VIOMUNDO

Diário da Resistência


Paulo Arantes: “Se você tem uma massa revoltada, proletária e que vai te massacrar é porque você perdeu”
Denúncias

Paulo Arantes: “Se você tem uma massa revoltada, proletária e que vai te massacrar é porque você perdeu”


05/04/2015 - 12h07

por Caio Castor

Filósofo Paulo Arantes, durante o encontro dos seminários da FFLCH-USP:

Vendo o vídeo do Caio eu me lembrei (eu era militante na época) das Marcha da Família com Deus em 64, que também foram bem numerosas e bem impressionantes.

Depois do golpe ainda houve uma outra marcha de confraternização. Então é a primeira vez que eu vejo isso vivo novamente em 50 anos.

Portanto eu vi a direita desfilando, mas era uma direita que não tem nada a ver com essa, eram senhoras de salto alto, padres, advogados, donas de casa bem vestidas, com algumas panelas, terço…

Aquilo não metia medo em ninguém, uma semana antes do golpe nós ficamos impressionados com o número de pessoas na rua, que dava de 10 a zero no comício da CUT do dia 13…

Mas era só, o resto não metia medo. Hoje vendo essas imagens que o Caio escolheu, aqui dá medo e a impressão é que a repetição é muito mais sinistra do que a farsa.

E assusta muito mais porque não existe o outro lado, não tem esquerda e nós estamos sozinhos esperando sermos linchados quando dermos a cara pra bater.

Estamos sozinhos e por outro lado tem uma energia social solta aí…

Bom, isso é uma tese clássica da esquerda européia dos anos 30, do marxismo europeu a respeito do fascismo que diz que: o fascismo é a expressão de uma derrota da esquerda, quando o fascismo surge nos anos 20 na Itália é quando a esquerda já perdeu a energia revolucionária.

O fascismo era a pulsão plebéia à todo vapor pra acabar com aquilo.

Tinha crise, tinha desemprego, tinha humilhação, tinha classe operária desorganizada, tinha guerra, tinha tudo.

A massa fascista era uma massa revoltada e por isso ela foi organizada.

Se você tem uma massa revoltada, proletária e que vai te massacrar é porque você perdeu.

É isso que vai acontecer conosco agora, não há dúvida…

A outra coisa que nos dá medo é o que nós perdemos.

Todos os “Renans” [entrevistado no vídeo acima] que estão aí é o que nós perdemos. A gente precisa saber o que faz isso.

Veja também:

Iná Camargo Costa: A origem da confusão ideológica que vivemos





56 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Paulo Falcão

07 de abril de 2015 às 09h36

Esta é uma conversa mole para boi dormir. Há uma minoria de idiotas falando em intervenção militar, mas eles não têm cara, não tem liderança digna de nota. O restante são pessoas cançadas do aparelhamento e da roubalheira. O apoio popular vem da piora das condições econômicas que afeta o emprego e o poder de compra. Há análises melhores da própria esquerda, menos “coitadísticas” e mais francas, que também merecem críticas, mas não são piegas como esta do Paulo Arantes. Quem tiver interesse, leia o irônico artigo “COMPANHEIRO, VOU FAZER SUA AUTOCRÍTICA” neste link http://goo.gl/m1hzWv

Responder

    abolicionista

    07 de abril de 2015 às 11h00

    Fascismo sempre chegou ao poder pela via democrática, caro Paulo Falcão. Você pode achar engraçado ver idiotas como Bolsonaro propalarem disparates, mas a pauta conservadora avança (tome-se como exemplo a questão da redução da maioridade penal), o fascismo está sempre muito mais perto do que a gente pensa. É claro que não será nos moldes do fascismo italiano dos anos 30, mas já temos discursos bem parecidos…

    olivires

    07 de abril de 2015 às 12h11

    pelo jeito você é do movimento das pessoas cançadas (sic).

    o texto do link diz que a esquerda quer sangue, mas não é o que se vê, a não ser que o medo seja do mtst ou mst (as donas de casa de 1964 também estavam morrendo de medo do comunismo do jango).

    mas quem vive dando entrevista dizendo que a dilma tem que sangrar é a direita (aloysio nunes, bornhausen, ronaldo caiado e outros de triste figura).

    e o astrólogo preferido dessa turma que foi às ruas defende o enfrentamento físico, em vez do intelectual.

    falar mal do lênin não tem cabimento, o cara fez a nep na urss, desconstruída pelo stálin, esse sim de viés totalitário.

    já mao é outra história, nunca foi totalitário, segundo hannah arendt no seu origens do totalitarismo, mas um déspota, como tantos outros de países capitalistas (rei leopoldo 2o. da bélgica que o diga).

    sobre a opinião de paulo arantes, parece que não percebeu que quem foi às ruas não tinha motivo, foram porque a tv mandou (os mesquitas, frias, marinhos e civitas tiveram orgasmos).

    quando o povo for à rua com motivo (perdeu o emprego e a renda despencou), aí sim a dilma vai poder pedir ajuda pro levy, pra abreu, pro monteiro, e perceber que não tem ninguém do lado dela.

    mesmo assim, banco dos brics e partilha do pré-sal em vez de concessão (o petróleo é nosso) são duas coisas que ainda fazem ter esperança num mínimo de independência desse governo de centro-direita do pt.

    na verdade essa baderna toda é por causa da política internacional. mas vai começar outra mais séria, por causa do levy. infelizmente nós não temos um varoufakis.

Hélio Jacinto Pereira

06 de abril de 2015 às 16h05

Paulinho da Força Sindical compareceu neste evento,acompanhado de 150 sindicalistas e trabalhadores Metalúrgicos da Capital,foi impedido de falar,vaiado e expulso da manifestação !
A Direita não aceita um Proletário falando em seus eventos,mesmo que este “Proletário” seja um Golpista do tipo do Paulinho da Força !
Acho que Paulo Arantes deve estar se referindo ao Paulinho e sua turma…

Responder

Adolfo Silva Rego

06 de abril de 2015 às 14h23

Até a frase “Estamos sozinhos…”, o texto é realista, esclarecedor e até contundente.

A partir daí… é um desastre!

A análise contida no parágrafo “Bom, isso é uma tese clássica…” é típica do stalinismo da época mencionada pelo filósofo, pois quem tirou a energia revolucionária da esquerda desse período foi o stalinismo, marcado pelo ultraesquerdismo de jogar a social-democracia na vala comum do nazifascismo.

A partir do parágrafo citado acima, o texto poderia ter sido escrito por qualquer manifestante que foi às ruas dia 15 de março.

Releia o texto, após essas observações, e conclua!

Enfim, acho que a esquerda atual, de orientação trotskista ou não, precisa ler o que escreveu o velho Leon Trotsky na década de 30 do século passado, analisando o surgimento do nazifascismo.

Responder

    Andre

    06 de abril de 2015 às 22h55

    Acho que você está enganado. Quem disse a frase de que o fascismo é resultado de uma revolução frustrada foi Walter Benjamin que não era stalinista, pelo contrário; novas evidências levantam a suspeita de que Benjamin não foi assassinado pelos fascistas mas por agentes de Stalin. Acho várias coisas do Trotsky importantes, especialmente quando se refere ao fascismo e ao combate ao stalinismo. Mas alguns trotskystas tem mania de ver stalinismo em tudo que discordam; não é um caso de politica, mas de psicanálise.

Romanelli

06 de abril de 2015 às 08h21

Noves fora, tirado todo este devaneio “teoricista” que nos conduz ao óbvio da coisa feita ..deixando estes martubatórios que tentam nos encaixar na história dos outros, de lado ..nesta PERDA de tempo em ficarmos vivendo uma esquerda e direita alienígena ..então eu indago:
.
As últimas políticas públicas tocadas pela dita “esquerda”, atenderam as demandas e expectativas, quer pelos meios, como também pela forma e/ou resultados alcançados ?
.
Então, o que vc propõem ?
.
Pra ajudar, lembro que Dilma (ela que tratou de desmontar praticamente todas as metas estabelecidas e prometidas por Dirceu, em Lula I), diante de tanta demanda pelo básico em 2013 (transporte, habitação, saúde, segurança etc) veio com uma tal “reforma política”, qual seja, diante da fome ela nos disse pra comprarmos e nos fartarmos com “briochet”, lembra ?
.
Então, aqui, não estaria no excesso de filosofia, na discussão estéril, e na falta de pragmatismo, a explicação pra tanto descontentamento ?

Responder

    Andre

    06 de abril de 2015 às 22h56

    Não estaria no anti-ilectualismo, no obscurantismo e no pragmatismo da vontade, uma característimo do fascismo?

    abolicionista

    07 de abril de 2015 às 10h40

    Só para complementar, também o conservadorismo em matéria de costumes e o apego a símbolos nacionalistas são típicos de movimentos fascistas.

    Romanelli

    07 de abril de 2015 às 11h56

    Enquanto vocês tentam nos encaixar em histórias, experiências e realidades alienígenas às nossas ..enquanto tentam pateticamente enquadrar, classificar e rotular todos que os criticam, com base em suas doutrinas catalogadas no século XIX, e inseridas em realidades ABSURDAMENTE distintas (que o abolicionista teima em não admitir, como com as mudanças havidas com o capitalismo que fundamentou Marx – este que sequer previu a força duma classe média, ou a plasticidade do sistema que criticava) , enquanto isso o povo, a NOSSA sociedade vai às ruas clamando por ações efetivas, e nisso, seus líderes, estes seguem perdendo o bonde e a tribuna.

    Mas, como vcs diziam, sem querer ter interrompido, e já interrompendo, por favor prossigam nos vossos raciocínios: “..segundo trotsky em carta endereçada a sua avó materna, ela que dizia sobre uma espinha que Stalin desencravava nas axilas..” (prossigam daí, please)

Elias

06 de abril de 2015 às 02h41

Não consigo ver essa massa revoltada e proletária que vai nos massacrar. Tão pouco posso concordar que eu perdi. Que eu saiba a prisidenta que ajudei a reeleger venceu o pleito com três milhões e meio de votos a mais que o segundo colocado. Manifestações têm em toda parte do mundo. As de São Paulo foram inflacionadas pela PM que multiplicou por cinco os números do DataFolha, instituto este que faz parte do Partido da Imprensa Golpista. E tem mais. A sociedade brasileira sempre foi conservadora, até sem intensão ela de direta. A esquerda no Brasil sempre atuou como resistência. Imagina. Os comunistas fundaram um partido há 93 anos e só agora conseguiram eleger um governador e pasmem, logo onde, no Maranhão. Então, aos pessimistas de plantão, aqui vai um alerta, catastrofismo nos dias de hoje não deveria ser pauta da intelectualidade.

Responder

Leo V

06 de abril de 2015 às 00h24

E perdeu porque o governismo ganhou por 12 anos no “”poder”” e algumas décadas centrando sua energia em sentar no trono.

Hegemonia se cria na sociedade, não no Estado.

Os petistas que arrotavam Gramsci usavam seus conceitos para fundamentar disputa eleitoral para virarem burocratas de vez.

O PT há muito tempo virou uma máquina de burocratização, desmobilização e apassivamento dos movimentos sociais e da classe trabalhadora. O espaço foi aberto pra direita na sociedade.

Como sempre na história, a tentativa de mudar o mundo através do Estado sempre resulta em derrota acachapante. Mas eu não espero que aqueles com fetiche de ser governo aprendam com a história.

Responder

Mário SF Alves

06 de abril de 2015 às 00h16

Já deu. Chega de purismo ideológico. Na realidade o buraco é mais embaixo e esse país se chama Brasil, a pátria do subdesenvolvimentismo capitalista.
_________________________________
Temos de fazer a prova dos nove com o PT. E o único jeito de fazer isso na conjuntura atual é através do empoderamento CONSTITUCIONAL do partido a partir das ruas.

Aí, sim, vai se saber quem é quem.
___________________________________________
Tirou daí, ou é romance, oportunismo, lero-lero ou é udenismo mal disfarçado.

Responder

Carlos Santos

06 de abril de 2015 às 00h09

Francamente, Sr. Paulo Arantes, essa argumentação é um amontoado de elucubrações niilistas e fatalistas que não merecem o mínimo de crédito. Comparar a situação atual do Brasil com a da Europa dos anos 30 — em um parágrafo! — e tirar daí a conclusão de que o fascismo vai nos atropelar é pura astrologia política. Supondo que isso seja fato, devo cortar os pulsos agora ou espero até o fascismo chegar?

Responder

Ramalho

05 de abril de 2015 às 22h52

Crise de autoridade induzindo crise moral

Estamos diante de peculiar crise de autoridade traduzida pela na inação do Estado frente a crimes que têm a política por cenário. Tal crise é causa importante de curiosa crise moral, curiosa por afetar os responsáveis pelo controle da observância dos preceitos morais, que consiste nas crises judicial e policial que têm, também, a política como pano de fundo.

São muitos os episódios caracterizadores das crises judicial e policial.

O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, interrompe arbitrariamente tramitação de ADIN relativa a financiamento de campanha por empresa, ação já julgada pela Corte, uma vez que a maioria dos ministros decidiu por sua inconstitucionalidade. O ministro não pronunciou seu sábio voto que poderia mudar os votos dos demais ministros, não. Não argumentou, não tentou persuadir seus pares. Simplesmente, cassou unilateralmente a eficácia da decisão tomada pela maioria dos ministros, impedindo o seguimento da ação.

A atitude do ministro Gilmar Mendes é ato de insubordinação ao Plenário, ato de sublevação contra o Supremo. Não deixa de ser curioso um ministro do STF desmerecer sua própria casa, submetendo-a a constrangimento inaceitável que enfraquece a autoridade da Corte, levando-a ao ridículo, enfraquecendo-a institucionalmente, contribuindo para desorganizar a República. Gilmar Mendes não prevalece sobre o Colegiado. Mais espantoso, porém, do que a atitude de Gilmar Mendes é nada ser feito institucionalmente contra ele, nem no âmbito do Judiciário, nem do Legislativo.

A atitude do ministro e a inação dos órgãos de controle de juízes, nomeadamente, Senado, CNJ e o próprio STF, frente à afronta cometida pelo ministro ao país são sinais evidentes de gravíssima crise judicial.

Na área judicial, outros fatos alarmantes se dão na Lava Jato. Por exemplo, muitas das construtoras fornecedoras da Petrobras que doaram recursos às campanhas de políticos petistas por intermédio do PT, se não todas elas, doaram também a políticos do PSDB através do PSDB. As doações feitas ao PT, embora legais, pois declaradas ao TSE respeitando todos os mandamentos legais, não são, segundo o juiz Moro, procuradores e delegados envolvidos na Lava Jato, legais! Argumentam que o dinheiro da doação foi produto de ganhos ilegais dessas empresas que comporiam um cartel que envolveria praticamente todas as empresas de construção pesada do país, mais de 26 empresas(!), cartel que imporia sobrepreços à Petrobras (o que não restou provado).

De acordo com o raciocínio do Juiz Moro e equipe, os recursos obtidos pelo cartel de construtoras com sobrepreços ilegais, recursos ilegais portanto, seriam exatamente aqueles de onde as doações ao PT foram tiradas. Deixando-se de lado a questão de um cartel com todas as muitas empresas de um setor econômico (questão que, não obstante, merece reflexão cuidadosa) fica-se, então, assim: pela visão do Dr. Moro e equipe, o dinheiro doado pelo “cartel” ao PT é ilegal, pois oriundo de sobrepreço ilegal; todavia, o doado ao PSDB é legal, pois oriundo dos recursos dos quais teria sido previamente expurgado o dinheiro advindo do sobrepreço ilegal, sendo, por conseguinte, parte dos recursos legais das empresas! Tem de ser assim, dado que as doações ao PSDB feitas pelas mesmas empresas que as fizeram ao PT não foram, ao menos até agora, consideradas ilegais.

Mencione-se que o juiz Moro acaba de ser agraciado pelas Organizações Globo com o prêmio “Faz Diferença” (prêmio por ele aceito!), certamente por sua atuação na Lava Jato, onde aplica na turma do PT uma aberração chamada “direito penal do inimigo” (coisa que o MP pretende institucionalizar no Brasil, como se depreende de sua proposta de alteração das leis penais), tratando petistas como inimigos públicos, ao lado de tratar a turma do PSDB com leniência incompreensível frente aos mesmos “indícios” que incriminariam a turma do PT. Tal premiação, quando se considera o notório posicionamento político da Globo claramente contrário ao PT e favorável ao PSDB, reforça suspeitas de parcialidade judicial na condução da Lava Jato, isto sem se falar das práticas de prender investigados para conseguir delação (observe-se que a prática de prender para obter delação e confissão assim como a tortura estatal praticada durante a Ditadura pertencem a uma mesma categoria: ambas buscam, pela imposição de sofrimento ao investigado por meio de punição judicial a um presumidamente inocente, obter confissões e delações, pisoteando despudoradamente direitos fundamentais). No passado, o Estado perpetrou as “hard tortures” chegando a assassinar investigados; hoje, como diria a Folha, são as “soft tortures”, as torturas brandas, ambas apoiadas pela Globo. Não obstante a Ditadura Militar, a Globo, o MP e o juiz Moro apoiarem ou aplicarem tortura, nem a feroz, nem a “branda” são admissíveis em regimes democráticos como ainda é o nosso.

Os procedimentos judiciais bizarros e alarmantes do juiz Moro e sua equipe, sem que se ouçam pronunciamentos da OAB suficientemente enérgicos, bem como do CNJ, são sinais adicionais de crise judicial gravíssima causada por falta de controle.

A Presidenta Dilma foi xingada com palavras de baixo calão em evento internacional de repercussão mundial durante a Copa do Mundo, tem sido ofendida nas ruas, tanto por sua condição de chefe de Estado, quanto por seu gênero (foi xingada de vaca, por exemplo). Manifestantes têm feito nas ruas pregação em favor de golpe de Estado e pedido a volta da ditadura militar. Cartunista do Globo fez apologia da decapitação da presidenta, crime evidente, maior ainda por ser Dilma chefe do Estado brasileiro, e, nas ruas, anônimos fizeram apologia do enforcamento de Dilma e Lula. Frente a isto tudo, o Executivo, rouco de tanto ouvir, nada faz. A AGU deveria estar funcionando a pleno vapor, denunciando os autores dos crimes, interpelando-os por via judicial, mas nada se ouviu dela. O MP, igualmente, não falou! Não se conhece nenhuma atuação da PF relativa a estes casos! Onde está toda essa gente? A inação da polícia e do MP frente a estes crimes são evidências de gravíssima crise judicial e policial que põe em risco a continuidade do governo, da democracia e do regime.

Há vazamentos continuados e seletivos de dados de processos sob segredo de justiça, vazamentos que têm propósitos políticos e que não são alvos de investigação. Não há qualquer preocupação em identificar e punir os vazadores. Onde está o MJ, uma vez que os vazamentos podem ter origem na PF, e a PF é subordinada ao MJ? Onde está a direção da PF? Onde está o CNJ, uma vez que os vazamentos podem ter origem no Judiciário? Onde estão os juízes responsáveis pelos processos sob segredo de justiça, processos cujos dados foram tornados públicos?

Todos estes fatos aberrantes nos âmbitos do Estado (polícia, MP e Judiciário) e da sociedade, afora muitíssimas outros, mostram que há gravíssima crise contaminando os segmentos judicial e policial e, também, a sociedade, de forma alarmante. Essa contaminação descontrolada acontece no incompreensível vácuo de medidas coercivas que teriam de ser tomadas pelos órgãos competentes.

As muitas manifestações substantivas das crises judicial e policial são expressões de crise moral, pois transgressoras da lei, e a lei é a moral formalizada, ou de bons usos e costumes. Ademais disto, todas as manifestações contaram com a omissão repressora do Estado. Seus diversos órgãos de controle não reagiram aos crimes de fundo político. Vive-se crise moral peculiar com repercussões políticas causada por crise de autoridade.

Responder

Almir

05 de abril de 2015 às 22h46

Setores do judiciário, ministério público e os delegados aecistas não estão querendo “combater a corrupção” coisa nenhuma. Eles querem quebrar a Petrobrás e falir as empreiteiras, provocando um desemprego monstro. Se isso ocorrer, a atividade econômica desse país vai pro beleléu, o governo deixa de arrecadar, o país afunda e todos nós afundaremos juntos. Só Deus sabe no que isso vai dar.

Responder

Cláudio

05 de abril de 2015 às 22h13

:
:
Todo mundo só fala em corrupção no Brasil mas… e a $onegação ?
*
Nenhum assunto rivaliza com as notícias sobre corrupção na cobertura e no destaque dados pela mídia, um sinal da importância devidamente atribuída ao problema pelos cidadãos. Males de proporções maiores, porém, continuam na sombra.
**
A sonegação de impostos, por exemplo, tem sete vezes o tamanho da corrupção, mas recebe atenção mínima da sociedade e do noticiário.
***
Deixa-se de recolher 500 bilhões de reais por ano aos cofres públicos no País, contra 67 bilhões anuais de custo da corrupção. O Brasil é apenas o 69º no ‘ranking’ da corrupção no mundo inteiro mas vice-campeão mundial, 2º lugar em sonegação de impostos, perdendo apenas para a Rússia. Mas a mídia só fala em corrupção…
****
Os impostos mais sonegados no Brasil são o INSS, o ICMS, o imposto de renda e as contribuições sociais pagas com base nas declarações das empresas.
*************
Ley de Medios Já ! ! ! !

Responder

sergio m pinto

05 de abril de 2015 às 21h55

Penso que o articulista anda assistindo muito os canais da groubo. Massa proletária? Onde? Comparando uma manifestação convocada às pressas, para um dia de semana, contra outra marcada para um domingo, com o auxílio nojento da groubo?

Responder

joanisbel amorim

05 de abril de 2015 às 21h54

Uma das formas de barrar essa tentativa de golpe, dessa elite fascista, de direita, no Brasil, é passar a frente a mensagem correta, denunciando essas aberturas de igrejas de 10 em 10 metros, nos subúrbios das grandes cidades, muitos denunciavam e, hoje ver-se, que o projeto deles é de manter nossa pátria no atraso, os pobres analfabetos, e interferindo no processo político.

Responder

Kundalini

05 de abril de 2015 às 20h42

Por que “fascistas”? Por q se usa esse termo de forma tão inapropriada? O fascismo era uma ideologia q colocava o Estado acima de tudo, A ideologia hj é extremamente individualista, anarquista mesmo . Não tem nada a ver com fascismo, é outra coisa, q mal identificada passa a ser mal combatida.

Responder

    Francisco

    05 de abril de 2015 às 22h45

    Começa que não tem “uma direita”. São várias. Tens razão: há um forte componente anarco-individualista nos segmentos mais jovens (tanto os de viés socialista, quanto os de viés liberal).

    Quanto ao anarco-individualista de viés socialista, historicamente, sua (justa) zanga contra o “Estado autoritário” sempre serviu de abre alas para a derrota da esquerda “autoritária” ou organizada.

    O anarco-individulaista é o projeto de liberal mais raivoso e antropófago que se possa conceber. Neo-darwinismo em estado puro. Que multidões morram de fome para que ele (individualmente) tenha sua sacrossanta liberdade “de sei lá o quê”.

    Afora isso, existe aquilo a que chamamos equivocadamente de “burguesia”, aqui na América Latina. São as oligarquias. Rurais, eletrônicas, midiáticas, digitais, não importa: seu super poder é se metamorfosear para perpetuar a lógica do Brasil escravista. É o pessoal da Casa Grande. Não faz ideia de quem seja Voltaire, Rousseau, Locke ou Revolução Francesa. Em resumo, Aécio.

    Existe a burguesia “Barão de Mauá”. São novos ricos sem laços familiares (ainda) com a Casa Grande. Trabalham, são modernos, fazem cursos, chegam até espantosamente a ser nacionalistas. São contra a corrupção, pois acham que só num capitalismo “limpo” poderão ascender à Casa Grande. Gostam de Dilma e do PT, para desespero da Casa Grande (o PT é tão ruim que não mete uma cunha ai, nessa fissura).

    Há os neopentecostais. Um perigo até para si mesmos. Pensam que moram nos EEUU, não leem NADA, não sabem de NADA e são totalmente emprenhados pelo ouvido. O modelo de democracia deles é a Arábia Saudita, querem o Poder para obrigar o resto da sociedade a seguir suas ideias. Esquecem que as outras denominações têm, o mesmo projeto e, nessa ignorância, insistem no fim da parca laicidade do Estado.

    No mais, suguiro procurar saber quem é Ayn Rand e a Revolta de Atlas: ai sim, você chora…

    Narr

    05 de abril de 2015 às 23h07

    Exato.
    A nova direita tem como modelo os neo-republicanos dos EUA.
    Essa nova direita não quer uma ditadura, quer um governo liberal-democrático, com imprensa livre (mas não regulamentada) e financiamento privado de campanhas por PJ, tal como nos EUA.
    A nova direita é aberta aos direitos de minorias. Esqueçam a ideia de que ser de direita impede de aceitar direitos dos gays, dos negros ou das mulheres.
    A nova direita não é nacionalista como Hitler ou Mussolini. Aqui no Brasil, é o contrário, ela é aberta ao investimento estrangeiro.
    A nova direita não quer um Estado forte, quer um Estado mínimo.
    Se continuarmos a caracterizar a nova direita como fascismo, estaremos atacando bonecos de palha. Pode até ser útil como retórica, mas é preciso cautela: até onde se pode deformar a imagem do adversário sem ser flagrado como mentiroso?
    Enfrentar a nova direita exige nova compreensão das forças políticas.
    Depois do impeachment e cassação das legendas de esquerda, vai ser tarde pra reagir. E teremos que esperar uma nova geração para começarmos a nos reerguer.

    Andre

    06 de abril de 2015 às 23h44

    O que você entende por fascismo é um esterótipo criado nos EUA após a segunda guerra mundial em meio a guerra fria e que hoje é difundido pelos neolibertinos de mercado da turma do Von Mises(Rodrigo Constantino incluido). A ideologia do fascismo segundo o próprio Musoline ‘é o punho’. Os fascistas colocam a ação pela ação acima de qualquer teoria, princípio ou programa de governo. Se caracteriza segundo Umberto Eco pelo ‘ecletismo’; não procure coerencia ideológica em fascistas, você não vai encontrar. O fascismo é voluntarioso, pragmático e irracional, apela unicamente para emoções. É completamente compatível com o apelo a ‘menos estado’ na economia, desde que isso mova as ‘massas’ à ação ‘pelo punho’.
    A história do fascismo mostra o quanto ele é compatível com o liberalismo econômico. O economista liberal Vilfredo Pareto, que foi professor de Musoline, foi senador do governo fascista. Nos primeiros anos do governo de Musoline foi implantada foi uma politica liberal ortoxoda. A aliança entre neoliberalismo e fascismo está nas origens deles; Von Mises pai do neoliberalismo elogiou o fascismo em 1927 em seu livro “O liberalismo” (se quiser te digo a pagina, acho que é a 27 na edição americana) como ‘a salvação da civilização européia’.Quando ele morava nos EUA durante a guerra fria, mudou de ideia e o fascismo passou a ser ‘estatismo’ e ‘socialismo’, mas o alvo era o Estado de Bem-estar. O papa do neoliberalismo, admirador de primeira hora de Musoline, era tão eclético em suas ideias quanto os fascistas…
    O que caracteriza o fascismo não é o estatismo econômico, mas o nacionalismo integral. Este não admite divergências na sociedade – entre pobres e ricos, trabalhadores e capitalistas – e inventa um perigo externo (cuba?? venezuela??? ‘comunismo’ – o perigo da URSS, externo ao mundo real) para sufocar os ‘divergentes’, com ‘o punho’ é claro. O fascismo é a adoração religiosa, puramente emocional da nação acima de todas as coisas; se você acha que isso é ‘estatismo’, então o fascismo é ‘estatista’.
    O neoliberalismo requer um estado minimo na Economia, mas máximo na repressão, é a ideologia ‘do punho’. O Neoliberalismo é um liberalismo puramente econômico, subordina o liberalismo politico às necessidades do Deus mercado. Tanto é assim que o primeiro experimento neoliberal se deu na ditadura de Pinochet! Por trás do fascismo não tem só um fracasso da esquerda, tem também o liberalismo econômico levado as suas últimas consequencias.

Mauro

05 de abril de 2015 às 20h17

Parece que estamos fazendo uma autocritica,no momento errado ou de forma errada,é atribuído ao PT a culpa Dilma e Lula são desconstruidos por esquerdistas,eu sinceramente acho que existe um descontentamento desde a criação do PT,e chegou ao seu limite depois da quarta vitória consecutiva do PT,estão insatisfeitos muito mais pela perda do status quo que pelos erros dos governos do PT,o Brasil que esta se desenhando para o futuro é um Brasil forte com dignidade ao seu povo,a maior insatisfação deve-se ao fato de madame perder as empregadas domesticas isto caracteriza a perda do poder da elite,os coxinhas da paulista estão em apuros para eles a vida piorou pois estão tendo que arrumar suas camas,querem o golpe sim mas não vão conseguir,pois o Brasil é muito maior que São Paulo.

Responder

    Mauro

    06 de abril de 2015 às 08h18

    Meu xará, explicaí então os quase 90% de reprovação à Dilma e ao PT, então…
    Enquanto a esquerda ficar vendo no que está acontecendo um ajuntamento de coxinhas paulistanos a vaca continuará indo para o brejo.
    O buraco é muuuuuito mais embaixo…

Eduardo Guimarães

05 de abril de 2015 às 19h47

Ah, mas segundo a Luciana Genro está tudo tranquilex e o PSOL vai se dar bem, já que sua bancada aumentou 70% – de 3 para 5 deputados; isso, além de a candidatura presidencial psolista ter tido 500 mil votos a mais. Uma “avalanche” eleitoral

Responder

    Narr

    05 de abril de 2015 às 23h09

    Luciana Genro é uma lutadora idealista, bem-intencionada. Mas a cabeça política é de estudante secundarista.

Sérgio Rodrigues

05 de abril de 2015 às 17h09

No calor da empolgação, o nazifascismo também achou que poderia derrotar a URSS. Deu no que deu. Foram destroçados!…Quem será o nosso J. Stálin?…

Responder

Arthemísia

05 de abril de 2015 às 15h47

O cara tá chamando os coxinhas de 15/03 de massa proletária revoltada? Tô ficando preocupada com a qualidade da maconha vendida no Brasil.

Responder

    Edgar rocha

    05 de abril de 2015 às 17h46

    Isto é a FFLCH-USP. Vai ver é por isso também que não tenha passado meu comentário ao discurso da Luciana Genro. Segundo ela, a burguesia não quer golpe, o povo que foi pra rua não é nem burguesia. É só uma gente honesta descontente com o governo. Pra mim ela expressa esta “academia” e flerta com eles. Agora, está claro, querem criar uma esquerda padrão Valério Arcari e Lindberg Farias. Nunca foram diferentes disto. É isto que dá criar cobras debaixo da cama. Por aqui no Viomundo intelectuais da FFLCH sempre tiveram espaço e sempre apoiaram as manifestações coxiitas. Também perguntei se apoiavam esta “nova” esquerda e se calaram.

    Mário SF Alves

    05 de abril de 2015 às 19h41

    Muito bem, Arthemísia.
    A depender da compreensão do Paulo Arantes/FFLCH-USP o jogo acabou.
    Perdemos todos: esquerda, intelectuais, democratas e progressistas.
    E pior, segundo ele, estamos na iminência de perdermos nossas vidas, inutilmente imoladas [no altar da Globo, PSDB e CIA] por um exército de brucutus civis.

    Leo V

    05 de abril de 2015 às 20h38

    Onde vc leu isso?

    abolicionista

    05 de abril de 2015 às 22h41

    Chamar um intelectual da estatura de Paulo Arantes de maconheiro é atestado e ignorância. Basta ler o texto com atenção para notar que sua interpretação é falaciosa. Há uma massa proletária revoltada e há a pequena burguesia mobilizada. O fascismo surge sempre na pequena burguesia, tem apoio financeiro da grande burguesia e penetração em setores da classe trabalhadora, principalmente os mais fragilizados (como é o caso do “precariado” urbano). Mas eu entendo o desespero dos petistas de profissão: como não dá para negar que há um avanço conservador com tintas fascistas na sociedade brasileira, o jeito é partir para a ofensa…

    Arthemísia

    06 de abril de 2015 às 20h04

    Prezados comentaristas críticos,
    Intelectual não é vaca sagrada, portanto não temo tirar uma onda com eles. Se ele faz parte de uma esquerda perdida, fale por si. “Nós” não perdemos nada, ou melhor, perdemos algumas coisas e levamos outras. Lembrando: quem fez a analogia do nosso momento com o facismo italiano dos anos 20 e depois disse que aconteceria da mesma forma agora foi ele e não eu. Não estou vendo crise (econômica), desemprego, guerra; como é que podemos ser comparados àquela situação? Já que ele é o intelectual, poderia ter feito uma análise mais acurada, baseada em dados e não em profissão de fé. Já que ele é o intelectual da esquerda revolucionária, explique porque não fez ainda a tal da revolução. Ele queria que Lula e Dilma fizessem a revolução pelo alto? Eu não tenho medo da política, claro que tenho receio da falta dela; mas nunca me propus fazer a revolução por ninguém. A massa proletária não estava nas ruas em 15/03, mas não descarto que a direita esteja tentado cooptá-la. Se conseguir, paciência.

    abolicionista

    07 de abril de 2015 às 10h54

    “Nós não perdemos nada”, bom, se você é um membro da elite tupiniquim, só posso concordar. Caso contrário, a esquerda perdeu sim, e muito. Perdeu porque apostou num estado democrático de direito que nunca existiu nas periferias das grandes metrópoles, onde nossas polícias militares exterminam sumariamente em ritmo crescente (segundo todos os índices) jovem negros e pobres. Perdemos a imagem de um país utópico e moderno, aceitando a desigualdade extrema e o desmonte neoliberal como um mal natural contra o qual, o máximo que se pode fazer é criar programas assistencialistas. Perdemos porque não podemos sair às ruas com uma camiseta vermelha sem sermos escurraçados. PErdemos porque, cada vez mais, uma periferia sistematicamente despolitizada pelo PT, aceita o discurso conservador de modo a-crítico. Perdemos porque o PT já demonstra de forma cabal o seu anti-intelectualismo tacanho e provinciano de quem quer manter o poder a todo custo e não é capaz de aceitar críticas.
    Quanto à crise, ela está aí pra quem quiser ver. Basta ver as atitudes do nosso ministro mãos de tesoura, cortando benefícios sociais e leis trabalhistas. Basta ver o discurso de Lula e de Dilma conclamando o povão a aceitar os “dolorosos e necessários ajustes”. Basta ver Dilma elogiando de forma hipócrita a energia democrática de uma manifestação de energúmenos golpistas que pediam sua cabeça, ao mesmo tempo em que reiterava a necessidade dos reajustes (que, coincidentemente, só prejudicarão o andar de baixo). Você pode dizer que essa é uma crise política, com o que eu vou concordar. Mas é também uma crise econômica, porque essas coisas andam juntas. Por isso a matéria a que o velho Marx se dedicava chamava “economia política”. Decisões econômicas são decisões políticas, crises econômicas são também crises políticas. Intelectuais não são vacas sagradas, mas quando a gente começa a linchá-los por pensarem demais, estamos nos tornando tão bovinos quanto a massa fascista que rumina as páginas da Veja toda semana.

daniel

05 de abril de 2015 às 14h37

engraçado, aplaudiram e apoiaram o junho de 2013 e agora estão com medo da turba fascista que chamaram pras ruas.

Responder

    Leo V

    05 de abril de 2015 às 20h40

    Não, junho de 2013 os fascistas só fam pra rua depois que a Veja e a Globo chamou.

    Como aquela esquerda foi criminalizada, ficaram os fascistas nas ruas. Foi o governo que preferiu os fascistas nas ruas, já que para governo as manifestações fascistas são sempre “democráticas”, mesmo que espanquem gente com camisa vermelha na rua.

Hélio Jacinto Pereira

05 de abril de 2015 às 14h28

Ora ora,”massa proletária” ?
Onde ele viu “massa proletária” eu não sei !
A maioria absoluta era classe média e classe média alta,composta de 99,5 % de Brancos !
Nossa população tem uma média de 60% de Negros,Índios e Mestiços e este pessoal não esteve nos protestos do dia 15 !
Quem votou em Dilma,não votou enganado como alegam os chamados “coxinhas”,quem votou sabia das dificuldades,sabia do aumento da energia eletrica e do aumento dos Juros,pois eles começaram a ocorrer bem antes do Primeiro Turno !
Também o Ministro Mantega deixou claro antes do primeiro turno que háveria aumento dos combustiveis que estavam congelados há 4 anos !
O Seguro Desemprego foi revisto,mas todo mundo sabia que existiam muitas fraudes neste beneficio !
Dilma também deixou claro que faria mudanças na equipe economica e fez,portanto não mentiu em nenhum momento !
Dilma teve seu primeiro mandato julgado e aprovado,pois venceu o primeiro turno,portanto a oposição não tem do que reclamar !
Dilma também venceu Aécio Neves no Segundo Turno,portanto a População lhe deu mais 4 anos,pois mostrou confiança em suas propostas !
Quem Protestou contra Dilma não pode dizer que “foi enganado”,pois passaram 2013 e 2014 criticando e ofendendo seu Governo e nas eleições votaram em peso na oposição,então como é que foram “enganados” se nunca lhe deram apoio ?
Quem votou em Dilma quer que ela continue Governando,pois lhe deu o Voto até 31/12/2018 e é até la que ela deve Governar !
Eu por exemplo não fui as Ruas no Dia 13 e muito menos no Dia 15,acompanho os acontecimentos e não acredito que os derrotados que votaram em Aécio tenham Força para derrubar a Presidente Dilma,mas se tentarem,não terei duvidas em sair em defesa de seu mandato !
Tenho certeza que se houver Golpe,hávera uma reação violenta e podera estourar uma Guerra Civil em todo Brasil e os Golpistas não sairão ilesos de jeito nenhum !
O pessoal da oposição, que trate de fazer um programa de Governo para disputar o Poder em 2018,pois pelo Golpe nunca irão chegar ao Poder !
Sobre as “pesquisas” do IBOPE elas não merecem nenhuma credibilidade,este papo de menos de 12% de apoio não me convence de maneira nenhuma !
O Instituto Alemão de Pesquisas GFK, vai começar a medir auidiência das Tvs no Brasil,vamos ver se o IBOPE que vive inflando a “Bola” da Globo não sera desmascarado,pois o IBOPE é uma das Bases de apoio dos Golpistas que sairam as ruas no dia 15 !
Acho que Paulo Arantes se “impressionou” com a força da Globo em convocar esta manifestação do dia 15,que não reuniu nem 0,5% da população Brasileira e se concentrou em SP,onde Aécio teve mais de 70% dos votos !

Responder

    Plutarco

    05 de abril de 2015 às 19h27

    Isso, Hélio, se engane que eu gosto!

    Hélio Jacinto Pereira

    06 de abril de 2015 às 15h57

    “PLutarco”,
    a unica “Massa Proletária” que estava nesta manifestação,foram os 150 sindicalistas e trabalhadores Metalúrgicos levados por Paulinho da Força e que foram vaiados e viram seu “Líder” Paulinho da Força ser impedido de se manifestar e depois ser expulso da manifestação !
    Ficou claro que : em manifestação organizada pela Direita Golpista,comandada por setores da “Massa cheirosa”,nenhum Proletário tera direito a se expressar,mesmo que seja o Golpista Paulinho da Força Sindical !

Messias Franca de Macedo

05 de abril de 2015 às 14h11

[E esses energúmenos entreguistas são os vitoriosos?]

De olho no óleo

Há 60 anos, ‘O Petróleo é Nosso’ foi mais do que uma campanha, foi uma batalha. Olha aí o século 20 de volta

(…)

Por conspícuo jornalista Janio de Freitas

FONTE, pasme(!):
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/214736-de-olho-no-oleo.shtml

##############

Artigo repercutido aqui:

Janio deixa FHC nu

Roda, roda, roda e os tucanos tentam entregar o pré-sal à Chevron

Publicado em 05/04/2015

(…)

Por jornalista Paulo Henrique Amorim

FONTE:
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/04/05/janio-deixa-fhc-nu/

e aqui:

Janio fala sobre os novos ataques do entreguismo tucano

5 de abril de 2015 | 11:48 Autor: Miguel do Rosário

(…)

FONTE:
http://tijolaco.com.br/blog/?p=26115&cpage=1#comment-178847

Responder

abolicionista

05 de abril de 2015 às 14h02

Enquanto a esquerda gastava toda sua energia para manter-se no poder, a direita investiu na batalha ideológica e conquistou os corações e mentes da população, conquistando o monopólio do discurso radical. Difícil acreditar que o PT não tem grande parcela da culpa por isso ter acontecido. Principalmente se pensarmos que gente como Francisco de Oliveira já vinha alertando para a iminência desse perigo há pelo menos uma década.

Responder

    Leo V

    05 de abril de 2015 às 20h41

    concordo.

    Antonio

    05 de abril de 2015 às 22h13

    Abolicionista, concordo com vc e acrescento:

    O Velho Chacrinha sempre dizia: – “Quem não se comunica se trumbica”!
    Acredito que esta frase resume tudo.
    O governos Lula e Dilma foram muito bons para o pais e para o nosso povo. Isto é inegável!
    Não sou petista nem filiado a partido algum, sou um simples cidadão que observa muitas coisas.
    Por exemplo, no poder os petistas mostraram piores do que os outros.
    Aqueles roubam sem deixar rastro, exemplo maior o PSDB em São Paulo, há mais de vinte anos “metendo a mão”, José Serra “enchendo as burras” apresentando projeto para privatizar o Pré-Sal….etc.
    Passemos ao PT, o idiota do João Paulo Cunha como presidente da câmara aceita um trocado de R$ 50 mil e manda a própria mulher receber o cheque e diz à TV que ela tinha ido pagar um carnê de TV a Cabo.
    Ele é só um exemplo do que se transformou o PT.
    O professor Belluzzo em um artigo na Carta Capital de dezembro passado se referiu a esse tema, petistas que se deixaram levar pela cupidez e pela avareza.
    José Mentor, Banestado e extintores de incêndio; Cândido aliado a Marco Polo Del Nero e Marin na CBF, torpedeando qualquer projeto para moralizar minimamente o futebol; Aloisio Mercadante lutando como um leão para preservar o mandato no Renan no episódio amante/pensão/construtora.
    E o maior absurdo, as “consultorias” do José Dirceu que com elas montou um feudo para seu filho no Paraná.
    Precisava ter feito isso, ainda mais servindo as construtoras. As pedras sabem que nenhuma delas suporta uma auditoria honesta.
    A própria presidente Dilma que por três anos manteve uma jornalista oriunda da Rede Globo na comunicação do governo.
    Quando Lula e a própria Dilma surfavam na popularidade não se preocuparam com a comunicação, continuaram puxando o saco dos Marinho, dos Frias e dos Mesquitas acreditando que eram civilizados e republicanos ao invés de se insurgirem com a força do governo, não para censurar mas para exigir um mínimo de verdade.
    Por força do trabalho, muitas vezes assisto no café da manhã em hotéis que sintonizam a Globo o Bom Dia Brasil que deveria chamar-se Mau Dia Brasil. Ouvindo Míriam Leitão o Brasil não chegaria à hora do almoço.
    Chávez criou uma poderosa rede de TV para se contrapor à mídia tradicional. E aqui?
    O partido está destruído, infelizmente e a presidente emparedada, sem apoio político.
    A esquerda como sempre joga contra ou se omite como faz o PC do B, reação tímida para marcar posição.
    Os militantes do partido, o verdadeiro partido, estão desalentados.
    A direção é péssima e servil aos próprios interesses pessoais e pecuniários.
    Como se sentem os que doaram para pagar a multa do José Dirceu agora que foi divulgado que ele recebeu R$ 2,9 milhões de lucro da sua empresa de consultoria?
    Não nego o direito do trabalho, nem a ele nem a qualquer um, mas pergunto: era necessário servir a quem serviu?
    Não havia outro modo de sobrevivência ou ele, apesar de tudo o que fez a favor de um país livre, poderia ter feito outros trabalhos que não tráfico de influência?
    O que fez o PT contra os membros que agiam contra as diretrizes do partido, como os deputados que citei e outros e contra a Marta que de dentro atira para todo lado?
    Pouco me importa o partido que todos se danem, principalmente os dirigentes que formaram uma casta cujo único objetivo é a promoção e enriquecimento pessoal.
    Apoio a presidente Dilma e gostaria muito que ela continuasse no poder pela sua visão nacionalista e de soberania para este nosso Brasil.
    Não sei se vai conseguir.

Antonio

05 de abril de 2015 às 13h56

É assustador!
E a depender da manifestação do próximo dia 12, acredito que seja muito difícil que Dilma continue presidente.
Por muito menos do que isso os calhordas que estão no Congresso se voltam contra o governo mesmo sendo parte da base.
Digo que é assustador porque a TFP todo mundo conhece.
Assustador é ver a menina de dezessete anos pedir a saída da presidente sem se dar conta que se não fosse pelos três últimos governos, ela muito provavelmente ela não seria hoje uma funcionária de um escritório.
É assustador e triste pois o que está por trás de tudo isso é a entrega do Pré-Sal.
O velhaco do José Serra entrevistado pela pena de aluguel Fernando Rodrigues “deu a deixa” e apresentou o projeto de lei abrindo o Pré-Sal e o Renan na Folha de hoje prega a independencia total do BC.
Precisa mais!
Se o Brasil perder o Pré-Sal será definitivamente uma republiqueta de bananas. Um país para poucos!
Se o Brasil perder

Responder

    Liberal

    06 de abril de 2015 às 09h37

    Definitivamente vcs estão mais perdidos do que cego em tiroteio. Não é à toa que o país se encontra na situação atual. E sempre volta à tona a questão do petróleo é nosso. Perguntinha básica: como os EUA estão se saindo tão bem com o óleo de xisto sem uma única estatal? Os acontecimentos históricos vão se repetindo e a esquerda pré-histórica é incapaz de aprender com os mesmos.

luiz mattos

05 de abril de 2015 às 13h39

A direita ADORA!

Responder

lulipe

05 de abril de 2015 às 13h17

“(…)A gente precisa saber o que faz isso.(…)”

Isso se deu após a presidente ter mentido, descaradamente, à população brasileira, após o PT não ter aproveitado a confiança que lhe foi depositada pelo povo que elegeu Lula e Dilma, jogaram o país no fundo do poço e querem se passar por vítimas…Tirar, no voto, o PT do poder não é apenas uma obrigação do povo brasileiro, é a própria salvação da nação!!!

Responder

    Antonio

    05 de abril de 2015 às 14h03

    Julipe, deixa de ser ignorante!
    O PT fez sim safadezas e muitas. Estão ai José Dirceu e suas consultorias milionárias que permitiram a construção de um feudo no Paraná, ora governado por seu filho. Permitiu o Palocci com seu molho de tomates com ervilhas e outras safadezas que o enriqueceram.
    Permitiu o Mentor do Banestado e dos extintores, sim ele é o responsável por esses novos extintores automotivos obrigatórios.
    E tantos outros senadores e deputados como o João Paulo Cunha que como presidente da câmara aceitou um troco de R$ 50 mil.
    O problema que sua viseira impede de ver é o Pré-Sal.
    Todo esse movimento vai acabar quando conseguirem mudar o sistema de partilha e fatiarem a Petrobras como querem o calhorda do José Serra, o criador da verdade relativa e o Aloysio R$ 300.00 Nunes amiguinho do Paulo Preto, aquele do DERSA que disse: -Não se abandona um companheiro ferido.
    E por falar em Paulo Preto, onde anda ele?
    Deixa de ser tonto e separe a presidente do partido que infelizmente acabou por incúria deles mesmos.

    abolicionista

    05 de abril de 2015 às 14h04

    Temer vai salvar a nação? Aécio vai salvar a nação?

    Na boa, é mais fácil convencer as pessoas de que Papai Noel existe…

MT

05 de abril de 2015 às 13h06

Pessimista. Discurso típico de Luciana Genro.
Não é porque no passado ouve problemas e o fascismo ganhou força que hoje tem que ser assim também. Essa afirmação não faz parte do meu foco: “É isso que vai acontecer conosco agora, não há dúvida…”
O derrotado não é o que perde a guerra. Mas sim o que se entrega antes de acabar a guerra. E como essa guerra nunca tem fim. Então nunca seremos derrotados.

Responder

    anac

    05 de abril de 2015 às 15h43

    Desespero total, que o senhor pule de uma ponte.

    Eu vou lutar.

    anac

    05 de abril de 2015 às 15h48

    O senhor que falo é Paulo Arantes.

    abolicionista

    07 de abril de 2015 às 10h56

    Pessimista, é só ver os vídeos de João Santana para saber que o Brasil segue pujante e triunfante. Ufanemo-nos.

Francisco

05 de abril de 2015 às 12h30

Enquanto a vítima Paulo Arantes, para variar, entrega a rapadura sem luta, Jânio de Freitas na Folha escancara o inimigo sem fugir à luta: “De olho no óleo”, Folha de São Paulo, hoje.

“Há 60 anos, ‘O Petróleo é Nosso’ foi mais do que uma campanha, foi uma batalha. Olha aí o século 20 de volta

A pressão para que seja retirada da Petrobras a exclusividade como operadora dos poços no pré-sal começa a aumentar e, em breve, deverá ser muito forte. Interesses estrangeiros e brasileiros convergem nesse sentido, excitados pela simultânea comprovação de êxito na exploração do pré-sal e enfraquecimento da empresa, com perda de força política e de apoio público. Mas o objetivo final da ofensiva é que a Petrobras deixe de ter participação societária (mínima de 30%) nas concessionárias dos poços por ela operados.

Como o repórter Pedro Soares já relatou na Folha, a Petrobras está extraindo muito mais do que os 15 mil barris diários por poço, previstos nos estudos de 2010. A média da produção diária é de 25 mil barris em cada um dos 17 poços nos campos Lula e Sapinhoá, na Bacia de Santos (de São Paulo ao Espírito Santos). Perto de 70% mais.

Não é à toa que, se a Petrobras perde a confiança de brasileiros, ganha a da China, que a meio da semana concedeu-lhe US$ 3,5 bilhões em empréstimo com as estimulantes condições do seu Banco de Desenvolvimento.

O senador José Serra já apresentou um projeto para retirada da exclusividade operativa da Petrobras nos poços. Justifica-o como meio de apressar a recuperação da empresa e de aumentar a produção de petróleo do pré-sal, que, a seu ver, a estatal não tem condições de fazer: “Se a exploração ficar dependente da Petrobras, não avançará”.

A justificativa não se entende bem com a realidade comprovada. Mas Serra invoca ainda a queda do preço internacional do petróleo como fator dificultante para os custos e investimentos necessários às operações e ao aumento da produção pela Petrobras. Mesmo como defensor do fim da exclusividade, Jorge Camargo, ex-diretor da estatal e presidente do privado Instituto Brasileiro do Petróleo, disse a Pedro Soares que “a queda do [preço do] petróleo também ajuda a reduzir o custo dos investimentos no setor, pois os preços de serviços e equipamentos seguem a cotação do óleo”. E aquele aumento da produtividade em quase 70% resulta na redução do custo, para a empresa, de cada barril extraído.

O tema pré-sal suscita mais do que aparenta. As condições que reservaram para a Petrobras posições privilegiadas não vieram só das fórmulas de técnicos. Militares identificaram no pré-sal fatores estratégicos a serem guarnecidos por limitações na concessão das jazidas e no domínio de sua exploração. A concepção de plena autoridade sobre o pré-sal levou, inclusive, ao caríssimo projeto da base que a Marinha constrói em Itaguaí e à compra/construção do submarino nuclear e outros.

Há 60 anos e alguns mais, “O Petróleo é Nosso” foi mais do que uma campanha, foi uma batalha. Olha aí o século 20 de volta.”

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

05 de abril de 2015 às 12h23

Quem está errado? Onde está o erro? Como encontrar o caminho?

O que o povo necessita para não ser tragado por um regime fascista ou algo similar?

Quem só se deleita com o poder, torce o nariz:

https://www.facebook.com/LafaieteDeSouzaSpinola/posts/462198843937529

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding