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O TCU quer U$ 453 milhões de Gabrielli. R$ 2,4 bi. Ele descarta fazer vaquinha e se diz mais uma vítima da perseguição a petistas
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O TCU quer U$ 453 milhões de Gabrielli. R$ 2,4 bi. Ele descarta fazer vaquinha e se diz mais uma vítima da perseguição a petistas


29/04/2021 - 03h32

Da Redação

O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ao Viomundo, jocosamente, que não pretende fazer uma vaquinha para arrecadar os R$ 2,5 bi de reais cobrados dele pelo Tribunal de Contas da União.

São U$ 453 milhões mais R$ 100 milhões de multa. O primeiro valor seria o prejuízo da Petrobras na compra e venda da refinaria de Pasadena, na Califórnia.

Gabrielli diz que recorrerá a todas as instâncias da Justiça para anular a cobrança.

Ele argumenta que a Petrobras começou a buscar uma refinaria no Exterior ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso e fechou negócio em 2006, quando ele presidia a empresa.

Afirma que as avaliações sobre os valores das transações variam muito, dependendo do método de cálculo e de quem faz a conta.

Aponta para uma auditoria que concluiu que a Petrobras pagou um valor abaixo do preço quando adquiriu a refinaria, o que justifica o preço de revenda posteriormente à Chevron.

Na entrevista acima, ele explica.

“Lutarei contra essa injustiça até o fim”, declara José Sergio Gabrielli sobre acusações do TCU

Por Luciana Rosa, PT Salvador

O ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli foi um dos homenageados no ato realizado pelo PT de Salvador nesta sexta-feira (23).

O encontro virtual, que reuniu parlamentares, lideranças sindicais e partidárias e militância, também declarou apoio ao líder sindicalista e coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar.

A iniciativa foi uma resposta do partido diante das acusações no caso Pasadena e a perseguição ao movimento sindical petroleiro que luta contra a privatização da Refinaria Landulfo Alves (RLAM).

Para o PT, tanto a inclusão de José Sérgio Gabrielli na lista de condenados no processo de aquisição da refinaria Pasedena, em 2006, no Texas, Estados Unidos, pelo TCU, como a intimidação aos trabalhadores/as da RLAM, perseguindo o líder sindical Deyvid Bacelar, por denunciarem as irregularidades da venda da refinaria em São Francisco do Conde, fazem parte das ações do Governo Bolsonaro para estabelecer o seu calendário de privatizações no Brasil, especialmente do Sistema Petrobrás.

Sobre a sua condenação pelo Tribunal de Contas da União, Sérgio Gabrielli foi categórico.

“É muita injusta a decisão do TCU. Eles alegam duas questões: a primeira é de um suporto superfaturamento na compra, mas o preço pago pela refinaria foi abaixo do preço de mercado; e a segunda é de que houve prejuízos com a aquisição baseado em um cálculo feito por uma consultoria, após cinco anos de disputa judicial, com suposições de comportamento de mercado. Portanto, não há fatos concretos para a minha condenação.  O que há é uma ação política que quer me condenar de qualquer maneira e manter as acusações contra o PT. Lutarei contra essa injustiça até o fim”, declarou Gabrielli.

O TCU já havia excluído o nome de Gabrielli da lista de investigados, mas na última semana voltou atrás e o responsabilizou por supostas irregularidades aplicando uma multa de U$S 453 milhões ao ex-presidente da estatal.

De acordo com o ex-presidente da Petrobrás, a compra da Pasadena fazia parte de uma estratégia de negócios adotada pela estatal ainda nos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“O Brasil estava crescendo na produção de petróleo, mas precisava aumentar a produção de derivados. Portanto, a compra da Pasadena foi uma tática comercial pensada antes dos governos de Lula e Dilma e nós consolidamos”, destacou Gabrielli.

Já no caso da privatização da RLAM, o movimento sindical petroleiro tem reagido, denunciando as irregularidades da venda, o que resultou em perseguição aos trabalhadores/as.

A atitude da direção da refinaria é considerada pelo PT como antissindical e antidemocrática e tem como objetivo desmobilizar a luta contra a privatização do Sistema Petrobrás, intimidando a categoria petroleira.

A venda da refinaria faz parte dessa grande engrenagem para consolidar um processo de privatização de uma das maiores estatais do Brasil.

A RLAM é a primeira de um total de oito refinarias colocadas à venda pela Petrobrás.

Foi comercializada por 50% abaixo do seu valor real, cerca de R$ 8,87 bilhões a menos, totalizando US$ 1,65 bilhão pagos pelo fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes.

“Muito obrigado à direção e militância do PT de Salvador e à Sindipetro pela realização desse ato e por todo apoio. Fiquei muito emocionado. Sentir a solidariedade e afeto dos companheiros e companheiras de luta por um mundo melhor é revigorante e nos fortalece!”, disse Deyvid Bacelar.

Além de José Sergio Gabrielli e Deyvid Bacelar e seus familiares, participaram do ato o senador Jaques Wagner, a presidenta do PT Brasil, Gleisi Hoffmann, o presidente do PT Bahia, Éden Valadares, a deputada federal Lídice da Mata (PSB), a presidenta da CUT, Leninha, o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Nelson Pelegrino, o ex-Ministro da Cultura nos governos Lula e Dilma, Juca Ferreira, a ex-Ministra de Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Dilma, Miriam Belchior, o ex-Ministro da Secretaria Geral da Presidência do governo Dilma, Miguel Rosseto, o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, Zé Dirceu; a secretária de Formação do PT Brasil, Maria do Rosário, os deputados federais do PT Afonso Florence, Joseildo Ramos, Jorge Solla e Valmir Assunção, os deputados estaduais petistas Osni Cardoso, Rosemberg Pinto, Marcelino Galo, Fátima Nunes, Jacó, Bira Corôa e Robinson Almeida, a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, os vereadores Marta Rodrigues, Luiz Carlos Suíca, Maria Marighella, Tiago Ferreira, o ex-deputado federal Amauri Teixeira, o escritor e jornalista Emiliano José, a jornalista Geide Miguel, e a ex-presidenta da PUB, Silvia Ferreira.





6 comentários

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Zé Maria

29 de abril de 2021 às 21h14

O TCU vai repassar os R$2,5 Bi para
o DD abrir a Fundação Lava-Jato ?

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Zé Maria

29 de abril de 2021 às 21h08

“Kakay expõe ignorância de Diogo Mainardi
no Manhattan Connection e pseudo jornalista
sem argumento reage mandando advogado
tomar no C*.”
https://twitter.com/i/status/1387750900639358980

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abelardo

29 de abril de 2021 às 12h20

Penso que a corte do TCU deveria carregar umas melancias, em cada pescoço de Ministro, já que parecem gostar muito de criar espetacularização, para aparecer na mídia e agradar a elite golpista. O que a justiça deveria era cobrar de todos os ministros e ex-ministros do TCU, os valores corrigidos de todas as dívidas perdoadas e das até hoje não cobradas referentes aos a devedores seculares do Inss, das dívidas ativas da União, dos caducos processos de sonegação e desvios de impostos, das diversas licitações e contas maquiadas aprovadas pelo espetacularizado TCU. Deveria também ser cobrado deles a astronômica dívida do INSS que está claramente identificada e que registra cada devedor e cada valor. Muitos desses devedores enrolam e tiram sarro com a União por décadas e parece que nenhum dos teve TCU e coragem para fazer a cobrança. Agora resolvem dar mais prejuízo ao erário publico com essa cobrança ridícula e debochada, que se transformará em mais um absurdo processo que além de ser uma piada irá tomar tempo e dinheiro dos diversos governos, porque certamente irá percorrer séculos e séculos até ser arquivado ou absolver o réu. Quem não tem competência e não demonstra seriedade no trabalho e com o cargo que ocupa tem que ser demitido por justa causa, ainda mais quando está investido da responsabilidade de ser uma suposta autoridade pública. Olhem para seus umbigos primeiro antes de fazer gracinhas para agradar aos seus mentores e influenciadores, para ser elegante e não dizer outra coisa.

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Olivo

29 de abril de 2021 às 10h22

Pq o TCu não fizeram isso antes da CPI ?
PQ QUEREM APENAS DESVIAR O FOCO.
É um jeito de tirar o assassino do olho do furacão.

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