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Vaias a Bolsonaro em Aparecida demonstram que impopularidade do presidente está nas ruas, tornando apoiadores mais violentos
Os agressores da Baixada e de Aparecida. Reprodução das redes sociais.
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Vaias a Bolsonaro em Aparecida demonstram que impopularidade do presidente está nas ruas, tornando apoiadores mais violentos


13/10/2021 - 10h27

Da Redação

59% dos eleitores brasileiros não votariam em Jair Bolsonaro de jeito nenhum nas eleições de 2022, demonstrou recente análise feita pelo Datafolha.

Já o índice de rejeição do ex-presidente Lula está em 38%, 21 pontos a menos.

A impopularidade do presidente da República já se reflete nas ruas.

Bolsonaro foi alvo de protestos em praticamente todas as suas aparições públicas recentes.

Em Aparecida, foi vaiado e ouviu gritos de “genocida”, “lixo”, ladrão” e “assassino”.

Na basílica, dom Orlando Brandes criticou o armamentismo e a disseminação de fake news.

“Para ser pátria amada não pode ser pátria armada. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção e pátria amada com fraternidade”, afirmou o religioso.

Do lado de fora, um fã de Bolsonaro agrediu com uma cabeçada um repórter cinematográfico da Globonews.

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo se manifestou no twitter:

O repórter cinematográfico Leandro Matozo, da Globonews, foi covardemente agredido por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro na tarde desta terça-feira (12) no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo.

O agressor ofendeu a equipe com xingamentos e afirmou: “se eu pudesse, matava vocês”.

Diante de policiais militares que faziam a segurança do evento, se aproximou de Matozo e deu uma cabeçada em seu rosto. O repórter cinematográfico teve sangramento no nariz, mas passa bem.

Os policiais militares conduziram o agressor e os jornalistas até uma companhia da PM e registraram apenas uma Notificação de Ocorrência.

Não quiseram levar o agressor para a delegacia, apesar do flagrante do ato. E ainda levaram o agressor de volta ao santuário em uma viatura.

O ato covarde se insere num contexto de intimidação cada vez mais recorrente de profissionais de imprensa que estão nas ruas para cumprir a função social de levar informação às pessoas.

A agressão é um ato de ataque à liberdade de imprensa.

Atinge a ponta mais exposta nesse processo, que é o profissional da comunicação.

Um trabalhador que, no Dia das Crianças, deixou seu filho em casa para trabalhar e é agredido de maneira covarde.

O Sindicato dos Jornalistas exige da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e do governo de João Doria que esta agressão não seja relativizada ou negligenciada para que, desta forma, o agressor responda judicialmente na medida de seus atos.

Exige, ainda, que episódios como esses sejam investigados com rigor e que os responsáveis sejam punidos.

É urgente que se interrompa essa escala de violência contra os trabalhadores da comunicação antes que algo mais grave aconteça.

Durante a passagem de Bolsonaro pela Baixada Santista, no feriado prolongado, outra agressão a integrantes de uma equipe de tv foi registrada.

Um homem identificado como Armando Izzo xingou repórteres e ameaçou pegar uma arma no carro.

O repórter Helio Oliveira, da TV Tribuna, afiliada da Globo, foi o alvo.

Para o Sindicato, “tal postura tem como exemplo as costumeiras agressões do presidente da República aos jornalistas, demonstrando um total desrespeito à liberdade de imprensa e aos profissionais, que têm como missão informar e zelar pela transparência no poder público”.





3 comentários

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Avel Alencar

13 de outubro de 2021 às 20h28

Nós também sabemos bater, nós também sabemos atirar, nós não levamos desaforo para casa.

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Zé Maria

13 de outubro de 2021 às 14h29

https://twitter.com/i/status/1447993958626439173
“Após o ministro Ricardo Lewandowski, do STF,
negar pedido para obrigar [a CCJ do] Senado a
marcar a sabatina do [Pastor] André Mendonça,
Davi Alcolumbre, disse a aliados que pretende
segurar a análise do nome do ex-chefe da AGU
“até o ano que vem” [2022] (CNN)
.
“As pessoas que tão reclamando do Alcolumbre
são as mesmas que acham legal o Lira, sozinho,
ter o poder de NÃO pautar NENHUM DOS
CENTO E TRINTA pedidos de impeachment”

https://twitter.com/SilvaVladilson/status/1448203494167613442

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Atkins Filho

13 de outubro de 2021 às 12h46

Aí complica bastante pq católicos são a maioria.
Mas eu não acredito nessas pesquisas não. Tem gente aí com 10% mas acho que é fake.
O plano dele é o canhão.
Passarei a seguir esse bispo.

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