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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Nassif: Fator Tacla Duran implode a manipulação forjada da Lava Jato

07 de fevereiro de 2018 às 10h13

Xadrez da grande manipulação da Lava Jato

por Luís Nassif, no GGN

Para não se perder nas siglas, um pequeno glossário:

DOE – Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, que administrava o caixa 2 e as propinas do grupo.

Drousys – sistema criptografado de troca de mensagens.

MyWebDay – sistema criptografado que fazia a contabilidade do DOE.

​Peça 1 – O livro de Tacla Duran

No dia 19/09/2017, no artigoXadrez sobre a falsificação dos documentos na Lava Jato, o Jornal GGN trazia à tona as primeiras revelações do livro do advogado Rodrigo Tacla Duran sobre a Lava Jato. Era uma prova colocada por algumas horas em um site.

Prestador de serviços da Odebrecht, profundo conhecedor dos sistemas utilizados pela empresa – o Drousys e o MyWebDay, o livro trazia duas denúncias de impacto.

A primeira, é que parte relevante dos extratos do Meinl Bank foram falsificados.

Havia seis evidências definitivas sobre a falsificação.

Evidência 1 – extrato da Innovation com somas erradas.

Evidência 2 – extratos com erros são diferentes de outros extratos do mesmo banco apresentados em outras delações.

Evidência 3 – os extratos originais do banco apresentam números negativos com sinal menos, ao contrário do extrato montado, em que eles aparecem em vermelho.

Evidência 4 – a formatação das datas de lançamento é totalmente diferente de outros documentos do banco, que seguem o padrão americano: Mês/Dia/Ano.

Evidência 5 – a formatação nas datas de lançamento é idêntica ao da planilha PAULISTINHA, preparada por Maria Lúcia Tavares, a responsável pelos lançamentos no Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht.

Evidência 6 – nos anexos da delação de Leandra A. Azevedo consta ordem de pagamento, com data de 28 de setembro de 2012, de US$ 1.000.000,00 da conta da Innovation para a Waterford Management Group Inc.

Mas no extrato bancário supostamente montado, a transferência consta como saída de 27 de setembro de 2012, ou seja, antes da ordem de pagamento.

A segunda denúncia é que a Lava Jato tentou impor condições para aceitar o acordo de delação de Tacla Duran, uma das quais era a de endossar uma versão que, segundo ele, não correspondia à verdade. E, para tanto, chegou a ameaçar de envolvimento seus familiares.

As delações passam, então, a serem analisadas com lupa pela parcela do jornalismo não comprometida com a operação.

Descobre-se, então, que a Lava Jato deixou de fora da delação de João Santana e esposa a conta de maior saldo no exterior. E que o advogado do casal é irmão de um dos procuradores da Lava Jato.

Mais: o melhor amigo do juiz Sérgio Moro, Carlos Zucolotto Júnior, apresentou a Tacla uma proposta delação que reduziria de US$ 15 milhões para US$ 5 milhões a multa, mediante o pagamento de outros US$ 5 milhões por fora.

No dia seguinte ao da proposta, Tacla recebeu e-mail de procuradores da Lava Jato propondo um novo acordo de delação nos mesmos moldes conversados com Zucolotto.

Para disfarçar a redução da pena pecuniária, os procuradores recorriam a uma esperteza. A pena ficava em US$ 15 milhões a serem confiscados de determinada conta corrente – que a Lava Jato sabia, de antemão, estar vazia. Nada encontrando, seria substituída por outro confisco, de US$ 5 milhões, a sair de uma segunda conta de Tacla Duran, esta sim, com fundos.

A partir das revelações de Tacla Duran, começa a ser desvendada todo o edifício montado pela Lava Jato, em cima de delações forçadas e – mais grave – da suposta falsificação de provas.

De fato, na mega-delação de executivos da Odebrecht, as únicas únicas provas apresentadas eram justamente extratos capturados dos sistemas Drousys e MyWebDay.

Nossa história começa assim. Já sabendo o final, vamos voltar ao começo, quando a Lava Jato consegue negociar a mega-delação com a Odebrecht e as supostas informações provenientes dos dois sistemas eram distribuídas à imprensa e incluídas nas peças de acusação.

Como todas as estratégias e movimentos da Lava Jato eram buzinados para seus jornalistas de confiança, a reconstituição das reportagens dá uma ideia precisa do que se passava na cabeça de juiz, procuradores e delegados, à medida em que as revelações sobre os sistemas da Odebrecht lançaram suspeitas fundadas sobre a manipulação de provas.

Peça 2 – Odebrecht promete entregar Lula e Dilma

No dia 23/03/2016, a Polícia Federal saiu a campo com 28 mandados de condução coercitiva contra executivos da Odebrecht.

Selecionou três dos principais executivos, deu-lhes a chamada prensa, para que voltassem para o grupo e convencessem os colegas da necessidade de delatar.

Foi o que teria convencido o patriarca Emilio Odebrecht e o filho Marcelo a concordar com a delação.

Os procuradores já tinham lista de condições, de acordo com reportagens divulgadas por seus porta-vozes na imprensa:

* que a Odebrecht desistisse dos processos na Suíça, que impediam a remessa dos arquivos do Drousys e do MyWebDay;

*que entregasse provas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e fornecesse provas de financiamento ilegal de recursos para as campanhas da presidente Dilma Rousseff, inclusive a extensão total dos pagamentos ao marqueteiro do PT, João Santana, no Brasil e no exterior.

Ou seja, desde o primeiro momento, a entrega dos arquivos do Drousys e do MyWebDay eram condições essenciais para o acordo de delação.

Peça 3 – a Polícia Federal de Brasilia enxerga os furos nas delações

Assim que as delações da Odebrecht chegaram ao Supremo, e saíram do círculo de cumplicidade do Paraná, delegados da Polícia Federal identificaram várias inconsistências, que  comprometiam a checagem das informações passadas por Curitiba para a Procuradoria Geral da República.

Criticavam o exagero no número de delatores, a mudança de versão por alguns deles, e a falta de acesso aos dados que controlavam as planilhas de repasses de dinheiro, caixa dois ou propina, a parlamentares.

Nos seus relatórios internos, segundo a mídia, a PF apontava mais problemas, como a ausência de documentos que corroborassem as delações.

Os delegados que atuavam junto ao STF pediram acessos aos dois sistemas, o Drousys e ao MyWebDay. Aparentemente, não conseguiram.

Com as delações da Odebrecht sob suspeita, junto aos setores que atuavam no próprio STF, a partir de agosto agosto de 2017 a Lava Jato começou a vazar as primeiras informações sobre os sistemas do Departamento de Operações Estruturadas (DOE) da Odebrecht, visando criar uma blindagem com a opinião pública.

No início de agosto, a defesa de Lula já solicitava acesso aos arquivos o que, segundo ela, confirmaria que o ex-presidente nunca recebeu dinheiro ilícito da Odebrecht.

No dia 08/08/2017, o procurador Deltan Dallagnol informou que a Odebrecht havia entregue à Lava Jato cópias dos dispositivos de acesso de usuários ao sistema.

Segundo Dallagnol, o material havia sido extraído por autoridades suíças dos servidores da Odebrecht.

Nos dias seguintes, a empresa repercutia a notícia do tal “arquivo bomba”.

Segundo os relatos, investigadores da Lava Jato teriam dito que o sistema atingia políticos, empresários, membros do Judiciário, tribunais de conta e diplomacia. Como saberiam sem ter acesso aos sistemas?

Peça 4 – o lawfare em torno do Sistema

A partir daí a força tarefa passou a disseminar notícias, todas tomando como base os arquivos dos dois sistemas da Odebrecht.

A força-tarefa apresentou ao juiz Sérgio Moro os primeiros balanços das informações supostamente extraídas do Drousys e que indicariam que o dinheiro para compra de um terreno para o Instituto Lula partiu do DOE, o Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht.

Mencionava as empresas offshores da Odebrecht no Panamá, América Central, Antigua e Barbuda, no Caribe.

Montava ilações de toda ordem. Um dos sócios da empresa que era dona do terreno supostamente destinado ao Instituto Lula, Mateus Baldassari, em 2010 declarou à Receita cotas da empresa Jaumont, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Pois o Drousys indicava que em janeiro de 2011, a Constructora Internacional del Sur, registrada no Panamá em nome de Olívio Rodrigues Júnior — operador de propinas da Odebrecht –, transferiu US$ 537.575 (R$ 940.541,22) para a Jaumont.

Dizia-se mais. Em novembro de 2010, o DOE previu pagamento para uma empresa chamada Beluga Holdings Ltda.

A fonte pagadora seria a Innovation, offshore registrada em Antigua e de propriedade de Olivio Rodrigues Júnior e Marcelo Rodrigues, operadores de propina da Odebrecht.

As informações – com as respectivas ilações – eram despejadas aos borbotões na mídia, sem que ninguém, nem repórteres nem advogados, tivessem acesso aos dados originais. E nem se importassem de solicitar, tal o grau de degradação da cobertura jornalística, com repórteres operando como braços da polícia.

A defesa de Lula insistiu em ter acesso ao sistema MyWebDay, de onde vinham as supostas informações.

Em resposta a Sergio Moro, Dallagnol informou que o MyWebDay ainda não tinha sido acessado pelo MPF.

Segundo ele, a Suíça não tinha compartilhado os dados e Hilberto Mascarenhas, o diretor do DOE, que supostamente teria as chaves da criptografia do sistema, havia afirmado ter se desfeito delas.

Não explicava o fato de vários documentos supostamente originários do sistema terem sido divulgados para a imprensa e constado das delações como provas contra Lula.

Peça 5 – O questionamento das informações do sistema

Os advogados de Lula insistiam para ter acesso aos documentos originais. Não conseguiam.

Os procuradores informaram ao juiz Moro que os documentos solicitados pela defesa foram extraídos “diretamente de cópia dos discos rígidos” do sistema Drousys.

A defesa questionou os documentos e pediu a realização de exames grafoscópico e documentoscópico.

O ponto central de desconfiança era uma ordem de pagamento com duas versões, uma com apenas uma assinatura e a outra com duas.

Além disso, havia um papel com anotações manuscritas, com dois tipos de caligrafia, uma a tinta outra aparentemente a lápis, sem que os autores fossem identificados.

Finalmente, um e-mail com anotações manuscritas, atribuídas a Marcelo Odebrecht, sem nenhuma prova de sua autenticidade.

Em 13/09/2017 o juiz Sérgio Moro tomou duas decisões.

A primeira, foi solicitar à força tarefa que extraísse todos os dados relativos a Lula nos sistemas do DOE. A segunda, foi negar à defesa de Lula acesso aos arquivos.

“Inviável fornecer cópia dos sistemas Drousys ou MyWebDay à defesa de Luiz Inácio Lula da Silva ou a qualquer outra”, decidiu Moro, em despacho.

“Além das dificuldades técnicas, pois são vários HDs, os sistemas contêm informações relevantes para outras ações penais”, alegou ele.

Percebia-se, ali, o incômodo de Moro e da Lava Jato com a possibilidade de serem comprovadas as manipulações dos sistemas.

A estratégia foi manter a perícia sob estrito controle da Lava Jato.

Peça 6 – a Lava Jato tenta manter controle total sobre sistema

Todo o material estava guardado com a Procuradoria Geral da República. Foi feito o pedido para os arquivos serem transferidos para a Polícia Federal e para os procuradores da Lava Jato.

 Coube ao delegado Igor Romário de Paula, da Polícia Federal (PF), indicar a Moro dez peritos de confiança para vistoriar o Drousys e o My Web Day.

O cronograma assinado pelo delegado Felipe Hayashi estimou em 26 horas a análise dos 18 HDs fornecidos pela Odebrecht.

Os trabalhos foram realizados no dia 30/10/2017. Estava previsto uma “cópia espelho” para uma perícia a ser feita pela PF de Curitiba entre os dias 9 e 10 de novembro.

Mais uma vez, a defesa ficou de fora. Ela, e seus assistentes técnicos, só teriam acesso aos sistemas após o fim da perícia, e sob supervisão da equipe de peritos da PF, que já teriam mapeado os conteúdos mais explosivos.

Foram aceitos os técnicos indicados pela Odebrecht, já que “a empresa é a detentora do sistema e prestará auxílio constante à equipe de peritos”.

Era evidente a intenção da Lava Jaot de manter todo o conteúdo dos sistemas sob sua estrita vigilância, o que lhe garantia o controle total sobre as delações.

Peça 7 – Tacla Duran fala

No início de novembro, os deputados Paulo Pimenta e Wadih Damous, integrantes da CPI da JBS, viajaram a Madri e entrevistaram Tacla Duran.

Na entrevista, Tacla reafirmou as acusações de falsificação dos extratos do Meinl Bank.

Outro dado apresentado era a de um extrato que em determinada data tem saldo positivo. No mesmo anexo, juntado pelo delator, na mesma data o saldo está negativo.

O extrato só poderia ser verídico se houvesse movimentação nessa data, no mesmo dia, entre a emissão de um extrato e outro. Mas, segundo Tacla, seria impossível.

Primeiro, porque as contas já estavam totalmente bloqueadas. Segundo, porque o beneficiário da conta já estava detido em Curitiba.

Além disso o sistema do banco também foi fraudado para impedir o rastreamento do dinheiro, denunciava ele.

Tacla referiu-se também à conta Deltora, vinculada ao marqueteiro João Santana e à esposa Mônica Moura, que simplesmente não aparecia nos inquéritos, denotando alguma espécie de acerto entre o casal e a força tarefa.

Peça 8 – Moro evita interrogar Tacla Duran

No dia 04/12/2017 deveria ocorrer audiência em Madri, entre os procuradores de Curitiba e Rodrigo Tacla Duran, depois de ele ter acusado o amigo de Moro de ter proposto ajuda em delação, mediante pagamento por fora.

A audiência acabou não se realizado e a força tarefa não quis explicar as razões.

Estavam confirmadas as presenças de três procuradores de Curitiba, entre eles Roberson Pozzobon e Orlando Martello. Mas nenhum dos membros da força-tarefa compareceu ao compromisso solicitado às autoridades espanholas pela própria Lava Jato.

GGN quis saber as razões da desistência. A resposta foi sucinta: “Sobre seu pedido, a força-tarefa Lava Jato não irá se manifestar”.

Peça 9 – A Polícia Federal reclama que a PGR retém os sistemas

No início de dezembro, cinco meses após receber os autos do inquérito instaurado com base na delação da Odebrecht, a Polícia Federal se queixou que o MPF não havia lhe disponibilizado o acesso aos dois sistemas, o Drousys e o My Web Day.

Mas como assim, se os jornais haviam divulgado até o calendário de auditoria nos sistemas?

Dizia despacho assinado pelo delegado de Polícia Federal Álex Bersan de Rezende:

“Registro que desde a chegada destes autos no âmbito da Polícia Federal, em 02 de julho de 2017, transcorreram pouco mais de 05 (cinco) meses sem que os sistemas de comunicação e contabilidade paralela da Odebrecht tivessem sido disponibilizados pelo Ministério Público Federal à Polícia Federal para realização da perícia técnica, com as cautelas necessárias, e posterior acesso aos dados para comprovação ou não do teor dos relatos dos colaboradores”, escreveu o delegado.

Vai-se atrás das razões e a demora se devia ao próprio Ministério Público Federal do Paraná.

A PGR dependia exclusivamente da oficialização do pedido de Sérgio Moro, que, por sua vez, dependia do pedido formal dos procuradores da Lava Jato. E nunca feio.

Segundo os procuradores de Curitiba, a razão da demora é que “estão sendo adotadas providências para que as informações possam ser utilizadas de modo seguro”.

Portanto, nesse caso,  o jogo de manipulação não deve ser debitado ao MPF como um todo, nem à PGR, mas exclusivamente ao grupo de Curitiba.

Peça 10 – a defesa de Lula insiste em pedir acesso aos sistemas

À esta altura, estava relativamente claro que a Lava Jato tinha se enredado nas próprias artimanhas que armou.

As denúncias de Tacla Duran haviam jogado os dois sistemas – o Drousys e o MyWebDay – no centro da disputa.

E os procuradores não encontravam maneira de ocultar as pistas das falsificações ocorridas.

A defesa de Lula passou a bater diariamente nesse ponto, solicitando participar da auditoria do sistema.

Como declarou Tacla Duran, em seu depoimento na CPI da JBS, “esses extratos são falsos e já foram periciados. No caso da denúncia do presidente Michel Temer, esses extratos que foram aportados, eles demonstram que o sistema foi manipulado. A partir do momento em que o sistema foi manipulado antes, durante e depois do bloqueio, as provas, no meu entender, são viciadas. Todas as provas que saem daquele sistema, a partir daí, são viciadas”.

Mesmo com a Polícia Federal, e seus 10 peritos de confiança, analisando os sistemas, no dia 6/12/2017 o MPF solicitou nova perícia em um equipamento que armazenava cópia do sistema Drousys, dois discos rígidos e um pen drive.

A intenção era verificar a autenticidade das informações e “encontrar eventuais registros relacionados ao terreno supostamente destinado ao Instituto Lula”.

Como se recorda, em agosto a Lava Jato divulgou documentos supostamente armazenados no Drousys dando conta de que o DOE foi utilizado pela Odebrecht para pagar parte do terreno destinado ao Instituo Lula.

Segundo seus porta-vozes na imprensa, o pedido de perícia visava responder ao pedido dos advogados de Lula. Obviamente, a perícia não incluía peritos independentes.

Aumentou a desconfiança sobre as intenções dos procuradores.

O livro de Tacla Duran escancarou a armação que era canhestra: alguns dos extratos falsificados tinham as datas em português, revelando o uso de Excel para montar o extrato.

Em vez de considerar as novas provas, os bravos procuradores tratavam, agora, de esconder o rinoceronte debaixo do tapete, e apregoar que o rabo que ficou de fora era do contracheque para Lula.

Peça 11 – o TRF4 ajuda a blindar a Lava Jato

Em 13/12/2017, a defesa de Lula foi ao TRF4 solicitar acesso ao sistema.

A 8ª turma – a mesma que condenou Lula, com os três desembargadores combinando a sentença – negou mais uma vez o acesso.

O próximo passo seria pedir para as instâncias superiores. E, aí, sairia fora do controle do pacto de sangue Moro-Procuradores-Delegados.

A estratégia da Lava Jato foi acelerar as denúncias contra Tacla Duran.

No meio do mês, ex-funcionários da Odebrecht, denunciaram ter sido pressionados a assumir a culpa na época da delação.

Um deles, Paulo Melo, executivo que participou da negociação de um terreno comprado para o Instituto Lula, pediu a absolvição e afirmou não ter visto nada de errado na relação entre a empresa e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Carlos Armando Paschoal e Emyr Costa, que participaram das obras do sítio de Atibaia (SP) que era frequentado por Lula e foi reformado por empreiteiras, também pediram para ser inocentados. Eles dizem que só cumpriam ordens e negam ter cometido crimes.

Procuradores pediram o cancelamento de todos os benefícios concedidos a eles, por conta da delação premiada.

No final, havia 11 réus da Odebrecht. Restaram apenas 10 delatores.

E parte deles certos de que foram colocados em uma armadilha, ao admitir crimes que não haviam cometido, em um momento em que a Lava Jato infundia terror em todos os suspeitos.

Tudo isso, em uma quadra em que o STJ ou o STF poderiam autorizar os advogados de Lula a acompanhar a perícia nos sistemas.

Peça 12 – a Lava Jato joga a toalha

No dia 29/01/2018, o Globo traz a revelação bombástica. O procurador Carlos Fernando dos Santos, um dos coordenadores da Lava Jato, informou não ser possível abrir o sistema My Web Day.

O sistema tinha duas chaves de criptografia, que foram perdidas.

Ou seja, o maior acordo de delação e de leniência da história, com valores superiores a R$ 10 bilhões de multas, mais de 170 delatores, não tinha duas pequenas chaves de criptografia, essenciais para abrir o sistema central – justamente o que continha supostamente todas as provas documentais das denúncias formuladas.

Segundo a cândida explicação da Lava Jato, “quando fechou o acordo com a Odebrecht, o MPF esperava ter acesso aos dois sistemas — para conseguir cruzar dados de fontes distintas e corroborar informações de depoimentos dos 77 colaboradores”.

O procurador Carlos Fernando admitia que “ não foi possível verificar os dados com os pen drives entregues pela empreiteira, as circunstâncias em que outros pen drives de acesso ao mesmo sistema foram destruídos ou apagados estão sob investigação”.

Mais que isso. A porta de entrada no sistema eram tokens que geravam as senhas.

Segundo informa O Globo, o próprio Marcelo Odebrecht, em depoimento à Polícia Federal, havia informado que o executivo que tinha as informações sobre os tokens era Maurício Ferro, diretor-jurídico da empresa.

No entanto, a força tarefa conseguiu dois tokens que pertenciam a funcionários de escalão inferior. E não testaram os tokens no momento da entrega.

Maurício Ferro sequer foi ouvido.

Peça 13 – as narrativas possíveis

Confirma-se, assim, a narrativa mais óbvia para essa série de patacoadas, antecipada há alguns meses pelo GGN.

1.   A Lava Jato obrigou os delatores da Odebrecht e delatar Lula. Era a condição essencial para a delação ser aceita.

2.  Como delação tem que apresentar provas, e como não existiam as provas do que diziam, recorreram à falsificação dos extratos do Banco Meinl e do sistema de conversas do Drousys.

3.  O fator Tacla Duran implode a manipulação forjada.

4.   Sem ter como explicar, destroem-se às provas.

Uma segunda hipótese é a seguinte:

1.  Ao abrir a My Web Day, a força tarefa constatou que havia provas que envolviam políticos aliados, membros do Judiciário, do TCU e do próprio MPF.

2.  Em vista disso, decidiu destruir às provas, ainda que à custa de perder parte relevante das acusações contra Lula.

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Messias Franca de Macedo

07/02/2018 - 22h05

Delações da Odebrecht, como previsto, foram para debaixo do tapete da Lava Jato
Por egrégio e impávido jornalista e escritor Osvaldo Bertolino – O Outro Lado da Notícia
https://www.youtube.com/watch?v=8d5UatOwNEM

Responder

Messias Franca de Macedo

07/02/2018 - 21h22

FBI atua na “lava jato” desde o seu começo e se gaba da operação pelo mundo.Por Marcos de Vasconcellos

PUBLICADO NO Conjur
Por Diario do Centro do Mundo – 7 de fevereiro de 2018

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/fbi-atua-na-lava-jato-desde-o-seu-comeco-e-se-gaba-da-operacao-pelo-mundo-por-marcos-de-vasconcellos/

Responder

Messias Franca de Macedo

07/02/2018 - 21h13

BOMBA DE HIDROGÊNIO NA ‘FARSA A JATO’!
***
Duplo Expresso especial
https://www.youtube.com/watch?v=ck6_u8qDqn4

Responder

    Messias Franca de Macedo

    07/02/2018 - 21h27

    ACIMA

    E mais:
    “Eduardo Cunha não está preso!
    E Sérgio Cabral também não está preso!”
    Por egrégio e impávido jornalista Wellington Calasans

Messias Franca de Macedo

07/02/2018 - 20h56

… Ainda sobre “pacto de sangue” envolvendo a Operação nazigolpista ‘Farsa a Jato – o pré-sal é dos gringos’ &$ os predadores estadunidenses

$$$$$$$$$$$$$$$$$

Estão roubando a Petrobrás de novo, afirma senador Roberto Requião ao denunciar acordo com norte-americanos
https://www.youtube.com/watch?v=ZvU7VGdKYwo

Responder

Messias Franca de Macedo

07/02/2018 - 20h33

“Pacto de sangue”: encarregada de falsificar “provas”, PF obriga Moro a colocar digital (no crime)

Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso
7 de Fevereiro de 2018

(…)
Ocorre que nem mesmo um ano lhes permitiria ultrapassar o principal obstáculo:
– A recusa de Moro e dos procuradores – premidos pelo imperativo mafioso da omertà – de franquear acesso ao conteúdo não adulterado, do “MyWebDay”.
– E, mais ainda, não peneirado, de forma a que restassem no balaio, tão somente, os alvos políticos da Lava Jato (i.e., Lula e aliados!).
Terror! – há provavelmente ali, no “MyWebDay”, tudo o que a Lava Jato sempre escondeu:
– A corrupção de, e.g., juízes, procuradores, Ministros do STF, do TCU, auditores da Receita, Conselheiros do CARF, donos de veículos da grande mídia (“lavajatófilos”), jornalistas plantadores de “notinhas” e… tucanos!
Possivelmente, com mais um “cereja” (atômica?) sobre esse “bolo”:
– O (há tanto sonegado…) registro das instituições financeiras – ah-rá! – pelas quais toda essa dinheirama circulou!
(Ka-boooom!)
Ou seja, volto à metáfora do “fio-dental”…
(…)
Amarrando a sina de todos, o pacto mafioso à la curitibana exige que também o seu capo – Sergio Moro – exponha-se publicamente:
– No despacho, o “juiz” é forçado a adiantar, desde já, o “resultado” da “perícia”!
– Antes mesmo do início da vigência da “prorrogação”, que ora “concede”!
– Por escrito (!), Moro é forçado a “dispensar” (!) os “peritos” de examinarem…
– … aquilo a que nunca tiveram acesso: o “MyWebDay”!
Moro adianta o óbvio para quem chegou até aqui:
– Daqui a duas semanas, o “laudo” – recauchutado – tratará tão somente do (“batizado”) sistema “Drousys”.
Notem a faca no pescoço:
– Moro foi obrigado, por seus cúmplices, a consignar – no processo! – que eles foram instruídos – ab initio! – a periciar, apenas!, o “Drousys” (!)
Que fase!
Notem que Moro não tem sequer coragem de escrever “Drousys”!
Prefere “sistemas disponíveis” (sic)!
A mensagem é clara:
– Em Curitiba, estão todos no mesmo barco. Caiu um, cairão todos.
Afinal, todos ali são reféns agora: uns dos outros!
Portanto, não causa mais nenhum espanto que tal “ambiente”, tal “ethos”, tenha plantado, tempos atrás, a expressão “pacto de sangue”…
– … na boca de Antonio Palocci!
Eis a íntegra do instrumento que sela – de maneira definitiva – o “pacto de sangue” curitibano:
(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: https://duploexpresso.com/?p=87572

Responder

emerson57

07/02/2018 - 19h08

Recomendo também a leitura do segundo capítulo:
https://jornalggn.com.br/noticia/um-apanhado-sobre-a-lava-jato-por-nilo-filho

Responder

RONALD

07/02/2018 - 16h31

A única instituição que poderia cobrar uma apuração disto é o povo, que está alienado com a Globo e seus JN e Fantástico, além das novelinhas assassinas de mentes.

Não há STF, STJ, e muito menos MPF para sequer cogitar de fazer alguma coisa nessa melecância total.

Quando o povo não tiver mais o que comer, aí pode começar a haver um rosnar para toda essa presepada levantada por moro e seus asseclas do baixo meretrício, com o fim único de tirar Lula das eleições e terminar de rapinar o Brasil e seu povo sofrido !!!!

Responder

william

07/02/2018 - 13h20

A principal arma dos conservadores é o chamado “bode expiatório”.
Bode expiatório, na tradição religiosa, é um objeto, pessoa ou animal que concentra em si todo o pecado ou maldade presente em determinada sociedade.
Esse objeto é então sacrificado para que tudo o que poderia colocar em perigo a existência de tal sociedade sumisse com ele ou ao menos fosse controlado por um tempo.
Ele mesmo não precisa ser pecador ou malvado, mas no momento de sua morte, ele passava a encarnar todo o mal da sociedade.
Jesus é um exemplo, pois, com sua morte, em tese, levou consigo todo o pecado da humanidade.
Aproveitando-se dessa tradição religiosa, os conservadores vendem a mesma ideia sempre que sentem que os privilégios da elite está ameaçado.
Hitler usou os judeus, ciganos e comunistas como bode expiatório.
Os norte americanos sempre se utilizaram da figura do comunista para manter a ordem interna. Mas com o fim da URSS, passou a ser o terrorista (árabe de preferência). Negros, latinos e outras minorias também sempre foram bodes expiatórios na sociedade norte americana.
No Brasil, o bode expiatório favorito é a figura do corrupto. Como somos um povo miscigenado, não dá para usar minorias raciais. Como não somos ameaçados por terroristas por nossa insignificância política, não dá para usar o terrorista. Então resta o corrupto. Sempre que a classe média alta ou a elite sentem que o povo está ganhando algum tipo de poder, a figura mágica do corrupto é colocada sobre a mesa. Essa figura geralmente vem amalgamada com a figura do comunista destruidor da moral e dos bons costumes.
A ideia é: basta matar ou destruir o bode expiatório, que vai tudo ficar bem.
Uma ideia simplória e estúpida, mas usada e abusada pela nossa classe média alta ignorante.
Segundo a classe média alta udenista, Vargas era corrupto, Jango era corrupto, Juscelino era corrupto, Lula e Dilma os exemplos mais recentes. E não apenas corruptos, mas corruptos num nível muito acima do tolerável. O bode expiatório bananeiro aproveita-se do moralismo hipócrita da nossa sociedade, onde até o final do século XIX havia religião oficial de Estado. Os que bradam contra a corrupção são os mais corruptos.
E todos os brasileiros sabem que nosso moralismo é hipócrita.
Mas é que nossa sociedade é uma sociedade barroca da aparência.
Não importa o que se pensa e o que se faz de verdade. Importa o que aparece aos olhos dos outros. E não importa se esses outros saibam que é tudo jogo de cena hipócrita.
Basta lembrar da coroação de D. Pedro 2, feita a partir de um golpe, mas cheia de fausto barroco….
É uma ideia que faz com que determinados grupos sociais sejam atacados pela turba ensandecida.
O fascismo brasileiro, que eu chamo de elitismo, é a união entre uma burguesia verdadeira de 0,5% da população que é a burguesia da rapina financeira, que usa juros altos para rapinar o povo por meio de uma dívida que é 90% ilegal e a classe média que tem qualificação profissional ou pequenos negócios. O que une esse povo é o ódio ao pobre, visto ou como matável, ou como burro de carga. Usam sempre o discurso da corrupção e do bode expiatório como cortina de fumaça para manter seus privilégios;
O caso do Brasil não pode ser pensado com ferramentas para se analisar a Europa. Esses caras não são nacionalistas, pelo contrário. Problema deles é questão de ódio aos pobres. Não é como na Alemanha ou Itália que a adesão ao fascismo era feita pela glória de seus povos. Aqui é feito pela glória dos EUA. O problema de brasileiro de classe média, a verdadeira que tem qualificação profissional, é o ódio ao pobre. Sempre o ódio ao pobre. E o medo de ver o pobre se qualificando e brigando pela sua vaga no mercado de trabalho. Pobre aqui é visto como burro de carga e não ser humano. Não há amor algum dessas pessoas pelo povo brasileiro. Só há ódio pelo povo ser miscigenado. Classe média não liga para corrupção, classe média só liga de ver seus símbolos frágeis de status serem apropriados também pela classe baixa.

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Luiz

07/02/2018 - 12h41

Reforma do judiciário, reforma do do ministério público e revogação da lei que criou essa aberração da delação premiada. Na Espanha, a lei que permitia a delação premiada, foi revogada, porque foi usada de forma política pelo governo do ditador Franco contra inimigos políticos. A farsa a jata está com os minutos contados. A história ainda irá se debruçar sobre essa patifaria. PILANTRAS.

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Julio Silveira

07/02/2018 - 12h17

Que essa lava trouxas era uma farsa, sob o falso pretexto de combate a corrupção não deveria restar duvidas desde o primeiro momento, quando um incensado juiz foi promovido a heroi por um dos grupos mais corruptos da historia moderna brasileira. Um grupo que fez bilionario seu antigo e conservador, de maus habitos eticos, seu proprietario. Um sujeito que não teve escrupulos em sua vida empresarial, e que mesmo tendo a primazia de uma rede de comunicação praticamente monopolista, lhe vendendo como um honrado cidadão,não escapou de um reconhecimento publico sobre seu papel nefasto na historia brasileira e da democracia Brasileira. Que, como todo mercenario inescrupuloso, não se obsteve de incutir no Brasil uma cultura alienigena, fazendo com que os desligados da cidadania, não percebessem esse papel de serviçal vendilhão, como todos que vendem o discurso dos restritos donos de capital, a qualquer custo, cuja sede e origem se situa nos States.
Depois de perceber que esse juiz se refestelava com o que de mais sordido e inescrupuloso na politica, como ficou flagrante em imagens e fatos tornados irrelevantes pelo mesmo, ficou flagrante um punjante ativismo anti corrupção de araque. Ainda mais quando é gente que atua ignorando regras constitucionais, gente portanto desleal, hipocritas, esses nunca serão condutores honestos de processo algum, por que são desonestos por principio. E esse juiz, principal ator do processo, bem como seus auxiliares todos midiatizados representando seus papeis e lucrando com isso, estão, todos, nessa condição. E, por mais que tenham seu corporativismo de justiça palida e ineficiente a seu favor, emprestada por um estado igualmente palido e ineficiente, construido por uma burguesia que se privilegia, a maior parte do povo, a parte com minimas noções de justiça mas entendedores da necessidade democratica, já entendeu qual foi o o ebjetivo desse processo ardiloso de destruir a fugaz democracia nacional. Todos os participes da farsa desse processo chamado Lava Jato e do golpe, sem excessão, sempre estiveram ligados, mancomunados, por fios viziveis e inviziveis, todos juntos para destruir a democracia e os direitos do povo conquistados a duras penas.
Resta saber se os principais manipuladores dos cordeis são só nacionais. Por que se não for, essa gente muda o nivel de traição e passam a ser também traidores de uma patria, o Brasil.

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Marcos Neves

07/02/2018 - 11h27

Farsa pura! Canalhas a serviço da CIA.

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Messias Franca de Macedo

07/02/2018 - 11h19

Condenado, ex-diretor Nestor Cerveró progride para regime semi-aberto

Postado em 7 de fevereiro de 2018

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/condenado-ex-diretor-nestor-cervero-progride-para-regime-semi-aberto/

DA SÉRIE “TUDO A VER”!

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Nestor Cerveró se impressiona com impunidade da corrupção Tucana
“A Braskem é um dos maiores escândalos de corrupção na Petrobras criados na época do Fernando Henrique Cardoso, mas essas coisas não são investigadas, e me acham a atanção, e eu fico impressionado.” Por Nestor Cerveró – em depoimento prestado a procuradores da PORCA-tarefa do ‘miniSTÉRIO’ PRIVADA fura-teto &$ lesa-pátria!
Com o filho playboy do DEMoTucano ‘FHC Brasif’ e tudo dentro!
https://www.youtube.com/watch?time_continue=90&v=qyC6A6uh504

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Jose carlos lima

07/02/2018 - 11h09

Em 2016 Rui costa Pimenta, do PCO, sugeriu a rebeliāo popular para evitar a prisāo de Lula com base em condençāo forjada

https://youtu.be/ipkPVroSO18

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