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Onyx consegue acordo pelo qual devolve menos da metade da propina que recebeu e sai livre, leve e solto
Carolina Antunes/PR
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Onyx consegue acordo pelo qual devolve menos da metade da propina que recebeu e sai livre, leve e solto


04/08/2020 - 15h30

O que eu tenho, a presente, do ministro Onyx, e isso eu assisti de perto, foi o grande esforço que ele realizou para aprovar as dez medidas do Ministério Público, ocasião na qual ele foi abandonado pela grande maioria dos seus pares, por razões que não vem aqui ao caso. Mas ele demonstrou naquela oportunidade o comprometimento pessoal, com custo político significativo, para a causa anticorrupção. Então, tem a minha confiança pessoal. Sergio Moro, sobre o então colega de ministério Onyx Lorenzoni.

Da Redação

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vai sair ileso se for aprovado o acordo que ele propôs à Procuradoria Geral da República: depois de confessar receber R$ 300 mil em caixa 2 da JBS para as campanhas de 2012 e 2014, ele vai se livrar do processo se devolver R$ 189 mil aos cofres públicos.

Considerando valores de hoje, ou seja, a correção monetária, Onyx devolverá menos que 45% do que recebeu.

Pelo acordo, a PGR desconsideraria eventual atuação criminosa do deputado federal em favor da empresa que lhe financiou a campanha por  baixo do pano.

A investigação por falsidade ideológica eleitoral nem seria aberta.

Antes de ser indicado para compor o ministério de Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro disse que caixa dois era “trapaça”, durante evento público nos Estados Unidos.

“Me causa espécie quando alguns sugerem fazer uma distinção entre a corrupção para fins de enriquecimento ilícito e a corrupção para fins de financiamento ilícito de campanha eleitoral. Para mim a corrupção para financiamento de campanha é pior que para o enriquecimento ilícito”, afirmou Moro em 2017.

Porém, Moro mudou de tom em 2019, quando revelou-se que o aliado da Lava Jato e futuro colega de ministério havia se corrompido.

Não foi a única acusação contra Onyx.

Entre 2009 e 2018, o ministro da Casa Civil justificou as verbas de gabinete da Câmara dos Deputados apresentando 80 notas de uma mesma empresa, sendo 29 em sequência.

Com isso, embolsou R$ 318 mil.

No papel, o dinheiro foi para pagar serviços do técnico em contabilidade Cesar Augusto Ferrão Marques, filiado ao DEM, o mesmo partido pelo qual Onyx exerce o cargo de deputado federal desde 2007.



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1 comentário

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Zé Maria

04 de agosto de 2020 às 23h10

Sobre Caixa 2 de Onyx,
Sérgio Moro disse:
“Ele já admitiu
e pediu desculpas”

Ou seja:
‘Tá limpo e liberado’ …

https://revistaforum.com.br/politica/sobre-caixa-2-de-onyx-moro-disse-ele-ja-admitiu-e-pediu-desculpas/

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