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Novos leitores: Mais uma tentativa de assassinato de reputação


18/04/2014 - 11h04

por Luiz Carlos Azenha

Os blogueiros sujos resistiram firmemente a mais uma tentativa de assassinato de reputação. Esta, aparentemente coordenada internamente nas Organizações Globo.

Quem é leitor diário da blogosfera pode abandonar a leitura aqui, já que este artigo é para os milhares de novos leitores que nos procuram, segundos estatísticas de nossa audiência, em função de recentes — e falsas — acusações, que envolvem também o nome do Viomundo.

Os que acompanham mais de perto a disputa judicial entre o bravo blogueiro Luís Nassif e a revista Veja, da Editora Abril, da família Civita, sabem exatamente do que estou falando. Nassif teve a coragem de denunciar as falcatruas da revista em sua série sobre os métodos da publicação. O trabalho de Nassif foi confirmado mais tarde, quando a Polícia Federal desmontou a associação entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres e aliados. Eles entregavam suas “produções” jornalísticas de bastidores, contra adversários, para a publicação da Abril.

As armações tinham o objetivo clássico da mídia empresarial brasileira: o “assassinato de reputação” com objetivos políticos, ideológicos ou comerciais. Tirar vantagem enfraquecendo os outros com denúncias falsas ou artificialmente turbinadas.

Ao deixar a TV Globo, mais tarde, em 2006, o hoje blogueiro Rodrigo Vianna, do Escrevinhador, teve a coragem de fazer o mesmo: denunciar publicamente a emissora. Foi dado por alguns como doido. Porém, abriu os olhos de uma pequena parcela da opinião pública e hoje há, sem medo de errar, dezenas de milhares de brasileiros capazes de identificar com clareza os métodos da cobertura política global, que foram modulados para evitar os casos de manipulação mais evidente — hoje rapidamente denunciáveis — e trabalhar a pauta do que é ou, principalmente, não é oferecido aos leitores, ouvintes e telespectadores das Organizações Globo, dando ênfase às notícias que interessam e escondendo as que não interessam.

Este é hoje o principal motivo de os blogueiros terem se tornado, eles próprios, alvos de contínuas tentativas de “assassinato de reputação” ou “destruição de caráter”.

Eles rompem o tabu dos assuntos proibidos, muitos dos quais envolvem as próprias empresas de mídia, o que ficou bem nítido no recente aniversário de 50 anos do golpe de 1964, por exemplo, aqui e aqui.

Se você é um jovem leitor ou chegou recentemente a este espaço, calma! Sabemos que há muitas novidades para você no que escrevo. Despreocupe-se. Vá seguindo os links e acumulando informação. Eventualmente, você vai se dar conta do que lerá, verá e ouvirá repetidamente na blogosfera: a grande mídia tem lado, apesar de se dizer “neutra”, “isenta” e “imparcial”.

O lado dela ficou claro no golpe que instalou a ditadura militar em 1964. Com raríssimas exceções, que pagaram caro por isso, a mídia apoiou os golpistas que agiram com ajuda material dos Estados Unidos e censuraram, torturaram, mataram e sumiram com os corpos de adversários. Alguns dos donos da mídia se envolveram diretamente  na articulação golpista; outros deram publicidade ou apoio material a ações específicas da ditadura; muitos lucraram enormemente durante o período.

São, grosseiramente, os mesmos que sempre se opuseram a governos de caráter trabalhista ou popular, que chamam de “populistas”. Os mesmos que apoiam, sempre, governos elitistas voltados acima de tudo para o lucro das elites, sem que uma migalha sequer seja concedida aos de baixo, aos mais pobres, aos assalariados.

Entendeu agora o motivo de nos detonarem?

A ocasião mais recente foi a entrevista do ex-presidente Lula a blogueiros de esquerda, ou “progressistas”, por apoiarem uma série de medidas políticas e econômicas que representariam progresso social e material para os trabalhadores, os assalariados, os mais pobres — como o Bolsa Família, as cotas para negros e sociais nas universidades, o Sistema Único de Saúde.

Como jornalista com mais de 40 anos de experiência, sendo pelo menos 30 em emissoras de televisão, sustento que uma entrevista vale pelas notícias que produz. No caso de que tratamos aqui, a entrevista de Lula produziu numerosas manchetes, inclusive em toda a chamada mídia corporativa, ou seja, ligada ou defensora dos interesses das corporações que a patrocinam.

Lula falou de todos os assuntos relevantes daquele momento: as denúncias contra o deputado André Vargas, contra a Petrobras, a campanha para que ele seja candidato a presidente em 2014, os rumos da economia no governo Dilma, a Copa do Mundo, os protestos na rua do Brasil, a lei antiterrorismo, o financiamento da saúde pública, etc.

Ou seja, os entrevistadores atingiram seu objetivo sem usar grosserias, sem ofensas e sem embarcar no que chamamos de “antipetismo” movido pelo ódio. É um sentimento promovido por adversários políticos do PT, que querem negar direito de existência ao partido de Lula da mesma forma que os golpistas de 1964 negavam existência política a seus adversários. Depois do golpe, mesmo políticos que apoiaram a derrubada de João Goulart foram “extirpados” pelo militares, como o direitista Carlos Lacerda, que perdeu o direito de se candidatar.

Entenderam o paralelo entre os ditadores do passado e os “ditadores”  de hoje? De formas distintas, tentam atingir os mesmos objetivos: negar o direito de expressão e organização àqueles dos quais discordam.

É nessa categoria que, em 2014, se encaixam os blogueiros, nove dos quais participaram da entrevista com o ex-presidente Lula. Para a mídia corporativa, são não-pessoas. A eles são negadas a individualidade, as características pessoais, os saberes específicos.

Você já andou por aí na blogosfera? Viu como concordamos em algumas coisas e discordamos em muitas? O Viomundo, por exemplo, apoia todas as manifestações de rua, inclusive as que estão sendo organizadas para o período da Copa do Mundo. O Eduardo Guimarães, do blog da Cidadania — para dar apenas um exemplo, discorda. Isso não nos impede de conviver democraticamente, ainda que expressando posições claramente distintas.

Não concordo com a postura do Eduardo em muitos outros pontos, porém defendo que ele participe, sim, de entrevistas com autoridades e políticos. Desde quando se convenciou que estas atividades devem ser exclusivas de jornalistas? Como representante comercial, exportador de autopeças e fã do Lula, o blogueiro não deixa de expressar o que pensa parte da opinião pública brasileira em relação ao ex-presidente.

Por outro lado, estavam presentes na mesma entrevista jornalistas com grande experiência, como a Conceição Lemes, deste site, com 33 anos de carreira. O que houve de errado com a pergunta que ela fez ao Lula sobre o financiamento da saúde pública? Lula culpou a extinção do imposto de cheque, promovida pelos adversários dele, pela falta de dinheiro para financiar o SUS. Acho que foi uma boa pergunta e que cabe ao leitor/ouvinte/telespectador decidir se concorda ou não com o ex-presidente.

Porém, os que negam direito de existência aos blogueiros no mundo da informação apagam a individualidade de cada um e o pluralismo da blogosfera, apelando para rótulos e acusações infundadas: seriam todos financiados pelo governo, hipnotizados por Lula ou defensores pagos do PT. Em uma palavra, “vendidos”.

Enfatizo: condenar “antipetismo” irracional não é o mesmo que ser petista. Não somos. Quer ler críticas ao PT/governos Lula e Dilma neste site? Comece por aquiaquiaquiaqui ou aqui.

Minha sugestão? Frequente os blogs abaixo citados. Com o tempo, baseando-se na sua leitura e não no que dizem para você, estou certo de que você perceberá as nuances, as diferenças que existem entre todos eles, indistintamente: Blog do Miro, Cafezinho, Sul 21, Carta Maior, Escrevinhador, Tijolaço, Blog da Cidadania, Diário do Centro do Mundo (há muitos outros, mas estes estavam representados na entrevista).

Estou certo de que, ao fazer isso, você vai encontrar uma pluralidade de opiniões que não vê na chamada mídia corporativa!

Quando no título deste texto, falei em “assassinato de reputação”, é por acreditar que as críticas feitas aos blogueiros nas Organizações Globo tinham este objetivo.

Primeiro, na rádio CBN, que pertence às Organizações Globo, em rede nacional, o âncora Carlos Alberto Sardenberg (o mesmo do Jornal da Globo, na TV) e o comentarista Merval Pereira (o mesmo do jornal O Globo, do Rio) sugeriram que os blogueiros que participaram da entrevista com Lula eram “vendidos”.

Depois, o jornal O Globo, do mesmo grupo, onde escreve Merval, pretendeu fazer uma “investigação” sobre quem eram os entrevistadores. Coincidência, não?

O método foi o mesmo utilizado na primeira entrevista de Lula a blogueiros, quando ainda estava na presidência da República, em 2009. Naquela ocasião, o jornal O Globo estampou, junto com uma foto de Lula com os entrevistadores, o título “Lula recebe Cloaca e outros amigos no Planalto”. Cloaca é um blogueiro do Rio Grande do Sul, que não participou da entrevista de 2014 e a cloaca a que ele se refere ao nomear seu blog é a mídia representada pelos grupos Folha-Abril-Globo-Estadão, ou seja, a mídia conservadora, de direita, que faz propaganda dos interesses da elite brasileira.

O Globo negou, então, credibilidade à entrevista. Agora, faz o mesmo usando métodos parecidos. Também usou uma foto dos blogueiros ao lado de Lula. E tascou, baseado em uma única declaração (a que aparece entre aspas), de um dos nove presentes: Café e bolotas de queijo, Conversa de Amigo; ‘Ninguém teve a intenção de ser isento’, Conversa de Camaradas.

É algo comum no jornalismo acusatório: tomar a parte pelo todo. Pega a opinião de um, destaca e com isso tenta desqualificar o todo.

Porém, onde foram publicadas as críticas específicas de O Globo às perguntas feitas pelos blogueiros? Quais as impropriedades jornalísticas cometidas durante a entrevista? Faltou notícia na entrevista de Lula?

A resposta, como as manchetes dos dias subsequentes na mídia corporativa deixaram claro: Não!

O que Lula antecipou aos blogueiros, inclusive, começou a acontecer: Dilma assumiu a defesa da Petrobras e anunciou ajustes futuros na economia brasileira. Tudo isso apenas confirma a relevância da entrevista em si.

Como jornalista com ampla experiência, percebi que O Globo montava uma armadilha para os blogueiros ao ler as perguntas endereçadas à Conceição Lemes. Se a entrevistadora do Viomundo não tivesse formação de jornalista ou não tivesse currículo, a inexperiência para enfrentar uma raposa politica como Lula seria destacada. Se tivesse tido qualquer despesa paga pelo Instituto Lula para ir até a entrevista, seria mencionada por isso. Seriam formas de desqualificar o trabalho de Conceição, já que o Viomundo não recebe propaganda oficial, seja de governos federal, estaduais ou municipais, seja de empresas públicas/estatatais — incluindo aí o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

Fazemos isso porque batalhamos pela extinção de tais gastos públicos, a não ser em casos de estrita necessidade, como campanhas de vacinação, para que o dinheiro seja aplicado em creches, hospitais e salários de funcionários públicos, não necessariamente nesta ordem. Quando governador do Paraná, o hoje senador Roberto Requião, do PMDB, fez isso e deu muito certo.

Finalmente, acrescento minha própria experiência como vítima de tentativa de assassinato de reputação, obviamente mal sucedida, caso contrário você não teria vindo ler o Viomundo.

Foi na campanha eleitoral de 2010, quando eu já havia pedido a extinção antecipada de meu contrato com a TV Globo.

Na ocasião, o jornal O Globo envolveu meu nome de forma infundada numa falsa denúncia contra a TV Brasil, que havia prorrogado — dentro de todas as normas legais — um contrato com a produtora Baboon, de São Paulo, que produzia o programa Nova África depois de ter ganho uma concorrência pública. Que eu saiba, foi o primeiro e único programa de TV no Brasil que foi resultado de uma concorrência pública!

Eu era empregado da Baboon, assalariado, para cumprir função em minha área de especialidade! No entanto, O Globo juntou meu nome com a cifra milionária de um contrato do qual eu não era parte e não tinha assinado — não sendo dono, nem sócio, nem gerente da Baboon, que pertence aos empresários Henry Ajl e Markus Bruno.

Viu como funciona? O Globo juntou meu nome com um valor milionário que nunca recebi e conseguiu produzir uma falsa denúncia contra um jornalista assalariado de uma produtora que havia ganho uma concorrência pública! No entanto, foi tudo tão transparente que, subsequentemente, a Baboon se classificou para disputar uma segunda concorrência e perdeu, ocasião em que o blogueiro Reinaldo Azevedo voltou a usar meu nome para me acusar… de perder a concorrência!

É assim que a direita age, entendeu?

Se você ficou curioso sobre o programa, clique aqui.

Portanto, expresso aqui minha solidariedade aos nove blogueiros vítimas da tentativa de assassinato de reputação movida pelas Organizações Globo por conta da mais recente entrevista do presidente Lula.

Sugiro a você, finalmente, jovem ou novo leitor do Viomundo, que dê uma olhada na tabela abaixo, publicada por Fernando Rodrigues em seu blog do UOL e na íntegra da entrevista do ex-presidente aos colegas blogueiros:

Agora nos diga: quem é mesmo que embolsa bilhões em dinheiro público?

A entrevista de Lula a blogueiros from Luiz Carlos Azenha on Vimeo.

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53 comentários

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Anja

22 de abril de 2014 às 15h06

Muito orgulho pela existência dos blogueiros sujos. Eles balançaram a mídia antiga. É rachadura pra todo lado.

Responder

Júnior

21 de abril de 2014 às 22h24

A Rede Globo te sacaneou? Acredito em você e por isso que acho que os Blogs não incríveis! Mas acho que vc exagerou nesse ponto: “É um sentimento promovido por adversários políticos do PT, que querem negar direito de existência ao partido de Lula da mesma forma que os golpistas de 1964 negavam existência política a seus adversários.”. Gostar é uma coisa, agora negar a existência é outra bem diferente. A Globo odeia o PT mas ela negou o direito alguma vez?

Acho que toda a informação é parcial! Por exemplo o Carta Capital é igual a Veja só que ao contrário! Dos dois lados são reportagens tendenciosas que escondem muita coisa.

Quanto aos repórteres, o Sardenberg é libertário e não de direita-conservadora; A Miriam leitão é odiada pela esquerda e pela direita então acho que é liberal também; Willian Waack é liberal; Acho que o Bonner é de direita-conservadora. Na Gnews existem programas que fazem debate e levam representantes da esquerda e da direita e isso é muito legal e ninguém tem coragem de falar bem!

Não concordo com muita coisa que você fala, mas acho muito bacana o direito e a liberdade de se expressar sem amarras. Realmente a Globo mente e o blog é o futuro!

p.s.: Pra muita gente libertário é de direita e pra outros não.

Responder

    Luiz Moreira

    22 de abril de 2014 às 21h16

    Este LIBERTARIO é a novidade. Pensei que conhecia todos os tipos de alcunhas dos camaradas da DIREITA. Sempre inventam uns nomes sem significado específico, para enganar trouxas. Eu sou MARXISTA. Posso não estar com a razão, mas entrei pelo cano em 65 sem tapear com títulos estapafúrdios. E os milicos, amigos da tua imprensa, não iam dar “bola” para uma palavra inventada. Naquela época, libertário ia levar choques também. Pare de inventar e colocar chifres em cabeça de cavalo. Seja honesto e assuma posições.

    Marco Cardoso

    26 de abril de 2014 às 17h48

    Júnior, acho que você está confundindo os conceitos de libertário e liberal (no sentido econômico do termo).

Leleco

21 de abril de 2014 às 15h57

Concordo com o Rodrigo Vianna , do Escrevinhador , em entrevista à Rádio Vermelho ( em http://www.vermelho.org.br/radio/noticia/240396-331) , com relação ao jornal ” O Globo” (entrevista posterior com os particicipantes do encontro com Lula) : Legitimar quem quer te deslegitimar ?
A força dos blogueiros progressistas está em seus Blog’s. Foi o motivo principal de serem escolhidos por Lula (ou Franklin Martins ou outro…).
Foi um ato ingênuo , em minha opinião ( qual o motivo , vaidade ? Não faz sentido ). Acho que outra forma de contraponto jornalítico (sério e progressista) está sendo formatada. Não tem que pedir benção depois .

Responder

Urbano

21 de abril de 2014 às 13h02

Temos que reviver a campanha já feita pelos Blogs Progressistas, para que o público não compre nada do pig, e em caso de já possuir alguma assinatura, que providencie o cancelamento. E muito cuidado nesse momento, pois nesse virá a insistência do mantenimento da assinatura; Quando nada, eles partem normalmente para algum tipo de rasteira, a fim de surrupiar alguma vantagem monetária e indébita. É bom lembrar que o jumento não possui apenas uma assinatura do jornalismo fascista, mas diversas. Logo ele não lê apenas aquela revista que foi largamente mostrada numa contrapropaganda, mas além de outras, os jornais também. Bater também em cima do lixo de nossas televisões. O que se vê de cretinos, todos enfatiotados, nas manhãs de cinco dias da semana, participando de um programa cretino; sei não…

Responder

Elias

21 de abril de 2014 às 12h03

De uns anos para cá, Viomundo e alguns outros blogs progressistas têm me ajudado a pensar e repensar a política brasileira. Tudo de importante que acontece no Brasil e no mundo encontro neste blog. Neste blog faço meus rápidos comentários contra a direita e contra a mídia golpista e mentirosa. A explanação acima, de Luiz Carlos Azenha, é a mais clara confirmação de que a blogosfera progressista é a resistência democrática que enfrenta, num combate verbal, todas as formas de ditadura.

Responder

Fabio Passos

21 de abril de 2014 às 11h28

A globo continua levando uma sova da rede. rsrs

Tudo que os progressistas precisam fazer é seguir o exemplo do Lula: Virar as costas ao PiG e falar diretamente a rede.

Sem abocanhar dinheiro público… os oligarcas do PiG quebram!

Responder

FrancoAtirador

21 de abril de 2014 às 00h10

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REDE GLOBO ASSEDIA PATROCINADORES DA REVISTA FÓRUM

sexta-feira, 18 de abril de 2014
Blog do Miro

Globo intimida anunciantes da Fórum

Por Renato Rovai, em seu blog:

Repórteres do jornal O Globo procuraram ontem quase todos os anunciantes da Fórum neste momento.
Mas teve um que eles não procuraram, porque como são “repórteres” de O Globo não dava pra fazer o serviço completo e corretamente.

E as perguntas eram em tom de interrogatório policial.

Na linha de “por que vocês anunciam num veículo como este?”
e “o que vocês ganham anunciando num veículo como este?”

O Globo inaugurou dessa forma o macartismo comercial.

Como não consegue controlar a internet a ponto de nos tirar do ar, como não consegue impedir que nossos veículos parem de crescer e se tornem cada mais importantes, como só perdem espaço no espectro comunicacional, vão tentar nos sufocar pelo bolso.

Eles realmente não nos conhecem…

Tudo isso começou por conta da entrevista com o ex-presidente Lula.

Vários blogueiros já trataram do assunto.

Se o amigo não conhece a história pode dar uma geral lendo no Escrevinhador, no Viomundo, no Blog da Cidadania, no Tijolaço, no Cafezinho e no Marco Aurélio.

Após uma insinuação de Merval e Sardenberg na Rádio CBN de que os blogueiros (ou “alguns” como prefere a jornalista Barbara Marcolini) que foram a entrevista com Lula são corruptos, O Globo decidiu colocar duas de suas mais “importantes” jornalistas investigativas em campo para apurar mais sobre os “camaradas” que entrevistaram o ex-presidente na semana passada.
A matéria foi publicada hoje. E o Edu Guimarães a colocou no seu blogue. Eu prefiro poupar meus leitores…

Na apuração, a imaginativa repórter Thais Lobo descobriu que este blogueiro, por exemplo, é doutorando em Comunicação pela UFABC, mestre pela USP, tem 28 anos de profissão e alguns livros publicados.
Que já trabalhou em diversos veículos de comunicação, incluindo as organizações Globo, e que também é professor de Jornalismo na considerada por muitos rankings como a melhor faculdade do Brasil, a Cásper Líbero.

Mas eis que na matéria apareço como um sujeito que trabalhou com política no “Diário de São Bernardo”.
A imaginativa repórter precisava colocar a palavra São Bernardo em algum momento do texto talvez para me tornar mais “camarada” de Lula.
E aí inventou um jornal que eu nunca ouvi falar para dizer que trabalhei nele.
Eu trabalhei no Diário do Grande ABC, que existe e não é fruto da imaginação de globetes.
Alvíssaras. O Globo é mesmo Fantástico….

Mas ela precisava também mostrar que sou um castrista fanático.
No meu texto sobre o evento publicado no blogue, referindo-me à quantidade de tempo que o presidente falou, 3h30, disse que ele teria se comportado como um Fidel Castro.
Mas a Thais deu um jeito e cortou a frase no meio para parecer outra coisa, ou seja, algo mais revolucionário.

Querida Thais, cortar frases ao meio é um recurso tão impressionantemente infantil de manipulação de discurso que nem entre a malandragem jornalística ele é mais aceito.

Mas a Thais me gravou por 22m50s. E eu também a gravei.
E a avisei disso antes e também na hora que começamos a conversa.

Fiz assim porque prezo minha profissão e não gravo nem malandro e nem jornalista de O Globo clandestinamente.

Sempre fiz todas as minhas apurações às claras.

Entre outras coisas entreguei a ela os números de audiência do site da Fórum. Ou seja, os 5 milhões de page views ao mês.

E fui generoso. Dei a fonte pra ela checar a informação, o ComScore, que é utilizado pelas agências de publicidade para direcionar investimentos no digital.

Essa audiência nos coloca hoje entre os sites mais lidos do Brasil de informação e análise política.

E anunciar na Fórum é ótimo, barato e muito melhor do que jogar dinheiro fora em veículos sem credibilidade e reputação.

Tanto que a Fórum em pesquisa realizada pela Revista Imprensa ficou em segundo lugar entre as revistas com maior engajamento em redes no Brasil.

Anunciar na Fórum é algo defensável sob todos os aspectos técnicos.
Nosso CPM (Thais, você sabe o que é isso?) é honestíssimo.

Mas o mais interessante de tudo isso é que O Globo botou a Thais atrás de mim porque o Sardenberg e o Merval podem ser processados pelo Eduardo Guimarães por terem insinuado que os blogueiros que foram entrevistar o Lula são corruptos.

O Edu já está processando o Gilmar Mendes. Pra ele não custa nada levar o Merval e o Sardenberg às barras de um tribunal.

Eu sou menos de judicializar as coisas.
Tô querendo que eles parem de colocar repórteres jovens que estão buscando se tornar “confiáveis” na estrutura interna para nos perseguirem e topem um papo de frente.

Eu quero debater comunicação pública e jornalismo.

Mas se eles preferirem posso discutir financiamento e sonegação na área de comunicação (que tal falar de Darfs?).

E topo fazê-lo em qualquer lugar e qualquer hora.

Minha formação é democrática. E ao mesmo tempo é de alguém que não se esconde atrás dos ombros dos outros.

Se tiver que cutucar o Merval e o Sardenberg, vou eu. Não mando recados e nem recadistas.

São os bambambans da balacacheta, então bora lá. Marquem hora e local. E levem a platéia.
Eu não tenho medo nem da Globo e nem dos seus assalariados.

E a Fórum não vai deixar de fazer seu jornalismo sério e respeitado porque a empresa do Jardim Botânico tá botando gente que paga para ficar ligando para nossos anunciantes e fazendo interrogatório.

PS: Ao dar a entrevista para O Globo sabia que ela seria manipulada, por isso gravei.
Mas ao mesmo tempo fiz questão de falar porque não tenho nada a esconder.
E sempre gosto de resolver as coisas assim, às claras e na lata.
Será que o Merval e o Sardenberg tem coragem de atender um repórter da Fórum? Hein, hein…

PS 2: as entrevistas que realizei com Lula foram todas públicas e transmitidas ao vivo.
Por que as que o jornalista Merval Pereira realiza com o cônsul dos EUA só são reveladas pelo Wikileaks?

(http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/merval-e-mainardi-proximos-de-serra-e-dos-eua.html)

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/04/globo-intimida-anunciantes-da-forum.html#more

Responder

FrancoAtirador

20 de abril de 2014 às 20h25

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Rádio Vermelho entrevista o ESCREVINHADOR.

“Globo não tem estatura moral
para ser fiscal de blogueiro”

Globo tenta intimidar blogueiros que entrevistaram Lula

Por Ramon de Castro, para Rádio Vermelho

Em matéria publicada nesta quinta-feira (17), no jornal ‘O Globo’, nota-se uma grande manipulação dos fatos para tentar deslegitimar e intimidar os jornalistas e blogueiros que participaram da entrevista com o ex-presidente Lula na semana passada.

Rodrigo Vianna, do Blog Escrevinhador, que estava na coletiva de Lula, concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal Vermelho sobre os fatos.

“O que fica claro é o interesse da Globo em intimidar os blogueiros que apesar de suas limitações oferecem uma narrativa que é uma alternativa ao poder da globo de manipular”, disse Rodrigo. Mas para o blogueiro, como diz o ditado, o feitiço virou contra o feiticeiro. “É uma retaliação clara, uma tentativa de intimidar, mas ao invés disso estão ajudando a tornar os blogs ainda mais conhecidos”, completou.

Vianna foi procurado pelas jornalistas da Globo para dar a entrevista e recusou, pois o único pedido do blogueiro para dar a entrevista foi negado. “Pedi para a jornalista mandar as perguntas por escrito e que só daria a entrevista se a Globo esclarecesse o caso da suposta sonegação fiscal de R$1 bilhão.”, revelou. “Como a jornalista não quis nem ao menos mandar as perguntas, não respondi”, indagou.

Para Rodrigo, nenhum dos participantes da coletiva com Lula deveriam falar com a Globo. “Eles pensam em nos deslegitimar e por que vamos lhes dar legitimidade? A Globo não tem estatura moral para ser fiscal de blogueiro”, falou.

Vianna lembrou que as entrevistas do Lula aos blogueiros sempre foram transmitidas ao vivo e com acesso universal. “As duas entrevistas do ex-presidente foram transmitidas de forma pública, uma no Palácio do Planalto e outra no Instituto Lula”, recordou. “Eu queria saber por que o Merval Pereira, da Globo, se esconde para falar com o cônsul e embaixador dos Estados Unidos, ele é informante do governo dos Estados Unidos e tem vergonha disso?”, questionou.

Especificamente sobre o papel das jornalistas que assinaram a matéria publicada nesta quinta-feira (17) no jornal “O Globo”, Rodrigo acredita que as repórteres fazem esse papel talvez por medo e pensando na ascensão no mercado de trabalho. “Um dia elas vão descobrir que entre elas e a empresa há uma diferença, pois estão achando que são a empresa e vão perceber que há uma grande diferença entre o jornalista e o dono da empresa de jornalismo, e assim vão perceber o papel que estão se prestando”, disse.

Ouça a entrevista completa na Rádio Vermelho:

(http://imagem.vermelho.org.br/biblioteca/destaques_do_vermelho—————————-1704_rodrigo_vianna59757.mp3)

http://www.vermelho.org.br/radio/noticia/240396-331

Responder

Apolônio

20 de abril de 2014 às 19h41

Os blogueiros progressistas, tem uma visão mais a esquerda do espectro social e político daí,a coincidência muitas vezes com os partidos de esquerda, mormente o PT. Isso não tira o mérito em nenhum momento do que escrevem. Os blogs progressistas hoje em dia, é um salutar contraponto à grande mídia. Isto é válido e democrático, pois está estribado nos mais elementares direitos do cidadão, que é a sagrada liberdade de informação. Isto é um direito humano. Nos países civilizados tem periódicos de espectro de direita e de esquerda. Agora pergunto porque aqui no Brasil não pode ter? Os blogs progressistas hoje estão fazendo o mesmo papel que os jornais alternativos fizeram durante a ditadura, isto é, mostrar o outro lado, tirar o véu. Isso desagrada. O Brasil quer queira, quer não, avançou nesses anos de governo trabalhista, isto alguns não aceitam. Daí a raiva. Lula viajará a Espanha, terça feira, para receber o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Salamanca, uma das mais antigas e conceituadas da Europa. Isto é mais uma conquista de um operário que foi presidente e que fez um excelente governo. Acho que isso, deveria ser um motivo de orgulho para o país. Acho que qualquer país ficaria orgulhoso de ver um ex – presidente recebendo prêmios, títulos e comendas no estrangeiro. Uma pergunta: Será que algumas pessoas que não gostam do Lula, o acham, ignorante, analfabeto e outra coisas mais, se acham mais inteligentes e sábios do que àqueles reitores, doutores, chefes de estados que o premiam ? Esse homem deve ter alguma coisa, vamos então parar e pensar!

Responder

ricardo silveira

20 de abril de 2014 às 13h47

O bom de tudo é que os chamados blogs sujos estão fazendo muita diferença.

Responder

ricardo

20 de abril de 2014 às 12h39

Alguém poderia fornecer uma estimativa do número de blogueiros atuantes na blogosfera brasileira? Como se chegou aos nomes dos que entrevistaram o ex-presidente, também o mais poderoso político brasileiro na atualidade? Qual foi o critério de escolha? A certeza de que não seriam feitas perguntas “grosseiras”?

Responder

Vivianne

20 de abril de 2014 às 04h10

Desculpe, apenas como observação, soou um tanto depreciativo (bem como desnecessário) elencar as atividades do Eduardo Guimarães (“como representante comercial, exportador de autopeças e fã do Lula, o blogueiro não deixa de expressar o que pensa”), como se não ser jornalista o desmerecesse.

Responder

    Dias

    20 de abril de 2014 às 12h25

    Tive a mesma impressão.

    Júlio De Bem

    20 de abril de 2014 às 14h54

    Quem teve esta impressão, ou é novato e não conhece a saudável divergência entre os blogueiros, ou simplesmente comenta isso numa torpe tentativa de gerar discórdia.

abolicionista

19 de abril de 2014 às 20h57

Perfeito, sr. Azenha! O texto de Azenha não deixa margens à dúvidas, refutando no detalhe todas as acusações infundadas e maldosas e ajudando a organizar o pensamento. Cada vez mais tomamos pé de onde se localizam os enormes e profundos empecilhos que emperram o país. Esse trabalho de leitura crítica da realidade é fundamental e é simplesmente incrível ver ele ser realizado quase que coletivamente pelos jornalistas dos ditos “blogs sujos” e por seus leitores. Isso ajuda a criar um núcleo de inteligência política que, embora ainda não seja muito numeroso, tem enorme capacidade de irradiar. Daí o pavor que se apossa da grande mídia, que reage com violência desproporcional para combater o pensamento independente. Cumpre aprofundar o pensamento e avançar com o debate. Gostaria muito de que o site colocasse em pauta o PMDB, seu funcionamento, sua orientação, seu modus operandi, suas correntes de pensamento, suas figuras mais fortes etc. Afinal, tem ficado cada vez mais claro que ele é uma peça chave na disputa política atual.

Responder

João Neto

19 de abril de 2014 às 19h33

Eu sou um feliz contaminado pelos blogs sujos.

Responder

Eduardo Lourenço

19 de abril de 2014 às 19h15

Belíssima e, o que é mais importante, pedagógica colocações a aqueles que estão se “introduzindo” neste mundo da blogosfera. O texto foi colocado com muito cuidado, facultando todos os espectros de possibilidades para os “iniciantes”, sem em nenhum momento ser invasivo em suas mentes. O texto cria uma plataforma de links que propiciarão para todos, a busca da verdade factual dos acontecimentos dentro de uma opinião equilibrada, dando oportunidade ao leitor de formar sua própria opinião. Parabéns!
Eduardo Lourenço – https://www.facebook.com/groups/jfpolitica

Responder

Caracol

19 de abril de 2014 às 15h41

Muito bom, Azenha.
Vamos arrebanhar esses porcos e devolvê-los ao chiqueiro.
Abraço forte.

Responder

Urbano

19 de abril de 2014 às 13h25

Azenha… depois da explanação feita pelo Tambelli, creio que vou aposentar meus pitacos mixurucas (rsrsrsrs)…

Responder

silvia macedo

19 de abril de 2014 às 12h48

Como sempre, excelente análise.

Responder

Gerson Carneiro

19 de abril de 2014 às 09h22

Essa é para os antigos leitores:

E o presidente do SIMERS, que quis expulsar o médico cubano porque este prestou socorro a uma pessoa em estado grave de saúde na cidade de Candiota, já decidiu o que vai fazer com o médico gaúcho que matou o próprio filho de 11 anos de idade com uma injeção letal?

Responder

Edgar Rocha

19 de abril de 2014 às 03h25

Sempre achei o Viomundo um espaço com pluralidade de ideias, tanto pelas matérias, quanto pelo respeito às opiniões colocadas pelos comentaristas (e diga-se de passagem, estas vão além de serem complementares à notícia no tocante à formação de opinião). O contraponto estabelecido é quase sempre esclarecedor, fora os momentos em que se fomenta ainda mais a discussão e a dúvida, o que não chega a ser negativo. Se quiser algo completo sobre um tema, fuja da Globo e dos PiG. Numa coisa há consenso aqui: é uma desgraça pra todos ver o Governo Federal financiando a surra que leva. As razões pra isto podem ser discutidas, e são. De minha parte, um rabinho preso e uma leva e conceções políticas pra manter a governabilidade, fazem a Dilma passar de pitbull pra lulu de pomerânea num estalo de dedos. Nisto não dá pra perdoar nem ela, nem o Lula. Até porque, quem se ferra mesmo é a nação.

Responder

    zequinha

    19 de abril de 2014 às 12h42

    É por isso que o Lula e a Dilma são vistos, mesmo pelos seus eleitores, como meros “gerentões” da elite. Nada fazem ou fizeram para mudar de fato o pais, apenas administram o legado que receberam. Fogem de qq embate direto com a direita raivosa e assim deixam espaço para manobras golpistas. O argumento da governabilidade não faz nenhum sentido pq de um jeito ou outro o governo sempre estará nas mãos da direita. Assuma o controle e chame o povo para dar respaldo. Afinal, o dono do Brasil é o povo.

FrancoAtirador

19 de abril de 2014 às 01h39

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GLOBO GOLPE REMIX

Por Pedro Ekman, no You Tube

Sempre que se ouvir a mídia dizendo que regulamentar a comunicação é atacar a liberdade de expressão,
vale lembrar do comportamento destes veículos ao longo da história
para se entender melhor com quais interesses eles estão realmente preocupados.

(http://www.youtube.com/watch?v=-fzrO_P0Z3M)

Conheça o projeto de lei que vai democratizar a comunicação no Brasil em:

(www.paraexpressaraliberdade.org.br)

Leia também:

“Globo admite erro sobre a ditadura. E o resto?”

(http://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/globo-admite-erro-sobre-ditadura-e-o-resto-3841.html)
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Responder

Alexandre Tambelli

19 de abril de 2014 às 00h45

Eu frequento os blogs progressistas desde 2009. Descobri por acaso e fiquei “antenado” neles para sempre. É diária a leitura dos blogs desde a descoberta.

Aprendi muito sobre o comportamento dos meios de comunicação hegemônicos do Brasil, através das postagens do Azenha, do Luis Nassif, do Paulo Henrique Amorim, do Fernando Brito, etc.

É inestimável a contribuição dos blogs progressistas para a minha formação cidadã e para o crescimento de minha compreensão do Brasil e do Mundo. Sou muito grato por eles existirem.

Deste costume de frequentar e ler muitas postagens que falam do Jornalismo praticado pelos meios de comunicação tradicionais (Rede Globo, Band, Veja, Folha de São Paulo, Estadão, RBS, O Estado de Minas, etc.) acabei escrevendo um texto, três semanas atrás, sobre o assunto, e que pode ser útil aos novos amigos que chegam por aqui.

Vou postar o link original, virou uma postagem lá do Jornal GGN (coordenado pelo Jornalista Luis Nassif):

http://jornalggn.com.br/noticia/os-meios-de-comunicacao-hegemonicos-do-brasil-e-a-noticia

E aqui deixo texto na íntegra:

OS GRUPOS DE COMUNICAÇÃO HEGEMÔNICOS NO BRASIL E A NOTÍCIA.

Vivemos em um País onde a quase totalidade dos meios de comunicação: TV, Rádio + Jornais e Revistas com maiores tiragens defendem um mesmo ponto de vista, possuem mesmas ideias sobre a economia e a sociedade corretas e mesma solução sobre qualquer assunto de interesse da nação. Eles estão alinhados ideologicamente e politicamente. E, pertencem a um grupo restrito de pouco mais de 10 famílias e afiliados (retransmissores das notícias) desses grupos de comunicação.

Observem com atenção e perceberão que uma notícia qualquer tem o mesmo enfoque na Rede Globo, na Band, no SBT, na rádio Jovem Pan, na Revista Veja, no Jornal Folha de São Paulo, no Estadão, no Estado de Minas, na RBS e o seu Jornal diário Zero Hora, no Correio Braziliense, etc.

São estes os meios de comunicação hegemônicos no País e quase a voz solitária da notícia que chega até nós brasileiros. Adentram nos lares brasileiros como única fonte de notícias/informação para + ou – 80%, 90% dos habitantes do País.

Qualquer assunto que se pensar, por exemplo: a Petrobrás e a compra da refinaria de Pasadena (realizada 8 anos atrás) terá uma reação em cadeia, sincronizada e indo a análise desta notícia numa mesma direção/enfoque, numa busca de mesmo resultado da notícia, pois estão, como disse alinhados politicamente e ideologicamente.

E não há nesses grupos de comunicação hegemônicos, quase nunca, uma voz dissonante, um contraponto possível à notícia de alguém que a esteja noticiando ou sendo entrevistado ou colocando para leitura um artigo para ser lido por nós todos.

Telespectador, ouvinte e leitor, todos nós somos levados a compreender o fato noticiado de um único ponto de vista, o de interesse desses grupos de comunicação hegemônicos: que possuem a sua ideologia própria, a sua forma de compreensão dos fatos cotidianos e até parceiros eleitos com nosso voto no cenário da política, além de defenderem seus interesses particulares, que podem e são, em muitas das vezes, contrários ao interesse da coletividade brasileira.

É interessante perceber a atividade cotidiana desses grupos de comunicação.

Todo fato que se resolve noticiar tem uma repercussão imediata em todos os meios de comunicação, que aponto como hegemônicos no Brasil. Observamos isto, por exemplo, na reação em cadeia e sem tréguas da notícia da compra da refinaria de Pasadena na Califórnia pela Petrobrás.

Então, podemos afirmar, se quer repercussão se noticia um fato qualquer, mesmo uma notícia irrelevante sem parar, o que se quer omissão: não se noticia.

A notícia da compra da refinaria é repercutida ininterruptamente em todos esses canais, rádios, jornais e revistas. Sempre com uma mesma compreensão do fato noticiado, no caso, por não estar o Governo Federal ideologicamente e politicamente do mesmo lado que esses grupos hegemônicos, a notícia é negativa.

E como temos assistido, ouvido e lido notícias negativas nos últimos 12 anos, por causa de quem Governa o Brasil. Se fossem parceiros político-ideológicos as notícias seriam quase todas positivas, excetuando, as negativas, estas seriam omitidas ou trabalhadas de forma a se acreditar positivas, mesmo que extremamente negativas e não benéficas para a coletividade brasileira.

É só pensar na iminente falta d´água que atingirá mais de 13 milhões de paulistas e ver que o tema gera menos notícia/informação que o necessário nesses grupos de comunicação hegemônicos, que se sabe o que é omissão de notícia, poupando os principais culpados (claro que a menor quantidade de chuva neste verão é um fator a ser considerado) porque são aliados políticos dessa Imprensa.

Seja um fato relevante – a falta d´água, seja um fato requentado – a compra da refinaria, seja um fato para desviar o assunto de um fato mais relevante – novamente a compra da refinaria, seja qualquer notícia ela vem preparada para que a compreendamos e acreditemos que seja exatamente da forma noticiada, e se repercute em toda essa cadeia de meios de comunicação, para não haver dúvidas: – esta é a verdade da notícia!

O noticiário da compra da refinaria em Pasadena pela Petrobrás é um antídoto para o fato real: a falta d´água no Estado de São Paulo. É como se fosse um desvio da notícia mais importante, para diminuir o impacto sobre a população desse fato real: a falta d´água, que atinge o aliado político-ideológico dessa Imprensa: Geraldo Alckmin, Governador do Estado de São Paulo. E estamos em ano de eleição e o Governador é candidato à reeleição daqui a 6 meses.

Muitas vezes se descobre os erros das notícias dessa cadeia de informação hegemônica por intermédio do Jornalismo independente, por intermédio da Justiça, até por leigos (não jornalistas). Descobre-se que não era bem correto o que informaram e outras vezes se descobre que não tinha fundamento a notícia. Porém, fica o dito pelo não dito.

Como não há um contraponto à notícia, uma possibilidade de se ter outro ponto de vista, outros meios de comunicação de abrangência nacional com ideologia diversa dessa hegemonia para refutar a notícia, como, quase nunca se entrevistam pessoas com vozes dissonantes, a informação que nos chega fica sendo a verdadeira, para a quase totalidade dos brasileiros, mesmo que não seja ou não seja verdadeira por completa.

Nessa mão única da informação a omissão da notícia relevante pode acontecer e ficarmos sem saber de fatos importantes para a coletividade, mas que para os grupos de comunicação hegemônicos não o são, porque seus interesses particulares podem ser prejudicados. Aqui se decide por não noticiar pura e simplesmente, mesmo que seja um fato de gravidade extrema e que teria uma repercussão imediata de desaprovação no seio da sociedade.

Muitas das vezes acaba havendo um descolamento entre a notícia veiculada e a realidade, buscando-se até a distorção de fatos reais: com manipulação de dados, gráficos estatísticos elaborados para falsear o mundo real, etc. e até assistimos a torcida de jornalistas, apresentadores de telejornais e redatores da notícia para que as coisas degringolem no campo do real, mesmo que com remota possibilidade, como é o caso de um “suposto apagão” da energia elétrica.

Assim, esses meios de comunicação hegemônicos tentam justificar de forma negativa, por exemplo, o injustificável: a taxa de desemprego que anda no patamar mais baixo da história, sendo declarado que no Brasil temos uma situação de pleno emprego.

Para justificar o injustificável, criam um mote inconsistente, por exemplo: a taxa do desemprego é baixa porque existem muitas pessoas com idade para trabalhar que não estão procurando emprego. O mote acaba por valer mais do que aprofundar o tema e descobrir as razões reais da pequena taxa de desemprego no país. Notícia boa não interessando, é preciso torna-la ruim.

Assim, torcem até para não chover, para quem sabe acontecer um apagão da energia elétrica. E nessa torcida uma queda de energia por falha humana ou do sistema elétrico, que dure alguns minutos, até algumas horas em determinadas regiões do País, se torna um acontecimento de proporções gigantescas, bem maiores até que o verdadeiro apagão no País, acontecido em 2001 no Governo FHC, e que lá éramos obrigados a economizar energia de verdade, para que o Brasil não ficasse às escuras permanentemente.

Ali faltou investimento em infraestrutura e todos nós sabemos; hoje, uma falha técnica, não mais a falta de investimento em infraestrutura elétrica, tem o mesmo ou maior valor do que o apagão, porque o “jornalismo de torcida e hegemônico no Brasil” não joga no mesmo time que o Governo Federal atual.

E tudo acaba nessa duplicidade – notícia positiva: aliado ideológico e político. Notícia negativa: quem pensa e trabalha por um País, uma Economia e um mundo diferente do dos meios de comunicação hegemônicos do Brasil.

Cria-se até o absurdo da notícia diversa para um mesmo elemento da natureza: a água e os índices pluviométricos menores neste verão. Falta d´água nas casas dos paulistas (notícia real), por ser um aliado dessa Imprensa: culpa de São Pedro, o Governo Paulista e a empresa que administra a água paulista, a SABESP são poupados de críticas, mesmo sem ter realizado as obras necessárias para evitar a falta d´água – a “hipotética” falta de energia elétrica nas casas (que não tem previsão de acontecer), culpa da falta de investimento do Governo Federal, para um não aliado dessa Imprensa.

Então, quem mais perde somos nós brasileiros. Afinal, ficamos truncados, com o jornalismo parcial, onde tudo é, quase sempre, notícia negativa para o Governo Federal, de saber a verdadeira realidade do Brasil de 2014. Afinal o que está no caminho certo e o que não anda bem no Brasil administrado (no que lhe cabe gerir) por DILMA ROUSSEF? E, nos Estados administrados pela oposição o que acontece de real, naquilo que cabe aos Governadores administrar, se negligenciam notícias negativas dos mesmos? Se não informam com antecedência um aumento de passagem de ônibus ou aumento de impostos?

Vocês já observaram quão pouco se fala nessa Imprensa do escândalo de bilhões em corrupção ligados aos contratos do Metrô e CPTM cheios de irregularidades e prejuízos para os cofres públicos paulistas?

Esses meios de comunicação hegemônicos ficaram um bom tempo em silêncio, quando das denúncias no meio do ano passado, reportagens de capa da Revista Istoé. Precisou de um rebuliço e indignação generalizados na Internet para começarem, timidamente, a noticiar sobre esses escândalos, batizados de “Trensalão”. E são centenas de “Mensalões” em valores atualizados de dinheiro público jogado pelo ralo.

E o polimento da fala? Cartel no lugar de corruptor (Cartel do Metrô) – vítima (Governadores aliados) no lugar de corruptos.

Podemos afirmar que há uma indignação ou não e um tratamento diferenciado conforme a ideologia e o partido político do sujeito por esses grupos de comunicação hegemônicos do Brasil.

A gritaria para a compra de uma paçoca com um cartão corporativo vira um pequeno balbucio para o “Trensalão”. 1 real é mais barulhento que 1 bilhão de reais, tudo depende da ideologia e do partido político do sujeito.

Imaginemos uma situação prática do que esse monopólio da informação pode causar.

De repente se noticia sobre um acusado, qualquer um, de cometer crime de corrupção. Falam tudo o que querem dele. E não se verá, em muitos casos, o acusado sendo entrevistado por um desses grupos de comunicação, para se defender. Você já deve ter observado isto. Falam do sujeito por semanas, meses e até anos e ninguém vê a voz do sujeito rebatendo a notícia, diante das câmeras de TV ou nos rádios, nem sequer um contraponto à acusação, uma entrevista do acusado em rádios, TVS ou jornais e revistas hegemônicos.

E por que não se dá voz, muitas vezes, a quem é o acusado de corrupção da notícia? Porque o acusado pode se defender das acusações que o imputam e ser o próprio acusado uma voz que contradiz a notícia dada, dando uma visão outra da notícia, até nos mostrando provas documentais de sua inocência.

Existem inúmeros casos, onde após as acusações ininterruptas e em cadeia a uma pessoa, lá na Justiça considerem que as acusações não eram verídicas, que as provas eram inconsistentes e a pessoa é inocentada de tudo o que acusaram. Essas acusações podem ter uma motivação simples, como por exemplo, beneficiar outro candidato à cargo político; então, se destrói/tenta destruir a reputação de um candidato ou de terceira pessoa, aliada deste político, em benefício de outro candidato, aliado dessa imprensa. E, mesmo que a Justiça comprove que o acusado de corrupção não o seja, quase sempre, não há retratação, reparação da honra do acusado, por parte dos grupos hegemônicos de comunicação do Brasil. Parece que não houve decisão contrária por parte da Justiça. Como essa Imprensa agiu por motivação política: retratação, reparação da verdade não tem porque existir, afinal, a pessoa acusada sem comprovação não é aliada política e nem ideológica. Fica “pairando no ar”: eternamente, a acusação, como se não se tivesse a verdade vindo à tona. Esquecem a pessoa, e ponto final. Ela que se vire para recuperar o respeito perante a sociedade: parentes, amigos, vizinhos, brasileiros outros. A reputação de uma pessoa vale menos que o interesse particular nesses meios de comunicação hegemônicos do Brasil.

Erenice Guerra, Subchefe da Casa Civil do Governo LULA, é um típico caso de acusação sem retratação dos meios de comunicação hegemônicos do Brasil. Assassinaram a reputação dela, a Erenice foi investigada na Justiça e foi absolvida pelo Ministério Público um ano e sete meses depois do noticiário negativo, por total falta de provas das acusações a ela imputadas e não houve quase nenhuma publicidade nessa Imprensa da absolvição.

Qual foi razão de acusa-la de corrupta? A eleição de 2010, como assessora direta de DILMA e esses grupos de comunicação hegemônicos apoiando outro candidato caberia, na lógica do interesse particular valer mais que a reputação de uma pessoa, acusa-la de corrupta, naquele momento específico, para tirar votos de DILMA e esquecer-se dela após o resultado eleitoral.

Nesta situação as vozes de acusação têm infinitas horas para acusar em quase todos os meios de comunicação; já o acusado possui que meios de comunicação para se defender? Podemos definir esta situação como desequilibrada, quem acusa tem muita força para disseminar a notícia desejada e torna-la “verdade”, mesmo não sendo. Enquanto, o acusado de corrupção não possui espaço nos meios de comunicação para defender sua honra e reputação.

Conseguem imaginar uma reação em cadeia para ferrar uma pessoa, partido político, um movimento social, um Deputado oposicionista desta mídia, etc.?

Se existisse um conjunto diversificado de meios de comunicação, com diferentes ideologias e posturas diante da notícia e do que significa um Jornalismo de qualidade e ético, se não houvesse monopólio da notícia nas mãos de poucos empresários minimizaria em muito a situação de Erenice Guerra. Por exemplo, o contraditório apareceria em outros canais de TV e rádio, em jornais e revistas de circulação nacional e haveria maiores chances de se caminhar para a verdade, que era a total falta de provas contra a Ex Subchefe da Casa Civil no Governo Lula, maiores chances de sequer este assassinato de reputação existir.

A procura pela qualidade da informação seria importante, para crescer a disputa pela credibilidade da notícia e, por conseguinte, garantir audiência: telespectadores, ouvintes e leitores. Quem vai assistir um telejornal ou ler uma revista sem credibilidade, que inventa acusações sem provas consistentes (mentirosas) só porque quer atingir adversários políticos?

No caso mais conhecido desse processo de acusação em cadeia e continuado: o de José Dirceu, não se abriram os microfones das TVS e rádios hegemônicos, as páginas da maioria dos jornais e revistas para sua defesa, não é verdade? Se abrissem poderia cair por terra as notícias contra ele veiculadas nesses meios de comunicação hegemônicos. Vai que ele se dispõe a provar que as acusações contra ele são inverídicas, se dispondo até a provar com documentos processuais e/ou registrados em cartório o que diz. Ai o descrédito com o Jornalismo desses meios de comunicação cresceria exponencialmente. E numa existência continuada de situações como a de José Dirceu pensaríamos que o canal, a emissora, o jornal, a revista podem até fechar as portas, por falta de quem lhes dê credibilidade, certo?

O grande truque dos meios de comunicação hegemônicos, quando o assunto é corrupção e malversação de dinheiro público reside nesse processo de acusar alguém sem dar voz ao acusado para se defender.

Entrevistam até alguém que pode referendar “a verdade da notícia”, qualquer pessoa, mesmo um sujeito que aceita o papel de “ferrar” o acusado por uma grana (um sujeito comprado, um contraventor conhecido na praça e que não tem nada a perder, etc.) e até um inimigo político do acusado, muitas das vezes, amigo político dos meios de comunicação hegemônicos do Brasil.

A notícia da corrupção pode ser feita por interesse político, econômico, até outro interesse e termina, muitas vezes, com algum político “supostamente honesto” e aliado dos grupos hegemônicos de comunicação que se indigna com a “suposta verdade” da notícia. Político que aparece para referendar a notícia com liberdade para expressar sua opinião em uma posição de total conforto e cordialidade, parecem amigos de longa data: o Repórter e o Político.

O acusado é quase sempre esquecido ou ouvido de maneira muito superficial e em posição acuada, em um ambiente, geralmente, escuro, agitado e cheio de repórteres, tratado quase que como um condenado de antemão, sem que a Justiça seja quem dê o veredicto da acusação, a Imprensa e sua reação em cadeia já deram, certo?

Sem contar as tradicionais conversas em “off” com “sujeitos fantasmas”, onde se diz, um assessor do Governo que não quis ser identificado disse que é verdade: houve entrega de dinheiro a Deputados; um funcionário do presídio da Papuda, que para preservar sua imagem, não vamos revelar o nome disse que viu o José Dirceu comendo um Big Mac, etc.

Quem não observou isto um dia? Com José Dirceu fica bem clara a situação.

Então, como se vê a notícia caminha para o desfecho desejado pelos meios de comunicação hegemônicos, parece que de antemão o acusado de corrupção já é culpado; afinal ele não tem sequer a chance única de ser ouvido, de se defender e não pode, assim, provar a sua inocência, se houver.

Muitos assassinatos de reputação ocorrem dessa maneira de fazer Jornalismo, onde, os adversários ideológicos e políticos podem sofrer as maiores ofensas, por parte desses meios de comunicação, por uma simples razão: a defesa dos interesses particulares de quem noticia.

Recentemente, um Médico brasileiro, um dos mais renomados e respeitado mundo afora, foi atacado em sua reputação, porque, o filho: ideologicamente e politicamente segue caminhos opostos ao desses grupos de comunicação.

Nesta realidade, da não existência de uma pluralidade de ideologias e de visões da política nos meios de comunicação no Brasil, acabamos todos nós, recebendo a notícia pela via de mão-única, sem diferentes enfoques dela, sem podermos refletir sobre os fatos noticiados nela e chegar a nossa conclusão, à verdade da notícia por conta própria.

Assim, José Dirceu torna-se o “grande mentor do mensalão”, “o chefe da quadrilha dos mensaleiros” e acreditamos, pacificamente, que é a mais pura verdade. Todos dizem a mesma coisa, como negar ser verdade? E sem nunca vê-lo sendo entrevistado seja na TV, no Rádio, no Jornal ou Revista dos meios de comunicação hegemônicos do Brasil para contrapor uma que seja das afirmações a ele imputadas diariamente nesses órgãos de Imprensa.

E nessa concentração dos meios de comunicação em poucas mãos a sociedade torna-se refém da Imprensa hegemônica. Por quê?

Imagina o medo dos cidadãos brasileiros de se contrapor à notícia ou ao desejado por esta Imprensa e ter a sua reputação manchada/assassinada em um simples disparo da notícia negativa em cadeia.

No caso do julgamento do “Mensalão” quantas votações foram vencidas na forma de ameaça ao assassinato de reputação de Ministro do STF, por pressão da Imprensa? Imaginemos a insegurança que foi dar um voto favorável a absolvição de José Dirceu?

Antes e depois das sessões de julgamento do “Mensalão” a pressão pela condenação dos réus era gigantesca nesses meios de comunicação hegemônicos do Brasil. Ai daquele Ministro que votasse a favor dos réus. O Ministro Lewandowski é o exemplo mais acabado do que digo, como se tentou destruir a imagem do Ministro por ser independente e não aceitar as pressões dessa Imprensa.

Até quem votava pela condenação de José Dirceu em várias sessões sofreu pressão desses grupos hegemônicos de comunicação do Brasil. O Ministro Celso de Mello sentiu na pele essa pressão, quando da sessão que definiria se eram cabíveis Embargos Infringentes (seria como uma segunda instância do julgamento do “Mensalão” no STF), embargo que pôde modificar, por exemplo, o resultado do julgamento do crime de quadrilha, onde, se decidiu que não houve este crime. Editoriais, colunistas de jornais, notícias e ameaças contra o Ministro do STF correram soltas.

Ele seria o voto de minerva. O Ministro Joaquim Barbosa encerrou a sessão que definiria os Embargos Infringentes, antes do voto do Ministro Celso de Mello, e esses grupos de comunicação hegemônicos tiveram uma semana para pressioná-lo a votar contra. O Ministro não cedeu às pressões e o voto foi pela admissibilidade dos Embargos Infringentes.

Notícia de mão-única, de interesse único só pode chegar ao mesmo veredicto, certo?

E, como já disse anteriormente, sendo a notícia de mão-única, os que a produzem, nem sequer precisam se esforçar para oferecer um trabalho de qualidade jornalística. Afinal, não haverá quem refute o noticiado, nem quem vá mostrar outro ponto de vista, nem quem vá fundo na informação para melhor noticiar o fato do cotidiano que virou notícia e nem quem vá mostrar o fato do cotidiano que não virou notícia.

A compra da refinaria pela Petrobrás, então, se torna um erro total do Governo Federal, e não se vê outra possibilidade de entendimento para a notícia: foi um erro, trouxe prejuízos para o Brasil e ponto final, mesmo que descubramos pela internet diferentes fatos/informações que mostram outro ponto de vista, com argumentos favoráveis à compra da refinaria e ainda dizendo que a mesma funciona e dá lucro para o Brasil.

Quem procurou, a fundo, as notícias desta semana sabe que o Ex-Presidente da Petrobrás à época da compra da refinaria, deu uma entrevista à Rede Globo***1 na semana passada e que a mesma foi editada ao passar no Jornal nacional. Editada para que outra versão, exposta na fala concedida pelo Ex-Presidente da Petrobrás, não chegasse de forma correta ao telespectador e predominasse a versão da emissora e dos grupos de comunicação hegemônicos do Brasil sobre a compra efetuada em 2006 pela Petrobrás.

Quem se debruça na internet pôde ver a entrevista completa e a fala correta do Ex-Presidente da Petrobrás e não apenas a versão editada apresentada pela emissora no telejornal de maior audiência do país, que tem por objetivo dar um enfoque negativo à compra. E, claro, editando, não ofereceu o contraditório ao seu telespectador, que seria uma maneira de reflexão para quem assiste ao Jornal Nacional.

A entrevista foi bem-vinda à emissora porque “supostamente legitima”, por imagens e pela fala real e editada (cortada) do Ex-Presidente, mostra a versão que se quer dar a notícia. Corta daqui, corta dali e se edita uma entrevista, a fala do entrevistado fica parecendo outra, o que não tem nada de ético, certo?

É praxe a notícia de mão-única! Pronta! E, sem possibilidade de reflexão no Jornal nacional! O telespectador do Jornal Nacional, neste caso, foi tratado de forma a receber passivamente a notícia e crer como verdadeira.

Poderíamos dizer, sem medo de errar, que existe no Brasil uma quase ditadura da informação.

E quem detém a informação detém o monopólio de informar. Informar corretamente ou distorcer a informação ou não informar ou selecionar de quem eu informo e o quê ou de quem eu não informo nada de negativo, porque este é meu aliado ideológico e político.

Sendo os meios de comunicação de TV e Rádio concessões do Estado (o Estado é quem outorga a concessão para funcionamento de uma TV ou rádio, mesmo que ajam como uma empresa privada, sabiam disto?) caberia, então, penso eu, a sociedade exigir uma revisão do monopólio da informação, para benefício da própria sociedade, não pensam como eu?

Assim, teríamos o direito de assistir TV e Rádio e encontrar diferentes enfoques para uma notícia, a maior concorrência nos permitira escolher, por afinidade político-ideológica e/ou qualidade e verdade da notícia, qual (quais) canal (canais) de TV e emissora (emissoras) de rádio assistiríamos em busca da melhor forma de nos informar sobre o cotidiano do Brasil e do mundo.

Teríamos, ainda, a possibilidade de ver uma notícia por diferentes pontos de vista, e capacidade de formar o nosso entendimento particular do fato exposto, a partir da reflexão das informações: ideologicamente distintas, plurais, chegando assim, o mais próximo possível da verdade.

Muitos brasileiros se sentem órfãos de um meio de comunicação que lhes agrade. Este fato é importante refletir. E injusto.

Acarretaria, também, numa possibilidade de não haver uma notícia em cadeia e com intuitos particulares, como por exemplo: o assassinato de reputação por causa de uma eleição e aumentaríamos a dificuldade do acontecer de fatos importantes não serem noticiados porque não é do interesse dos grupos de comunicação hegemônicos no Brasil, dentre outras coisas.

É interessante dizer duas coisas importantes ligados à democratização e à qualidade da notícia nos meios de comunicação: O Direito de Resposta e a Propriedade Cruzada dos Meios de Comunicação.

1) DIREITO DE RESPOSTA

“É aquele que assiste a todos, sejam pessoas naturais ou jurídicas, acusados ou ofendidos em publicações nos meios de informação. 2) O direito de resposta à acusação deve ser processado pelo mesmo veículo graciosamente.” (definição retirada do site JusBrasil).

No Brasil foi sacrificado pelo STF (Superior Tribunal Federal), através do Ex-Ministro Ayres Britto, o direito de resposta, que era um antídoto eficiente para o mau Jornalismo. Fato ocorrido quando da extinção da Lei de Imprensa que vigorava desde a Ditadura Militar, e que o Ex-Ministro do STF não soube preservar este ponto positivo da Lei de Imprensa: o direito de resposta, enquanto o Congresso Nacional não sanciona outra Lei para se pôr no lugar.

A Lei de Imprensa foi extinta sem que se pusesse, de imediato, outra Lei no lugar, relata o Jornalista Luis Nassif em uma postagem sua no Portal Brasilianas, hoje Jornal GGN: O Apagão Jurídico Produzido Por Ayres Britto datada de 08/03/2013.

Como o direito de resposta via Lei de Imprensa foi sacrificado os assassinatos de reputação correm soltos na Imprensa do país, pois, sabemos, leva-se anos para que a Justiça decida por um veredicto favorável, como é o direito de resposta. Obter o direito de resposta vira um caso processual, como uma ação trabalhista, por exemplo, contando com os incontáveis recursos, embargos e protelações conhecidas, possíveis em um Processo Judicial, sem contar com “os poderes escondidos” de influenciar na não aceitação do pedido de Direito de Resposta.

Imagina com a morosidade de nossa Justiça o tempo que a reputação de uma pessoa honesta pode ficar à mercê dos interesses particulares dos grupos hegemônicos de comunicação do Brasil. Quem reparará o estrago feito? Lembra-nos com propriedade o Jornalista Luis Nassif.

Um exemplo clássico de direito de resposta:

Lembram-se do Cid Moreira lendo no Jornal Nacional um direito de resposta concedido ao, então, Governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola? Aquela situação, ocorrida 20 anos atrás, foi possível porque a Justiça considerou que a Rede Globo insultou o Ex-Governador e foi concedido ao Político o direito de retratação no próprio meio de comunicação (O Jornal Nacional).

Levou-se 2 anos e um mês para a Justiça concedê-lo, segundo nos relata o Jornalista Fernando Brito, da assessoria de Imprensa do, então, Governador Leonel Brizola, no Blog Tijolaço em 15/03/2014 e sua postagem: 20 anos do dia em que Brizola venceu a Globo. O milagre em que nem a gente acreditava.

Foi por causa de um Editorial insultuoso da Rede Globo contra Brizola. O Jornalista Fernando Brito nos dá uma pincelada do motivo que resultou no direito de resposta:

O Editorial era: “Para Entender a Fúria de Brizola”, acusando-o de senilidade, “declínio da saúde mental”, e por suas relações, sempre institucionais, com o Presidente da República, Fernando Collor.”

Precisa dizer da importância do direito de resposta e que seja imediato se for o caso?

O mecanismo do direito de resposta imediato frearia em muito essa “suposta liberdade” dos meios de comunicação hegemônicos de promover assassinatos de reputação e de veicular notícias distorcidas e/ou inverídicas sobre pessoas que possuem ideologia diferente, são de partidos não alinhados no campo político e que defendem outro modelo de sociedade, diverso desses grupos de comunicação.

No Senado Federal foi aprovado um Projeto de Lei de 2011 de autoria do Senador Roberto Requião do PMDB – PR sobre o direito de resposta:

PL 141 QUE TRATA DO DIREITO DE RESPOSTA OU RETIFICAÇÃO DO OFENDIDO POR MATÉRIA DIVULGADA, PUBLICADA OU TRANSMITIDA POR VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – aprovado em 18/09/2013.

Está, atualmente, na Câmara dos Deputados, aguardando entrar em pauta para votação. Vale ficar atento sobre os trâmites dele lá na Câmara.

2) PROPRIEDADE CRUZADA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

No mundo inteiro existem Leis de Comunicação que impedem a propriedade cruzada de meios de comunicação, que significa o seguinte: uma mesma emissora de TV, uma mesma emissora de rádio e um jornal local não pertencem a um mesmo grupo de comunicação numa mesma cidade (praça).

Ex. Rio de Janeiro – TV Globo, Rádio Globo, Jornal O Globo.

Jornal, Rádio e TV não podem ser de um mesmo grupo de comunicação na mesma cidade, porque se acredita que não há possibilidade da pluralidade da informação, dos enfoques diferenciados de uma notícia se só um grupo de comunicação informar a população, o que poria a própria Democracia em risco e a nossa percepção dos fatos noticiados tenderia a ser direcionada ao interesse particular do grupo que nos informa. Além da questão econômica, onde se pode, através do monopólio, haver pouco investimento na infraestrutura e qualidade técnico-profissional da emissora de rádio, TV e do jornal, por não haver concorrência local/regional/nacional.

Imaginemos esta situação, para ilustrar: surge uma denúncia com provas documentais na internet, um determinado grupo de comunicação (que chega à casa de todo habitante de um fictício país) se beneficia de uma grande corrupção no Judiciário realizada em seu favor e numa cidade grande só exista TV, Rádio e Jornal diário dessa empresa de comunicação, no Estado e País, onde se situa esta cidade, só existam emissoras de rádio e TV alinhados politicamente e ideologicamente ao grupo de comunicação beneficiado da corrupção e que todos decidam, conjuntamente, não noticiar o fato da corrupção, como iriamos saber dessa notícia? Não saberíamos, certamente. Os grupos hegemônicos de comunicação, em comum acordo, poderiam decidir a não veiculação da corrupção e nós ficaríamos sem saber do ocorrido, sem chances de cobrar da Justiça explicações e punições aos corruptos (funcionários públicos e Juízes) e ao corruptor (a emissora beneficiada), ambos podendo ter suas reputações e liberdade preservadas.

Este caso fictício na verdade acontece no mundo real: é a sonegação da Rede Globo à Receita Federal*** 2 por compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002, realizada a partir de negociações em paraíso fiscal: as Ilhas Virgens Britânicas, para driblar o fisco. Processo que foi roubado por uma funcionária pública em 2007, está perdido e ficou esquecido/parado na Justiça até 2013, até que o Blog do Cafezinho através de Miguel do Rosário tornou público o caso, e que atualizada a sonegação de impostos da Rede Globo chega em 2014 a mais de 1 bilhão de reais. Ninguém desse grupo hegemônico de comunicação noticia os fatos ocorridos, silêncio e omissão para a notícia imperam. Sabemos da notícia e desdobramento do caso de sonegação de impostos via internet e redes sociais, através de blogueiros e jornalistas independentes.

Se há propriedade cruzada, monopólio da comunicação nas mãos de poucos: aliados política e ideologicamente, esta situação pode se tornar corriqueira. E, se não houver legislação para conter esse “cartel” da sonegação da informação passaremos ao largo de muitas notícias relevantes. É como se elas não existissem, mesmo com a gravidade das mesmas.

No Brasil a hegemonia dos meios de comunicação em poucas mãos tornou corriqueiro este processo de seleção do que noticiar e do que não noticiar, afinal, é quase uma concentração total da informação, aquela que chega até nós está nas mãos de poucos informantes.

Falando nisto, para terminar, os Estados Unidos, o baluarte da Democracia para os grupos de comunicação hegemônicos do Brasil, possui regras claras para evitar a propriedade cruzada dos meios de comunicação. Na França e Inglaterra também há, por todo mundo há.

Já aqui no nosso país, discutir a questão do monopólio da informação e da propriedade cruzada é um tabu intransponível, que vira sempre, para esses grupos hegemônicos de informação o mesmo mote: – querem acabar com a liberdade de expressão no Brasil! – Querem instalar uma ditadura da informação!

Estas coisas que ouvimos sempre e que na verdade são escapismos para não se solucionar de vez a questão, nada valiosa para a sociedade brasileira, o monopólio da informação, de mão-única e concentrada em poucos grupos de comunicação, algumas famílias apenas, frisemos (pouco mais de 10 famílias). Monopólio que acaba por determinar a pauta das notícias a serem discutidas pela população e suas abordagens, e mediadas as notícias por interesses particulares, afinal, todas essas famílias e seus meios de comunicação hegemônicos no Brasil possuem uma mesma ideologia e visão política da sociedade e interesses similares, e são empresas privadas, visando o lucro e não empresas públicas, visando a prestação de serviço à coletividade.

Uma última questão:

Da concentração da informação: notícias divulgadas por meios de comunicação com ideologia idêntica, com seus noticiários de mão-única e sem o contraditório (outras maneiras de analisar uma mesma notícia – pontos de vistas diversos) é que nasce a discussão de uma Lei de Médios e se diz da urgência de se aprovar um Marco Regulatório para os Meios de Comunicação do Brasil – a conhecida Lei dos Meios de Comunicação.

Esta lei regularia dentre outras coisas:

A) A quantidade e tipos de meios de comunicação que cada grupo empresarial pode ter, em que cidades e estados e qual o limite de abrangência (número de pessoas) que uma mesma empresa de comunicação pode atingir – a discussão da propriedade cruzada;

B) Como preservar e incentivar a língua (dialetos) local(is), o conteúdo regional, (programas de auditório, telejornais, etc. locais);

C) Como garantir a pluralidade nos meios de comunicação com ideologias e opiniões diversas nos rádios e nas TVS;

D) Como representar os diferentes grupos étnicos e os diferentes grupos sociais nos rádios e nas TVS: negros, índios, mulheres, operários, camponeses, artistas, empresários, etc.;

E) A convergência das mídias (grosso modo: meios de comunicação tradicionais: rádio, TV, jornal, revista adaptando-se aos novos meios de circulação da informação, por exemplo: celulares e Internet), quais os seus limites?;

F) Sem contar que se podem prever direitos e deveres dos meios de comunicação impedindo o mau jornalismo: a falta de compromisso com a verdade da notícia, a punição imediata pelas notícias falsas, mal investigadas, etc.; incorporamento de mecanismos de defesa da dignidade humana e do respeito às diferentes opções sexuais e religiosas; a busca do equilíbrio racial: presença das diferentes etnias que formam a população brasileira nas TVS; mecanismos de proibição para que um político possa receber uma concessão ou ser dono de uma rádio ou TV, etc.

E tendo como principal resultado da Lei dos Meios de Comunicação a garantia da boa programação + qualidade jornalística e a busca pela verdade dos fatos noticiados nos canais de TV, emissoras de rádio, e jornais e revistas impressos.

Do descumprimento de artigos desta Lei dos Meios de Comunicação sansões ocorreriam, desde ficar fora do ar por algumas horas, passando pela perda da concessão (lembrando que a concessão para possuir um canal de rádio, uma emissora de TV é dada pelo Estado), até o impedimento de circulação de uma revista ou jornal.

Links consultados:

***1 – Globo manipula edição e indica volta ao jornalismo ‘bolinha de papel’

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/03/globo-manipula-edicao-e-volta-ao-jornalismo-bolinha-de-papel-9033.html

***2 – Bomba! O mensalão da Globo!

http://www.ocafezinho.com/2013/06/27/bomba-o-mensalao-da-globo/

Caso Globo: é abjeto o silêncio da mídia, dos políticos e do governo num caso tão extraordinário.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/globo-versus-receita-um-escandalo-dentro-do-escandalo/

Polícia Federal confirma abertura de inquérito contra sonegação da Globo!

http://www.ocafezinho.com/2014/01/27/policia-federal-confirma-abertura-de-inquerito-contra-sonegacao-da-globo/#sthash.yOb1zm4S.dpuf

1) Direito de resposta

O que é?

http://www.jusbrasil.com.br/topicos/296419/direito-de-resposta

PL 141/2011 (Lei que regulamenta o Direito de Resposta)

http://www.robertorequiao.com.br/pl-141-que-trata-do-direito-de-resposta-ou-retificacao-do-ofendido-por-materia-divulgada-publicada-ou-transmitida-por-veiculo-de-comunicacao-social/

Aprovação da Lei no Senado

https://www.viomundo.com.br/politica/enfim-senado-aprova-projeto-do-direito-de-resposta.html

Considerações do Jornalista Luis Nassif

A) O apagão jurídico produzido por Ayres Britto

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-apagao-juridico-produzido-por-ayres-britto

B) Ayres Britto completa a desconstrução do direito de resposta

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/ayres-britto-completa-a-desconstrucao-do-direito-de-resposta

Propriedade cruzada dos meios de comunicação

A) Por que limitar a propriedade cruzada

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/por_que_limitar_a_propriedade_cruzada

B) A Lei de Meios e o fim da propriedade cruzada

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed772_a_lei_de_meios_e_o_fim_da_propriedade_cruzada

C) Propriedade cruzada, lá e cá

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/propriedade-cruzada-la-e-ca-1

D) Marco regulatório da comunicação: ainda a propriedade cruzada

http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/Marco-regulatorio-da-comunicacao-ainda-a-propriedade-cruzada/22189

Responder

    abolicionista

    21 de abril de 2014 às 12h27

    Matou a pau!

Luís Carlos

19 de abril de 2014 às 00h20

Sou leitor desses blogs e alguns outros, apesar de preferir interagir muito mais aqui no Viomundo.
Desde muito a Globo e toda grande mídia corporativa me faz mal, porém a leitura de blogs como os referidos contribui demais para melhoria da informação e comunicação social. Além disso, o jornalismo se refez, para muito melhor com os “blogueiros sujos”. Acabou a versão única dos fatos.

Responder

Marcio H Silva

18 de abril de 2014 às 21h53

Sou leitor desde 2010 do blog viomundo, blog da cidadanbia, escrevinhador, o cafézinho, tijolaço, sul 21, altamiro borges, Diario do centro do mundo ( este desde 2012 ), Conversa afiada, Rovai, do lado de cá, Cloaca News e outros, e te garanto caro novo leitor de blogs ditos sujos ( apelido dado por José Serra em 2010 , estou mais bem informado do lendo Jornais diários ( os quais tem anos que não leio e não compro ) ou vendo o noticiário de TV ( a qual também não vejo )…..assino em baixo tudo que foi dito no texto do Azenha….

Responder

Fabio Passos

18 de abril de 2014 às 20h46

O PiG está se borrando de medo.
A “poderosa” globo está apavorada…

Temem que o exemplo do Lula seja seguido: Virar as costas para o PiG e falar diretamente a rede!

Que Dilma siga o exemplo!

As forças progressistas precisam deixar de falar com o PiG.
Ninguém é obrigado a falar para oligarcas canalhas…

Responder

Heitor

18 de abril de 2014 às 20h34

Há mais ou menos seis anos ingressei no mundo dos blogs. E confesso, quando consegui enxergar os caminhos invisíveis da mídia e da imprensa brasileira, foi como ter alcançado a verdade, a luz.
É incrível ligar os pontos e ver que agora tudo vai fazendo sentido.
Que essas portas se abram a todos os brasileiros e lhes entregue muita percepção.
E preparem-se novatos, informações saudáveis e verdadeiras sobre política, cultura, mídia ou sociologia, te viciam e te fazem voltar no mínimo dez vezes ao dia.
Boa sorte e sejam bem vindos!

Responder

Sidnei Brito

18 de abril de 2014 às 19h58

Sem lei de meios, o governo usa a publicidade para dar seu recado, para fazer seu contraponto mínimo.
Pagamos esse preço caro por conta da covardia política.
É meritória a postura do Viomundo. Mas os governos progressistas, sem lei de meios, precisa muito fazer publicidade em páginas e em canais imundos de nossa mídia.
Quanto a essa forma de chantagem dos grandes meios, que tal reproduzir o artigo do Lelê Telles acerca de uma da s últimas medidas educativas do então ministro da Educação Aloisio Mercadante? Reparem que o nome dele não é “Educante”!

Responder

Jairo

18 de abril de 2014 às 17h44

Azenha,
Seja lá como for, vocês abriram uma rachadura no muro.
É só questão de tempo prá ele desmoronar.

Responder

Arlene

18 de abril de 2014 às 17h15

Excelente texto, Azenha. Infelizmente,não consegui ver a entrevista, pois não abriu o link. Qto à Grobo e a grande mérdia, há muito tempo não dou ouvidos. Leio só para ver a baixeza das suas “imparcialidades”!!! TODO APOIO AOS BLOGUES SUJOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

FrancoAtirador

18 de abril de 2014 às 16h23

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Vale a pena ver de novo:
o jornalismo macartista
e o Manual da Globo
da Entrevista Picareta

Por Kiko Nogueira, no DCM

As repórteres do Globo que interrogaram os blogueiros que participaram da entrevista com Lula usaram uma técnica meio macartista, meio pegadinha do Mallandro.
Nunca escreveram uma matéria sobre política, mas isso não vem ao caso porque o que importa é que elas cumpram ordens.

Conceição Lemes escreveu suas respostas ao longo questionário no site do Viomundo*.

Eu recebi três perguntas.

A tentativa patética de querer desqualificar, primeiro, Lula e, depois, as pessoas que com ele estiveram resultou num traque maldoso.
Lula não ocupa cargo público e convida quem quiser para seu instituto.
Vai quem quer, também.

O episódio é emblemático sob vários aspectos — principalmente na maneira como a Globo continua tratando sua audiência: como idiota.
Como se ninguém soubesse do vasto manancial de farsa jornalística produzida no lugar onde trabalham.
Riquíssimo, didático, eloquente. Um monumento.

Para ficar apenas num exemplo, deveriam trocar ideias com Carlos Monforte, que declarou que “Lula pegou uns amigos blogueiros para dar esses recados, onde ele não foi questionado”.
Monforte é, em si mesmo, um Manual da Globo de Como Fazer Entrevistas Picaretas.

Em 1994, foi co-protagonista do chamado “escândalo da parabólica”. Pouco antes de um bate papo com o então ministro da Fazenda Rubens Ricúpero, câmeras e microfones captaram a conversa entre os dois e o sinal foi enviado, sem intenção, por essas antenas.

A intimidade não era à toa:
Monforte era primo da mulher de Ricúpero.
As famílias se frequentavam.
Avisou o telespectador disso?
Evidentemente que não.

Sentindo-se em casa, Ricúpero fala que o IBGE é “um covil do PT”,
xinga empresários de “bandidos” e imortaliza sua divisa:
“Eu não tenho escrúpulos.
O que é bom a gente fatura,
o que é ruim a gente esconde”.

Se oferece para participar do Fantástico.
“Eu estou disponível.
Vou ficar aqui o fim de semana inteiro”.

E afirma que pode ser útil à Globo.
“Há inúmeras pessoas que me escrevem e me procuram
para dizer que votam nele [FHC] por minha causa.
Para a Rede Globo, foi um achado.
Em vez de terem que dar apoio ostensivo a ele,
botam a mim no ar e ninguém pode dizer nada.
Essa é uma solução, digamos, indireta, né?”

Ricúpero pediu demissão a Itamar Franco assim que a história foi divulgada.
O Jornal Nacional deu a matéria, omitindo todos os fatos importantes e com o velho Cid Moreira discursando sobre isenção.
Monforte ficou onde estava.
Em 2011, ele entrevistaria, aí sim, Fernando Henrique Cardoso.
O homem que cobrou “questionamentos” foi um doce de coco.

Cito-o literalmente:
“Como foi acordar depois de oito anos de poder?
Foi mais alívio ou saudade do ambiente palaciano?”;
“Por que o senhor resolveu não seguir a vida política parlamentar?”;
“É difícil tocar um instituto desse?”;
“Depois de oito anos de governo,
qual é sua melhor lembrança e a pior recordação?”

São clássicos do jornalismo partidário, sabujo, manipulador.

Uma aula à disposição dos jornalistas macartistas desse Brasil varonil.

E não é preciso escarafunchar nos arquivos e correr qualquer risco.

Está no YouTube.

Vale a pena ver de novo: http://www.youtube.com/watch?v=8ZLyyZzAWpM

(http://www.diariodocentrodomundo.com.br/vale-a-pena-ver-de-novo-o-jornalismo-macartista-e-o-manual-da-globo-da-entrevista-picareta)
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*MACARTISMO À BRASILEIRA: CAÇA AOS BLOGUEIROS PROGRESSISTAS

Por Conceição Lemes, no Viomundo

Com essas perguntas aos blogueiros, O Globo parece estar com saudades da ditadura, quando apresentava como verdadeira a versão dos órgãos de repressão.
Exemplo disso foi a da prisão, tortura e assassinato de Raul Amaro Nin Ferreira, em 1971, no Rio de Janeiro.

Com essas perguntas, O Globo parece querer promover uma caça aos blogueiros progressistas. Um macartismo à brasileira.

O marcartismo, como todos sabem, consistiu num movimento que vigorou nos EUA do final da década de 1940 até meados da década de 1950. Caracterizou-se por intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis.

O interrogatório emblemático daqueles tempos nos EUA:

-Mr. Willis: Well, are you now, or have you ever been,
a member of the Communist Party?
(Bem, você é agora ou já foi membro do Partido Comunista?)

A sensação com as perguntas de O Globo é que voltamos à ditadura. Agora, a ditadura midiática das Organizações Globo.
É como estivéssemos sendo colocados numa sala de interrogatório.

Afinal, qual o objetivo de saber se pertencemos a algum partido político?

Será que O Globo faria essa pergunta aos jornalistas de direita, travestidos de neutros, que rezam pela sua cartilha?

E se fossemos nós, blogueiros progressistas, que fizessemos essas perguntas aos jornalistas de O Globo?

Imediatamente, seríamos tachados de antidemocratas, cerceadores da liberdade de expressão, chavistas e outros mantras do gênero.

Como um grupo empresarial que cresceu graças aos bons serviços prestados à ditadura civil-militar tem moral de questionar ideologicamente os blogueiros que participaram da entrevista coletiva?

Liberdade de imprensa e de expressão vale só para direita e para a esquerda, não?

Como uma empresa que tem no seu histórico o colaboracionismo com a ditadura, o caso pró-Consult, o debate editado do Collor vs Lula, ter sido contra a campanha Pelas Diretas, pode se arvorar em ditar normas de bom Jornalismo e ética?

Como uma empresa que deve R$ 900 milhões ao fisco tem moral para questionar outros brasileiros?

Como um grupo empresarial que recebe, disparadamente, a maior fatia da publicidade do governo federal pode criticar os poucos blogs que recebem alguma propaganda governamental?

O Viomundo, repetimos, não aceita propaganda dos governos federal, estaduais e municipais.
É uma opção nossa. Mas respeitamos quem recebe. É um direito.

No Viomundo, não temos nada a esconder.
Só não admitimos que as Organizações Globo, incluindo O Globo, com todo o seu histórico, se arvorem no direito de fiscalizar a blogosfera.

Por isso, eu Conceição Lemes, que representei o Viomundo na coletiva, não respondi a O Globo.
Preferi responder aos nossos milhares de leitores.
Diretamente. E em público.
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Leia aqui no Viomundo as respostas da jornalista Conceição Lemes

ao interrogatório intimidatório promovido pela Rede Globo:

(https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/resposta-em-publico-a-o-globo.html)
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Observação

A Famíglia Marinho publicou no Jornal O Globo

só as três últimas respostas de Conceição Lemes:

(http://oglobo.globo.com/pais/blogueiros-que-entrevistaram-lula-respondem-tres-perguntas-12219688)
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Responder

    FrancoAtirador

    18 de abril de 2014 às 18h21

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    Uma bancada alternativa para entrevistar Lula, inspirada pelo Globo

    Por Paulo Nogueira, no DCM

    E o Globo procura os blogueiros que entrevistaram Lula em busca de informações para uma reportagem que mostre a razão de terem sido convidados.

    O Globo parece fugir da resposta mais simples: é que fazem um jornalismo menos viciado do que o do Globo.

    Para Kiko, vieram poucas perguntas.
    Mas vejo agora que para Conceição Lemes, que representou o Viomundo, foi uma série infindável de perguntas, como se fosse um interrogatório.

    Ela as publicou, com as respostas – dadas não ao Globo, mas aos leitores do Viomundo.

    Chegaram a perguntar a ela se recebera dinheiro para se deslocar até o Instituto Lula, em São Paulo, onde foi feita a entrevista.
    Conceição disse que não. Pagou o táxi com suas próprias posses.

    Não fez o que o Globo fez quando foi cobrir uma palestra de Joaquim Barbosa na Costa Rica.

    O contribuinte pagou a conta da jornalista do Globo que acompanhou JB – aliás num jato da FAB.

    Mas a questão que mais me chamou a atenção no interrogatório do Globo
    foi o que Conceição achava da ideia de Lula incluir entre os convidados
    “blogueiros de oposição”, como Reinaldo Azevedo.

    Azevedo foi citado nominalmente, e então peço pausa para rir.

    Seria de fato uma grande ideia.

    Tão boa que o próprio Globo poderia adotar e convidar Paulo Henrique Amorim para uma futura entrevista que os irmãos Marinhos concedam, de preferência ao vivo, como foi o caso de Lula.

    Outra possibilidade é Miguel do Rosário, para discutirem o caso da sonegação bilionária da Globo na Copa de 2002.
    Foi um furo de Miguel, com seu Cafezinho.

    Os Marinhos ficariam certamente felizes de ver, na entrevista, Fernando Brito, do Tijolaço.
    Fernando poderia perguntar sobre o direito de resposta de Brizola*, na voz de Cid Moreira no Jornal Nacional.
    Brito, soube-se recentemente, foi o autor do texto de Brizola.

    De volta a Lula.

    Reinaldo Azevedo começaria se dirigindo a Lula, respeitosamente, por “Apedeuta”.
    O Brasil, para cuja autoestima ele tanto colabora, seria tratado como “Banânia”.
    E os petistas seriam, claro, os “petralhas”, uma palavra da qual ele se orgulha como se tivesse criado não ela, mas Guerra e Paz.

    A bancada de entrevistadores de Lula poderia ser reforçada com outros nomes, na linha sugerida pelo Globo.

    Diogo Mainardi poderia enriquecer, de Veneza, por Skype, a entrevista.
    Ele trataria Lula, com a devida deferência, como “Anta”.
    E levaria também as saudações de seu pai, Ênio, que fraternalmente vive pedindo a Deus que traga de volta o câncer a Lula.

    Augusto Nunes é outro nome que deveria estar na bancada.
    Com sua habitual elegância, e com seu apreço pelos brasileiros do Nordeste, Nunes batizou Lula de “presidente retirante”.
    Outras maneiras de Nunes se referir a Lula variam, britanicamente,
    de “Molusco” a “Cachaceiro”, de “Afanador” a “Burro”.
    Podemos ver Nunes pedir a “Molusco” que envie lembranças a “Dois Neurônios”, como ele chama carinhosamente Dilma.
    Num gesto de extrema civilidade, ele poderia entregar a Lula a capa emoldurada da Veja na qual “Molusco” leva um chute no traseiro.

    Para seguirmos na excelente ideia do Globo, jornalistas da casa deveriam estar presentes também.

    Merval Pereira, por exemplo, teria boas contribuições ao indagar Lula sobre o lulopetismo, o lulodilmismo e o lulobolivarianismo.
    Merval embelezaria a ocasião se se apresentasse engalanado com sua farda de Imortal.

    Jabor é outro que não poderia ser esquecido.
    Ele compartilharia com Lula suas ponderadas reflexões sobre a bolchevização comunoestalinista do Brasil pelo PT.

    Ali Kamel poderia ser incumbido de fazer a edição do vídeo, ele que entrou para a história com o Caso do Atentado da Bolinha de Papel, que quase vitimou José Serra.

    Realmente, uma grande ideia a do Globo.

    Caso Lula saiba dela, tenho certeza de que ele em breve convocará uma outra entrevista, com os grandes jornalistas listados acima e mais alguns outros de igual grandeza.

    (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/uma-bancada-alternativa-para-entrevistar-lula-inspirada-no-globo)
    .
    .
    No Brasil, Roberto Marinho é – no presente, porque continua vivo nas Organizações Globo – uma das figuras mais funestas à República Democrática
    e nefastas ao Estado de Direito.

    Desde o início dos anos 1930, a FamíGlia Marinho se locupleta
    no Círculo do Poder Político e Econômico, para única e exclusivamente
    fazer crescer esse Império de Ganância e de Vaidade,
    às custas do Sangue, do Suor e das Lágrimas de Brasileiros e Brasileiras.

    E é a Internet que fará esse Monstruoso Monopólio Midiático ruir.

    E está próximo…

    *A RESPOSTA DE LEONEL BRIZOLA À REDE GLOBO DE TELEVISÃO

    A Rede Globo, por Leonel de Moura Brizola,
    no Jornal Nacional, pela voz de Cid Moreira:

    (http://www.youtube.com/watch?v=udqva2sZHIQ)

    Em 1992, o Magnata das Comunicações Roberto Marinho (1904-2003),
    em um editorial no jornal ‘O Globo’
    e no Jornal Nacional (JN) da TV Globo,
    dirigiu-se ao então Governador do Estado do Rio de Janeiro,
    Leonel de Moura Brizola (1922-2004),
    chamando-o de “senil”, entre outras muitas ofensas.

    Em função da matéria ofensiva da Rede Globo,
    Brizola ajuizou Ação de Direito de Resposta,
    obra do advogado Arthur Lavigne, em fevereiro de 1992.

    O Tribunal de Alçada Criminal do Rio de Janeiro, por unanimidade,
    em decisão até ali inédita, confirmou, em grau de recurso,
    a sentença prolatada pelo Juiz de 1ª Instância,
    determinando que a TV Globo veiculasse no Jornal Nacional
    o “Direito de Resposta” do Governador Leonel Brizola.

    O texto foi preparado pelo jornalista Fernando Brito,
    Secretário de Imprensa de Brizola, com a colaboração dos jornalistas
    Luiz Augusto Erthal e Osvaldo Maneschy,
    que também trabalhavam na Secretaria de Imprensa.

    Coube a Leonel Brizola a revisão final.

    Finalmente, dois anos depois da ofensa global ao governador trabalhista,
    em 15 de março de 1994, a resposta de Brizola foi lida por Cid Moreira,
    âncora do JN, na TV Globo.

    Eis a íntegra do texto:

    “Todos sabem que eu, Leonel Brizola, só posso ocupar espaço na Globo quando amparado pela Justiça.

    Aqui, citam o meu nome para ser intrigado, desmerecido e achincalhado perante o Povo Brasileiro.

    Ontem, neste mesmo Jornal Nacional, a pretexto de citar o editorial de O Globo, fui acusado na minha honra e, pior, chamado de senil.

    Tenho setenta anos, dezesseis a menos que o meu difamador, Roberto Marinho.

    Se é esse o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que use para si.

    Não reconheço na Globo autoridade em matéria de liberdade de imprensa, e basta, para isso, olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura que por 20 anos dominou o nosso País.

    Todos sabem que critico, há muito tempo, a TV Globo, seu poder imperial e suas manipulações.

    Mas a ira da Globo, que se manifestou ontem, não tem nenhuma relação com posições éticas ou de princípio.

    É apenas o temor de perder negócio bilionário que para ela representa a transmissão do carnaval.

    Dinheiro, acima de tudo.

    Em 83, quando construí a Passarela, a Globo sabotou, boicotou, não quis transmitir e tentou inviabilizar, de todas as formas, o ponto alto do carnaval carioca.

    Também aí, não tem autoridade moral para questionar-me.

    E mais: reagi contra a Globo em defesa do Estado e do povo do Rio de Janeiro que, por duas vezes, contra a vontade da Globo, elegeu-me como seu representante maior.

    E isto é o que não perdoarão nunca.

    Até mesmo a pesquisa mostrada ontem revela como tudo na Globo é tendencioso e manipulado.

    Ninguém questiona o direito da Globo mostrar os problemas da cidade.

    Seria, antes, um dever para qualquer órgão de imprensa.

    Dever que a Globo jamais cumpriu quando se encontravam no Palácio Guanabara governantes de sua predileção.

    Quando ela diz que denuncia os maus administradores, deveria dizer, sim, que ataca e tenta desmoralizar os homens públicos que não se vergam diante de seu poder.

    Se eu tivesse pretensões eleitoreiras, de que tentam me acusar, não estaria, aqui, lutando contra um gigante como a Rede Globo.

    Faço-o porque não cheguei aos 70 anos de idade para ser um acomodado.

    Quando me insultam por minhas relações administrativas com o Governo Federal, ao qual faço oposição política, a Globo vê nisso bajulação e servilismo.

    É compreensível.

    Quem sempre viveu de concessões e favores do poder público não é capaz de ver nos outros senão os vícios que carrega em si mesmo.

    Que o povo brasileiro faça seu julgamento, e, na sua consciência lúcida e honrada, separe os que são dignos e coerentes daqueles que sempre foram servis e gananciosos.

    LEONEL DE MOURA BRIZOLA”

    (https://www.viomundo.com.br/humor/xico-sa-com-aquele-carnaval-chatissimo-tinha-mais-que-tomar-porre.html)
    .
    .

Belmiro Machado Filho

18 de abril de 2014 às 16h01

Há tempos que o PIG vem tentando desqualificar o trabalho dos blogueiros independentes. Demonstração de pura imaturidade e insegurança por parte dos barões da midia. Os blogues sujos são hoje uma realidade que veio para ficar e pela sua independência incomoda sobremaneira as grandes corporações. O PIG odeia pluralidade. Estamos no caminho certo.

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Julio Silveira

18 de abril de 2014 às 15h37

Para mim é desnecessário ressaltar as tantas evidencias que fazem diferentes os blogs que visito (incluso o que participo mais frequentemente e posso dizer até que com exclusividade, o Vi o mundo) e essa mídia corporativa. Diferenças que me fizeram fidelizar minhas buscas e tornar cada amanhecer um incentivo para procurar nesses blogs a informação cidadã de que preciso. Exijo ser tratado com respeito, e com respeito me refiro ao não desprezo a minha inteligência. Depois de ter percebido no transcorrer dos anos tantas manipulações, tanta de sacanagem com a minha cidadania, e não somente com a cidadania dos mais frágeis, mas toda aquela com massa critica e democrática, acabei por ser conquistado e daí reconhecer o respeito nesses blogs a minha cidadania foi um passo e a partir daí passei também a ter lado. Nesta minha vivencia, após confirmar tantas praticas nefastas vindo dessas organizações familiares (que acabam por camuflar esse fator familiar para não terem um rosto a ser apontado), como “pessoa jurídica” ( mas que são sim feitas por gente de carne e osso, movidas por interesses particulares, que se ocultam usando o manto do interesse publico). Essas pessoas, que estão por trás desses grupos, para mim, nunca estiveram a serviço do Brasil, mas como pontas de lança de um Globalismo pensado para reforçar a proeminência exclusivamente de seu grupo de pessoas, que chamo os exclusivistas e de todo e qualquer país que aceita fazer dessas prerrogativas sua verdade legal ainda que imoral. Desvendar esses grupos, trazê-los a luz e demonstrar todas as contradições entre o que vendem e o que praticam, aumenta cada vez mais minha admiração e meu respeito aos criadores e gestores desses Blogs, os sujos e ao Ví o mundo em particular pelo seu caráter amplamente democrático. Reside aí, justamente na coragem de fazerem claramente o que fazem, e arcar com a consequência dessa humana exposição, que os fazem diferenciados. Não contam com entidades jurídicas que ajudam a retirar o rosto dos particulares interesses, mas agentes desse esclarecimento, desse descobrimento. Tomaram para si a responsabilidade de uma empreitada difícil (que acovarda até governos), para esclarecer a população. profissionalizaram o debate empregando o mister de suas vocações profissionais para esse fim, e definitivamente tendo os meios para algum equilíbrio, quebraram o ciclo do amadorismo ou da clandestinidade nesse debate onde a verdade quase monolítica, a ultima palavra tinha que ser dessas oligarquias familiares e conservadoras da mídia corporativa.

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Maria Angelica

18 de abril de 2014 às 14h35

Para sempre os blogs progressistas .

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Bento dos Santos Barroso

18 de abril de 2014 às 14h28

Não sei se sou novo leitor! Leio sobre tudo para poder formar minha opinião, daí tenho entendido que a formação de opinião (através da destruição de reputação, assim como da repetição exacerbada de fatos e meias verdades sem comprovação, julgamentos sumários) sempre foi usada para manipular a opinião pública e assim perpetuar uma elite no poder. Pior é saber que entre os trabalhadores estão os cidadãos que acabam ajudando essa situação a se perpetuar! Abraços.

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juarez campos

18 de abril de 2014 às 14h24

Achei belíssima a entrevista com Lula e acho que as pessoas escolhidas são bem intencionadas e têm reputação. A Globo ficou com inveja e é só.

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Bruno Henrique

18 de abril de 2014 às 13h36

Pura dor de cotovelo das organizações Globo. Feios!

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Bacellar

18 de abril de 2014 às 12h38

18 pontos no Ibope. Será que vão ter que zerar pra começar a fazer jornalismo? Não entenderam ainda que as novas gerações já não acreditam em factoides simplesmente por serem lançados por uma empresa de mídia de grande porte. Que só os velinhos de 80 anos e os tapados caem na esparrela deles?

Enquanto isso a entrevista do Lula pros padrões de transmissão on-line e pelo dia e horário teve uma audiência absurda.

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Deathdoor

18 de abril de 2014 às 12h36

Essa postagem tinha que ficar mais destacada, e é bom que os leitores compartilhem por aí com bastante ênfase para que LEIAM.

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francisco niterói

18 de abril de 2014 às 12h29

Azenha

Sou leitor de trocentos anos do viomundo e nao parei a leitura onde vc aconselhou visto ser muito bom ler PORRADAS BEM DADAS na globo.

E com classe, coisa que eu nao consigo ao falar desta organizacao mafiosa e sonegadora de impostos.

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    Ade50

    18 de abril de 2014 às 14h58

    To junto…e faço aqui um pedido para que sejam patrocinadores de ao menos UM blog citado.
    Eu devo começar em maio…
    Abraços

    luiz mattos

    21 de abril de 2014 às 09h47

    Foi sublime.

Eduardo Guimarães

18 de abril de 2014 às 11h59

Falou tudo, Azenha

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