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Cacau Pereira: Reforma administrativa cria 200 mil empregos precários para o Centrão preencher e deixa metade da população brasileira sob risco de perder Saúde e Educação
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Cacau Pereira: Reforma administrativa cria 200 mil empregos precários para o Centrão preencher e deixa metade da população brasileira sob risco de perder Saúde e Educação


01/07/2021 - 13h43

Da Redação

Cálculos oficiais indicam que a reforma administrativa poderá criar mais de 200 mil cargos precários no governo federal, que poderiam ser preenchidos sem concurso público, afirma Cacau Pereira, pesquisador do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), advogado com especialização em Direito Público e Previdência Complementar.

De acordo com o que ele disse ao Viomundo, a reforma tem o potencial de enfraquecer os serviços públicos considerados essenciais, como Saúde e Educação, com o potencial de prejudicar a maioria dos brasileiros adultos, tanto os que estão abaixo da linha da pobreza quanto os que estão desempregados e subempregados.

Eles não teriam condições de pagar por serviços privatizados, que a reforma administrativa permitirá em praticamente todas as esferas.

Para Cacau, o Brasil está na contramão de outros países do mundo, como a Espanha, que depois de privatizar praticamente todo o sistema de Saúde decidiu reestatizá-lo para poder combater a pandemia de covid-19.

É muito importante assistir à entrevista completa do advogado, para entender os argumentos contra mais esta tentativa do governo Bolsonaro e do Centrão de desmilinguir o Estado brasileiro.





5 comentários

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Nelson

05 de julho de 2021 às 22h15

Há muitos anos, fiquei a par de um dado bastante revelador que a mídia hegemônica faz questão de pouco ou nada divulgar a respeito. O dado apontava que não chegava a 2% o contingente de trabalhadores brasileiros que ganhavam ordenados acima de 10 salários mínimos.

E este percentual não deve ter evoluído. Pelo contrário, deve ter diminuído. Então, podemos afirmar que não é somente a “maioria dos brasileiros adultos” que não terão “condições de pagar por serviços privatizados”, mas a imensa maioria dos brasileiros.

Isto porque, mesmo um cidadão que ganhe 6, 8, até 10 salários mínimos, certamente, vai se ver em apuros caso tenha que sustentar sua família e ainda pagar saúde, educação, previdência, saneamento e outros serviços a empresas privadas.

É de imaginarmos, então, o que acontecerá com a grande maioria dos trabalhadores que devem ganhar até 3 ou 4 salários mínimos mensais.

Isto posto, deixo uma sugestão ao Azenha e à Conceição. Que publiquem, neste Viomundo, uma reportagem que venha atualizar a estatística das faixas de salários pagos na economia brasileira. Creio que uma entrevista com um(a) técnico(a) do Dieese vai nos municiar como todos esses dados.

Seria interessante expor também os números relativos ao setor público e das empresas estatais. Os dados viriam nos mostrar o quanto o trabalhador brasileiro é aviltado na contrapartida que recebe em troca do trabalho que presta.

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robertoAP

04 de julho de 2021 às 18h22

É Urgente….Urgentíssimo,…. mandar o Capitão Ladrão para o IMPICHO e depois pra CADEIA, antes que esse monstro desintegre o país ao nível molecular.

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    Nelson

    05 de julho de 2021 às 21h52

    Caro amigo. Isto os donos do poder, o grande capital, também quer. Tanto que estão a “fazer a cama” do Bozo para embretá-lo e, a seguir, derrubá-lo facinho, facinho, com um simples piparote.

    Mas, os donos do poder querem se desfazer apenas de seu “animador de picadeiro”, nas palavras de Roberto Requião. De seu governo, eles não querem se desfazer, pois o desmantelamento do Estado brasileiro, objetivo primordial do Golpe de Estado de 2016, prossegue mesmo que o slogan seja “Brasil acima de tudo”.

    Então, o impedimento tem que ser aplicado em todo o governo para que o povo brasileiro possa colocar no comando do país um projeto nacional-popular, barrando definitivamente este entreguismo abjeto que está nos condenando à condição de párias pelo resto dos tempos.

Zé Maria

01 de julho de 2021 às 16h48

Errou ou acertou?

Por Juremir Machado da Silva, no Correio do Povo

O historiador israelense Yuval Harari virou celebridade mundial publicando livros.
Uma façanha.
Ele pratica a provocação erudita, o texto fácil de ler e as projeções (ou previsões?) arriscadas.
Em “Homo Deus, uma breve história do futuro” (2015), ele abre dizendo que os três maiores males da história da humanidade estão controlados: fome, pestes e guerras.
Errou ou acertou?
Segundo ele, o açúcar mata mais atualmente do que a pólvora.
Certo ou errado?
Num subcapítulo inicial, “Armadas invisíveis”, ele conclui que “a era na qual a humanidade se via impotente diante de epidemias naturais provavelmente chegou ao fim”.
Foi salvo pelo advérbio?

Harari relembra as piores pandemias.
A Peste Negra, ou bubônica, começada em 1330, matou entre 75 milhões e 200 milhões de pessoas.
Florença perdeu 50 mil dos seus cem mil habitantes.
Ninguém sabia o que fazer:
“Até a era moderna, a culpa pelas doenças foi atribuída ao ar viciado, a demônios maliciosos ou a deuses raivosos; não se suspeitava da existência de bactérias e vírus”.

Os espanhóis trouxeram a varíola para o México em 1520.
A doença chegou com o escravo Francisco de Eguía.
Em dois meses, morreu um terço dos 250 mil habitantes de Tenochtitlán [*].
A esquadra espanhola chegou ao México, que contava 22 milhões de pessoas, num mês de março.
Em dezembro, sobravam apenas 14 milhões.
Sessenta anos depois, eram só dois milhões.
Essa foi a maior contribuição europeia para o Novo Mundo.

No Havaí, a turma do britânico James Cook introduziu doenças que reduziram a população de meio milhão de pessoas para 70 mil.
A gripe espanhola dizimou 5% da população mundial, algo em torno de 50 milhões de pessoas.
Se não tiverem sido cem milhões.
Só na Índia foram 14 milhões.
Harari sustenta que hoje o problema é o excesso de peso, não a fome, e que se morre mais de suicídio que de guerras:
“Tanto a incidência como o impacto das epidemias decresceram dramaticamente nas últimas décadas”.

A ciência conseguiu controlar rapidamente, na medida do possível, a SARS, o Ebola e até a AIDS.
Harari alertava para o surgimento de novas doenças por mutação de patógenos que “pulem dos animais para os homens”.
Acertou em cheio?
Qualquer pandemia passou a ser “uma indesculpável falha humana”?

“A biotecnologia nos capacita a derrotar bactérias e vírus, porém simultaneamente faz com que os próprios seres humanos se tornem uma ameaça sem precedentes”.
Acerto ou erro?
Não é a medicina humana que garante a salvação com a descoberta, no caso do Covid-19, de várias vacinas em oito meses?
Toda epidemia é política?

Harari afirma que as “grandes epidemias vão continuar a pôr a humanidade em perigo no futuro se, e somente se, a própria humanidade as criar, a serviço de alguma ideologia brutal”.
Ler Yuval Harari tranquiliza ou apavora?
O inimigo é invisível ou bem humano?
Se a humanidade quiser, com os meios disponíveis, vacina a população mundial inteira em seis meses em esforço de guerra.
Por que não o faz?
O vírus da ganância não deixa.

[(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f9/Tenochtitlan_Glyph_ZP.svg/170px-Tenochtitlan_Glyph_ZP.svg.png)]

*[Tenochtitlán foi, desde o Século 14, a Capital do Império Asteca durante o período Pós-Clássico da Mesoamérica.
Essa importante e esplendorosa Cidade Asteca foi fundada em 1325, numa ilha do lago salgado de Texcoco, no que agora compreende o Planalto Central Mexicano, localizando-se onde atualmente é a Cidade do México.
Tenochtitlán foi invadida pela Espanha em 1521 e completamente destruída pelos Colonos Espanhóis em 1524.]

[(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/47/Tenochtitlan-Tacubaya.png/560px-Tenochtitlan-Tacubaya.png)
(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c6/Murales_Rivera_-_Markt_in_Tlatelolco_3.jpg/600px-Murales_Rivera_-_Markt_in_Tlatelolco_3.jpg)]

https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/harari-errou-ou-acertou-1.647946

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Zé Maria

01 de julho de 2021 às 14h03

E a Imprensa de Mercado (Globo e Mídia FasciPaulista) vendendo a tal Deforma
como ‘necessária ao crescimento’, que
na realidade é a Destruição da Prestação
Estatal (Federal, Estadual e Municipal)
de todos os Serviços Públicos Essenciais
e Gratuitos à População Pobre.
O (des)governo Bolsonaro/Guedes/Mourão
é direcionado para privilegiar os Ricaços e
os políticos corruptos que o apoiam a soldo.

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