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Kate Epstein: Netflix, quando o entretenimento nos entorpece
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Kate Epstein: Netflix, quando o entretenimento nos entorpece


20/07/2013 - 20h50

Netflix e Espionagem

O Admirável Mundo Novo do Banco de Dados

Por Kate Epstein, no Counterpunch

Os vazamentos de [Richard] Snowden e o debate que se seguiu sobre nosso governo [dos Estados Unidos], banco de dados e privacidade levou a mais alusões a [George] Orwell do que eu já havia escutado em minha (admitidamente pós-1984) vida. É difícil não comparar a vigilância constante do século XXI nos Estados Unidos à onipresença do Grande Irmão na visionária novela de 1949. Isso para não mencionar o pensamento duplo que envolve a nossa guerra sem fim, com um inimigo que vive mudando de lugar, para manter a pátria segura (guerra é paz), nossa população carcerária que está explodindo, um aumento de 790% desde 1908 (liberdade é escravidão), e a brutal repressão atual, por parte do governo, a quem fala a verdade e à educação pública (ignorância é força).

Mas o grande Banco de Dados tem um outro lado, que Aldous Huxley previu muito bem em sua distopia de 1932, “Admirável Mundo Novo”. Nessa versão do futuro, o desejo do consumidor, e não o policiamento das ideias, mantém os cidadãos do Estado Mundial na linha, no ano definido não por D.C. mas por A.F., ou “After Ford”(depois de Henry Ford). Chicletes de hormônio sexual, a droga soma para induzir o êxtase (“um centímetro cúbico cura dez sentimentos melancólicos”) e sexo recreativo são incentivados, como também participar das populares “feelies”, que combinam visão, cheiro e tato para criar a última experiência de entretenimento.

De diversas maneiras nós estamos vivendo uma combinação bizarra do monitoramento total de “1984” com a administração das sensações de “Admirável Mundo Novo” na corporatocracia pós-Fordista na qual nossas ações são monitoradas e nossas percepções são administradas o suficiente para determinar nossos desejos e então satisfazê-los como forma de eliminar os dissidentes e esmagá-los.

São corporações como a Booz Allen, afinal de contas, que conduzem o trabalho de vigilância do governo em nosso fantástico, e desregulado, mundo novo.

Apesar de uma das funções de todo esse banco de dados ser a “segurança”, que é uma indústria lucrativa o suficiente por si só, uma função ainda mais lucrativa é entender melhor a tomada de decisão dos consumidores, o que pode ser construído a partir dos mais de 2.8 zettabytes de dados que existem no mundo.

Como os personagens da distopia de Huxley (a grande maioria achava que estava vivendo em uma utopia), nós existimos em uma sociedade saturada de entretenimento. Boa parte desse entretenimento nos é entregue por uma empresa: Netflix, que atende aproximadamente 30 milhões de telespectadores e tem mais audiência do que as tevês a cabo.

Eu pensei em “feelies” e na visão ampla de Huxley, quando ouvi falar da nova estratégia do Netflix para criar conteúdo original, usada pela primeira vez em fevereiro passado com o seriado “House of Cards” – uma estratégia que envolve o uso de bilhões de dados para entender melhor o que seus telespectadores querem ver.

O Netflix, assim como a NSA (Agência de Segurança Nacional), sabe muito sobre nós. Pense o quanto o seu padrão como telespectador revela a seu respeito (o que você assiste, quando assiste, com que frequência interrompe o programa, etc.).

Foi a preocupação com a privacidade na hora de alugar um vídeo que forçou a adoção do Ato de Proteção de Privacidade nos Vídeos, de 1988, depois que os dados sobre o aluguel de vídeos do juiz Robert Bork, indicado para a Suprema Corte, foram publicados em um jornal. O Congresso ficou ultrajado ao ver uma informação tão pessoal tornada pública (considere isso o “metadata” da época), mas a lei não foi atualizada desde então, apesar de certas novidades, incluindo a invenção da internet.

Considere o quanto o Netflix deve saber a seu respeito já que, segundo a GigaOm, ele também coleta dados de localização, informação de aparelhos, metadata de terceiros como o Nielsen e dados de mídias sociais do Facebook e Twitter, além dos mais óbvios data-eventos: mais de 30 milhões de plays por dia, 4 milhões de classificações, 3 milhões de pesquisas e todas as pausas, fast-forwards, rewinds e replays. (Nielsen é a empresa de pesquisa de mercado, criada em 1923 por Arthur Nielsen, que cunhou o termo market share. Ela recolhe informação global sobre o que os consumidores assistem e compram para os anunciantes e clientes corporativos como Coca-Cola, Nestle, Procter & Gamble, Unilever, Walmart, CBS, NBC, News Corp. e Disney).

Essa informação dita há muito tempo que conteúdo o Netflix decide licenciar e recomendar para diferentes espectadores, mas com o seriado “House of Cards” foi a primeira vez que uma empresa usou toda essa informação no processo criativo de produção de um programa de TV.

Tudo começou quando o Netflix percebeu que havia superposição significativa entre grupos de telespectadores que assistiam filmes com Kevin Space e filmes dirigidos for David Fincher do começo ao fim, e telespectadores que adoravam a minissérie ”House of Cards” original da BBC, de 1990. Assinantes assistiram um de dez trailers da série com base nos seus perfis de consumo.

Os produtores também sabiam, a partir do estudo do padrão de comportamento dos espectadores, que lançar os treze episódios de uma vez promoveria e satisfaria o comportamento viciado demonstrado pela audiência alvo. A nova estratégia funcionou: 10% dos assinantes do Netflix viram a série toda nas duas semanas após a estreia, e 80% dos telespectadores consideraram a série “boa” ou “excepcional”.

Na onda do sucesso de “House of Cards”, o Netflix estreou uma nova série, “Orange is the New Black”, na quinta-feira, dia 11 de julho. Apresentada como “hilariante, de cortar o coração e muito elogiada pelos críticos, a série se baseia na história verídica de Piper, uma mulher de classe alta de Nova York que se vê condenada a 15 meses de cadeia em uma prisão de mulheres por um crime que ela cometeu há muito tempo”. O programa realmente recebeu elogios. O San Francisco Chronicle afirmou que a série alcançou “uma nova definição de excelência na televisão”.

Assim como as empresas de varejo como a Target [loja de departamento dos Estados Unidos] sabem quando uma adolescente está grávida antes que os pais dela, através da coleta de uma extensa coleção de dados, os produtores de entretenimento de várias indústrias estão se tornando mais e mais especializados a respeito do potencial que o banco de dados tem para transformar o processo criativo e satisfazer a demanda do consumidor de uma maneira sem precedentes.

A ideia de que algoritmos de computador possam mostrar o que normalmente considerávamos ser criatividade humana única é relativamente nova, mas está se expandindo rapidamente.

Algoritmos que pesquisam, coletam e organizam uma quantidade de dados que cresce exponencialmente já conseguem avaliar textos, compor música que imita Bach tão bem que muitos não conseguem dizer qual é a diferença, e escrever textos jornalísticos sobre eventos nos quais nenhum jornalista esteve presente. (Veja “Can Creativity Be Automated?”).

“Nós sabemos o que as pessoas assistem no Netflix e podemos, com alto índice de certeza, entender qual é o tamanho do público potencial para um determinado programa, com base nos hábitos de programação das pessoas”, disse à revista Wired, em 2012, o diretor de comunicações da Netflix, Jonathan Friedlan. “Nós queremos continuar a ter algo para todo mundo. Mas na medida em que o tempo avança, melhoramos nossa capacidade de entender o que é esse algo para todo mundo que alcança alto grau de resposta”.

Talvez seja ir longe demais comparar esse novo ambiente de entretenimento com os “feelies” e jogos de golfes de obstáculo do “Admirável Mundo Novo”, mas é difícil não ser um pouco cético a respeito de uma indústria tão antenada com as preferências do consumidor que pode até usar algoritmos para criar “O Último Programa de Televisão”.

Apesar da realidade de que estamos diante de crises de proporções drásticas – meio ambiente, economia, problemas sociais e políticos – somos bombardeados pela propaganda de uma realidade totalmente diferente. Em mais de 3.000 propagandas por dia, nos apresentam um mundo no qual o consumidor é soberano, a liberdade de escolha reina e a vida sem dor, com prazer constante, é possível.

Arte e entretenimento que não conseguem agradar o tempo todo, apesar do valor social que possam ter, representam uma parcela cada vez menor em relação ao que a maior parte dos norte-americanos consome.

Enquanto a tecnologia avança, as corporações estão desenvolvendo métodos mais precisos para monitorar nosso comportamento e algoritmos mais inteligentes para organizar esses dados.

No ano passado, a Verizon [companhia telefônica] entrou com um pedido de patente para um tipo de tecnologia de monitoramento que usa câmeras infravermelhas e microfones para seguir e registrar o comportamento do consumidor – comer, fazer exercícios, ler e dormir – nas redondezas de uma tevê ou de um aparelho móvel.

Inserido nas caixas de cabo, nas salas-de-estar dos Estados Unidos, essa ferramenta orwelliana supostamente ajudaria as empresas a nos conhecer um pouquinho melhor.

As empresas de marketing usam monitores de olhos para medir como elementos de propagandas são vistos, retidos e lembrados, e as empresas usam reconhecimento de face em câmeras secretas de outdoors para detectar idade e sexo para apresentar anúncios dirigidos.

Com certeza essas novidades levantam várias das mesmas preocupações com a privacidade suscitadas pelo amplo programa de espionagem da comunidade de inteligência. Quando foi que concordamos em dar todos esses dados pessoais de graça? E sequer sabemos que isso está acontecendo?

Como o fundador e CEO do Netflix, Reed Hastings, disse à Businessweek, “Nós podemos fazer mais cálculos e estatísticas com base em dados para que o Netflix represente mais e mais um lugar para o qual você vai relaxar, escapar”.  Soa quase tão bom quanto a festa “soma” sem ressaca.

Kate Epstein é advogada e ativista. Administra o blog The Lone Pamphleteer.

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21 comentários

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Para salvar a Globo, Bernardo quer taxar o internauta - Viomundo - O que você não vê na mídia

08 de agosto de 2013 às 22h41

[…] Kate Epstein detona a Netlflix como a droga do século 21 […]

Responder

Luiz Aldo

23 de julho de 2013 às 14h52

Gente,
Todo o falado é pertinente, mas também nascem flores no deserto. Foi no Netflix que entrei em contato com a série “ZEITGEIST”. Sugiro que todos os coleitores assistam. Trata-se de uma (até agora) trilogia iniciada em 2008. Não quero falar muito, pois filme e expectativas são coisas que não se dão bem entre si, mas posso lhes afiançar: ESTA SÉRIE MUDOU A MINHA VIDA! Azenha, não sei se assististe. Se sim, o que achaste?

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    Luiz Carlos Azenha

    23 de julho de 2013 às 15h10

    Sim, assisti Zeitgeist e sempre recomendo. abs

Wilson

22 de julho de 2013 às 02h10

Se o Netflix conhece tanto seus usuários apenas com os padrões do que eles assistem, imaginem o Facebook que tem acesso a tudo isso e muito mais!

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Malvina Cruela

21 de julho de 2013 às 16h04

é como diz apocalipse de são joão: quando se restaurar as fronteiras do antigo império romano (união europeia), quando vier o falso profeta (liga a TV pra ver a quantidade deles berrando suas sandices), quando tudo e todos tiverem o código da besta, 666, (código de barras) sem o qual não se pode comprar nem vender, a besta se levantará dos oceanos e a prostituta da babilônia (rede globo) imperar…chegado é a hora do anticristo.

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Heitor

21 de julho de 2013 às 16h03

Diante desse “futuro” que cresce à minha frente, a cada dia sou obrigado a fazer um exercício de lucidez, aonde para mim ser feliz basta conviver com minha família, ter meu trabalho e buscar minhas diversões conforme o que eu acredito que seja certo e verdadeiro; ficando assim, um ser humano independente de TVs, empresas do establishment, experts em comportamento humano, e a sociedade lunática alienada (não todos, mas alguns) que nos é empurrada garganta abaixo.

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lulipe

21 de julho de 2013 às 14h52

Desde que o mundo é mundo, países espionam países, seria ingênuo achar que essa prática teria acabado, não só os EUA espionam, China, Rússia, Inglaterra, Alemanha, França também o fazem, cabe ao Brasil investir em segurança cibernética, já que, como foi divulgado o pouco disponibilizado para esse tipo de investimento sequer foi usado.Se o país quiser deixar de ser coadjuvante na política internacional terá que parar de se fazer de vítima e começar a agir.O lula acreditou no Obama quando esse o chamou de ” o cara” e achou que nossa diplomacia tava bombando.Tolinho……

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Waldir

21 de julho de 2013 às 10h49

Fui assinante da Netflix durante o primeiro mês, que é gratuito, para experimentar. Quando percebi que a empresa, além de querer dirigir os meus gostos cinematográficos, era apenas mais uma divulgadora do lixo cinematográfico que se faz em Hollywood, com raras exceções, cancelei imediatamente a assinatura. Hoje procuro o que quero e o que gosto na internet. Com isso estou conhecendo bons filmes de paises como o Irã e a Nigéria, por exemplo, que nunca vai ser mostrado no Netflix.

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    Lina

    21 de julho de 2013 às 13h53

    Waldir, também fui assinante durante o gratuito primeiro mês, mas não consegui ver filme nenhum. Isto porque eu só poderia ver um filme se concordasse que minha escolha de filme fosse divulgada no Facebook. E não havia outro modo, era necessário passar pelo Face. Somado ao fato de realmente não haver disponível, ao menos naquela ocasião, nenhum filme interessante, pedi para sair em uma semana. Agora sei que foi a melhor coisa que eu fiz.

    Roberto Locatelli

    21 de julho de 2013 às 14h39

    Assino embaixo!

    Pessoalmente, prefiro documentários e programas jornalísticos. Os filmes, sinto dizer, são apenas atores fingindo. Quando me dou conta disso, me dá uma preguiça de assistir…

lukas

21 de julho de 2013 às 07h46

A originalidade sempre vencerá.

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José Eduardo

21 de julho de 2013 às 02h06

Os EUA definitivamente se tornaram uma tecno-ditadura midiática. Mais uma “contribuição” desse país para o NÃO-futuro da humanidade!

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H. Back™

20 de julho de 2013 às 23h25

E eu aqui pensando que George Orwell se tornaria realidade em um remoto futuro, porém sinto que ele está mais atual do que nunca. Como e quando terminará tudo isso ninguém sabe.

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Uélintom

20 de julho de 2013 às 23h25

E tem mais, você não pode assistir qualquer coisa no Netflix, apenas os programas e filmes cujos direitos de reprodução fora adquiridos pela empresa. Ou seja: ao mesmo tempo em que os dados das preferência de consumo dos indivíduos são organizados por algoritmos pela empresa, essas preferências são restringidas a um determinado universo de opções controlado pela própria empresa.
Visualizo dois finais:
1 – Ou a Netflix e congêneres vão encolher, porque o universo real de produção artística em audiovisual vai escapar por entre seus longos dedos – a diversidade de criações, que não exigem senhas e cartões de crédito para existirem, serão um imenso ralo por onde escoarão os “assinantes”.
2 – Ou vão se tornar as únicas opções, porque transformarão aquele seu universo no único possível, seja por inviabilizar (por pressões econômicas, políticas etc) outros espaços de produção e consumo de massa, seja porque criarão um padrão tal que, fora dele, os consumidores acreditarão que não haverá prazer.

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DSK

20 de julho de 2013 às 22h49

Eu (humildemente) discordo. Não com o fato haver uma certa intrusão por parte das empresas no afã de “fisgar” mais e mais pessoas, mas discordo de colocar Netflix e NSA, lado a lado.

A mineração de dados empregada pela Netflix (e não só por ela, praticamente tudo que está na internet hj nos geo-localiza e monitora nossas escolhas) só consegue apontar uma “tendencia” de consumo de uma parcela ou extrato da população de dados. Isso é muito diferente de escutar, recolher e se apropriar de dados pessoais de um ou outro cidadão em particular.

E se for pra gente se preocupar com “Data Mine” e “Big Data”, devemos olhar é para o Google, este sim consegue “observar” todas as nossas escolhas e gostos, indo muito além do filme que eu decidi assistir sexta a noite, como por exemplo, o que eu pesquiso, que sites acesso, os email’s que enviei. E tudo ficou bem mais desconfortável a partir do momento em que para usar o navegador estamos logados na nossa conta Google (vide o Chrome).

Enfim, de fato as empresas vasculham nossos acessos para obter tendencias e estatísticas que apontam para algo, mas esta longe de ser algo tão intrusivo como o que é feito via NSA.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa :D

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Nelson

20 de julho de 2013 às 21h34

Lucros, lucros, lucros. No capitalismo da era neoliberal, o lucro (de uns poucos, é claro) tornou-se não apenas a primeira prioridade, mas também a segunda, a terceira, a quarta… O restante vem depois, bem depois, se possível.

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    Luzo

    20 de julho de 2013 às 23h37

    Ha um pequeno problema, a netflix não é produtora de conteúdo, apenas um meio de se ver conteúdos produzidos por terceiros. Hbo e netflix brigaram muito comprar house of cards, de uma produtora, no fim a netflix comprou por 100 milhões de dólares assim ela pode ter usado os dados para definir a compra, mas n p produzir a série.

    Edu

    21 de julho de 2013 às 03h29

    Netflix só comprou de terceiros porque “House of Cards” era um seriado já produzido na inglaterra e saiu nas pesquisas.

    Ela é produtora de conteúdo igual à HBO.

    Orange is the New Black foi produção original da casa (baseada em um livro cujos direitos foram compradas por ela) e já estão produzindo mais três seriados exclusivos

    francisco niterói

    21 de julho de 2013 às 09h41

    A “netflix nao é prdutora de conteudos”.

    Realmente, mas ela e mais alguns podem ser os donos dos produtores de conteudos que, por sobrvivencia, farao o que estes “mecenas” querem”.

    E aí a diversidade cultural morre. E com isso o pensar livre.

    Sabe os Medicis e a Igreja em suas epocas? É claro que se produziu uma arte excepcional, MAS QUALQUER UM QUE PERCORRA UM MUSEU DAQUELA EPOCA PERCEBE QUE A QUASE TOTALIDADE DAS OBRAS ERAM SOBRE RELIGIOSIDADE, BATALHAS E SOBRE A NOBREZA.

    Acho que nao precisamos de mecenas deste tipo no seculo XXI.

Francisco

20 de julho de 2013 às 21h16

Tamu fú!

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