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Líder do PT denuncia genocídio de palestinos por Israel: Não há população que sofra tanta perseguição; vídeo
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Líder do PT denuncia genocídio de palestinos por Israel: Não há população que sofra tanta perseguição; vídeo


17/05/2018 - 01h44

LÍDER DO PT NA CÂMARA DENUNCIA GENOCÍDIO DE ISRAEL CONTRA PALESTINOS

Paulo Pimenta protestou contra a Nakba e os massacres contra a Marcha do Retorno

por Lúcia Rodrigues, no Ibraspal

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, fez um discurso contundente na tribuna do plenário da Casa nesta terça-feira, 15, para lembrar os 70 anos da Nakba (catástrofe), quando Israel expulsou aproximadamente 800 mil palestinos de suas terras e casas para assentar em seu lugar colonos judeus.

“Há 70 anos começou este verdadeiro genocídio, uma monumental guerra de extermínio, de limpeza étnica. Um evento de dimensões inimagináveis. Num primeiro momento 15 mil mortos, milhares de feridos e mutilados, dois terços da população originária expulsas das regiões onde viviam, 78% da Palestina histórica ocupada a força. Cerca de 800 mil pessoas expulsas e mortas”, recorda.

O parlamentar destaca ainda o caráter agressivo de Israel desde então.

“Não há no mundo hoje nenhuma população que sofra a perseguição que os palestinos sofrem… Somente neste último período já foram 425 novas colônias, postos militares, 637 mil colonos estrangeiros chegaram a Palestina, em sua maioria extremistas, defensores do apartheid e do extermínio do Estado palestino que ainda resta.”

Pimenta também criticou os recentes massacres de Israel que provocaram a morte de 116 palestinos desde o início da Marcha do Retorno, em 30 de março, e a provocação do presidente estadunidense, Donald Trump, que decidiu transferir sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, provocando um banho de sangue nesta segunda-feira, 14.

“Precisamos levantar a voz. O Brasil historicamente sempre teve a coragem de levantar sua voz em defesa do direito do Estado palestino, o direito ao retorno. Por isso, ocupo a tribuna para prestar nossa solidariedade à luta, à coragem e à resistência do povo palestino. Somente se forem respeitadas as deliberações da própria ONU para a criação de um Estado palestino unitário, contíguo, seguro, tendo Jerusalém Oriental como sua capital, poderá se reestabelecer a paz no Oriente Médio e devolver a este povo que sofre há 70 anos, o direito de viver em paz e com dignidade”, conclui.

Flagrante do Nakba há 70 anos. Foto: Acervo do IbraspalLeia também:

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4 comentários

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Beto_W

18 de maio de 2018 às 17h51

O sofrimento do povo palestino é lamentável, mas enquanto se imputar apenas a Israel a culpabilidade, ignorando a corrupção, a crueldade e a tirania das lideranças palestinas, especialmente o Hamas, não haverá paz. Seguem dois ótimos artigos sobre o assunto, que podem ajudar a enxergar o outro lado, esse sim que você não vê na mídia:

https://observador.pt/opiniao/o-mito-fundador-que-e-a-desgraca-dos-palestinianos/

http://www.tabletmag.com/jewish-news-and-politics/262329/gaza-media-explainer

Quanto ao que o Julio Silveira falou, por que tanto ódio reservado a Israel? Por que não destinar um pouco desse ódio à Jordânia, por exemplo?

https://www.omicsonline.org/open-access/the-status-of-palestinians-in-jordan-and-the-anomaly-of-holding-a-jordanian-passport-2332-0761.1000113.php?aid=23346

Por que não destinar um pouco desse ódio à Síria?
https://www.macleans.ca/news/world/the-forgotten-palestinians-of-syria/
https://www.economist.com/middle-east-and-africa/2018/05/03/syria-is-erasing-the-palestinians-largest-refugee-camp

Posso continuar a lista, expandir até para outros cantos do mundo árabe ou muçulmano, como por exemplo o ISIS, ou o Boko Haram…

Eu defendo plenamente o direito dos palestinos a um estado, à auto-determinação e a uma vida decente. Mas não às custas de expulsar os judeus, acabar com Israel ou algo assim. Eu já falei várias vezes em meus comentários aqui, os dois lados precisam se dar conta de que nenhum deles irá varrer o outro do mapa, então quanto antes eles aprenderem a conviver, melhor para todos.

Abraços
Beto_W

Responder

    Julio Silveira

    19 de maio de 2018 às 02h03

    Como vc me referenciou vou lhe responder. Como gostar de algo que foi produzido dentro de um arbitrio, mesmo que consensual numa organização que o concebeu para acomodar interesses de potencias governadas por hipocritas e covardes. E veja só, instituição que hoje recebe como retorno o total desprezo deste algo, quando suas condenações se voltam contra esse mesmo algo que criaram.
    Me desculpe cidadão mas nada tenho contra religiões nem individuos que as professam, mas tenho sim contra as injustiças e sacanagens que alguns homens cometem em nome das religiões ou para agasalhá-las politicamente na base da hipocrisia as custas dos outros.

    Beto_W

    22 de maio de 2018 às 11h34

    Julio, parte do meu questionamento é exatamente essa. O Irã, por exemplo, foi criado arbitrariamente pelos russos, britânicos e americanos. A Jordânia também foi criada arbitrariamente pelos britânicos, e ratificada pela Liga das Nações. Os britânicos colocaram o Rei Abdullah I como líder, sem nenhuma forma de consulta popular. E um dos piores massacres de palestinos, com aproximadamente 3400 mortes, foi perpetrado pelo exército jordaniano, em 1970, no que ficou conhecido como Setembro Negro. Ironicamente, um grupo terrorista que resolveu usar esse nome atacou a vila olímpica de Munique em 1972 não para atacar atletas jordanianos, mas sim atletas israelenses.

    Só que não vejo ninguém chamar a Jordânia de estado criminosos, ou nenhuma forma de condenação da ONU à Jordânia. Isso só para citar um exemplo. A ONU tem em seu quadro de membros do painel de direitos humanos países que são bem conhecidos por não respeitar os direitos humanos – a Arábia Saudita quase conseguiu a presidência. Eles têm mais resoluções contra Israel do que contra qualquer outro país, e eu duvido que a situação realmente seja pior do que em outros lugares onde haja conflito. Não vi nenhuma condenação da ONU às ações recentes do governo Sírio, por exemplo, que usa armas químicas contra a população civil e atacou Yarmouk, uma das maiores aldeias palestinas. E tampouco vi nenhum protesto ou manifestação de repúdio por parte de movimentos palestinos ou da esquerda em geral em relação a isso.

    Eu concordo que o estabelecimento de Israel não foi feito da forma mais justa, mas a criação de um país nunca o é. Pode perguntar para os indígenas, por exemplo, o que eles acham de estrangeiros como nós invadindo a terra deles. Mas ninguém clama que o Brasil é um estado genocida ou conclama seu fim. Ninguém fala que os descendentes de europeus devem voltar para a Europa e deixar o país para os indígenas.

    Eu não concordo com muita coisa que acontece em Israel, mas generalizar e chamar um país de “estado criminoso”, na minha opinião, é tendencioso, quando se escolhe condenar apenas um país, e se faz silêncio quanto a atrocidades cometidas por outros países. E também quando se escolhe imputar apenas a Israel a culpabilidade pela situação atual do povo palestino, ignorando a corrupção e a tirania das próprias lideranças palestinas.

    Se você é contra “as injustiças e sacanagens que alguns homens cometem em nome das religiões ou para agasalhá-las politicamente na base da hipocrisia as custas dos outros”, eu pergunto: você denuncia também o Hamas, que mantém seu povo na miséria para poder se manter no poder? Ou a Síria, que ataca populações civis indiscriminadamente? Ou a Arábia Saudita, que financia uma guerra de fantoches na sua disputa de poder com o Irã? Há muita coisa errada no mundo, e realmente não devemos nos calar quando o exército israelense se vale de táticas violentas e depois considera as mortes de civis palestinos como “dano colateral”. Mas tampouco devemos nos calar (ou pior, celebrar) quando palestinos tentam ultrapassar a fronteira, mandam bombas incendiárias para queimar as colheitas das fazendas comunitárias em Israel, atropelam e esfaqueiam indiscriminadamente idosos, crianças e turistas, entre outras coisas.

    Abraços
    Beto_W

Julio Silveira

18 de maio de 2018 às 09h43

Sei que temos muitos judeus no Brasil, tambem sei que dentre eles existem uma grande parte que são sionistas. E que me desculpem os Sionistas nacionais do Brasil que se sentirem ofendidos, mas o Brasil, em qualquer governo, mas principalmente quando for um governo popular, não deve tomar parte no silencio mundial acumpliciante. Deve demonstrar todo seu repudio e sua oposição ao criminoso estado de Israel. Deve torná-lo indesejado para relações. Que Israel tenha parceria com quem queiram e aceitem seus crimes. Mas está na hora do Brasil começar a praticar senso critico contra estados criminosos, e passar a ser exemplo deixando de fazer parte de consensos politicos hipocritas que assistem a exclusão, exterminio e pilhagem de pessoas tornadas insignificantes para facilitar a acomodação das consciencias dis hipocritas pelo descarte de suas humanidades.

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