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Cartas de Minas
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MPF sai à caça do curso sobre o Golpe de 2016 na Unicamp

16 de agosto de 2018 às 21h22

Raquel Dodge, a procuradora-geral, com Thompson Flores, presidente do TRF-4; Charles Damasceno/Secom/PGR

Nota da direção do IFCH sobre inquérito aberto pelo Ministério Público Federal

À comunidade do IFCH Unicamp

Campinas, 16 de agosto de 2018.

O Ministério Público Federal abriu Inquérito Civil Público para apurar “a legitimidade do curso sobre ‘O Golpe de 2016’ inicialmente instituído pela UnB (Universidade de Brasília) e, posteriormente, adotado – instituído – por outras universidades públicas do país, tais como a Unicamp e a UFG”.

Além de informações sobre o curso solicita “justificativas para a instituição do referido curso pela Unicamp”.

A Direção do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp) recebeu hoje o processo e deverá manifestar-se até o dia 24 de agosto.

O princípio fundamental que orientou a organização deste curso, o qual nunca foi uma disciplina, é o da liberdade de cátedra, princípio este assegurado pelo art. 206 da Constituição Federal e reafirmado no art. 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber” é a base da produção de todo conhecimento e sem essa liberdade não existe ciência.

Prevendo que esse princípio poderia ser questionado em um contexto de constrição democrática tomamos desde o início todos os cuidados necessários, tornando públicas todas as informações sobre o curso.

Todas as informações solicitadas pelo Procurador da República são públicas e sempre estiveram disponíveis para qualquer pessoa que desejasse conhecer o conteúdo do curso.

O Curso Livre “O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia” – é este o nome que lhe demos, facilmente recuperado no site do IFCH-Unicamp – encerrou-se no dia 26 de junho e congregou professoras, professores, pesquisadoras e pesquisadores com larga trajetória acadêmica e reconhecida produção científica, pessoas que com diferentes abordagens e pontos de vista discutiram um tema comum, algo muito usual no ambiente universitário.

O curso recebeu grande audiência e despertou interesse nos meios de comunicação. Temas de grande interesse social foram discutidos abertamente e de maneira informada.

As ementas e a bibliografia indicada também são públicas e encontram-se disponíveis em nosso site, assim como o vídeo a maioria das aulas filmadas.

Responderemos de maneira minuciosa a requisição encaminhada.

E o faremos reafirmando o princípio da liberdade de cátedra e nosso compromisso com a produção e a divulgação de conhecimentos.

Prof. Dr. Alvaro Bianchi
Diretor do IFCH-Unicamp

Prof. Dr. Roberto do Carmo
Diretor associado do IFCH-Unicamp

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3 Comentários escrever comentário »

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Antonio José Alves Junior

17/08/2018 - 06h49

Participei como coordenador de uma sessão (“A economia política do Golpe de 2016”) em um curso semelhante na UFRRJ. Parece-me que o MP deve ser confrontado e ignorado. Eles que abram um processo judicial com o conjunto probatório que considerem relevante.

Responder

lulipe

17/08/2018 - 00h40

Estão certíssimo, universidade é lugar de se estudar assuntos sérios e não chororô de perdedor!!

Responder

    paulo roberto

    17/08/2018 - 10h36

    Lulipe, você poderia também estudar “gratuitamente” com qualquer publicação estrangeira que tratou de forma EXPLÍCITA E PEDAGÓGICA como foi dado o golpe midiático-judicial de 2016. Do contrário, recolha-se a sua insignificância de conhecimento da história do Brasil, desde os seus primórdios.

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