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Empresa da Vale extermina rio: até cascudo está morrendo na bacia do Doce; “leito cimentado”, diz ambientalista


11/11/2015 - 00h04

Vídeo do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) enviado por Lydiane Ponciano; arte na capa do Geo Político

RIO DOCE FOI ‘CIMENTADO’

Danos ambientais são irreversíveis, avalia ambientalista

Rejeito de mineração funciona como ‘cimento’, e vai acabar com a pesca em grande parte da calha do rio, segundo Marcus Vinícius Polignano, coordenador do Projeto Manuelzão

Augusto Franco, em O Tempo, 09/11/2015

Os danos ambientais em consequência do rompimento da barragens de rejeitos na localidade de Bento Rodrigues, em Mariana, serão permanentes e vão acabar com a pesca em parte dos rios Guaxalo do Norte e Rio do Carmo, que desaguam no Rio Doce.

O próprio Rio Doce, por sua vez, também pode ser afetado pelo grande volume de lama de rejeito da mineração, e terá a vida aquática comprometida.

A avaliação é do coordenador do Projeto Manuelzão, Marcus Vinicius Polignano. O projeto ambiental, ligado à Universidade Federal de Minas Gerais, monitora a atividade econômica e seus impactos ambientais nas bacias hidrográficas dos principais rios mineiros.

Segundo Polignano, o rompimento das barragens da Samarco no distrito de Bento Rodrigues é, sem dúvidas, a maior tragédia ambiental da história de Minas Gerais. Isso porque, além de destruir totalmente o povoado, a lama que estava represada pode inviabilizar a pesca em uma área enorme.

O ambientalista explica que a lama de rejeito de mineração não é tóxica, mas isso não significa que seus efeitos não sejam danosos. Segundo ele, a natureza do material, a sílica (tipo de areia) misturada à lama rica em ferro funciona, na prática, como uma espécie de ‘cimento’.

“Esse material é inerte, e nele não nasce praticamente nada. Ele recobre o leito e as reentrâncias e pedras do fundo do rio, mudando radicalmente todo o ecossistema”, destaca.

O resultado da camada de ‘cimento’ sobre o rio é que, além de matar peixes, algas, invertebrados, répteis e tudo o que recobriu, a lama acaba com os locais onde estas espécies se abrigavam e reproduziam. Buracos em pedras, altos e baixos do rio são aplainados e recobertos com o material viscoso.

O leito do rio se torna praticamente estéril.

“Sabemos que muitas espécies de peixes sobem para as nascentes para se multiplicar. Agora essas nascentes estão recobertas de lama”, diz.

Outro problema grave é que a lama chegou até a foz do rio, no Espírito Santo. Isso significa que o Rio Doce pode ter consequências em toda a sua extensão. “Essa tragédia chegou a 400 quilômetros do ponto de origem. Levaremos anos para compreender  melhor efeito devastador desse acidente, mas seguramente eles serão muito graves”, diz Polignano.

Pequenos agricultores também serão afetados

Além do leito do rio, nos locais onde a margem foi recoberta com lama, é muito difícil que as roças de pequenos agricultores sejam retomadas.

Tradicionalmente, as áreas de várzea são onde o solo é mais rico para a agricultura, por ter mais matéria orgânica. Essas áreas, recobertas, perdem seu potencial de produção. Em muitos casos, retirar a lama com enxada ou mesmo maquinário pesado pode ser inviável.

“É importante ressaltar que, quanto mais próximo do acidente, maior o impacto da lama. Mas é inegável que haverão consequências para os moradores de toda a extensão do rio”, afirma o ambientalista.

*****

por André Ruschi, no Facebook

Esta sopa de lama tóxica que desce no rio Doce descerá por alguns anos toda vez que houver chuvas fortes e irá para a região litorânea do ES, espalhando-se por uns 3.000 km2 no litoral norte e uns 7000 km2 no litoral ao sul, atingindo três UCs marinhas – Comboios, APA Costa das Algas e RVS de Santa Cruz, que juntos somam uns 200.000 ha no mar.

Os minerais mais tóxicos e que estão em pequenas quantidades na massa total da lama, aparecerão concentrados na cadeia alimentar por muitos anos, talvez uns 100 anos.

RVS de Santa Cruz é um dos mais importantes criadouros marinhos do Oceano Atlântico.

1 hectare de criadouro marinho equivale a 100 ha de floresta tropical primária.

Isto significa que o impacto no mar equivale a uma descarga tóxica que contaminaria uma área terrestre de de 20.000.000 de hectares ou 200.000 km2 de floresta tropical primária.

E a mata ciliar também tem valor em dobro. 
Considerando as duas margens são 1.500 km lineares x 2 = 3.000 km2 ou 300.000 ha de floresta tropical primária.

Voces não fazem ideia.

O fluxo de nutrientes de toda a cadeia alimentar de 1/3 da região sudeste e o eixo de ½ do Oceano Atlântico Sul está comprometido e pouco funcional por no mínimo 100 anos!

Conclusão: esta empresa tem que fechar. Além de pagar pelo assassinato da 5ª maior bacia hidrográfica brasileira.

Eles debocharam da prevenção e são reincidentes em diversos casos.

Demonstram incapacidade de operação crassa e com consequências trágicas e incomensuráveis.

Como não fechar? 
Representam perigo para a segurança da nação!

O que restava de biodiversidade castigada pela seca agora terminou de ir.

Quem sobreviverá?

Quais espécies de peixes, anfíbios, moluscos, anelídeos, insetos aquáticos jamais serão vistas novamente?

A lista de espécies desaparecidas… foram quantas?

Se alguém tiver informações, ajudaria a pensar.

Barragens e lagoas de contenção de dejetos necessitam ter barragens de emergência e plano de contingência.

Como licenciar o projeto sem estes quesitos cumpridos?

Qual a legalidade da licença para operação sem a garantia de segurança para a sociedade e o meio ambiente?

Sendo Rio Federal, a jurisdição é do governo federal; portanto, os encaminhamentos devem serem feitos ao MPF.

André Ruschi


Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi


Aracruz, Santa Cruz, ES

PS do Viomundo: O maior desastre ambiental da história do Brasil — a segunda P52 do FHC, desta vez em terra — não merece uma mísera análise de água e da lama que não seja feita pela própria empresa causadora da destruição.

Veja também:

Um vôo de drone sobre o rio do Carmo, a 50 km de onde as barragens romperam

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34 comentários

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Alvaro Afonso Baêta Neves

13 de novembro de 2015 às 00h38

Espera-se pelo menos que a multa aplicada pelo IBAMA, na casa de 100 milhoes de reais, seja revertida em recursos para aplicação na Lei das Aguas e amenizar os danos ao Rio Doce. Importante ainda verificar pela Lei de Responsabilidade Fiscal Lei 101/200 o controle externo e interno dessa vultosa soma.

Responder

FrancoAtirador

12 de novembro de 2015 às 04h01

.
.
“É ENGANO DIZER QUE ESTA LAMA NÃO É TÓXICA.
.
SÃO RESÍDUOS DO MINÉRIO QUE ESTÃO LÁ
.
E VÃO FORMAR UMA CAMADA, EM TODO O CURSO,
.
LIBERANDO, AOS POUCOS, SUBSTÂNCIAS TÓXICAS”
.
Na Avaliação do Mestre em Ecologia e Doutor em Botânica,
Reinaldo Duque-Brasil, são Devastadores os Efeitos
do Rompimento das Barragens da Samarco [BHP/VALE].
.
Para o Professor de Agroecologia e Botânica
do Campus Avançado de Governador Valadares
da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
a Biodiversidade foi Arrasada no Vale do Rio Doce.
.
A habitual cor do rio deu lugar a tons de marrom e vermelho-escuro,
de aspecto denso, por causa do minério. O cheiro forte do barro
com reagentes químicos piorou nos últimos dias,
devido aos animais mortos, como cavalos e capivaras,
que não conseguiram escapar da força da avalanche
e agora se misturam ao rastro de destruição nas margens.
.
“A lama que chegou ao Leste de Minas é o golpe de misericórdia
no Rio Doce, que este ano atingiu seu nível mais baixo”,
reagiu, com indignação, o professor de agroecologia e botânica Reinaldo Duque-Brasil,
do câmpus avançado de Governador Valadares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
.
Para ele, mestre em ecologia e doutor em botânica,
são devastadores os efeitos do rompimento
das duas barragens da Samarco [BHP/VALE].
.
“Vivemos um clima de apreensão,
principalmente com a interrupção
no fornecimento de água em Valadares.
Ficamos só com o que tem na caixa-d’água”, disse.
.
“É engano dizer que esta lama não é tóxica.
São resíduos do minério que estão lá
e vão formar uma camada, em todo o curso,
liberando, aos poucos, substâncias tóxicas.
.
Este ano o rio não conseguiu chegar ao mar, no Espírito Santo.
Imagine uma situação dessas em um rio que recebe uma carga desse tipo, de repente”.
.
“O dano ambiental é irremediável,
pois tudo o que respira no ecossistema está morrendo:
peixes, tartarugas, pequenos mamíferos e aves.
Houve interrupção na cadeia alimentar”, diz.
.
Para as matas ciliares, as consequências foram igualmente nocivas.
Com a lama de mineração, o assoreamento do Rio Doce vai aumentar.
.
(http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/11/10/interna_gerais,706095/lama-de-mineracao-acelera-degradacao-do-ja-poluido-rio-doce.shtml)
.
.

Responder

abolicionista

12 de novembro de 2015 às 00h17

Caros, sei a padaria em Higienópolis onde FHC costuma tomar café da manhã, que tal darmos no infeliz o banho de lama que ele merece? Lama e sangue artificial, o que dizem?
.

Filmamos a intervenção e postamos na droga da internet, quem topa?

Responder

FrancoAtirador

11 de novembro de 2015 às 21h44

.
.
QUANTO VALE UM RIO
QUANTO VALE UM VALE
A Vale avaliará quanto vale
.
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Responder

Zé Brasil

11 de novembro de 2015 às 20h10

Os relatos de Amigos meus de Governador Valadares são de chorar. A luta para conseguir-se um galão de água nos postos de gasolina que possuem poços artesianos está grande. Peixes mortos a dar com o pau e a porra das tvs só mostram o que restou do distrito atingido em Mariana, MG. São dourados, bagres, curimatãs, cascudos, traíras e todo mundo fazendo cara de paisagem.
Cadê a porra do WWF, dos Amigos da Terra, do onipresente Greenpeace que não deram uma palavra. Onde anda o proselitismo do PV e suas pererecas de olho azul que pararam a conclusão do arco rodoviário do Rio por três anos?
E por fim, por onde anda a fadinha morena da floresta amazônica, a ecológica Marina Silva? Dê uma palavra, minha Senhora!
FHC sua privatização da Vale continua prejudicando ao País e o resultado está aí! E pergunto quantas bombas catastróficas iguais esta, sem fiscalização, ainda temos em MG e no País afora?
Este é o legado tucano ao País: -a sua mais completa obra de destruição.
Isto tudo sem falar da operação lava bunda que vai quebrar o País de norte a sul e de leste a oeste e que passa ao largo da tucanada intocável em suas cagadas.
Tô muito puto da vida!

Responder

    FrancoAtirador

    12 de novembro de 2015 às 04h18

    .
    .
    Falou Pouco e Disse Tudo, Zé Brasil.
    .
    Um Abraço Camarada e Libertário.
    .
    .

    Eliane

    14 de novembro de 2015 às 00h01

    Estou indignada com a tranquilidade com que a população assiste este desastre e não faz nada. Nem uma manifestação, nem um protesto, nada para mostrar que não estão conformados com tudo isso. Acho que é o individualismo, sei lá.
    Mas eu peço aqui: as pessoas que sabem que a mídia não esta divulgando a verdade do que acontece, escrevam, fotografem, postem maciçamente. Vamos despertar a consciência coletiva de nosso povo. Não vamos depender da mídia para nos revoltarmos.

FrancoAtirador

11 de novembro de 2015 às 15h01

.
.
Curiosidade
.
Já foram publicadas as Análises Periciais Independentes
.
para afirmar que a Lama Mineral da Vale não é Tóxica?
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Responder

    FrancoAtirador

    11 de novembro de 2015 às 20h26

    .
    .
    Na Mídia Corporativa não se fala contra os Problemas Sócio-Ambientais causados
    .
    pelas Grandes Empresas de Mineração, pois isso significa ir contra o Dinheiro Grosso
    .
    que patrocina as Atividades Empresariais dos Donos dos Veículos de Comunicação.
    .
    .
    “Principais Impactos ao Meio Ambiente
    Decorrentes da Extração de Minérios”
    .
    Retirada da Vegetação Nativa;
    Modificação nas Calhas dos Cursos d’Água;
    Instabilidade de Margens e Taludes;
    Alteração nos Lençóis Freáticos;
    Efluentes Líquidos e Resíduos Sólidos;
    Contaminação de Aqüíferos;
    Poluição Atmosférica;
    Compactação e Infertilidade do Solo;
    Interferência sobre a Fauna;
    Trepidação do Terreno no Entorno;
    Poluição Sonora;
    Alteração da Paisagem;
    .
    .
    “Avaliação dos Riscos de Contaminação”
    .
    Na Avaliação da Toxicidade de um Contaminante
    são considerados a intensidade, a freqüência, a duração
    e os prováveis caminhos da Exposição Humana.
    .
    As concentrações do contaminante
    são medidas nos Pontos de Exposição,
    e as concentrações teóricas devem ser estimadas
    por meio de modelos de transporte de massa.
    .
    Os resultados da avaliação, para cada via de exposição específica (atual ou futura),
    serão comparados com os dados toxicológicos específicos do composto de interesse.
    .
    As Avaliações de Riscos a Ecossistemas Aquáticos e à Fauna e à Flora Terrestres
    seguem, basicamente, os Mesmos Princípios Utilizados para a Avaliação de Risco à Saúde Humana.
    .
    (http://www.dmg.ufcg.edu.br/ambientemineral/ed6/artigo5.PDF)
    (http://sergiorochareporter.com.br/mineracao-destruicao-dos-solos-e-contaminacao-das-aguas)
    (http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142010000100016&script=sci_arttext)
    (https://www.passeidireto.com/arquivo/5011543/avaliacao-de-risco-toxicologico-a-saude-humana)
    (http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44138/tde-25042008-160351/publico/DT.pdf)
    .
    .

    FrancoAtirador

    12 de novembro de 2015 às 04h12

    .
    .
    GEÓLOGO DIZ QUE REJEITO DA BARRAGEM DA BHP/VALE PODE CONTER,
    .
    ALÉM DE MINÉRIO DE FERRO, ARSÊNIO, ANTIMÔNIO, ZINCO E COBRE.
    .
    Segundo Eduardo Duarte Marques, Pesquisador do Serviço Geológico do Brasil, em Belo Horizonte,
    o rejeito das barragens é predominantemente formado por substâncias inertes,
    só que o minério de ferro eventualmente pode conter porções de metais
    como arsênio, antimônio, zinco e cobre.
    .
    “Em certos pontos de extração do minério
    pode haver concentrações maiores desses metais
    – o que tornaria a lama realmente prejudicial.
    No entanto, para saber a concentração, será preciso fazer análises químicas”
    .
    (http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,lama-de-barragem-contamina-rios-e-mata-aves–peixes-e-plantas,10000001563)
    .
    .

Fabio Nogueira

11 de novembro de 2015 às 14h07

A lama tóxica está matando o rio, contaminando as terras e chegará ao mar, espalhando o veneno pelo litoral do Brasil. A destruição socioambiental é de tal proporção que apenas a reestatização da Vale é que vai cobrir os custos da tragédia.

Responder

José de Arimatéia Alves

11 de novembro de 2015 às 13h26

Pois é…
Estou aqui imaginando se tivesse alguma responsabilidade do Governo de Minas (Fernando Pimentel/PT) ou do Governo Federal, como estaria sendo tratado o assunto?!
Acredito que a cobertura seria cinematográfica…
Interessante, Azenha e Conceição, verificar e retratar numa matéria qual o contigente populacional atingido(?)…
Temos várias cidades de porte médio e grande ao longo do Rio Doce, a exemplo de algumas das que ficam no Vale do Aço, Timóteo, Coronel Fabriciano e Ipatinga e, mais abaixo de sua jusante, Governador Valadares, estas em Minas. No Espírito Santo temos: Colatina e Linhares – observo que citei somente as maiores!!!

Responder

Pedrão

11 de novembro de 2015 às 13h16

Essa vai pra conta dos vende pátria Serra, FHC, Dantas, Gilmar, entre outros….

Responder

    maria a

    11 de novembro de 2015 às 17h39

    Que as forças do universo te ouçam, Nicolau e os culpados sejam chamados a pagar aqui mesmo, neste pedaço do infinito.

marcio ramos

11 de novembro de 2015 às 12h05

… vai acabar tudo, nada e feito para reverter os crimes ambientais, pode fechar esta merda que o merdeiro vai continuar…

Responder

Antonio

11 de novembro de 2015 às 11h02

Enquanto estatal, a Vale e suas controladas já haviam deixado de explorar ou reduzido drasticamente a exploração das áreas próximas a Belo Horizonte, Mariana, Barão de Cocais e outras no entorno.
Por conter o mais puro e melhor minério de ferro que tem preço diferenciado, bastou a privatização para que a exploração da região fosse retomada em ritmo frenético.
Além dos rejeitos que são altamente perigosos para o ser humano por conterem uma concentração muito alta de metais pesados há um problema muito mais grave.
As montanhas e morros da região são, praticamente de minério puro e as mineradoras estão pondo abaixo morro atrás de morro, sem respeitar ou cuidar de olhos d’água e a maioria deles corre para o Rio das Velhas.
Vales de cujo entorno se tiram dois ou três morros alteram o clima pois mexem com os ventos.
Qual será o resultado de tudo isto daqui há vinte anos além é claro, dos lucros absurdos dos acionistas.

Responder

Nelson

11 de novembro de 2015 às 10h58

“Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante”
(Renato Russo)

Cada vez que eu vejo esses desastres mais rumorosos ou mesmo a pavorosa destruição ambiental a que estamos sujeitando a nossa casa comum, na expressão usada pelo Papa Francisco, eu lembro dos versos do Renato Russo.

E da imensa devastação que Fukushima e a energia nuclear seguem provocando, praticamente nada mais se comenta.

É o capitalismo, cara pálida, e sua sede insaciável por lucros, lucros e mais lucros. Crescer, crescer e seguir crescendo. Consumir, consumir e consumir cada vez mais. Como se o planeta fosse infinito. Irracionalidade elevada à n potência.

Ou a humanidade engendra um novo sistema econômico-produtivo onde possa viver, ou não sobrará planeta no qual possamos nos abrigar.

Se sobrar alguma coisa dessa destruição, possivelmente, os sobreviventes estarão desejando estar mortos.

Responder

João Ferreira bastos

11 de novembro de 2015 às 10h37

Estatização da Samarco Já!!!!

Responder

Mauricio Gomes

11 de novembro de 2015 às 10h12

Cadê a imprensa séria para perguntar aos traidores e entreguistas FHC e Serra o que eles acham da merda que eles criaram ao entregar a Vale para a banca internacional? Mas ela não seria muito melhor nas mãos dos agiotas financeiros do que como estatal? Quem vai pagar esse prejuízo ambiental e social incalculável? Só espero que os governos cobrem dos acionistas, que enchem a burra de dinheiro às custas da exploração predatória do subsolo brasileiro, todo o recurso necessário para mitigar essa tragédia. Vergonha!!!!!

Responder

Cláudio

11 de novembro de 2015 às 04h13

:

: * * * * 04:13 * * * * Ouvindo As Vozes do Bra♥♥S♥♥il e postando:
.
Por mais que as cruentas e inglórias batalhas do cotidiano tornem um homem duro ou cínico o bastante para fazê-lo indiferente às desgraças e alegrias coletivas, sempre haverá no seu coração, por minúsculo que seja, um recanto suave no qual ele guarda ecos dos sons de algum momento de amor que viveu em sua vida.
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Bendito seja quem souber dirigir-se a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo no pequeno núcleo macio de sua sensibilidade, e por aí despertá-lo, tirá-lo da apatia, essa grotesca forma de autodestruição a que, por desencanto ou medo, se sujeita, e por aí inquietá-lo e comovê-lo para as lutas comuns da libertação.
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(Plínio Marcos, Canções e reflexões de um palhaço)
:
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♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
* * * * * * * * * * * * *
* * * *
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Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !
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* * * *
* * * * * * * * * * * * *
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Responder

Sérgio

11 de novembro de 2015 às 03h20

Quanta custa até hoje o governo do erudito FHC?

Responder

FrancoAtirador

11 de novembro de 2015 às 02h30

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Isso é só o que se está visualizando.
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Imagine-se como estará o Subsolo.
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Responder

FrancoAtirador

11 de novembro de 2015 às 02h11

.
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E a Dona MariNéca?
Nem um Pio, hein?
A Apolítica Apartidária
Só quer saber do Partido.
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Responder

FrancoAtirador

11 de novembro de 2015 às 02h06

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Não só por um Rio Doce.
É também pelo Vale Todo
que vale bem mais que a Vale
que hoje, aliás, não vale Nada.
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(http://global.org.br/wp-content/uploads/2013/10/relatorio_missao_carajas.pdf)
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Responder

FrancoAtirador

11 de novembro de 2015 às 00h12

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A Oxidação do Ferro retirou
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todo o Oxigênio da Água.
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O Rio virou Lama Tóxica.
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Responder

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