você realmente não conseguiu notar que a discussão extrapolou em muito a questão da tradução do texto? Caramba……..

francisco.latorre

16 de setembro de 2011 às 18h32

'O anonimato dos tradutores de Vila Vudu viola a Constituição. Além de atentar contra a ética jornalística.'

..

já imaginou esses caras mandando. socorro.

dura a vida. sob o apartheid sionista.

..

matar palestino. às dúzias. pode.

criticar o sionismo. não pode.

hipocrisia. e cinismo.

povo eleito. mito poderoso. e perigoso.

..

Responder

Francisco Hugo

16 de setembro de 2011 às 17h37

Senhores (as)!
Desfecho anunciado!
Restam:
o prazer de ter conhecido o Pedro Germano Leal;
o desprazer da constatação de censura;
e uma recomendação aos desejosos de conversão ao sionismo:
O livro, best-seller, Exodus, do Leon Uris (minha edição é de 1958).
Pode ser encontrado na Estante Virtual por até R$2,50. Faz parte, se a memória não me engana, de uma trilogia.
E o filme Exodus, do Otto Preminger, baseado no livro, com download em http://www.filmeseserieshd.com/filme-exodus-legen
Na trilha sonora, excitante voz baritonada clama: “This land is mine/ God give the land for me!”
Não fizeram minha cabeça mas é melhor proselitismo (prosélito, conforme o Aurélio, é o pagão que abraçou o judaísmo) que o do BK.
Inté!
Em tempo:
Atendendo à Constituição do BK, declaro para os devidos fins que meu nome é Francisco Hugo Vieira de Freitas e meu e-mail [email protected]

Responder

    Francisco Hugo

    16 de setembro de 2011 às 19h01

    Fui fiel à minha memória e não ao pretérito.
    Se for gave, o Leal corrige.

Beto_W

16 de setembro de 2011 às 15h37

Demorei mas cheguei. Vou primeiramente me ater a comentar a entrevista, mais tarde entro no mérito de alguns dos comentários que li.

Em primeiro lugar, parabéns ao Viomundo pro abrir espaço para que sejam ouvidos ambos os lados, a Vila Vudu e o prof. Kucinski. Quanto à entrevista em si, faço agora meus comentários.

Realmente, o prof. Kucinski apontou discrepâncias entre o original e a tradução. Realmente, na resposta da Caia Fittipaldi, ela começa dizendo que ele tem alguma (mas pouca) razão. No entanto, Kucinski não se limitou a apontar discrepâncias, mas sim acusou a tradução de ter tendências anti-semitas (e de quebra questionou a idoneidade da vila Vudu). Disso eu já disse anteriormente, e continuo afirmando, que discordo, enquanto judeu. Como já falei na outra discussão, talvez devesse haver mais cuidado para demarcar as interferências do tradutor, e minha escolha pessoal de termos na tradução seria outra, mas não vi em momento nenhum uma intenção anti-semita na tradução. O argumento de que a palavra "cão" não pode ficar ao lado da palavra "judeu" não me convence, já que a leitura do texto aponta claramente o jogo de palavras entre colonos-cães e cães-colonos, e a palavra "judeu" está lá apenas para manter a consistência da tradução, já que o tradutor achou por bem traduzir "settler" por "colono judeu" ao longo do texto.

Quanto ao anonimato ser contra a Constituição, não sou jurista, mas se assim for, então metade dos comentadores (comentaristas?) deste site violam a Constituição. Acho que se a Vila Vudu, enquanto entidade coletiva, se responsabilizar pela fidelidade e corretude da tradução, o anonimato de cada um de seus tradutores pode ser respeitada. A meu ver, quem dá a cara a tapa é a Caia Fittipaldi, em nome de todos os tradutores cuja anonimidade a Vila Vudu protege.

Concedo um ponto de razão a Kucinski quando ele questiona o texto original de Avnery sobre os colonos não estarem dispostos a ceder – encontrei aqui ( http://www.pcpsr.org/survey/cprspolls/special/99/… ) uma pesquisa de 2009 que aponta alguns dados interessantes sobre as opiniões dos colonos, e aqui ( http://www.haaretz.com/news/poll-few-west-bank-se… ) um artigo do Haaretz de 2007 sobre outra pesquisa parecida (não encontrei os dados puros da pesquisa mencionada pelo Haaretz). Note-se que os colonos se mostram dispostos a sair apenas se o governo os compensar financeiramente. No entanto, isso não quer dizer que não haja interesses econômicos, políticos e religiosos pressionando o Parlamento israelense a manter e ampliar os assentamentos. O próprio Kucinski concorda com Avnery no tocante aos colonos serem o principal empecilho à paz – e, concordo com ele, o estatuto do Hamas, entre outras intolerâncias de ambos os lados, também não ajuda em nada.

Continua…

Responder

    Beto_W

    16 de setembro de 2011 às 15h37

    Continuando…

    A narrativa que Kucinski oferece acerca da não-criação do estado palestino em 1947 é simplista e deixa de fora um monte de fatores. Eu mesmo repetia essa história, que aprendi ainda criança, até começar a enxergar o outro lado. É fato, os árabes não declararam um estado e não aceitaram a partilha, mas foi porque consideraram injusto ter de aceitar apenas metade do que já tinham e ceder a outra metade. É fato, os países vizinhos imediatamente declararam guerra – mas qual a motivação deles? Simplesmente ódio aos judeus? Um nobre e altruísta apoio à causa palestina? Ou será que havia outros interesses em jogo? Eu realmente não sei. No entanto, evidências desenterradas pelos "Novos Historiadores" apontam que as lideranças judaicas já contavam com os ataques dos vizinhos paracontra-atacar e expandir território, pois tampouco estavam satisfeitas com a partilha da ONU.

    Kucinski afirma não ter conhecimento de perseguição a intelectuais em Israel. E quanto a ativistas? (http://www.haaretz.com/news/national/home-of-israeli-left-wing-activist-defaced-in-latest-price-tag-act-1.383966) E quanto a membros do parlamento de etnia árabe? (http://www.youtube.com/watch?v=DRf0aB3BNEY) Já se mencionou Pappé, que teve de sair de sua universidade e do país. E Finkelstein, embora seja americano e não israelense, é constantemente perseguido e criticado onde quer que vá. Avnery pode se reunir no seu café, mas provavelmente é persona non grata em vários outros lugares do país.

    Ele acha que a imagem de Israel como agressor é uma distorção da mídia. Desde pequeno eu ouço isso, e antigamente via toda a mídia como anti-semita, e sempre que se noticiava uma atrocidade do governo israelense, eu descartava como sendo propaganda anti-semita – mas comecei a fuçar por conta própria e vi que não era bem assim. Kucinski assume que o ataque a Gaza, com 1300 mortos, ajudou nessa imagem. Pois bem, se ele assume que houve o ataque e que morreu tanta gente, ele deve concordar que Israel é em muitas vezes o agressor. Concordo que a coisa assumiu proporção tal que, hoje em dia, qualquer coisa com "israelense", "sionista" (palavra, aliás, que ganhou conotação de racismo e fascismo) ou até "judeu" em relação ao conflito é automaticamente classificada como "o lado mau". Mas infelizmente na maior parte das vezes é com razão. O importante é tentar evitar a confusão que se faz entre esses três termos, e criticar o alvo adequado.

    Quanto à pergunta do Mossad, devo concordar: eles têm muito mais o que fazer. O Ministério das Relações Exteriores de Israel é que se preocupa com isso, e não é às escondidas. Várias entidades judaicas pelo mundo afora, independentes do ministério e do governo israelense, patrulham a mídia também, levantando a lebre de anti-semitismo ao menor sinal – algumas vezes com razão, mas na maioria das vezes para "blindar" Israel de críticas às suas ações.

    Quase ao final, Kucinski volta a afirmar que "O fato gerador do exílio palestino foi a invasão de seis exércitos de países árabes que não aceitaram o plano de partilha proposta pela ONU em 1947". Espero que ele saiba que não é tão simples assim, como eu já disse acima e em outras ocasiões.

    Para resumir minha opinião, apesar de concordar com ele em alguns pontos, acho que Kucinski, apesar de menos tendencioso que a média dos judeus com quem converso, ainda insiste em certos dogmas, como o da inocência de Israel. Mas faltou-lhe provar o principal ponto – sua afirmação de que a tradução da Vila Vudu foi manipulada com conotações anti-semitas.

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 17h33

    Beto,

    Excelente comentário. Além da qualidade geral do argumento, seu parágrafo final é definitivo.

    Beto_W

    16 de setembro de 2011 às 18h44

    Vindo de você, a quem admiro pela capacidade argumentativa, esse elogio vale seu peso em ouro!

    Hmm.. Quanto será que pesa cada caractere? ;-)

    Ivanisa Teitelroit

    17 de setembro de 2011 às 10h38

    Beto,
    1. os excessos manifestados nesse debate se sustentam em posições ideológicas que foram sendo constituídas historicamente. Seu clímax se constituiu na cobertura do Massacre na Faixa de Gaza. Na época, houve deserções no Exército Israelense. Jovens judeus por terem desertado foram presos.
    2. sobre a entrevista: Conceição Lemes deu destaque a uma frase de Bernardo Kucinski: “A qualquer momento uma simples faísca pode fazer tudo explodir”. Essa tensão em torno do desfecho das negociações e da próxima votação na Assembléia Geral da ONU está ressoando entre nós. A conjuntura internacional pela ação intervencionista de organismos internacionais como a OTAN em conflitos e deposição de governantes no mundo árabe, a posição da Turquia, antes laica agora islâmica, a posição do governo iraniano e do Hamas são os elementos que estão em jogo… um jogo político que remonta a muitos anos de história. O Hamas e o governo iraniano desempenham a função de resistência no limite.
    Gosto de lembrar de uma correspondência trocada entre Freud e Einstein antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial. A posição de Einstein era a de que haveria uma evolução na humanidade mas Freud se mostrou pessimista… veio a Segunda Guerra Mundial. Os judeus progressistas, socialistas, humanistas, marxistas são importantes nesse contexto e são aliados no reconhecimento do Estado Palestino. Judeus e palestinos são povos semitas com muitas tradições e traços culturais comuns, o que os aproxima.
    Marx em "sobre a questão judaica" : "a emancipação social do judeu equivale à emancipação da sociedade em relação ao judaísmo", empregando "judaísmo"como Judentum, no sentido de comércio. São os termos que circulam associados ao judaísmo e aos judeus, ao longo da história, que serviram de pretexto a genocídios de toda natureza e dirigidos a diferentes povos. Os excluídos sociais em todo mundo são "judeus", "eleitos" pelo despotismo, pela exploração, pelos regimes fascistas.
    À frente do governo de Israel não há lideranças carismáticas mas governantes burocráticos que adotam ações militares sem o menor escrúpulo. Os colonos precisam se retirar, devolver as terras e serem ressarcidos porque foram incentivados a ocupar a Cisjordânia. Devemos estar unidos internacionalmente para que o documento redigido pela Assembléia da ONU devolva a paz à região e seja aplicado com brevidade. Será uma campanha permanente. Não deixaremos que a faísca seja acesa. Abraço, Shalom Shabat

Eduardo Rawet

16 de setembro de 2011 às 14h50

Boa noite a todos,
Antes de começar a escrever vou falar que sou Judeu e agora estou morando em Israel. Por mais que seja judeu, sou totalmente a favor do Estado Palestino e estaria nesse ato político que ja vi falando por aí, também sou contra os assentamentos na Cisjordania.

1. É muito importante ver o que o Bernardo Kucinski escreveu acerca do deslize da tradução da Vila Vudu. O que ele quis dizer era que pode existir um medo da má interpretção das relaçoes de cão, guarda, e judeu. Entendo que muitas pessoas podem achar que é uma interpretação absurda, mas se existe alguem que pode vir a ter essa interpretação, o comentário ja teria o seu valor. É muito importante lembrar as propagandas antissemitas que a alemanha nazista fazia no inico dos anos 30. Elas colocavam judeus e ratos juntos na mesma cena, e daí por diante fazia a comparação ente judeus e ratos, judeu é rato e deve ser exterminado como um.

2. Eu tenho uma duvida muito grande. Lendo os comentários eu leio e vejo que é quase um consenso que Israel é claramente beneficiado nas Mídias tradicionais, e ouvindo pelas comunidades judaicas brasileiras exatamente o contrario. Qual dos dois está certo?

3. Misturar o sionismo com o socialismo nao é nenhuma tentativa de nada. O Estado de Israel foi fundado com valores totalmente socialistas, basta ver textos de David ben Gurion, para quem nao sabe, o primeiro primeiro-misnistro de Israel, ficou no poder por muitos anos. Além disso podem ter textos de Gordon, Borochov e tantos outros.

4. Por favor, o Estado de Israel nao é fascista e nem nazista.

Responder

    luiz pinheiro

    16 de setembro de 2011 às 16h14

    É um Estado profundamente racista – aliás, o único tão descaradamente maligno assim nessa nossa tão sofrida face da Terra.

    Eduardo Rawet

    16 de setembro de 2011 às 17h14

    Falar é muito facil, quero ver argumentar.

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 19h48

    Eduardo, argumentar também não é difícil. Você pode se esforçar.

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 17h30

    Boa noite, Eduardo.

    Quem eu sou, minha fé ou etnia, ou onde estou no momento, é absolutamente irrelevante diante do que tenho a escrever (e de fato essas informações não garantem a validade lógica de qualquer argumento por si).

    Gostaria de pontuar alguns dos seus tópicos:

    1. Kucinski não "quis dizer" o que você afirma. Ele acusou o tradutor de ser antissemita, algo gravíssimo, por uma característica do texto original (é Uri Avnery quem relaciona "settlers" e "dogs"); portanto, se há algum problema, é entre Avnery e Kucinski. É importante que eu diga que a situação não tem absolutamente nada a ver com a propaganda nazista que o sr. cita, já que Avnery é, ele mesmo, um judeu – e está a citar Shakespere ("dogs of war").

    2. Por que não perguntar-se se as pessoas com quem você se relaciona talvez pensem que se o apoio a sua causa não for absoluto, não é suficiente. A mídia tradicional, em momento algum, questiona a legalidade das ocupações, ou a critica diretamente, por exemplo. E cadeias americanas de notícia, principalmente, fazem mais do que apoiar a causa israelense: produzem propaganda.

    3. Socialismo e o Estado de Israel são antônimos. Não pode haver socialismo se por critério de raça/etnia/religião um estrato da população tem privilégios. Não interessa, em absoluto quem arroga para si o título de socialista. É uma contradição clara e evidente.

    4. Se o Estado de Israel não é fascista nem nazista: é sionista. Não há dúvidas quanto a isso: ele é motivado por uma ideologia tão distorcida quanto os anteriores, e parte do princípio que judeus têm direitos que árabes não tem. Enquanto o sr. não reconhecer isso, terá sua capacidade de julgar seriamente comprometida. Espero, sinceramente, que consiga observar isso para poder tratar da questão com a serenidade necessária.

    Beto_W

    16 de setembro de 2011 às 18h56

    Só ajudando a esclarecer o ponto 2: eu sempre aprendi que a mídia era anti-semita, que sempre retratavam Israel negativamente, cresci ouvindo esse tipo de comentário, muito comum na comunidade judaica.

    No entanto, o que acontece de fato é que, a cada crime cometido pelo governo israelense, e noticiado pela mídia, a maioria dos judeus já tem logo uma reação quase atávica de gritar: "anti-semitismo!!!". Ora, se uma criança palestina foi morta por soldados israelenses e os jornais veiculam, isso é realmente anti-semitismo? Ou é simplesmente uma informação sendo passada?

    Já as acusações de que a mídia defende Israel, o Pedro já explicou.

    Eduardo Rawet

    17 de setembro de 2011 às 07h03

    Eu também nao acho que quando os erros do GOVERNO(nao estado) de Israel sao noticiados pela midia signinifique que ela é anti-semita. Também nao estou bem ao certo qual a posição da midia brasileira quanto ao que acontece na palestina, mas só acho no minimo curioso um lado achar que está sendo contrariado e o outro também!

    Eduardo Rawet

    16 de setembro de 2011 às 20h43

    Desculpe a má interpretação da minha apresentação, é que eu acho importante saber com quem se está falando, para nao tomarmos de pre-julgamentos.

    3. Acho que Sr. nunca leu a declaração de independencia do Estado de Israel.
    Vou trazer uma parte aqui: "hebreus; defenderá total igualdade social e política para todos os seus cidadãos, sem distinção de raça, credo ou sexo; garantirá total liberdade de consciência, culto, educação e cultura; protegerá a santidade e inviolabilidade dos templos e lugares sagrados de todas as religiões; e se dedicará aos princípios da Carta das Nações Unidas." O Estado de Israel foi fundando por chalutzim que tinham a ideologia de sionismo-socialismo.

    4. Eu nao sei daonde Sr; tirou que no sionismo nega o direito dos arabes terem uma terra.

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 21h09

    3. Não importa apenas o que diz, mas o que faz; eu já li a declaração, portanto poderia ter nos poupado da insinuação;
    4. Além das tomadas ilegais de territórios, posso falar das colônias (exclusivas para judeus) em territórios que eram propriedade privada árabe, das expropriações que o governo faz de propriedades árabes, e até mesmo dos muros vergonhosos erguidos por Israel.

    francisco.latorre

    17 de setembro de 2011 às 19h38

    se isso não é apartheid..

    não sei mais nada.

    ..

    apartheid. travestido de democracia.

    ..

    luiz pinheiro

    17 de setembro de 2011 às 10h19

    Eduardo: os sionistas ocuparam progressivamente a Palestina ao longo de século 20, matando e expulsando os palestinos árabes nativos, que eram mais de 90% da população local no início do século passado. Isso tudo a mano militari e com uso e abuso do terrorismo mais brutal, sempre com a cumplicidade do colonizador inglês e do conjunto das potencias imperialistas ocidentais. Criaram seu Estado exclusivo, racista, com a cumplicidade da ONU, e como o batizaram? O batizaram Israel, portanto com a ostensiva intenção de torná-lo lar exclusivo dos judeus, filhos de Israel, excluindo os palestinos, filhos de Ismael. Não há como discutir o caráter racista desse Estado, ele é declarada e assumidamente racista. Para o sionismo, os palestinos árabes podem "ter uma terra" em qualquer lugar – menos na Palestina

    francisco.latorre

    17 de setembro de 2011 às 19h40

    claro claríssimo.

    ..

    Beto

    17 de setembro de 2011 às 11h06

    "O que ele quis dizer era que pode existir um medo da má interpretção das relaçoes de cão, guarda, e judeu." …
    " É muito importante lembrar as propagandas antissemitas que a alemanha nazista fazia no inico dos anos 30."

    Sr. Rawet.
    Não sou tão bem preparado quanto o genial Professor Pedro Germano para argumentar sobre seu 4 itens, portanto tomarei apenas essa suas frases acima.
    Portanto, suponhando que o sr. Kucinski tenha mesmo querido dizer o que o sr. afirma, pergunto: Quem tem medo nessa sua frase? É o sr. kucinski que tem medo que haja má interpretação? Pergunto porque "pode existir" ficou meio vago! Quem seriam os agentes da má interpretação? Os leitores da tradução, leitores do Viomundo? O sr. quer dizer que o sr. Kucinski se arvora a ser o protetor de nossas frágeis capacidades de compreensão??? Eu, pessoalmente, não autorizei o sr. Kucinski a tomar qualquer atitude para nos proteger da, segundo se pode depreender dos seus argumentos, má fé dos tradutores que, de acordo com o sr., estariam usando de técnicas de propaganda nazistas para nos induzir a más interpretações!
    O sr., além de fazer uma gravíssima acusação, ainda por cima nos ofende profundamente ao supor que a capacidade de compreensão dos srs. é superior à nossa, leitores do Viomundo.

    Lastimável!!!!!!

    Viomundo! Note como esses senhores avaliam os seus leitores de modo tão humilhante!!!

    Eduardo Rawet

    17 de setembro de 2011 às 12h17

    Em nenhum momento eu falei que existiu má fé dos tradutores da vila vodu, se deu a entender isso, por favor peço um milhao de desculpas. De forma nenhuma, e eu de forma alguma acho que o texto deva ser censurado, uma simples nota para explicar a tradução seria mais que o suficiente para nao gerar toda essa discussao. De novo, nao vejo antissemitismo em tudo.
    Também nao falei que minha compreensão é superior a de qualquer pessoa definida ou indefinida, nao citei em nenhum momento os leitores do viomundo, até porque sou um deles. Só quis dizer que pode ocorre uma má interpretação, pode também nao ocorrer, mas só o fato de poder ocorrer ja vale a pena a nota que deixei claro no paragrafo anterior.

    Beto

    17 de setembro de 2011 às 12h31

    Acontece,sr. Rawet, que, como foi demonstrado e não contra argumentado por ninguém, pelo Professor Pedro Germano, não existe "deslize" na tradução do Vila Vudu!!!

    Eduardo Rawet

    17 de setembro de 2011 às 14h15

    E só uma pergunta, por favor nenhum insinuação, ok?

    O fato de traduzir settlers. como colono judeu nao é um deslize?

    francisco.latorre

    17 de setembro de 2011 às 19h45

    no contexto settlers significa colono judeu sim.

    semântica. básica.

    ..

    esse lance/truque. de descontextualizar. é velho.

    não cola.

    ..

leandro

16 de setembro de 2011 às 14h02

Mensagem da dilma para obama
Senhor Presidente,
Em nome do povo e do governo do Brasil, expresso nossa solidariedade e pesar à nação norte-americana, no dia em que se completam dez anos dos atentados terroristas de 11 de setembro.
Creio que a maior homenagem que podemos prestar aos mais de três mil inocentes que pereceram naquela data é, tendo por inspiração a coragem exibida pelo povo dos EUA em face da tragédia, continuar a trabalhar, incessantemente, por um mundo de paz e desenvolvimento.
Nesse assunto, partilho plenamente a visão de Vossa Excelência, expressa em discurso na cidade do Cairo, de que o extremismo violento deve ser combatido em todas as suas formas, inclusive por meio da reconciliação entre o ocidente e o mundo árabe, pela eliminação do armamentismo nuclear, pela afirmação da democracia, pelo respeito à liberdade religiosa e aos direitos humanos e da mulher, pela promoção do desenvolvimento econômico e a criação de oportunidades para todos em um mundo de paz e cooperação. Conte com o Brasil na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa.
Mais alta consideração,
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

Responder

francisco.latorre

16 de setembro de 2011 às 13h44

grande conceição.

..

sionismo. é racismo.

..

Responder

    Eduardo Rawet

    16 de setembro de 2011 às 14h26

    porque?

    francisco.latorre

    16 de setembro de 2011 às 18h16

    você sabe porquê.

    não sabe?..

    todos sabem.

    ..

    Eduardo Rawet

    16 de setembro de 2011 às 21h15

    continuo sem saber, e você sabe?

    francisco.latorre

    17 de setembro de 2011 às 11h10

    você sabe.

    ..

    cronopio

    17 de setembro de 2011 às 22h22

    Bom, a versão trabalhista do sionismo, da qual o expoente maior é Aaron David Gordon, tem vieses claramente racistas. Gordon, influenciado pelas ideias do último Tolstoi, afirmava a necessidade de refundar uma comunidade ligada à terra pelo trabalho braçal (os alemães chamavam a isso de "Volksgemeinschaft"). Afirmava ainda que os judeus tinham "perdido seus laços com a terra" e que estavam se dedicando a "atividades parasitárias". O racismo também permeia o discurso sionista quando esse afirma que "quem critica ou agride o estado de Israel ataca todos os judeus". Nem todos os judeus são sionistas, nunca é demais lembrar.

    Beto_W

    16 de setembro de 2011 às 18h40

    Eduardo, o sionismo racista a que o Francisco se refere é essa versão deturpada do sionismo vigente no governo israelense que, convenhamos, segrega as pessoas por sua etnia e religião. Eu me considero sionista no sentido mais amplo da palavra, em que defendo o direito dos judeus a um lar nacional na Palestina – em harmonia com seus irmãos palestinos.

    Eduardo Rawet

    17 de setembro de 2011 às 12h10

    Beto,

    Esse é o problema das discussoes que envolvem Israel, nao conseguem diferenrenciar o Estado de Israel, Sionismo, e O governo de Israel. São coisas totalmente diferentes.

    E concordo, o governo do likud é uma vergonha para o estado de Israel.

    Beto_W

    17 de setembro de 2011 às 22h45

    Eduardo, diferenciar entre Israel e sionismo é difícil até para judeus. Sigo me denominando sionista mas, quando leio críticas ao sionismo ou a Israel, não entendo-as como dirigidas a mim, e tento ver o que está realmente sendo dito. E hoje em dia infelizmente a palavra sionismo está associada às práticas de apartheid do governo israelense, assim como a expressão anti-semitismo, que deveria servir para perseguições a qualquer povo semita, está associada à perseguição aos judeus apenas.

    francisco.latorre

    17 de setembro de 2011 às 19h28

    não adianta explicar.

    pra quem não quer entender.

    ..

Ricardo

16 de setembro de 2011 às 13h38

Vamos lá, Pedro, tentarei explicar:

1 – "A imagem que o mundo tinha dos judeus mudou muito. De vítimas do holocausto passaram a ser vistos como produtores do “holocausto” de palestinos. Você concorda que Israel passou de vítima a agressor?".

A pergunta, além de tendenciosa, confunde judeus com israelenses; uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Além disso, e mais uma vez, considera Israel como agressor. O outro lado também agride.

2- "Até alguns anos atrás a visão que o mundo tinha de Israel e dos judeus era a transmitida pela mídia ocidental. Ficava-se refém de uma visão única, que funcionava como propaganda de Israel".

É curioso. Pessoas que defendem Israel, apesar de tudo, consideram a mídia anti-Israel. Os que atacam Israel, apesar de tudo, veem o inverso. E a constatação, "ficava-se refém de uma visão única, que funcionava como propaganda de Israel", é absurda e não cabe a um entrevistador imparcial. Quem disse que funcionava como propaganda?

3- "Você não receia ser visto como sionista? Por quê?"

Mais uma premissa equivocada. Por que receio em ser visto como sionista? Aí já tá uma interpretação de que o movimento é censurável. E se eu perguntasse, "Você não receia ser visto como petista? Ou comunista?" Mais uma vez, a entrevista é guiada por uma visão única dos fatos. Como esse blog, aliás.

4- "Principalmente da maneira como se deu, com a expulsão de famílias palestinas?"

E a expulsão de famílias de judeus dos territórios que passaram a ser de árabes? A pergunta não cabe também?

5- Uma resposta de Kucinski: "A carta do Hamas que prega a destruição do Estado de Israel é um empecilho também sério". E ninguém liga pra isso? Imagino que a entrevista tenha sido feita por e-mail, já que um fato como esse merecia ser explorado.

Por fim, Azenha, entendo sua ideia de "conversa de comadres". Uma entrevista séria, porém, não pode ter só isso como guia. E aí se percebe um erro do viomundo. Quando o entrevistado é uma pessoa que vai de acordo com o que o blog prega, a conversa vira sim "de comadres". São dois pesos e duas medidas. Acho difícil que Kucinski dê mais uma entrevista para esse portal, pois viu que em nenhum momento ele aspira imparcialidade.

Pronto, galera, podem negativar à vontade.

Responder

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 14h51

    Como suponho que o Pedro em questão seja eu, replico:

    1. A pergunta em momento algum confunde Judeus e Israelenses. Você mesmo afirma que existe uma imagem negativa dos Judeus na mídia, o que é lamentável. A pergunta é absolutamente clara, e não estabelece um paradigma sobre o qual deve ser respondida. Ela poderia, perfeitamente, ser questionada;

    2. A mídia é largamente pró-Israel. Não apenas os noticiários, como também o cerne da propaganda mundial. Se você discorda disso, o que é absolutamente legítimo, tem que demonstrar o porquê.

    3. A premissa não é equivocada coisa alguma. Se me perguntassem: "você não tem receio de ser visto como socialista?" Eu responderia, na lata, sem titubear, "NÃO. EU TENHO ORGULHO". A confusão mental de Kucinski é tão grande a essa altura que ele consegue imaginar-se socialista e sionista ao mesmo tempo – uma contradição em termos fundamentais. Acreditar que Israel é a terra prometida a um povo, implica na determinação sobrenatural de um privilégio sobre os demais. E quem acredita em privilégios dessa natureza não se pode dizer socialista! Quanto mais apoiar o estado de Israel…

    4. A "expulsão de famílias judias de territórios árabes" foi mínima, e as indenizações que ocorreram em razão disso provam o absurdo do seu argumento (que não passa de um sofisma do tipo tu quoque). São circunstâncias completamente diferentes às quais foram condenados os palestinos.

    5. No dia que você souber a diferença entre "destruir um estado" e "destruir as pessoas/etnia", pode vir aqui falar premissas equivocadas. O sr. sequer consegue interpretar um texto corretamente! Eu também sou a favor do fim do estado de Israel e, de maneira alguma, isso significa que eu seja contra os judeus, os judeus que vivem na Palestina, etc. Nem significa que eu sou a favor da violência contra os cidadãos israelenses: longe disso. O que se percebe é que tanto o sr. quanto Kucinski têm interesse em confundir os termos. Querem confundir "cão colono-judeu" com "judeu cão", querem confundir "crítica ao Sionismo" com "antissemitismo", e obviamente querem confundir "levar ao fim o estado de Israel (que é uma instituição, tal como a África do Sul durante o Apartheid)" com "trucidar os judeus" – coisas que não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver umas com as outras.
    Não preciso nem dizer que a acrobacia sofismática cai por terra diante do fato: enquanto Israel acusa o Hamas de querer "destruir os judeus" (uma falácia), destrói, efetiva e paulatinamente, a população palestina (quando não com bombas, impedindo seu acesso a educação, saúde, etc.). Existe, portanto, um asqueroso propósito para este jogo retórico: justificar a violência israelense.

    Não estou negativando absolutamente nada, nem o sr. tem moral para determinar o que pode ou não ser feito aqui. Não faz falta alguma, aliás, que o sr. Kucinski dê entrevistas aqui, já que a que ele nos brindou vai para os anais das mais arrogantes distorções de fatos que tive o desprazer de presenciar. Quando ele ou o sr. estiverem prontos para debater em termos claros, e sem tantas falácias, estejam a vontade.

    Ricardo

    16 de setembro de 2011 às 16h04

    "A mídia é largamente pró-Israel. Não apenas os noticiários, como também o cerne da propaganda mundial. Se você discorda disso, o que é absolutamente legítimo, tem que demonstrar o porquê".
    E você, não precisa demonstrar nada?
    A expulsão de famílias judias de territórios árabes? Quem disse? Eu só defendo que a mesma situação aconteceu no outro lado, e que merece também ser discutido, em vez de escondido.
    E vc está equivocado ao comentar sobre o Hamas. Eles sempre falaram em jogar os judeus no mar, não apenas os israelenses. Como Israel conseguirá discutir com uma organização que prega o fim de seu Estado? É um absurdo em termos.
    Agora, não é uma questão de estar pronto para discutir. Eu não estou mais disposto, dada a sua arrogância. Falácias quem as usa é você, solicitando que o outro prove um argumento sem que você tenha que explicar o seu. Kucinski é despreparado? Então pq a entrevista é com ele e não com vc?

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 17h05

    1. Pedir que alguém demonstre o óbvio é sofrível. Mas vá a página do FT, da FOX, da CNN, e mesmo da indústria cinematográfica, e talvez você possa se iluminar.
    2. "A expulsão de famílias judias de territórios árabes? Quem disse? Eu só defendo que a mesma situação aconteceu no outro lado, e que merece também ser discutido, em vez de escondido." Eu não escondi isso. Nem as situações são similares, porque aqueles que tiveram que sair de áreas árabes foram relocados em território israelense, e não EXILADOS e condenados a viver em campos de refugiados. Portanto, caracteriza-se a falácia do tipo tu quoque (que procura justificar uma falha apontando outra), a falácia da pressuposição (em que você insinua que tentei esconder o fato), e um outro sofisma, na medida em que procura estabelecer como iguais situações (e consequências) completamente diferentes;
    3. Demonstre onde o Hamas oficialmente falou em jogar judeus no mar;
    4. "Como Israel conseguirá discutir com uma organização que prega o fim de seu Estado?" Simples: da mesma forma que se aboliu o Apartheid na África do Sul. Não há absurdo algum aí que não seja sua incapacidade de compreender algo tão simples;
    5. "Eu não estou mais disposto, dada a sua arrogância." Argumento ad hominem (um ataque à pessoa do debatedor, e não a seus postulados); e vitimização.
    6. "Falácias quem as usa é você, solicitando que o outro prove um argumento sem que você tenha que explicar o seu." Sinto lhe informar, mas uma argumentação não é "me mostre o seu que eu mostro o meu". Sua resistência em oferecer um epiquirema válido a sua argumentação indutiva prova que você realmente não tem boa-fé ou instrução o bastante para argumentar como uma pessoa madura, e isso explica, naturalmente, seu apelo ao sofisma. Solicitado, não hesito em oferecer evidências que suportem meu argumento – enquanto o sr. faz questão de se vitimizar.
    7. Kucinski não é apenas despreparado, ele age de tal maneira de propósito. Não tenho dúvida que ele detém os instrumentos intelectuais necessários para debater com ética e enxergar os erros graves de interpretação que conhece, mas seu preconceito o cegou.
    8. "Então pq a entrevista é com ele e não com vc?" Sua patética pergunta deve ser dirigida a quem o entrevistou, e não a mim – mais uma evidência de que o sr. não sabe argumentar. Eu não posso pressupor nem gerar um argumentum ad ignorantiam para oferecer-lhe a resposta. O que eu posso dizer é que eu não me vitimizo. Eu trabalho com ética e atenção à validade lógica das preposições, e não com apelos a paixão.
    9. Por fim, o apelo a autoridade que o sr. tenta impingir é nulo: a autoridade notória do sr. Kucinski certamente não é na área de estudos da linguagem, tradução, nem tampouco argumentação. Sinto muito.

    Por fim, se for gastar mais caracteres, procure ao menos formular um argumento válido, demonstrável. Causa-me desgosto ter que expor a essa circunstância e ver a raiva que toma conta do seu discurso. O faço apenas por meu compromisso inviolável com a honestidade intelectual.

    Ricardo

    16 de setembro de 2011 às 18h13

    "O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) aspira concretizar a promessa de Alá, não importando quanto tempo levará. O Profeta, que as bênçãos e a paz de Alá recaiam sobre ele, disse; "A hora do julgamento não chegará até que os muçulmanos combatam os judeus e terminem por matá-los e mesmo que os judeus se abriguem por detrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: Oh! Muçulmanos, Oh! Servos de Alá, há um judeu por detrás de mim, venha e mate-o, exceto se se tratar da árvore Gharkad, porque ela é uma árvore dos judeus."

    Pronto, Pedro, enquanto vc se perde na retórico, eu venho com o fato.

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 18h41

    Ricardo,

    1. O seu "fato" foi retirado de http://www.beth-shalom.com.br/artigos/estatuto_ha
    E não de uma fonte oficial. Não pude deixar de escapar uma boa risada diante deste ridículo. Obrigado por animar a minha noite, mas não espere condecendência;
    2. Se eu me perco na retórica, é preciso que você demonstre (esta é uma argumentação indutiva, e portanto carece de epiquirema). Se você não for capaz de dar validade formal ao postulado, vai provar mais uma vez quem é que faz ataques grosseiros aqui.

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 18h42

    Espanta-me, também, que este tenha sido o único ponto que o sr. tenha sequer tentado refutar. Era preciso que eu salientasse! rs

    Ricardo

    17 de setembro de 2011 às 00h58

    http://www.fas.org/irp/world/para/docs/880818a.ht

    Tá lá pro final, ok?
    Pedro, eu adoraria discutir ponto por ponto com vc, mas parece uma discussão sem fim. Com td respeito, tenho mais coisas para fazer.

    É igual quando vc escreveu uma dissertação no outro post e o Azenha, que imagino que seja um homem bastante ocupado, retrucou: "Obrigado, de qualquer forma, pelas considerações. abs"

    Pedro Germano Leal

    18 de setembro de 2011 às 05h29

    Não escrevi uma dissertação, nem de perto. Aliás, tentei ser o mais didático possível. Pena que esteja além da sua capacidade de compreensão. No mais a validade de um argumento não se dá por seu volume. Só agora, quando você se vê sem alternativas é que evoca a falta de tempo. Pois bem, não apenas cumpro com as demandas da minha vida diária, quanto sou capaz de gastar poucos minutos para demonstrar seus sofismas – uma coisa não exclui a outra (mais uma falácia sua), claro, quando tratamos de pessoas gozando de suas plenas faculdades mentais.

    Ricardo

    17 de setembro de 2011 às 01h08

    O documento completo, caso o ceticismo persista.
    http://avalon.law.yale.edu/20th_century/hamas.asp

    Pedro Germano leal

    18 de setembro de 2011 às 05h33

    A fonte, mais uma vez, não é oficial. É risível que você insista, mas sua incapacidade de identificar uma simplea fonte explica em parte sua profunda desinformação.

    Ricardo

    18 de setembro de 2011 às 14h02

    O material foi publicado por um projeto vinculado à Universidade Yale. A partir dele, é possível ler que o Hamas é institucionalmente contra os judeus. O documento vale mais do que as suas palavras.

    No mais, Pedro, não cairei no seu jogo de insinuações e insultos. Estou acima disso. Como disse o Azenha: "Obrigado, de qualquer forma, pelas considerações. abs"

    Pedro Germano Leal

    18 de setembro de 2011 às 16h08

    Mais uma vez gastou seu tempo, não deu a evidência pedida, e ainda não produziu argumento formalmente válido. Em momento algum eu o insultei: sua inteligência já se presta a esse papel.

    Depois, eu posso elaborar um documento aqui, com a chancela da minha universidade, e afirmar qualquer coisa. Isso não tem validade formal alguma. O texto que você extraiu continua sendo apócrifo, atribuído ao Hamas por um site sionista. Está liquidada a questão. Curta seu jus esperneandi, mas não espere minha condecendência.

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 16h40

    Nossa Professor Pedro Germano!!!
    Assim eu perco as vistas tamanho o brilho das suas argumentações!!!!
    Se me chamarem de Anarquista, ou Socialista ou Esquerdista, também ficarei orgulhoso, mas prefiro ser chamado, e me considero acima de tudo, PACIFISTA!!!!
    Mais uma vez muito agradecido por poder compartilhar sua sabedoria!!

    Beto_W

    16 de setembro de 2011 às 18h23

    Pedro, com todo o respeito, creio que houve um deslize de sua parte no item 5. O que o Ricardo colocou foi uma frase de Kucinski que diz: "A carta do Hamas que prega a destruição do Estado de Israel é um empecilho também sério". Em nenhum momento eles falaram em destruir os judeus. E eu devo concordar, o estatuto do Hamas tampouco fala em destruir os judeus. Mas ainda assim, a meu ver, é um empecilho para a paz nas atuais circunstâncias.

    Veja bem, o Hamas é um movimento fundamentalista islâmico, e em seu estatuto está declarado como objetivo a destruição do Estado de Israel, e a criação de um estado islâmico em todo o território. Eles aceitam a presença de judeus e cristãos, desde que subordinados a esse estado islâmico. Eles recusam a solução de dois estados, já que acreditam que um ínfimo pedaço de terra do oriente médio que não esteja sob domínio muçulmano é uma aberração aos olhos de Allah. Eles recusam a criação de um estado palestino secular, pois acham que o estado deve seguir as leis da Sharia. Isso pode ser um problema para a paz, não?

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 18h53

    Beto_W,

    Eu entenderia perfeitamente, no entanto o próprio Ricardo realçou o caráter que atribuiu ao Hamas. Era, como alertei, o de sugerir que o Hamas quer a morte dos judeus, o que sabemos não ser, institucionalmente, verdade.

    Compreendo perfeitamente seu ponto, e o temos em comum. Eu não sou pro-Hamas, nem pro-estado Islâmico, como você deve ter percebido. Eu reconheço a importância do Hamas da mesma forma que reconheço a importância do reconhecimento de dois estados como parte do processo para uma solução mais definitiva para o conflito.

    Quando evoquei esta questão, quis demonstrar que não necessariamente todos que falam contra o Estado de Israel, como está aí, querem a morte ou extermínio de judeus, ao contrário do que se quer propagar – vide o texto oferecido pelo próprio Ricardo.

    O poder do Hamas reside na condição dos palestinos de Gaza, oprimidos barbaramente, e tendo suas mais elementares instituições debeladas. O Hamas, por si, não tem poder para ser um desafio para a paz. Especialmente por meio da violência. Acredito que com as implicações do reconhecimento da Palestina como um estado, estaremos diante de uma rápida transformação na região – sobretudo porque a ingerência de Israel pode desencadear graves consequências na ONU (sobretudo agora que Israel parece estar se esforçando para perder todos os aliados que tinha na região).

    Grande abraço!

    Beto_W

    17 de setembro de 2011 às 00h19

    Concordo plenamente!

    Ricardo

    17 de setembro de 2011 às 01h58

    Beto_W

    17 de setembro de 2011 às 23h08

    Tirado desse seu link mesmo:
    "Under the wing of Islam, it is possible for the followers of the three religions – Islam, Christianity and Judaism – to coexist in peace and quiet with each other."

    É verdade que eles frisam que todas as religiões só poderão coexistir sob o domínio muçulmano, e rejeitam qualquer solução que resulte em algo diferente – posto que são radicais fanáticos religiosos – mas nada consta sobre a "destruição dos judeus" ou "jogar os judeus ao mar".

    Pedro Germano Leal

    18 de setembro de 2011 às 16h08

    Muito bem observado, Beto!
    E muito menos consta o texto atribuído por Ricardo ao Hamas…

    Beto_W

    19 de setembro de 2011 às 11h36

    Pedro, entendo seu questionamento das fontes que o Ricardo usou, mas esse de fato é um documento redigido pelo Hamas em 1988, no início da Intifada. Achei uma fonte aparentemente idônea que reproduz a carta:
    http://www.thejerusalemfund.org/www.thejerusalemf

    O texto que o Ricardo cita consta no artigo 7. Mas, como eu já mostrei, em outras partes há menções de coexistência com os judeus – desde que sob um governo muçulmano. Esse trecho faz parte do estilo retórico muito comum a vários discursos do mundo muçulmano. É comum haver no meio do discurso citações a algum hadith. O trecho em questão faz parte do Sahih Muslim, mais precisamente do Livro 41, número 6985. O Sahih Muslim é uma das seis grandes coleções de hadith dos sunitas – que podem ser consideradas o análogo muçulmano ao Talmud. Eu ainda não consegui compreender o contexto do trecho em questão e o que ele realmente significa para os muçulmanos, pois não sou especialista em Islã.

    Infelizmente, no site oficial do Hamas (http://www.hamasinfo.net/ , só em árabe) não consta essa carta. É possível ver (usando o google translator, já que eu não leio em árabe) que na parte traduzida como "Definição do Movimento" consta algo como "Em Breve":
    Fwww.hamasinfo.net%2Far%2Fdefault.aspx%3Fxyz%3DU6Qq7k%252bcOd87MDI46m9rUxJEpMO%252bi1s7%252bA%252bepmUGUnP2wNs2bH6Ag8HYKCAueC7b8wPMb5zR%252bsOndSRnilpkOm7%252fmSj96m2kUV6hWzrMDqw%252fi8Taq9o8gS2NztE1MeqLkh0Jbncl1JY%253d” target=”_blank”>http://translate.google.com/translate?sl=ar&t…” target=”_blank”>Fwww.hamasinfo.net%2Far%2Fdefault.aspx%3Fxyz%3DU6Qq7k%252bcOd87MDI46m9rUxJEpMO%252bi1s7%252bA%252bepmUGUnP2wNs2bH6Ag8HYKCAueC7b8wPMb5zR%252bsOndSRnilpkOm7%252fmSj96m2kUV6hWzrMDqw%252fi8Taq9o8gS2NztE1MeqLkh0Jbncl1JY%253d

    Por que isso? Bem, encontrei dois artigos (em inglês) que podem ajudar a esclarecer isso:
    http://www.palestine-studies.org/journals.aspx?idhttp://palestinechronicle.com/view_article_detail

    No artigo do Palestine Chronicle, o autor, Dr. Ahmed Yousef, acusa o governo israelense de tirar trechos da carta de seu contexto para provar que o Hamas é racista e anti-semita (hmm, a mesma coisa que eu digo sobre os trechos do Talmud no livro que o rodrigo.aft recomendou…). Yousef faz questão de frisar o caráter histórico da carta, e afirma que ela não é um documento legal, mas sim uma manifestação da situação à época, e que a visão do Hamas mudou ao longo do tempo.

    Pedro Germano Leal

    19 de setembro de 2011 às 12h44

    Você está corretíssimo, Beto, quanto a haver uma citação ao Hadith. O problema é que o forista sugeriu ser o Hadith autoria do Hamas, o que é ridículo.
    Ademais, o texto do Hamas, como você salientou, trata da possibilidade de convívio e igualdade de direitos entre islamitas, judeus e cristãos – o que contrasta com a resistência ao sionismo, ilustrada então pelo Hadith em questão. Os 'judeus' que constam nesse Hadith, nitidamente, são associados na carta aos sionistas – com quem estão em conflito (não nos esqueçamos que Gaza é vítima de ataques constantes), e não aos judeus como um todo (que são expressamente respeitados em sua fé).

    Como você sabe, que judeus, cristãos e islamitas fossem julgados pelo que dizem seus textos religiosos… ninguém escaparia ao chicote – ainda mais quando fora de contexto.

    Também acredito ser, no mínimo, curiosa a dificuldade de se encontrar esse tal texto em fontes oficial do Hamas (onde também procurei) etc. Ao contrário, o texto pulula em sites sionistas, como a suspeita tradução ao português citada pelo ricardo).

    Luca K

    19 de setembro de 2011 às 13h35

    Eh Beto, o Hamas eh um movimento islâmico que foi alimentado inicialmente por Israel, q planejava enfraquecer a resistencia palestina secular(esta foi gradativamente infiltrada pelos israelenses). O problema é que o Hamas tem se mostrado mais resistente ao controle e infiltração israelense.

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 15h05

    P.S. Suas explicações também não justificam a falácia da generalização que atribuiu aos frequentadores deste espaço. Trata-se de um artifício grosseiro e imprudente, que não corresponde à mais simples observação da realidade. Aprenda a engolir seu rancor e produzir argumentos formalmente válidos, ou estará limitado à intempérie de uma interpretação distorcida dos fatos, e a uma atitude agressiva, autoritária e arrogante diante do próximo.

Operante Livre

16 de setembro de 2011 às 12h15

Interessante este assunto. Sempre pega fogo.
Basta uma palhinha e uma fagulha.
Parece briga de canina. Eu, hein!! tô fora.
Esta discussão, parece-me, tem pouca motivação intelectual.

Responder

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 18h18

    Pois é caro colega comentarista Operante Livre (muito bom nick).

    Desvia-se o foco e vira essa mixórdia!!!!

    Em tempo, acho que vou adotar o nick: "Livre Pensador".

Paulo

16 de setembro de 2011 às 12h12

excelentes as ponderações do Bernardo Kucinski, parabéns para este blog, Vamos desarmar os espíritos e procurar ver o conflito árabe-israelense de uma forma mais racional, sem a tacanhice do bem contra o mal.

Responder

    Cristiana CAstro

    16 de setembro de 2011 às 13h46

    Não me lembro de ter ouvido essa proposta no caso do Holocausto, ao contrário, passou a ser crime, inclusive, questioná-lo. Pq essa diefrenciação no trato com o Holocausto Palestino? Será antissemitismo? Aliás, onde estão os corpos dos Palestinos? Não vi nenhum filme, até agora e já se vão 65 anos… Kd as imagens chocantes? Kd a ONU tratando de escolher uma terra para os vilipendiados? Francamente, aqui não tem crianças Paulo, vc não está falando para os telespectadores da Globonews. Já deveria ter percebido isso.

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 18h55

    Paulo,

    As 'ponderações' do Kucinski são estritamente passionais. Em momento algum ele demonstrou o cerne da questão, que era o suposto erro de tradução. Chegou ao extremo, inclusive, de solenemente ignorar a pergunta. Isso me soa, sim, tacanhice.

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 23h16

    Caro Mestre Pedro.
    Vou parar de elogiá-lo para não ser mal interpretado, pois minha admiração é puramente intelectual, mas….

    Pôxa vida viu!

    – Tô feliz dimais, o meu Mestre arrasa!!!!!!!

Beto

16 de setembro de 2011 às 11h51

Sr. Kucinski. Postei esse comentário que segue em resposta à Conceição e, temendo que o sr. possa deixar de lê-lo, envio-o novamente de modo que não lhe passe despercebido. A seguir:
Sr. Kucinski!
Na sua resposta à segunda pergunta o sr. afirma: "A crítica da mídia é minha especialidade; às vezes, vejo o que outros deixam passar. Não se trata de ofendidos. Trata-se de mau jornalismo. Isso é ruim para todos, para Vila Vudu, que perde espaços e credibilidade, e para os leitores que perdem uma fonte alternativa de informação em português."
Devo dizer-lhe, sr Kucinski, que o Vila Vudu continuará sendo lido em outros espaços cibernéticos por aqueles que, como eu, aprecio o seu (do Vila Vudu), Excelente trabalho. Ademais, devido a essa polêmica que o sr. provocou, acredito que o coletivo tenha conquistado ainda mais admiradores, para isso basta ler os comentários favoráveis produzidos aqui no Viomundo. Quem perde credibilidade, a meu ver, é o sr., que se expôs desse modo ridículo às criticas que estão sendo dirigidas ao sr. aqui mesmo nesse nosso querido Viomundo. Da minha parte toda vez que tiver algum escrito do sr. postado aqui, vou passar batido, do mesmo modo que passei batido pelo resto, ou devo dizer, restolho dessa sua patética entrevista concedida à paciente e cordial Conceição Lemes. (ok, Viomundo, por mim não precisa mais postar nada desse sr. que eu solenemente ignorarei).
A propósito das suas respostas à polêmica da tradução, tomo a liberdade de formular-lhe a seguinte indagação:
Sr. Kucinski, o seu amigo sr. Storch, no seu (dele, Storch) primeiro comentário no post "Bernardo Kucinski e a tradução da Vila Vudu" nos informou que o sr. estava "sistematizando" seus (do sr., sr Kucinski) argumentos. Eu, e presumo muitos outros comentaristas no dito post, aguardamos ansiosamente, por quatro dias, essas tão "sistematizadas" ponderações. Agora a minha pergunta:
É só isso mesmo??????? O sr. passou quatro dias "sistematizando" isso tudo???
Que pujança intelectual!!!!! Que consistência argumentativa!!!!!!! Que Espanto!!!! Ou, como diria o meu querido PHA, do Conversaafiada, que horror!!!!!!!!
Peço-lhe, sr. Kucinski, presumindo que durante o penoso período de "sistematização" o sr. não tenha tido tempo de ler os comentários no já citado post, que para lá se dirija e responda, com tão bem "sistematizados" argumentos, às indagações e ponderações dos comentaristas, em especial gostaria de ler o sr. rebatendo a cada uma das brilhantes e muito bem fundamentadas colocações do colega comentarista Pedro Germano Leal.
Vergonhosa, covarde e antológica a sua (do sr., sr. Kucinski) participação neste episódio. Com certeza vai entrar com destaque nos anais do jornalismo blogosférico!!!!!!!!

Responder

Julio Silveira

16 de setembro de 2011 às 11h23

Tenho uma sugestão para que essa polemica possa ter pelo menos um pouco mais de justiça.
Azenha, peça ao Sr. Kucinsky que traduza para o Blog os textos dos citados e depois peça ao Vila Vudu que confirme se a tradução está de acordo. Acho que é facil ser pedra na vidraça dos outros, depois seria também importante saber se os autores dos textos estão de acordo com as traduções, se preferem a versão Kucinski ou Vila Vudu. Por que sempre acreditei que qualquer tradução tem que ser autorizada, e que geralmente o autor tem peso numa decisão de se levá-la a publico, será que estou enganado? o Vila Vudu violou algum direito autoral?

Responder

Zilda

16 de setembro de 2011 às 11h15

Tive a mesma decepção quando o escritor israelense Amós Oz apoiou a invasão do Líbano há pouco tempo atrás(não me recordo mais o ano). As máscaras sempre acabam caindo.

Responder

cronopio

16 de setembro de 2011 às 11h01

Acho que meus últimos comentários foram deletados pelo administrador…

Responder

    Beto_W

    16 de setembro de 2011 às 11h35

    Cronopio, me adiantando aos administradores, acho que eles só deletam o que for realmente ofensivo. Os comentários ficam aguardando a aprovação do moderador, o que às vezes pode demorar, já que eles são apenas em 4, e devem ter de ler milhares de comentários por dia.

    O pior é que às vezes um comentário nem chega a eles, fica perdido por um tempão até aparecer na lista de comentários aguardando moderação. Isso é um problema do sistema do IntenseDebate, não dos administradores do Viomundo. Já aconteceu várias vezes comigo, acabei escrevendo de novo e alguns dias depois aparece meu comentário e fica tudo em dobro :-/

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 11h41

    Corretíssimo xará!
    Me exasperei algumas vezes com o Viomundo, mas, ontem, consultei um amigo muito entendido desses assuntos e eleme deu a mesma explicação, o IntenseDebate costuma dar umas palas!!!!

    cronopio

    16 de setembro de 2011 às 13h34

    Vocês têm razão. Fiquei em dúvida porque meu comentários criticavam a entrevista, mas, se fosse esse o caso, certamente eu teria recebido alguma mensagem.

    Abçs

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 17h16

    Sugiro, caro colega comentarista Cronopio, que você salve o seu post (Ctrl C), até que o mesmo apareça na sessão de comentários, e caso depois de um tempo razoável (razoabilidade de acordo com o horário, é claro, pois o pessoal do Viomundo também tem seu direito de dormir, por exemplo), poste-o novamente.

urbano

16 de setembro de 2011 às 10h44

Quem ja perdeu a credibilidade ha muito tempo é o sionismo.Não adiantam malabarismos semânticos de jornalistas bem intencionados. Se podem chamar Kadaffi ou Bin Laden de "Tiranos", "estrupadores", "terroristas" porque não aos Judeus que massacram Palestinos? "Cão de Guarda" é expressão corrente e de significado especifico. Não custa lembrar que os professores de terrorismo foram os Sionistas quando lutavam contra a Inglaterra. ( Para quem não sabeé só recordar o atentado terrorista dos sionistas no hotel onde morreram centenas de soldados britanicos)

Responder

Bonifa

16 de setembro de 2011 às 10h41

É muito bom que haja ampla campanha, a partir de militancia de judeus esclarecidos, no sentido de que a opinião pública mundial não continue a confundir o Sionismo e os governos sionistas de Israel com a generalidade dos povos judeus. É exatamente desta confusão que se nutrem os radicais que poderão levar à destruição do Estado de Israel e a indizíveis sofrimentos, inteiramente desnecessários, de todos os judeus ao redor do mundo. Esta seria a questão central. Sabe-se que, dentro de Israel, a direita sionista armou uma teia de condições psicolólogicas que sufocam os judeus israelenses e os obrigam a enxergar no radicalismo de direita o único caminho a ser percorrido pela população israelense. Os projetos sionistas se impõem como se fosse por eles e apenas por eles que Israel, como país, tem razão de existir. E tais projetos, por vezes monstruosos, são consumados à vista de toda a Humanidade, por sua vez cada dia mais crítica e observadora. Diante destas questões, são enormes as tarefas que se impõem à militancia judia anti-sionista, dentro e fora de Israel. As traduções de artigos desta linha de militancia devem ser bem feitas, mas um ou outro erro de tradução não pode ser tomado como fundamental ou impeditivo de trabalho um milhão de vezes mais importante e abrangente. Contribuir para melhorar é bom. Contribuir para impedir ou atrapalhar é inconcebível.

Responder

    Cristiana CAstro

    16 de setembro de 2011 às 13h38

    Quem faz questão de manter a confusão, aliás, quem criou a confusão entre sionismo e judeus, foram os próprios sionistas que se escondem atrás de um povo para cometer suas atrocidades. Toda vez que alguém denuncia uma barbaridade sionista, vem um SIONISTA e o acusa de antissemitismo. Os sionistas não estão nem aí para os judeus, só os usam como escudo. Pq razão, os sionistas, tão afetados pela questão dos judeus não voltou suas baterias para a Alemanha e sim para a Palestina?

Paulo Tavares

16 de setembro de 2011 às 07h28

É natural que traduções venham impregnadas de erros pontuais.
Porém, a questão central é que Israel e seus habitantes impõem humilhações há mais de 65 anos aos palestinos e árabes. Isto tem de acabar e ponto final.
O reconhecimento do Estado palestino será o primeiro passo.
Eu nem expresso minhas opiniões sobre esta questão, pois existe um "consenso" construído pelos EUA/Israel que qualquer opinião que não seja o senso comum, tipo, "pedir paz" (que só interessa a Israel) é considerada antissemita. Coincidentemente, boa parte da grande mídia mundial é controlada por judeus.
Outra coisa, os judeus sempre se acham vítimas de supostas perseguições, cuja intensidade e tempo, são, no mínimo, questionáveis. Agora, não vamos nunca deixar de cobrar os assassinatos em série que Israel impôs ao ponvo árabe, cedo ou tarde.

Responder

flavio jose

16 de setembro de 2011 às 06h21

Nesta polemica, achei interessante quando Bernardo Kucinski cita: Bastava terem pedido desculpas por eventual mal entendido e pronto. Como eles gostam que se reconheça o erro pedindo desculpas "não considera erro a tradução inicial". O Estado de Israel não pede desculpas pelos seus erros. Vejamos a caso dos Turcos assassinados em mar internacional pelo Estado de Israel. Mais recente o caso do assassinato dos soldados do Egito. Não sou antissemita, entretanto os abusos cometidos por qualquer estado devem ser denunciado sempre.Sou admirador dos Pacifistas, entre eles Uri Avnery, Gush Shalom [Bloco da Paz].

Responder

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 08h18

    Não pode ser admitido um erro que, formalmente, não existiu. O Sr. Kucinski não conseguiu demonstrar, em momento algum, o suposto erro.

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 14h25

    Pois é Pedro. O sr. Kucinski aproveitou-se mais uma vez para desviar o foco e o Viomundo caiu direitinho na armadilha!!!!!
    Observe caríssimo colega comentarista o título do post. Tipo: Vamos mudar de assunto????
    Estou tentando imaginar uma explicação para o Viomundo acolher com tamanha cumplicidade as manobras falaciosas dos polemistas sionistas (não levem aí qualquer conotação preconceituosa contra sionistas, sou um livre pensador e não me submeto a nenhuma das posições ideológicas que desfocaram o debate).
    Que tipo de falácia é essa, professor Pedro Germano, em que a gentil entrevistadora, que muito admiro, levanta a bola do diversionismo para o entrevistado cravar suas manobras?????
    Me pergunto: Será que o Bernardo foi professor do Azenha e da Conceição??? O que me faria supor uma possível síndrome de estocolmo!!! Apenas suposições viu, Viomundo! Idéias que me vieram à mente…
    Não sei, professor Pedro Germano, como atuar no debate doravante. Se devemos prosseguir a polêmica aqui neste post, ou respeitando os que querem debater a questão israelo-palestina, continuar debatendo no post "Bernardo Kucinski e a Tradução da Vila Vudu", deixando este "Observações de Bernardo Kucinski sobre Israel, Palestina e Mídia" para os que querem debater a política da região.
    Em qual dos posts, professor, devo ficar aguardando as respostas do Kucinski às suas (do sr. Professor Pedro Germano) brilhantes colocações??????
    Estou ficando exasperado caro Mestre, com tamanho diversionismo!!!!!
    Será que o que escrevo aqui ou lá, estimulando os srs. Kucinski e Storch a participar da enriquecedora troca de ideias não passa de um amontoado de asneiras?????
    Porque não me respondem??? Será que obteremos alguma satisfação aos seus brilhantes argumentos???? Será que poderíamos pedir ao Viomundo que especifique melhor as perguntas de modo a contemplar claramente suas colocações, caríssimo colega comentarista?????
    O colega está percebendo que o sr. Storch ainda não deu as caras por aqui, digo, neste post???? E já estamos, no momento em que escrevo, em 75 comentários!!!!!!!
    Como o sr. me aconselha a prosseguir caro mestre da argumentação, nesse cipoal de desconversas????
    E aí Viomundo, devo debater a tradução aqui ou acolá???? Afinal só estou aqui pelo Vila Vudu!!! Ou vou ter que ficar zanzando de post em post???? Sobre a questão israelo-palestina eu prefiro continuar buscando as traduções do Vila Vudu!!!!!!!!! Ou Viomundo prefere que eu me retire do debate de uma vez por todas??? Será que estou incomodando? Posso me retirar se Viomundo achar por bem, nem por isso deixarei de ser um leitor assíduo!
    Caríssimo Professor Pedro Germano, perdoe a minha impertinência, mas tenho pouca prática nesse tipo de debate, contudo gostaria que o sr. apontasse onde é que estou errado em minhas colocações, digo semântica e argumentativamente falando.
    Cordialmente,
    Beto

    Eduardo Rawet

    16 de setembro de 2011 às 09h30

    Israel pediu desculpas pela caso do assassinato dos soldados do egito.

Ricardo

16 de setembro de 2011 às 03h06

Impressionante como os leitores deste blog não conseguem ler uma opinião que diverge da deles. Muitos admitiram que nem leram a entrevista até o final. Todos os comentários seguem o mesmo tom: Kucinski é fanático, repugnante, incapaz, e apela para clichê sionistas. É um debate sem embate, pois todos concordam com todos. Os poucos que discordam tomam avaliações negativas, independentemente do que falaram.

Por aqui, não vejo a menor tentativa de entender a complexidade do conflito. Convicções, e não as mentiras, são as maiores inimigas da verdade. Kucinski, na minha opinião, contribuiu para o debate, e não é porque interpreta os fatos de outra maneira que deve ser insultado.

Em tempo, as perguntas são extremamente parciais. Em todas, as acusações recaem sobre Israel e os israelenses, por isso a insatisfação do entrevistado. O blog considera a abordagem da grande mídia tendenciosa, sempre pró-Israel, mas caiu no mesmo erro; só escolheu o outro lado.

Responder

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 08h25

    "Impressionante como os leitores deste blog não conseguem ler uma opinião que diverge da deles. Muitos admitiram que nem leram a entrevista até o final. Todos os comentários seguem o mesmo tom: Kucinski é fanático, repugnante, incapaz, e apela para clichê sionistas."

    Esta é uma falácia da generalização apressada. Aprenda a construir um argumento formalmente válido antes de fazer acusações grosseiras contra terceiros.

    Se as perguntas foram parciais, demonstre. Caso contrário é uma falácia da pressuposição.

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 11h47

    Caro Pedro!
    A cada comentário seu vou me tornando mais seu fã!!!
    Obrigadaço!!!!!
    De falácia em falácia o Storch, o Kucinski, e os que tentam defendê-los vão perdendo mais e mais credibilidade!!!!

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 12h20

    Blearghhhh!!!!!!!!
    Essa entrevista, na qual o sr. Kucinski expõe o seu ponto de vista sobre a questão politica da região, foi motivado pelo patrulhamento ideológico que esse sr. cometeu contra o Coletivo Vila Vudu.
    Nas duas primeiras respostas, as únicas dedicadas às explicações, exaustivamente "sistematizadas" por ele durante longos quatro dias, ele não contrapôs nenhum argumento às brilhantes colocações do colega comentarista Pedro Germano Leal, eu suponho que ele não tenha tido tempo de lê-las (as colocações do Pedro), por estar totalmente dedicado ao processo de "sistematização". Quanto ao resto da entrevista, eu li em modo [super-hiper-mega-leitura dinâmica] pois não é do meu interesse debater as posições do sr. Kucinski quanto à questão israelo-palestina. Devo dizer que jamais lerei novamente qualquer artigo desse sr. que, aqui no Viomundo, durante esse nosso embate verbal a propósito do seu patrulhamento, se me revelou de natureza asquerosamente repugnante, assim como os falaciosos defensores das suas posições na questão inicialmente em foco no post "Bernardo Kucinski e a tradução da Vila Vudu" postado pelo Viomundo em 11/09/2011, quando então as torres gêmeas dos seus argumentos começaram a ruir ruidosamente nos comentários da imensa maioria dos leitores.

    Luiz Carlos Azenha

    16 de setembro de 2011 às 12h28

    Geralmente, as perguntas são feitas para estimular uma explicação do entrevistado, caso contrário se torna uma conversa de comadres. Perguntas como as feitas pela Conceição possibilitaram ao entrevistado expor com clareza sua opinião. Sim, algumas foram feitas a partir da explicação do Coletivo da Vila Vudu, já que a ideia era justamente dar oportunidade de resposta. Se o objetivo era permitir um contraponto, ele aparece acima. Não, isso nem sempre acontece na grande mídia.

    Conceição Lemes

    16 de setembro de 2011 às 12h59

    Ricardo, o meu papel como repórter não é fazer as perguntas que o entrevistado gostaria que eu fizesse — e isso vale para toda a entrevista — mas perguntar o que julgo necessário para esclarecer o tema em pauta. No caso, o gancho era o questionamento da tradução, que teve uma frase considerada antissemista. E a partir daí saber o que o Bernardo Kucinski pensa sobre outros assuntos relacionados. Eu não faço entrevistas olhando pro meu umbigo. Penso nos leitores — sempre! POr isso, as minhas perguntas foram baseadas nos muitos comentários dos leitores do Viomundo, no texto da Vila Vudu e em outras coisas que tenho lido nesses últimos tempos. O objetivo era saber o que ele pensa sobre questões tão delicadas, para ajudar a esclarecer os leitores. O Kucinski é um excelente jornalista e sabe que o meu papel como repórter é questionar. Tanto que ele não reclamou das perguntas. As primeiras ele disse que eram redundantes e respondeu todas juntas. Numa outra argumentou que eu partia de uma premissa incorreta, e disse que era o correto, na opinião dele. E o Kucinski respondeu tudo o que achava necessário. abs

    Cristiana CAstro

    16 de setembro de 2011 às 14h01

    Ah Ricardo, não viaja, ok? A única coisa que prestou na entrevista foram as perguntas. Além disso, foi o prórprio BK, que depois de levantar a polêmica, esquivou-se de responder as perguntas acerca do debate. O problema é que sionistas, acostumados com tudo nas mãos, sem precisar fazer esforço, pensam que a vida de todo mundo é mole. Isso aqui é um blog e não uma emissora de TV sionista, ou seja, é um trabalho ferrado para o jornalista estabelecer-se e conquistar seu público. Aí vem um sujeito e coloca em xeque um trabalho pesado de anos de dedicação. Eu não sei se vc percebeu mas muitas pessoas falavam em abandonar o blog por conta da censura a VV. O que vc acha disso? Ah, os leitores não sabem ler opiniões diferntes…. Simples, né? O blog não é seu. A opinião de Seu Kucinski não TEM NADA de diferente, é a mesma das TVs, jornais e revistas, pelo mundo afora. A diferença está com a VV e, por isso, o debate. A entrevista foi muito boa, o entrevistado é que é ruim.

    Morvan

    16 de setembro de 2011 às 14h46

    Boa tarde.
    Sempre que me deparo com um contraponto como esta sua resposta, Cristiana Castro, eu me refrigero em alegria e esperança. Sem um mínimo de animosidade, ranço ou vociferação, você contrapôs as alegações do postante anterior e mostrou a todos os males causados pela crítica descuidada do sr. Kucinski.
    Parabéns.
    Precisamos de mais pessoas com a sua capacidade de argumentar.

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 17h10

    Cristiana CAstro.
    Por acaso você é parente do Fidel, ser for diga que sou fã dele, que já o fotografei e tive o prazer de estar próximo a ele. (brincadeirinha com fundo de verdade).
    pela primeira vez nesse debate venho lhe congratular pelas ótimas colocações, as li todas, com atenção.
    Mais uma vez você pegou na veia!!!! Ou na artéria!!!
    Vamos que Vamos!!!!

    Cristiana Castro

    16 de setembro de 2011 às 20h44

    Eu não sou não mas um monte de gente me pergunta isso LOL!!!!! Obrigada pelo elogio; aliás, a vc e ao Morvan.

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 23h03

    Sou marinheiro de primeira viagem nesse tipo de debate, devo confessar que estou apreciando muito, apesar de me exasperar muitíssimo com as tergiversações de alguns debatedores.
    agradeço as suas curtas mas contundentes observações.

ZePovinho

16 de setembro de 2011 às 01h01

http://www.anakonda.com.br/558-1TOTAL-CartaCapita

Revista "Carta Capital", Edição 283 de 24 de março de 2004

Fiel transcrição:

A HORA DA AUTÓPSIA

Carlos Costa, que chefiou o FBI no Brasil por quatro anos, fala sobre ordens dos Estados Unidos para "monitorar" o País e relata: como os EUA "compraram a Polícia Federal", o terrorismo, o atentado tramado na Tríplice Fronteira, a bomba atômica que planejavam detonar em Washington…

Responder

    Cristiana CAstro

    16 de setembro de 2011 às 13h22

    É Zé Povinho, se na Palestina cabem dois Estados, aqui no Brasil devem caber uns 45 hahahahhahahahahahaa

ZePovinho

16 de setembro de 2011 às 00h46

Eu,o Neurótico de Guerra,mantenho minha opinião(que é a mesma do ex-analista da National Security Agency-NSA dos EUA,Wayne Madsen):a CIA e o MOSSAD fizeram o 11 de setembro e estão envolvidos em muitos atentados terroristas de falsa bandeira pelo mundo.
Vocês não devem lembrar,mas antes daquela demolição controlada das torres gêmeas do World Trade Center,a CIA foi flagrada espionando a NSA por meio de um túnel escavado em Washington.Foi ainda no final da década de 90.Alguém aí lembra?

Wayne Madsen

Wayne Madsen Ex-funcionario de la National Security Agency (NSA), se convirtió en periodista investigador especializado en el espionaje electrónico, posteriormente en el espionaje en general. Fue jefe de sección en la revista francesa Intelligence Online hasta que esta fue comprada por el diario francés Le Monde. Actualmente él mismo publica la Wayne Madsen Report e interviene regularmente en la televisión rusa internacional Russia Today emitiendo en inglés. Ha escrito varios libros: The Handbook of Personal Data Protection (London: Macmillan, 1992); Genocide and Covert Operations in Africa 1993-1999 (Edwin Mellen Press, 1999); Jaded Tasks: Big Oil, Black Ops & Brass Plates and Overthrow a Fascist Regime on $15 a Day y co-autor de America’s Nightmare: The Presidency of George Bush II (Dandelion, 2003).
http://www.voltairenet.org/11-S-Preguntas-que-esp

Primera parte
11/S: Preguntas que esperan respuestas

por Wayne Madsen

Diez años han pasado ya desde que acontecieron los trágicos sucesos del 11 de septiembre 2001. La mayoría de la opinión pública es unánime: el gobierno de Estados Unidos ha dejado claro que había algo que ocultar. Mucha gente, sean funcionarios de la Casa Blanca o encargados de la lucha contra el terrorismo, antiguos miembros de la Comisión Nacional de Investigación, muchos de ellos, han ido poco a poco desvinculándose de una versión oficial que simplemente no tiene sentido. El analista norteamericano Wayne Madsen, antiguo experto en inteligencia del gobierno de EEUU en la National Security Agency (NSA) relata esta amplia operación de encubrimiento.

…………………………………………………………………………………….

"Nuestro objetivo era documentar el ’Evento’"
Los cinco israelíes entrevistados en un programa show de la televisión israelí en noviembre de 2001.

[youtube zx9q5N8iV68 http://www.youtube.com/watch?v=zx9q5N8iV68 youtube]

"…………Cinco israelíes que trabajaban para la compañía “Urban Moving Systems” de Suter fueron arrestados por la policía y el FBI en la tarde del 11 de septiembre mientras conducían una camioneta sospechosa cerca del Giant Stadium, en Secaucus, Nueva Jersey. Los cinco israelíes eran los únicos sospechosos arrestados el día 11 de septiembre de 2001 por supuesto vínculo con los ataques de ese día. Los cinco fueron deportados a Israel sin jamás ser formalmente acusados de nada. El memo de la DEA decía específicamente que los israelíes que intentaron penetrar oficinas federales y residencias de empleados del sistema legal pudieron haber tenido vínculos con un “grupo fundamentalista islámico.”…………..

Responder

Ivanisa Teitelroit

16 de setembro de 2011 às 00h28

Leiam: "Serão os judeus semitas?" . Quando encontrar o livro, informo o autor.
Copio informação sobre os povos semitas

A origem da palavra Semita está na Bíblia, mais precisamente no livro do Gênesis quando se trata da história de Noé. Nas escrituras judaicas, um dos filhos de Noé era chamado Sem, o que é uma versão grega para o nome hebraico Shem. A derivação do nome de tal filho de Noé, Semita, passou a identificar um conjunto de povos que possuem traços culturais comuns.

Os Semitas tiveram origem no Oriente Médio, onde ocuparam vastas regiões indo do Mar Vermelho até o planalto iraniano. São povos típicos de ambientes com clima seco, o que os caracteriza pelas práticas do pastoreio e do nomadismo. Esses antigos povos identificados pela fala semítica envolvem os arameus, assírios, babilônios, sírios, hebreus, fenícios e caldeus.

O passar do tempo apresentou diversos desafios aos povos semitas, que precisaram migrar em busca de melhores condições ou de sobrevivência. A grande expansão semita no mundo se deu através dos povos árabes em consequência da criação do Islamismo, datando do século VII. O reverenciado profeta muçulmano Maomé conseguiu unir diversas linhagens dos povos árabes em forma pacífica sob os dogmas da religião Islâmica. Com a nova configuração apresentada, esses fiéis se lançaram em conquista de um novo mundo, conquistando regiões da Espanha até o Oceano Pacífico. Todavia o poderio desses povos que marcou um extenso império acabou se subdividindo em diversos estados em razão de conflitos, sobretudo, com cristãos e turcos. Os árabes, em várias ocasiões, acabaram submetidos a outros poderes.

Os Semitas estão intimamente ligados com a origem das três grandes religiões monoteístas no mundo: o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. A religião judaica nasceu entre os povos hebreus, no Mediterrâneo, durante os conflitos entre cananeus e moabitas. Os judeus também se espalharam pelo mundo muito em razão da invasão dos povos romanos no século I da era cristã. Essa grande dispersão que se deu é reconhecida como a Diáspora Judaica, que resultou na formação de grupos de judeus pelo mundo e no estabelecimento de novos contatos culturais. Assim sendo, as características originais mantiveram-se mais forte apenas entre os grupos que permaneceram no continente asiático.

Além das migrações promovidas pelos islâmicos e pelos judeus, diversas outras também ocorreram entre os povos semitas. Tornou-se impossível falar de um grupo étnico homogêneo, pois a grande movimentação incorreu no encontro entre diversas culturas que originou novas características, como é o caso do grande número de línguas que passaram a compor a família semítica.

Os povos árabes e os hebreus são os que mais se destacam dentro da linhagem Semita, mas, como já dito, diversos outros comungam de uma mesma origem. Esses vários povos passaram por diversos conflitos especialmente com povos de origem européia no decorrer do tempo. O século XIX marcou uma nova fase de expansão colonialista dos europeus, que buscavam fontes de matérias-primas para seus produtos industrializados e zonas de influência que pudessem garantir o consumo de suas produções. Essa ambição marcou-se, sobretudo, com conflitos entre culturas diferenciadas, nos quais os Semitas estavam diretamente envolvidos.

O século XX também foi marcado por muitos conflitos com os povos de origem Semitas, mas também entre eles mesmos, como é o caso dos embates entre árabes e hebreus. A criação do Estado de Israel, após a Segunda Guerra Mundial, gerou um clima de muita instabilidade e confrontos na região do Oriente Médio.

O muito popularmente difundido termo anti-semita é utilizado em muitas ocasiões como sinônimo de condutas ou posturas contra os judeus. Mas, é importante frisar, que, no rigor do termo, denota comportamentos de oposição aos povos remanescentes da origem semítica.

Responder

    Cristiana CAstro

    16 de setembro de 2011 às 13h20

    Muitíssimo bem postado pq evidencia de vez o antissemistismo israelense. Até onde eu saiba, nenhum outro povo na terra tem o prazer quase orgástico em matar semitas ( Palestinos ), além dos israelenses. Portanto, o cara tem que ter meio neurônio para cair nesse conto do vigário de antissemitismo.

NilvaSader

16 de setembro de 2011 às 00h26

Somente após o ataque à flotilha humantária é que a mídia ocidental viu-se obrigada a, mesmo a contragosto, diversificar as opiniões sobre a questão Israel/Palestina. Até então era uníssona a acusação contra os árabes palestinos. Todas atrocidades dos sionistas eram justificadas e eles tratados como vítimas das pedrinhas atiradas e por isso reagiam. Não me lembro de ver o Kucinski reclamar do discurso direcionado a protege e justificar o genocídio praticadas pelos judeus sionistas, tendo como justificativa o holocausto.
Eu continuo a receber as traduções do Vila Vudu por email. Claro que não é como aqui, onde posso aprender com os comentários.

Responder

Marat

16 de setembro de 2011 às 00h11

Eu acho que é isso que falta aos árabes de uma forma geral, em particular no Brasil: Eles parecem estar apáticos diante de todo o tipo de sabotagem e preconceito que sofrem com a imprensa nacional, claramente pró-EEUU/Israel. O Brasil, de uma forma geral macaqueia os estadunidenses e compra fácil suas idéias e seus preconceitos. Os árabes deveriam ser como os judeus: Esquadrinhar TUDO o que se escreve, e se colocarem como vítimas, como Israel faz com brilhantismo. Eles conseguem quase sempre cometer genocídios e, se alguém abre o bico, logo são taxados de antissemitas. Os árabes tem de usar mais o termo anti-árabe, usar incessantemente, pois, do contrário, serão esfacelados, restando apenas a Arábia Saudita, enquanto ali houver petróleo!

Responder

Ivanisa Teitelroit

16 de setembro de 2011 às 00h08

Postei este cartaz em minha página no facebook, antes já havia postado o panfleto dos judeus israelitas socialistas. Hoje li, no portal vermelho, o artigo de Uri Avnery e fiquei surpresa. Fiquei satisfeita com a lembrança de Yasser Arafat em uma foto em que Uri e Yasser Arafat estão abraçados. Mais abaixo estava a tradução do texto em que foram mantidos "colonos judeus cães ou colonos cães judeus". Por que não traduzem por cães de guarda, ou cães militares israelenses ou colonos cães israelenses? Produziria um efeito ainda mais forte e não reacenderia o antisemitismo. Quanto à discussão sobre o sionismo teríamos que voltar 100 anos atrás para discutir as divisões dos judeus socialistas e marxistas e a II Internacional. Ou quem sabe Marx "sobre a questão judaica". No momento, seria importante alterar a tradução para termos uma grande campanha em favor do Estado da Palestina.
Ivanisa Teitelroit Martins

Responder

    raul

    16 de setembro de 2011 às 09h26

    Poderia ser colonos caes sionistas?
    Ou colonos caes khazares?

    Estes caras nem semitas são, e usam o anti-semitismos,
    para enganar, principalmente aos Cristãos fundamentalistas.

    Vejam o texto abaixo e entendam o pq que os khasares, ja foram expulsos,
    de mais de 40 países.
    http://www.iahushua.com/JQ/factsR3.html

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 14h46

    Cara Ivanisa, primeiramente gostaria de agradecer as respostas aos meus comentários em "Bernardo Kucinski e a Tradução da Vila Vudu". O que sinto é que devo dizer-lhe é que gostaria muito de estar trocando ideias com você, sobre a questão israelo-palestina, no post "Cães de Guerra – Tradução Vila Vudu", que infelizmente foi deletado de modo cruel e desalmado pelo Viomundo. Peço-lhe que, se não me achar muito inconveniente, leia a resposta que dei ao comentário do Professor Pedro Germano no comentário de flavio jose, que Ctrl V em seguida, e me responda, se puder às indagações que ali coloquei.
    Obrigado pela atenção,
    Beto. …segue:
    Pois é Pedro. O sr. Kucinski aproveitou-se mais uma vez para desviar o foco e o Viomundo caiu direitinho na armadilha!!!!!
    Observe caríssimo colega comentarista o título do post. Tipo: Vamos mudar de assunto????
    Estou tentando imaginar uma explicação para o Viomundo acolher com tamanha cumplicidade as manobras falaciosas dos polemistas sionistas (não levem aí qualquer conotação preconceituosa contra sionistas, sou um livre pensador e não me submeto a nenhuma das posições ideológicas que desfocaram o debate).
    Que tipo de falácia é essa, professor Pedro Germano, em que a gentil entrevistadora, que muito admiro, levanta a bola do diversionismo para o entrevistado cravar suas manobras?????
    Me pergunto: Será que o Bernardo foi professor do Azenha e da Conceição??? O que me faria supor uma possível síndrome de estocolmo!!! Apenas suposições viu, Viomundo! Idéias que me vieram à mente…
    Não sei, professor Pedro Germano, como atuar no debate doravante. Se devemos prosseguir a polêmica aqui neste post, ou respeitando os que querem debater a questão israelo-palestina, continuar debatendo no post "Bernardo Kucinski e a Tradução da Vila Vudu", deixando este "Observações de Bernardo Kucinski sobre Israel, Palestina e Mídia" para os que querem debater a política da região.
    Em qual dos posts, professor, devo ficar aguardando as respostas do Kucinski às suas (do sr. Professor Pedro Germano) brilhantes colocações??????
    Estou ficando exasperado caro Mestre, com tamanho diversionismo!!!!!
    Será que o que escrevo aqui ou lá, estimulando os srs. Kucinski e Storch a participar da enriquecedora troca de ideias não passa de um amontoado de asneiras?????
    Porque não me respondem??? Será que obteremos alguma satisfação aos seus brilhantes argumentos???? Será que poderíamos pedir ao Viomundo que especifique melhor as perguntas de modo a contemplar claramente suas colocações, caríssimo colega comentarista?????
    O colega está percebendo que o sr. Storch ainda não deu as caras por aqui, digo, neste post???? E já estamos, no momento em que escrevo, em 75 comentários!!!!!!!
    Como o sr. me aconselha a prosseguir caro mestre da argumentação, nesse cipoal de desconversas????
    E aí Viomundo, devo debater a tradução aqui ou acolá???? Afinal só estou aqui pelo Vila Vudu!!! Ou vou ter que ficar zanzando de post em post???? Sobre a questão israelo-palestina eu prefiro continuar buscando as traduções do Vila Vudu!!!!!!!!! Ou Viomundo prefere que eu me retire do debate de uma vez por todas??? Será que estou incomodando? Posso me retirar se Viomundo achar por bem, nem por isso deixarei de ser um leitor assíduo!
    Caríssimo Professor Pedro Germano, perdoe a minha impertinência, mas tenho pouca prática nesse tipo de debate, contudo gostaria que o sr. apontasse onde é que estou errado em minhas colocações, digo, semântica e argumentativamente falando.
    Cordialmente,
    Beto

    Conceição Lemes

    16 de setembro de 2011 às 15h21

    Beto, de onde vc tirou que o Azenha e eu poderíamos ter sido alunos do Bernardo Kucinski?! Síndrome de Estocolmo?! Eu e o Azenha fizemos Jornalismo na ECA USP, mas antes de o Bernardo dar aula lá. Portanto, antes de tentar levantar hipóteses levianas pra justificar as tuas opiniões, procure se informar melhor. É um desrespeito a nós. Lamentável. Foi a primeira vez na vida que conversei com o Kucinski. As perguntas e respostas foram por e-mail. Veja a resposta que deixei para o Ricardo.

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 16h15

    Perdoe-me Conceição, peguei pesado na ironia e provocação!!!! Não tive a intenção de ofendê-los, admiro muito o trabalho de vocês. Foi mal!!!
    Tirei da minha imaginação, cara Conceição, e peço desculpas pela provocação. Pensei ter deixado bem claro que eram apenas digressões de quem não obtém respostas para as múltiplas indagações que surgem a cada atualização da sessão de comentários.
    Viomundo, mais uma vez, me desculpem, se possível, meu tom provocativo. Foi mal! Me atrevo a justificá-lo devido ao meu estado de exasperação diante de tanto diversionismo. É que escrevo com uma certa dose de emoção também. Caso a resposta, que aguardo de Viomundo, se devo ou não me retirar, seja negativa, isto é, devo permanecer no debate, prometo que tomarei mais cuidado em provocar sem ferir suscetibilidades.
    Em tempo, peço que Viomundo sugira aos comentaristas que se posicionem nos posts de acordo com o foco proposto nos títulos, se possível.

    Conceição Lemes

    16 de setembro de 2011 às 16h34

    Não se trata de ferir suscetibilidades, mas de respeito. Afinal, nós respeitamos os leitores. A propósito, em que outro site vc poderia debater como aqui?

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 18h07

    Sim Conceição, concordo plenamente, estou gostando do debate apesar de estar indignado com o deletamento da tradução e a decisão de Viomundo em não mais publicar o Vila Vudu.
    Já me arrependi da provocação, confesso que peguei pesado e não tive a intenção de ofendê-los, peço mais uma vez que me perdoem, por favor.
    Sim Conceição, considero o Viomundo o mais democrático dos sites "sujos", e agradeço por isso, tanto é que tenho deixado muito claro que não deixarei de ser um leitor assíduo, apesar da discordância nesta questão. E reafirmo minha admiração pelo trabalho do Viomundo, perdoem-me o desrespeito, não foi a minha intenção!
    E estarei debatendo nesta trincheira até que Viomundo volte atrás em suas decisões (delete+não publicação) ou algum comentarista me convença que as decisões foram acertadas. Como nem um nem outro ainda aconteceu, e fico cada vez mais convencido do meu ponto de vista, devido, principalmente, às inteligentíssimas colocações do Professor Pedro Germano, o debate continua…
    Creio que, palpite meu, se Viomundo ponderar as argumentações do Pedro Germano e voltar atrás em suas decisões, esse polêmica poderia arrefecer pacificamente…
    cordialmente arrependido,
    Beto.

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 23h52

    em tempo Ivanisa,
    me passou despercebido, mas, relendo esse seu comentário destaco a sua frase: " Mais abaixo estava a tradução do texto em que foram mantidos "colonos judeus cães ou colonos cães judeus"…
    Para minha surpresa a manipulação da ordem das palavras feita pelo sr. Storch também lhe contaminou. procurei pela tradução do artigo de Avnery no portal vermelho, para ver se havia alguma discrepância entre as traduções publicadas, mas não o encontrei, porém, Ivanisa já tinha tido o cuidado de ler todas as publicações das traduções linkadas pelo Azenha. Em nenhuma delas existe a palavra "cães", seguida da palavra "judeus", o sr. Storch usou esse artifício de alterar, descaradamente, a ordem das palavras para nos induzir ao erro, a mim ele não pegou, tampouco retrucou quando questionado por esse descaramento, mas você caiu direitinho na esparrela!
    Peço-lhe, já que o sr. Storch lhe induziu a tão grosseiro equivoco, que pergunte a ele onde, em que publicação da tradução, se possivel com um link para facilitar, ele leu a palavra "cães" seguida da palavra "judeus". Pois comigo parece que ele se recusa a debater!

    Ivanisa Teitelroit

    17 de setembro de 2011 às 09h05

    Beto,
    havia uma série de textos na mesma página da convocação pelo Ato Público. Um deles era a tradução do texto de Avnery, em que o título não era Cães de Guerra mas Colonos cães judeus ou Colonos judeus cães. Voltei à página, parece que foi retirado. Se isso ocorreu em função desse debate avançamos no entendimento da questão política no Oriente Médio, ao procurar desfazer mal entendidos e evitar expressões que venham a ofender parceiros importantes. Dessa maneira, a mídia alternativa progressista também avança. Não acho que o VV deva deixar de fazer traduções que tanto teem contribuído para a divulgação da informação internacional. O VV manteve o debate aceso e mesmo se excedendo (não há como evitar há excessos em debates), acabou ampliando a participação de judeus progressistas, até mesmo em Israel. Parabéns a todos do Vi o Mundo.

    Beto

    17 de setembro de 2011 às 11h03

    Ivanisa,
    por acaso você se lembra se essa tradução, que você leu mas foi retirada, em que o título não era Cães de Guerra mas Colonos cães judeus ou Colonos judeus cães, tinha a assinatura do Coletivo Vila Vudu. porque, se positivo, foi uma gravíssima falha do Vermelho em alterar o título e atribuir a alteração ao VV!

    Ivanisa Teitelroit

    17 de setembro de 2011 às 19h25

    Beto, está no site do SANAÚD.

    SANAÚD – VOLTAREMOS

    Sobre a comunidade palestina no Brasil, a causa palestina e o mundo árabe.
    quinta-feira, 15 de setembro de 2011
    DIA 20 DE SETEMBRO: ATO E CAMINHADA PELO ESTADO DA PALESTINA JÁ!
    DIVULGUEM, MOBILIZEM E VENHAM PARTICIPAR!

    TRAGAM SEUS AMIGOS, FAMILIARES E COLEGAS!

    AJUDEM A DIVULGAR O CARTAZ E BANNER DO ATO NO TWITTER, FACEBOOK, E-MAILS E DEMAIS REDES SOCIAIS!
    Postado por SANAÚD-VOLTAREMOS às 12:01
    Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no orkut
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    As propagandas acima são postadas pelo Google. De vez em quando, algumas delas referem-se a um conteúdo judaico e/ou israelense. Alguns desses conteúdos podem fornecer conceitos e informações que podem ser úteis para a solidariedade com o povo palestino!

Eduardo

16 de setembro de 2011 às 00h05

Acho que se está exagerando sobre este pequeno comentário do escritor de Israel, pacifista judeu Uri Avnery. Pra que toda esta polêmica sobre se traduziu ou não corretamente? O único que pode dizer algo com mais precisão é o próprio Avnery, o resto é polêmica pura. O fato (verdade factual!) é que as colônias judias avançam sem parar sobre as terras palestinas a décadas. Os Palestinos nunca vão formar um estado com um único território, sempre estarão em porções de terras ilhados, cercados por terras de Israel. Ou seja, nunca será uma nação viável, apenas fictícia para tentar postergar mais e mais essa disputa desigual.

Responder

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 11h54

    Acontece, Eduardo, que o Viomundo decidiu não mais publicar as traduções do Vila Vudu depois do patrulhamento hediondo do sr. Kucinski!!!
    Vergonhoso!!!

    Cristiana CAstro

    16 de setembro de 2011 às 13h41

    Calma que isso aí vai ter solução, gente. Vamos aguardar.

    mário chimanovitch

    16 de setembro de 2011 às 15h03

    "Patrulhamento hediondo" do senhor Kucinski. Beto não são as opiniões corretas do Kucinski que incomodam o teu ranço antiisraelense e, quem sabe, antijudeu. Vivi na região uma década e não posso ser rubricado como sionista. Meus artigos nos jornais brasileiros, sempre brigando pelos direitos palestinos, irritaram a coletividade judaico brasileira. Amadureci e mudei de opinião, minha análise segue na esteira da do Kucinski. Me irrita o preconceito e o imediatismo que geram a burrice de opinião.

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 17h03

    Sr. chimanovitch, o sr. não me conhece para afirmar que eu seja antiisraelense ou antijudeu, o sr. nem sabe se sou judeu, ora bolas!!! Ou israelense!
    O sr. Kucinski cometeu sim um patrulhamento execrável que resultou no deletamento de um post do Viomundo e a recusa de Viomundo em publicar, doravante as Excelentes traduções do Coletivo Vila Vudu.
    Aqui nesse debate são esses os únicos pontos que me disponho a debater, ou sejam:
    As críticas infundadas à tradução do Vila Vudu e a decisão de Viomundo em não mais publicar o Excelente trabalho do Coletivo de Tradutores.
    Não adianta vir com trollagens de luxo que nessa eu não caio não!!!!!
    Se o sr. se der ao trabalho de ler minhas colocações na sessão de comentários do post: "Bernardo Kucinski e a tradução da Vila Vudu" poderá entender qual é o meu posicionamento aqui.
    O sr. entrou num bonde que já está andando desde a tarde de domingo, 11/09/2011, quando as torres gêmeas da arrogância do sr. Kucinski começaram a ruir ruidosamente.
    Pode chamar o resto da tropa de Trolls Deluxe, que aqui estaremos a questionar suas falácias diversionistas!!!!
    Leia também os comentários do inequívoco Judeu, meu xará, Beto_W e se dê conta que as opiniões não se resumem ao seu maniqueísmo grosseiro.

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 17h15

    Pois bem, sr. Chimarovitch. Se lhe incomoda o preconceito e o imediatismo, por que é que o sr. acusa uma pessoa de ser antijudeu? Não é justamente este tipo de preconceito algo que lhe incomoda?

    A opinião de Kucinski não é o problema aqui. Ela é-me absolutamente irrelevante. O problema é que ele disse haver antissemitismo em um texto onde DEFINITIVAMENTE não há. Simples. Que ele concorde ou não com Uri Avnery, é um problema dele. Mas o que ele fez foi cercear os argumentos de Avnery a partir de um suposto erro de tradução que ele é incapaz de demonstrar. E com isso, estamos todos nós, participantes desse fórum, privados das traduções do Vila Vudu.

    Ninguém aqui o rubricou de nada. Apenas o sr. o fez.

    Beto

    17 de setembro de 2011 às 09h22

    Em tempo sr. chimanovitch,
    Pouco me importa em que região o sr. viveu, por quanto tempo, e como o sr. pode ser rubricado ou não! Tampouco se o sr. escreve ou escreveu artigos nos jornais brasileiros brigando pelos direitos de A ou B, também não creio que venha ao caso qual coletividade o sr. irritou. Seu amadurecimento e consequente mudança não me comovem, são de dar dó! O sr. vir me informar em qual esteira segue sua análise me é completamente irrelevante! Se o sr. se irrita com minhas colocações tudo bem, resolva isso com seu analista, não é problema meu! Agora, se o sr. acha burra a minha opinião, devo dizer-lhe, o patrulhamento do sr. Kucinski é bem mais que hediondo, é otário!!!
    Para constatar isso só preciso ler as brilhantes colocações do Professor Pedro Germano, jamais contestadas por qualquer um dos senhores. Otários Arrogantes!!!

    Viomundo, espero que compreendam as palavras fortes, "Otários arrogantes", mas é que o cara me chamou de "burro de opinião"! Qualé!!!

FrancoAtirador

16 de setembro de 2011 às 00h03

.
.
Esta entrevista (as respostas)

é mais um episódio da série:

O Holocausto Palestino Nunca Existiu.

<img src="http://1.bp.blogspot.com/-IHwldKWpHoM/TlTsbtuOB0I/AAAAAAAAAp0/eLgeP-0GmXI/s400/logo+APROVADO.jpg"&gt;

Responder

    Morvan

    16 de setembro de 2011 às 02h04

    Boa noite.
    Gostei das palavras e também, claro, das bandeiras das duas nações irmãs com os jovens empunhando-as fraternamente.

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Pedro Germano Leal

    16 de setembro de 2011 às 08h28

    FrancoAtirador

    Veja lá se não é hilário alguém sugerir que ninguém ouve Israel, como se ele fosse uma vítima nas mesmas condições dos Palestinos… Refleti um pouco a respeito. Será que também algum desses senhores ouve o lado de Golias em suas preces?

    FrancoAtirador

    16 de setembro de 2011 às 19h21

    .
    .
    O fanatismo é em tal grau que o BK conseguiu criar
    uma teoria de conspiração mundial contra os judeus,
    chegando ao absurdo de incluir a mídia ocidental
    nesse "complô internacional" contra os "coitadinhos".
    .
    .

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 23h05

    Coitadinhos mas de uma superioridade intelectual comovente!

    Ironia ON

    FrancoAtirador

    17 de setembro de 2011 às 09h33

    .
    .
    "Raça pura" é isso aí.
    .
    .

ricardo silveira

16 de setembro de 2011 às 00h01

Viomundo está de parabéns por abrigar, democraticamente, um debate muito rico e que contribui para a compreensão do problema: a crítica de Kucinski, apesar de arrogante, à tradução da Vila Vudu, a resposta de Caia Fitipaldi e essa entrevista são intervenções ricas que abordam aspectos importantes para a compreensão do conflito. Parabéns ao Azenha e a todos que participam do debate.

Responder

    Werner_Piana

    16 de setembro de 2011 às 08h56

    seria melhor se não ficassemos sem as traduções do Vila Vudu aqui no Vio O Mundo. Censura esquisita essa…
    :(

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 11h43

    Apoiado!!!!

José Eduardo Camargo

15 de setembro de 2011 às 23h55

Ao contrário do que diz o entrevistado, há sim perseguição aos que se opõem ao processo de paz entre israelenses e palestinos. O grande historiador israelense Ilan Pappé, que Kucinski afirma não conhecer, teve que exilar-se na Inglaterra devido às inúmeras ameaças de morte que recebia em seu país natal. Já o cientista político americano Norman Finkelstein, filho de sobreviventes do Holocausto, vem sendo implacavelmente perseguido por organizações sionistas por suas críticas contundentes a essa ideologia e ao governo de Israel. O próprio Uri Avnery, citado na entrevista, vem denunciando com regular frequência em seus artigos o crescente clima de intolerância em Israel aos que defendem a paz. O fato cristalino é que Israel vem perigosamente inclinando-se para o fascismo e não é de hoje! Por fim, quero crer que um jornalista e intelectual refinado como Kucinski não esteja fazendo afirmações de má-fé. Mas sua crença de que o velho sionismo criado no século 19 ainda seja socialista parece antes revelar um flagrante desconhecimento do que é o sionismo hoje. Pois o sionismo-socialista infelizmente está morto e enterrado ao menos desde a Guerra de 1967.

Responder

Zepovinho

15 de setembro de 2011 às 23h49

O sionismo quer é que a gente ache que os judeus odeiam os árabes,minha gente.Se nós cairmos nesse ardil,começaremos a odiar os judeus sem distinguir quem quer a paz e quem não quer.
Eu não gosto do sionismo,mesmo os mais moderados,mas não acho que odiando os judeus e Israel a gente consiga chegar a algum lugar que permita o Brasil ajudar os dois povos que se matam,enredados em interesses de fora do oriente médio.

Responder

    rodrigo.aft

    16 de setembro de 2011 às 08h50

    Zé,

    relax, man!
    se vc não apóia o corporativismo e a violência do estado terrorista q israel se tornou,
    nada tema, com Smith não há problema! (lembra do Dr. Smith, de "Perdidos no Espaço"? rsrs)

    essa discussão já está superada, ninguém cultiva "raivinha" contra pessoas de boa índole!

    já há uma nítida distinção entre pessoa e conduta, e a grande maioria critica CONDUTAS baseadas no forte corporativismo (onde decorre o tráfico de influência e benefícios financeiros, por ex.) e no apoio moral e material a israel.
    fora disso, ninguém quer nem saber se o cara tá andando pelado ou vestido… rsrs

    além do q, o povo já tá ficando esperto tbém com esse negócio de maçonaria, outra porcaria onde rola solto o tráfico de influência e benefícios financeiros, ou seja, festa particular bancada com dinheiro público.

    (e nada ligado a violência física, só no campo das idéias e da atitude crítica; pelo menos, é meu pensamento e de muitos outros, pelo andei notando)

    assistiu o filme do youtube q eu recomendei? preste atenção aos detalhes e diálogos, e vc vai se surpreender… me conta o q achou, caso estiver a fim.

    [ ]'s

luiz pinheiro

15 de setembro de 2011 às 23h27

(continuação)
"O fato gerador do exílio palestino foi a invasão de seis exércitos de países árabes que não aceitaram o plano de partilha proposta pela ONU em 1947. Tivesse a partilha sido aceita, haveria hoje dois estados e não haveria a diáspora palestina. Em Israel mesmo vivem hoje 1,5 milhão de árabes (20% da população)".
Ou seja, para o Kucinski, a culpa foi dos palestinos, e dos árabes vizinhos, por terem recusado essa "partilha".
Mas o caso é que essa "partilha" foi um esbulho, um roubo de terras, um genocídio, um povo obrigado a sair em massa de onde vivia, a fugir para países árabes vizinhos, os quais não tinham como acolher tanta gente com dignidade, e nem podiam deixar de ser solidários a um povo irmão oprimido dessa forma cruel.
O fato da "partilha" ter sido aprovada pela ONU não retira seu caráter maligno.
Ao contrário, expõe a cumplicidade da ONU, submissa aos interesses criminosos das grandes potencias vencedoras da 2ª Guerra Mundial.

Responder

luiz pinheiro

15 de setembro de 2011 às 23h27

(continuação)
É o fim da picada. O 14 de maio de 48 foi a data da grande tragédia palestina. O poder sionista recebeu respaldo da ONU, das potencias mundiais, para desencadear uma sangrenta limpeza étnica. Centenas de milhares de famílias palestinas foram expulsas de suas aldeias, de suas casas, incontáveis os mortos e feridos, um cruel genocídio contra todo um povo que ali vivia há muitos séculos. Genocídio que prossegue até hoje, mais de 60 anos depois, em doses sistemáticas, periódicas, persistentes. E o Kucinski diz candidamente que os palestinos deveriam ter se conformado, criado ali o seu próprio Estado e assim contariam com ele hoje.
(continua)

Responder

luiz pinheiro

15 de setembro de 2011 às 23h26

O que me parece mais repugnante no Kucinski é ele culpar os próprios palestinos – e os vizinhos árabes – pela não formação do Estado palestino.
"As lideranças palestinas e os governos árabes rejeitaram a partilha. Em 14 maio de 48, o mandato britânico chegou ao fim, os judeus proclamaram o Estado de Israel. No dia seguinte, seis países árabes declararam guerra a Israel, a primeira das muitas que se seguiram"
(continua)

Responder

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 12h02

    Repugnante! Que palavra exata e a propósito para descrever o papel do sr. Kucinski nessa polêmica iniciada por ele!

Lucas

15 de setembro de 2011 às 23h19

Essa entrevista é útil pra revelar Kucinski como um sionista fanático. Só um idiota ou um fanático poderia acreditar que "Hoje, sim, prevalece a visão única, retratando Israel como agressor e dominador, e os palestinos como inocentes vítimas de um Holocausto." Mesmo se você não acredita que o Estado de Israel é agressor e dominador, é fato óbvio e inegável que as mídias, em geral, não retratam Israel dessa forma.

Responder

    FrancoAtirador

    16 de setembro de 2011 às 01h06

    .
    .
    FÉ CEGA, FACA AMOLADA.
    .
    .

Paulo

15 de setembro de 2011 às 23h01

Raramente me manifesto aqui mas nao consigo entender onde o Azenha viu conflitos entre a Vila Vudu e o sr. Kucinsky. Talvez a Vila Vudu tenha de corrigir pequenos detalhes mas, apenas isso: detalhes.
Se os argumentos do sr.Kucinsky ja pareciam fracos e irracionais antes, agora, depois de suas respostas, se tornaram completo nonsense. Samba de doidos.
Talvez no jardim de infancia nao percebam o louco tervirgersar, enrolacao mesmo, de um discurso sionista tentando se passar por politicamente correto.
Nao consigo compreender como o Azenha entrou nessa. Deve ter em alta conta esse senhor. Por outro motivos. Espero que reconsidere e pese as diferencas entre o Vila Vudu e seu trabalho digno e que acrescenta o bem e o discurso sionista deste senhor.

Responder

Bertold

15 de setembro de 2011 às 22h56

Sugiro que o Viomundo, se possível, deixe a crítica ou correção da tradução do Vila Vudu por conta do próprio Avnery já que o Sr. Bernardo Kucinsk deixou a máscara cair.

Responder

Genghis Khan

15 de setembro de 2011 às 22h45

Sr. kucinski, os que invadem e constroem em terras palestinas, negando-lhes o direito inclusive à água, são LADRÕES. E ponto final. O resto é conversa prá boi dormir.

Responder

Lamarca

15 de setembro de 2011 às 21h37

Olá Professor Kucinsky!

Não consegui chegar ao final da entrevista. Logo no início já dá prá perceber que o Sr. está dopado pelo soro sionista.

Só prá encerrar, os judeus e palestinos assistem a toda àquela violência na maior normalidade…?! E os árabes israelenses que são tratados como cidadãos de segunda….?!

Nem uma palavrinha????

Responder

rodrigo.aft

15 de setembro de 2011 às 21h37

Colegas,

não vou me extender, pois ainda tenho montes de comentários para retribuir no outro post, mas procurem ler e assistir com atenção as seguintes indicações para entender a formação, o inconsciente coletivo, do pensamento médio e como está disseminado no mundo um certo tipo de cultura, q privilegia alguns em detrimento de muitos…

(são repetidos, mas muito interessantes, PARA UMA LEITURA CUIDADOSA E DEMORADA; qto ao vídeo do youtube, preste atenção às entrelinhas, principalmente na avó do narrador, no "escritório" da LAD contra o antissemitismo – e o povo lá, procurando o q fazer na frente da câmera é ilário -, na entrevista do prof. Finkelstein, na lavagem cerebral q é imputada às crianças judias para perpetuar o mito do antissemitismo foi de uma crueldadade desmedida, como fazem as igrejas fundamentalistas; entre outros exemplos do filme…)

aqui, um apanhado geral do corporativismo sionista:
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2010/06
.(em português)
http://www.iarnoticias.com/2010/secciones/contrai
.(original em espanhol)

aqui alguns nomes, para confirmar os dados dos links acima:
http://resistancereport.com/newsmedia.htm
.(em inglês, mas separado por áreas, fácil de ver)
http://www.natvan.com/who-rules-america/
.(em inglês)

aqui o talmud em português (a única indicação disponível ainda).
leia e entenda o "inconsciente coletivo", a base "filosófica" do sionismo e do corporativismo
http://www.vho.org/aaargh/fran/livres6/OTalm.pdf . (para quem nunca leu, vai cair sentado)
.(Este livro existe tbém na Amazon – não é ficção)

aqui, o filme sobre "antissemitismo" (e q, na prática, quase nunca tem antissemitismo, q é usado como cortina de fumaça – ou reducionismo seguido de maniqueísmo)
http://www.youtube.com/watch?v=rCUPXWyE1HY . (INTERESSANTÍSSIMO
– preste atenção nas DENÚNCIAS contidas nas entrelinhas do filme, que é riquíssimo em detalhes, detalhes esses q concluem o q não é dito explicitamente… preste atenção nos diálogos com a avó dele, com as crianças sendo condicionadas, por ex.; o filme todo é muito sutil… o autor fala pelas imagens e depoimentos o QUE NÃO PODE CONCLUIR FORMALMENTE.
Tem q assistir prestando atenção, senão não "descobre" as sutilezas das denúncias q o filme expõe.

– bom divertimento! tem horas e horas de boa pesquisa e versões de outra cultura.

Responder

    Beto_W

    16 de setembro de 2011 às 17h36

    Rodrigo, já opinei no outro artigo a respeito desses links, então não vou me estender muito. Só tome cuidado para não ser mal-entendido. O link com o pdf sobre o Talmud que você fornece NÃO é o Talmud em português. É apenas um livro, chamado "O Talmud Desmascarado", que supostamente "desmascara" os "ensinamentos rabínicos secretos a respeito dos cristãos e não-judeus". Realmente ele existe na Amazon também, mas se trata de uma seleção manipulativa de trechos tirados de seu contexto para provar o ponto do autor – eu não recomendaria sua leitura a título de conhecer o Talmud. Como eu já disse antes, não existe ainda tradução do Talmud na íntegra em português, mas em inglês existe (http://halakhah.com/). Como eu já disse antes, o Talmud é uma obra muito extensa, e de difícil leitura, pois consiste em uma série de debates. Ficaria feliz se você levasse essas informações em conta na próxima vez que for oferecer o link para esse livro.

Alex Gonçalves

15 de setembro de 2011 às 21h26

Eu estava pensando em ajudar em algumas traduções…

Depois de ler a virulência de Bernardo Kucinski contra a internet livre, me pergunto se ele tem a mesma radicalidade contra a grande imprensa corrupta, com suas fontes em off, assassinatos de reputação, zero direito de resposta…

Responder

Beto

15 de setembro de 2011 às 21h04

Pô Viomundo, eu adoro vocês, acesso o site diariamente desde a primeira vez que tomei conhecimento da sua existência! Postei um comentário aqui, chamando o sr. Kucinski pro debate vibrante que se desenvolve no post "Bernardo Kucinski e a tradução do Vila Vudu" quando ainda não havia nenhum comentário aqui. Pelo jeito foi reprovado, acontece que não salvei e não consigo me lembrar do completo teor, é que escrevo conforme flui o pensamento, sem "sistematizações". Peço-lhes, então que, se possível, me reenviem por e-mail o texto para que eu possa corrigir os termos que possam ter causado o bloqueio.
Agradecidamente,
Beto.

Responder

    Conceição Lemes

    15 de setembro de 2011 às 23h37

    Beto, nenhum comentário seu foi bloqueado. Infelizmente não chegou. abs

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 01h36

    Conceição.
    Agradeço a resposta e agradeço também os excelentes posts de sua autoria que tenho lido aqui no Viomundo, é que sou viciado em conhecimento!
    Já que o meu comentário extraviou-se, tentarei aqui refazê-lo, e tomarei o cuidado de salvá-lo caso ocorra novo extravio:
    Sr. Kucinski.
    Na sua resposta à segunda pergunta o sr. afirma: "A crítica da mídia é minha especialidade; às vezes, vejo o que outros deixam passar. Não se trata de ofendidos. Trata-se de mau jornalismo. Isso é ruim para todos, para Vila Vudu, que perde espaços e credibilidade, e para os leitores que perdem uma fonte alternativa de informação em português."
    Devo dizer-lhe, sr Kucinski, que o Vila Vudu continuará sendo lido em outros espaços cibernéticos por aqueles que, como eu, aprecio o seu (do Vila Vudu), Excelente trabalho. Ademais, devido a essa polêmica que o sr. provocou, acredito que o coletivo tenha conquistado ainda mais admiradores, para isso basta ler os comentários favoráveis produzidos aqui no Viomundo. Quem perde credibilidade, a meu ver, é o sr., que se expôs desse modo ridículo às criticas que estão sendo dirigidas ao sr. aqui mesmo nesse nosso querido Viomundo. Da minha parte toda vez que tiver algum escrito do sr. postado aqui, vou passar batido, do mesmo modo que passei batido pelo resto, ou devo dizer, restolho dessa sua patética entrevista concedida à paciente e cordial Conceição Lemes. (ok, Viomundo, por mim não precisa mais postar nada desse sr. que eu solenemente ignorarei).
    A propósito das suas respostas à polêmica da tradução, tomo a liberdade de formular-lhe a seguinte indagação:
    Sr. Kucinski, o seu amigo sr. Storch, no seu (dele, Storch) primeiro comentário no post "Bernardo Kucinski e a tradução da Vila Vudu" nos informou que o sr. estava "sistematizando" seus (do sr., sr Kucinski) argumentos. Eu, e presumo muitos outros comentaristas no dito post, aguardamos ansiosamente, por quatro dias, essas tão "sistematizadas" ponderações. Agora a minha pergunta:
    É só isso mesmo??????? O sr. passou quatro dias "sistematizando" isso tudo???
    Que pujança intelectual!!!!! Que consistência argumentativa!!!!!!! Que Espanto!!!! Ou, como diria o meu querido PHA, do Conversaafiada, que horror!!!!!!!!
    Peço-lhe, sr. Kucinski, presumindo que durante o penoso período de "sistematização" o sr. não tenha tido tempo de ler os comentários no já citado post, que para lá se dirija e responda, com tão bem "sistematizados" argumentos, às indagações e ponderações dos comentaristas, em especial gostaria de ler o sr. rebatendo a cada uma das brilhantes e muito bem fundamentadas colocações do colega comentarista Pedro Germano Leal.
    Vergonhosa, covarde e antológica a sua (do sr., sr. Kucinski) participação neste episódio. Com certeza vai entrar com destaque nos anais do jornalismo blogosférico!!!!!!!!

    Pronto, cara Conceição, não está igual ao anterior mas creio que dei o recado que pretendia. Ctrl C.

Fabio_Passos

15 de setembro de 2011 às 20h57

Um texto clássico do Georges Bourdoukan que esclarece quem são aqueles que não reconhecem seus próprios semelhantes…

"
Serão os semitas humanos? A julgar pelas declarações dos israelianos (governantes arianos de Israel) os semitas não são seres humanos e sim "gafanhotos", como os denominava o polonês e ex-ministro das Relações Exteriores Itzhak Shamir ou "baratas", de acordo com outro judeu europeu o general Raphael Eitan, ou então "piolhos", como se referia a eles o atual ministro da Defesa Ben-Eliezer.

Por isso, quando o soldado judeu mira a cabeça de uma criança palestina e aperta o gatilho, no entendimento dele não está matando um ser humano mas uma "besta caminhando sobre dois pés", como ensinava o também judeu polonês e ex-primeiro ministro Menahem Begin ou um "animal de duas patas", como instruía a russa judia e também ex-primeira ministra Golda Meir.
"

Serão os semitas Humanos? http://terrornapalestina.home.sapo.pt/frame.htm

Responder

    Beto_W

    16 de setembro de 2011 às 17h19

    Fábio, infelizmente nem você nem o Bordoukan fizeram uma pesquisa mais completa acerca das citações.

    Shamir disse, em 1988 (início das Intifada), durante um anúncio de que iria lavantar o bloqueio vigente nos territórios ocupados, que manifestantes seriam esmagados como gafanhotos (http://www.nytimes.com/1988/04/01/world/shamir-promises-to-crush-rioters.html?scp=1&sq=%22would%20be%20crushed%20like%20grasshoppers%22&st=cse), se referindo a uma passagem bíblica (Números 13:33). Concordo, não é algo bonito ou ético de se falar, mas ele em nenhum momento chamou todos os semitas, árabes ou palestinos de gafanhotos.m Ah, Shamir não era polonês, nasceu no Império Russo, em Ruzhany. Ele cursou o segundo grau e faculdade na Polônia, no entanto.

    Eitan sempre foi da direitona reacionária, e realmente disse em 1983: "Os árabes nunca nos vencerão jogando pedras. Nossa resposta deve ser uma resposta sionista nacionalista. Para cada pedra que for jogada nós construiremos dez assentamentos. Se 100 assentamentos existirem – e eles existirão – entre Nablus e Jerusalém, pedras não serão jogadas. Se chegar a isso, então os árabes só poderão correr por aí como baratas tontas em uma garrafa." Portanto, nesse caso, admito que ele foi extremamente ofensivo. Ah, ele não nasceu na Europa, mas em Afula, na Palestina do mandato britânico.

    Begin disse, em um pronunciamento ao parlamento em 1982 (http://www.mfa.gov.il/MFA/Foreign+Relations/Israels+Foreign+Relations+since+1947/1982-1984/7+Statement+in+the+Knesset+by+Prime+Minister+Begin.htm): "Eu quero declarar a todas as nações: As crianças de Israel vão alegremente à escola e retornam felizes a suas casas, assim como as crianças em Washington, em Moscou e em Pequim; em Paris e em Roma; em Oslo, em Estocolmo e em Copenhagen. O destino de um milhão e meio de crianças judias tem sido diferente de todas as crianças do mundo através de gerações. Não mais. Nós vamos defender nossas crianças. Se a mão de qualquer animal de duas pernas for levantada contra elas, essa mão será cortada, e nossas crianças irão crescer alegremente nas casas de seus pais." Retórica e desnecessária citação ao holocausto à parte, ele estava se referindo a ataques de foguetes que feriam crianças, e os "animais de duas pernas" a quem ele se refere são claramente as pessoas que lançaram esses ataques, e não todos os semitas, árabes ou palestinos. Ah, ele nasceu em Brest, também no Império Russo – e também estudou na Polônia.

    Quanto a Ben-Eliezer chamar os árabes de piolho ou Golda Meir chamá-los de "animais de duas patas", não encontrei em nenhum lugar uma citação que comprovasse ou desmentisse isso. Ah, Golda Meir realmente nasceu no Império Russo. E curiosamente o artigo não menciona a origem apenas de Ben-Eliezer – ele nasceu em Basra, no Iraque.

    Ah, quanto ao texto na íntegra do Bordoukan de onde você tirou esse trecho, e do qual você providenciou um link, acho que ele mistura nazismo, distorções, preconceitos, tudo de uma maneira virulenta e com pouco ou nenhum embasamento em pesquisa. Na minha opinião, a única coisa que se salva é o final, quando ele conta o que um grupo de palestinos lhe disse em uma conversa acerca de paz e perdão.

    Ofereço uma resposta, escrita por Luis Milman, que embora tampouco seja objetiva, e em boa parte seja tão infundada quanto, serve de contraponto (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/fd041220021.htm). Ainda bem que de 2002 para cá o Bordoukan melhorou a qualidade de seus textos.

    Fabio_Passos

    16 de setembro de 2011 às 19h50

    Beto,
    Não tenho duvidas que todo ser humano comete erros.

    De qualquer forma você não me convenceu.
    Continuo acreditando no Bourdoukan.

Pedro Germano Leal

15 de setembro de 2011 às 20h57

Pessoal do Vi o Mundo,
Azenha e Conceição,

Espero que o exposto aqui evidencie que o problema do "Cães de Guerra" nada tem a ver com a tradução, e sim com a indisposição de alguns senhores quanto aos argumentos de Avnery. Tanto é que o Sr. Kucinski IGNOROU as perguntas em relação à tradução.

Abraço

Responder

    Saladino

    15 de setembro de 2011 às 22h04

    Parabéns, prezado Germano pelas suas ótimas participações e esclarecimentos. Seus comentários serão sempre bem vindos. Abraços.

    Francisco Hugo

    16 de setembro de 2011 às 16h28

    Caro Leal!
    Tirante o fundamentalismo/sionismo explícito do BK, fica uma maiêutica indagação: qual tipo de ascendência do BK sobre o Azenha? Intelectual, com certeza, não é.
    Mas o COLETIVO (singular que é plural) dos tradutores dançou.
    Abraço

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 18h09

    "(singular que é plural)"
    Emocionante, Chico Hugo!!!
    …emocionante…

Pedro Germano Leal

15 de setembro de 2011 às 20h47

Em primeiro lugar, sou mais um dos que se frustrou com esta entrevista. A ausência da manifestação do Sr. Kucinski, até então, ainda dava margens para a expectativa de que apontasse, ao menos, os problemas que geraram sua queixa.

Agora, mais que antes, posso dizer, DEFINITIVAMENTE, que o Sr. Kucinski está errado, e sua atitude é deplorável.

Antes de tudo, ao dizer “As perguntas 1, 2, 3 e 4 são redundantes e repetem o argumento de Vila Vudu”, ignorando absolutamente as questões do entrevistador, o Sr. Kucinski mostra sua imensa má-fé, ou profundo desconhecimento do caso, para logo em seguida distorcer a discussão, recorrendo ao expediente patético da vedação ao anonimato – quando em momento algum o texto deixou de ser assinado (o está por um coletivo, e há o reconhecimento da autoria por parte de um dos organizadores desse coletivo).

Outrossim, quando afirma:

“O anonimato dos tradutores de Vila Vudu viola a Constituição. Além de atentar contra a ética jornalística.”

O Sr. Kucinski não apenas nos dá evidência de sua ignorância quanto a Constituição, como também acusa terceiros do mal que lhe acomete. Digo isso porque o pior atentado que pode cometer um jornalista é cercear o próximo. Sr. Kuciski procurou no texto por um pretexto para este cerceamento, e para dar voz à sua irrelevante opinião.

Quando finalmente trata da tradução em questão, o faz de maneira pueril:

“Quanto a haver ou não antissemitismo na adulteração, endosso a colocação do Sergio Storch. O problema está em associar a palavra “judeu” à palavra “cão””

Ora, em momento algum a palavra “cão” foi relacionada com “judeu”. A palavra “cão” foi relacionada com a expressão “colono judeu” que, tanto aí quanto em tantas outras fontes, traduz “settler”. Não existe a menor dúvida quanto a isso. É o Sr. Kucinski, ao dissociar “judeu” de “colono judeu” e ignorar a semântica do “cão” em questão [que faz parte da expressão “cão de Guerra”], que comete uma falácia da citação fora de contexto, atribuindo a autoria da mesma a terceiros (o que configura uma falácia do homem de palha e da vitimização).

Portanto, é espantoso, para dizer o mínimo, que o Sr. Kucinski, depois de insistir em mais um argumento do homem de palha (em que afirma que Israel nada mais é que uma vítima de uma falsa dicotomia e demonização), venha tratar a respeito de ‘honestidade intelectual’. Esta honestidade lhe faltou para responder justamente às questões iniciais da entrevista, que de fato são o cerne da questão.

Responder

    Pedro Germano Leal

    15 de setembro de 2011 às 20h48

    Por fim, faço questão de esclarecer mais uma vez: Sr. Kucinski está errado, e se comportando antieticamente, apoiado na gentileza que lhe é dispensada em razão dos seus vividos anos (e da experiência jornalística que insiste em impor e é absolutamente irrelevante, já que se trata de um problema de tradução, semântica e argumentação – campos que definitivamente não domina, ou que seletivamente escolhe ignorar diante da questão). Digo isso porque:

    1. A tradução da Vila Vudu não está errada, formalmente, embora possa estar imprecisa;
    1.a. Traduziu-se “settler” por “colono judeu” (fórmula constante na nossa mídia);
    1.b. Traduziu-se “dog” por “cão”;
    1.c. EM MOMENTO ALGUM RESTA A EXPRESSÃO “cão judeu”, e sim, “cão colono-judeu”. Se o Sr. Kucinski não é capaz de notar a diferença entre uma coisa e outra, deveria ser mais modesto;
    2. Avnery é quem relacionou o termo “dog” a “settler”. O sentido de “dog” também não deve ser retirado do contexto: trata-se de uma referência a “dogs of war”, título do texto, e não do animal em si;
    3. O sentido da expressão “dog” não é o de um “cão de guarda”, mas de um “cão feroz”, ou de um “cão de guerra”. A expressão, como já tive a oportunidade de informar, vem da peça Julius Caesar de William Shakespeare;
    4. O procedimento correto e ÉTICO diante do ocorrido deveria ter sido apenas oferecer uma melhor tradução, como “cão de guerra colonizador” ou “cão de guerra das colônias israelenses”, com nota explicando o jogo de linguagem, e não fazer acusações levianas, grosseiras, ao cabo das quais exige retratação. É isso que se esperaria de alguém minimamente ético.

    Nem preciso dizer o quanto é triste identificar, nessa reação grosseira e irascível (caracterizada por Avnery como “cão de guerra”), o mesmo caráter que inviabiliza um desfecho justo para a crise da Palestina.

    Cito, por fim, a auto-análise do Sr. Kucinski:

    “Mas, infelizmente, as sociedades humanas ainda não amadureceram o suficiente para resolver seus conflitos por métodos produtivos e sensatos e as do Oriente Médio não seriam a exceção à regra.”

    Com um pouco de humildade, conhecimento técnico e boa-vontade, o Sr. Kucinski teria percebido quem de fato vem cometendo uma grande injustiça diante desta querela. Mas, sinceramente, não acredito que lhe vá sequer ocorrer rever seu próprio preconceito – seria, receio, exigir demais tamanho gesto.

    FrancoAtirador

    15 de setembro de 2011 às 22h52

    .
    .
    Apoiado, Pedro Germano !
    .
    .

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 18h23

    '
    '

    Caro FrancoAtirador!

    Esse Pedro Germano é "O Cara"!!!!!

    Estou cada vez mais admirado, sensacional!!!

    FrancoAtirador

    16 de setembro de 2011 às 23h21

    .
    .
    Os argumentos do Pedro Germano são irrefutáveis!

    São de uma solidez impressionante!
    .
    .

    Werner_Piana

    16 de setembro de 2011 às 08h49

    Brilhante Pedro Germano, OBRIGADO.
    Decepcionante o professor Kucinski…

Mar.

15 de setembro de 2011 às 20h37

Achei o entrevistado mal informado. Mas ele defendeu ao menos com educação os pontos equivocados dele,tem todo o direito. Por exemplo, quando ele diz : "(…) Eu não tenho dúvidas de que um determinado tipo de narrativa crítica a Israel cruzou a linha e se tornou antissemita.(..)" ele demonstra não saber que os verdadeiros semitas são os Palestinos, que sempre foram donos daquelas terras, os sionistas são europeus, ele talvez pudesse estudar um pouquinho mais de história, perceber os interesses militares na região, a motivação imperialista na criação do estado judeu e não só a motivação religiosa dos judeus. Aliás os europeus é quem sempre foram antissemitas, sempre quiseram expulsar os judeus, mas os árabes e palestinos muito pelo contrário sempre conviveram muitissimo bem! Eu o aconselho a buscar o porquê de existir uma moeda que de um lado tem a suástica nazista e de outro uma estrela sionista, é um bom começo.

Responder

    Eduardo Rawet

    16 de setembro de 2011 às 09h16

    Quem não tem noção historica, infelizmente é você.

    Pelo termo, semita, sao todos os descendentes de Sem, um dos 3 filhos de Noé. Depois de algumas geraçoes, de Sem, nasceu Abraao. Esse é o pai dos hebreus( via Isaac) e dos Arabes( via Ismael). Ou seja, arabes e judeus são pelo termo sao semitas.
    Contudo o termo antissemita, historicamente sempre foi usado em refencia aos anti-judeus. Os sionistas sao judeus basicamente vindos do continente europeu, onde uma parte dos judeus foi depois da revolta que na judeia que culminou com a destrição do segundo templo.
    Falar que os arabés e os palestinos se deram muito bem, é tão obvio quanto eu com o meu irmão, já que os palestinos são arabes…
    E de que moeda você ta falando, que tem uma estrela sionista( seja lá o que for uma estrela sionista) e uma suástica?

    Cristiana CAstro

    16 de setembro de 2011 às 13h32

    Então o termo vem sendo usado de forma incorreta; Simples assim. Melhor mudar a tática para não passar por mal informado, como bem propôs o comentário do Mar. Um sujeito que não sabe quais são os povos semitas e se mete a falar da causa Palestina é mesmo mal informado ou pior, pensa que os outros é que são.

Fabio_Passos

15 de setembro de 2011 às 20h29

Uma associação genérica de judeus com cães seria errada. Os judeus são todos seres humanos. Não há dúvida que somos todos da mesma espécie.

Agora, estes colonos que o Uri Avnery afirmou serem os cães de guarda do regime sionista… são judeus sim.

Uma pena, não é? Que existam seres humanos, neste caso judeus, que assumam a posição de cães de guarda de um regime desgraçado e racista como o de israel?

Responder

Francisco E.Guerra

15 de setembro de 2011 às 20h14

A resposta de Kucinski é um amontoado de clichês sionistas, das quais impera a sórdida confusão proposital entre anti-sionismo e anti-semitismo. Este papo já encheu o saco e nem dá vontade de comentar. É por causa de beócios assim que Israel perde a cada dia a pouca simpatia que ainda desfruta na sociedade brasileira.
Não fosse a atuação sóbria de Avnery, Finkelstein, Pappé e outros, que estão aí a nos mostrar que confundir sionistas com judeus é algo que não devemos fazer, pois nem todos daquele sofrido povo concordam com as aberrações praticadas por gente da estirpe de Bibi e Lieberman

Responder

Morvan

15 de setembro de 2011 às 19h48

Boa noite.
Quando me reportei, no artigo gerador desta entrevista (https://www.viomundo.com.br/politica/bernardo-kucinski-e-a-traducao-da-vila-vudu.html), defendendo a tradução do Vila Vudu, fi-lo na mais transparente, pura, ideia de tão-somente contribuir com o debate, pois a minha tradução do original apresentava os mesmos elementos que necessitassem de notas, o que relevei no meu Post. Fato normal. Traduções devem ser co-validadas, cotejadas, afinal, em comunicação, o que atrapalha são os "filtros" da linguagem e da percepção humanas.

Pois bem. Fiquei a esperar a com certa ansiedade a réplica do sr. Kucinski. Mísera espera. Não me há valido tanto. O sr. Kucinski tergiversa, não responde objetivamente a qualquer das perguntas e não explicou o "vício" da tradução do VV; muito ao contrário, hostilizou-os sempre que pôde.
Perdi um certo tempo a ler a réplica (não-contemplativa da minha espera) do sr. Kucinski. Mas quem perdeu mesmo fôramos todos nós, mercê de não podemos mais contar, neste espaço privilegiado, das traduções do pessoal da VV.
Entenda-se a posição do Blog (depois de ler as explicações do FrancoAtirador e do Operante Livre ficou evidenciado que o Blog não poderia mais manter as publicações do VV sem haver, destes, uma declaração explícita de concordância com os termos do próprio Blog).

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    Cristiana Castro

    15 de setembro de 2011 às 20h31

    Pq do debate " que deu oigem a série", Seu Kucinski não quis nem saber.. Não vamos ficar sem as traduções da VV, não. Para tudo dá-se um jeito.

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 20h57

    Por favor, caro Morvan.
    poderíamos deixar claro quais são os termos do blog?
    Por favor, caro Blog.
    poderíamos deixar claro quais são os termos?
    No meu entender, e de alguns outros comentadores também, "Tradução Coletivo Vila Vudu é assinatura e responsabilidade", não concordo que seja anonimato!!! Mas posso debater réplicas e tréplicas sobre esse ponto, e, lhes garanto que aceito que algum comentador ou o próprio Viomundo me convençam do contrário, não tenho receio de retroceder, minha mente é aberta à evolução do pensamento!
    Quanto à crítica à tradução, creio que o Pedro Germano Leal, por sua paciência de mestre para conosco, merecia uma resposta minimamente satisfatória. Me envergonha vê-lo dedicar seu precioso tempo com explanações mais que claras e eruditas e ser solenemente ignorado pelo sr. Kucinski.
    Em tempo, caro Morvan, leio sempre com muito interesse e atenção os seus comentários aqui no Viomundo, muito bons, agradeço!

    Morvan

    16 de setembro de 2011 às 22h55

    Boa noite.

    Beto, de antemão, obrigado pelas palavras afáveis e pelo incentivo para continuar postando.
    Por tudo o que pude depreender, mais do que ser fonte identificável, precisa o tradutor (ou conjunto de) endossar a política de publicação do Sítio / Blog. O ato de identificar o responsável pelo trabalho parece advir daí, desta necessidade de endosso. Foi o que inferi a partir de Posts do FrancoAtirador e do Operante Livre. Claro que eu concordo, em assim sendo; estamos falando sobre estritas regras que protejam o conteúdo e mais ainda, o preciosíssimo espaço. Gostaria de ter aporte do Azenha e / ou de qualquer membro administrativo do Blog, para ratificar ou para retificar o que digo ora, afinal, mais do que qualquer postante, quero ter certeza agora de ter entendido o ponto conflitante entre o(a,s) tradutor(a,es).

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Conceição Lemes

    17 de setembro de 2011 às 00h35

    Morvan, como o Azenha já havia dito, a decisão de o Viomundo não publicar mais as traduções do Coletivo de Tradutores da Vila Vudu foi em cima da resposta nos mandou.

    Vila Vudu disse:

    “Nossas traduções são produzidas por tradutores voluntários, distribuídas gratuitamente e publicadas por exclusiva decisão e sob exclusiva responsabilidade de quem as publica”.

    É claro que quem publica, no caso aqui o Viomundo, tem responsabilidade pelos textos traduzidos e postados, mas quem os traduz também. Do contrário, se coloca o original num Google translator da vida e manda-se bala. Não é assim que as coisas devem ser feitas, inclusive em respeito aos leitores.

    Nós temos responsabilidade moral e legal sobre TUDO o que é postado no Viomundo, inclusive sobre os comentários de vcs.

    Como o Viomundo considera essencial o princípio de que os tradutores são também responsáveis pelos textos traduzidos e o Coletivo de Tradutores da Vila Vudu considera que não é assim, tomamos a decisão de não postar mais as suas traduções.

    E, a partir de agora, só traduções que tragam claramente o nome do tradutor. Abração e boa sorte

    Morvan

    17 de setembro de 2011 às 00h43

    Boa noite. Isso mesmo, Conceição. Desde o início, pelo contexto das explicações dadas, vi que a responsabilidade é solidária, .i e., o VV não endossa a responsabilidade perante o VOM, para efeito de síntese, daí concordar com vocês. Considero que a responsabilidade é, por sua própria natureza, de modo essencialmente solidário, compliante, acordante, endossante. Senão, qual a segurança jurídica de se publicar algo, que, a rigor, não é seu?

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Beto

    17 de setembro de 2011 às 10h32

    Curioso, Viomundo.
    O site já publicou diversas traduções do Vila Vudu, assinadas "Coletivo Vila Vudu", e não viu problema algum nisso!
    Não entendi a referência ao Google Translator. Por acaso Viomundo supõe que o Vila Vudu use essa ferramenta? Me recuso a crer!
    Sim, está muito bem entendido que o site, qualquer site, qualquer blog, tem responsabilidade moral e legal por tudo o que posta, inclusive comentários, tanto é assim que os comentários precisam ser aprovados antes de publicados, e como disse o Dukrai, dias atrás, "Quanto ao anonimato, é direito e opção de cada um se expor ou não e para as transgressões temos IP, né?"
    Acontece Conceição, quando você diz que …"a partir de agora, só traduções que tragam claramente o nome do tradutor.", esse "a partir de agora" me deixa intrigado:
    Será que o Rodrigo.aft está certo em sua suposição? De que houve, sim, ameaça de processo judicial?

    Luiz Carlos Azenha

    17 de setembro de 2011 às 11h08

    Beto, nesta vc especulou em nosso nome. Duas vezes. Não houve nenhuma ameaça de processo judicial. Mas não podemos assumir a responsabilidade, inclusive jurídica, por quem não seja solidário na responsabilidade com a tradução que faz. O que a Conceição disse — leia de novo — é que a ideia de que os textos são de responsabilidade EXCLUSIVA de quem publica abre espaço para que uma pessoa publique uma tradução num blog de terceiro feita sem cuidado, ou seja, com o Google Translator, exatamente porque declara antecipadamente que… não se responsabiliza, nem mesmo SOLIDARIAMENTE. Eu te sugiro o seguinte: crie um blog e publique traduções num idioma que você não domina, feitas por gente competente mas que não compartilhe responsabilidade contigo, inclusive jurídica. E boa sorte…

    Beto

    17 de setembro de 2011 às 11h42

    desculpe-me se estou sendo impertinente, Azenha, mas quem especulou sobre a ameaça de processo foi o Rodrigo.aft!
    Quanto à responsabilização pela tradução, continuo discordando de Viomundo que o Vila Vudu não se responsabiliza pelo trabalho de tradução, tanto é que assinam: "Tradução Coletivo Vila Vudu". O que entendi da resposta da Caia Fittipaldi é que, logicamente e como em qualquer publicação, a responsabilidade pela "publicação" é de quem publica.
    Insisto na tese que houve um mal entendido de Viomundo quanto a isso!
    Ademais, como já nos demonstrou gentil e exaustivamente o Professor Pedro Germano, até agora inquestionado, a tradução do Vila Vudu está correta!

    Luiz Carlos Azenha

    17 de setembro de 2011 às 11h57

    "Publicadas por exclusiva decisão e sob exclusiva responsabilidade de quem as publica". Já expliquei, antes: não dispomos de tradutores para cotejar texto original e tradução para garantir esta "exclusiva responsabilidade". Posso assinar com o teu nome as traduções?

    Beto

    16 de setembro de 2011 às 22h58

    Em tempo, caro Morvan, pode me indicar onde posso conseguir informações sobre Linux?

    Morvan

    17 de setembro de 2011 às 09h15

    Bom dia.

    Beto e demais blogueiros. À guisa de colaboração, indico o Viva O Linux ( <a href="http://www.vivaolinux.com.br);” target=”_blank”>www.vivaolinux.com.br); o LinuxFast ( <a href="http://www.linuxfast.com.br);” target=”_blank”>www.linuxfast.com.br); o Linux Brasil (http://www.linuxbrasil.org.br/); e, por último (não que não haja mais opções, apenas à guisa de fonte de estudos) o Guia Foca Linux. O Guia Foca Linux tem uma virtude: é composto por módulos, assim contempla o iniciante e vai até o técnico já mais avançado. Você pode baixar todos os módulos, se quiser. Elo: http://www.guiafoca.org/.

    Boa leitura a todos.

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Morvan

    17 de setembro de 2011 às 11h25

    Bom dia.
    Desculpe a demora em responder, Beto. Tive problema para publicar (aparentemente, algo a ver com a minha formatação embutida no texto). Precisei da ajuda da Azenha e da Conceição e só agora pude publicar as sugestões de leitura sobre Linux , graças, a eles dois, que foram, como sempre, muito solícitos.
    Em tempo: para discussão técnica (é um Blog, e não para dicas e artigos em geral) vale a pena dar uma olhadela no BRLinux (http://br-linux.org/).

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Beto

    17 de setembro de 2011 às 12h44

    Agradeço muitíssimo, caro Morvan!
    Pelo que sei do Linux, sistema operacional colaborativo e aberto, penso que deveria ser mais divulgado.

    FrancoAtirador

    16 de setembro de 2011 às 23h05

    .
    .
    E se fosse Coletivo de Tradutores Vila Vudu S/A (Sociedade Anônima)?

    Seria aceito?
    .
    .

FrancoAtirador

15 de setembro de 2011 às 19h38

.
.
PQP, é bem pior do que se imaginava…

http://redecastorphoto.blogspot.com/

Responder

    rodrigo.aft

    15 de setembro de 2011 às 23h50

    calma Franco,

    olha o avc!

    transforme sua indignação em argumentos ou links para mostrar quem é quem, como eu faço…

    viu algum dos links q mandei no outro post? o q achou?
    (meus preferidos são o do talmud e do filme do youtube, mas cada um deles tem uma função intrínseca e igualmente relevante)

    abraços solidários, libertários e anarquistas! yah! (rsrs)

    rodrigo.aft

    16 de setembro de 2011 às 09h14

    yEah! (foi falta de atenção ao digitar, antes q a patrulha ideológica pense outra coisa)

    FrancoAtirador

    16 de setembro de 2011 às 11h21

    ORIGENS DO APARTHEID ETNO-RELIGIOSO

    http://www.bibliaonline.com.br/acf/ed/9

NELSON NISENBAUM

15 de setembro de 2011 às 19h30

Parabéns ao Azenha e ao Prof Bernardo Kucinski. Sobre Avnery, conversei com minha tia que mora lá há 40 anos, que estranhou o texto do Avnery. Diz que ele sempre foi respeitadíssimo em Israel, por todos os setores, e que nunca viu por parte dele um texto tão extremado. Isto coincide com a opinião que dei logo que foi publicado, onde comentei, que independente do mérito, a unilateralidade do texto estava por demais denunciadora.

Responder

    Pedro Germano Leal

    15 de setembro de 2011 às 20h54

    Unilateralidade do texto? Eheu! Ali está sendo defendida uma tese muito clara! Se o Sr. tem quaisquer condições de refutar os argumentos, que o faça. Não creio, sinceramente, que o Sr. tem esta capacidade, no entanto.
    Continuo esperando por seu respeito às questões que levantei, depois de ter pacientemente atendido à sua reindivicação. Entendo, contudo, que nem todos sejam afeitos a argumentar clara e objetivamente. Mas espero que o sr. se esforce.

Cristiana Castro

15 de setembro de 2011 às 19h18

Pô Azenha, vc é um guerreiro! Adorei as perguntas mas as respostas… a gente precisa ler fazendo respiração cachorrinho. Propaganda sionista nítida e clara. Não desisti de ler até o fim POR CAUSA DAS PERGUNTAS. De resto, com relação ao evento com a Vila Vudu, a entrevista, não deixa dúvidas. Vila Vudu estava correta, sobretudo ao colocar-se, SIM, ideologicamente, ao contrário do Sr. Kucinski que entendeu muito inteligente embolar sionismo com socialismo para posar de equilibrado. Mas voltando ao ponto, para o Sr. Kucinski, não só a tradução foi mal, como o prórprio Avnery é "impreciso" e as perguntas do entrevistador, em grande número partem de premissas falsas, ou seja, tá todo mundo errado e o Sr. Kucinski é o cara. A idéia dele, agora, bem clara, era desqualificar as traduções da Vila Vudu limitando sua divulgação; não funcionou. Como todo bom sionista, segue acusando o mundo de antissemitismo e valendo-se de qq oportunidade para fazer sua propaganda. Essa parte, parece que funcionou. Conseguiu espaço para o que ele queria, esculachar o texto do Avnery, aqui no Viomundo. Parabéns pela entrevista.

Responder

    cronopio

    15 de setembro de 2011 às 21h24

    Bom, sinto-me obrigado a discordar em relação à qualidade das perguntas. Acho que faltou perguntar sobre a limpeza étnica promovida por Israel em 1948. Não apenas Finkelstein e Pappé, mas também o próprio Benny Morris (que é sionista e defende a limpeza étnica, lamentando apenas que não tenha sido completa). Aliás, o próprio estado de Israel havia reconhecido ter cometido exageros durante as negociações de Camp David. Uma coisa é o Azenha retirar do ar um texto que tem problemas de tradução, outra é dar espaço para quem faz propaganda a favor de uma das maiores atrocidades da atualidade.


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