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Lino Bocchini: Papa Francisco é um Feliciano muito mais poderoso


24/07/2013 - 13h04

Papa é um Feliciano com muito mais poder e o apoio da Globo

Homofobia, machismo, apego ao dinheiro, religião interferindo no Estado. Os motivos que inspiram o “Fora Feliciano” se aplicam ao papa. Com o agravante de que ele é bem mais poderoso

por Lino Bocchini, na CartaCapital, última modificação 23/07/2013 16:34

Os evangélicos estão sendo injustiçados. O tsunami de críticas que atingiu Marco Feliciano, Silas Malafaia e demais líderes evangélicos fundamentalistas se aplica ao papa Francisco e à Igreja Católica. Explico: as mesmas bandeiras conservadoras levantadas pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos do Congresso estão no centro da atuação da igreja católica há séculos. E o argentino Mario Bergoglio, agora chamado de Francisco, comunga destes ideais e não se mostra disposto a alterá-los. Pelo contrário.

Vamos por partes:

Primeiro, a homofobia

Muito se reclamou da atuação de Feliciano contra os direitos fundamentais dos homossexuais. A coleção de frases e a atuação do pastor não deixam dúvidas quanto à sua posição. Como é sabido, a igreja católica igualmente condena a homossexualidade, e considera pecado o amor da população LGBT.

O próprio Francisco, pessoalmente, demonstra preocupação com o que chama de “lobby gay” no Vaticano. Conforme revelou o site católico Reflexión y Liberación, o pontífice afirmou o seguinte em uma audiência recente com a diretoria da Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos: “Na Cúria há gente santa de verdade. Mas também há uma corrente de corrupção, é verdade. Fala-se de lobby gay, e é verdade, ele está aí… temos que ver o que podemos fazer”.

Segundo, os direitos da mulher

Em entrevista para o livro “Religiões e política”, o deputado do PSC-SP afirmou o seguinte: “Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo; [assim] você destrói a família, cria-se uma sociedade só com homossexuais, e essa sociedade tende a desaparecer, porque ela não gera filhos”.

A igreja católica sempre tratou a mulher de forma diferenciada. A começar pelo fato de que elas não podem ser ordenadas. Aos homens (padres) cabe orientar os fiéis, ditar os rumos da igreja e do mundo. Às freiras cabem tarefas como cuidar dos enfermos e necessitados e, por exemplo, cozinhar, lavar e passar para o “homem simples de fala mansa” que está entre nós.

Mais: estão sendo distribuídas 2 milhões de cópias de um Manual de Bioética (em PDF) durante a visita do papa ao Brasil, sendo quase a metade da tiragem a versão em português, segundo informações da Confederação Nacional de Bispos Brasileiros. De suas 72 páginas, praticamente a metade traz pilhas de informações “científicas” e julgamentos morais contra o aborto. O restante divide-se entre a condenação de pesquisas com células-tronco, a condenação da inseminação artificial e a condenação da eutanásia.

O direito sobre o próprio corpo, uma questão que o movimento feminista do mundo todo considera vital desde a década de 1960, é classificado como “crime” em diversos pontos do texto. De acordo com o manual, mesmo em caso de estupro ou de inviabilidade do feto, a interrupção da gravidez não pode ser sequer aventada: “O direito de matar o próprio filho não pode ser fonte de liberdade nem de realização pessoal”. Todos os métodos contraceptivos, pílula e DIU inclusive, são considerados abortivos e criminosos.

Em terceiro lugar, o apego ao dinheiro

Causou espécie um vídeo que circulou recentemente, no qual o pastor Marco Feliciano pedia a senha de um cartão de crédito para um fiel, dizendo que, caso a senha não fosse revelada, “o milagre não viria”. Costuma ser igualmente criticada a cobrança do dízimo por parte de igrejas evangélicas –como se a igreja católica não o fizesse.

Tudo isso, contudo, é esmola perto do patrimônio misterioso e incalculável da igreja católica. A revista Exame fez umareportagem bastante reveladora sobre o Banco do Vaticano. Entre diversos casos de lavagem de dinheiro, escândalos sexuais, corrupção e má administração relatados pela publicação, destaco uma informação: o banco gere cerca de 6 bilhões de euros em ativos. Vou repetir: 6 bilhões de euros.

Isso sem contar as milhares de propriedades da igreja católica ao redor do globo todo. Não sou um estudioso do cristianismo, mas acredito que valores como ajuda ao próximo, desapego e amparo aos pobres não combinam com a acumulação de fortunas dessa grandeza. Mesmo que o chefe da instituição prefira andar num fiat “sem luxo” e dormir num “quarto simples”.

Em quarto lugar, a promiscuidade com o poder público

Muito se critica Feliciano e a bancada evangélica por usarem o poder público que detêm para obter vantagens para suas instituições. O que afronta o conceito de estado laico. O catolicismo faz o mesmo.

O amplo uso de estruturas e verbas públicas durante a visita de Francisco; o mesmo lobby para isenções fiscais e outras benesses financeiras; a mesma submissão dos governantes (de Dilma ao vereador de Pindamonhangaba). Mais: há crucifixos em repartições públicas (desrespeitando os evangélicos, inclusive) e mensagens religiosas nas notas de dinheiro, que são um símbolo nacional. E por aí vai. (Parênteses: pedofilia)

Aqui não há o paralelo com Feliciano, mas vale lembrar das inúmeras acusações de abuso sexual contra padres no mundo inteiro, muitas cometidas contra menores e encobertas pelo Vaticano. A situação é tão grave que a ONU pediu, agora no começo de julho, esclarecimentos sobre os crimes cometidos por padres em todo mundo. Como o vaticano é membro das Nações Unidas e tem a falta de transparência como uma de suas marcas, a ONU quer saber o que a Igreja Católica têm feito de efetivocontra os criminosos que foram descobertos em suas fileiras.

Por fim, o apoio da mídia

Aqui, uma das maiores injustiças com Marco Feliciano. O pastor é hostilizado por todos, TV Globo inclusa. Suas posições, conforme demonstrado, são irmãs siamesas das defendidas por Francisco e pela religião que comanda. E dos dogmas vindos de Roma ninguém reclama.

Pior: a maior TV do país (bem como quase todos os outros veículos de imprensa) ajoelha-se ao mandatário da tv católica. E não acredito ser esta uma decisão baseada somente pela audiência. A missa de domingo está na grade da Globo há décadas –atualmente é celebrada ao vivo pelo Padre Marcelo. E a emissora, apenas recentemente, de olho na perda de audiência e de dinheiro, começou um flerte institucional com os evangélicos, inaugurado com o festival de músicas gospel Promessas.

Pare finalizar, deixo vocês com algumas frases do primeiro bloco do Jornal Nacional desta segunda-feira. Tentem imaginar Marco Feliciano ou qualquer outro líder evangélico sendo tratado desta forma pelo noticioso visto por quase metade da população brasileira toda noite:

“De papamóvel, fez um passeio que vai ficar na memória dos fieis”

“Distribuiu simpatia”

“Mais perto do povo, do jeito que o papa Francisco gosta”

Fiel: “Foi um presente de Deus, eu consegui estar perto dele e pude constatar que ele realmente é esse pastor humilde, amigo do povo e que veio pra resgatar mais fieis pra igreja católica”

“Deixou uma legião de fieis encantados”

“Santo, abençoado, humilde… os elogios vão brotando”

Fiel: “Ele é gente como a gente”

“A cada esquina ele faz novos amigos”

“Os gritos pareciam saídos de um show de rock”

“Se fosse só isso, já valeria a pena, e o papa Francisco acabou de chegar”.

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43 comentários

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Luiza Amélia

29 de julho de 2013 às 17h41

Infelizmente o que vejo aqui, são debates de pessoas que querem “puxar a sardinha” pro lado que lhe convém, e o tal Lino não fez diferente. A briga entre catolicos x protestantes, quem é melhor que quem, quem é mais honesto que quem. Enquanto isso, pessoas morrem de fome, de frio pelo mundo. O próprio Papa Francisco frisou que brigas religiosas não sao mais importantes do que a solidariedade. E que todas as religioes deveriam se unir para promover o bem a quem nao tem. Criticar seja quem for, sentado enfrente a tela do computador é confortavel, mas nao ajuda ninguem. Parar de olhar pro proprio umbigo isso sim vai fazer a diferença.

Responder

Helenita

25 de julho de 2013 às 18h39

Caro Gilberto, acho que você está mal informado acerca dos Presidentes do Irã, pois eles não “apedrejam mulheres” ou “enforcam gays”! Essa falsa informação é coisa de PIG teleguiado pela imprensa dos países colonizadores!
No Irã, assim como Arábia Saudita, aplica-se a Lei Muçulmana, e existem os Conselhos de Ministros e os Tribunais, os quais, gostemos ou não, julgam e executam os julgamentos. Isso há milhares de anos, e não é porque Armadinejad goste ou não, isso acontece em todo o Oriente Médio, e a imprensa despeja seu ódio somente contra aqueles que imcomodam o poderoso Tio Sam. Veja você que no Iraque, ocupado há tantos anos pelos santos e cvilizados norte americanos, centenas de apedrejamentos de mulheres tem acontecido nesse período, e a boa imprensa nem uma breve linha de crítica sobre esses absurdos, e os bons americanos ali continuam diligentemente estuprando e matando, enquanto engolem as riquezas daquele país… Se os EEUU tivessem o controle político do Irã, os apedrejamentos continuariam normalmente, sem qualquer admoestação.
Procure ver o que está acontecendo na Líbia, onde o antigo governo já havia implantado regras mais humanas e liberais para as mulheres, e com a ocupação EEUU/OTAN tudo voltou à era medieval…

Responder

JACIR

25 de julho de 2013 às 16h14

Matéria fantastica…infelismente ele o papa não veio pra falar do Evangelho…somente blá, blá, blá…e gasto astronomico…se ele é chefe de estado quem ficou respondendo pela sua ausência.

Responder

    Lopes

    25 de julho de 2013 às 18h07

    Ele deixou seu estado teocrático e veio ao Brasil justamente por ser um “símbolo” e não por ser o chefe de estado. Arcebispos devem “chefiar” o tal estado.

sônia

25 de julho de 2013 às 10h09

Caro Bocchini. Excelente artigo, porém parece que muitos não compreenderam. Os comentários revelam que a opinião da mídia prevalece. Ver a Igreja, com seus dogmas e práticas questionados é quase heresia. O tipo de cristianismo praticado pela maioria é o da palavra, não da vida cotidiana, portanto nada questiona. È desvinculado de um projeto de vida pautado pelo Evangelho e a Igreja não tem o menor interesse em dismistificar isso, pois teria que dar o exemplo.
Penso que o grande Paulo Freire é que resume tudo: “todo oprimido é como se fosse um hotel, hospeda dentro de si o opressor”.

Responder

Mardones

25 de julho de 2013 às 09h16

Irretocável!

Meus Parabéns!

É mais um exemplo da hipocrisia humana. Cadê os artistas e seus protestos de “não me representa”?

Geralmente são simpatizantes do catolicismo que ‘jogaram’ pedras nos evangélicos Feliciano e malafaia.

Mas as vaias devem ser dirigidas ao novo papa também, por tudo que foi exposto aqui nesse artigo.

O papa não me representa!

Responder

Heitor

25 de julho de 2013 às 08h28

Através dos comentários podemos perceber que muitos pregam democracia, direito de expressão e coisa e tal, mas quando se critica o “Santo Padre” ou o “Santo Pastor”, se revoltam contra as opiniões, esquecendo que pregavam democracia, direito de expressão e coisa e tal…vai entender né…no fundo o que todos querem é fazer o próximo engolir suas convicções e defender apenas o seu legado…é por essas e outras que a pirâmide do capitalismo nunca vai mudar, os clérigos se manterão acima do povo trabalhador, afinal de contas eles são “Santos”, escolhidos não por Deus mas por seus seguidores; então os seguidores se acham Deus por escolher quem é Santo???

Responder

Rita

24 de julho de 2013 às 21h47

O Papa Chico é um dissimulado, na melhor das hipóteses

Responder

    Cláudio

    25 de julho de 2013 às 19h54

    Você nem sabe o que está dizendo. Independente da religião, sou Historiador e peço para que você reveja seus conceitos sobre o que é ser humano e história da humanidade. Quando você aprender a essência da humildade que o Francisco tão bem manifesta então poderá falar suas besteiras. Mas fale com fundamento.

Elcio

24 de julho de 2013 às 19h05

… O que o autor do texto sugere?
Que esse Papa “prove sua benevolência” contrariando toda igreja católica da noite pro dia?
Que denuncie e/ou purifique toda história podre da igreja?
Citar os podres e o conservadorismo de QUALQUER igreja é chover no molhado!
Falar que o lixo da rede Globo defende o papa e o catolicismo também! Assim como a bosta da Record vai defender os “evangélicos”…
O fato é que religião e política não devem se mesclar, mas por interesses corruptos de todos os lados sempre ocorrerão tais mesclas e os motivos são óbvios: os meios de comunicação querendo impor sua visão (tanto política como religiosa), os líderes religiosos querendo meter o bedelho na política e por fim os políticos procurando alianças com os “religiosos” mais úteis para a manipulação do povo.

Conservadorismo reina nas religiões cristãs desde sempre, mas o problema aqui no Brasil é que o Feliciano já está DENTRO do nosso cenário político.

Responder

    Eduardo Rossato

    25 de julho de 2013 às 15h43

    Enganam-se quem acha que política e religião não se confundem, pois é a partir da explicação religiosa que Faraós ou Imperadores homologavam seu poder em relação ao povo. Assim como na antiguidade qualquer fonte de sabedoria advinha dos religiosos – sábios – que monopolizavam a cultura.
    O Estado laico é uma novidade moderna, pós-iluministas, que “isolaram” a igreja nas decisões da classe dirigente. No entanto a Igreja, de forma capilar, e patrocinada pelo Estado, penetra em todo o tecido social de forma estrutural, tendo sim uma postura claramente política e determinante no comportamento do conjunto da sociedade ocidental.

    Elcio

    25 de julho de 2013 às 17h04

    As igrejas cristãs ainda “penetram em todo o tecido social de forma estrutural” sim, Eduardo!

    Mas acho que a maioria das pessoas ainda não entendeu que o tal papa Francisco é mais “imagem” do que o manipulador em si. A igreja católica continua sonhando com o retorno da era medieval, é só ver algumas das declarações do tal Bento anos atrás. Condenava e criticava de tudo, tudo que não pudesse ser controlado pra igreja.

    Pode entrar o papa que for, a igreja católica continua desejando controlar o Brasil assim como deseja controlar qualquer outro país.

    Não deveria ser assim, com igreja alguma, religião deveria ser algo completamente separado do estado, mas também há interesses por parte de políticos e por parte das grandes mídias neste jogo.
    Pastores e Papas, todos eles deviam se limitar aos seus devidos “templos”, sem meter bedelho em política ou nas grandes mídias.

    Há séculos atrás existia uma disputa entre 2 poderes: estado (reis) e igrejas (papas);
    Hoje temos uma disputa entre 3: estados, igrejas e grandes mídias, ou seja, o gado (quero dizer o povo)continua em meio ao fogo cruzado destes poderes… Praticamente desde… sempre.

    Panino Manino

    25 de julho de 2013 às 17h45

    Entendo seu lado e também vejo esse dilema
    Exemplo do casamento gay. Por um lado achamos escroto isso, por outro, vai contra os dogmas deles. Como contrariar? É preciso casar na igreja, contrariando os dogmas (por mais que possamos questionar)dessa mesma igreja para ser feliz? E por aí vai.

    A questão é deixar eles quetos e tentar separar a religião do estado.

Mário SF Alves

24 de julho de 2013 às 18h53

Para o olhar que não transpõe as aparências, um zilhão de zeros à esquerda será toda a essência. Ou… dito de outro modo, se a aparência fosse a essência quem precisaria de ciência? Quem precisaria de conhecimento ou do que nos serviria conhecer a essência?

___________________________________
Admira-me enormemente que ainda hoje, num universo comandado zeros e uns, bits e bytes*, onde cálculos complicadíssimos levavam meses e até anos a fio para serem concluídos e que nos dias que correm são resolvidos em fração de horas, ainda exista tanto passado, tanto poder e tanta velhacaria tentando se perpetuar à custa do preconceito oriundo do lodaçal da aparência.

____________________________________________
Até quando, meu Deus? Até quando?

_____________________________________________________
*Tudo por culpa do visionário e genial Steve Jobs e do espertíssimo e igualmente visionário pirata Bill Gates.
______________________________

Responder

Gilberto

24 de julho de 2013 às 18h41

O estado é laico, mas tem OBRIGAÇÃO de garantir a segurança de chefes de estado estrangeiros. O Papa é chefe de estado e representante da maior denominação religiosa do mundo. Tlvz na opinião do articulista o Papa devesse ser proibido de vir ao país, e denunciado como “fundamentalista”. Bom msm é o presidente do Irã q o articulista tem q puxar o saco, pq é aliado do governo e se ele criticar, perde o emprego na Carta estatal… ops… capital. Inclusive, este msm site é vendido ao governo. O estado e´laico e não deveria bancar a sub-imprensa chapa branca q vive a chupas as bolas do governo.

Responder

Silvio I

24 de julho de 2013 às 18h13

Por essa razão me oponho a que os cidadãos, religiosos profissionais, posam ser eleitos para algum cargo representativo. Eles não são eleitos por uma ideologia política, si não religiosas. Isso deveria ser feito também na Reforma Política. Eles não estão representando a um povo, estão representando uma Fé.Este e um Estado Laico.

Responder

    Gilberto

    24 de julho de 2013 às 18h30

    Padres não podem se candidatar a cargo eletivo segundo a lei da Igreja.

    Valdecir

    24 de julho de 2013 às 20h28

    A democracia não pode excluir ninguém dos processos políticos. Religiosos podem votar e ser votados. Podem opinar, debater, articular… Isto é garantido pelo estado laico, ou seja, a aprincipal função do estado laico é garantir a liberdade religiosa e que ninguém seja impedido de exercer a cidadania plena por pertencer a alguma religião ou por não pertencer a nenhuma.
    Estado laico: direito de ter religião, qualquer religião, ou de ser sem religião.

    Heitor

    25 de julho de 2013 às 13h30

    Da mesma forma que um Estado laico não deve aceitar opiniões ou pressões religiosas no contexto político, social e cultural; fato que no Brasil não é respeitado pelos religiosos, acontecendo a todo instante, em decorrência destes que se consideram importantes acreditarem conhecer, mais do que eu, o que é melhor pra minha própria vida.

Jotage

24 de julho de 2013 às 17h37

Uma coisa é certa. Se o Papa votasse no Brasil, votaria no Infeliciano.

Responder

valdecir

24 de julho de 2013 às 16h19

Onde fica a tal verdade factual neste artigo do Lino.
Com todo o respeito, mas comparar o Feliciano ao papa Francisco beira o ridículo.
O Papa Francisco é muito mais que alguns tópicos de bioética.
A luta das minorias recebem desse papa um apoio importante. Algo que estava faltando da parte de grandes personalidades.

Responder

    antonio

    24 de julho de 2013 às 21h06

    A igreja esta tambem dentro de cada um de nós em todas as nossas atitudes e Francisco tambem ascende esta chama.
    Qualificar e radiograficar pessoas que trazem palavras de esperança a um povo bombardeado de violencia em todos os seus significados, não ajuda em nada.
    Precisamos construir um pais com valores, e não perder tempo discutindo a sexualidade de cada ser.

Luana

24 de julho de 2013 às 15h52

Li este texto ontem na página da “Carta Capital”.
Feliciano injustiçado?
Tô tentando entender até agora de onde o Lino Bocchini tirou isso!

Responder

LucieneArroio

24 de julho de 2013 às 15h38

Feliciano não é injustiçado, a fé evangélica é. Os dogmas e as prática de ambas as religiões pouco ou nada diferem entre si. Papa foi eleito por seus pares, e Feliciano, ainda que tenha que representar os seus eleitores, deve ter em vista o bem público e comum,e respeitando o Estado Laico.A Casa-Grande é masculina, católica e branca; a religião evangélica é vista como uma religião de pobres.A discussão não é bem essa, mas sobre termos um Estado verdadeiramente laico.

Responder

Rodrigo

24 de julho de 2013 às 15h19

EEEEi REEDe GLOOBo
VEEEE se te orienta
Já sabem do teu rombo
No Im-Pos-to-de-Ren-da!

Cuidado aí Al Capone…

Responder

Flavio Lima

24 de julho de 2013 às 15h08

Falou muita besteira o Lino.
E aqueles que insistem que Bergoglio ajudou a ditadura não estão prestando atenção em gente como Peres Esquivel.
Falar que esse papa tem apego ao dinhiro é faze3r como a direita, que não presta atenção nos fatos e quer fazer valer suas versões.
E pra finalizar, esse papa canonizou João XXIII sem ter tido nenhuma pressão política para isso, simplesmente reconheceu a figura de João, o papa bom. Depois disso, me convenci que os ventos mudaram na satamadre, e os tempos do polones da cia e do alemão nazista estão ficando para tras.
Desculpa aí.

Responder

matheus

24 de julho de 2013 às 14h58

Além de tudo o que está exposto acima, e como que concordo plenamente, convém lembrar que este papa foi colaborador da ditadura terrorista que assolou o seu país entre 1976-83, delatando sacerdotes contrários ao regime ditatorial.

Agora aparece essa farsa toda para fazer ele parecer “um cara legal”. Coisa ridícula!

Responder

    Zanchetta

    24 de julho de 2013 às 15h39

    É isso que acontece quando o cara só lê o esgoto de um dos lados… Vá se informar melhor!!!

    Gilberto

    24 de julho de 2013 às 18h32

    É uma mentira descarada. A única coisa que ele fez foi pregar que igreja é lugar de reza e não de política. Muitos padres da Argentina usavam missa pra fazer propaganda da guerrilha. Vc fala do Papa como se fosse melhor q ele. Ele é uma boa pessoa, vc é um merda.

    killimanjaro

    24 de julho de 2013 às 18h46

    A igreja que ele era lider sei la bispo o que ele era, serviu sim foi de local para tortura e desaparecimento de bebes.

    dois Golpistas responderam o Matheus.

    killimanjaro

    24 de julho de 2013 às 18h47

    Por isso o vulgo dele é PAPA Nenê!

rezende

24 de julho de 2013 às 14h57

O Papa vive na sala da casa grande comendo rosquinhas de nata e bebendo chá.
(direita)

o Feliciano é “protestante”.
(esquerda)

a diferença é só essa.

o Papa pode.

Responder

    Marcos

    24 de julho de 2013 às 16h46

    Feliciano, do PSC, esquerda? De onde você tirou isso?

    Os dois são versões diferentes da mesma coisa.

Raquel

24 de julho de 2013 às 14h26

Também podemos fazer uma análise do Vaticano do ponto de vista político.
É uma monarquia teocrática absolutista, e portanto não democrática e sem separação de poderes, não existe qualquer poder fiscalizador do soberano (papa) mulheres não possuem direito de voto e de participação política, o chefe do Estado é conivente com crimes contra os direitos humanos (como pedofilia e violência sexual).
Nesse sentido, o Vaticano não é muito diferente (e até pior) que Irã e Arábia Saudita.
Lembro quando o Lula começou a travar contato com o Ahmadinejad, presidente do Irã, a Globo e Pig fez o maio escarcéu, porque segundo a Globo, ele é ditador, não respeita direitos humanos. Mas agora quando o Papa vem para o Brasil como líder espiritual, e nao como chefe de estado, os governos gastam mais de R$ 100 milhões para sua recepção e a globo faz uma cobertura minuto a minuto. É muita hipocrisia mesmo da globo e dos católicos.

Responder

    Gilberto

    24 de julho de 2013 às 18h36

    Muito coerente comparar o vaticano com o Irã e Arábia saudita. Quantas pessoas vc viu serem enforcadas na praça são pedro msm??? Mas o “companheiro” Armadinejad q pode enforcar gays e apedrejar mulheres já q ele é amiguinho do Lula.

    Alberto Silva

    24 de julho de 2013 às 20h30

    Nunca ouviu falar da Santa inquisição, depois tribunal do santo ofício, hj congregação para a doutrina da fé? Nunca leu que foi o vaticano quem deu metade do novo mundo para os reis católicos de Espanha e ao rei de Portugal, tbm católico? Nunca ouviu dizer que índios e negros não tinham alma e podiam, portanto ser escravizados? Acho que vcs não sabe nada disso, oposição ignorante….ou será má fé mesmo e hipocrisia?

    Amira

    25 de julho de 2013 às 11h24

    Perfeito Raquel. O papa é só o ditador de um estado teocrático, queiram seus fiéis aceitar o título ou não. E, das naçoes mais ricas do globo.

Eduardo

24 de julho de 2013 às 14h21

Qual o proposito ? Atrair para o Blog a participação dos evangelicos ludibriados por Feliciano?

Responder

Samir

24 de julho de 2013 às 14h05

Todos veem que o governo Dilma vem apelando para “malabarismos contábeis” bastante rudimentares. Esses truques baratos jogam a sujeira para baixo do tapete, mas ela está lá. E um dia vem à tona. Não dá para enganar todo mundo o tempo todo.

Responder

Amira

24 de julho de 2013 às 14h04

A verdade é que a ignorancia tem aumentado consideravelmente entre todos os religiosos, vide os espíritas que sempre tiveram mais em conta o livre arbítrio na formação dos carmas pessoais mas que agora estão de mãos dadas com os fundamentalistas católicos e evangélicos. Por outro lado, vejo jovens esclarecidos cada vez mais tendendo ao ateísmo. Como critica-los? Até eu que não sou atéia, sinto vontade de não ter fé ao me deparar com esse quadro estarrecedor de moralismo e falta de liberdade.

Responder

DENIS

24 de julho de 2013 às 14h02

Não sou católico, mas achei a comparação bastante infeliz. A questão do lobby gay na igreja é complexa e exige conhecimento da cúria romana.Os gays da cúria são conservadores, extremamente reprimidos e repressores e se chantageiam mutuamente.É disso que o papa Francisco fala. Segundo lugar, a questão da mulher também é complexa.A Igreja foi vanguarda na liberação da mulher nos tempos pré-modernos e realmente não continuou esse processo na modernidade.Terceiro, o atual papa está realmente disposto há limpar o banco do Vaticano e já começou o processo. Quarto, o Brasil é um país de fortes raízes católicos e isso deve ser respeitado. Feliciano é um novo rico deslumbrado com a fama, o dinheiro e o poder.Francisco é antítese disso.Obs: sou protestante e simpatizante do anarquismo católico de Dorothy Day.

Responder

    Ricardo

    25 de julho de 2013 às 14h26

    Denis,
    Não sou católico, sou gay. Suas boas observações só mostram como a realidade é bem mais complexa do que esse monte de chavões reunidos no texto. Não tenho razão alguma para simpatizar com a igreja da qual o papa Francisco é seu representante, mas dizer que ele é só mais um Feliciano, como faz o autor, é de uma ignorância atroz.

Infiltrados

24 de julho de 2013 às 13h29

Globo hipócrita!!

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