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Diário da Resistência


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Sindipetro: E a Globo apoiou aparato repressivo de um governo do PT…


21/10/2013 - 00h26

Mídia burguesa elogia exército de Dilma para garantir leilão e ataca greve

Do Sindipetro, em 18.10.2013, sugerido pelo FrancoAtirador

Uma das maneiras mais eficazes de se medir a força de uma mobilização é avaliar como se dá sua repercussão na grande imprensa.

Diante desta premissa, fica claro pra nós que a greve nacional da categoria petroleira, iniciada no último dia 17 de outubro, está incomodando muita gente.

Foi assim na greve histórica de 1995, não teria por que ser diferente agora.

Na noite de ontem, a abertura do Jornal da Globo foi um exemplo claro de que a imprensa burguesa – agente histórico do imperialismo e de qualquer medida que represente ataques à soberania nacional – está preocupada em garantir a realização do leilão de Libra – a maior privatização da história do país.

O apresentador da Rede Globo, Willian Waack, começou o telejornal reivindicando a presença ostensiva da Força Nacional e do Exército de Dilma no local em que será realizado o Leilão, no Rio de Janeiro.

Disse, de maneira contundente e em tom de exigência, que a lei precisa ser garantida – discurso usado muitas vezes por agentes da repressão nos anos de chumbo da ditadura militar.

Ditadura e repressão que estão sendo reeditadas desde as jornadas de Junho, quando o povo foi às ruas.

O envio de mais de mil homens das forças repressivas do Estado ao local do leilão foi um pedido do governador Sergio Cabral, atendido lamentavelmente pela presidente Dilma, uma das vítimas da ditadura e da mão de ferro do Estado.

Mas o desfecho realmente repugnante do telejornal foi feito por um dos comentaristas mais reacionários da tevê brasileira: Arnaldo Jabour, que fez – em resumo – o seguinte comentário:

“Essa greve é uma mistura de ideologia e interesses sindicais e burrices. Isso. Primeiro porque eles querem a volta da monopólio, é ignorância (…). O modelo não monopolista é ideal para o país, é mais dinâmico, é mais lucrativo (…). Dilma tem de governar o país como se guiasse uma carroça com dois cavalos: um rápido e moderno; e o outro, manco e velho. Sempre que ela tenta modernizar algo os velhos mancos sindicais ideológicos empacam. Talvez nem sejam cavalos e, sim, burros”.

Clique aqui e assista na íntegra o comentário de Arnaldo Jabour [Modelo não monopolista é o ideal para o Brasil. Isso dito pela Globo deveria ser uma piada, afirma o Viomundo].

Além de ser um claro ataque aos trabalhadores e à soberania nacional, o comentário de Jabour é uma sucessão de equívocos e informações (propositalmente) falsas para confundir o povo brasileiro.

Claramente, foi a Petrobrás que descobriu (sozinha!) o pré-sal; claramente, a Petrobrás tem condições (com a construção de outro ritmo de exploração) de não apenas operar, mas controlar a exploração do pré-sal sozinha e submetida a um plano nacional de investimentos em educação, saúde e  transporte.

Jabour tenta desconstruir tudo isso, assim como fazem setores governistas que ainda insistem em defender o leilão com o argumento de que é preciso parcerias.

Lamentável que a presidente Dilma tenha como um dos principais aliados para realizar a maior privatização da história deste país uma das figuras mais reacionárias e repudiadas da grande imprensa, um claro representante da direita brasileira que sempre foi a responsável por realizar o desmonte dos patrimônios nacionais.

Entretanto, agora é pelas mãos do atual governo, é pelas mãos de Dilma que o maior crime de lesa-pátria deste país pode ser desferido contra o povo.

Os trabalhadores petroleiros estão vacinados contra os ataques da grande imprensa e, neste ano, ao contrário de 1995, tem a seu favor uma conjuntura em que as manifestações e greves carregam um grande apoio da população.

O grito “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!” já está nas ruas.

É hora de barrar o leilão de Libra e fortalecer a greve da categoria petroleira em defesa do petróleo brasileiro e por um ACT digno!

Leia também:

Lobão: Leilão de Libra é “revolução econômica”

Senador Requião se diz perplexo com uso do Exército e leilão sem debate

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Ildo Sauer: Chineses vão lucrar muito e garantir fornecimento seguro de petróleo

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44 comentários

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CarmenLya

21 de outubro de 2013 às 15h49

Gente, leilão com UM participante e óh! surpresa: shell no meio. O PIG está num entusiasmo danado…estou comovida!!!!!! Nunca dantes na história deste país vimos uma união tão grande entre os trabalhadores e a elite. Quem será que vai sair ganhando????

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CarmenLya

21 de outubro de 2013 às 15h20

Luiz Lima…começa um “tempo novo”…e o Edson Lobão, aquele mesmo da ditadura, falando isso. Já dizia o filósofo Cazuza: eu vejo um museu de grandes novidades, hehehehe!!!!!
Sinto, meu caro, tua piscina está cheia de ratos…tuas idéias não correspondem aos fatos.
Não perde a farsa: está sendo transmitida ao vivo pelo PIG.

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José X.

21 de outubro de 2013 às 13h03

Pelo jeito o Sindipetro não aprendeu com a situação do Mais Médicos…Na próxima vez que eles fizerem greve por melhores salários eles vão ver o apoio que vão receber do povo em geral..

Responder

Antonio Victor

21 de outubro de 2013 às 12h53

Se o “aparato repressivo do PT” não estivesse lá, a esta altura o hotel Windsor estaria invadido e depredado. Os “manifestantes pacíficos” neste momento estão na av. Lúcio Costa portando paus, pedras, hastes de metal e outros “artefatos típicos” de uma manifestação democrática. Já viraram um carro e atearam fogo em lixeiras que felizmente, até agora, foram as únicas vítimas da “fúria democrática”.

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WILSON

21 de outubro de 2013 às 12h26

nao sei se as redes sociais ja sabem, mas as forças federais foram para o rio pq o secretario de segu do rio disse para o ministro da justica que as forcas do rio nao teriam capacidade de da segurança. E outra historia que o pig vende e as redes sociais aceitam.

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Haroldo Toto

21 de outubro de 2013 às 12h07

Só gostaria de saber o seguinte, e isso é uma coisa que sempre me intrigou:
Qual é a função do petróleo nessas camadas do planeta Terra?
Quando se fura um poço de petróleo, não é como se fura uma veia no corpo humano?
O petróleo espirra igual ao sangue, também sobre pressão, certo?
Só que o corpo humano repõe o sangue perdido.
E o planeta Terra? Vai repor o seu “sangue”?
O que vai acontecer com esse espaço de rochas, cujo petróleo faz pressão?
Será que o petróleo nesses espaços não tem serventia nenhuma?
É como uma mulher que retira o útero e mesmo assim continua viva?
Desculpem-me se faço desculpas idiotas, mas devem fazer algum sentido.

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    michel

    21 de outubro de 2013 às 13h31

    eles enchem o espaço com outro fluido, provavelmente água mesmo.

Antonio Victor

21 de outubro de 2013 às 12h03

Um aparato só é repressivo quando age, enquanto estiver cercando uma área ele não está fazendo coisa alguma, muito menos reprimindo. Por outro lado, cabe a pergunta: e as recentes manifestações que temos assistido, são PACÍFICAS ? Vamos defender que os Black Blocks e seus simpatizantes tenham direito de atacar e destruir livremente ?

Afinal de contas, existe alguma democracia no MUNDO, que defenda a liberdade de meia dúzia QUEBRAR tudo o que é dos outros ?

Responder

    Elize Lima

    21 de outubro de 2013 às 13h14

    Boa a sua avaliação, Antonio. São questões pertinentes.
    O que estamos assistindo em relação às manifestações, são
    a mais pura expressão pós-moderna do autoritarismo.
    Mais uma questão, o Sindipetro faz oposição ao governo, o que não é papel de Sindicatos; deveriam servir a defesa dos interesses dos trabalhadores e ser um canal de negociação e não de oposição.

    Julio Silveira

    21 de outubro de 2013 às 15h47

    Me desculpem pelo que vou dizer, mas isso que vocês dizem me parece uma hipocrisia da grossa, e uma tentativa de justificar o injustificável.
    Primeiro bota o exercito na rua para não agredir apenas para intimidar, por que a intenção é essa, e quem garante o acerto para nós o acerto da decisão governamental, isso é governo democrático para vocês? não é a toa que muitos curtem uma ditadura até hoje, pode ser uma nova modalidade de dialogo com a sociedade que questiona, Tanques nas ruas.
    Outra baita, me perdoem a expressão, canalhice é essas do sindicato fazer oposição, falem sério meus caros, sindicatos são instrumentos políticos e sempre foram no Brasil, instrumentos que tratam não só dos interesses de seus afiliados mas também da sociedade. E são das poucos forças organizadas que fazem contraponto neste país. E não vou deixar de lembrar aos esquerdistas de meia pataca que a CUT fez isso em boa parte de sua existência, que diga-se de passagem apoiei sempre em suas causas de interesse da cidadania e do país, mas essa parte os esquerdistas transformistas já esqueceram. É, o Brasil está mesmo cheio de esquerdistas de bandeirinhas.

Mário SF Alves

21 de outubro de 2013 às 11h46

“Uma das maneiras mais eficazes de se medir a força de uma mobilização é avaliar como se dá sua repercussão na grande imprensa.”
_______________________________

Por pressuposto, existem outras. E, assim, e em vista de tão complexa questão, que tal – à luz da realidade atual – discorrermos um pouquinho, porém, francamente, sobre as outras?
_____________________________________

Que tal, abrirmos mão do comodismo, da lei do menor esforço, da história de vende pátrias a qual tanto nos acostumamos, e pensarmos um pouquinho que seja na probabilidade de o PT estar praticando uma estratégia nova no campo da geopolítica, por exemplo?
_____________________________________________
Sinceramente,

Mário.

Abraço a todos.

Responder

augusto2

21 de outubro de 2013 às 10h50

alianças existem que sao objetivas, reais.
Alexandre, o grande, Anibal, o cartagines e Julio cesar ja sabiam disso. O fato delas acontecerem pontualmente nao desqualifica um lado. Nem outro.

Responder

Bernardino

21 de outubro de 2013 às 10h47

Aim qui legau vamo trocá u imperialismu ianqui pelo imperialismu xinês ai tou taum felis lula eh meu pastor nada mi fautará
Responder
CARO MATHEUS,os PETRALHAS como ja falei aqui estao como os dias contados juntammente com a corja do PMDB!!Pra ficar no poder eles TROCAM o IMperialismo IANQUE pela ditadura CHINESA que tambem seguram suas reservas e usam as dos outros.

Temos as esquerdas mais Covardes e Corruptas da america latina,incluindo ai PT,PCS,PSB e congeneres,tanto que apanham da Midia BAndida e depois dao dinheiro à mesma e agem como a direita pra conseguir seus OBJETIVOS

Opnioes como dos engenheiros da Petrobras e figuras de conhecimento como ILDO SAUER que conhecem bem a D DILMA e sua truculencia quando ministra e a falta de conhecimnto do ssr LULA no setor.Sauer sabe o que diz e nao defende nenhum interesse a nao ser o PAÍS

PARA os petistas que frequentam o BLOG!!

CHICO DE OLIVEIRA,grande sociologo e fundador do PT declarou: O LULA É UM OPORTUNISTA E SEM CARATER.Falou iste em um PRogramde de TV abertamente e ninguem contestou,nem o proprio nem o PT e seu presidente
Portanto quem CALA,CONSENTE e nao se trata de CIVILIDADE e sim fraqueza de CARATER!!!

Responder

    Luiz Lima

    21 de outubro de 2013 às 11h43

    Tão simplistas seus argumentos…

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2013 às 12h04

    Êpa! Esqueceram de avisar: Desativaram o imperialismo norte-americano e ativaram o “imperialismo” chinês. Novidade… singularidade… coisas que só acontecem no BraZil com Z, mesmo. E haja predisposição contra o PT. E haja fantasia de super-homens, de batmans e outros de super poderosos capazes de mudar 500 anos de colonialismo em meros piscar de olhos.

    __________________________________
    E haja trauma político com governantes do passado; especialmente com governantes neoliberais de um passado não muito distante.

    francisco.latorre

    21 de outubro de 2013 às 14h22

    matheus e bernardino.

    se encontraram.

    agora vai.

    ..

Matheus

21 de outubro de 2013 às 09h50

Como sempre, uma avalanche de pelegos ridículos e asquerosos, que só conseguem me inspirar um misto de nojo e pena, querem postar os seus blogs ridículos e sem credibilidade alguma defesas da privataria petralha, que está sendo imposta por baionetas.

Responder

    francisco.latorre

    21 de outubro de 2013 às 14h29

    fala sério. na boa.

    você existe?..

    ..

    ah.. não adianta trocar a foto.

    essa não cola.

    ..

Fred

21 de outubro de 2013 às 08h22

21/10/2013

Petróleo promove aliança estatal Brasil/China

Se as expectativas do primeiro leilão do pré-sal se confirmarem, Brasil e China iniciam a partir desta 2ª feira uma parceria estatal das mais robustas.

por: Saul Leblon

Se as expectativas do primeiro leilão do pré-sal se confirmarem, Brasil e China iniciam a partir desta 2ª feira uma parceria estatal das mais robustas, consistentes e estáveis do século 21.

O pré-sal guarda 100 bilhões de barris; a Petrobrás, só ela, sabe como tirá-los de lá; a China consome 10 milhões de barris por dia; não tem petróleo, mas dispõe de reservas de dólar da ordem de US$ 3 trilhões.

Essa contabilidade deve marcar por décadas as relações entre os dois países.
Sobretudo, tende a alargar a avenida industrializante indispensável ao trânsito de um novo ciclo de desenvolvimento no país.

A ficha começa a cair entre os analistas da emissão conservadora.

De forma talvez precipitada, eles comemoraram a ‘falta de interesse’ das petroleiras gigantes dos EUA e da Europa no primeiro leilão do pré-sal.

“Culpa do intervencionismo intrínseco ao modelo de partilha”, festejaram os centuriões dos mercados desregulados.

Escapava-lhes o desdobramento estratégico, agora explícito.

O festejado recuo da Exxon, Chevron, BP e BG do leilão de Libra abriu caminho para, em torno do petróleo nacional, Brasil e China erguerem pilares de uma sólida parceria.

Algo de que sempre se ressentiu a diplomacia soberana do Itamaraty, retomada em 2003.

Em uma das últimas entrevistas antes de deixar o posto, o então chanceler Celso Amorim, atual ministro da Defesa, localizou na relação sino-brasileira a mais importante lacuna da reordenação geopolítica realizada pelo Brasil na última década.

‘Precisamos dar uma forma importante ao relacionamento com a China. Não desenvolvemos um conceito pleno de como vai ser nossa relação com a China. Essa é uma autocrítica. Não deu tempo. Precisamos pensar mais profundamente nisso’, disse o embaixador, em entrevista ao jornal ‘O Estado de São Paulo’, em 27/10/2010.

O conceito de que se ressentia Amorim refletia, na verdade, a falta de um poder de fogo efetivo.

Afinal, como ter os interesses soberanos do Brasil contemplados na relação com um gigante solidamente hegemônico em questões chave do xadrez mundial.

Entre elas, a escala, o planejamento estratégico, o monitoramento justo do câmbio, do comércio exterior e dos fluxos de capitais, ademais da supremacia tecnológica e industrial.

A disputa desigual redundou no sabido.

O Brasil tem na China o principal cliente para suas matérias primas, como o minério de ferro, ademais dos grãos.

A balança comercial favorece o Brasil. Mas a prova do pudim se dá na tonelagem, que evidencia uma relação econômica subalterna.

Um dado resume todos os demais.

A China compra o minério de ferro brasileiro a US$ 140/150 a tonelada. E vende trilhos ao país a US$ 850 a toneladas, para abastecer um plano de expansão da malha ferroviária de 10 mil kms, até 2020.

Por que a relação colonial não se repetiria no caso do óleo do pré-sal?

Pela diferença que existe entre uma estatal, mantida como ferramenta de desenvolvimento e uma empresa privada, a exemplo da Vale do Rio Doce, focada exclusivamente na geração de dividendos aos acionistas.

Dirigida até 2011 pelo tucano Roger Agnelli, a Vale sempre rejeitou os apelos do governo Lula no sentido de destinar um pedaço desses dividendos à construção de uma planta de trilhos no Brasil (a que existia foi desativada por FHC pouco antes de privatizar a Vale, em 1997)

A Petrobras transita na pista inversa do modelo de negócio que dá as costas aos interesses da Nação, para contemplar apenas o do pregão.

Embora seja uma empresa aberta, o governo tem a maioria dos votos na gigante criada por Getúlio.

Isso muda tudo.

Explica, por exemplo, a abrangência redobrada das inversões na cadeia do petróleo e da pesquisa, a ponto de a Petrobras figurar hoje como líder mundial em tecnologia de prospecção submarina.

Cerca de R$ 237 bilhões serão investidos por ela até 2017.

Os alvos: pesquisa, produção do pré-sal e a construção simultânea de três refinarias, de modo a agregar valor ao óleo extraído do fundo do oceano.

O retorno mais que compensa ao país.

Os próximos 30 anos vão marcar o estirão produtivo e de encomendas do pré-sal.

Os encadeamentos das inversões em produção, refino, serviços e tecnologia somam valores da ordem de US$ 700 bilhões em investimentos.

Significa dizer que o Brasil ganhará novo peso econômico, tecnológico e geopolítico.

Peso este precificado desde já nas negociações com a China que precisa garantir seu abastecimento no século 21.

Estamos no umbral de uma parceria ancorada em investimentos bilionários, de retorno garantido, que envolve tecnologia sofisticada e matéria-prima escassa no mundo.

O Brasil detém dois dos três vértices desse triângulo. A China tem o capital e a sede de petróleo.

Mudou a condição do jogo.

E o Brasil tem o mando de campo neste caso.

A regulação soberana do pré-sal destina à Petrobrás o monopólio da operação: só ela retira o óleo do fundo do oceano, do qual o país continua sendo o único dono.

Mais que isso.

A Pré-Sal Petróleo S.A vai gerir toda a administração estratégica dos campos do pré-sal.

Terá para isso 50% dos votos no comitê gestor de cada campo.

Caberá ao comitê decidir, por exemplo, o custo equivalente em barris da exploração do petróleo.

Uma vez fixado, define-se a sua contrapartida: o petróleo excedente (ou seja, que excede ao custo de exploração).

É sobre esse ‘excedente’ que incide a parte do governo no volume total extraído dos campos: a ‘partilha’ do pré-sal, que será de 41,5%, no mínimo

Não por acaso, o piso do leilão desta 2ª feira ( 21/10).

Há, ainda, os royalties, elevados de 10% para 15% na regulação do pré-sal.

A PPSA controlará toda essa contabilidade, com poderes incontestáveis. Em caso de impasse no comitê gestor, ela detém o voto de Minerva.

Cabe-lhe, ademais, o poder de veto sobre decisões que possam ferir o interesse nacional.

Quais decisões?

Por exemplo, controlar o ritmo da exploração; controlar o volume de petróleo exportado; controlar o índice de nacionalização dos equipamentos e encomendas requeridos em cada etapa do processo.

Esse poder dosador dá ao Estado a possibilidade de transformar o ciclo do pré-sal num impulso industrializante de características inéditas na história do desenvolvimento brasileiro.

Quais sejam: altamente planejado em suas metas em encadeamentos; com taxas de retorno plenamente previsíveis e asseguradas e dotado de desdobramentos políticos e sociais soberanamente definidos – caso das transferências do fundo social à educação e à saúde.

A essa singularidade do modelo de partilha vem se agregar agora a parceria de empresas estatais de um país afeito ao planejamento e à disciplina dos planos estratégicos.

Se bem sucedida a parceria, ademais de tonificar a estrutura industrial brasileira, terá repercussões sensíveis no imaginário político e social do país.

O conjunto tem consistência e horizonte para regenerar a combalida imagem do interesse público como planejador e gestor direto do desenvolvimento da Nação.

Até hoje, a insaciável fome chinesa por matérias primas exerceu no Brasil um efeito duplamente regressivo e paradoxal.

Ao projetar uma demanda firme por produtos não manufaturados, desloca o investimento local para atividades primárias.

Com a indiscutível competitividade de sua exportação manufatureira, sufoca a atividade fabril no país.

O conjunto explica em boa parte a cordilheira de obstáculos que o Brasil precisa superar para deflagrar um novo ciclo de desenvolvimento consistente e inclusivo.

Por uma dessas ironias da história, o pré-sal abre a possibilidade de que isso ocorra agora, justamente, através de uma parceria de gigantes estatais do Brasil e da China.

O leilão desta 2ª feira é o pontapé desse jogo histórico.

Responder

    Matheus

    21 de outubro de 2013 às 09h32

    Aim qui legau vamo trocá u imperialismu ianqui pelo imperialismu xinês ai tou taum felis lula eh meu pastor nada mi fautará

    Luiz Lima

    21 de outubro de 2013 às 10h07

    kkkkkkkkkkkkkkkkk acorda esquerdista infantil. Já dizia o Lênin, “esquerdismo,doença infantil do comunismo”.

    leprechaun

    21 de outubro de 2013 às 11h47

    que manobra pra justificar que entregar pros chineses é parceira sólida e bom para o Brasil , se é bom pq não foi amplamente discutido? Ah já sei, os iluminados petistas no poder sabem o que é melhor pra nós, os idiotas do sistema

Fred

21 de outubro de 2013 às 08h21

“Aparato repressivo”?

Forças de segurança postadas para impedir uma provável tentativa de invasão do Hotel, não tem papel repressivo, já que as manifestações estão liberadas, mas não a invasão violenta e a depredação…

Responder

    Alex Back

    21 de outubro de 2013 às 13h36

    Pobre alma iludida…

Julio Silveira

21 de outubro de 2013 às 07h55

E o seu PT quem diria hem, acaba imitando o show de entreguismo do seu FHC, sob disfarce, logico, para deixarem a marca fajuta da diferença, mas no fim assistiremos aquele show chinfrim de bater de martelos com a felicidade estampada na face dos vendilhões por estarem entregando os nossos recursos. Saímos da boca do tubarão para cair na da Lula de Humboldt.

Responder

    Luiz Lima

    21 de outubro de 2013 às 09h15

    Dilma sabe muito bem o q está fazendo e sabe q isso irá se repercutir nas eleições e já tem o discurso na ponta da língua para os ignóbeis.

Emilio

21 de outubro de 2013 às 07h19

LIBRA – Os caras vão comprar, vão pagar, e quem vai mandar é a Petrobras. E ainda tem gente achando que é uma má opção? Talvez fosse melhor entregar a Chevron como o Serra prometeu.

http://mariafro.com/2013/10/20/sabrina-lorenzi-uso-do-poder-estatal-em-libra-sera-teste-para-futuros-leiloes/

Responder

Avelino

21 de outubro de 2013 às 05h41

Por que os EUA não participa do leilão, ele tem quer ser bloqueado? Onde está sendo feito o desmonte?Ouvir Jabour, é melhor não.

Responder

João Carlos

21 de outubro de 2013 às 03h59

Não acredito que a presidente Dilma esteja se tornando uma entreguista.Já li argumentos bem firmes que mostram a necessidade de cooperação externa para a exploração do petróleo do Pré-sal,devido a falta de recursos da Petrobrás para arcar sozinha com a empreitada.O nome do cara é Jabor e não Jabour(Jabur?).

Responder

    Luiz Lima

    21 de outubro de 2013 às 09h42

    Dilma deve estar é rindo deste sindicalismo corporativista, idealista, chauvinista. Não sabe nada de empresa petrolífera no mundo, como funciona uma gestão complexa desta. Pensa q tá nos anos 1950. Povo ignorante q ouve o galo cantar e não sabe aonde.

    michel

    21 de outubro de 2013 às 13h35

    ela foi ministra de minas e energia e não sabe nada.
    já o colega, munido de seu teclado, sabe tudo, né?

    mais respeito, senhor…

Therezinha Fini

21 de outubro de 2013 às 03h57

Muita bobagem em poucas linhas. Da globo, do Jabour e do autor!
Esta greve é fundamentalmente por aumento salarial. Se fosse por Libra teria acontecido meses atrás e não poucos dias antes! Todos sabiam da data do leilão e pq só agora, na véspera, resolvem se manifestar?
E isto vale prá todos. Em relação ao PIG e Globo, não perco meu tempo comentando as asneiras cometidas.

Responder

    tania

    21 de outubro de 2013 às 09h20

    Esta greve da Petrobrás está terminando hoje. Isso acontece todos os anos e dura pouco porque a empresa não pode parar e precisa dos funcionários. Pago o reajuste, sem mais pautas. Achei este artigo muito fraco de argumetnação, tenho lido muito sobre o assunto e francamente, a Globo se alinhando ao governo é um pouco forte. E dar importãncia ao que o Jabor fala, ah, ele que já virou piada internacional com aquela história de condenar as manifesações e depois ser obrigado a se reratar e dizer tudo diferente? O artigo do Saul Leblon que um leitor publicou aqui é bem complexo e vai a fundo na questão.

Darci

21 de outubro de 2013 às 01h30

Conjuntura, contextualizacao. Mei irmão. Não é porque somos progressistas que não podemos utilizar as forças legais do Estado. Agora a discussão do mérito da questão é outra conversa.

Responder

Mateus

21 de outubro de 2013 às 00h48

Esse Arnaldo Jabour já devia ter sido processado pelo Ministério Público já faz tempo. Ele usa um meio de comunicação, que esta sobe concessão mas que é do povo, para xingar o próprio povo. Não é a primeira vez e nem vai ser a última vez que ele faz isso se não houver um freio.

Responder

Luiz Lima

21 de outubro de 2013 às 00h45

Há uma estratégia do governo não dita aí e por isso esse jogo de contra-informação ideológica. A Petrobras sozinha não dá conta, não tem capital para explorar tudo isso. O Brasil para fazer isso teria q se endividar externamente. Por isso, que a discussão tá simplista, simplória e ingenua.

Responder

    CarmenLya

    21 de outubro de 2013 às 15h08

    Luiz Lima, você está perdendo a programação sensacional da Globonews que apresenta neste momento defensores do leilão, com “sólidas” argumentações. Vai lá…o PIG está com vocês!!!!!

    Luiz Lima

    21 de outubro de 2013 às 22h39

    que discurso mais bobo…

Luiz Lima

21 de outubro de 2013 às 00h35

Nem corporativismo nem estatismo nem privatismo. Parceria sim, concessão pode haver com um país comunista de mercado.

Responder

Luiz Lima

21 de outubro de 2013 às 00h34

Ora, com os black Block, todo cuidado é pouco. Melhor prevenir do que remediar. Kem pediu foi o governador Sergio Cabral e não a presidenta.

Responder

    Lucas F.

    21 de outubro de 2013 às 01h32

    Claro, já que no Rio a polícia começou a dar tiro nas manifestações é melhor chamar o exército logo, eles tem mais metralhadoras prontas para atirar nos trabalhadores.

    Luiz Lima

    21 de outubro de 2013 às 09h38

    Os black blocks de vítimas não têm nada. Sabem que quem está na chuva é pra se molhar. Sabem que quebrou, incendiou, vai ter q ser reprimido, aqui no Brasil ou em qualquer país do mundo. Não vitimize a situação.

    Rafael Kritski

    21 de outubro de 2013 às 01h46

    Sergio Cabral pediu, Dilma concedeu.

    Luiz Lima

    21 de outubro de 2013 às 09h40

    Claro. Dilma já mais pode pedir, porque vivemos numa unidade federativa em q governos estaduais têm autonomia. Esses black blocks q nem ideologia clara têm, agem por instinto de violência podem aprontar. Prevenir é o melhor remédio. E há muita desinformação e contra-informação sobre este leilão. Povo burro.


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