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Diário da Resistência


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Paulo Metri: O exército neoliberal deixou minas terrestres no Rio


06/08/2011 - 12h07

Quem tornou os bueiros explosivos?

(Veiculado no Correio da Cidadania a partir de 03/08/11)

Paulo Metri – conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros, reproduzido no blog do autor

O tema é regional, mas as conclusões, a partir da análise do caso, são nacionais. Escrevo no último minuto, antes de o assunto ser definitivamente sepultado pela mídia, pois esperava que o óbvio fosse dito. No Rio, a questão foi muito debatida e, entretanto, mesmo com material tão rico, o óbvio não foi dito.

Os culpados facilmente identificáveis das explosões dos bueiros são a CEG [Companhia Estadual de Gás do Rio de Janeiro] dona da rede do gás explosivo, e a Light, possuidora do sistema fornecedor do curto-circuito. O problema tem sido enfrentado pelo Ministério Público, pela prefeitura do Rio e pelo CREA-RJ, cujos trabalhos têm forçado providências das prestadoras de serviços públicos, sendo que, provavelmente, em futuro próximo, nenhum bueiro estará mais explodindo. Notar que as agências reguladoras estiveram um pouco distantes da questão.

Contudo, os culpados originais, os maiores culpados, são protegidos por fortes interesses e não são divulgados. Bastaria pesquisar a resposta à pergunta: “que causas transformam empresas antigas, como a Light e a CEG, com currículos de experiência na prestação de serviços públicos com razoável qualidade, em inimigas da população, com seus bueiros explosivos?”. A correta caça aos culpados é importante para que a sociedade se previna de situações análogas no futuro, possivelmente em outros setores, e para que os responsáveis não consigam, nunca mais, enganá-la.

A ganância da empresa francesa EDF [Électricité de France], que arrematou a estatal brasileira Light por preço baixo, em 1996, em um leilão de privatização, é uma das grandes causas dos bueiros estarem explodindo. De posse da Light, a EDF só se preocupou, durante anos, em remeter lucro para sua matriz. E para maximizar este lucro, não teve um mínimo momento de hesitação em cortar pessoal experiente, terceirizar serviços a custo mais barato e com pior qualidade, dispensar a manutenção preventiva e não reinvestir na expansão da empresa e na reposição de equipamentos antigos.

Acontece que, desde dezembro de 2009, a controladora da Light é a Cemig [Companhia Energética de Minas Gerais] e, a menos que esta última não tenha tido tempo para se situar sobre o problema da distribuidora, a Cemig deve ser incluída também na lista de culpados. O que aconteceu com a CEG, que era uma estatal do estado do Rio de Janeiro, foi idêntico ao que ocorreu com a Light, só que a empresa compradora estrangeira foi outra.

Assim, alguns concluem que a privatização destas empresas ocorreu sem a exata definição de responsabilidades e a exigência de um bom nível de qualidade dos serviços a serem prestados. Discordo da ingenuidade, pois o modelo com empresas privadas em setores de atendimento público, com agências cooptadas e inoperantes, é um fracasso. E não se pode otimizar um fracasso.

Outros lembram que a agência reguladora Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], além da agência estadual, são quem deveria exigir da Light e da CEG eficiência e a prestação de serviços de qualidade. Contudo, estas agências tiveram participações pífias, pois quase nada fizeram, apesar dos traumas, pessoas feridas e patrimônios destruídos, o que as torna condenáveis.

Muitos têm esperança em uma solução de mercado para a questão, chegando a propor que, nas regiões onde ocorram bueiros saltadores, a tarifa seja reduzida automaticamente. Estas pessoas são esperançosas, pois pensam que as agências têm interesse de satisfazer a sociedade, quando elas estão aí para garantir a maximização dos lucros e os interesses dos agentes regulados.

Elas permitem tarifas estratosféricas na telefonia, na distribuição de eletricidade e em outros serviços. A ANAC [Agência Nacional de Aviação Civil] permitiu pouso inseguro de aeronaves em Congonhas, o que causou a morte de centenas de pessoas no acidente com o avião da TAM. Também permitem serviços precários de concessionárias, como são os casos dos metrôs, trens e distribuidoras de eletricidade. Aliás, estas últimas cobraram tarifas aumentadas indevidamente do consumidor e a respectiva agência não as obrigou a devolver. No setor de petróleo, a agência promove a entrega do patrimônio nacional, através de rodadas de leilões do nosso território.

Para finalizar, notem que vivemos em um mundo em que bueiros sempre existiram e não explodiam. A distribuição de energia elétrica no Brasil sempre foi realizada, até os anos 90, por empresas estatais, com raras exceções. Com o grau atual de conscientização política do nosso povo, empresas privadas não são boas prestadoras de serviço público, mesmo que existam órgãos fiscalizadores, pois estes são necessariamente capturados pelos agentes econômicos. Mesmo com a negação dos neoliberais, a verdade é que as estatais têm muito mais preocupação com a sociedade que as empresas privadas. A não existência, nas estatais, de uma corrida obstinada para o lucro não as induz a desrespeitar a vida.

Os bueiros são minas terrestres deixadas pelo exército neoliberal inimigo, explodindo retardadamente. Quantas outras armadilhas deles ainda restam na nossa economia, prestes a explodir, formando um verdadeiro entulho neoliberal?

Veja aqui como Minas Gerais encontrou uma solução criativa para “reduzir” os crimes violentos

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
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A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



32 comentários

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Maioria dos estados e municípios não paga o piso dos professores | Viomundo - O que você não vê na mídia

17 de agosto de 2011 às 20h44

[…] Paulo Metri: Os neoliberais deixaram minas terrestres no Rio   […]

Responder

Alvaro Tadeu Silva

10 de agosto de 2011 às 22h42

Em São Paulo só não há bueiros voadores porque: apenas 10% da cidade são servidos por gás encanado; toda nossa rede elétrica é aérea, com exceção do centro da cidade e algumas avenidas famosas (Paulista, Faria Lima, etc.). A ENRON, que comprou a EletroPaulo (ex-Light), faliu, mas na privatização, assinou um documento comprometendo-se a embutir os malditos cabos aéreos. Descumpriu alegando que os ratos roeriam o isolamento e provocariam curto-circuito. New York tem sua rede toda subterrânea e os ratos de lá não são mais bobos do que os ratos de cá. Aliás, quase todas as capitais europeias têm sua rede elétrica subterrânea.

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Roger

07 de agosto de 2011 às 20h10

Já disse isso antes: ao contrário do público, o privado é correto, é moral, é ético? Claro que não!! Rouba-se sob o manto da legalidade – essa é a única diferença.

As empresas possuem batalhões de advogados a seus serviço, pensando 24 horas por dia em como conciliar a viabilização de burlas com reduzido risco legal. Ainda que ocorram perdas oriundas de processos legais, tais perdas foram previstas, e a operação será sempre lucrativa na proporção inversa da quantidade de processos legais – numero garantido pela desinformação da imprensa, que assim ajuda a ocultar os crimes do mundo privado: caixas de sabão em pó são fabricadas com 100 gramas a menos, e o mesmo preço; linhas telefonicas são decuplicadas por meio de aparelhos divisores obsoletos, que mascaram a ausencia de investimento em estrutura; obras públicas são superfaturadas e majoradas em no minimo 10%; composições do metrô, ônibus e trens circulam em menor quantidade, beneficiadas pela ausencia de fiscalização, proporcionando carros mais cheios e redução do custo operacional em grande monta; bolsas confeccionadas em escravizantes fábricas no exterior a U$D 10.00 são vendidas a 2 mil dolares a unidade; um laboratório farmacêutico abastece com placebo lotes inteiros de remédios contra enxaqueca, e fica por isso mesmo; uma conceituada indústria alimentícia turbina a produção de carne de frango com um hormônio pernicioso à saúde humana, hormônio esse proibido nos países desenvolvidos; etc.

O PIG e essa corja neoliberal vem berrar que as empresas estatais sao ineficientes, cabides de emprego e corruptas, porque querem repartir esse butim, onde os ganhadores são eles – e somente eles.

Mas ninguém pode negar que, a despeito de termos, mesmo, que reduzir a corrupção, nela não existe apenas o lado do corrompido – existe também o do corruptor – papel que as empresas privadas muitas vezes desempenham, quando não estamos olhando…

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Tomudjin

07 de agosto de 2011 às 10h52

Os neoliberais não costumam ser simpatizantes à cabides de emprego. Preferem ser os donos do guarda-roupas inteiro.

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LUIZ EDUARDO

06 de agosto de 2011 às 23h06

Apenas uma perguntinha; para que serve a ANATEL, ANAC, ANEEL, ANA, ANTT, ANS, ANP, ANCINE, ANTAQ, ANTF, ANT, ETC?
Todas foram criadas pelo FHC e não funcionam, mas quando isso acontece é sempre contra o contribuinte.
Seria possível faze-las funcionar ou mesmo acabar com todas elas?
DILMA, acorda!!!

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Antonio

06 de agosto de 2011 às 21h46

Os que inventaram o neoliberalismo no Brasil o fizeram porque viram aí a oportunidade de corrupção, viram a oportunidade de ganhar muito dinheiro roubado do Estado Brasileiro. Não há ideologia, a não ser a entreguista aos ianques, que são patrão da direita golpista e privatista. Eles são os párias do Estado Mínimo, do desmantelamento do Estado, da violência social, da ignorância e da miséria do povo. Graças a Deus estão minguando e não nos seduzem nem metem medo.

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Fabio SP

06 de agosto de 2011 às 21h11

Eu acho que o culpado vai mais além… foi Mem de Sá quando fundou o Rio de Janeiro.

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    Silvio I

    06 de agosto de 2011 às 22h18

    Fabio SP:
    Parece-me que o problema e um pouco anterior, e do pessoal que mandou Espanha, e Portugal, para colonizar América.E nos somos seus descendentes.

Fernando

06 de agosto de 2011 às 21h09

O Sérgio Cabral tem culpa no cartório, afinal era da tropa de choque do governador tucano Marcelo Allencar na Assembleia Legislativa.

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Pedro Luiz Paredes

06 de agosto de 2011 às 20h12 Responder

Sebastião Medeiros

06 de agosto de 2011 às 19h54

Mais uma herança da privataria tucana do anos 90!

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pperez

06 de agosto de 2011 às 18h20

OK já se descobriu que são da CEG e LIGHT a causa raiz dos bueiros saltitantes no Rio de Janeiro.
Concordo também que a ganacia desmedida desses manipuladores de lucros internacionais, deixam a qualidade e segurança do serviço publico que estão oferecendo aos cariocas em último lugar.
Mas e as agencias desreguladoras hein, e o minsterio publico que até agora nada fez com essas duas empresas?
A CEG é estadual ou seja de responsabilidade do Cabral, aquele que quis detonar os bombeiros.
e a LIGHT privatizada mas sob controle da CEMIG.
Avcho que os bueiros bvão continuar saltitantes

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Fabio_Passos

06 de agosto de 2011 às 18h19

A solução é re-estatizar as empresas estratégicas privatizadas pelo entreguista criminoso fhc.
Neoliberalismo é terra arrasada. Este é o legado deixado pelo pior presidente da história do Brasil

Quando Brizola se deparou com uma transnacional incompetente, colocando em risco o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, ele não teve duvidas: Estatizou a Companhia de Energia Elétrica Riograndense, filial da ianque Bond & Share.

Responder

    Sauer

    06 de agosto de 2011 às 23h09

    Ué?
    Tão aí no governo há uma década.
    Fiquem à vontade pra reestatizar.
    E peguem de volta também os bancos e as rodovias que o Lula privatizou e párem com a privataria dos aeroportos.
    Aproveita e reestatiza o ensino superior, privatizado nas sombras do prouni.
    Tem meu total apoio.

    Silvio I

    07 de agosto de 2011 às 11h02

    Sauer:
    Meu amigo, as estradas federais, em que se cobra pedágio não e uma estrada feita para roubar aos usuários, como nas estradas de São Paulo. Compare os preços! Em São Paulo os contratos estão feitos para enriquecer a uns poucos, não para servir a sociedade, e não sei si não vai alguma coisa para o caixa dois. Os aeroportos que Eu saiba ainda não estão privatizados, e não sei quais as condições e de que forma se vai a fazer.Com respeito ao PROUNI a coisa e diferente.As Universidades ou Faculdades já existiam e eram particulares.O governo si tivesse que construir, e montar com professores, uma nova faculdade se demora muito, e se investe uma quantidade de dinheiro enorme.Que se fez,se aproveitou essa infra-estrutura, e se colocou uma quantidade de estudantes dentro de essas Faculdades dando em troca, a retirada de impostos ,o seja pagando o estado por a estada de esses estudantes, nas diferentes Faculdades.Desta forma todo mundo ganha.E isto não e privatização do ensino, que foi feita por outros governos, e não por o governo de Lula.

Silvio I

06 de agosto de 2011 às 17h50

Azenha:
Concordo plenamente com o escrito por Paulo Metri, menos quando culpa a ANAC por ter permitido pousar o avião da TAM. Veja esse avião alem de ter uma pequena falha, já detectada pero no consertada, pela manutenção dos aviões da TAM,foi uma falha de pilotagem.Esse piloto veio com o avião muito alto, e perdeu pista a pista ficou curta, em vez de ele arremeter, intentou dar um cavalo de pau, como estava muito rápido, vôo por cima da avenida e se estrelou no prédio da TAM. O incêndio enorme foi causado pela quantidade de combustível ,a mais que o avião tinha nos tanques.Como esse avião vinha de Porto Alegre ele teria que ter menos combustível ,mais como o combustível era mais barato em Porto Alegre que em São Paulo, saio com os tanques totalmente cheios, para não abastecer em São Paulo, e continuar viajem.

Responder

    Jackson Filgueiras

    06 de agosto de 2011 às 18h26

    Caro Silvio,
    Estive em São Paulo uma vez, apenas.
    Mas que loucura que é Congonhas, não?
    Creio que já devia ter sido interditado.
    Se não me engano, Cumbica foi construído com esse fim, não?

    Silvio I

    06 de agosto de 2011 às 21h39

    Jackson Filgueiras:
    Porque diz que e uma loucura, e que deveria ser interditado?O Aeroporto de Cumbica se fez para ser utilizado como aeroporto internacional, para aviões com grande quantidade de passageiros. Isso porque Congonhas não tem essa capacidade.Foi construído em Cumbica por interesses um pouco obscuros, que em caso que se discuta esse problema, se pode enumerar.Alem de alguns problemas de clima, e a presencia de elevações nas proximidades.

    Alvaro Tadeu Silva

    10 de agosto de 2011 às 22h34

    Jackson, que bom que você esteve em São Paulo apenas uma vez. Melhor ainda que desceu em Congonhas. Se tivesse pousado em Guarulhos, você ia ver o que é bom pra tosse. Na hora do rush, isto é, das 7h às 20h em SP, você levaria 3 horas até o Jardim Paulista, onde fica a maioria dos hotéis da cidade. Ia para a casa de parentes? Daria no mesmo, ainda que eles morassem na Zona Norte (região limítrofe a Guarulhos), ia demorar horas. Sabe por quê? Após 20 anos da inauguração do Aeroporto de Guarulhos, ainda não construiram o metrô até aquele terminal.

Marcio H Silva

06 de agosto de 2011 às 17h44

Privatizaram as estatais que não explodiam bueiros nem cobravam tarifas exorbitantes e criaram as agencias que virou cabide de emprego como eram chamadas as estatais. Caraca, poorque não estatizam de novo e eliminam as agências? mata dois coelhos com uma cacetada só. Algumas estatais funcionavam mal por decisões políticas à época.

Responder

    Lidiane

    06 de agosto de 2011 às 23h13

    Se fosse tão fácil, o BB e a CEF não estavam entupidos de processos no PROCON.
    Ser estatal, no Brasil, não garante nada.

    MataTrolls

    07 de agosto de 2011 às 02h30

    Ser troll garante algum ordenadinho?

    Roger

    07 de agosto de 2011 às 20h05

    Prezado,

    Na cabeceira do ranking de reclamações PROCEDENTES do BACEN (data-base: junho/2011), de bancos com mais de um milhão de clientes, está o Conglomerado SANTANDER, com 437 reclamações procedentes (base: 21.447.571 clientes. Equivale a 0,0020% do total de clientes). O Conglomerado Banco do Brasil, com 31.906.339 clientes, teve 248 reclamações procedentes (0,0008% de sua base de clientes).

    Calculei os percentuais para que voce veja que, não só em numeros absolutos, mas tambem de forma proporcional, em que medida uma instituição privada expõe-se a mais riscos em busca de lucratividade, do que uma instituição publica – onde há maior respeito ao ser humano e às leis.

    Fonte: https://www3.bcb.gov.br/ranking/idxbg.do

    Detalhe: Se não me engano, em tamanho, lucratividade, etc., o BB ainda continua à frente dos privados – o Santander apenas há pouco tempo deixou de ser o lanterninha nessa briga.

edv

06 de agosto de 2011 às 17h26

É "interessante" este conceito de "mercado" com monopólio privado, implantado por FHC e sua curriola "patriótica", sempre voltada ao "interesse público"…
Ou pelo menos em explorá-lo, através de alguns poucos…

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O_Brasileiro

06 de agosto de 2011 às 17h10

As "explosões" já acontecem há muito tempo: apagões de energia elétrica, apagões na telefonia, apagões na banda larga lerda, falta de água em muitas cidades, fábricas de diplomas, consultas de planos de saúde demorando mais do que no SUS, pedágios imorais.
E os neoliberais demotucanos ainda querem voltar ao poder, talvez pra promover queima de estoque para seus cúmplices!

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Gustavo Pamplona

06 de agosto de 2011 às 15h51

Deem uma olhada nisto aqui:

[Gilberto Carvalho: "A Dilma não é lulodependente"]
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EM…

Em especial esta pergunta:

ÉPOCA – De 0 a 100, quanto o senhor aposta que eles vão rachar?
Carvalho – Zero. Mas zero total.

É ou não é de rachar de rir! hahahahhahaha

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 rachando de rir no "Vi o Mundo"! ;-) hahahahhahahah

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adelia

06 de agosto de 2011 às 15h22

EXtinção de todas as ANATOAS! Elas não estão a serviço dos consumidores e sim das empresas, porque continuar sustentando essas excrescencias? EXTINÇÃO DE TODAS AS ANATOAS!

Responder

Gilberto

06 de agosto de 2011 às 15h00

Devíamos acabar com todas essas agências pois elas não defendem os consumidores, mas sim as empresas de deveriam fiscalizar

Responder

Goebbels

06 de agosto de 2011 às 14h47

A culpa é sempre dos outros.

Responder

Durvaldisko

06 de agosto de 2011 às 12h53

EDF investiu na manutenção da linhas aéreas subterrâneas da Light,omitiu-se da expansão porque não possuía "expertise", de lidar com os "gatos" das favelas e similares. Vendeu com
prejuízo para pessoal oriundo do mercado financeiro,conhecidos especuladores,esses sim, não investiram um centavo,valorizaram os papéis na bolsa, resgataram seus investimentos duas vezes.Por fim, quando transferiram o controle,a empresa se tornara uma bomba de efeito retardado.Cemig por sua vez, importa-se com o que ocorre na capitania de Aécio seus acionistas são tradicionalmente mais desimportantes do que os da LIght.

Responder

    Jorge Leite Pinto

    06 de agosto de 2011 às 13h26

    O que importa agora não é o "detalhe" de quem é "mais" culpado. O que o artigo alerta é para o MODELO (privataria), que deve ser banido dos serviços essenciais.

vitor oliveira

06 de agosto de 2011 às 12h42

embora não seja do rio, e portanto não acompanho a questão de tão perto, a impressão que passa é de uma total complacência da ANEEL com a light. Em um modelo de privatização que tivesse sido elaborado de forma a poder cobrar resultados da empresas, a concessionária possivelmente veria revogada sua concessão, dado o absurdo dos casos. TAC com o Minisitério Público chega a ser bizonho, dá a impressão de quase um "favor" que as empresas fazem à sociedade, além de que os ocorridos antes desse acordo sempre foram tratados pela ANEEL como "a empresa comprometeu-se a melhorar os serviços".

No fim, na minha opinião, esse episódio deixa claro não apenas a tucanalhice dos modelos de privatização adotados, como posto no texto, mas também o completo comprometimento das agencias reguladoras, em todas as áreas, com os grandes grupos que tem recebido as concessões públicas no brasil.

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