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Safatle: É a falta de educação que quebrará o Brasil


09/07/2012 - 23h27

Educação

09.07.2012 10:50

O que quebrará o País?

por Vladimir Safatle, na CartaCapital, compartilhado por Gilda Azevedo no Facebook

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nos últimos dias que a elevação dos gastos com a educação ao patamar de 10% do Orçamento nacional poderia quebrar o País. Sua colocação vem em má hora. Ele deveria dizer, ao contrário, que a perpetuação dos gastos em educação no nível atual quebrará a Nação.

Neste exato momento, o Brasil assiste a praticamente todas as universidades federais em greve. Uma greve que não pede apenas melhores salários para o quadro de professores e funcionários, mas investimentos mais rápidos em infraestrutura. Com a expansão do ensino universitário federal, as demandas de recurso serão cada vez mais crescentes e necessárias. Isto se quisermos ficar apenas no âmbito das universidades públicas.

Por trás de declarações como as do ministro, esconde-se a incompreensão do que é o próximo desafio do desenvolvimento nacional. Se o Brasil quiser oferecer educação pública e de qualidade para todos precisará investir mais do que até agora foi feito. Precisamos resolver, ao mesmo tempo, problemas do século XIX (como o analfabetismo e o subletrismo) e problemas do século XXI (como subvenção para laboratórios universitários de pesquisa e internacionalização de sua produção acadêmica). Por isto, nada adianta querer comparar o nível de gasto do Brasil com o de países com sistema educacional consolidado como Alemanha, França e outros. Os desafios brasileiros são mais complexos e onerosos.

O investimento em educação é, além de socialmente importante, economicamente decisivo. O governo ainda não compreendeu que o gasto das famílias com educação privada é um dos maiores freios para o desenvolvimento econômico. Vivemos em um momento no qual fica cada vez mais clara a necessidade de repactuação salarial brasileira. A maioria brutal dos empregos gerados nesses últimos anos oferece até um salário mínimo e meio. A proliferação de greves neste ano apenas indica a consciência de que tais salários não podem garantir uma vida digna com possibilidade de ascensão social.

Há duas maneiras de aumentar a capacidade de compra dos salários: aumento direto de renda ou eliminação de custos. Nesse último quesito, os custos familiares com educação privada são decisivos. A criação de um verdadeiro sistema público de educação seria o maior aumento direto de salário que teríamos.

O governo teima, no entanto, em não perceber que o modelo de desenvolvimento conhecido como “lulismo” está se esgotando. Lula notou que havia margem de distribuição de renda no Brasil sem a necessidade de acirrar, de maneira profunda, conflitos de classe. De fato, sua intuição demonstrou-se correta. Mas o sucesso momentâneo tende a cegar o governo para os limites do modelo.

Com a ascensão social da nova classe média, as exigências das famílias aumentaram. Elas querem agora fornecer aos filhos condições para continuar o processo de ascensão, o que atualmente passa por gastos em escola privada. Esses gastos corroem os salários, além de pagar serviços de baixa qualidade. A escola brasileira, além de cara comparada a qualquer padrão mundial, é ruim.

É fato que o aumento exponencial dos gastos em educação coloca em questão o problema do financiamento do Estado. Ele poderia ser resolvido se o governo tivesse condição política para impor uma reforma tributária capaz de taxar grandes fortunas, transações financeiras, heranças e o consumo conspícuo para financiar a educação. Lembremos que, com o fim da CPMF, o sistema de saúde brasileiro viu postergado para sempre seus sonhos de melhora.

Tais condições exigiriam um tipo de política que está fora do espectro do lulismo, com suas alianças políticas imobilizadoras e sua tendência em não acirrar conflitos de classe. O Brasil paulatinamente compreende a necessidade de passar a outra etapa e, infelizmente, poucos são os atores políticos dispostos a isto.

Leia também:

Maurício Caleiro: No governo Dilma, educação só é prioridade em propaganda

ANDES diz que falta até papel higiênico em universidades federais

Ciro Gomes detona a educação pública brasileira

Diane Ravitch: De onde sopram os ventos que podem destruir a educação pública

Slavoj Zizek: A privatização do conhecimento intelectual

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



58 comentários

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Folha pede ao governo que resista aos servidores « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de agosto de 2012 às 12h47

[…] Safatle: É a falta de educação que quebrará o Brasil […]

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Maria Izabel Noronha: Atualização dos professores tem de ser no local de trabalho « Viomundo – O que você não vê na mídia

04 de agosto de 2012 às 22h51

[…] Safatle: É a falta de educação que quebrará o Brasil […]

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Maurício Caleiro: A greve dos professores das federais e os truques do governo « Viomundo – O que você não vê na mídia

19 de julho de 2012 às 16h13

[…] Safatle: É a falta de educação que quebrará o Brasil […]

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Adilson

12 de julho de 2012 às 11h48

Nessas horas é que eu sinto vergonha de ser brasileiro. Mas quem deveria se envergonhar mesmo era ele, o minstro Mantega, ao proferir essa frase num momento desses.

No Uruguai e na Argentina, por exemplo, Ministro da Economia fala abertamente sobre Educação, Reforma Agrária etc_ entende e vivencia essa importância. Por aqui, infelizmente, o sujeito vira um robô que só fala pra acalmar mercados..

Já que não tem coragem pra dizer, por favor, não diga nada. Agora, falar isso num momento desses, chega a ser um assinte.

O que vai quebrar o país é essa concentração de terras absurda! Isso sim é motivo pra muita quebradeira…

Viva o governo popular que NÃO faz Reforma Agrária nem que a vaca, o boi e o camponês tussam juntos até morrer!

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Marcelo de Matos

11 de julho de 2012 às 10h24

Data venia, a falta de educação poderá quebrar o país, se é que já não quebrou, mas, não por razões exclusivamente financeiras. Os problemas da educação, da saúde, da segurança, não são apenas financeiros. Se injetarmos o dobro de recursos na educação, por exemplo, não obteremos retorno imediato. Falta educação em nosso meio escolar porque os pais delegaram à escola a obrigação de educar. Por paradoxal que pareça a educação é um pré-requisito para se iniciar a educação escolar. Os alunos atendem celular durante a aula, brigam nos intervalos de aulas filmando as contendas para postarem na internet, conversam, não respeitam os professores. Se não restaurarmos a disciplina, a vaca vai para o brejo. É preciso alterar a legislação atual, como esse execrável ECA. Aluno que vai armado à escola tem de ser expulso; os que agridem colegas praticando o que os cínicos chamam de bullying, idem. No meu tempo os professores resolviam esses problemas com a régua de peroba de um metro. Fizemos bem em abolir a régua, mas, não podemos abrir mão da disciplina.

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Hiro

11 de julho de 2012 às 08h41

É profundamente triste o quanto a esquerda atual
é incapaz de pensar a educação e arte.
Pior, reprime.
Nesse sentido, a “esquerda” no poder em nada difere da mentalidade de extrema-direita.
Paulo Freire e arte popular, Já!

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Leonardo Meireles Câmara

10 de julho de 2012 às 22h04

Prezado Azenha,

Já que há gente maliciosa falando em questão fiscal e gasto público, que tal verificar como anda a qualidade do mesmo em algum outro post.

Ainda é verdade que continuamos a gastar metade dos impostos com banqueiros? Isto justificaria os últimos comentários dos trolls reacionários, não?

Penso que vocês bateram na mosca com este excelente texto, a pancada tá doendo na trollândia até agora.

Abraços e mais uma vez parabéns a você e à Conceição.

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Francisco

10 de julho de 2012 às 21h16

A tese do autor é simpática mais furada.

A tese é de que melhorar a educação reduz a despesa da nova classe média com ensino privado. Tendo educação pública boa, a classe C passa a ter sobra para movimentar a economia.

Ora, o ensino superior esta todo subvencionado! Nas instituições públicas e nas privadas. Esse ambito compete ao governo federal.

O que do ensino médio o governo federal trata são os IFS (escolas técnicas) e estes estão a pleno vapor.

O ensinio médio não é atribuição dos governos estaduais?

E o ensino fundamental? É atribuição do governo municipal ou federal?

A tese é furada.

Cuidado! No afã de justificar uma greve “esquerdista” e “oportunista” se assassina a lógica e os dados concretos.

A questão é: porque os tucanos não aproveitam essa greve e, via Globo e quejandos, não faz um “inferno” contra o governo federal?

Resposta: porque o PT é o maior “amigo” do ensino publico no Brasil. Se algum dia o PT quiser se vingar das desfeitas que esta recebendo agora, só precisa esperar um tucano (ou qualquer outro…) ganhar as eleições e… se calar.

Sem o PT, que seria da educação pública? Ainda existiria?

O PSTU/PSOL não podem ser privatizados, já a educação pode…

Tudo o que o PT precisaria fazer para os tucanos (e/ou todos os demais partidos…) eliminarem o ensino público era, após uma sua eventual chegada ao poder, não fazer nada. Só isso…

E a Globo ia bater palmas!!!

O PT lutando pelo ensino público e o ensino público lutando com o PT.

Tem lógica?

Tem que pensar politicamente.

Responder

    Fabio Passos

    11 de julho de 2012 às 07h24

    A questão é capital porque decide o futuro da nossa nação.
    Gastamos menos com educação do que o necessário para superar nosso subdesenvolvimento.

    andre

    13 de julho de 2012 às 10h20

    Prezado Francisco acho que você não leu o mesmo artigo que eu. O artigo que li se refere a Educação em geral e não apenas ao ensino superior, ou seja, inclui o ensino médio e básico que estão incluídos na competência dos governos estaduais e municipais (repare que escolas federais também oferecem ensino básico e médio, já ouviu falar no colégio pedro II??)
    sinto muito em lhe informar, mas o governo do PT não reverteu a situação de privatização do ensino inciada por FHC. Embora tenha havido novos concursos, O número de professores na Universidade Pública não foi suficiente para repor a saída no governo FHC e muito menos para acompanhar a ampliação das vagas peloi REUNI. A maioria dos estudantes universitários no Brasil ainda está na Universidade Privada e o governo subsidia vagas nessas universidades (sem acompnhamento e com denúncias de corrupção) ao invés de aumentar a qualidade da universidade pública.
    Entenda um pouco mais sobre a situação deplorável na educação desse páis ai invés de ficar fazendo TROLL partidário (PS: não sou de partido nenhum, sou inteiro professor!)

Marcelo

10 de julho de 2012 às 19h53

Artigo horroroso, sem fundamento e dominado por visão destituída de compreensão fiscal, orçamentária e politicamente estreita. O cidadão fez a conta do que representa em impostos este investimento – lembre-se que é 10% do PIB. Como não existe fábrica de recursos, 10% implica em um bolbo menor para os demais investimentos. Mais uma vez acredita-e que o problema é dinheiro – e só. Desperdício, incompetência e Sou defensor do sistema federal de ensino superior, de uma escola laica e universal … Mas sou adversário da empulhação intelectual que é este debate sobre % do PIB. E que não se fale nos juros da dívida. Pode-se reduzir o superávir primário – e isto é justo e necessário – mas o pacto em torno dos impostos e do investimento em politicas sociais não pode ser reduzdo a este nivel intelectual de indigência. Aliás, típico do PSTU e sua burrice congênita (com o indispensável apoio “do” Andes).

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smilinguido

10 de julho de 2012 às 19h45

Sou sobrevivente de um campo de concentração, meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver: câmaras de gás construídas por engenheiros formados, crianças envenenadas por médicos diplomados, mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados em colégios e universidades. Assim, tenho minhas suspeitas sobre educação.

Responder

    Paciente

    11 de julho de 2012 às 02h37

    Cara, tu falou tudo!

    A maioria dos canalhas profissionais que eu conheci tinham estudo.

    Gente sem estudo, pelo menos no Brasil, tende a ser menos racista, menos autoritária, dogmática. E quando é, geralmente, se rendem a argumentos.

    Daniel Dantas tem doutorado. E daí?

    MARCELO

    11 de julho de 2012 às 12h08

    Gente sem estudo assiste as novelas da Globo,ouvem musicas machistas
    e racistas e perdem tempo discutindo futebol.Cuidado com o elogio
    da ignorância,seu Impaciente.O que o Tiririca fez como deputado,hein?

    MARCELO

    11 de julho de 2012 às 12h14

    Tem gente que se esconde atrás de apelidos pra escrever bobagens na
    internet.Acho que ele não sabe o quanto as universidades comeram o
    pão que o Diabo amassou nos tempos da “redentora”(entre aspas).

tião medonho

10 de julho de 2012 às 19h34

é preciso qualificar essa tal de “educação”…todos nossos piores malandros são justamente os mais “educados”…saio de casa todo dia em BH, e todos estão indo pra escola..a noite todos estão indo pra faculdade..aqui todos estudam muito..é uma cidade universitária como no mundo inteiro..e os problemas antigos so se agravam, novos problemas insolúveis aparecem todos os dias..quer dizer so existem dois tipos de problemas: os que não tem solução e os que se resolvem sozinhos..pra que serve afinal tal “educação”???? A que temos faz parte do problema e não da solução.

Responder

Leonardo Meireles Câmara

10 de julho de 2012 às 18h53

Não me parece justo culpar o Haddad, penso que fez a sua parte, mas não teve apoio integral. A responsabilidade fica por conta desse núcleo duro do governo, de gente ligado aos arranjos produtivos, que acredita que se pode avançar sem real planejamento, investimento e estratégia. Vive brigando com quem que ajudar, por pura vaidade.

Inclusive, Haddad foi o primeiro a perceber que a educação deve receber investimento em toda a sua estrutura. Essa ideia idiota de investir na base sem investir na educação superior vinha desde do tempo do Cristovam Buarque. Haddad acabou com isso. Quem forma os professores que vão ministrar aulas no ensino básico? Os professores universitários. Aonde aqueles vão fazer suas pós graduações e especializações? E com quem?

Volto a repetir, muita gente desinformada dando opinião sobre o que não conhece. E digo mais, aos que falam de corporativismo (típico de partidários tão apaixonados como ignorantes) conheço um monte de gente que, como eu, poderia estar trabalhando somente 40h e trabalha 60h, por amor ao ofício e respeito aos estudantes.

18:50, estou voltando à universidade para terminar a revisão da dissertação de uma aluna de mestrado. Poderia ficar em casa vendo televisão…

Responder

Vlad

10 de julho de 2012 às 18h10

Concordo totalmente; com o TÍTULO.
Que tal transferir o ensino superior para a iniciativa privada e concentrar os recursos na educação fundamental pública universal, integral e federalizada?
Que tal não haver escolas privadas até o final do ensino médio? Assim, a classe abastarda e a classe mérdia iriam fazer a educação pública funcionar muito bem.
Agora, ok…cada um defende o seu.
Mas não achem que ninguém vê o que é corporativismo e o que é luta pela Educação.

Responder

maristela farias

10 de julho de 2012 às 17h53

que bom ver a educação ser discutida nesse plano! sem educação nada funciona!o governo (diga-se ministro mantega) não quer um povo instruído e crítico só idiotas!

Responder

Marinalva Oliveira: Crise internacional não justifica precariedade nas universidades federais « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de julho de 2012 às 17h06

[…] Vladimir Safatle: 10% do PIB para educação não vai quebrar o Brasil […]

Responder

abolicionista

10 de julho de 2012 às 16h31

Para um eventual quadro dramático de guerra civil, como o que Vladimir insinua, o primeiro que nós temos que fazer é entrar em acordo com os setores nacionalistas e progressistas do exército brasileiro. A esquerda nunca irá mudar a estrutura do país sozinha, o momento histórico não permite, seria um levante fadado ao fracasso. O exército possui ideais nacionalistas que podem funcionar contra o entreguismo da burguesia brasileira em uma situação de enfrentamento de classe. É terrível ter de dizer isso, mas, sem o exército do nosso lado, jamais poderemos pensar em revolução. A direita vai espernear e tentar pedir ajuda externa, mas acho que inutilmente. O perigo de jogar toda a América Latina em uma “aventura socialista” afastaria os ianques. É a única possibilidade que vejo, investir no nacionalismo progressista dos militares… infelizmente.

Responder

giovani luis ferreira

10 de julho de 2012 às 15h47

Claramente Saflate belisca mas não diz em quem. Fernando Adaad, é o verdadeiro culpado por tudo o que esta passando o ensino superior no Brasil. São oito anos de Lula mais dois de Dilma.
Só falta me dizer que a culpa é da Ditadura e do FHC.
Gerenciamento ruim do PT em dez anos.

Estou de saco cheio desta PT zada…

Responder

    Jonas

    10 de julho de 2012 às 16h27

    Excelente! Faço minha as suas palavras, e acrescento mais: O PT hoje está na cabeça, mas se comporta como o rabo, e quer botar a culpa do fracasso educacional nos outros, mesmo depois de todo apoio, condição, tempo e orientação disponível necessária para alavanca a educação e muitas áreas essencias e estratégicas para um crescimento sólido, estável e durável. Um povo sem educação de qualidade é fácil de ser enganado e não prospera de forma consistente. É mais fácil dar pão e circo do que VERDADEIRO, SAUDÁVEL E JUSTO direito social…

    Julio Silveira

    10 de julho de 2012 às 17h31

    Nunca esqueço um dia, no meu passado adolescente, em que vivia ainda em minha cidade natal o Rio de Janeiro, quando um politico, desses que buscavam a reeleição, se não me falha a memória para um quarto mandado, chamava-se Salomão filho, visitando um seu reduto eleitoral (por sinal o bairro em que muitos de meu familiares residiam) bairro pobre, carente de infra-estrutura, ruas sem calçamento, muito barro, vala negra, nos rincões da pavuna, chamado Costa Barros (periferia mesmo, autentica), quando ele, com toda usa comitiva de cabos eleitorais e tal, desandou a discursar na busca por votos. Passou a bradar serem o moradores seus devedores. Proclamou ter sido ele quem houvera trazido para o lugar, um autentico rincão, a unica “bica”(torneira) coletiva, do qual se socorriam todos os moradores. Isso tornou-se inesquecivel para mim, por ter visto, com meus próprios olhos, um parente chorar com o discurso. E prometendo o voto. Sei que essa história que vivi, muitos continuam vivendo, alguns com senso critico como eu, mas a grande maioria continua chorando em discursos bem articulados, formulado pelos ladinos profissionais caçadores do voto publico. E isso só reforça a tese de que precisamos de educação firme e forte, que só ela poderá conseguir retirar a venda dos olhos das muitas vitimas brasileiras. E as vitimas perfeitas, os cidadãos mais carentes, esses costumam manter com fidelidade canina (como um parasita) gente com nenhuma afinidade social.

Leonardo Meireles Câmara

10 de julho de 2012 às 14h01

“Leonardo Meireles Câmara – você chegou a ver que esta publicação é de 2003?
Seria bom reavaliar isto.”

Prezado J. Ferreira,

Sim vi que é de 2003, e de lá pra cá não melhorou muito. Aliás nas universidades a percepção é de que piorou, e muito. Sou professor universitário, pesquisador, com doutorado e pós-doutorado e tenho contato com colegas de todo o país, sei do que estou falando.

Recebemos estes jovens todos os semestres nas universidades, cada dia pior preparados. O nível de repetência em Cálculo, Geometria Analítica e Álgebra Linear chegou a níveis alarmantes. Inclusive de alunos não cotistas, ou seja de escolas particulares tidas como de elevado nível.

Há alunos ingressando em cursos como engenharia com notas abaixo de 3,0 em matemática. Isso num universo de 0,0 a 10,0. Não se iludam, nossa educação básica está uma desgraça e a superior tem sofrido as consequências. Já se está discutindo que nós façamos aqui dentro o que eles não fizeram na escola. Sou terminantemente contra.

Há vários motivos para explicar isso e vários posts aqui mesmo neste blog já trataram deste assunto. Um dos principais está relacionado com o preparo e condições de trabalho do professor. A única saída é investimento maciço, a começar por carreira e salário, que a médio prazo vai atrair jovens talentosos para o magistério.

Não há que se rever nada no que declarei, há é que se aprofundar a crítica a um governo descompromissado com a educação. E incluo aí o Lula, sim. Fez alguns prédios, abriu novas vagas, mas na qualidade não fez nada. Esse problema que estoura hoje já vem do governo dele. E ele empurrou com a barriga.

A qualidade da educação não pode ser melhor do que a qualidade do educador.

Os posts a seguir ensinam muito a respeito do assunto:

[1] https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/diane-ravitch-cuidado-o-germe-esta-de-olho-em-nossos-filhos.html

[2]http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/07/noticias/a_gazeta/dia_a_dia/1303189-professores-salario-e-pior-na-rede-privada.html

Responder

    Jonas

    10 de julho de 2012 às 16h15

    Acho ridículo querem livrar uma determinada hierarquia política irresponsável e corrupta para inocentar outras, até porque quem conhece bem as vísceras da administração executiva municipal e estadual sabe que se há corrupção há forte relação e “tolerância” do Governo Federal em relação aos desmandos e brechas burocráticas que permitem a corrupção em troca de apoio político. Na verdade, Lula é um ícone do descaso educacional, pois vivia viajando com os “cumpanheiros”, comendo e bebendo muito, ao invés de estudar para se capacitar melhor na administração pública. A Universidade-UFPB no meu estado parece uma favela, certa vez fui buscar uma orientação sobre o uso de um espectrofotômetro e o professor falou que devido a verba limitada, o que eles possuiam era um de pior qualidade…

Leonardo Meireles Câmara

10 de julho de 2012 às 13h43

“Leonardo Meireles Câmara – você chegou a ver que esta publicação é de 2003?
Seria bom reavaliar isto.”

Sim vi que é de 2003, e de lá pra cá não melhorou muito. Aliás nas universidades a percepção é de que piorou e muito. Sou professor universitário e tenho contato com colegas de outros estados, sei do que estou falando. Recebemos estes jovens todos os semestres na universidade, cada dia pior preparados. O nível de repetência em Cálculo, geometria Analítica e Álge chegou a níveis

Responder

Leonardo Meireles Câmara

10 de julho de 2012 às 12h15

Mas a nossa educação faliu mesmo. O que tem gente falando bobagem sem se instruir a respeito. Um blog como este, que tem comentaristas supostamente de bom nível, dando um vexame destes.

O valor é calculado em cima de estudos, não de chutes.País que quer ser desenvolvido tem de ter planejamento. Instruam-se: http://dezporcentoja.blogspot.com.br/2011/09/manifesto-nacional-por-que-aplicar-10.html

Parabéns Azenha e Conceição pelo post.

Responder

Lucy

10 de julho de 2012 às 11h29

Fiquei muito feliz de ver um texto sobre a educação no Brasil, tocando, ainda que levemente, na questão da greve dos professores das federais. Estava abismada com a posição dos blogs sujos de simplesmente ignorar o assunto, como se um posicionamento mais crítico em relação à postura do governo nessa questão fosse oposição direta ao PT e à esquerda. O governo não pode ficar imune às críticas, afinal, ajudamos a colocá-los no poder e podemos, ou melhor, devemos nos opor quando discordamos de suas escolhas. No caso das federais, as universidades cumpriram sua parte no acordo, ampliando vagas e se alinhando ao plano do governo. No entanto, o governo falhou na contrapartida do acordo, especialmente no que concerne à infra-estrutura.

Responder

    Luma

    10 de julho de 2012 às 12h29

    Concordo com Lucy. A questão é muito além de simplesmente apoiar ou se opor a um governo. É pra se pensar na situação e buscar melhoras a partir do ponto em que estamos, ou seja, com a expansão agora é hora de qualidade. 10% do PIB pra educação é muito justo! E justo também é o envolvimento da população no movimento grevista. Professores, estudantes e técnico-administrativos unidos pela educação!

    Adriano

    10 de julho de 2012 às 14h24

    Lucy,

    não é só vc que anda abismada com o posicionamento dos Blogs sujos em certas questões…muitos, incluindo eu mesmo, também estamos abismados.

    Parece que os Blogs Sujos não estão se tocando o quanto estão sendo pautados pelo PIG. Estão incorrendo no erro de achar que fazer um contraponto ao PIG e ficar criticando a Globo, o Serra, o PSDB e por aí vai. Ao contrário, fazer o contraponto ao PIG é NÃO SER PAUTADO pelo PIG.

    Um exemplo: o PIG não fala nada sobre os movimentos sociais do Brasil, logo, os blogs sujos também não falam nada (ou quase nada), pois o sentido deles ao que parece é só se contrapor ao PIG (e por isso, ser pautado pelo PIG).

    No caso das greves das Universidades federais é a mesma coisa: o PIG não liga a mínima pra educação no Brasil, e os blogs sujos acabam fazendo a mesma coisa. O silêncio sobre a greve nas federais é um absurdo por completo para os Blogs que deveriam estar antenados com a população e não com o PT, com o governo e tal.

    Um outro problema que vejo: um pensamento de esquerda, ou progressista como ás vezes dizem, que toma como modelo (de esquerda!!!!) o Varguismo é pra matar qualquer um do coração…ou então de rir.

    Olha a situação que temos hoje nos blogs progressistas: alguns ainda ligados ao modelo URSS/China (que inclusive nem observam as diferenças gritantes entre o antigo modelo Soviético e o atual modelo chinês) e outros relendo a história por meio de Vargas. Pra mim isso e o fim da picada. Mais que isso, é uma falta total de perspectiva de esquerda. Uma esquerda que se apega a modelos do passado, em particular esses citados, é uma esquerda que nasce morta. O pensamento de esquerda deveria projetar o futuro e não ficar preso a modelos (ainda mais esses, de Vargas e tal) do passado.

    A diferença do pensamento de esquerda para o pensamento conservador é a direção temporal: a esquerda se abre ao futuro, enquanto a direita se apega ao passado. Pensar o futuro é pensar e criar novos direitos, pensar uma nova democracia, pensar o que não foi pensado ainda, realizar o que não foi realizado ainda…e não repisar velhos dogmas, velhas cartilhas (datadas), seja do varguismo ou do que for. O PT nasceu como uma nova esquerda, nos anos 80 e tal…era uma renovação nos quadors da esquerda no Brasil e ate no mundo…e agora, os Blogs sujos (alguns pelo menos) querem petrificar e reduzir o pensamento de esquerda (que deveria ser sempre renovador e aberto ao futuro) a uma mera disputa entre entre PIG/Serra e governo do PT, entre Vargas e FHC…acho isso um equívoco total. Mas enfim…

    abraços

    Luiz Carlos Azenha

    10 de julho de 2012 às 14h33

    O problema é que vocês acham que nós somos milionários e temos muita grana para investir nas coberturas, tanto quanto a Globo, a Veja e a Folha. Desconhecem que fazemos blogs nas horas vagas, que são poucas. Acham que temos uma grande equipe à nossa disposição, que podemos viajar, entrevistar, etc. É muito fácil sentar diante de um computador e criticar. Por que você não escreve um artigo a respeito e nos manda? Ah, aí é trabalho, né? abs

    Adriano

    10 de julho de 2012 às 14h42

    Azenha, meu caro

    entendo o que vc diz. Mas pode-se pensar em alternativas. Existem muitos, muitos mesmo, que podem ajudar os blogs sujos. E não digo com dinheiro, pois não é esta a questão. Mas ajudar enviando matérias. Creio que a iternet se torna um veículo interessante quando propicia essa interlocução entre as pessoas.

    por exemplo, não creio que seria algo muito complicado pedir uma matéria a ANDUFES (sindicato das federais) sobre a situação da greve, para ser publicada no Blog. Creio que a ANDUFES faria essa matéria com maior interesse. E pra isso bastaria apenas um telefonema seu, não creio que fosse algo muito complicado.

    Um exemplo apenas.

    um abração

    Adriano

    10 de julho de 2012 às 14h45

    Perdão, é ADUFES…saiu um N a mais…

    Adriano

    10 de julho de 2012 às 14h48

    e aqui vai o Link da ADUFES…

    http://www.adufes.org.br/site/

    de repente pode-se encontrar material, por meio deste link, para se fazer um post, sem muito trabalho ou muito investimento…enfim…

    abração de novo

Julio Silveira

10 de julho de 2012 às 11h26

Teimo dizer que quem quebrará os cidadãos são os maus politicos, com sua anti cultura de cuidar primeiro de sí, depois de seus apaniguados, depois se sobrar um pouco de ética, que agora já tem até escala, o pensamento…, ah! o pensamento, pode ir para os cidadãos. Vejam que coloco tudo em condicionantes, possibilidades, nada mais, nada que possamos aferir como concreto. O País nunca quebrará, sempre existirão os FMIs da vida global para dar sustentabilidade financeira a estrutura economica firmada para garantir a manutenção dos ricos de cada País. No fim, quem paga, que ficarão quebrados de verdade, são os cidadãos das camadas mais frágeis do extrato social. Esses que não tem opção de nacionalidade.

Responder

Remindo Sauim

10 de julho de 2012 às 10h56

O Brasil não vai quebrar nem aplicando menos ou mais de 10% na educação. Tanto de um lado, como do outro da questão, são apenas frases de efeito. Uma quantidade menor de recursos melhores aplicados podem resolver mais que uma grande quantidade de recursos mal aplicados. Nosso problema não é educação, nossas crianças estão quase todas nas escolas e o país está crescendo.

Responder

    Leonardo Meireles Câmara

    10 de julho de 2012 às 11h39

    O seu comentário é a prova cabal de que nossa educação faliu. Instrua-se:http://www.educacional.com.br/noticiacomentada/030704_not01.asp

    J Ferreira

    10 de julho de 2012 às 12h22

    Leonardo Meireles Câmara – você chegou a ver que esta publicação é de 2003?

    Seria bom reavaliar isto.

    darcio

    10 de julho de 2012 às 15h31

    criança estar na escola não quer dizer muita coisa, importa o que ela está fazendo lá, e a escola hoje tornou-se um depósito de crianças que não faz quase nada por lá, muitas vezes estão lá pq os pais não as querem em casa

bene bugrao

10 de julho de 2012 às 10h54

Concordo com quase tudo dito pelo Safatle, no entanto não concordo com percentual, pois que isso só faz alimentar a corrupção. Devemos sim, criar uma nova estrutura de salários para professores, mestres, doutores e funcionários da educação, que valha para todo o país. Todavia juntamente com essa “estrutura”, temos que obrigatoriamente inserir novas matérias, já a partir do ensino fundamental, como: ética, solidariedade e nacionalismo. Só para lembrar, o país que se diz mais liberal do mundo, os EUA, pregam um nacionalismo muito forte em seu povo, e ao mesmo tempo que passam para nós, com sua cultura de imposição à países subdesenvolvidos, uma ideia de que devemos ser “entreguistas da pátria”.
Uma nova estrutura educacional, uma nova ordem de ensino, tudo isso junto com combate ferrenho aos desviadores de dinheiro público, nos levaria a médio prazo a condição de nação desenvolvida.
Devemos levar em conta, no entanto, que; qualquer ação desse tipo, teria uma reação espetacular da “mídia golpista” a ponto de subvalorizar as ações do governo, portanto antes de tudo isso, ou juntamente temos que criar o “Marco Regulatório” da mídia, lembramos que nós estamos muito atrasados nessa ação, temos que agir com mais rapidez.

Responder

Mardones Ferreira

10 de julho de 2012 às 09h42

Isso eu tinha dito quando soube da declaração do Min Mantega sobre investir 10% do PIB em educação.

É, realmente, um absurdo ter um governo com esse pensmaento atrasado. É preciso reconhecer que o chamado Lulismo nasceu com vida limitada por não enfrentar o problema central central do Brasil:

a falta de investimento público em serviços dignos, não apenas em educação. E a fonte de recursos só pode ser uma:

a taxação das grandes fortunas, das operações financeiras, do consumo supérfluo e etc.

O Lulismo não quis enfrentar esse desafio e, agora, a Dilma tenta torcer ainda mais a corda, mantendo a receita que não tem mais sucesso e não terá.

Responder

Romanelli

10 de julho de 2012 às 09h36

EVIDENTE que é um ABSURDO se fixar um percentual de gastos e/ou investimentos para tal ou qual modalidade

O que se precisa CRIAR são PARÂMETROS de desempenho e equidades REGIONAIS ..e só com isso já teríamos um grande desafio

FIXAR gastos num país tão heterogêneo e vasto é darmos chance pra corrupção, desvios, desperdícios

Qual o % ideal que um país precisa ter de advogados, médicos e economistas ..será que alguém sabe dizer? ..e de técnicos de saneamento, eletrotécnicos e/ou agrimensores ?

Afinal, como alocarmos tamanha dinheirama se nem sabemos qual o salário correto que um professor deve ganhar ..ou PIOR, se nem desenvolvemos métodos que PROTEJAM a sociedade dos aptos e dos preguiçosos que insistem em querer educar ?!

francamente, Oh turma LIMITADA que fica falando em % do PIB e que se esquece que antes temos que ter projetos e metas, viu ?!

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    abolicionista

    10 de julho de 2012 às 10h39

    Pois é, e em São Paulo a situação é ainda pior…

Horridus Bendegó

10 de julho de 2012 às 09h29

“Lula notou que havia margem de distribuição de renda no Brasil sem a necessidade de acirrar, de maneira profunda, conflitos de classe.”

Vladimir, homem, tenha coragem!

Diga o que sabe!

Lula esgotou a margem de manobra para se fazer algo sem acirrar conflitos de classe e agora é hora de se acirrarem os conflitos de classe!
Só guerra civil dá jeito no Brasil!

Responder

Nelson

10 de julho de 2012 às 08h39

Pagar, todos os anos, 160, 170 bilhões, ou mais, só de juros da dívida, não quebrará o país, Mr Mantega?

Isentar as bilionárias montadoras de automóveis em R$ 26 bilhões de impostos em três anos, ao mesmo tempo em que elas remetem R$ 14 bilhões para o exterior a título de lucros – sem contar o que foi “por debaixo dos panos” -, não quebrará o país, Mr Mantega?

Investir bilhões, dos parcos recursos públicos, em estádios de futebol para garantir lucros suculentos a uns poucos na Copa do Mundo, não quebrará o país, Mr Mantega?

Deprimente.

A declaração de Mr Mantega não fica muito a dever à do ministro da Educação de FHC – de triste memória – Sr Paulo Renato de Souza. Ignomínia, o Sr Souza chegou a afirmar que o Brasil não precisava investir em tecnologia, pois ela estaria disponível no mercado mundial; seria o caso apenas de adquirí-la.

Fica cada vez mais parecendo que PT e PSDB têm mais coisas em comum que discrepâncias.

Responder

Roberto Locatelli

10 de julho de 2012 às 08h31

Reforçando meu comentário anterior sobre a FEDERALIZAÇÃO da Educação: 13 cidades brasileiras das 5.465 não protocolaram o PAR (Plano de Ações Articuladas) que garante recursos para Educação. São Paulo foi uma delas.

Link: http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2012/07/05/vice-de-serra-fez-sp-perder-300-milhoes-diz-presidente-do-pt/

Este é apenas um dado. Com certeza boa parte dos recursos para a Educação que são despejados em governos estaduais e prefeituras são desviados. Vide o caso das merendas escolares na cidade de São Paulo. Roubo explícito.

Responder

Roberto Locatelli

10 de julho de 2012 às 08h20

Além de aumentar os investimentos em Educação, o Governo precisa, também, FEDERALIZAR a Educação. Pois se depender de certos governadores e prefeitos – como bem frisou a Lia Vinhas, em seu comentário – o dinheiro será desviado.

Lula ensaiou essa federalização no início do primeiro mandato. Mas recebeu furiosa oposição das elites e seus partidos – inclusive os da base aliada – e voltou atrás. Ao invés de continuar, “apenas” construiu 14 universidades federais e 280 Institutos Federais de Tecnologia. Detalhe importante: durante toda a história do Brasil, até 2003, o Brasil construiu 139 escolas técnicas federais. E quanto ao número de universidades federais, Lula bateu o recorde de Juscelino. De Juscelino, 50 anos atrás!!

Por aí se vê o descaso dos governantes com Educação. FHC, por exemplo, não construiu NENHUMA instituição de ensino federal. Ao invés disso, favoreceu a educação privada.

Então, recomendo que o Governo Federal vá, gradativamente, comprando as escolas estaduais e municipais. Comprando os prédios, recontratando os professores com salário melhor e, além disso, é preciso dar a esses professores uma formação que eles não têm hoje.

Então, é preciso reconhecer o muito que foi feito. Mas também o muito que é preciso fazer.

Responder

Maldoror

10 de julho de 2012 às 08h08

E os IFES cheinhos de vagas ociosas! Viva o planejamento!

Responder

Maldoror

10 de julho de 2012 às 08h08

Aumento do PIB com educação para essa gente é: mais FIES, mais Prouni e, consequentemente, mais dinheiro no bolso do empresário semi-falido do ensino superior privado e mais pobre estudando nas piores faculdades do país… Visão tosca de educação!

Responder

Fabio Passos

10 de julho de 2012 às 07h21

Análise corretíssima.

Mantega até parece pedro malan negando recursos a saúde/educação enquanto entrocha Bilhões de reais goela abaixo de especuladores miliardários.

O Brasil queima Bilhões de reais com especuladores vagabundos, que sequer trabalham para viver, enquanto nega educação de qualidade para milhões de brasileiros, filhos dos trabalhadores que produzem a riqueza.

Responder

José Luiz Rossi Passos

10 de julho de 2012 às 06h57

Surpreende a imobilidade do governo e do M. da Educação com os custos desta prolongada paralização nas escolas federais.Milhares de jovens,professores,funcionários,estruturas imobiliárias,aparelhos,laboratórios perdendo precioso e irrecuperável tempo.Enquanto isso,festejam a concessão de um milhão de bolsas para incentivar as particulares.Paradoxos de um governo de centro-esquerda,não?!

Responder

andre ribeiro

10 de julho de 2012 às 02h23

Um povo instruído e crítico. Claro que não. Não daria para manter esse “way of life” das nossas elites tacanhas. Que a classe média tenta ridiculamente reproduzir, idiotizada pela mídia. Na verdade é um grande plano de poder, para que tudo continue como sempre. Eles lucram e a conta sobra pra gente.

Responder

darcio

10 de julho de 2012 às 02h08

pois é, no quesito expansão da educação pública superior, o pt repetiu todos os velhos vícios antes criticados: aumentar irresponsavelmente o número de vagas sem infraestrutura e orçamento adequados para fins marketeiros-eleitorais (vício tucano), financiar a expansão em cima dos salários dos servidores (vício adquirido na ditadura, mais precisamente a partir de 1971, expansão a base de arrocho, e repetido ad nauseam por vários governos de praticamente todos os partidos, o mesmo que se faz na saúde); no entanto, tenho enorme desconfiança com relação a essa equação educação = desenvolvimento. qual educação? qual desenvolvimento? educação para o mercado de trabalho pode ser considerado educação? e outra, nenhum país, nenhum mesmo, educou seu povo para atingir um grau acentuado de desenvolvimento, acho que essa é a grande ilusão. Primeiro esses países tornaram-se potências econômicas DEPOIS consolidaram sistemas educacionais, citando dois deles, EUA e ex-URSS atingiram status de potência com a maior parte de suas populações analfabeta, ou semi-alfabetizadas, depois, a medida que o desenvolvimento exigia, a educação foi sendo ampliada. Por que devemos achar que o contrário é que vai funcionar? Para mim é como se colocássemos o rabo pra abanar o cachorro, ainda que a ideia habite a cabeça de onze em cada dez pessoas que falam sobre educação.

Responder

    Adriano

    10 de julho de 2012 às 13h51

    Darcio,

    muito bom seu comentário, vejo por aí também…os vícios todos e tal.

    E a questão também é saber que tipo de educação que queremos…se for essa profissionalizante, ou esse modelo das IFES recentes, apenas voltado para a formação mínima (e bem mínima) dos alunos e sem qualquer sinalização para a pesquisa (uma universidade que é “dadora de aula” apenas é um nada em termos universitários, e é isso que ocorreu com a expansão das IFES, foram criadas salas de aula e mais nada…pesquisa que é bom, necas!) não vai virar nada…até porque não existe educação profissionalizante…educação instrumentalizada não é educação, é treinamento.

    E no quesito desenvolvimento, também precisamos repensar um pouco isso. O que é desenvolvimento? Até agora todos tem se gabado do desenvolvimento econômico do Brasil..ok. Muito bom… mas e o desenvolvimento humano, a quantas anda?

    Entre escolher o caminho dos EUA e o caminho da Suecia, da França, da Alemanha e tal, acho que o Brasil deveria escolher o segundo caminho.

    Embora os EUA tenham as melhores (ou tidas como melhores) universidades do mundo, o pensamento crítico naquele país é coisa rara…existe, mas é mosca azul. É isso que queremos pro Brasil? Uma potência econômica cheia de “texano” que não sabe aonde fica a capital do próprio estado?

    Não seria melhor uma educação não instrumentalizada? E neste caso, além de falta de grana temos o problema de falta de direção e de planejamento, coisas que o PT não faz a menor idéia do que seja, ao menos até agora. E com isso não quero dizer que o PSDB seja a solução alternativa ou algo assim…muito pelo contrário. O PSDB foi e é uma catástrofe total pra educação. Mas isso não deve servir de álibi pra não se criticar o governo do PT, que não é e nem foi uma catástrofe, mas ainda assim está longe de ser qualquer coisa minimamente democrática, criativa e realmente transformadora.

    abraços

    darcio

    10 de julho de 2012 às 15h27

    olá, tb acho que educação pro mercado de trabalho é só adestramento, e eu acho que sei qual modelo de país que o PT quer, todo mundo ganhando mil reais e comprando ensandecidamente tudo que vê pela frente, a crédito, barriga cheia e muitas porcarias eletrônicas chinesas falsificadas nos bolsos, ouvidos, pés, cabeças, carros, etc….o que já é alguma coisa, dado tamanho da tragédia social, mas não vai muito além disso.

    Abraços

lia vinhas

10 de julho de 2012 às 01h11

Quem quebrará o Brasil, portanto, serão os governadores e prefietos corruptos, que desviam as verbas federais da educação e saúde para seus bolsos e de seus acólitos. Por que cidades do interior em alguns estados conseguem resultados excelentes? Então não é falta de dinheiro, é falta de vontade política local mesmo, falta de amor pelo povo e pelo Brasil, com Rio e São Paulo na frente.

Responder

    Aécio Souza

    10 de julho de 2012 às 10h01

    Exatamente, corretíssima!! O problema é o gestor local.


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