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Pelo acordo, dinheiro da dona Maria vai subsidiar acionista da Petrobrás em Nova York
Foto Fernando Frazão/Agência Brasil
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Pelo acordo, dinheiro da dona Maria vai subsidiar acionista da Petrobrás em Nova York


25/05/2018 - 12h53

Foto Marcelo Pinto / APlateia, via Fotos Públicas

Crise do diesel no Brasil: quem mais ganha com o acordo da turma do Temer são as tradings, petroleiras estrangeiras e o setor financeiro

por Roberto Moraes*, em seu blog, via whatsapp

O acordo anunciado pelo governo Temerário com os caminhoneiros — que deve ser observado se será cumprido — permite que se tenha clareza que não se tratava de uma crise de preços dos combustíveis, e sim do diesel.

Os preços do gás de cozinha (GLP) e a gasolina continuam como dantes.

O resultado é um ganho relativo para os caminhoneiros e mais amplo para os donos das empresas de transporte.

Porém, o mais estranho é ver o Brasil envolvido no que chamam de enorme crise fiscal, que gerou a suspensão dos limites de gastos públicos por uma década, decidir criar uma despesa de pelo menos R$ 5 bilhões, para subsidiar e garantir dividendos dos acionistas da Petrobras e ainda lucros para as tradings e demais petroleiras que atuam na importação e distribuição de derivados no Brasil.

Os bancos e fundos financeiros, que estão de olho nas refinarias que a Petrobras tenta vender, também comemoram a decisão que lhes garante lucros com a atual política de preços da Petrobras.

Assim, quem mais sai ganhando do acordo nem são estes empresários do setor de transporte, mas as tradings que negociam combustíveis no país, as petroleiras que atuam na área e o setor financeiro — que ampliarão sua atuação no setor, participando da aquisição de parte do parque de refino da Petrobras.

Era isso que estava em jogo nas negociações e que Parente fez questão de garantir.

Olhado sob o ponto de vista fiscal e dos interesses do país, o quadro hoje, pós-acordo, parece bem pior que o de antes, por incrível que possa parecer, mesmo para os caminhoneiros e todos nós que dependemos dos custos do fretes no país.

Assim, a “crise do diesel” no Brasil atual, reafirma, na prática, o que venho sustentando: o país se tornou, pós-golpe num dos maiores cases mundiais do neoliberalismo e do mercadismo com um governo plutocrata (governo comandado pelo grupo mais rico da população) que segue atuando como um “estado guardião dos interesses privados”.

*Engenheiro e professor titular aposentado do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ). Pesquisador atuante nos temas: Petróleo-Porto, Espaço-Economia e Geopolítica da Energia.

Leia também:

Proposta do PT para superar crise dos combustíveis retoma aumentos anuais

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John Jahnes

26 de maio de 2018 às 12h52

A Petrobras foi destruida pelo Pedro Parentre colocado lá pelos tucanos com conivencia do juiz MORO, que fez tudo que pode para criminalizar todos indicados por politicos que lá estvam e colocou os piratas tucanos no lugar, COM APROVAÇÃO TOTAL DO LADRÃO TEMER.

Combustível e Eletricidade; a falta de um desses produtos pode parar o país.
PORQUE ‘TEMER’ QUER ENTREGAR OS DOIS AOS EUA?

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