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Se projeto vingar, estrangeiro poderá controlar até ‘uma Suiça’ dentro do Brasil


04/07/2012 - 02h20

por Luiz Carlos Azenha

Como dizia aquela famosa atriz, a Kate Lira, “brasileiro é tão bonzinho”…

Vende de forma descontrolada o melhor minério de ferro do mundo.

Permite a montadoras que remetam um Bolsa Família e meio para as matrizes (U$ 14,6 bi) em pouco mais de três anos.

Autoriza um estrangeiro endinheirado a montar um enclave em território brasileiro do tamanho de uma Suiça.

E nada disso, infelizmente, é exagero.

No último dia 13 de junho, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou relatório substitutivo do deputado Marcos Montes (PSD-MG) que libera, quase sem limites, a compra de terras por empresas nacionais controladas pelo capital estrangeiro.

Gerson Teixeira, da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra), acredita que se o governo Dilma não reagir vai se ver diante de outro Código Florestal, no qual alegadamente foi pego de surpresa pela bancada ruralista.

“Esse projeto sinaliza a abertura total das terras para capital estrangeiro, permitindo que empresas se apoderem da biodiversidade e de recursos naturais do Brasil de acordo com seus interesses”, afirmou Gerson, segundo nota publicada no site do Movimento dos Sem Terra (MST).

“O único limite objetivo previsto no anteprojeto diz respeito à proibição, já prevista na atual legislação, para que os estrangeiros adquiram ou arrendam área superior a ¼ da superfície dos municípios, sendo que, neste limite, pessoas da mesma nacionalidade não poderão deter mais de 40%”, informou a bancada do PT na Câmara, em sua análise do substitutivo aprovado.

Considerando que o maior município brasileiro, Altamira, no Pará, tem área de 160 mil km quadrados, o limite superior para aquele município seria de 40 mil km quadrados, ou seja, uma Suiça!

Na nota divulgada no site do MST, há um alerta: “Por se tratar de um projeto terminativo, basta passar nas comissões de Constituição e Justiça e de Finanças e Tributação para que seja votado no Senado Federal”.

O relatório do deputado Beto Faro (PT-PA), que foi tratorado pelo substitutivo de Marcos Montes, propunha limite máximo de 5 mil hectares.

O deputado do PSD argumentou, em defesa de seu projeto, que é preciso dar segurança jurídica a investidores, de acordo com texto publicado no site do partido:

Para Marcos Montes, esse é o momento do País captar recursos. “Essas aquisições de terras são, normalmente, para fins de empreendimentos de longo prazo como a questão das florestas, da cana de açúcar e isso é interiorizado; as extensões de terra são adquiridas mais no interior do país, em locais onde nós precisamos de mão de obra”, defendeu. De acordo com o parlamentar, o setor de florestas parou de investir devido à inquietação jurídica que ainda é muito grande, entre outros investimentos de quase R$ 40 bilhões, que gerariam cerca de 40 mil empregos no total.Essas ações são para que a gente tenha menos conflito jurídico depois que foi estabelecida uma normativa da Advocacia-Geral da União (AGU) que criou uma situação muito inquietante naqueles empresários que já adquiriram e querem adquirir terras. Além disso, vai proporcionar a possibilidade do produtor rural arrendar as suas terras para diversas atividades e, mais do que isso, preservando a soberania nacional”, enfatizou.

A normativa da AGU a que se refere o deputado limitou a venda de terras brasileiras a estrangeiros ou empresas brasileiras controladas por estrangeiros.

Em sua crítica ao texto aprovado, a bancada do PT observou que o projeto de Marcos Montes “veda a compra de terras por ONGs e Fundações estrangeiras e por Fundos soberanos. Todavia, as proibições têm validade apenas para discursos à medida que pela proposição, uma empresa com 0.1% de capital nacional, e o restante, estrangeiro, passa a ser considerada empresa brasileira estando, portanto, livre para a compra de imóveis rurais no país em quaisquer dimensões. Uma indagação ao ilustre autor do Relatório: qual a dificuldade para uma empresa ou ONG estrangeira usar um ‘laranja’ brasileiro com 0.1% de capital nacional e se transformar em empresa brasileira?”.

Também observa que “o §1º, do art. 3º da proposição, simplesmente habilita para a compra de terras no Brasil as companhias de capital aberto com ações negociadas em bolsa de valores em qualquer lugar do mundo. Ou seja, proíbe as ONGs, mas abre o território do Brasil para empresas que apostam na especulação mundo afora”.

A bancada do PT também critica o artigo que “veda o arrendamento por tempo indeterminado, mas sem fixar esse prazo que poderá ser de 300 anos, por exemplo”.

Não é difícil entender os motivos que levaram a bancada ruralista a aprovar a proposta de Marcos Montes.

Esta semana, o Estadão publicou reportagem de Márcia de Chiara:

Puxados pela disparada das cotações dos grãos, especialmente da soja, e pela queda nos juros, os preços médios das terras para o agronegócio no País subiram 50% em três anos, com aceleração maior nos últimos 12 meses. A tendência é as cotações continuarem em níveis elevados, apesar da desaceleração da agricultura, que afetou o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre. Entre março de 2011 e abril deste ano, a valorização média da terra no País foi de 16,5%, segundo pesquisa da Informa Economics FNP, consultoria especializada em agronegócio. A alta de preços é mais que o triplo da inflação acumulada no período, de 5,1%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em abril deste ano, o preço médio de um hectare estava em R$ 6,7 mil. “É a maior cotação média registrada pela pesquisa, que começou a ser feita em 2002”, afirma Nadia Alcantara, gerente técnica da Informa Economics FNP.

Como o próprio deputado Marcos Montes notou, em sua entrevista, o projeto dele “vai proporcionar a possibilidade do produtor rural arrendar as suas terras para diversas atividades”.

A entrada do capital estrangeiro, além de turbinar a valorização das terras, reforça a possibilidade de arrendamento dentro de padrões convidativos.

Mas, de acordo com a bancada do PT, “estamos tratando do controle de um recurso absolutamente estratégico para o presente e o futuro do nosso país: a terra e, derivadamente as florestas, os recursos naturais em geral e, do subsolo, em particular. Os movimentos especulativos com a terra conduzidos por diversas frações do grande capital internacional estão organicamente relacionados com os movimentos especulativos com os alimentos e os negócios nos mercados voluntários de carbono, alvo dos membros do G20 em torno de um aparato regulatório em escala global”.

A bancada do PT também observou que a proposta do deputado Beto Faro, atropelada pelos ruralistas, não rejeitava o investimento estrangeiro em terras brasileiras:

“…são previstos limites de áreas e outros controles para as operações de aquisição de terras por estrangeiros. Todavia [a proposta] delega ao Congresso Nacional a possibilidade de ampliação desse limite, observados os interesses maiores do país. Qualquer empreendimento estrangeiro sério em execução no Brasil, integrado às estratégias nacionais, jamais deixaria de ser apoiado por este parlamento em caso de necessidade de adicional de área para a expansão do projeto”.

O deputado Valmir Assunção (PT-BA), que defende os interesses de pequenos agricultores no Congresso, disse em entrevista ao Viomundo que, se aprovado o projeto de Marcos Montes, haverá concentração ainda maior na posse de terras no Brasil.

Deu como exemplos projetos que estão sendo desenvolvidos na Bahia. Na região de Barreiras, o próprio governo estadual incentiva os chineses a implantar um projeto de esmagamento de soja. No extremo Sul, as empresas Veracel, Suzano e Fibria produzem celulose. Na região de São Desidério há grande produção de algodão.

Segundo ele, a possibilidade de compra ilimitada de terras vai permitir que grandes empresas, que dispõem de capital, assumam controle ainda maior sobre a economia local.

Valmir Assunção também informou que desde outubro de 2011, quando começou o trabalho de preparação do relatório, o deputado Beto Faro (PT-PA) não conseguiu um posicionamento oficial do governo Dilma a respeito do tema.

Clique abaixo para o áudio de trecho da entrevista:

valmir

Ouça também:

Em 2010, João Pedro Stedile já falava sobre a simbiose entre o capital financeiro e os ruralistas, simbolizada pelo fato de que a Globo faz parte da associação do agronegócio.

 

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42 comentários

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Adriano Benayon: Brasil paga para se tornar pobre « Viomundo – O que você não vê na mídia

19 de julho de 2012 às 11h52

[…] Estrangeiro poderá controlar até uma Suiça dentro do Brasil […]

Responder

Pitagoras

12 de julho de 2012 às 18h23

Tá surpreso? Com um povo banana desses, resignado, submisso, desengajado, egocêntrico, arrogante, desinformado, desinteressado, alienado, se eu fosse os estrangeiros já teria expulsado a todos nós prá Bagdá, e tomado conta de vez deste quintal de 5ª classe dos governos corporativos ocidentais.

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Associação de Reforma Agrária contesta reportagem do JN « Viomundo – O que você não vê na mídia

09 de julho de 2012 às 11h45

[…] Se projeto vingar, estrangeiro poderá controlar até ‘uma Suiça’ dentro do Brasil […]

Responder

Nelson Menezes

07 de julho de 2012 às 12h37

Hoje nesta pseudo democracia que estamos vivendo no país,e com relação a estas invasões que estão ocorendo principalmente na Amazonia com grande riscos a nossa soberania ,chego a acreditar que todas as mortes ,sofrimento e desaparecimentos de brasileiros que lutaram contra a ditadura para que isto nunca acontecesse foi em vão,nosso solo esta sendo invadido por estrangeiros com conivencia dos setores alinhados com o imperio dos USA,e a omissão do governo e dos politicos de esquerdas principalmente, faz com que as lutas de outrora para um Brasil só nosso e melhor passe a fazer parte de um belo sonho.

Responder

Jotace

06 de julho de 2012 às 23h51

O PÃO NOSSO

De parabéns a Bunge. Além dos lucros fantásticos com a beleza do agronegócio kátio no Brasil e Paraguai, vai ganhar ainda mais este ano com o trigo. Segundo o Estadão de hoje (06.07.12), o Brasil – o maior importador do cereal em todo o mundo – importará no período 2012/13 (agosto a julho) 6,7 milhões de toneladas do grão. A cifra não incorpora 1 milhão de toneladas de trigo que correspondem à farinha a ser importada. Como detém o monopólio do grão e da farinha na Argentina, a Bunge terá seus lucros ainda mais aumentados, pois muito curiosamente o trigo argentino saltou de 250 dólares/t (FOB), preço de três meses passados para 300 dólares atualmente. É tudo tão admirável neste nosso país saqueado, que provavelmente o Ministério da Agricultura e a Conab entoarão cânticos laudatórios a (mais) essa pilhagem que se verifica para grande contentamento nos seus próprios campos de atuação. O butim é agravado a cada ano pelo mecanismo de comercialização e para cúmulo dos cúmulos, até pelo esquema de financiamento aos produtores que ao invés de atendê-los, justamente serve à voracidade do monstro. E, nas desculpas esfarrapadas dos seus habituais contos da carochinha, as nossas autoridades se esquecerão de dizer que o Brasil tem área para o cultivo da gramínea suficiente para o levar, com tecnologia já criada pela Embrapa, a facilmente passar da categoria de maior importador à de um dos maiores –senão o maior – exportador do mundo. Jotace

Responder

Fernando

05 de julho de 2012 às 23h04

Retirado do site http://www.padrecicero.net/p/biografia.html

57. Houve uma época em que o senhor, indignado com a concessão de terras brasileiras a estrangeiros, lançou veemente protesto, inclusive endereçando telegramas às autoridades. Com isto o senhor estaria demonstrando alguma forma de nacionalismo?
– Precisamos de um nacionalismo inteligente, sadio, sem embargo de espírito de cordialidade, de fraternidade mesmo, que deve existir entre as nações, unindo os povos, mas respeitando-se a integridade territorial de cada país, que os seus filhos receberam dos antepassados e devem transmitir intata às gerações vindouras. Mais moço, tudo envidaria no sentido de evitar o preDomínio do estrangeiro no comércio e na indústria de nosso País, com supremacia sobre as nossas terras, por entender descabida, criminosa, esta situação singular de estrangeiros imigrados para a nossa cara Pátria.

58. Quer dizer, que Padre Cícero é contra qualquer interferência estrangeira no Brasil?
– Meu amiguinho, este velho que aqui lhe fala, é visceralmente contrário à concessão de qualquer espécie, notadamente as territoriais, a filhos de outras nações, embora com estas mantenhamos as mais amistosas relações diplomáticas. A exploração das nossas florestas, do nosso solo, das nossas minas e, enfim, de todas as riquezas da nossa Pátria, pertence aos brasileiros e aos seus governantes que trabalham e querem o seu engrandecimento.

Responder

Apolônio

05 de julho de 2012 às 22h07

Se a lei for votada e aprovada, é só a presidente vetar. O executivo tem o poder de veto.

Responder

Francisco

05 de julho de 2012 às 21h02

Quem olha assim, parece que há no Brasil ausência de brasileiros natos que querem terra para produzir e não a têm…

Tem tanto trabalhador rural brasileiro que há quinhentos anos quer terra, trabalha a terra (briga para fazer isso!) e não aparece um filho duma égua para dizer: “Toma e trabalha!”.

O meretricio é uma atividade remunerada, acarreta ganho para quem vende. O que o país ganha vendendo sua própria substancia material, seu solo?

O Meretricio sem remuneração é expresso, em lingua portuguesa, por palavra de quatro letras que bem define o congressista brasileiro que que não tem o direito de desperdiçar dez minutos do seu tempo redigindo um lixo desses e, ainda por cima, submetendo à apreciação.

Parece que não temos problemas a merecer atenção. Há que se olhar a conta bancária dos autores desses projetos, para dizer o mínimo, calcados na alta traição.

Nos EEUU um palhaço desses levava tiro, aqui por dez minutos de TV em alguma campanha, acabará ministro. Alta traição é crime!

Responder

assalariado.

05 de julho de 2012 às 15h49

Sim, segurança jurídica para os pobres -(mesmo que existam)-, são letras mortas na carta magna. Ou vocês acham que um dia os capitalistas que, são maioria no congresso, vão fazer leis contra eles e os seus lucros. Ora, o Estado burgues não é um mero apêndice legal, das falcatruas necessárias, para o capital sobreviver como logica de exploração social e ambiental?

É por estas e outras que, os internautas, os ditos partidos de esquerda, que querem mudar de verdade esta relação institucional de exploração pré estabelecidas pelo capital devem começar desde ontem trabalhar na base da sociedade esta questão. Devemos começar alertar vizinhos e as pessoas que nos rodeiam, a importância de se obter hegemonia dentro das casas que fazem as leis, nos seus três níveis de Estado. Seja, poder municipal, estadual ou federal.

Detalhe: Quem pensa socialista (de fato), nunca dever se iludir com o aspecto democrático que o capital, organizado dentro dos parlamentos, introduz e introduzirá seu DNA na constituição, sempre quando necessário, para agilizar sua gula natural de exploração sobre o trabalho assalariado, e turbinar os seu lucros. Sim, os mercados, que são os donos dos meios de produção, agem em legítima defesa. Portanto, são coerentes! Enquanto isto, aqueles que se dizem defensores dos explorados agem, como mesmo?

Saudações Socialistas.

Responder

    renato

    05 de julho de 2012 às 18h35

    Tô meio desanimado assalariado, parece que tá tudo dominado, só existe uma falsa sensação de cidadania.Só no discurso..
    O que será que muda isto?

    assalariado.

    06 de julho de 2012 às 17h09

    Renato pergunta: O que será que muda isto?

    Pra q

    assalariado.

    06 de julho de 2012 às 17h23

    Renato pergunta: O que será que muda isto?

    Para quem acredita que o antídoto para os males da sociedade capitalista só serão curados por aqueles que acreditam na construção de uma sociedade de iguais, sem exploradores, nem explorados, e que, um outro mundo é possível (esse é o meu caso), não tenho dúvidas, jamais esmorecem.

    Rumo a sociedade socialista. Sem essa de desanimo!

Roberto Locatelli

05 de julho de 2012 às 13h31

Dilma está enfrentando os banqueiros. Agora, precisa enfrentar os latifundiários. E, hoje, os latifundiários são conglomerados e grandes corporações, inclusive bancos.

Responder

Marat

05 de julho de 2012 às 12h28

Os estrangeiros já controlam o PIG, já controlam a Internet, já controlam a grana, a disseminação de doenças etc… por que não controlariam nossas terras?
Com nosso congre$$o direitista, corrupto e servil aos interesses estrangeiros, o que é impossível?

Responder

francisco.latorre

05 de julho de 2012 às 11h44

dilma vai logo pegá os ruraleiro.

tá ocupada. garroteando os banco.

..

se insistirem. também resolve.

vão precipitar o enfrentamento. o desfecho.

..

enfim.. terminarão tosquiados.

..

Responder

    assalariado.

    05 de julho de 2012 às 16h55

    Latorre, o capital internacional e seus intermediários capitalistas dentro do legislativo federal, descobriram que, devido nossas terras serem férteis, concentradas, inexploradas e ao mesmo tempo, a organização politica dos latifundiários a nível nacional, não perderam tempo. Agora, só falta avisar os sem terras, os assalariados do campo e da cidade, que querem a reforma agrária e urbana, para não votarem em latifundiários e seus jagunços. Realmente, também acho que na hora ‘h’ o bicho vai pegar é no campo mesmo. Vai ser fogo!

    Saudações Socialistas.

Julio Silveira

05 de julho de 2012 às 11h27

Para pessoas que amam o Brasil, nacionalistas sem vergonha de assumir sê-lo como eu, isso doi no coração. Como tantas outras coisas que costumam acontecer por aqui. Coisas que fazem a diferença entre ser de fato uma nação e um aglomerado de gente numa terra devoluta, como o tempo tem demonstrado ser o que temos aqui e alguns teimam em chamar de País.

Responder

eunice

05 de julho de 2012 às 09h36

Não tenho certeza, mas… disseram que Michi Kushi e sua ONG americana são donos de fazendas sobre o Aquifero Guarani

Responder

Nelson

05 de julho de 2012 às 09h13

“Segurança jurídica” e “respeito aos contratos”, são duas expressões já gastas de tão repetidas nestes tempos neoliberais. Elas significam, “no frigir dos ovos”, simplesmente que, enquanto investidor o meu direito a obter lucro crescente e eterno a partir daquilo que eu denomino de investimento, é sagrado, deve preponderar sobre a satisfação de qualquer outra necessidade. Significam também que nada, absolutamente nada deve servir de empecilho ou freio à obtenção desse lucro.

Enquanto isso, outros contratos, que garantem alguns direitos aos trabalhadores e ao povão em geral, não gozam ou não podem gozar de “segurança jurídica” e podem ser desrespeitados ao bel prazer dos chamados investidores.

Este é o cenário, mui democrático, em que estamos mergulhados nestes tempos, que dizem, modernos.

Responder

Candide

05 de julho de 2012 às 08h41

Bate boca entre comentaristas alfabetizados de um site de jornal da Bahia…lembrem-se que esses são os que sabem escrever.
O que isso tem a ver com o post?? tem tudo a ver com esse post e com todos os demais que tratam dos problemas de nosso país..não pode ser mais pertinente.

Silení chausse4 de julho de 2012 19:48
En filismente acidetes acontece Sueli é minha madrinha e estou horando para que eles fiquem bem ele vai sair dessa para DEUS nada é imporssível fique com DEUS madrinha.Ass.silení chausse

Responder
Respostas

Anônimo4 de julho de 2012 21:07
En- filismente- acidetes- horando- imporssivel

È sil voçe esta boa de voltar as aulas

Silení chausse4 de julho de 2012 22:31
sim eu naõ coregir só fui ver o erro depois que eu ja havia postado enfelismente,acidentes,orando obrigado por ter mi chamado atençaõ vou prestar mais atençao antes de postar.

Silení chausse4 de julho de 2012 22:49
eu já vir varios erros e nunca mandei ninquem voltar as aulas por que agenti escreve rapido e as vezes naõ lembra de corregir foi o que aconteceu eu naõ lembrei

Silení chausse4 de julho de 2012 23:07
vc tambem tem que volta p escola escrever voce com c cedilha ,tchau

Responder

Jotace

04 de julho de 2012 às 22h43

Caro Azenha,

Há momentos em que o sentimento pátrio nos faz sentir vergonha dp grau de intensidade a que chegou o entreguismo no país. O povo há que despertar, ir para as ruas clamar contra a desonestidade dos kátios que avacalham os congressos, como é o caso do deputado Marcos Montes, de Minas Gerais. Ainda que a corrupção só seja erradicada de forma mais completa no Brasil quando o povo acordar para a triste realidade nacional, lembro aqui como caberia no país uma medida como aquela que tomou o governo de Putin muito recentemente: ONGs beneficiárias (direta ou indiretamente) do capital de fora, ou que atuam em favor deles, têm que se registrar como ‘agentes estrangeiros’ e se sujeitarem a medidas coercitivas em favor do interesse da nação. Cordial abraço, Jotace

Responder

Williams

04 de julho de 2012 às 20h12

O Vale do Jequitinhonha, passa pelo mesmo processo. Só que lá são os judeus. Região é parecida do Israel e seria um refúgio no futuro. Sem falar que lá está a maior jazida de silício do mundo, muito usado na fabricação de componentes de informática e eles sabem disto. Basta visitar os cartórios de imóveis da região e vem quem são os compradores de terras a venda lá. Pior, ninguém, nenhuma autoridade faz nada, ou estão de acordo.

Responder

    Mário SF Alves

    04 de julho de 2012 às 21h21

    Será este – essa fome de silício – algum tipo de acordo pra o enfrentamento da zelite? Ou o contrário? O pau comendo solto e nas nossas barbas rolando a materialização da “via paraguaia”, que internacionalizou os latifúndios brasiguaios em detrimento da soberania dos descendentes dos guaranis. Ou, nada disso, simples circunstâncias histórico-pig-pseudodemocráticas?

Bonifa

04 de julho de 2012 às 19h44

Rio+20. O activista italiano da organização “Slow Food”, Carlo Petrine, disse que em países pobres as multinacionais estão a ajudar os corruptos a enriquecer e levar a população à pobreza e ao desespero porque está a perder as suas terras, a sua única fonte de produção. Os contratos são acordados entre as multinacionais e os governos de forma privada. “A população é simplesmente usada e não participa de nada”. In canalmoz
http://patriciaguinevere.blogspot.com.br/

Responder

Fabio Passos

04 de julho de 2012 às 19h16

O Brasil ainda assiste passivamente os retrocessos neoliberais que só produz crise e benefícios para a minoria branca e rica.

Estão aí as perdas internacionais que tanto falava o Brizola.
O capital vagabundo está depenando nosso país e comprometendo nossa soberania.

Responder

    Mário SF Alves

    04 de julho de 2012 às 21h46

    Tá. Depreende-se daí, inclusive, um novo conceito (só o PIG é que não sabe!): o lucro Brasil. Aliás, novidade nenhuma para você. Mas, quem quiser pode conferir no https://www.viomundo.com.br/denuncias/joel-leite-venda-de-automoveis-zero-bate-recorde-ainda-com-margens-de-lucro-astronomicas.html
    Tá aqui no Vi O Mundo. E não custa reprisar um trecho:
    Bem, sabemos que as coisas boas, somente são boas se funcionam; assim o “capitalismo brasileiro”, transformou-se em um “capitalismo de esgoto”, altamente explorador, selvagem, que não contribui com sua sociedade. Nosso capitalismo é exatamente a “política colonial ” empregada entre 1500 e 1900, extrativista. A diferença é que antigamente se extraia o pau-brasil, ouro, prata, manganês, quartzo, diamantes e no Brasil [de hoje] se extrai “dinheiro”.

Nelson

04 de julho de 2012 às 16h56

“Na região de Barreiras, o próprio governo estadual incentiva os chineses a implantar um projeto de esmagamento de soja.”

Sendo o governador da Bahia um petista, isto explicaria a total inação, denunciada em alguns comentários, do governo Dilma diante de mais essa investida sobre nossas riquezas?

Responder

    Luís

    04 de julho de 2012 às 19h29

    Exatamente.

    Mas caso acontecesse isso em SP, MG, GO, AL, RN, PR ou SC, imagina o que faria o governo e diriam os “progressistas”?

    Mário SF Alves

    04 de julho de 2012 às 21h25

    Iriam dizer isso: “Quando um partido político assume publicamente sua identidade gramsciana, é que a fase do combate informal – a decisiva – já está para terminar, pois seus resultados foram atingidos. Vai começar a luta pelo poder”. (Olavo de Carvalho)

    Entendeu?

    Saudações democráticas.

    Jotace

    04 de julho de 2012 às 22h24

    Caro Luís,

    Aqueles, a quem você chama de ‘progressistas’, nada poderiam dizer, pois sua hipótese é simplesmente absurda: nos estados que você nomeia inexistem corruptos, entreguistas e lambe-botas, Somente patriotas, políticos inteiramente dedicados à causa dos grandes interesses nacionais… A propósito, que estado representa o kátio Marcos Montes? Aonde se situa a quase totalidade do Vale do Jequitinhonha citado na matéria? Cordiais saudações, Jotace

    Luís

    05 de julho de 2012 às 09h51

    Como “progressistas” são tão previsíveis em suas argumentações, né senhor Jotacê?

    Chega a ser enfadonho conversar com esse tipo de gente.

Valter

04 de julho de 2012 às 16h09

Para evitar que vendilhões da Pátria e outros nefastos inescrupulosos e irresponsáveis entreguem aos estrangeiros o patrimônio mais cobiçado e valoroso do planeta, é preciso uma PEC. Uma emenda à Constituição que estabeleça de vez os termos, a quantidade e dimensão de terras que podem ser adquiridas por estrangeiros, pessoa física e jurídica. Essa conversa fiada e cínica de que é o financiamento externo que garante empregos e investimentos no campo é de uma descaração deslavada. Se necessário, o governo pode fazer uma consulta à população para saber o que pensamos a esse respeito… Deputados que pensam como esse Marcos Montes devem ser expulsos da política. Eleitores, fiquem atentos!

Responder

tião medonho

04 de julho de 2012 às 15h45

Nao sei onde está o problema…o bom e Velho Raul Seixas ja pregava que devemos alugar o Brasil talvez consigamos melhores administradores, e melhores programas de televisão, carros com preços justo. Ou pensam que Porto Rico que independencia???

http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2012/07/04/interna_tecnologia,304109/

Responder

    Mário SF Alves

    04 de julho de 2012 às 21h09

    Melhor teria feito o Tom Zé que disse: assim como o Raul tirou os culhões do rock, o Brasil vai ser o maior país do mundo assim que o diabo desse petróleo acabar. E, claro – isso é por minha conta – assim que o Estado Democrático de Direito por aqui se consolidar. Ou, quem sabe, não havendo como ser assim, se as forças ocultas nos vierem de novo a molestar, achincalhar e roubar, só nos restaria uma saída, o eterno sonha, brasileiro, sonha!

Gerson Carneiro

04 de julho de 2012 às 15h44

Dentre as bondades dos brasileiros, pilotos norte-americanos podem vir aqui, brincar de derrubar avião e matar pessoas, ir embora, nada acontecer (no maximo ser condenado a varrer a rua, la nos EUA), e a gente ficar aqui chorando os mortos e vendo na tv os ases desembarcarem nos EUA como herois nacionais.

Responder

damastor dagobé

04 de julho de 2012 às 15h37

uebaaaaaaaaaaaaa…onde vai ser essa Suíça daqui??? quero ir pra lá…

Responder

Vlad

04 de julho de 2012 às 15h07

O deputado do PSD é nosso e nóis é dele. O Plano para a agricultura é um suce$$o.
Inclusive, parece estar se consolidando uma nova e linda amizade, que poderá livrar-nos do peçonhento PMDB na próxima eleição, com uma chapa puro-sangue feminina:

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/06/28/temos-que-oferecer-ao-mundo-comida-farta-e-preco-justo-diz-dilma/

Presidenta e Viça-Presidenta, pra lá de avançado isso. Ainda nem tá no dicionário de tão avançado.

Responder

O DOUTRINADOR

04 de julho de 2012 às 12h19

Tem uma Maneira bem simples de Reagir contra estes entreguistas, estes “Le
sa Patria”, é NÃO REELEGE-LOS na próxima eleição, e eleger pessoas compro
metidas de verdade e com sentimento de patriotismo e não com traíragem.

Responder

Jaime

04 de julho de 2012 às 11h08

Um dos lugares que proporciona a maior segurança jurídica é a Coréia do Norte. Vão investir lá.

Responder

carlos saraiva e saraiva

04 de julho de 2012 às 10h17

Esse assalto à nossa soberania tem de ser barrado. Precisamos agir, movimentos sociais, forças democráticas, junto ao governo.

Responder

Luís

04 de julho de 2012 às 10h15

E a questão do Nióbio? E a questão do Níquel lá na Serra do Navio?

Realmente, brasileiro é bonzinho demais!

Responder

Mardones FErreira

04 de julho de 2012 às 08h27

“Valmir Assunção também informou que desde outubro de 2011, quando começou o trabalho de preparação do relatório, o deputado Beto Faro (PT-PA) não conseguiu um posicionamento oficial do governo Dilma a respeito do tema.”

O governo só vai se mexer se seguirmos o exemplo do Vi o mundo e botar a boca no trombone. Dilma parece gostar de atrito!

O governo está testando os servidores federais em greve. E com essa maioria no Congresso, ninguém precisa de adversários.

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