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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Na caderneta do homem da mala de Temer, anotações sobre o golpe

07 de fevereiro de 2018 às 15h53

Da Redação

Michel Temer sempre negou a traição. Teria sido, segundo ele, apenas um observador do golpe que o levou ao poder. Mas, não foi o caso. Agora, podem ter surgido provas materiais disso:

No sábado, o presidente foi para televisão e disse que eu ainda estaria na Presidência se tivesse aceitado as condições do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, hoje preso e condenado. A proposta era para dar três votos na comissão de ética para evitar sua cassação e assim ele evitaria que o impeachment fosse colocado em pauta. Isso carateriza desvio de finalidade do impeachment. Ele (Temer) lamentava e dizia que queria que eu aceitasse, mas isso foi dito implicitamente, porque já estava em curso o golpe. No Brasil, impera a pós-verdade. Ele (Michel Temer) era parceiro desse senhor (Eduardo Cunha) e visivelmente a imprensa não noticiou. Dilma, sobre a trama que levou ao golpe

“[Funaro disse] que a relação de Eduardo Cunha e Michel Temer oscila, dependendo do momento político. [Acrescentou] que, por exemplo, na época do impeachment de Dilma Rousseff, eles confabulavam diariamente, tramando a aprovação do impeachment e, consequentemente, a assunção de Temer como presidente”. Trecho da delação de Dilson Funaro, capanga do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha

Anotações encontradas em poder de ex-auxiliar de Temer sugerem estratégia pró-impeachment

Manuscritos foram recolhidos pela Polícia Federal na casa de Rodrigo Rocha Loures em Brasília

MARCELO ROCHA, na Época

06/02/2018

A Polícia Federal apreendeu um bloco de anotações durante a Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017 como desdobramento da delação premiada do grupo J&F.

A folha de abertura traz uma informação: em caso de perda, recompensa-se com R$ 200.

A pessoa a ser procurada atende pelo nome de Rodrigo Rocha Loures, o ex-assessor especial do presidente Michel Temer preso após ser flagrado recebendo propina do grupo empresarial comandado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

O bloco estava na casa de Rocha Loures em Brasília e passou a fazer parte do conjunto de documentos anexados às investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da República.

Está recheado de anotações datadas de 2015 e 2016, quando Rocha Loures assessorava Temer na Vice-Presidência.

São rasbiscos valiosos que ajudam a entender mais sobre a engrenagem que movimenta a capital do país.

Há referências a nomeações de apadrinhados políticos, a verbas do Orçamento para satisfazer a base aliada, a reuniões com empresários, a números da economia.

Um trecho em especial sugere uma estratégia pró-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

São apontadas, em duas páginas, “ações” a serem realizadas.

Não existe indicação de quem se encarregaria de executá-las.

Aparecem listadas, entre outras, ações como “Distribuir folhetos base” com os dizeres “Vamos ajudar deputado a decidir. Ele está indeciso”; “Trabalho junto aos prefeitos e doadores”; “Anúncio pago em jornal interior”; ou “Faixa na frente casa – Aqui tem um deputado indeciso – raio de 1 km de casa”.

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Josias Cantanhede Filho

15/02/2018 - 11h23

Esse temer deveria estar em cana junto com toda máfia dele junto com à Globo que nus último tempo vem se tornando uma vergonha pro nosso país…fora temer e leva a Globo junto….!!!!

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